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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Cientista pede demissão dos implicados no “Climategate” e se diz vítima de pressões indevidas do IPCC


Fica difícil fazer um apanhado do que está sendo publicado ‒ e silenciado, ao menos no Brasil ‒ no mundo da ciência sobre o “Climategate”.

A revelação inesperada deu coragem a muitos cientistas que antes temiam uma “repressão” política e agora percebem uma franja de liberdade para exprimir o que pensam.

Por exemplo, o Dr. Eduardo Zorita, do Departamento de Paleoclima do Institute for Coastal Research, parte do GKSS Research Center, de Geesthacht, Alemanha.

Numa página pessoal, o especialista explica “por que eu acho que Michael Mann, Phil Jones e Stefan Rahmstorf [cientistas de primeira linha envolvidos no Climategate] devem ser barrados dos trabalhos do IPCC”.

E responde primeiro brevemente: “porque as avaliações científicas nas quais eles possam ter parte já não serão mais críveis”.

Explicando a resposta, o Dr. Zorita diz ter participado na elaboração do 4º relatório do IPCC. Mas logo acrescenta temer que pelo simples fato de publicar esta opinião seus trabalhos futuros podem não ver a luz e não serem publicados.

“Posso confirmar o que já foi escrito em outras partes: a pesquisa em algumas áreas da ciência climática tem sido e é cheia de maquinações, conspirações e entrechoques, como qualquer leitor pode deduzir a partir dos arquivos do CRU. (…) O debate científico tem sido trancado em muitas instâncias para tocar adiante agendas de outra natureza”.


O Dr. Zorita sublinha que ele não é dos que acham que o “aquecimento climático” é um embuste. “Mas, continua ele, eu estou ciente que nesta atmosfera densa – e eu não estou falando agora dos gases estufa ‒ editores, revisores e autores de estudos alternativos, análises, interpretações, até baseadas nos mesmos dados que nós temos a disposição, foram intimidados e objeto de sutis chantagens. Neste ambiente, os alunos que procuram um Ph D são muitas vezes tentados a ajustar os seus dados de modo a caber na 'imagem politicamente correta'. (...) Eu tive o "prazer" de experimentar tudo isso na minha área de pesquisa.”

Zorita agradece aos cientistas que resistiram à pressão evidente de outros autores do IPCC, que não eram especialistas na respectiva área de pesquisa, para transmitir uma imagem distorcida do nosso conhecimento.

Zorita julga anti-ético e tal vez criminoso o procedimento dos “hackers”. Porém, “uma vez publicado, sinto-me no direito de conferir como alguns pesquisadores tentaram influenciar os revisores para sabotar a publicação do nosso trabalho sobre o "gráfico taco de hóquei" ou para saber como alguns autores do IPCC tentaram excluir nosso trabalho do relatório do IPCC com razões muito duvidosas.”

“Esses e-mails fornecem um balanço de muitas e maçantes atividades diárias de climatologistas, juntamente com uma apresentação realista de uma conduta profissional muito preocupante”, concluiu ele.

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