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domingo, 25 de julho de 2010

França pune ecologistas que atrapalharem caçada

Há anos extremistas ecologistas hostilizam as caçadas praticadas legalmente por milhões de franceses.

Diante da irritação popular o governo abaixou decreto punindo a “obstrução a um ato de caça” segundo noticiou “Le Monde”.

Os radicais das “associações de defesa dos animais” encheram os jornais com protestos ideológicos contra a justa medida. Ela pune com multa de 1.500 euros toda tentativa de impedir o desenvolvimento de uma partida de caça.

“Tinhamos chegado à absurda situação de que comandos desciam encapuçados durante as caçadas, interpunham-se violentamente diante dos caçadores. E cada vez que nós registravamos a ocorrência nenhuma providência era tomada”, explicou Pierre de Boisguilbert, da Federação Nacional dos Caçadores ‒ FNC.

Bom exemplo para ser imitado por nosso IBAMA. Desejamos que não fique ele perpetuamente do lado dos extremistas “verdes”.

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domingo, 18 de julho de 2010

Prof. Gustavo Baptista (3) fala verdades genuinamente convenientes

continuação do post anterior

Catolicismo — Em entrevista para uma edição de Catolicismo (janeiro deste ano), o Prof. Molion afirmou que o homem não tem condições de mudar o clima global, e que os oceanos, juntamente com a atividade solar, são os principais controladores do clima global. O Sr. poderia fazer algum comentário sobre esse tema?

Prof. Baptista — Eu concordo com Molion, pois esses são os principais motores do clima global. Eu incluiria a importância dos vulcões, pois quando ocorrem as erupções, a quantidade de material que bloqueia a entrada de radiação solar tem sua parcela no clima global.

O vulcão do monte Pinatubo, nas Filipinas, foi responsável por uma redução de 0,5°C na temperatura global durante três anos. Comparativamente, o aquecimento dos últimos 100 anos foi da ordem de 0,7°C.

Recentemente, a erupção do vulcão Eyjafjallajoekull, na Islândia, foi responsável pelo caos no sistema aéreo europeu, mas também pela primavera mais fria e chuvosa dos últimos anos em Portugal. Por aí se vê que eles têm sua parcela de responsabilidade no clima global.

Catolicismo — A mídia e os leigos no assunto freqüentemente confundem CLIMA e TEMPO. O Sr. poderia precisar os dois conceitos e estabelecer a distinção entre eles?

Prof. Baptista — Tempo é o estado momentâneo da atmosfera numa dada localidade. Ele é altamente variável. Compareci em maio a um seminário de Geografia Física em Portugal, e no dia em que chegamos, pela manhã estava muito frio; logo em seguida, próximo ao almoço, começou a chover; depois estiou e esquentou; e no fim do dia voltaram o frio e a garoa.

Em um único dia experimentamos diversos estados da atmosfera (tempo), e ainda essa chuva atípica como resultado do vulcão Eyjafjallajoekull. Dessa parte da ciência, tratam os meteorologistas.

Já o clima é definido como a média dos elementos climáticos (temperatura, chuva, ventos, radiação solar, etc) durante um período de pelo menos 30 anos. Diz ele respeito portanto a uma série histórica, e os responsáveis por essa área somos nós, os geógrafos.

Tenho um conhecido que estudou no seu doutorado, durante dois anos, o comportamento hídrico de uma encosta na Escócia. Ele teve uma sorte danada, pois o primeiro ano foi o mais seco da década, e o seguinte o mais chuvoso.

Erupção do vulcão Eyjafjallajoekull
Para ele entender como se comporta a água nessa encosta, nada melhor do que os extremos, mas ele não pôde caracterizar o clima daquela encosta com dois anos apenas. Resumindo: tempo é o estado momentâneo da atmosfera; e o clima, uma série histórica de pelo menos 30 anos.

Catolicismo — A difusão da doutrina do aquecimento global é sempre feita com base em acusações e ameaças. Será isso uma estratégia calculada, uma vez que é mais fácil manipular as pessoas influenciadas pelo medo? Poderia dar exemplos concretos da aplicação dessa estratégia?

Prof. Baptista — O medo é sempre a melhor forma de se impor algo. Quando queremos que os estudantes aceitem nossos pensamentos, é mais prático coibir com ameaças qualquer manifestação. De certa forma isso tende a ser mais confortável, pois os questionamentos podem colocar contra a parede os defensores de uma posição, principalmente se eles não estão seguros de suas convicções ou ainda não estudaram direito aquele ponto.

Eu penso de forma diferente. Não tento convencer as pessoas de que estou certo, mas mostro como penso, embaso com argumentos o que estou expondo. Em minhas aulas é muito comum, quando toco no tema do aquecimento global, que estudantes exponham seu descontentamento com o assunto; eu os respeito, pois são suas convicções.

Na reunião da SBPC este ano, em Natal, haverá um debate meu com o Prof. Paulo Artaxo, do Instituto de Física da USP, que apóia a linha do IPCC. Aceitei, pois respeito-o como pesquisador. Apesar de não conhecer pessoalmente o Prof. Artaxo, tenho certeza de que, se ele pensa de modo diferente da minha posição, devem ser legítimos seus argumentos, e ele acredita neles.

Em segundo lugar porque discuto idéias, e não dogmas. Pode ser que ele me apresente argumentos que me façam pensar sob outros pontos de vista. A ciência evolui assim.

O mais emocionante na história da ciência é como os conceitos vão evoluindo e como as idéias vão avançando. Imagine se Galileu e tantos outros não tivessem contrariado a maneira de pensar de suas épocas. Estaríamos bem mais atrasados. Com certeza!


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domingo, 11 de julho de 2010

Prof. Gustavo Baptista (2) avança idéias mas não aceita “dogmas”

Continuação do post anterior

Catolicismo — O bio-etanol é um tipo de tecnologia alternativa em relação aos combustíveis fósseis. Seria uma solução inteligente, não pelas emissões que produz, mas por ser uma fonte de energia renovável?

Prof. Baptista — Com certeza. Conheço um projeto de biocombustíveis baseados em oleaginosas, que está sendo implantado no alto oeste potiguar e visa mitigar a pobreza, sendo financiado pela JICA. As famílias vão plantar o girassol, processar o óleo em uma cooperativa, e há um acordo com a Petrobrás para a compra do óleo. Ou seja, você insere os indivíduos numa cadeia produtiva fechada, que gera riqueza, minimiza a pobreza e dá dignidade aos participantes. Acho fantástico.

Catolicismo — A energia nuclear, cujo retorno se propõe em alguns países como o Brasil, pode ser considerada uma fonte menos poluidora que os combustíveis fósseis, apesar dos graves inconvenientes originados pelo lixo atômico?

Prof. Baptista — Você tocou no ponto mais absurdo que a neurose do aquecimento global antropogênico (causado pelo homem) gerou: o retorno à energia atômica. O Brasil sempre foi visto com bons olhos por ter fontes de energia renováveis, e por utilizar hidrelétricas na geração de energia. Considerar viável a energia nuclear, é no mínimo complicado, devido aos resíduos gerados.

Não podemos nos esquecer dos estragos que causou a uma região inteira na cidade de Goiânia uma bomba de césio 137 abandonada numa clínica. E Chernobyl é um exemplo clássico. Para mim, adotar essa política é andar para trás.


Catolicismo — De modo geral, as fontes de energia ditas alternativas são mais caras que as fontes baseadas em combustíveis fósseis?

Bio-etanol na Indonésia
Prof. Baptista — No último capítulo do meu livro Aquecimento Global: ciência ou religião? (Editora Hinterlândia, 2009, 188 pp), faço uma consideração a esse respeito, quando digo que “as soluções encontradas para minimizar os efeitos do aquecimento global apóiam-se conceitualmente numa corrente chamada de modernização ecológica, que se baseia na internalização das preocupações com questões ambientais por parte de instituições políticas, que visam conciliá-las com o crescimento econômico. Isso é possível por meio da adoção de tecnologias ditas 'limpas'“.

Mas elas normalmente são caras e inacessíveis aos pobres. Uma coisa é a Alemanha reunificada adotar tecnologias ambientalmente corretas, outra coisa é Moçambique adotá-las.

Além disso, as tais fontes alternativas são pouco eficientes, e não suprem as demandas como as baseadas em combustíveis fósseis.

Assisti a um documentário do Channel 4 britânico, que mostrava na zona interiorana africana um hospital que tinha recebido de uma ONG ambientalista um gerador fotovoltaico de energia solar. E as pessoas viviam um impasse: ou ligavam a geladeira ou acendiam a luz, pois a energia gerada era insuficiente para as duas coisas. Isso é cruel.

Lareira espanhola com bio-etanol
Uma coisa é optar por produtos ambientalmente corretos e poder pagar mais caro por eles, outra coisa é empurrarem soluções tecnológicas caras que não resolvem o seu problema.

Catolicismo — A propaganda que se faz a favor de fontes de energia limpa e o empenho no combate a fontes provenientes de combustíveis fósseis, como o petróleo e o gás, não terão razões políticas e econômicas por detrás? Quais seriam elas?

Prof. Baptista — Tudo tem algo subjetivo! O primeiro aspecto que gostaria de salientar é que, se o controle da emissão de CO2 se exerce por meio dos combustíveis fósseis, por aí se controla o mundo, pois em tudo vemos combustíveis fósseis. Não considero que a razão seja impor novas formas de “energia limpa”, mas isso acabou sendo a alternativa proposta.

Parece teoria de conspiração, mas se você pensar que no mundo surgem países como os BRIC, que se destacam dentre as nações em desenvolvimento — com o Brasil divulgando o pré-sal como o seu segundo descobrimento, a Rússia reestatizando seu parque petrolífero, a Índia com um grande desenvolvimento tecnológico à base de carvão e petróleo, e a China crescendo a mais de 10% ao ano — controlar a emissão é uma forma de manter o status quo.

Você acha que os americanos e os europeus aceitariam calmamente perder sua posição de destaque no mundo? Ainda mais para essas nações emergentes, que estão querendo morder fatias cada vez maiores do bolo?

Climatic Research Unit da Univ. de East Anglia: cerne do escândalo
Quem foi que disponibilizou recursos vultosos para se comprovar que os combustíveis fósseis aumentam os gases de efeito estufa? Quem promoveu a maior retirada de um produto do mercado, como foi o caso dos CFCs?

Catolicismo — As agências de gerenciamento de recursos não procuram impingir como verdade uma maquiagem na teoria do aquecimento global?

Prof. Baptista — Na verdade, muita coisa começou a ser questionada após os escândalos de divulgação das manipulações de resultados pelos pesquisadores da Universidade de East-Anglia. 

Os espaços conseguidos pelos chamados céticos começaram a se ampliar. Vocês mesmos do Catolicismo já entrevistaram o finado Prof. Azevedo, a quem tive a oportunidade de enviar meu último livro, e de ter sua aprovação para o meu texto; e o caro Prof. Molion, um dos precursores no Brasil dessa corrente de pensamento.

Mas hoje ainda é necessário colocar nas pesquisas a serem publicadas algumas palavras-chave, para ter aprovação. Eu consigo pesquisar, porque falo de seqüestro de carbono, mas meu interesse é na espacialização da fase clara da fotossíntese por imagens de satélite, e não pela remoção de carbono e os impactos sobre o aquecimento global.

continua no próximo post


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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Prof. Gustavo Baptista (1): quem contrariar os eco-xiitas será condenado à fogueira

Prof. Gustavo Baptista: quem contraria os eco-xiitas é condenado à fogueira
Professor da Universidade de Brasília (UnB) apresenta sólida argumentação contra a tese de um atual aquecimento global do planeta, tão alardeada por cientistas, políticos e órgãos da mídia.

O livro Aquecimento Global: ciência ou religião? — lançado em Brasília no final de 2009 pelo Prof. Gustavo Baptista — é um desafio ao “dogma” do aquecimento global provocado pelo homem e um convite ao debate científico.

Com muitas ilustrações e gráficos, mostra que o clima planetário segue uma dinâmica natural, com alternância de ciclos de resfriamento e aquecimento, sem interferência da ação humana.

Com muitos argumentos científicos, e com ironia própria a acrescentar um pouco de sal à polêmica, o Prof. Gustavo Macedo de Mello Baptista esclarece como as oscilações naturais da atividade solar, dos oceanos, dos vulcões e de outros elementos naturais interferem no comportamento da temperatura global.

Catolicismo já entrevistou sobre o assunto outros cientistas, como o Prof. Luiz Carlos Molion, o saudoso Prof. José Carlos Azevedo e o Dr. Emilson França de Queiroz, que contestam o propalado aquecimento global, veiculado sem base científica suficiente por políticos e certa mídia, e até por certo número de cientistas, os quais exageram e distorcem o papel da ação humana, criando um verdadeiro “terrorismo climático”. Desta forma, procuramos informar nossos leitores com opiniões abalizadas divergentes da posição de organismos da ONU ou da mídia em geral.

Voltamos ao tema nesta edição com uma entrevista do Prof. Gustavo Baptista, realizada pelo nosso correspondente na capital federal, Sr. Nelson Ramos Barretto.

O entrevistado, além de autor do mencionado livro, é professor Adjunto I do Instituto de Geociências da Universidade de Brasília (UnB). Possui graduação em bacharelado em Geografia pela UnB (1994), mestrado em Tecnologia Ambiental e Recursos Hídricos (1997) e doutorado em Geologia pela mesma universidade (2001). Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Sensoriamento Remoto e em Avaliação de Riscos e Impactos Ambientais.

* * *

Catolicismo — Com a queda do Muro de Berlim e o aparente desaparecimento do comunismo, não terão migrado para o movimento ambientalista os marxistas que se sentiram órfãos, a fim de continuar sua luta inglória? De vermelhos, não se metamorfosearam em verdes?

Prof. Baptista — É exatamente o que aconteceu, e surgiu uma classe que eu não consigo engolir: os indivíduos bio-desagradáveis; ou eco-xiitas, como preferir. As discussões ambientais viraram dogmas de fé, e quem contrariar as eco-verdades será condenado à fogueira.

Se bem que a nova inquisição, a do aquecimento global, não possa enviar ninguém para a fogueira, porque lenha e o nosso corpo são feitos de carbono, e queimá-los liberará gases que vão incrementar o aquecimento global...

Aquecimento Global: ciência ou religião? desafia o “dogma”
do aquecimento global antropogênico
Não se discute ciência com essas pessoas. Quando me procuram e me perguntam se sou ambientalista, digo que sou um profissional de meio ambiente, e que não discuto os temas movido pela paixão, mas pela razão. Só o conhecimento nos liberta.

Catolicismo — Os cientistas céticos quanto à doutrina do aquecimento global, e que rejeitam termos em voga como “mudanças climáticas”, “créditos de carbono” etc, sofrem algum boicote pelos defensores daquela doutrina? Como os trabalhos desses não são publicados, certamente há casos de opositores que os acusam de não terem produção científica representativa.

Prof. Baptista — Gostaria de fazer uma pequena correção. Acredito em mudanças climáticas, sim, e que estamos entrando numa nova fase de resfriamento global, devido à baixa atividade solar observada até agora no ciclo 24 e prevista pelos ciclos de Gleisberg, além da nova fase fria da oscilação decadal do Pacífico.

O que eu não acredito é que o homem seja o responsável pelo clima global. Localmente, é outra história! E já orientei diversos trabalhos sobre geração de créditos de carbono, pois existe um mercado estabelecido e pode-se ganhar dinheiro com isso. Não acredito nos motivos que levaram ao estabelecimento desse mercado, mas ele existe, e então vamos ver como lucrar com ele.

Com relação às acusações de boicote, tenho um exemplo, mas não darei nomes aos bois. Há algum tempo, uma ex-aluna minha no mestrado, que não concordava com minhas idéias, foi assistir a uma palestra de um dos medalhões do IPCC no Brasil e perguntou a ele o que achava dos chamados céticos. Ele disse que nós éramos inexpressivos em termos de produção científica.

Mas é claro, pois se você não concorda com a moda, fica fora dela. Aliás, ele aparece tanto na televisão, que daqui a pouco vai estar fazendo propaganda de sandálias no intervalo da novela...

Isso me lembra Al Gore, que disse em entrevista no programa 60 Minutes, da rede norte-americana CBS, em 30 de março de 2008: “Não acredito que sejam muitas... Essas pessoas estão em uma minúscula, tão minúscula minoria agora. São quase como as que acreditam que o pouso na Lua ocorreu em uma fazenda no Arizona, ou como as que acreditam que a Terra é plana”. Assim se trata gente séria como se fossem idiotas.

Continua no próximo post

(Fonte: “Catolicismo”, Julho 2010)


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