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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Alarmismos que arrombam as consciências

A ONG ambientalista WWF Brasil encomendou anúncio à agência de publicidade brasileira DM9. Ele visava mover o público em favor da agenda da WWF.

Mas o anúncio foi repudiado rumorosamente nos EUA e no Brasil, segundo informaram Folha online e o “The New York Times” além de muitos outros.

O anúncio “Tsunami” apresenta dúzias de aviões caindo sobre Manhattan (NY), explorando o impacto emocional dos atentados de 11 de setembro de 2001.

A montagem diz que o tsunami que atingiu a Ásia matou cem vezes mais pessoas que o ataque terrorista, o que revelaria como a Terra é brutalmente poderosa e deve ser respeitada.

Ad Age, considerada a “bíblia” da publicidade, sublinhou que os autores do trabalho são “cientificamente idiotas”, já que “não há relação entre tsunamis e preservação ambiental”.



Alarmismo ambientalista inocula idéias por meio de associações abusivas de imagens que arrombam as consciências

O festival norte-americano One Show anunciou a implementação de novas regras que banirão da competição, por cinco anos, agências e criativos que inscreverem anúncios do gênero. A decisão não tem precedentes e também foi noticiada pela Advertising Age.

O presidente do One Club, Kevin Roddy, entrará em contato com os responsáveis por outros grandes festivais, como Cannes Lions e D&AD, convidando-os a instituir análogas regras. A DM9 perdeu o One Show Merit que conquistou na premiação.

Por sua parte, o show do âncora Keith Olbermann da MSNBC incluiu o anúncio na sua lista de “Piores pessoas do mundo”. Mais.

A WWF de início confirmou que o anúncio fora aprovado “a algum nível” do grupo. Mas, também defendeu que a WWF americana “não autorizou sua produção ou publicação”, deitando a responsabilidade na WWF brasileira.

Sergio Valente, presidente da DM9DDB Brasil, disse a Ad Age que o anúncio foi aprovado pela WWF brasileira em dezembro 2008 e até teria saído num jornal local. Valente pediu desculpas pela campanha. Ele afirmou em carta, segundo Infoplantão, que “esse trabalho foi desenvolvido por um grupo de jovens profissionais da agência”.

Segundo a WWF-Brasil, a equipe da agência de publicidade DM9DDB Brasil que criou as peças (um cartaz e um clip) não faz mais parte da empresa.

Visando encerrar o escândalo, WWF Brasil e DDB Brasil emitiram comunicado em que “manifestam conjuntamente seu pesar pelo lamentável incidente”.

“Este anúncio não expressa o pensamento nem do cliente nem da sua agência de propaganda”. “Inadvertidamente, acrescentam, este anúncio foi submetido a uma competição de propaganda internacional [Cannes]”.

“WWF Brasil e DDB Brasil reafirmam que tal anúncio jamais deveria ter sido criado, aprovado ou veiculado. Informam que já solicitaram formalmente a eliminação deste anúncio da competição acima. E lamentam o corrido, reiterando pedido de desculpas a todos que se sentiram ofendidos”.

Para além da casuística dessa polêmica campanha, o fato serve de exemplo de métodos utilizados pelo ambientalismo apocalíptico.

Cartaz alarmista de Green Korea diz: "estamos nos afogando, salve-nos do aquecimento global"

Para inocular uma idéia no público ele associa de modo abusivo imagens de alto impacto emotivo e dessa maneira acaba arrombando as consciências.

Dessa maneira, por via não racional, ou seja, pela impressão violenta para esse efeito dosada, impinge uma ficção nas vítimas. Estas passam a considerar a perspectiva alarmista como tivesse a evidência de um “fato” que entrou pelos olhos.

Na realidade, trata-se de shocks midiáticos que exploram o pânico ou o terror emocional para sugestionar o público alvo.

Esse método explica a dificuldade encontrada por tantos cientistas de boa fé, experientes e carregados de títulos, para dissipar exageros e falsos do ambientalismo catastrofista.

Os genuínos cientistas apresentam fatos, argumentos lógicos, demonstrações. O outro lado manipula medos ou pânicos com inescrupulosos artifícios de propaganda.

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