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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Babel do Clima: confusão das línguas e “luta de classes”


Tínhamos a intenção de, ao longo da Conferência de Copenhague, ir postando apanhados das informações relevantes publicadas na Internet e na imprensa escrita de São Paulo.

Para nossa decepção, isso tornou-se impossível. Não por falta de informação, mas pelo caos e balbúrdia que domina essa Conferência.

Enquanto redigíamos este post recebíamos mais uma notícia neste sentido cujo titular é: “Copenhague dominada pela tensão em um ambiente de caos”, da AFP. O conteúdo batia na tecla de muitos outros despachos de imprensa:
 “os ministros trabalham num ambiente caótico para esboçar um acordo mundial contra o aquecimento climático. No reinício das conversações em sessão plenária, a Índia denunciou o clima de caos reinante, Tuvalu comparou a conferência ao Titanic e o Brasil protestou à presidência dinamarquesa porque o chefe de sua delegação ficou preso nos controles de segurança. Pelo menos 170 pessoas foram detidas durante a manhã nos arredores do Bella Center, sede da Conferência da ONU. A estação de metrô junto ao centro de conferências está fechada e restrições foram impostas à entrada de representantes das ONGs.”


Na realidade, esse caos mental e seus subprodutos de desordem eram inevitáveis.

Afinal 22.000 pessoas concentradas enquanto lá fora faz um frio excepcional para discutir um “aquecimento global” que ninguém sabe ao certo no que é que consiste só podia dar em confusão.

Um exemplo disso. Recém chegada a Copenhague para chefiar a delegação brasileira na COP-15, Dilma Rousseff, ministra da Casa Civil, declarou na abertura de um evento sobre a Amazônia que “o meio ambiente é um obstáculo ao desenvolvimento sustentável.”

“O meio ambiente é um obstáculo ao desenvolvimento sustentável”: ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Foto de novembro, após reunião com presidente Lula sobre Conferência de Copenhague Foto Antônio Cruz-ABr


Tal vez tentando uma cortesia para nosso ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, Dilma disse que um dos programas dos quais o ministro falava não tinha “nada a ver” com o que fora perguntado.

O governador José Serra (PSDB-SP) e a senadora Marina Silva (PV-AC) propuseram que o Brasil contribuísse com US$ 1 bilhão para um fundo de combate à mudança climática. Mas a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) reagiu: “US$ 1 bilhão não faz nem cosquinha”.

É verdade que ao lado das cifras mirabolantes que estão em jogo em Copenhague “US$ 1 bilhão não faz nem cosquinha”, mas também é muito verdadeiro que é muito dinheiro ‒ pelo menos para quem não freqüenta os salões políticos. Esse bilhão em mãos honradas poderia trazer muito alívio a muitos necessitados no País, em vez de gastá-lo num infrutífero “combate à mudança climática”, i. é, as sempre instáveis chuva e bom tempo.

A senadora Marina Silva (PV-AC) teve propósitos genéricos não menos remarcáveis. “Acho que é uma causa tão nobre salvar o planeta”, disse ela.

Realmente seria algo muito nobre se a salvação dependesse do homem. Mas a realidade primária mostra que o homem precisaria atingir uns patamares de auto-grandeza inimagináveis para poder “combater a mudança climática”, e ainda por cima “salvar o planeta”.

Sem dúvida, um pouco de ordem e inteligência no governo dos países poderia trazer melhorias importantes à vida no planeta que todos desejamos.

Mas nessa confusão e auto-elevação às nuvens das própria capacidades que domina a reunião de Copenhague, nada de positivo ou realista pode sair.

A senadora agiu de modo mais congruente participando em eventos do Klimaforum, assembléia paralela que reúne os líderes “verdes” do mundo. Em torno do Klimaforum montam-se as badernas que estão assolando a cidade e provocado centenas de prisões.

Nesses ambientes “aquecidos” pelo radicalismo ou fanatismo, haveria ao menos alguma coerência ou “consenso” sobre o famigerado “aquecimento global” que é o ponto de partida desta universal confusão das línguas?

Lord Monckton ‒ no nosso blog podem-se encontrar muitas de suas posições ‒ entrevistou britanicamente ativistas de Greenpeace nas ruas.

É até engraçado. Ele fez perguntas sérias, ponderadas, científicas e os ambientalistas não foram capazes de responder à mais simples das indagações!

Ignorância, asneiras, e na maior parte dos casos silêncios perplexos... As cenas são de sair do sério, por isso preferimos reproduzir o clip a continuação.

Se seu email não visualiza corretamente os vídeos embaixo CLIQUE AQUI



O Commitee for a constructive tomorrow entrevistou manifestantes comunistas que pediam “salvar o planeta”. Neste caso, as respostas foram pelo menos coerentes: a grande preocupação é liquidar o capitalismo e implantar o socialismo ou o comunismo com o pretexto do “aquecimento global”, “salvação do planeta”, etc.



E aqui apalpa-se o fundo da Babel de Copenhague: um cenário em que a velha luta marxista de classes de “ricos contra pobres” renasce sob vestes de ambientalismo.

O vermelho de Lenine tingido de verde; a “vanguarda do proletariado” bancando de “ambientalismo”; a luta contra o burguesia em nome da redução das emissões de CO2; e a determinação política de destruir a ordem ocidental...

Bem disseram os Prof.s Luiz Carlos Molion e Evaristo Eduardo de Miranda no Canal Livre: em Copenhague não se discute ciência alguma, mas política.

Porém, lá está se jogando o futuro do mundo. Não o do clima que vai continuar com seus ciclos próprios independentes da atividade humana.

O que está se jogando é o governo dos homens que amanhã podem acordar sob uma ditadura do tipo soviético ou cubano ‒ entre nós com um condimento de CEBs e Teologia da Libertação ‒, porém pintada por fora de verde.

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Cúpula do clima: CO2 não determina aquecimento e muito discurso em Copenhague é demagogia, diz Prof. Molion


O professor Luiz Carlos Molion, representa a América Latina na Organização Meteorológica Mundial, é pós-doutor em meteorologia, membro do Instituto de Estudos Avançados de Berlim, e leciona na Universidade Federal de Alagoas.

Ele declarou em entrevista para Terra Magazine que as reduções de emissões de carbono propostas pela 15ª Conferência das Partes sobre o Clima (COP-15), não influenciarão o clima mundial. "O gás carbônico não controla o clima global", garante.

Molion estuda o clima desde 1970. Para mostrar a fragilidade do que se apressa em chamar “consenso científico” ele menciona que quando tirou o doutorado há 35 anos, nos EUA o “consenso” era em torno da idéia de que o mundo estava numa Era Glacial.

Eis alguns excertos da entrevista:

Qual a opinião do senhor sobre as movimentações em torno da Conferência do Clima?

Essas reduções de emissões de carbono não vão produzir efeito nenhum no clima. O gás carbônico não controla o clima global. Isto já foi demonstrado com pesquisas feitas no que nós chamamos de paleoclimatologia, em que se tenta reconstruir o clima passado, com base nos cilindros de gelo da estação de Vostok, na Antártica.


Ocorreu forte aquecimento entre 1925 e 1946, e nessa época, o homem lançava na atmosfera menos de 10% do carbono do que lança hoje. Então, aquele aquecimento, que é ainda maior do que esse atual, na realidade foi explicado por fenômenos naturais.

Todos os recordes de temperatura nos Estados Unidos, que têm uma série de dados bastante longa, ainda são daquela década de 1930.


Como seria mais seguro medir as temperaturas mundiais?

Tem um sistema a bordo de satélites que leva a sigla MSU, um sensor de microondas que existe desde 1968. Ele indica que, nesses 30 anos passados, não há um aumento significativo de temperatura. Houve um aquecimento entre 77 e 99, que coincide com o aquecimento do Oceano Pacífico Tropical. Os oceanos são grandes controladores do clima, em particular o Pacífico, porque ele sozinho ocupa 35% da superfície terrestre. Então, quando ele se aquece, o clima também fica mais quente: A atmosfera, o ar, é aquecido por baixo, as temperaturas mais elevadas estão próximas da superfície.


Desde 1999, o Oceano Pacífico esfria. Hoje, não só monitoramos os oceanos, mas existem mais de 3.200 boias à deriva e mergulhadoras. Elas mergulham até 2.000 metros de profundidade, se deslocam com a corrente marinha e nove dias depois elas sobem, e passam os dados para o satélite.

Esse sistema mostra que os oceanos, de maneira geral, estão esfriando nos últimos seis, sete anos. E, nos últimos 10 anos, a concentração de CO2 continua subindo.

Mas há uma sensação de que existem muitas mudanças climáticas ocorrendo no mundo...

Não. O que acontece é que hoje, a população está mais vulnerável aos fenômenos meteorológicos. Na realidade, os fenômenos intensos sempre ocorreram no passado. Por exemplo, a maior seca do nordeste foi em 1877 até 1879. O furacão americano mais mortífero foi no Texas em 1900.

Aliás, a quantidade de carbono lançada pelo homem é ínfima, é irrisória, se comparada com os fluxos naturais dos oceanos, solo e vegetação. Para atmosfera, saem 200 bilhões de toneladas de carbono por ano. O homem só lança seis.

Qual a incerteza que nós temos nesses ciclos naturais? É de 40 bilhões de toneladas para cima e para baixo. Ou seja, existe uma incerteza de 80 bilhões que é oito vezes maior que o que o homem lança na atmosfera. Não tem como se controlar o carbono. E se controlar, se reduzir as emissões, não haverá impacto nenhum no clima.

O clima hoje deixou de ser um problema científico, ele é um problema político-econômico.

Mas a China não seria a única a reduzir, os EUA também reduziriam...

Para os países subdesenvolvidos e emergentes, excetuando-se o Brasil, reduzir significa gerar menos energia elétrica. Em muitos países só tem carvão mineral e petróleo para gerar energia. Eu não quero dizer com isso, que nós devemos sair por aí depredando o meio ambiente, tem que haver mudanças de hábito de consumos, mas as emissões de carbono não são o caminho correto.

Quem fabricou esse consenso?

Não existem consensos na ciência, ciência não é política, é experimentação.

A ciência progride pelos contras que vão surgindo. Se você tem uma teoria e mostra que ela vale, e se surge um único experimento que diz o contrário, então você tem que repensar toda a teoria.

Consensos são políticos, cientificamente eles não existem, cientificamente existem experimentações.

Então porque a impressão do consenso?


Existe uma trama por detrás disso tudo. Países como os do G7. Eles já não dispõem de recursos naturais, recursos energéticos. Por outro lado, eles não querem perder a hegemonia.

Os pesquisadores que vão de encontro a esse "consenso" sofrem algum tipo de represália?

Sim, mas isso é normal. A gente é perseguido, taxado como um indivíduo desatualizado e tem mais dificuldade de conseguir verba para pesquisa. Mas, de todas as pessoas que estão aqui no Brasil, talvez eu seja o climatologista mais sênior. Estudo clima há setenta anos e conclui meu doutorado há 35 anos, nos Estados Unidos.

No período que eu fazia meu doutorado, o clima estava tão frio que o "consenso" da época era que nós estávamos entrando numa Era Glacial. O clima é muito complexo e jamais poderia ser dominado pelo CO2. Ao contrário, o CO2 é resultante do aumento da temperatura, quando a temperatura aumenta os oceanos liberam mais CO2.

É, mas não da maneira correta. Quando você olha para os livros didáticos das crianças, diz lá que o homem está destruindo a camada de ozônio, que a Terra está se aquecendo, que o nível do mar vai subir... Isso está errado!


O que nós estamos fazendo? Educação ou lavagem cerebral? Na minha opinião, olhando todos os indicadores climáticos, nós vamos ter um resfriamento climático nos próximos vinte anos. O que vai acontecer com essa criançada quando eles perceberem que, ao invés de aquecer, está esfriando, e que esse esfriamento é muito pior para a humanidade?

Neve e gelo no porto de Marselha, 2009

Os países parecem dispostos a fazer acordos de redução em Copenhague...

É um discurso que não vai adiante. À medida em que a população aumenta, há a necessidade de mais energia elétrica, se a gente quiser incluir esse pessoal em uma sociedade que viva adequadamente.


Como incluir essas pessoas sem aumentar o consumo? Não existe como. Somos ainda muito dependentes dos combustíveis fósseis. Acho que vai ter muito discurso em Copenhague, vão fazer muitas promessas, mas são só demagógicas.

Não tem como cumprir essas metas. Se você olhar o Protocolo de Kyoto, a Europa não reduziu absolutamente nada, ao contrário. Conversa é conversa, na prática, não há como fazer isso.

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sábado, 5 de dezembro de 2009

Climagate: ONU promete investigar. Cientista espanhol diz que opinião pública foi ludibriada. A Babel do clima

O Dr. Gabriel Calzada, presidente do Instituto Juan de Mariana, professor da Universidade Rey Juan Carlos declarou a “El País”  que o “Climagate” “é um caso claro de corrupção científica. A opinião pública foi enganada. Isso não quer dizer que não haja aquecimento e que outros cientistas sérios possam ter razão. Porém, cai por terra a versão alarmista da mudança climática, que oculta que nos últimos 11 anos não houve aquecimento e [a fraude] do gráfico do taco de hóquei”.

Para “El País”, o “Climategate” foi tão longe que paira sobre a Conferência de Copenhague. Pois, observa o jornal, “se o aquecimento é falso e se a mão do homem não tem nada a ver, para o quê o mundo gastará bilhões trocando o sistema energético para reduzir as emissões de gases estufa?”

De que jeito fica o IPCC, criado pela ONU para atualizar o estado do conhecimento da mudança climática?, indaga o jornal porta-voz do socialismo espanhol. “Uma coisa é que alguns cientistas tenham agido pouco eticamente ou que utilizem expressões pouco adequadas. Mas uma coisa muito diversa é um caso que abala décadas de investigação”, acrescentou.

Num debate organizado em Madrid pelo muito oficial Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), o oceanógrafo Carlos Duarte fez a apologia do “aquecimento global”, sendo abertamente contestado pelo Dr. Miguel Losada, do Centro Andaluz de Meio Ambiente, da Universidade de Granada.

Losada, se apoiando em Einstein ‒”temos que fazer as coisas do modo mais simples, mas não mais simples do que necessário” ‒ desqualificou “o excesso de zelo que consiste em dizer que a mudança climática se deve ao CO2”.

Por sua parte, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas ‒ IPCC, da ONU ordenou investigar se os cientistas envoltos no Climagate manipularam as informações sobre o aquecimento global, informaram diversos órgãos da imprensa como o "Times" de Londres e "La Nación" de Buenos Aires. E, com menor destaque, alguns do Brasil.

O caso é delicado pois o IPCC é grande suspeito no caso, e uma investigação por ele conduzida poderá ser facilmente contestada ou ainda incriminada de parcialidade.

O chefe dos negociadores da Arábia saudita, Mohammad Al-Sabban (foto), disse à BBC que o Climagate terá “profundo impacto” na reunião de Copenhague. Segundo ele, o material hackeado sugere que a mudança climática não tem causa humana.

Mas a voz da Arábia Saudita é pouco respeitada e acusada de encobrir interesses do lobby do petróleo.


O panorama assemelha-se à da confusão das línguas na Torre de Babel.

E a confusão está no próprio ponto de partida: não há provas claras de que exista o tal “aquecimento global antropogénico”.

Construir um acordo formidável sobre essa incerteza básica, como aliás pretende-se, ou pretendia-se, fazer em Copenhague, equivale a construir um castelo sobre uma montanha de areia.

Se se fizer esse castelo, os adversários da ordem civilizada serão os únicos vencedores, pois eles já poderão antever o dia da queda da nossa civilização.

É urgente impor um freio a esses absurdos, fazer uma pausa prudente e trabalhar sobre dados solidamente fundados na realidade. Copenhague pode esperar ou ser esquecida para sempre se assim for melhor para o futuro da humanidade.

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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Copenhague não pode tomar decisões com base em falsidades, diz colunista


Na “Folha de S.Paulo”, o colunista João Pereira Coutinho fez observações oportunas a propósito do "Climategate" e a Conferência de Copenhague. Eis alguns excertos:

Aquecimento global não é coisa certa

Aquecimento global? Talvez exista. Variações climatéricas fazem parte da nossa história na Terra. Aliás, da nossa Pré-História. A questão está em saber se o aquecimento global é produto da ação humana e, em caso afirmativo, se repousa nas mãos dos homens a chave para salvar a nossa vida coletiva.

Acompanho os debates. Leio com interesse. Pondero. Uma única certeza: não existem certezas.

Um conselho: não transformar o aquecimento global em nova religião da humanidade. Não é fácil, eu sei: com o declínio das teologias tradicionais no Ocidente cristão, os homens sempre se apressaram a preencher o vazio ideológico com causas redentoras.

Utopia verde substitui utopia marxista vermelha

O marxismo foi uma delas, com a sua promessa de substituir o reino de Deus pelo reino do Proletariado.


Com a falência da utopia vermelha, veio a utopia verde. E com vantagens: o aquecimento global oferece, em linguagem “científica”, algumas das pragas bíblicas mais entranhadas na consciência comum. Basta ouvir os catastrofistas para imaginar glaciares que derretem, águas que sobem. Só falta mesmo Noé e a arca.

O meu conselho final seria deixar para a ciência uma discussão que é sobretudo científica. Acontece que a ciência dá sinais de manipulação e fraude. O sistema informático da Universidade de East Anglia foi atacado por “hackers” que divulgaram na internet cerca de mil e-mails e 3.000 documentos da reputada Unidade de Pesquisa do Clima.

Revelações do “Climategate” são assustadoras

Infelizmente, as revelações são assustadoras (para dizer o mínimo).

Lendo os e-mails, cuja autenticidade não foi desmentida, encontramos “cientistas” que, em nome da sua “cruzada”, manipulavam os dados para garantir um quadro de indesmentível aquecimento; que recusavam o acesso de outros cientistas às suas investigações (alegando, por vezes, perda ou destruição de dados); e que conspiravam para impedir a publicação de ensaios “céticos” sobre o aquecimento global em revistas da especialidade.

Conferência de Copenhague viciada pela base

E agora? Agora, o mundo prepara-se para reunir em Copenhague e garantir uma redução de 50% nas emissões de CO2 até 2050, tendo como referência os valores anteriores a 1990.

Não vale a pena repetir as consequências econômicas desastrosas que uma medida dessas teria para todos os envolvidos, e em especial para os países em vias de desenvolvimento: o uso de energias mais caras e “limpas” condenaria largas parcelas da humanidade a novos ciclos de pobreza, fome e doença.

Cientistas falsários precisam fazer limpeza

O problema é mais básico e urgente: confrontados com um escândalo científico dessa proporção, qualquer decisão política e econômica sobre o aquecimento global antropogênico não pode ser tomada com base em falsidades.

Antes de limpar o mundo, o mundo deveria exigir que os cientistas limpassem as suas cabeças primeiro.

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Conferência sobre Mudanças Climáticas: nada prova que o CO2 seja decisivo, mas fanatismo apocalíptico pode prevalecer


Nada comprova esse papel atribuído ao CO2 no aquecimento e isso explica a cautela tardia do IPCC ao afirmar em seu último relatório (IPCC 2007 - I, pág.10) que “a maior parte do acréscimo da temperatura média global observada desde meados do século 20 é muito provavelmente (very likely) devida ao aumento observado da concentração de gases do efeito estufa: Afinal, é ou não o CO2 o responsável? Gastaram US 50 bilhões e ainda não sabem?

Qual a explicação para o degelo no Ártico, as enchentes e furacões que ocorrem e dizem ser decorrentes do “aquecimento antropogênico” alardeado no filme hollywoodiano do AI Gore?

Há uma decisão da Corte Suprema da Inglaterra e Gales, número 2007/EWHC 2288 Adm. CO/3615/2007 - Caso Stuart Dimmock versus Ministério da Educação - que proibiu a exibição do filme nas escolas, até corrigirem 11 erros graves nele existentes. Na realidade, há 35 erros.

O CO2 gerado por combustíveis fósseis não é o responsável por esses fenômenos, que decorrem de efeitos na escala astronômica e não podem ser controlados pelo homem. Esse gás existe na atmosfera na proporção de 0,28% e até pode contribuir para o aquecimento, mas em escala irrelevante.

Em junho deste ano foi publicada nos EUA a coletânea de estudos que contestam cabalmente, do ponto de vista científico, to­dos os argumentos do IPCC e de seus adeptos: “Climate Change Reconsidered the Report of the Nongovernmental Panel on Climate Change”. Tem 897 páginas e muitas centenas de referências a estudos científicos que fundamentam o que diz.

Ao final, transcreve os nomes de 31.478 cientistas norte-americanos que discordam do IPCC, reunidos em petição promovida por F. Seitz, físico famoso e ex-presidente da National Academy of Sciences e da American Physics Society dos EUA

O Festim de Balthasar é uma conhecida passagem do livro de Daniel e descreve o banquete promovido por Balthasar, rei dos Caldeus e filho de Nabucodonosor. Regado a vinho e pago com dinheiro público, reuniu mil dignitários, cantoras e concubinas.

No meio do festim, surgiram nas paredes sinais estranhos escritos por mão invisível que ninguém soube decifrar. Trêmulo, o rei chamou os sábios e astrólogos, entre eles o profeta Daniel, que interpretou os sinais. Balthasar foi assassinado e substituído por Daniel. O festim em Copenhague terá muito mais dignitários, não será tétrico e será bem mais alegre e inconsequente.

(Fonte: “O Festim”, do Prof. José Carlos Azevedo, “Correio Braziliense” de 1º-10-2009).

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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Conferência sobre Mudanças Climáticas de Copenhague: festim de altos funcionários ignorantes do fato científico

Sob o título “O Festim”, o Prof. José Carlos Azevedo, doutor em Física pelo Massachussets Institute of Technology (MIT) e ex-reitor da Universidade Nacional de Brasília ‒ UnB, publicou clarividente artigo no “Correio Braziliense” sobre as perspectivas da Conferência de Copenhague.

Reproduzimos a continuação a primeira parte desse artigo.

Entre 6 e 19 de dezembro, realizar-se-á em Copenhague a 15ª Conferência sobre Mudanças Climáticas, promovida. pela ONU e coordenada pelo órgão a ela subordinado, o Painel Inter Governamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC na sigla em inglês). De acordo com o portal da conferência na internet, comparecerão delegações de 170 países, muitas ONGs e cerca de 8 mil pessoas.

O objetivo da conferência é definir um novo protocolo para substituir o de Kyoto, que foi assinado em 2007 e terminará em 2012.

Ele estabeleceu metas para reduzir as emissões de gases que seriam poluentes, condição em que incluíram o C02, dióxido de carbono, que não é poluente e é matéria prima de todas as formas de vida existentes, no mundo vegetal e no animal.

O protocolo, além dos alegres encontros nos locais mais aprazíveis do planeta, pagos com dinheiro público, não deu em nada. Por isso, há ne­cessidade de renová-lo.

O dinheiro gasto até agora para provar que o CO2 é o responsável por alterações no clima e promover esses festins é assustador e foi estimado em mais de US$ 50 bilhões.

O IPCC diz que serão necessários recursos maiores, da ordem de US$ 200 bilhões, para continuar em seu esforço hercúleo para salvar a humanidade e manter o nível de CO2, a fim de limitar o aumento de temperatura a 2° C.

Se os países filiados ao IPCC forem acometidos de bom senso, o que é improvável, não derem mais dinheiro e a temperatura aumentar os 2° C ou mais, o que acontecerá? Uma coisa é certa: as plantas crescerão mais e haverá mais alimentos vegetais e animais, para saciar a fome dos pobres e desvalidos que há na Terra.

Qual é o documento científico que prova ser o CO2 gerado pelo homem o vilão do clima? Que prova há que a temperatura da Terra aumenta devido ao acréscimo da concentração de CO2 gerado pelo homem na atmosfera?  

A temperatura medida por satélites meteorológicos está diminuindo há três anos e manteve-se no mesmo nível nos dez anos anteriores.

(Fonte: “O Festim”, do Prof. José Carlos Azevedo, “Correio Braziliense” de 1º-10-2009).

Continua no próximo post


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