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domingo, 1 de novembro de 2020

Cada dia aparece uma nova espécie na Amazônia: razão de alegria ou pretexto de dirigismo invasor?

Drosera amazonica, encontrada em 2009
Drosera amazonica, encontrada em 2009
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Há já uma década escrevíamos nestee blog que a organização ambientalista internacional WWF (World Wildlife Fund for Nature) elaborou extensa compilação das mais de 1.200 novas espécies de animais e vegetais descobertas na Amazônia nos mais recentes dez anos.

A divulgação do relatório foi noticiada pela BBC Brasil.

Segundo o estudo intitulado “Amazon Alive!”, entre 1999 e 2009, uma nova espécie foi achada a cada três dias na região.

Os números comprovam que a Amazônia é um dos lugares de maior biodiversidade da Terra: foram catalogados não período 637 novas plantas, 257 peixes, 216 anfíbios, 55 répteis, 39 mamíferos e 16 pássaros.

“O volume de descobertas de novas espécies é incrível – e isso sem incluir o grupo dos insetos, onde as descobertas também são muitas”, disse a coordenadora da WWF no Brasil, Sarah Hutchison.

Falcão críptico, descoberto em 2002 no Estado do Pará. Acredita-se que haja um grande número deles.
Falcão críptico, descoberto em 2002 no Estado do Pará.
Acredita-se que haja um grande número deles.

A mesma ONG que já temos criticado pela sua militância contra a civilização criada pelo homem e suas simpatias comuno-tribalistas, agindo assim fez um bom serviço que não podemos senão saudar.

A WWF auxiliada pelo Instituto Mamirauá de Tefé, Amazonas, anunciou em dezembro de 2017 que entre os anos 2014 e 2015 o ritmo das descobertas de espécies animais e vegetais desconhecidas havia aumentado a um ritmo de "dia sim, dia não", segundo noticiou o "National Geographic".

Ou quase uma por dia. Exatamente 381 no período analisado, fundamentalmente com dados colhidos em publicações científicas.

A grande mídia costuma despejar uma constante chuva de pessimismo gerada em ambientes verdes a respeito das espécies que estariam em perigo de extinção.

Apistogramma baensch uma das 257 espécies de peixes descobertas nos últimos 10 anos
Apistogramma baensch uma das 257 espécies de peixes
descobertas nos últimos 10 anos

Ela insiste nos riscos e carrega os sublinhados ao falar de sua iminência e de seus assustadores efeitos futuros. O artigo do "National Geographic" que citamos por exemplo chega a falar de que certas espécies apenas descobertas estão "imediatamente ameaçadas" .

Custa-nos entender como se pode saber disso se elas mal acabam de ser conhecidas...

No fim da insistência em "espécie em extinção" se insinua um estatizante e dirigista que com o argumento de salvar o bichinho, terá que criar uma formidável máquina de controle legal e burocrático, mais impostos e mais agências a serviço de um totalitarismo ambientalista que invade a vida dos homens e obstaculiza o progresso.

Dessa mentalidade não escapam os relatórios da WWF que elogiamos sob certgo ponto de vista e restrições em outros.

Pyrilia aurantiocephala habita regiões próximas aos rios Madeira e Tapajós
Pyrilia aurantiocephala habita
regiões próximas aos rios Madeira e Tapajós
Sobre o primeiro diz: a coordenadora da WWF: “esse relatório mostra a incrível diversidade da vida na Amazônia e por isso precisamos de ações urgentes para que essas espécies sobrevivam”.

De fato, ainda há muitas espécies a serem descobertas e o homem nem sabe direito quantas há. alguns falam de milhões se pensamos nos mares.

Algum dia se saberá. Ou tal vez nunca, tantas elas são

Porém, a propaganda “verde” age como se tudo fosse conhecido e dá a entender que os homens estão sempre diminuindo-as de modo perigoso o “escasso” número existente.

Em segundo lugar, o registro de novas espécies – ou o reencontro de espécies julgadas extintas – deveria ser um fator de alegria para os amantes da natureza.

Mas não é bem essa a reação “verde”. 

Pelo contrário, os achados lhes servem o mais das vezes de pretexto para exigir mais dirigismo, controles, críticas ao progresso da civilização, do agronegócio, etc.

Rã Ranitomeya benedicta, habita em várzeas perto de Iquitos
Ranitomeya benedicta, habita em várzeas perto de Iquitos
O pessimismo “verde” só será bem compreendido caso se atente para seu fundo de predisposição: primeiro contra o homem e o predomínio deste pelo fator inteligência, e segundo contra a ordem estabelecida.

Neste blog há numerosos testemunhos nesse sentido nas colunas ao lado.


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