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domingo, 20 de setembro de 2009

Mudança climática: não há proporção alguma entre a natureza e a atividade humana, diz Prof. José Carlos Almeida de Azevedo

Erupção do vulcão Mount Saint Helens, Washington, 18-05-1980
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Continuação do post anterior: Aquecimento global não tem fundamento científico diz ex-reitor da UnB


Não há proporção alguma entre a ação humana e a atividade da natureza: esta evidência é contestada pela irracional suposição de que é o homem quem determina, em pelo menos alguns pontos decisivos, a evolução do clima e a atividade da Natureza.

Esta superestima de si mesmo professada pelo ambientalismo apocalíptico parece tocar na patologia. Porém, é mais preciso ver nela um instrumento para habilmente passar uma ideologia que, se fosse exposta racionalmente, o bom senso público recusaria.

O Prof. José Carlos Almeida de Azevedo, ex-reitor da UnB, abordou com autoridade os aspectos científicos desta problemática em entrevista concedida a "Catolicismo".


Vulcão St Helens antes da explosão de 18.5.1980
Vulcão St Helens antes da explosão de 18.5.1980
e o que ficou dele (foto de 1982)
e o que ficou dele (foto de 1982)





Reproduzimos a continuação, mais alguns excertos dessa momentosa entrevista:

Catolicismo — Qual a proporção da ação humana na ação da natureza?

Prof. Azevedo — Nenhuma. A natureza está aí dessa maneira, e deve continuar do mesmo jeito ainda por muitos milhões de anos. Depois tudo vai desaparecer. Tudo veio do sol. O petróleo veio do sol, pela decomposição da matéria orgânica. O CO2 influi no clima? Provavelmente sim. Tudo influi no clima.

Catolicismo — O Sr. poderia falar sobre o efeito do CO2 e o efeito estufa?

Prof. Azevedo — São duas coisas diferentes. Primeiro, o nome efeito estufa é tecnicamente errado.

Eles usaram essa denominação para chamar a atenção das pessoas, tentando estabelecer uma correlação entre o que se passa na atmosfera e o que ocorre dentro de uma redoma de vidro, onde se colocam plantas para se manterem a uma determinada temperatura.

Na atmosfera não existe o vidro, o ar é livre. Os alarmistas então levantaram a hipótese de que a radiação vai lá para cima e se reflete. Isso não tem nenhuma fundamentação científica.

O CO2 influi? Sim, mas influi quanto? Os combustíveis fósseis emitem por ano seis ou sete bilhões de toneladas de dióxido de carbono. Mas os mares emitem 90, é uma desproporção fantástica entre uma coisa e outra. As plantas emitem uma quantidade quase igual. Os cupins emitem uma quantidade enorme de metano.

Catolicismo — Pode-se afirmar que o CO2 é necessário para a vida na Terra?

Prof. Azevedo — Toda a vida na Terra depende do CO2. Toda matéria orgânica possui carbono. O carbono existente apareceu por processos geológicos, ou está enterrado nas rochas e nos mares. As plantas absorvem o CO2. Sem CO2, as plantas não crescem.

Catolicismo — Fala-se muito da Amazônia. Qual é a real repercussão do desmatamento da Amazônia sobre o clima global?

Prof. Azevedo — Aparentemente nenhum.

Catolicismo — Foi publicado que uma das causas da chuva da Amazônia é a areia proveniente do deserto do Saara.

Prof. Azevedo — Ela vem do Saara, que já foi uma floresta e possuia rios caudalosos. O clima muda muito, e muda sempre. E continuará mudando sempre.

Tempestade de areia sai do Saara (Marrocos) na direção de América
Tempestade de areia sai do Saara (Marrocos) na direção de América
Catolicismo — O ser humano tem possibilidade de mudar o clima?

Prof. Azevedo — Não tem, porque a ordem de grandeza é fantástica.

O homem tem que descobrir maneiras de conviver com a mudança do clima. As grandes migrações humanas ocorreram, em primeiro lugar, por causa do clima.

Assim, as que ocorreram na Pérsia, na civilização acadiana (Mesopotâmia), as que ocorreram na meso-América e tudo o mais.

O clima mudou, a temperatura subiu não sei quantos graus, as águas foram embora, escoaram para outro lugar. E as populações mudaram e passaram a conviver com outro clima.

Se não houvesse alterações no clima, todos nós, ainda hoje, estaríamos morando na África. Toda a humanidade estaria vivendo lá. E atualmente esse continente, em parte, é um deserto.



(Fonte: "As questões climáticas e os “eco-alarmistas”", "Catolicismo", setembro 2009).

3 comentários:

  1. Caros amigos, peço permissão para fugir da pauta e pedir seus comparecimentos e de seus seletos visitantes para verem em primeira mão as perguntas da sabatina que sofrerá José Antonio Dias Toffoli, quando da validação que o senado federal fará de tão insigne representante da casta petista... obrigado pela atenção e se acharem interessante, divulguem... é pelo bem do Brasil... abraço

    Basta acessar http://novoblogdoclausewitz.blogspot.com

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  2. Talvez vos interessem umas opiniões de 2 portugueses que sabem do que falam.

    J.J. Delgado Domingos sobreo IPCC e afins -- http://bit.ly/mxiFE

    João Corte Real -- http://bit.ly/UFqU1

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  3. Ooops!... O úlitmo link estava errado.

    A entrevista com João Corte-Real é em -- http://bit.ly/Uomig

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