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quinta-feira, 21 de março de 2013

EUA estudam porvir venturoso com gás de xisto, mas viés verde afunda a Europa

Diversas empresas anunciaram investimentos para extrair gás de xisto nos EUA que somados totalizariam 90 bilhões de dólares.

Espera-se que a “revolução do xisto” venha gerar um verdadeiro “renascimento industrial nacional” americano, escreveu o “Financial Times” de Londres.

As indústrias petroquímicas, bem como as de combustíveis, fertilizantes e aço estarão entre as mais beneficiadas pelas novas fontes de energia barata. Os produtos ficarão mais baratos, a competitividade será acrescida e o nível de emprego aumentará.


As eólicas suscitam a antipatia crescente da população porque poluem intensamente a paisagem e são muito barulhentas para os moradores locais.

Os países da Europa, porém, veem com inveja a recuperação americana. Intoxicados pela propaganda “verde”, governos europeus vêm proibindo a exploração das jazidas no xisto ou promovendo energias “alternativas” caríssimas ou utópicas.

Segundo o “Financial Times”, o governo inglês mudou recentemente essa orientação contraproducente, liberando a exploração do xisto para reerguer sua moribunda economia.

Fraturamento hidráulico  na Lituânia garantirá independência do gás russo
Greg Garland, chefe executivo de Phillips 66, grupo americano líder em gás líquido e em combustíveis, disse que as novas fontes preparam uma “profunda mudança na economia”.

O gigante Dow Chemical também anunciou bilionários investimentos petroquímicos no Texas e na Louisiana, que em dois anos atingirão 90 bilhões de dólares ou mais.

Avanços na exploração obtidos com as técnicas de fraturamento hidráulico tornaram aproveitáveis jazidas já conhecidas, mas inviáveis economicamente até o presente.

Militância ambientalista se organiza  contra gás de xisto na França
Militância ambientalista se organiza
contra gás de xisto na França
O preço do gás nos EUA caiu para 3,30 dólares e segue caíndo, após um máximo de cerca de 13 dólares em 2008, ficando mais barato do que na Europa ou na Ásia.

O etano, utilizado na produção de plásticos, caiu em 2012 de 80 centavos o galão para menos de 23 centavos.

Malgrado a crise econômica, a produção industrial americana cresceu 12% desde o início de 2010, enquanto na Grã-Bretanha ela caiu 3% e no Japão 6%.

No mesmo período, a produção alemã aumentou 11%. Porém, segundo o “Financial Times”, empresas alemãs do quilate da Bayer e da BASF vêm alertando que perderão competitividade em face de seus rivais americanos.

A causa é o aumento de custo da energia na Alemanha, gerado pelas mudanças de fontes ao gosto dos “verdes”.

Em Washington já se discute como os EUA poderão definir o volume de gás que exportarão em função dos interesses de sua indústria.

Isto é, como ditarão as cartas no mercado energético mundial, papel até agora exclusivo dos árabes.

Relatório do Departamento de Energia americano avaliou que uma exportação sem restrições de gás liquidificado não traria dano relevante à economia americana e até poderia estimulá-la.

George Biltz, chefe de energia da Dow Chemical, achou que o governo deveria ser “muito prudente” na hora de decidir, isto é, seletivo.

Mas Jack Gerard, presidente do American Petroleum Institute, recomendou uma exportação irrestrita de gás liquido.

Energia fotovoltaica: ainda não conseguiu ser viável
Essas discussões são típicas de quem está olhando de cima para um horizonte prometedor.

Na Europa, os verdes levantam problemas que afundam seus países na miopia e na decadência.

Em suma, eles os preparam para olhar de baixo avassalados.

O que fará o Brasil? Seguirá o cântico de sereia da utopia “verde”?

Ou adotará decididamente o caminho do bom senso, da iniciativa privada e do progresso ordenado e racional?



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