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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Deserto “reverdece” na África e desmente boatos alarmistas


Fotografias satelitais do Norte da África apontam que o deserto do Saara está em retração, informou a BBC News. A notícia pega a contrapé a pregação de que o “aquecimento global” estaria dilatando os desertos.

Vozes científicas, entretanto, apontam que caso acontecer um “aquecimento global” haverá aumento das chuvas e da vida nas regiões mais áridas do planeta.

Farouk el-Baz, diretor do Centro de Monitoramento Remoto da Universidade de Boston, acredita que o Saara está experimentando uma transição para condições mais úmidas.

“Não se pode dizer ainda que esteja esverdeando. Mas o deserto se expande e se contrai em função da quantidade total de energia recebida do Sol pela Terra, e isto ao longo de muitos milhares de anos”, disse o cientista à BBC.

Tal vez sem querê-lo, o especialista pronunciou mais de uma “heresia” contra o dogma ambientalista. Em primeiro lugar que o fator decisivo do aquecimento da Terra não é o homem, mas o Sol, Segundo: em matéria de climatologia, ele afirma que deve se raciocinar em termos de longos períodos históricos.


El-Baz acrescentou que “o aquecimento da Terra resultará em maior evaporação dos oceanos, que trará por sua vez mais chuvas”. Assim ofendeu mais um tabu da superstição ambientalista. Segundo ela o esquentamento terrestre causará desertificação. Alguns até acenam com uma espantosa savanização da Amazônia.

Porém, o cientista falou realidades confirmadas pelo bom senso: mais insolação = mais evaporação dos mares = mais chuvas. (Também aqui).

Fica ainda por se ver se o aumento de chuvas com o conseguinte aumento das nuvens não terá um efeito moderador do “aquecimento global”, caso haja.

A população norte africana pouco liga para teorias irrealistas e luta para ganhar terras ao deserto. É uma atitude oposta à do exército de ambientalistas que elucubra profecias duvidosas diante de um computador num cômodo escritório da ONU ou de algum órgão governamental.

As imagens satelitais mostram que nos últimos 15 anos houve recuperação da vegetação no sul do Saara, região semi-árida.

Por sua vez, no deserto da Namíbia, região “hiper-árida”, nos últimos anos as precipitações cresceram mais de 600%, segundo o centro de pesquisas Gobabeb.

No Egito, o reverdecimento avança em escala industrial com modernos métodos de rega artificial [foto].

O aqüífero – conjunto das reservas naturais de água subterrâneas ‒ foi mapeado por satélite. E sua moderna exploração transformou terras desérticas em áreas cultiváveis. A contribuição de cientistas e engenheiros agrônomos como el-Baz, está permitindo que o Egito mude a areia do deserto em terra verde de modo inteligente, diz ainda a BBC.

Onde antes havia desertos, hoje crescem laranjais, plantações de limeiras e mangueirais com finalidade comercial. O panorama levou a BBC a se perguntar se os “desertos não estão reverdecendo”.

O programa visa recuperar 3,4 milhões de acres ao deserto, mas não falta ambientalista para criticar e tentar obstaculizar esse progresso.

Na parte do Egito onde o deserto está ficando incontestavelmente verde, a tendência é das populações é deixar as cidades e se instalar nas novas terras prometidas, conclui a BBC.

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