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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Aquecimento global: a solução é desligar os computadores do IPCC, diz professor


Fim dos excertos de entrevista do Prof. José Carlos Almeida de Azevedo, ex-reitor da UnB.

Catolicismo — Para terminar, como se configura esse debate científico aqui no Brasil?
Prof. Azevedo — Em Manaus, ainda esta semana, terminou a reunião da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência).

Um amigo meu, Luiz Carlos Molion, climatólogo altamente competente, que considera ridículas essas coisas todas de IPCC, fundamentou cientificamente a tese de que as grandes mudanças do clima não ocorrem por ação humana.

Mais importantes do que elas, por exemplo, são as oscilações térmicas do Oceano Pacífico. No fundo do Pacífico há vulcões. As quantidades maiores de vulcões que existem na Terra estão no fundo do mar. No sul, na Antártida, existem vulcões. Debaixo do gelo da Antártida existem rios, lagos. Essas coisas foram descobertas recentemente por técnicas de radar e laser.

Acontece que tais fatos não são divulgados. Ficam dizendo que o nível do mar vai subir, que as ilhas vão desaparecer, que os habitantes das ilhas do Pacífico estão provocando uma grande migração para a Austrália e a Nova Zelândia.

Não é verdade, todo mundo está no mesmo lugar. Dizem que, se não houver mudanças, as maçãs de Santa Catarina vão desaparecer.
Se algum órgão público — o Ministério Público, a Ordem dos Advogados, alguma entidade que tenha representatividade — questionar qual a prova disso, eles não a apresentam.

Catolicismo — São hipóteses?
Prof. Azevedo — Eles têm supercomputadores, e nesses supercomputadores tira-se o resultado que se quiser. O computador é lixo para dentro e lixo para fora. O que se coloca no computador para ele processar, é processado.

Se eu colocar que o nível de CO2 no ar hoje é 20%, e perguntar quanto será daqui a tantos anos, roda aquela parafernália toda, com um custo fantástico, e resulta na produção de falsos trabalhos científicos, hipóteses pseudo-científicas que não têm nenhuma importância.

A indagação concreta é a seguinte: existe alguma prova científica que relacione a ação humana com a mudança do clima? 

Resposta: Não há nenhuma.

Poderá haver no futuro? Julgo muito difícil que isso ocorra, porque esse é um sistema incrivelmente complexo, e não há tratamento matemático e científico capaz de ser processado com um mínimo de segurança, que permita fazer afirmações dessa natureza.


Catolicismo — O Sr. gostaria de acrescentar mais algo?
Prof. Azevedo — Os governos, em particular o nosso, investem muito em equipamentos, em supercomputadores, para fazer essas projeções climáticas que não valem absolutamente para nada. É uma coisa curiosa, mas os meteorologistas que são competentes e dedicados trabalham no dia-a-dia, fazem as projeções ou previsões para uma semana, no máximo para dez a 15 dias. Esse pessoal do IPCC, que cuida de projeções climáticas por computador, faz projeções para 20 ou 100 anos futuros. Ninguém vai conferir, mas daqui a 100 anos o nível dos mares...

Em minha opinião, para terminar com o aquecimento global tal como ele existe, é só desligar a eletricidade desses computadores... Não é uma ironia, é uma afirmação que faço até com alguma responsabilidade científica.

(Fonte: "As questões climáticas e os “eco-alarmistas”", "Catolicismo", setembro 2009).

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domingo, 27 de setembro de 2009

Mudança climática: eco-alarmistas misturam tudo para confundir o público, diz ex-reitor da UnB

Continuação dos excertos de entrevista do Prof. José Carlos Almeida de Azevedo, ex-reitor da UnB.

Catolicismo — Os “eco-alarmistas” alegam, como prova do aquecimento global, que as geleiras dos pólos norte e sul, e as dos Alpes, estão derretendo.

Prof. Azevedo — A geleira só faz duas coisas: aumentar e diminuir de tamanho. Na última era glacial havia gelo no mundo todo acima de 12° de latitude norte e sul. O Brasil era coberto pelo gelo, a África e toda a Europa também.

No último grande período de frio, há 18 ou 20 mil anos — não era propriamente uma glaciação —, havia gelo com espessura de dois quilômetros na Europa. Esse gelo derreteu, desapareceu. As rochas explodiram e formaram-se aqueles fiordes da Noruega. Abriram-se aqueles vales imensos nas montanhas de rochas. A água infiltrou-se, congelou e explodiu a rocha. Está tudo lá, e pode ser comprovado.

Isso sempre ocorreu e sempre sucederá, não tem nada a ver com poluição e desmatamento.

O desmatamento é prejudicial, e a poluição é um problema mais de educação do que um problema climático. Essas coisas todas, os alarmistas misturam para confundir o público.

Há uma pessoa no Rio de Janeiro –– não vou dar o nome, porque seria até depreciativo, que após ler matéria sobre o tema, vendeu seu apartamento na praia de Ipanema, porque disseram que o nível do mar iria subir sete metros...

Catolicismo — E o nível dos mares subirá, de fato?
Prof. Azevedo — Veja os exemplos que os “eco-alarmistas” apresentam, de que os mares estão subindo, de ilhas que estão desaparecendo. Nada disso é comprovado.

Há uma decisão da Corte Superior da Inglaterra e Gales, que proibiu passar nas escolas o filme do Al Gore, ex-vice presidente dos EUA, distribuído gratuitamente nos estabelecimentos de ensino para provocar essa comoção.

Em benefício de alguns aproveitadores, que investem em crédito de carbono, em painéis solares, energia eólica e todas essas coisas. Eles estão ganhando fortunas colossais. A corte inglesa, entretanto, analisou o filme, encontrou 11 erros e proibiu que ele fosse projetado, sem apontar esses erros. Na realidade não são 11, mas 35 erros. É uma peça hollywoodiana, não fornece nenhuma fundamentação científica. É tudo balela.

Catolicismo — E qual o valor científico desse relatório IPCC da ONU?
Prof. Azevedo — O IPCC não elabora relatórios, nem realiza estudos científicos. Ele reúne estudos científicos relacionados com o clima –– até bons estudos, e aí é que começa um pouco da malandragem –– e faz o que denominam assessment report: relatórios para assessorias, relatórios para os formuladores de políticas. E com isso o IPCC mistura tudo.


Não existe nenhuma prova científica de que os níveis dos mares estão subindo, e que a geleiras estão acabando.

Os alarmistas dizem que as geleiras estão derretendo, mas não informam que atualmente é verão no Pólo Norte.

Como é que as geleiras não vão derreter? Têm de derreter, sempre derreteram nessa estação. As geleiras estão derretendo e os alarmistas dizem que a Antártica está derretendo. Não está. O gelo da Antártica está aumentando. 

Catolicismo — Em outras partes do Pólo Sul, ela está aumentando?
Prof. Azevedo — Não há nenhuma comprovação de que haja um derretimento significativo das geleiras do Pólo Sul. Nada que tenha fugido aos padrões normais observados nos últimos anos, em que essas coisas são observadas.

Catolicismo —No último ano o inverno na Europa foi dos mais rigorosos.
Prof. Azevedo — Foi dos mais rigorosos somente nos últimos 20 anos, mas eles não dizem isso.

(Fonte: "As questões climáticas e os “eco-alarmistas”", "Catolicismo", setembro 2009).

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O “aquecimento global” não evitou que o gelo do Ártico aumentasse 24% desde 2007

A área da calota polar do Ártico segue crescendo, apesar das previsões dos alarmistas das “mudanças climáticas”. O próprio diretor executivo do Greenpeace, Gerd Leipold, confessou em agosto que mentiu ao prever que o gelo no Ártico terá desaparecido no ano de 2030.

2009-09-16
L. F. QUINTERO / M. LLAMAS

Os dados demonstram que o suposto aquecimento global que ameaçaria a vida na terra (segundo os alarmistas das tais mudanças climáticas) não consegue impedir o aumento do gelo no Ártico.

Assim, segundo os dados oficiais do Nansen Environmental and Remote Sensing Center; do IARC-JAXA Information System e do National Snow and Ice Data Center reunidos pelo blog Desdeelexilio, a capa de gelo polar Ártico cresceu 24% desde o ano de 2007. Desde 2008, o aumento medido foi de 12%.

Atualmente, a superfície da calota polar no Ártico alcança 5.301.219 quilômetros quadrados (Km2) [equivalente a 62% do território do Brasil], quando em 2007 era de 4.267.813 Km2 e em 2008 de 4.731.875 Km2.

Estes dados apontam um crescimento de 12% ao ano da superfície da área coberta de gelo no Ártico. Ademais, segundo as estatísticas disponibilizadas por estes grupos de análises, a massa de gelo polar Ártico continua se recuperando. Estes dados referem-se às magnitudes medidas no dia 15 de setembro de cada um dos anos assinalados.

Fonte: Libertad Digital Matéria enviada por Juceli Bianco.

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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Mais de 200 sábios alemães pedem rever posição oficial sobre o “aquecimento global”

Há crescentes provas de que o CO2 antropogénico não exerce papel mensurável algum, escreveram mais de 60 proeminentes cientistas alemães em carta aberta à Chanceler da Alemanha Angela Merkel.

Eles dissentiram publicamente dos temores pelo “aquecimento global de origem humano”. Entre os signatários figuram vários membros do IPCC da ONU, informaram diversos sites da Internet.

Texto completo em PDF

Aderiram à carta mais de 200 outras personalidades alemãs ligadas ao mundo da ciência. Assinam em primeiro lugar o Dr. Holger Thuß, presidente do Europäisches Institut für Klima und Energie ‒ EIKE e o Prof. Dr. Friedrich-Karl Ewert.

No documento, os sábios germânicos urgem a primeira ministra a “rever firmemente” a posição oficial sobre o “aquecimento global”. Eles também pedem a “reunião de um painel imparcial”, ou seja, “livre de ideologia” para contra-restar o IPCC da ONU.

Os signatários trabalham em muitas disciplinas, como Física, Meteorologia, Química e Geologia. Eles sustentam que a atividade da humanidade “não tem efeito mensurável no aquecimento global por meio das emissões de CO2. Pelo contrário, a temperatura dos últimos anos oscila dentro de níveis normais e segundo ciclos naturais.”

Para os assinantes do manifesto, o IPCC da ONU tinha conhecimento dos dados científicos e não quis respeitá-los. O IPCC “ignorou completamente 160 anos de medições da temperatura e 150 anos de estudos para avaliar os níveis de CO2. O resultado é que o IPCC perdeu sua credibilidade científica”, escreveram.

“A atmosfera não aumenta de temperatura desde 1998 – mais de 10 anos ‒, e a temperatura global vem caindo significativamente desde 2003. (...) De acordo com o IPCC, supunha-se que o clima teria aquecido gradualmente, mas aconteceu exatamente o oposto”, acrescentaram.

Eles também deploraram que “a mídia alemã assumiu lamentavelmente uma posição destacada na recusa de publicar opiniões críticas do aquecimento global antropogénico”.

Para esses cientistas a crença no “aquecimento global” pede uma adesão não-científica, mas religiosa. “A crença numa mudança climática seja obra do homem tornou-se uma pseudo-religião”, concluíram.

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domingo, 20 de setembro de 2009

Mudança climática: não há proporção alguma entre a natureza e a atividade humana, diz Prof. José Carlos Almeida de Azevedo


Continuação do post anterior


Não há proporção alguma entre a ação humana e a atividade da natureza: esta evidência é contestada pela irracional suposição de que é o homem quem determina, em pelo menos alguns pontos decisivos, a evolução do clima e a atividade da Natureza.

Erupção do vulcão Mount Saint Helens, Washington, 18-05-1980.

Esta superestima de si mesmo professada pelo ambientalismo apocalíptico parece tocar na patologia. Porém, é mais preciso ver nela um instrumento para habilmente passar uma ideologia que, se fosse exposta racionalmente, o bom senso público recusaria.

O Prof. José Carlos Almeida de Azevedo, ex-reitor da UnB, abordou com autoridade os aspectos científicos desta problemática em entrevista concedida a "Catolicismo".










Vulcão St Helens antes da explosão de 18 de maio de 1980 e o que ficou dele (foto de 1982)

Reproduzimos a continuação, mais alguns excertos dessa momentosa entrevista:

Catolicismo — Qual a proporção da ação humana na ação da natureza?

Prof. Azevedo — Nenhuma. A natureza está aí dessa maneira, e deve continuar do mesmo jeito ainda por muitos milhões de anos. Depois tudo vai desaparecer. Tudo veio do sol. O petróleo veio do sol, pela decomposição da matéria orgânica. O CO2 influi no clima? Provavelmente sim. Tudo influi no clima.

Catolicismo — O Sr. poderia falar sobre o efeito do CO2 e o efeito estufa?

Prof. Azevedo — São duas coisas diferentes. Primeiro, o nome efeito estufa é tecnicamente errado.

Eles usaram essa denominação para chamar a atenção das pessoas, tentando estabelecer uma correlação entre o que se passa na atmosfera e o que ocorre dentro de uma redoma de vidro, onde se colocam plantas para se manterem a uma determinada temperatura.

Na atmosfera não existe o vidro, o ar é livre. Os alarmistas então levantaram a hipótese de que a radiação vai lá para cima e se reflete. Isso não tem nenhuma fundamentação científica.

O CO2 influi? Sim, mas influi quanto? Os combustíveis fósseis emitem por ano seis ou sete bilhões de toneladas de dióxido de carbono. Mas os mares emitem 90, é uma desproporção fantástica entre uma coisa e outra. As plantas emitem uma quantidade quase igual. Os cupins emitem uma quantidade enorme de metano.

Catolicismo — Pode-se afirmar que o CO2 é necessário para a vida na Terra?

Prof. Azevedo — Toda a vida na Terra depende do CO2. Toda matéria orgânica possui carbono. O carbono existente apareceu por processos geológicos, ou está enterrado nas rochas e nos mares. As plantas absorvem o CO2. Sem CO2, as plantas não crescem.

Catolicismo — Fala-se muito da Amazônia. Qual é a real repercussão do desmatamento da Amazônia sobre o clima global?

Prof. Azevedo — Aparentemente nenhum.

Catolicismo — Foi publicado que uma das causas da chuva da Amazônia é a areia proveniente do deserto do Saara.

Prof. Azevedo — Ela vem do Saara, que já foi uma floresta e possuia rios caudalosos. O clima muda muito, e muda sempre. E continuará mudando sempre.

Catolicismo — O ser humano tem possibilidade de mudar o clima?

Prof. Azevedo — Não tem, porque a ordem de grandeza é fantástica.

O homem tem que descobrir maneiras de conviver com a mudança do clima. As grandes migrações humanas ocorreram, em primeiro lugar, por causa do clima.

Tempestade de areia sai do Saara (Marrocos) na direção de América

Assim, as que ocorreram na Pérsia, na civilização acadiana (Mesopotâmia), as que ocorreram na meso-América e tudo o mais.

O clima mudou, a temperatura subiu não sei quantos graus, as águas foram embora, escoaram para outro lugar. E as populações mudaram e passaram a conviver com outro clima.

Se não houvesse alterações no clima, todos nós, ainda hoje, estaríamos morando na África. Toda a humanidade estaria vivendo lá. E atualmente esse continente, em parte, é um deserto.

(Fonte: "As questões climáticas e os “eco-alarmistas”", "Catolicismo", setembro 2009).

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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Aquecimento global não tem fundamento científico diz ex-reitor da UnB

O Prof. José Carlos Almeida de Azevedo, ex-reitor da Universidade de Brasília (UnB), doutor em Física pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) e capitão engenheiro da Marinha de Guerra concedeu momentosa entrevista a “Catolicismo” sobre o alegado aquecimento global.

A ciência, clareza e penetração intelectual do Prof. Azevedo dispensam comentários.

Eis alguns excertos:

Catolicismo — Muito se fala sobre a questão do aquecimento global. Mas qual é, de fato, a influência da ação humana sobre o clima?
Prof. Azevedo — Como se pode achar que o homem tenha influência sobre as forças da natureza, diante de tudo que está aí há milhões de anos?

Comecei a estudar o tema, e descobri uma série de incongruências e incoerências nessa questão. Tenho sobre elas escrito em alguns jornais, fui solicitado a abordar o tema pela OAB, pela Associação Comercial e várias organizações, e vou participar de um Congresso Internacional de Geoquímica em Ouro Preto. Essa é uma temática que está na ordem do dia, porque a desproporção entre o que desejam ou o que podem realizar, e o que estão gastando, é incomensurável.

Imagine que, para conter o tal aumento da temperatura da Terra nos 2 graus (como foi anunciado na última reunião do G8), há estudos — efetuados, por exemplo, pelo Consenso de Copenhague — indicando que isso vai custar 13 trilhões de dólares!

De onde sairá esse dinheiro? Do meu bolso, do seu bolso, do pobre coitado que trabalha para dar comida aos seus filhos.

Catolicismo — Quais são as bases científicas de todo esse alarme em torno do aquecimento global?
Prof. Azevedo — A Terra é um conjunto dinâmico. O CO2 que estamos emitindo irá para algum lugar, porque ele não vai desaparecer.

Tudo influi: o desmatamento influi; os motores a combustão influem; a queimada, a derrubada das árvores também. O importante é saber em que proporção.

Outra coisa é saber se isso é realmente importante, no sentido de que, caso continue ocorrendo, influenciará a vida na Terra.

Temores irracionais, Dia da Terra, Madri, 2008

Quanto aos níveis de CO2 atuais, todos os levantamentos mostram que, no passado, eles foram muito superiores. O nível de carbono no ar chegou a 1.500 ou 2.000 partes por milhão. Atualmente está em torno de 380 partes por milhão.

Os alarmistas referem-se a dados que não conseguem comprovar. Por exemplo, dizem que o nível de CO2 começou a crescer com o advento dos combustíveis fósseis, ou seja, da era industrial.

Não é verdade.

Nem os dados do nível de CO2 no ar, no início da era industrial, são inteiramente conhecidos. Uns dizem que era 400, outros que era 160, o próprio IPCC diz isso.

Entretanto, não há dados concretos sobre os níveis de dióxido de carbono no ar, que fundamentem uma decisão de tal ordem, expressa na formulação: “Os países desenvolvidos devem cortar 20, 30, 40% dos combustíveis fósseis até o ano tal”.

Uma decisão assim irá quebrar a economia mundial. Quem irá sofrer? Os mais pobres, as nações africanas e as nações do mundo pobre, no qual se inclui a América latina. Usamos combustíveis fósseis mesmo, além deles não há mais nada.

Dizem os alarmistas: “Mas há as energias alternativas e as energias renováveis”. Não existe isso. Quais são as energias alternativas? O vento, a maré e o sol. Todas essas energias somadas constituem hoje 5% do consumo de energia na Terra.

Falsas premisas, objetivos escusos: anticapitalismo e anticivilização

Como é que vamos mudar toda uma matriz energética em 20 ou 30 anos, para satisfazer a interesses — escusos, a meu ver — de determinadas pessoas ou de certos grupos econômicos interessados em prejudicar o desenvolvimento de países mais pobres, e concomitantemente prejudicar os países mais ricos? Isso é o que está em jogo.

Não há fundamentação científica nenhuma para isso. Não há nenhum trabalho científico que afirme: “Se o nível de dióxido de carbono aumentar de tanto, vai acontecer isso e aquilo outro”.

Eles se baseiam em dois trabalhos — dos anos 1830 até 1896! — de Jean-Baptiste Fourrier e Svante Arrhenius. Acontece que o trabalho de Fourrier é anterior ao conhecimento dos efeitos da radiação. Não se sabia nada a respeito dela.


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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Conferência de Copenhague e “religião verde”: o Brasil na mira

Nashville, a cidade de Al Gore, pontífice do “aquecimento global” bateu o recorde de frio num 21 de julho. Foi a temperatura mais baixa desde 1877 (início das medições).

Al Gore profetizara que no Hemisfério Norte este ano haveria um “verão-churrasco” e que 2009 seria um dos “cinco anos mais quentes já havidos”, lembrou o jornalista britânico Christopher Booker do diário londrino “The Telegraph”.

Duas fontes oficiais com base em dados satelitais mostraram que em junho as temperaturas ficaram no nível médio dos últimos 30 anos, acrescentou “The Telegraph”. Tudo como dantes no quartel de Abrantes...

Pelo contrário, o Goddard Institute for Space Studies, dirigido por James Hansen, um dos principais coristas apocalípticos, anunciou que nesse mês o mundo esquentou estonteantes 0,63 graus centígrados. Quer dizer, mais do que o aquecimento na totalidade do século XX!

O recorde de frio da cidade de Al Gore diz muito pouco sobre o clima planetário.

A toda hora registram-se recordes para cima ou para baixo na Terra. Picos pontuais não podem ser generalizados. Clima é sinônimo de variabilidade constante.

Mas, o Al Gore que não liga para a realidade objetiva da natureza é, antes de tudo, um político.

Enquanto político é sensível às situações ridículas que podem trazer perda de popularidade, como a criada pelo frio recorde de Nashville.

Porém, ele reagiu a esse ridículo com o estoicismo de um monge budista, de um faquir ou de um místico sufi.

Esta constatação não leva a ridicularizar a Gore. Antes bem convida a refletir sobre o grau de adesão que a “religião verde” exige de seus adeptos.

O que é que é essa religião que tantos cientistas ponderados denunciam como sendo o âmago de boatos e fraudes como o “aquecimento global”? O que é que ela ensina? O que é que ela visa?

Isso é matéria de reflexão. Sobre tudo quando o Brasil está na mira da 15º Conferência Mundial do Meio Ambiente ‒ COP 15 (Copenhague, 7 a 18 de dezembro), e, tal vez, o próximo presidente queria incluir essa “religião” na sua plataforma de governo e ação.

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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Alarmismos que arrombam as consciências

A ONG ambientalista WWF Brasil encomendou anúncio à agência de publicidade brasileira DM9. Ele visava mover o público em favor da agenda da WWF.

Mas o anúncio foi repudiado rumorosamente nos EUA e no Brasil, segundo informaram Folha online e o “The New York Times” além de muitos outros.

O anúncio “Tsunami” apresenta dúzias de aviões caindo sobre Manhattan (NY), explorando o impacto emocional dos atentados de 11 de setembro de 2001.

A montagem diz que o tsunami que atingiu a Ásia matou cem vezes mais pessoas que o ataque terrorista, o que revelaria como a Terra é brutalmente poderosa e deve ser respeitada.

Ad Age, considerada a “bíblia” da publicidade, sublinhou que os autores do trabalho são “cientificamente idiotas”, já que “não há relação entre tsunamis e preservação ambiental”.



Alarmismo ambientalista inocula idéias por meio de associações abusivas de imagens que arrombam as consciências

O festival norte-americano One Show anunciou a implementação de novas regras que banirão da competição, por cinco anos, agências e criativos que inscreverem anúncios do gênero. A decisão não tem precedentes e também foi noticiada pela Advertising Age.

O presidente do One Club, Kevin Roddy, entrará em contato com os responsáveis por outros grandes festivais, como Cannes Lions e D&AD, convidando-os a instituir análogas regras. A DM9 perdeu o One Show Merit que conquistou na premiação.

Por sua parte, o show do âncora Keith Olbermann da MSNBC incluiu o anúncio na sua lista de “Piores pessoas do mundo”. Mais.

A WWF de início confirmou que o anúncio fora aprovado “a algum nível” do grupo. Mas, também defendeu que a WWF americana “não autorizou sua produção ou publicação”, deitando a responsabilidade na WWF brasileira.

Sergio Valente, presidente da DM9DDB Brasil, disse a Ad Age que o anúncio foi aprovado pela WWF brasileira em dezembro 2008 e até teria saído num jornal local. Valente pediu desculpas pela campanha. Ele afirmou em carta, segundo Infoplantão, que “esse trabalho foi desenvolvido por um grupo de jovens profissionais da agência”.

Segundo a WWF-Brasil, a equipe da agência de publicidade DM9DDB Brasil que criou as peças (um cartaz e um clip) não faz mais parte da empresa.

Visando encerrar o escândalo, WWF Brasil e DDB Brasil emitiram comunicado em que “manifestam conjuntamente seu pesar pelo lamentável incidente”.

“Este anúncio não expressa o pensamento nem do cliente nem da sua agência de propaganda”. “Inadvertidamente, acrescentam, este anúncio foi submetido a uma competição de propaganda internacional [Cannes]”.

“WWF Brasil e DDB Brasil reafirmam que tal anúncio jamais deveria ter sido criado, aprovado ou veiculado. Informam que já solicitaram formalmente a eliminação deste anúncio da competição acima. E lamentam o corrido, reiterando pedido de desculpas a todos que se sentiram ofendidos”.

Para além da casuística dessa polêmica campanha, o fato serve de exemplo de métodos utilizados pelo ambientalismo apocalíptico.

Cartaz alarmista de Green Korea diz: "estamos nos afogando, salve-nos do aquecimento global"

Para inocular uma idéia no público ele associa de modo abusivo imagens de alto impacto emotivo e dessa maneira acaba arrombando as consciências.

Dessa maneira, por via não racional, ou seja, pela impressão violenta para esse efeito dosada, impinge uma ficção nas vítimas. Estas passam a considerar a perspectiva alarmista como tivesse a evidência de um “fato” que entrou pelos olhos.

Na realidade, trata-se de shocks midiáticos que exploram o pânico ou o terror emocional para sugestionar o público alvo.

Esse método explica a dificuldade encontrada por tantos cientistas de boa fé, experientes e carregados de títulos, para dissipar exageros e falsos do ambientalismo catastrofista.

Os genuínos cientistas apresentam fatos, argumentos lógicos, demonstrações. O outro lado manipula medos ou pânicos com inescrupulosos artifícios de propaganda.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Na Eco-92, chefes de Estado e de governo não ouviram apelo de 52 Prêmios Nobel

Eis excertos do apelo aos chefes de Estado e de governo presentes na Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (CNUMAD), também lembrada como ECO-92 (3 e 14 de junho de 1992).

O apelo foi assinado por 52 Prêmios Nobel e mais 212 cientistas de renome mundial de 29 países:

“Nós estamos preocupados assistindo no limiar do século XXI, à emersão de uma ideologia irracional que se opõe ao progresso científico e industrial e prejudica o desenvolvimento econômico e social.

“Nós afirmamos que o estado de natureza, por vezes idealizado por movimentos que tendem a se voltar para o passado, não existe e provavelmente nunca existiu desde a aparição do homem na biosfera, na medida em que a humanidade progrediu sempre pondo a natureza a seu serviço, e não o inverso.

“Nós aderimos inteiramente aos objetivos de uma ecologia científica (...). Porém, nós pedimos formalmente que a descoberta, controle e preservação (dos recursos naturais) estejam baseados em critérios científicos e não em prejuízos irracionais. (...)

Al Gore, então vice-presidente dos EUA, foi grande promotor das ONGs porta-bandeiras da irracionalidade na ECO-92

“nós alertamos as autoridades responsáveis do destino de nosso planeta contra qualquer decisão que se baseie em argumentos pseudo-científicos ou em dados falsos ou inapropriados.”

Infelizmente esse apelo não foi ouvido e a irracionalidade pseudo-científica galopa agora sem freio.

(Fonte: Le Figaro, 1º de junho de 1992)

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