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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Climagate: líder do “aquecimento global antropogénico” prefere que cúpula do clima fracasse


James Hansen, um dos pioneiros da hoje tempestuosa teoria do “aquecimento global antropogénico” e diretor do prestigiosíssimo Instituto Goddard da NASA para Estudos do Espaço, com sede em Nova York, declarou ao jornal “The Guardian”  ser preferível que a Conferência de Copenhague dê num fracasso. A declaração repercutiu logo na Espanha.

Para Hansen, qualquer acordo que possa surgir na capital dinamarquesa seria tão carente que no futuro ter-se-ia que recomeçar tudo de zero.

A lógica do raciocínio de Hansen tem algo de fanático insatisfeito. Se o “aquecimento global antropogénico” por ele pregado é tão grave, é claro que qualquer avanço imediato seria positivo. Porém, ele raciocina “tudo o nada” acometido de uma pressa inexplicável.

A modo de justificativa, Hansen comparou a luta contra a mudança climática com a luta contra a escravidão nos tempos de Abraham Lincoln ou contra o nazismo tocada por Winston Churchill. As duas comparações referem-se a guerras extremamente sanguinárias e longas. A Guerra Civil americana, e depois a II Guerra Mundial.

Alternativas extremadas e catastróficas como essas pecam por falta de ponderação. No Brasil, a escravidão foi abolida pacificamente. Por que não se inspirar na política jeitosa da princesa Isabel e de Dom Pedro II?

A comparação com o nazismo também revela uma visão pouco equilibrada da realidade. O nazismo tornou-se um perigo universal após tomar as rédeas do poder na Alemanha e em países aliados. Mas, no momento atual, quem tem as rédeas do poder na mão são os partidários do “aquecimento global antropogénico”. E isto no nível de instituições cientificas e no nível de governos, como comprova o farto noticiário sobre a reunião de Copenhague.

Então lutar contra quem? Contra outros cientistas "céticos" ou realistas? Contra a opinião pública que se resiste a engolir boatos ou pânicos?


O chefe do reputado Instituto Goddard ainda tentou uma analogia com o caso das indulgências no tempo da revolta protestante, que comparou com a proposta de criar créditos de carbono.

Hansen glosou a versão denegridora da Igreja Católica (“bispos coletavam montanhas de dinheiro e os pecadores compravam a redenção”) para tentar alicerçar sua atitude intransigente contra qualquer acordo. Para ele, obviamente, o “aquecimento global antropogénico” tem a importância de um caso religioso transcendental.

O uso do cachimbo deixa a boca torta. Acostumado ao exagero, o cientista parece ter perdido os pontos de referência certos.

Hansen está gravemente envolto no “Climategate”. Suas palavras sugerem urgência de “queimar arquivos”, pondo em surdina a polêmica sobre esse escândalo e as importantes problemáticas relacionadas.

Hansen manifestou-se também muito desgostoso com os políticos que embora aderindo rumorosamente ao mito do “aquecimento global” não se mostraram radicais e precipitados como ele quereria.

“Nestas matérias não pode haver compromisso”, exigiu.

Por quê não?

Que estranha pressa!

Por certo, se houverem delongas, haverá mais debate. Nesse caso, os dados e os argumentos serão mais bem conhecidos pela opinião pública.

A pressa e intransigência do cientista faz pensar numa necessidade impingir de cambulhada um projeto envenenado que se fosse discutido na calma e na reflexão não teria condições de passar.

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4 comentários:

  1. Prezados senhores, quero pedir para fazerem a substituição do arquivo "Aquecimento Global: realidade e fantasia" em pdf, do Dr. Anderson Soares, por um mais atualizado, com pequenas correções e a ilustração do Ciclo da Energia, que faltou nesse que está postado. O novo arquivo pode ser encontrado no site www.petroleoeecologia.com.br.
    Estamos à disposição para qualquer esclarecimento. Aguardo resposta.

    Marly Winnie (SSA-BA)

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  2. Marly Winnie:
    Colocamos o novo link e acrescentamos a versão em inglês.
    Luis

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  3. Em entrevista de oito minutos dada hoje à Jornalista brasileira Ana Luiza Herzog, o chefão do IPCC, Rajendra Pachauri disse sobre o CLIMATEGATE o seguinte: "Não vejo como uma questão importante. A questão é, sim, descobrir quem roubou esses e-mails e os colocou na rede porque toda essa ação, obviamente, é parte de um plano. O timing de toda essa história indica que ele tinha como objetivo atrapalhar as negociações que estão acontecendo aqui. Os processos de trabalho do IPCC são claros e fortes e suficiente para que não haja qualquer manipulação de dados."

    Bacana, né? Parece a hsitória do corno que quer tirar o sofá da sala. O sócio do Al Gore não está nem ai para apurar a fraude ou para refazer a verificação dos dados. Para ele, importante é botar as garras em quem dedurou a sacanagem que vinham fazendo em um dos pilares científicos do IPCC.

    E pensar que é a gente asim que estamos entregando o nosso futuro!

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  4. A ciência em estado de decadência. Como poderemos acreditar no que alegam 'produzir' é realmente algo construtivo aos reles mortais?

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