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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Não se vê o fundo. Enxurrada de revelações (IV)

O “Quarto Relatório de Avaliação” (AR4) do IPCC tirou as estimativas de emissão de CO2 das centrais nucleares, e a afirmação de que elas produziriam uma energia mais cara que as termoelétricas movidas a carvão o gás também de um site ambientalista, o da World Nuclear Association, menosprezando os cálculos científicos independentes.

O fato forma parte da longa série de denúncias dos procedimentos impróprios do IPCC publicada por diário “The Sunday Telegraph”.

Alan Thorpe, chefe do Natural Environment Research Council, principal órgão público que financia as pesquisas climáticas no Reino Unido lamentou: “nós abrimos as portas à confusão se começamos a apelar para a literatura cinza. Nós temos suficiente pesquisa que foi “peer-reviewed” para fornece provas da “mudança climática”, por isso é preocupante que o IPCC a tenha omitido.”

O professor Bob Watson (foto), ex-presidente do IPCC antes do Dr Pachauri e agora cientista chefe do Departamento para Meio Ambiente, Alimentos e Questões Rurais do Banco Mundial pediu que o IPCC mude seus métodos de compilar relatórios e convidou ao Dr. Pachauri para assumir suas responsabilidades na correção dos erros.

Para o professor Roger Pielke Jr, do Colorado University’s Centre for Science and Technology Policy Research, os autores do relatório do IPCC deliberadamente ignoraram um trabalho de sua autoria que contradizia as posições do IPCC sobre o custo dos desastres naturais provocados pelo clima.

Enquanto isso se passa com o IPCC, a investigação esclarecedora que deveria dissipar as dúvidas levantadas pelo “Climagate” afunda em obscuridades inquietantes.

A Universidade de East Anglia, em cujo seio funciona a Climatic Research Unit ‒ CRU, recusa-se a fornecer informações aos organismos oficiais ingleses.



A Universidade está obrigada por lei a fornecer os dados solicitados, sob pena de violar lei penal, o 1977 Criminal Law Act segundo o “The Telegraph”.

De 105 requerimentos de informações, os responsáveis só teriam respondido a uma dezena e teme-se que certos registros tenham sido apagados definitivamente.

O chefe do CRU, prof. Phil Jones, suspenso provisoriamente das funções, declarou que pensara em suicídio, mas afastou a idéia.

Nesse ambiente de revelações desabonadoras, enquete de Ipsos para Euro RSCG revelou que a percentagem do público que acredita na “mudança climática” caiu de 44% para 31% em 2009. Aqueles que acham que “mudança climática” está super-estimada subiram de 22% para 31%.

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Um comentário:

  1. Morreu o Professor José Carlos Almeida de Azevedo, ex-reitor da Universidade de Brasília (UnB) aos 78 anos de idade. Era formado em engenharia e arquitetura naval, em física e em engenharia nuclear pelo Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT), nos Estados Unidos. Em 1965, concluiu também o PhD em Física, na mesma instituição.
    Nos últimos anos, o cientista escreveu vários artigos sobre o aquecimento global, com duras críticas ao Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da Organização das Nações Unidas (ONU).
    Conheci-o recentemente em uma audiência pública sobre o aquecimento global na Câmara dos Deputados. Era jovial, alegre, simpaticíssimo. Disse-me, com um sorriso, “Esses caras são doidos”. Referia-se aos ambientalistas que faziam prognósticos aterradores em relação à influência do CO² na agricultura brasileira.
    Em novembro do ano passado escreveu artigo publicado no “Estadão”. Em certo trecho, fazendo analogia com outro artigo (de Eugene Ionesco) diz "Quando ouço os homens de Estado, políticos, diplomatas internacionais, com suas grossas pastas e sua sobranceria falarem de aquecimento global, tenho vontade de tirar o meu revólver.”

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