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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

IPCC reproduz panfletos alarmistas sob aparência de fonte científica. Enxurrada de revelações (II)

continua o post anterior

O artigo de “New Scientist” ‒ revista de popularização da ciência e não científica ‒ era assinado pelo glaciologista indiano Syed Hasnain. Interrogado recentemente, ele disse que seu comentário foi meramente “especulativo”.

O “comentário especulativo”, observou Inovação Tecnológica, foi extrapolado pelos autores do relatório do IPCC. Eles incluiram na especulação todas as geleiras no Himalaia, e não apenas as centrais e orientais.

Inúmeros glaciologistas qualificaram a alegação de injustificada.

Quanto Vijay Raina, um dos mais respeitados glaciologistas da Índia, escreveu artigo em novembro afirmando não haver sinal de recuo “anormal” nas geleiras do Himalaia, o presidente do IPCC, Rajendra Pachauri partiu para o ataque pessoal. E qualificou o escrito de “ciência voodoo”.

George Kaser, cientista do Instituto de Glaciologia de Innsbruck, na Áustria, disse ter informado seus colegas do IPCC sobre o erro no fim de 2006. “Foi depois da última revisão, mas antes da publicação, portanto existia a possibilidade de modificar o texto”, disse Kaser à Agência France Presse.

“Eu disse a eles”, insistiu. “Mas, por motivos que desconheço, ninguém reagiu.”

O resultado foi que o “Quarto Relatório de Avaliação” (AR4) do IPCC, publicado em 2007, alerta para o “fato” de que as geleiras do Himalaia estarem derretendo mais rapidamente do que as outras geleiras do mundo, e que “poderiam desaparecer até 2035 ou mesmo antes”.

Patrick Michaels, um “cético” do aquecimento global e intelectual do Cato Institute, convidou o chefe do IPCC, Rajendra Pachauri, a se demitir.

“Eu gostaria de saber como essa afirmação absurda passou pelo processo de revisão. Está obviamente errada”, acrescentou.

“É um artigo de má qualidade”, disse Graham Cogley, professor de geografia e geleiras na Trent University, Peterborough, Canadá, que apontou o erro. “Não foi revisado corretamente.”

O professor de ciência ambiental e política da Colorado University, Roger Pielke Jr., disse que os erros apontam para uma “avaria sistemática nos procedimentos do IPCC”, o que significa que poderia haver mais erros.

Marcelo Leite na “Folha de S.Paulo” apontou o notável paralelo com caso ocorrido no País.

Em 4 de março de 2007 um relatório do Ministério do Meio Ambiente (MMA), “Mudanças Climáticas Globais e seus Efeitos sobre a Biodiversidade”, espalhou que a elevação do mar pela mudança do clima punha em risco 42 milhões de pessoas no Brasil.



As fontes também eram inadequadas: o Ministério da Educação e Greenpeace.

Verificando a origem dos dados aduzidos por essa ONG militante do alarmismo constatou-se que a fonte primária era “O Mar no Espaço Geográfico Brasileiro”, editado pelo MEC e da Marinha para professores do ensino médio e fundamental. Os pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) reconheceram o erro e o corrigiram de imediato.

Essa não foi a atitude de Rajendra Pachauri (foto) que reagiu com agressividade diante das sérias denúncias feitas por cientistas e pelo governo da India.

continua no próximo post


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