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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Falta de consenso sobre aquecimento global impediu acordo danoso em Poznan

14ª Conferencia Convenção do Clima das Nações Unidas
Enquanto a ONU e a mídia tudo faziam para abafar a voz dos cientistas que provam, com dados na mão, a manipulação ideológica ‒ anti-ocidental e anti-civilizatória ‒ do seudo “aquecimento global” e de seu suposto origem humano, a COP-14 (14ª Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas) reunida em Poznan, Polônia, foi incapaz de chegar a qualquer consenso para um acordo capaz de substituir o demagógico Protocolo de Kyoto.

Também houve poucos avanços na inclusão da redução do desmatamento e nenhum avanço em metas de redução de emissões.

De fato, pondo na base suposições que cientificamente não tem consenso, não pode se chegar a qualquer avanço sério. Só a medidas com viés demagógico, e no caso, anti-civilizatório e estatizante.

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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Teólogo romano denuncia origem comum do ambientalismo radical, do nazismo e do comunismo


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Para o Pe. Paul Haffner, professor de teologia da celebérrima Universidade Gregoriana de Roma, os ambientalistas radicais professam um credo anti-religioso materialista.

Esse credo deu à luz no século 20 os grandes regimes totalitários.

Esse materialismo radical está na origem do nazismo, do stalinismo, e de filosofias panteístas da Nova Era.

“O que liga a todos eles é, antes de tudo, a rejeição da revelação divina, de Cristo, e da visão cristã.

“Portanto, professam conjuntamente uma visão materialista da pessoa humana, segundo a qual o homem é só matéria, e ele igual a um animal, e deve ser tratada como tal”, disse o Pe. Haffner em entrevista a LifeSiteNews.

O Pe. Haffner é autor de mais de 20 livros e 100 artigos teológicos e agora publicou o livro “Rumo a uma Teologia do Meio Ambiente” pela editora Gracewing, da Inglaterra.

Muitos cristãos estão sendo confundidos pela virulência com que esses ambientalistas rejeitam a cosmovisão cristã e promovem a agenda anti-humana do controle populacional.

Ele se referiu às diversas iniciativas contra a vida promovidas pela ONU e ONGs como Planned Parenthood.

Nos projetos mais extremos, o ecologismo apocalíptico exige a redução drástica da humanidade em nome de seus supostos e imaginários perigos ecológicos iminentes.

“É preciso lembrar que basicamente nazismo e comunismo são duas faces da mesma ideologia materialista e ateia”, acrescentou ele.

“O fato de um parecer de direita e o outro de esquerda é um mero aspecto enganoso.

“É preciso lembrar que há um elo filosófico muito forte que liga essas ideologias”.

Cartaz ambientalista radical na Alemanha. Acima: 'Comer carne deteriora o clima', embaixo 'Homens, não comam carne!'O ambientalismo, disse ele, tem em comum com o comunismo e o nazismo, “a ideia utópica da raça perfeita (nazismo), e do Estado perfeito (socialismo-comunismo). Eles são, na realidade, irmãos gêmeos”.

O Pe. Haffner sublinhou que “não é possível defender sinceramente o ambiente sem defender a vida. Porque o ambiente está feito para servir o homem e sua vida, e não o contrário, isto é que o homem está para servir meio ambiente”.

Este conceito da criação ordenada em função do homem e a ele submetida estabelece uma diferença fundamental entre a concepção cristã do meio ambiente e a do ambientalismo materialista que vê no homem uma forma de “câncer” do planeta.

Manifestação ecologista pelos animaisPara o professor Haffner, a respeito de demografia, equilíbrio social e equilibro homem-natureza, “se a raça humana vivesse de acordo com o plano de Deus, nenhum desses problemas seriam problemas.

“As pessoas nasceriam no seio da família, não haveria instabilidade social por causa da estabilidade que dá o casamento ordenado em função dos filhos”.

Para o Pe Haffner, essas filosofias materialistas anti-humana, foram geradas pelo “Iluminismo" do século 18, e nos filósofos que inspiraram a ímpia Revolução Francesa de 1789.

De fato, o socialismo (que é a tintura mãe do nacional-socialismo de Hitler) e o comunismo germinaram à luz sinistra das convulsões e massacres do Terror.

Execução do rei Luis XVI na Revolução FrancesaO Terror tomou conta da França no auge da Revolução Francesa.

Ele guilhotinou o rei e a rainha, dizimou os nobres e religiosos e massacrou o povo que se resistia a seus criminosos intentos igualitários.

Foi o primeiro grande genocídio igualitário.

Naquelas jornadas revolucionárias registraram-se as primeiras cerimônias líricas de adoração da Natureza.

Hoje, estamos pagando as consequências daquelas ideias niveladoras e libertárias.

E o bem da Natureza?

“Oh, bem da Natureza, quantos crimes se cometem em teu nome!” poderia se responder parafraseando uma famosa vítima morta na guilhotina erguida em nome da “Liberdade, igualdade e fraternidade”!.