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domingo, 25 de novembro de 2012

Tramóias verdes: “o Leonardo DiCaprio mandou email pra mim!”

“Leonardo DiCaprio mandou email pra mim!”
“O Leonardo DiCaprio me escreveu para salvar o oceano!” – exclamou a moça, ao receber um sugestivo e-mail.

O e-mail não podia ter uma assinatura mais deslumbrante para aqueles que acompanham o mundo dos “famosos” na TV ou na Internet.

Imagine uma moça, pouco habituada aos trotes que circulam na rede mundial, recebendo um email assinado por Leonardo DiCaprio fazendo um convite a ela.

Na realidade, trata-se de uma manobra psicológica da “religião” verde. Vejamos.

O texto do e-mail parece concebido por um marqueteiro experimentado. Ele começa sensibilizando habilmente o destinatário:


“Estou escrevendo para pedir a ajuda de vocês. Em poucos dias, alguns países poderão dar a largada para transformar grandes áreas do oceano antártico no maior santuário marítimo do mundo, salvando o habitat de baleias, pinguins e milhares de outras espécies polares das frotas da indústria pesqueira”. (destaques do original)

Os “bons” querem salvar “baleias, pinguins e milhares de outras espécies polares”, enquanto os “ruins” – ou seja, os da indústria pesqueira – não querem salvá-los, mas lucrar exterminando-os.

De tudo isso, a moça que recebeu o e-mail não sabe direito bem como é, mas foi Leonardo DiCaprio que escreveu para ela!

No mesmo e-mail, o marqueteiro que contratou o nome do sedutor galã de cinema convida a moça à ação:

“Mas eles só vão agir se nos manifestarmos agora.

“A maioria destes países apoia a criação do santuário, mas Rússia, Coréia do Sul e alguns outros estão ameaçando não aprovar o acordo para também saquear o oceano antártico após terem levado a pesca à exaustão em outras partes do planeta”.

Pela sugestão do marketing, a moça poderá cair na proposta, achando participar  numa cinematográfica aventura contra 'saqueadores do planeta'
Pela sugestão do marketing, a moça poderá cair na proposta, achando participar
numa cinematográfica aventura contra 'saqueadores do planeta'
“Na semana que vem, um pequeno grupo de negociadores vai se reunir a portas fechadas para tomar uma decisão. Uma corrente gigante de pressão popular pode forçar a abertura das negociações, isolar os países que estão tentando bloquear a criação do santuário e assegurar um acordo para a proteção de 6 milhões de quilômetros quadrados do precioso oceano antártico.

As baleias e os pinguins não possuem voz própria, então cabe a nós defendê-los. Vamos convencer os negociadores produzindo uma onda gigante de pressão da opinião pública – a Avaaz vai cercar o encontro com anúncios publicitários impactantes e, juntos, entregaremos nossa mensagem para as delegações fazendo um barulho ensurdecedor nas redes sociais. Assinem essa urgente petição e compartilhem com todas as pessoas que vocês conhecem:

“(...) As mudanças climáticas já impuseram um fardo cruel sobre o delicado habitat dessas espécies, mas elas serão ainda mais ameaçadas pelas gigantes redes de pesca da indústria pesqueira colocadas nestas preciosas águas. Somente a criação de um santuário marítimo pode aumentar as chances de essas espécies sobreviverem.

Marketing passa ideia asssustadora, mas na prática não falta alimento para as baleias
Marketing passa ideia asssustadora, mas na prática não falta alimento para as baleias
“O futuro dos mares do sul está em nossas mãos. Vamos desencadear uma corrente de pressão global e garantir que os governos não ponham os lucros à frente do nosso planeta. Por favor, assinem e compartilhem esta petição com todas as pessoas que vocês conhecem:

“Juntem-se a mim para salvar o oceano antártico antes que seja tarde demais.

“Com esperança,

“Leonardo Di Caprio, com a equipe da Avaaz”. (destaques do original)

No final da leitura do e-mail, a moça se dá conta de que ela é uma eventual heroína engajada numa luta cinematográfica para salvar “as baleias e os pinguins que não possuem voz própria”.

O que ela não conhece – e normalmente não teria como conhecer – são as tretas marqueteiras que guiam o redator real do e-mail.

Aliás, talvez nem saiba bem como é que acontece – se é que algo especial acontece – com as baleias e os pinguins da Antártica.

Pode ser até que ela nem saiba distinguir bem a Antártica do Ártico. Ela é a vítima ideal para encher petições “verdes” anticapitalistas.

No entanto, o blog Green, do jornal “The New York Times”, explica quem de fato está por trás da iniciativa “salvadora” de baleias e pinguins.

Pingüins passam bem e se multiplicam muito. Foto: na Geórgia do Sul.
Pingüins passam bem e se multiplicam muito. Foto: na Geórgia do Sul.

Trata-se de uma coalizão de grupos ambientalistas denominada Antarctic Ocean Alliance.

Ela inclui as mais proeminentes Ongs militantes da revolução verde neomarxista, como Greenpeace, o WWF, e o International Fund for Animal Welfare.

Também o receptor desprevenido do e-mail não é informado do que em concreto lhe é pedido apoiar.

Ele acredita que vai ajudar a salvar pinguins e baleias, apresentados como muito simpáticos nas histórias de quadrinhos, nos vídeos do tipo Walt Disney ou nos documentários.

Apresentação sugestiva em favor da natureza dissimula  ideologia neomarxista contra o progresso e o bem-estar dos homens
Apresentação sugestiva em favor da natureza dissimula
ideologia neomarxista contra o progresso e o bem-estar dos homens
Mas na realidade – e isso não lhe é dito – trata-se pura e simplesmente de bloquear 19 imensas áreas marítimas – 1,39 milhões de milhas quadradas de superfície – para a pesca e a exploração de minérios, atividades que ficarão proibidas.

Nas áreas em questão essas atividades são mínimas e os promotores da manobra fornecem dados de peso sobre eventuais danos às baleias e aos pinguins.

Nada é dito sobre a proibição da mineração, mas a pessoa que assina cai nessa, além de pedir que outros também o façam.

A iniciativa é ainda um primeiro passo para proteger os Oceanos do Sul – Atlântico, Pacífico e Indico – da pesca “capitalista”.

O blog do “The New York Times” agita bem conhecidos slogans da demagogia ambientalista, como os do “aquecimento global”. Acena também com a possibilidade de, sob pressão universal, obter-se a aprovação de uma Convenção sobre a Diversidade Biológica com muito de utópico, mas que o próprio blog reconhece estar ainda muito distante.

O jornal britânico de esquerda “The Guardian”, informa que, segundo a aliança ongueira citada, mais de 40% da região que se quer bloquear ao progresso será “irremediavelmente danificada pela atividade humana”.

Provas?

Ora, as provas!

Para a moça, foi o DiCaprio que escreveu para ela!

É com golpes destes, ludibriando os desprevenidos e os ingênuos, que a “religião” ambientalista avança, no seu ímpeto de bloquear os caminhos da civilização e até as fontes de alimentação do gênero humano.


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