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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Cientista pede demissão dos implicados no “Climategate” e se diz vítima de pressões indevidas do IPCC


Fica difícil fazer um apanhado do que está sendo publicado ‒ e silenciado, ao menos no Brasil ‒ no mundo da ciência sobre o “Climategate”.

A revelação inesperada deu coragem a muitos cientistas que antes temiam uma “repressão” política e agora percebem uma franja de liberdade para exprimir o que pensam.

Por exemplo, o Dr. Eduardo Zorita, do Departamento de Paleoclima do Institute for Coastal Research, parte do GKSS Research Center, de Geesthacht, Alemanha.

Numa página pessoal, o especialista explica “por que eu acho que Michael Mann, Phil Jones e Stefan Rahmstorf [cientistas de primeira linha envolvidos no Climategate] devem ser barrados dos trabalhos do IPCC”.

E responde primeiro brevemente: “porque as avaliações científicas nas quais eles possam ter parte já não serão mais críveis”.

Explicando a resposta, o Dr. Zorita diz ter participado na elaboração do 4º relatório do IPCC. Mas logo acrescenta temer que pelo simples fato de publicar esta opinião seus trabalhos futuros podem não ver a luz e não serem publicados.

“Posso confirmar o que já foi escrito em outras partes: a pesquisa em algumas áreas da ciência climática tem sido e é cheia de maquinações, conspirações e entrechoques, como qualquer leitor pode deduzir a partir dos arquivos do CRU. (…) O debate científico tem sido trancado em muitas instâncias para tocar adiante agendas de outra natureza”.


O Dr. Zorita sublinha que ele não é dos que acham que o “aquecimento climático” é um embuste. “Mas, continua ele, eu estou ciente que nesta atmosfera densa – e eu não estou falando agora dos gases estufa ‒ editores, revisores e autores de estudos alternativos, análises, interpretações, até baseadas nos mesmos dados que nós temos a disposição, foram intimidados e objeto de sutis chantagens. Neste ambiente, os alunos que procuram um Ph D são muitas vezes tentados a ajustar os seus dados de modo a caber na 'imagem politicamente correta'. (...) Eu tive o "prazer" de experimentar tudo isso na minha área de pesquisa.”

Zorita agradece aos cientistas que resistiram à pressão evidente de outros autores do IPCC, que não eram especialistas na respectiva área de pesquisa, para transmitir uma imagem distorcida do nosso conhecimento.

Zorita julga anti-ético e tal vez criminoso o procedimento dos “hackers”. Porém, “uma vez publicado, sinto-me no direito de conferir como alguns pesquisadores tentaram influenciar os revisores para sabotar a publicação do nosso trabalho sobre o "gráfico taco de hóquei" ou para saber como alguns autores do IPCC tentaram excluir nosso trabalho do relatório do IPCC com razões muito duvidosas.”

“Esses e-mails fornecem um balanço de muitas e maçantes atividades diárias de climatologistas, juntamente com uma apresentação realista de uma conduta profissional muito preocupante”, concluiu ele.

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domingo, 29 de novembro de 2009

Físico francês diz não haver probabilidades de “aquecimento global” e alarmistas montam banzé


Serge Galam, físico no mundialmente conhecido Centre National de la Recherche Scientifique, França, membro do Centre de recherche en épistémologie appliquée (CREA) da também renomeada Ecole polytechnique francesa viu o mundo ruir sobre ele quando ousou dizer com ponderação e ciência verdades que ofendem o alarmismo climático.

Galam publicou seus argumentos no “Le Monde”  maior jornal de Paris e que por certo não pode ser qualificado de “cético” em matéria climática.

Galam trabalha com a Teoria do caos e em nada pode ser associado a um “complotista” ‒ ou partidário de uma rocambolesca “teoria do complô”, escreveu o site Rue89. Ele observou desde 2007 o crescimento de um catastrofismo climático que explora a idéia de o homem ser culpado de um “apocalipse programado” vindouro.

Ele sentiu-se mal à vontade diante da estranha “unanimidade” invocada pelos “catastrofistas”, notadamente do IPCC. É algo incomum nas ciências.

Mas, quando Galam começou a analisar a climatologia e suas provas, constatou que ela ainda não é uma ciência capaz de predições exatas e que suas supostas “provas” não eram outra coisa senão resultados de modelos simulados em computadores. (ver o vídeo embaixo)

Chegado a esse ponto publicou suas conclusões numa coluna no “Le Monde”.

E ali foi a grande surpresa: reações numerosas e violentas vindas de toda parte: de colegas, de amigos, de desconhecidos. “Foi um escarcéu ‒ explicou para Rue89 Pediram sanções contra mim, eu fui atacado no plano moral”.

Galam é autor de “Les scientifiques ont perdu le Nord, Réflexions sur le réchauffement climatique” (Plon 2008) – “Os cientistas perderam o Norte. Reflexões sobre o aquecimento climático”.

Galam, tal vez sem ter a intenção, contradisse “tabus” sagrados de ONGs e certos cientistas e políticos que, em coro, predizem um futuro idêntico baseados na cartilha do IPCC.

“Dizer que com 90% de certeza o homem é a causa da mudança climática equivale a dizer 0% de provas. Pois só conhecemos um planeta e um só clima cujo funcionamento ignoramos. Logo, falar de probabilidades não faz sentido”, explica ele com a simplicidade do estadístico. Ele acresceu que para falar em probabilidades deve se trabalhar em base aos dados climáticos de séculos ou de milênios e não com dados de poucos anos.


Galam pergunta-se até se o Ocidente não estaria a caminho de organizar sua própria perdição, criando um inimigo fantasmagórico que em última análise seria o próprio homem.

“Por trás do consenso [pregado pelo IPCC e alarmistas] lateja o mito de uma natureza ideal, onde a Terra liberada do homem teria um clima que não mudaria. Isso é falso”, disse o cientista.

Galam não teve e não tem nenhum engajamento ou pressuposto político. Ele quer, como todos, afastar a poluição, o esbanjamento dos recursos, o mal-aproveitamento da terra, etc.

Mas, ele adverte: “quando em nome de uma boa causa manipulam-se falsos argumentos, isso dá em catástrofe”. Ele até prevê que o mundo possa chegar a violências internacionais em que alguns países quererão impor a outros ‒ como o Brasil ‒ ficar no atraso ou no sub-consumo com o falso pretexto de “salvar o planeta”.

“Esses que querem acabar com o capitalismo para salvar o planeta preparariam os espíritos para amanhã promover situações explosivas, alguma guerra “salvadora”, em nome de um pretextado ‘direito de ingerência’ para ‘salvar o planeta’”, disse a Rue89.

Aliás, o Brasil já está sofrendo com certas ONGs que trabalham na região amazônica de um modo que faz temer esses funestos e indesejáveis horizontes.





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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Climagate desvenda manobras desleais para espalhar o medo do “aquecimento global”


A imprensa mundial informou ‒ não sem notável mal-estar ‒ da invasão praticada por hackers no sistema da Unidade de Pesquisa Climática (Climatic Research Unit ‒ CRU) da Universidade de East Anglia, Inglaterra. O CRU está na ponta de lança dos trabalhos que falam de um “aquecimento global” catastrófico para a terra.

Hackers não-identificados ‒ seguindo um procedimento reprovável ‒ copiaram 1.073 e-mails dos membros do CRU, e entre 2.000 e 3.000 documentos. Algumas versões jornalísticas falam até de 6.000. E as publicaram em sites criados para o caso.

A ocorrência está sendo investigada pelas autoridades inglesas. Porém, os próprios interessados já se pronunciaram sobre o conteúdo desabonador dos e-mails e documentos, reacendendo a polêmica sobre um vasto leque de temas científicos e políticos.

“Pioneiro ou  trabiqueiro?” (“Saturday’s Mail”)

O diretor dessa moderna unidade é o professor Phil Jones, 57. Ele é uma autoridade de referência para aqueles que acham que o ser humano é responsável pelo “aquecimento global” que constituiria, segundo eles, um dos maiores perigos para a humanidade.

Para aqueles que não vêem sinais da existência desse perigo, Jones com todos os seus prêmios, é um trabiqueiro, escreveu “The Mail”.(ver ao lado)

O CRU participa no ambicioso projeto HadCrut para criar um banco de dados com as temperaturas globais recolhidas pelas estações meteorológicas espalhadas na superfície da terra.

O programa também devia auxiliar as previsões climáticas a curto prazo, mas virou objeto de chacota após crassos erros do Met Office (ao lado), órgão público inglês que informa do estado e previsões do clima, equivalente a nosso INMET.

As risadas foram especialmente suscitadas pelo prognóstico pífio de verões quentes e secos para 2007 e 2008 que nunca foram verificados, e ainda o de que 2009 padeceria um “verão-churrasco” pelo extremo aquecimento. Até Al Gore usou a expressão “verão-churrasco” ficando em situação desgraciosa.

O professor Jones também criou para o IPCC o gráfico batizado de 'hockey stick' (taco de hóquei) que apresentava as temperaturas globais disparando no final do século 20 até atingirem níveis recorde, quando na prática as temperaturas não tinham feito outra coisa senão estabilizar ou descer.

Procedimentos desleais

Segundo o “The New York Times”, jornal que associado à campanha pelo nunca demonstrado “aquecimento global”, naqueles milhares de e-mails e documentos encontram-se dados comprometedores. Eles dão pé à idéia de que certos cientistas conspiraram para exagerar o problema da influência humana na mudança climática. Esta idéia, aliás, fora apontada previamente por muitos cientistas de tendência oposta.


Os emails incluem comentários, por vezes debochados, sobre os cientistas que não compartem o alarmismo.

O prof. Jones ficou particularmente comprometido. Numa troca de e-mails ele escreve sobre como usar um “truque” estatístico em um gráfico para forjar uma resultante de aquecimento.

O site A Nova Ordem Mundial reproduz em português alguns desses trechos mais chocantes. Entre eles um do prof. Jones:

“Eu apenas concluí o truque da (revista) Nature aumentando a temperatura real para cada série durante os últimos 20 anos (ou seja, a partir de 1981) para esconder o declínio.”

Jones e a equipe de CRU reconhecem a autenticidade dos documentos hackeados. Apenas tentam dar uma interpretação menos negativa aproveitando as flexibilidades no uso corrente do inglês.

Num outro dos emails lê-se: 
“O fato é que não podemos explicar a falta de aquecimento no momento e é uma farsa que nós não podemos. Os dados do CERES publicado no suplemento BAMS 09 de agosto de 2008 mostra que deveria haver ainda mais aquecimento, mas os dados estão certamente errados. Nosso sistema de observação é inadequado.”
Ainda em outros, recomenda-se apagar dados científicos que poderiam servir de prova contra o suposto “aquecimento global”.

Silenciamento de “dissidentes”

Particularmente lamentável é o procedimento engajado por membros do CRU para banir cientistas “dissidentes” que no processo de revisão por pares (peer-review) manifestassem posições não alarmistas.

“Acho que temos de deixar de considerar a revista “Climate Research”, como um legítimo jornal peer-reviewed. Talvez nós devemos encorajar os nossos colegas na comunidade de pesquisa de clima a não submeter, ou citar trabalhos nesta revista. Nós também precisamos considerar o que dizemos ou solicitamos aos nossos colegas mais razoável que atualmente fazem parte do conselho editorial ...

“Eu estarei escrevendo a esta revista para dizer-lhes que eu não terei mais nada a ver com ela até que se livrem deste incômodo editor. É o resultado da revista com vários editores. O responsável por isso é um bem conhecido cético na Nova Zelândia. Ele deixou passar alguns artigos de Michaels e Gray no passado.”


Para Patrick J. Michaels (ao lado), climatologista citado pelo “The New York Times”, e que contesta ter o aquecimento global origem antropogénica: “isso não é uma prova indiscutível, é uma nuvem explosiva”.

Para o climatologista Tim Ball, o material publicado,
“Confirma as suspeitas que eu tinha em meus 30 anos nas ciências do clima. Eu vi o seqüestro da climatologia, particularmente pelos “modelos computacionais” ajudados por um pequeno grupo de pessoas associados com o IPCC. Antes era extremamente difícil provar que estávamos indo nesse sentido. Mas agora, subitamente, com a publicação destes arquivos nós temos não só o “revolver fumegante”, mas uma bateria de metralhadoras expostas.” (ver vídeo)

O “The New York Times” sublinha que os cientistas do CRU e seus correspondentes no mundo todo sentem-se cada vez mais cercados. A razão é que cientistas e cidadãos concernidos passaram a observar suas declarações e a encontrar dados aberrantes.

Em várias trocas de e-mail (hackeados), Kevin Trenberth, climatologista do Centro Nacional para Pesquisa Atmosférica lamenta: “o fato é que não podemos explicar a falta de aquecimento no momento e é cômico que não possamos”.

Destrato e agressividade verbal

Também é de se lamentar o tom depreciativo com que os cientistas de um grande centro como o CRU e seus correspondentes se referem aos cientistas que não pensam como eles. Termos do gênero “idiotas” aparecem com freqüência.

Os cientistas envolvidos argúem serem também eles seres humanos com falhas que todos têm. “A ciência não funciona porque todos nós somos legais", disse por exemplo, Gavin A. Schmidt, climatologista da Nasa, “mesmo que Newton fosse um idiota, a teoria da gravidade ainda funcionaria”.


O respeito pela ciência postula respeitabilidade pela pessoa do cientista, participe ou não da mesma escola ou tendência, ou opinião. Da mesma maneira que desrespeitar um juiz envolve um desrespeito pela Justiça.

O que se diria hoje se Galileo Galiei tivesse sido tratado de “idiota” pela Inquisição da época? Agora, há muitos que acham que os cientistas mais obcecados pelo fantasma do aquecimento global formam uma nova Inquisicão e os documentos revelados vão alimentar esta posição.

O prof. Michaels de início não quis prestar atenção nesses termos preferindo ver “apenas a forma como os cientistas falam”. Porém, após ler os documentos mais atentamente, julgou que pelos menos alguns deles refletiam um esforço arquitetado para impedir a divulgação de dados para análises independentes.

Algumas mensagens visavam derrubar sua credibilidade contestando a veracidade de sua dissertação de doutorado na Universidade de Wisconsin. “Isso mostra que são pessoas dispostas a quebrar regras e perseguir a reputação dos outros de formas muito graves”, disse ele.

Algum e-mail chega a comemorar a morte do cientista australiano John Daly, em 2004, que não comungava com as teorias alarmistas. Num outro, o climatologista Ben Santer, do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, EUA, escreve que se encontrasse a Michaels, acima citado, ficaria "tentado a bater" nele.

Conferência sobre Mudanças Climáticas de Copenhague: maculada na base científica

O site francês Rue89, ‒ que tampouco se inscreve entre os realistas ou “céticos”‒ comentou que esta revelação lança pesadas nuvens sobre a iminente conferência mundial sobre mudanças climáticas de Copenhague. A razão é que os cientistas que estão no centro da tempestade produziram parte medular dos estudos argüidos pelo IPCC e que servem de base para dita conferência.


A expressão “climategate” tomou corpo em alusão ao escândalo de Watergate que provocou a renúncia do presidente americano Richard Nixon em 1974. O atual escândalo poderia “zerar” as atuais negociações, especula Rue89.

Por sua vez, o ex-chanceler britânico Lord Lawson (foto) deplorou que a credibilidade do Climatic Research Unit tenha ficado ameaçada. Ele disse que “deveria ser aberto um inquérito público para apurar a verdade”, em entrevista à BBC, informou “The Telegraph”.

Na semana anterior ao estouro do escândalo, Lord Lawson anunciou que estava planejando criar um “think tank” para desafiar o ilusório consenso segundo o qual seriam necessárias ações drásticas para combater o “aquecimento global”.

Entrevista com o Dr. Tim Ball sobre o "Climategate".
Se seu email não visualiza corretamente o vídeo embaixo CLIQUE AQUI




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domingo, 22 de novembro de 2009

Brasil pode sair prejudicado se engajando em Copenhague, diz cientista

Reproduzimos a parte final da lucidia entrevista do professor cearense José Carlos Parente de Oliveira, da UFC, Doutor em Física com Pós-doutorado em Física da Atmosfera, ao “Diário do Nordeste”.


Qual é a causa do aumento de furacões, tempestades, tufões, terremotos na Ásia, na África, na Europa e nas Américas?

Há um exagero nas notícias. Quando mergulhamos na literatura científica, observamos que terremotos severos, de níveis 4 e 5, estão sendo reduzidos. A frequência desses eventos tem diminuído nos últimos anos. No litoral da China, trabalhos científicos mostram que nos últimos 50 anos a atividade de furacões também se reduz.

O efeito destruidor do furacão Catrina, sempre mencionado porque destruiu New Orleans (EUA), aconteceu mais pela falta de providências preventivas dos governantes, que não ouviram as advertências dos cientistas. Os muros de contenção de New Orleans precisavam ser recuperados. E ninguém fez nada. O estrago do Catrina nada teve a ver com o clima. Faltou a ação do Governo.

O senhor condena o uso de combustível fóssil, como o carvão, na geração de energia elétrica?


Vamos particularizar o Brasil, pois é aqui que essa discussão se dá. O Brasil é um País privilegiado. Praticamente 80% de sua matriz energética são de origem hidráulica, e aí nós não necessitaríamos de carvão mineral. 

Mas, no mundo, há países que não têm esse privilegio brasileiro e têm de utilizar para o seu bem estar e desenvolvimento o carvão e o petróleo. Não há outra alternativa. As alternativas limpas que se apresentam . a energia eólica e a energia solar, por exemplo, ainda não são completamente eficientes, pois necessitam de mais pesquisa, de mais estudo porque não obtêm ainda o rendimento ótimo. Há maneiras racionais de usar carvão e petróleo sem que se agrida o ambiente.

Assim, a discussão que considero mais fundamental do que saber se o homem aquece ou não o planeta é a seguinte: o que o homem deve fazer para não poluir o mar, os rios, o lençol freático, para não derrubar e não queimar florestas, para manejar corretamente o solo. É esta a ação do homem que deveria ser o centro das atenções de todos, cientistas, pesquisadores, políticos, governantes, reis, rainhas e príncipes.

Agora o senhor está no caminho ambientalmente correto...

Veja: quando o homem queima a floresta, ele não está aumentando a temperatura do planeta, mas piorando as suas próprias condições de vida e ameaçando a fauna e a flora.

Quando o senhor expõe estes pontos de vista em auditórios acadêmicos, a crítica vem contundente?

É surpreendente que não, porque os argumentos que utilizo são baseados em dados da natureza e fazem com que o público os aceite. Já fiz uma centena de seminários. Eu diria que só duas vezes eu fui interpelado de forma mais contundente, não pela maioria, mas por dois colegas pesquisadores que defendem o ponto de vista amplamente divulgado pelo IPCC. Mas eu já ouvi a manifestação de muitas pessoas favoráveis ao que exponho em minhas palestras e conferências.

O que o senhor acha das ONGs ambientalistas?

Quando a questão do aquecimento começou por volta de 1980, as ONGS encontraram aí uma oportunidade de se tornarem mais visíveis. Aí, elas ficaram, inadvertidamente, prisioneiras deste tema, por meio do qual tiraram de foco o real problema do mundo.


Movimento dos Atingidos por Barragens diante do Ministério de Minas e Energia, contra construção de barragens no país. Foto Valter Campanato-ABr

E o real problema do mundo é o da água, é a poluição da água e do ambiente. O responsável por esse problema é o meio de como a produção de bens se dá. O modo de produzir, destruindo os recursos naturais e utilizando-os sem nenhum controle, faz com que o planeta e a raça humana se tornem frágeis.

Hoje, a linha de atuação das ONGs levará, no curto prazo, a uma situação bastante complicada nos países pobres. Exemplo: se a reunião de Copenhague, em dezembro, decidir que o uso de carvão e de petróleo deve ser cortado em 40% como se propõe, países como a China, a Índia, toda a África e também o Brasil terão problemas. 400 milhões de indianos juntam e queimam esterco para se proteger do frio e até para cozinhar; na China, a situação é mais dramática: 800 milhões de chineses nunca viram uma lâmpada acesa.

Cortar a queima de combustível fóssil em 40% será o mesmo que implementar nesses países uma teoria ecomalthusiana para controlar ferozmente essa população pobre do mundo.

O senhor acha que os países ricos, que poluíram para crescer, querem impedir agora que os pobres cresçam?

Eu não concordo com essa teoria da conspiração. Mas é muito esquisito que se tente agora definir quotas de queima de combustíveis para todos os países, indistintamente. Isso não pode. Um americano consome 20 vezes mais do que um africano. Não se pode colocar todos os países da mesma forma na panela furada do aquecimento global. O africano é tão responsável pelo planeta quanto o americano ou o chinês.

Nós perdemos o foco do problema. E o foco do problema são os meios de produzir, é a forma de como o homem produz seus bens. O que devemos fazer é focar na questão da água, da poluição ambiental, porque é possível queimar com responsabilidade. Mas para isso é necessária a decisão política. A boa gestão ambiental é, na minha opinião, a saída.

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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Na iminência de Copenhague, cientista brasileiro alerta: “o planeta está esfriando!”


Num momento em que as maiores incertezas envolvem a iminente Conferência de Copenhague, o professor cearense José Carlos Parente de Oliveira, 56, da UFC, Doutor em Física com Pós-doutorado em Física da Atmosfera, concedeu ponderada e elucidativa entrevista ao “Diário do Nordeste”.

Nela, afirma que, cientificamente, não se sustenta a tese de que a atividade humana determina ou influencia o clima no planeta.

E que contrariamente ao alarmismo, o globo não está aquecendo. “Na verdade, a Terra está esfriando”, afirma ele.

Para o professor Parente a polêmica está descentralizada e desvirtuada: “Perdemos o foco do problema. E o foco do problema são os meios de produzir, é a forma errada de como o homem produz seus bens”.

Eis a primeira parte, desta oportuna entrevista:

Por que o senhor caminha na contramão do ambientalmente correto e proclama que o planeta não está aquecendo, mas esfriando?

A busca da verdade deve ser o norte, o foco da atividade em ciências. E penso que não é isso o que ocorre com o tema aquecimento global. A sociedade está sendo bombardeada por notícias, reportagens na tevê, filmes e tudo isso com a mensagem de que as atividades humanas relacionadas às queimas de combustível fóssil (petróleo, carvão e gás) são as culpadas pelo aquecimento da Terra. O grande responsável por esse bombardeio é o Painel Intergovernamental sobre as Mudanças Climáticas (IPCC na sigla em inglês), que é um órgão da ONU.


O senhor quer dizer que um organismo da ONU está provocando um terrorismo ambiental?

Vejamos. A hipótese do aquecimento global antrópico defendido pelo IPCC não possui base científica sólida. Não há dados observacionais que provem cabalmente a influência humana no clima. 

Se voltarmos um pouco no tempo nós constataremos que entre os anos de 1945 e 1977 houve um resfriamento da Terra, acompanhado de grande alarde de que o planeta congelaria, haveria fome, milhares de espécies desapareceriam etc. E veja que nesse período houve grande queima de carvão e petróleo motivada pela reconstrução da Europa e da Ásia após a 2ª Guerra Mundial.

Outro exemplo de não conexão entre concentração de CO2 e temperatura da Terra ocorreu entre os anos 1920 e 1940, período em que a Terra esteve mais quente que os anos finais do século XX, e nesse período a atividade de queima de combustível foi de apenas 10% do que foi observado nos anos 1980 e 1990.

Afinal, o que é mesmo que está acontecendo?

Por volta dos anos 1300 ocorreu o Período Quente Medieval em que a temperatura da Terra foi superior a atual em cerca de um grau centígrado. Segui-se então um período frio conhecido como Pequena Era Glacial por volta dos anos 1800. Esses períodos são bem conhecidos dos estudiosos do clima terrestre.


O que está ocorrendo é uma recuperação da temperatura pós Pequena Era Glacial, mas essa recuperação é lenta e ocorrem oscilações em torno dela. Para visualizar, podemos pensar em uma reta que ascende lentamente, ocorrendo oscilações em torno dela. Essas oscilações ocorrem em menores escalas de tempo, e são originadas por fatores naturais, como a radiação solar, a interação dos oceanos, principalmente do Pacífico, cuja temperatura oscila com período aproximadamente decenal. Porém essa recuperação cessou em 1998.

Então, em vez de estar aquecendo, a Terra está esfriando agora? Mas isso é o contrário do que proclamam as ONGs, os cientistas, os jornais. Quem está errado?

No ano de 1998, houve um fenômeno atípico: um super El Niño aqueceu a terra quase um grau acima da média em que ela se encontrava. Desde esse fenômeno do El Niño, a temperatura da Terra, sistematicamente, vem diminuindo, conforme os dados coligidos pelos satélites. Esses dados, porém, não são aceitos e nem utilizados pelo IPCC nos seus documentos.

Qual a razão? Há um viés político por trás disso?

Penso que a atividade cientifica não está desvinculada da política. São as nações e sua sociedade que definem o ramo da ciência a ser financiado por elas. Entendo que a atitude do IPCC é para favorecer cientistas, pesquisadores que defendem a tese hipotética de que o homem é culpado pelo pequeno aquecimento do planeta, que cessou em 1998 e que foi menor do que o anunciado.

Os satélites que medem o clima da terra desde 1978 indicam que, de 1998 para cá, estamos vivendo um período de diminuição da temperatura. Só para que se tenha uma ideia de que esse dado de redução da temperatura é levado a sério, o grupo de pesquisas da Nasa que lida com lançamento de satélites está programando para 2021-2022 o envio de uma nave que deixará o sistema solar.

Ora, a atividade solar é muito importante e é um impedimento para que uma nave como essa saia do sistema solar. Por que eles programam esse lançamento para 2021-2022? Resposta: porque será o ano em que o sol terá a menor atividade. E a atividade solar é muito bem relacionada com a temperatura da terra, via efeito indireto de formação de nuvens baixas. Essa correlação de nuvens baixas, atividade solar e temperatura da terra está muito bem documentada na literatura científica.

(continua no próximo post)

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domingo, 15 de novembro de 2009

Aquecimento global do último século só preocupa devotos semi-religiosos diz jornalista inglês


O grande perigo não é o aquecimento, mas a histeria suscitada a seu respeito escreveu o colunista Andrew Alexander no diário “The Mail” de Londres.

Os “aquecimentistas” ostentam um fervor semi-religioso típico de pastores de épocas obscuras, porém, os líderes políticos discutem a agenda irracional desses iluminados, acrescentou o jornalista.

Perigo não é o aquecimento global, mas a histeria ambientalista

Os pregadores ambientalistas têm em seu favor relatório lançado pelo Painel Internacional para o Câmbio Climático ‒ IPCC da ONU que profetizava um devastador aquecimento global e punha a culpa dele na civilização humana.

Porém, desde a publicação do relatório, o clima não fez outra coisa senão desmentí-lo: bastaram dois anos de esfriamento global para quase zerar os 30 anos anteriores de aquecimento.

De quem foi a culpa? Da natureza, dos termômetros antiquados ou dos contestados“modelos de computador” manipulados por “aquecimentistas”?


Contra a criação de perus, Inglaterra

Descontada a margem de erro dos termômetros de velha tecnologia, o resultado é que nos últimos 100 anos a temperatura da Terra aumentou 0,7 graus centígrados, com uma margem de erro de 1,3 graus para cima ou para baixo!

A única coisa preocupante que os cientistas sérios vêem nesses números é que gente que ocupa cargos sérios está lhes dando importância.

Os alarmistas – vários dos quais até poucos anos atrás pregavam o resfriamento global ‒ exploram esses números sem escrúpulos, sobre tudo quanto estão em jogo verbas dos governos para pesquisa, concluiu Alexander.

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domingo, 8 de novembro de 2009

Rascunho de Copenhague instala governo mundial, diz Lord Monckton


Os governos elaboram planos para combater a mudança climática acenando com despesas astronômicas. A mídia deblatera contra a agropecuária e a nossa civilização. Ativistas radicais apelam para a redução da população humana.

E todos concordam que esses problemas que interessam a fundo a humanidade vão ser decididos na iminente 15ª Conferência sobre Mudanças Climáticas em Copenhague.


Porém, quem sabe ao certo o que lá vai ser discutido?

A mídia positivamente não informa. Os governos ainda menos. Na internet com muito esforço pode se localizar o rascunho do que está sendo preparado.

Mas, o cidadão médio ainda que culto e informado na matéria diante desse rascunho fica como um europeu diante do Tratado de Lisboa, ou Constituição Européia. Porque o rascunho é um texto de tal maneira enroscado que se diria feito só para ser lido pelos iniciados.

Lord Christopher Monckton, ex-conselheiro de Margaret Thatcher, é sem dúvida um personagem controvertido. Mas entre seus méritos está ter tido a paciência de ler o famoso rascunho e de pô-lo em termos limpos e acessíveis para informar o comum dos mortais.


Isto que é o be-a-bá do debate democrático está totalmente ausente da informação oficial ou da grande mídia. Como se os interessados ‒ a totalidade dos homens ‒ estivessem sendo desde já tratados como uma massa de escravos que não é dona de seu futuro.

Esta omissão espantosa já foi apontada pelo influente “The Wall Street Journal”, porém os eco-alarmistas não parecem se incomodar com nada.

Lord Monckton fez uma longa conferência em Saint Paul, Minnesota, EUA, resumindo o que há no draft da próxima reunião de Copenhague.

O vídeo da conferência foi visualizado 2.063.315 vezes no YouTube até o momento em que escrevemos, sinal do interesse suscitado.

O site A nova ordem mundial, teve a oportuna iniciativa de difundir legendados em português os minutos finais do vídeo. Neles, o conferencista resume o conteúdo do rascunho de Copenhague.

Veja a seguir o resumo final da conferência que já foi visualizado por mais dois milhões de pessoas que não querem ser escravas de um regime neo-comunista mundial.



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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Copenhague: extremistas verdes querem reduzir Humanidade porque “aquece o planeta”


Aproxima-se a reunião em Copenhague da 15ª Conferência sobre Mudanças Climáticas (COP-15) para propor drásticas medidas ‒ abertamente contestadas por incontável número de cientistas ‒ visando reduzir a emissão de gases estufa. O pretexto de “salvar o planeta” e “reduzir o aquecimento global” contradiz a ciência que prova a inexistência do fenômeno.

Porém, grupos radicais “verdes” anti-vida estão reforçando sua pressão para obter um acordo sob efeito do pânico gerado pelas distorções sensacionalistas.

Numa reunião de cúpula paralela que acaba de acontecer em Barcelona, esses grupos exigiram: “Pára a mudança climática. Toma a pílula!”. Nessa cimeira, a humanidade foi transformada em réu, segundo se deduz das informações publicadas por “El País”, diário madrileno de grande difusão.


Roger Martin, da Optimum Population Trust (ao lado), ONG que postula a limitação da população mundial, o planeta têm cidadãos por demais “emissores de CO2”. Para ele, a humanidade “emite CO2 e se cresce a população aumentará o número de emissores”.

É dado básico que respirando o ser humano assimila oxigênio e expele CO2. Mas a ciência mostra que todo o CO2 emitido pelos humanos em todas as formas de atividades que eles têm, atinge cifras insignificantes, para não dizer desprezíveis, que a natureza assimila e transforma.

Martin fez coro com badalados ecologistas como o anti-populacionista Paul Ehrlich. Este apelou para uma radical diminuição da humanidade, por meio de controles planetários da natalidade.

Ehrlich agora está na ponta da campanha contra o anti-científico “aquecimento global”. Dezenas de milhares de cientistas contestam a existência desse “aquecimento global” e denunciam que os dados estão sendo manipulados por ativistas outrora engajados com o comunismo, mas que continuam querendo implantar uma ditadura socialista universal. E, para isso, adotaram roupagens “verdes”.

Esses grupos extremistas têm muito eco na grande mídia e nos ambientes políticos.

No fim da cimeira, o próprio Ehrlich ia receber do governo da Catalunha o prêmio Ramon Margalef de ecologia. Ele defende ser “insensato que EUA tenha 380 milhões de habitantes. Não precisamos mais de 140”.


Frases como essas alimentam pânicos injustificados. E estimulam tendências eugênicas no público, em geral desprevenido em relação ao fato de que está sendo objeto de uma manipulação cripto-comunista.

Assim, o jornalista Rafael Méndez do “El País” conta ter ouvido de um taxista durante os dias da cimeira verde anti-vida: “a Espanha tem um 20% de desempregados. Com 20% a menos de população nós viveríamos muito melhor”. A frase parece tirada de um discurso de Hitler ou de Mao Tsé Tung. Mas não. É o resultado do bombardeio dos meios naqueles dias em Barcelona.

Ehrlich (ao lado) é professor em Stanford e autor do livro “A bomba demográfica” (“The population bomb”, 1968) no qual ataca até o Papa por se opor a um controle ditatorial e anti-natural da vida.

Ele também ataca os políticos que têm medo de controlar a população de medo de serem acusados de racismo nazista. Porém, Ehrlich insiste que por ali passa “a forma mais simples e barata de tratar de problemas ambientais como a mudança climática”.

A UNICEF aceitou cinicamente em 1992 que o controle da natalidade era a medida mais barata e efetiva para melhorar a qualidade de vida.

Agora, na cimeira de Barcelona Martin exigiu que a ONU “rompa o tabu” e adote o principio de “que o aumento da população aumenta o número de emissores de CO2 e vítimas da mudança climática”.

Para Martin, “cada casal que decide ter um terceiro filho ameaça o equilíbrio ambiental”. Pouco falta para pedir a feroz política de controle das nascenças da China maoísta em nível mundial.

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domingo, 1 de novembro de 2009

Conferência de Copenhague cada vez mais incerta, mas o Brasil segue ameaçado


O Brasil pode sofrer a curto prazo uma redução de sua plena soberania sobre largas partes do território nacional.

Isto poderá acontecer na cúpula da ONU sobre Mudanças Climáticas, a se realizar em dezembro, em Copenhague. Oficialmente, a finalidade da reunião é cortar as emissões de CO2.

Entretanto, duvida-se cada vez mais que esta Conferência chegue a qualquer acordo significativo. Aliás, é compreensível visto tratar essencialmente de um fantasma ideologico-propagandístico: o CO2 antropogénico como suposta causa de um não menos irreal “aquecimento global”.

Um eventual esvaziamento da Conferência terá um efeito positivo, mas temporário, para a humanidade. Pois os partidários da “religião verde” continuarão tentando impor suas crenças à uma humanidade que não quer acreditar nelas.

A diplomacia petista tinha acenado uma oposição às propostas dos países ricos em Copenhague baseada numa ideologia de luta de classes de nações ricas contra pobres. Pretendia também se fixar um Plano Clima com metas específicas. E, “ao torná-las públicas para todo o mundo, está se tomando um compromisso moral muito forte no debate internacional”, admitiu Tasso Azevedo, assessor especial do Ministério do Meio Ambiente para Clima.

O petismo preparava uma estimativa de quanta emissão de CO2 poderá reduzir até 2020. O plano prevê a diminuição do desmatamento em 70% até 2017, com base na média desmatada entre 1996 e 2005. Desta maneira moralmente não poderia expandir livremente sua agricultura nas regiões de floresta como a Amazônia.

A pressão ambientalista aponta a pecuária e o desmatamento como principais vilões no Brasil. Nossa agroindústria seria um dos piores bandidos intoxicadores do planeta com CO2. Segundo o último inventário oficial, com base em dados de 1994, o desmatamento representava 70% das emissões de CO2 do país.

Os ambientalistas, entretanto, não estão satisfeitos com o holocausto da agropecuária e exigem mais capitulações em pontos como transportes e energia (leia-se parar a construção de termoelétricas), como o fez saber Carlos Rittl, coordenador do programa de Energia e Mudanças Climáticas da WWF. O plano energético do Brasil prevê a construção de 82 novas usinas termelétricas.

Também os citadinos deverão se apertar o cinto, pois serão constrangidos a consumir menos, se habituando a um rebaixamento do nível dee vida progressivo mas muito real.

O secretário do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, Luiz Pinguelli Rosa (foto), exige que a classe média brasileira reduza seu consumo para combater o bicho papão do “aquecimento global”.

Este espantalho está sendo usado para reeditar velhas reivindicações da luta de classes marxista, revestidas não mais com a bandeira vermelha do comunismo, mas com a verde da ecologia.

“Os pobres podem aumentar seu consumo de energia, os mas ricos, não. A classe média terá que usar menos automóveis. Vai ter que economizar energia em casa etc. Esses automóveis horrorosos, com tração nas quatro rodas, têm que ser taxados fortemente”, disse Pinguelli Rosa a “O Globo” .

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