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domingo, 26 de janeiro de 2014

Ambientalismo ameaça a saúde dos brasileiros,
a fauna, flora, cultivos e cultura do País

Dr. Evaristo Eduardo de Miranda
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Evaristo E. de Miranda, doutor em ecologia e pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) publicou no “O Estado de S.Paulo” (24.01.2014) conciso mas profundo e esclarecedor artigo, como aliás costuma ser sua excelente caraterística.

Nele, põe a nu com sobrada ciência, o absurdos dos males que o ambientalismo dominante traz para o Brasil e até para a própria natureza.

Ele demonstra que a política ambientalista promovida por órgãos de governo, mídia, ONGs e até púlpitos:

1) atrai perigos perfeitamente identificados para a saúde dos brasileiros no campo e na cidade;

2) ameaça aos próprios animais nativos;

3) põe em risco cultivos e residências humanas;

4) em suma, sob pretexto de proteger o meio ambiente e a biodiversidade, na realidade atenta contra ele e cria uma autêntica bioadversidade, fonte de toda espécie de males para o País.

O artigo dispensa todo comentário e o reproduzimos aprazidos:


A febre maculosa espalhada  pelo carrapato-estrela é responsável  pela morte de dezenas de pessoas
A febre maculosa espalhada
pelo carrapato-estrela é responsável
pela morte de dezenas de pessoas
Contra a bioadversidade

Nas áreas rurais, nas periferias urbanas e na produção agropecuária, os brasileiros enfrentam uma dura e cotidiana batalha contra a bioadversidade: pragas e doenças atacam humanos, animais, cultivos e o meio ambiente.

Sem ações efetivas de gestão e controle, populações de animais selvagens, nativos e exóticos, proliferam.

Exemplo conhecido é a proliferação das capivaras em espaços urbanos e áreas agrícolas.

Além da destruição na vegetação, elas disseminam a febre maculosa, por meio do carrapato-estrela, responsável pela morte de dezenas de pessoas. Isso interditou o acesso a espaços públicos em diversas cidades.

As placas advertem: “Capivaras. Afaste-se. Risco de febre maculosa”. Eliminá-las não é fácil e constitui crime ambiental inafiançável. As prefeituras estão de mãos atadas.

Problema análogo ocorre com a proliferação de micos, saguis e até do macaco-prego, capazes de devorar ovos e filhotes, mesmo nos ninhos mais escondidos.

Eles causam o declínio e a extinção local de populações de aves, além de invadirem residências e destruírem a vegetação.

Capivaras trazem febre maculosa, mas eliminá-las é crime ambiental inafiançável
Capivaras trazem carrapato da febre maculosa,
mas eliminá-las é crime ambiental inafiançável
Como as pombas, os “ratos do céu”, as maritacas adaptaram-se às cidades, não cessam sua expansão e causam diversos danos, até às instalações elétricas.

Com a pomba-amargosa e outras pragas aladas, as maritacas chegam a impossibilitar o cultivo de girassol, sorgo e outras plantas, causam danos à fruticultura e atacam os grãos no transporte, como o amendoim.

Dois graves problemas faunísticos vieram da Argentina e do Uruguai: a lebre e o javali.

A superpopulação da lebre europeia virou caso de segurança aeroviária.

O grande número desses animais ágeis e de hábito noturno preocupa a operação de aeroportos.

Sua reprodução crescente e rápida torna inviável a produção de hortaliças. Elas destroem plantações de maracujá, laranjais e cafezais em formação. Não há cerca ou tela capaz de contê-las.

Javalis em MS: costumam atacar em bandos  as plantações de milho deixando rastro de destruição.  Foto Paulo Ribas-Correio do Estado
Javalis em MS: costumam atacar em bandos
as plantações de milho deixando rastro de destruição.
Foto Paulo Ribas-Correio do Estado.
Protecionismo ambientalista permitiu expansão descontrolada
desta espécie que não existia no Brasil.
Um dos maiores prejudicados é o coelho nativo. O tapiti e seus filhotes são mortos pela lebre, que invade e ocupa suas tocas.

Já o javali segue em expansão e ataca as mais diversas lavouras e ambientes naturais.

Não há defesa contra esse animal agressivo que chega a 200 quilos, atua em bandos e invade até mesmo criações de suínos em busca de fêmeas.

Em áreas protegidas, o javali ocupa o hábitat e concorre com a queixada e o cateto. MAIS SOBRE O JAVALI

Sem manejo adequado, a recuperação das áreas de preservação permanente e de reserva legal, determinada pelo novo Código Florestal, criará corredores e novos espaços para ampliar ainda mais essas pragas e as doenças transmitidas.

Seu contato com a fauna selvagem e doméstica ampliará a proliferação de várias doenças, como febre amarela, aftosa, lepra, raiva, leishmaniose, etc.

Sem gestão territorial e ambiental, a introdução e a aproximação desses animais de áreas rurais e urbanas tornará inviável a eliminação de diversas doenças e trará novas – e difíceis – realidades ao combate às zoonoses.

A bioadversidade dos invertebrados resulta em parte da biodiversidade de mosquitos, pernilongos, carapanãs, borrachudos e assimilados.

A dengue, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti,  ultrapassou 1,5 milhão de casos em 2013,  três vezes mais do que em 2012!
A dengue, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti,
ultrapassou 1,5 milhão de casos em 2013,
três vezes mais do que em 2012!
Código Florestal cria grandes espaços para sua multiplicação!
A dengue, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, ultrapassou 1,5 milhão de casos em 2013, três vezes mais do que em 2012!

Um recorde como nunca antes se viu na História deste país. Foram 500 mortes registradas. E prosseguem crônicas a febre amarela, a malária, a oncocercose, etc.

A bioadversidade provocada por vermes e assimilados também vai bem. Esquistossomose, Chagas, toxoplasmose, amebíases, lombrigas e giardíases proliferam.

A falta de saneamento e de água tratada afeta criticamente tanto populações amazônicas ao longo de grandes rios como a periferia de cidades e áreas rurais.

Mais de 88% das mortes por diarreia se devem à falta de saneamento e 84% dessas mortes atingem as crianças. As infecções são contraídas pela ingestão de água ou alimentos contaminados.

Apesar dos progressos (entre 2010 e 2011 houve um aumento de 1,4 milhão de ramais de água e 1,3 milhão na rede de esgotos), não se coleta nem metade do esgoto. E, do coletado, apenas 38% recebe algum tratamento.

As inundações de verão, além de deslizamentos, trazem a leptospirose e o perigo do tifo e do tétano.

Morcego hematófago Desmodus rotundus rotundus, no Brasil:  Amazonas, Pará, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul
Morcego hematófago Desmodus rotundus rotundus, no Brasil:
Amazonas, Pará, Bahia, Minas Gerais, São Paulo,
Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Áreas de Proteção, as AP do Código Florestal, liberam aumento desta
e outras espécies danosas para o homem
Os exércitos de carrapatos, percevejos, moscas, mutucas, baratas, escorpiões, aranhas, morcegos hematófagos e transmissores da raiva, caramujos gigantes, serpentes peçonhentas e outras ameaças sempre recebem reforços externos.

A recém-chegada lagarta Helicoverpa armigera já trouxe prejuízos de bilhões à agricultura brasileira!

Isso não se resolve apenas com reflexões metafísicas. É preciso agir.

Explicações simplistas de que o desmatamento ou o “desequilíbrio ecológico” levam esses animais a se refugiar em cidades não servem nem como piada.

No mundo inteiro existem gestão e manejo ambiental, como abate direcionado de animais e uso preventivo do fogo, por exemplo, até em unidades de conservação.

No Brasil não se pode fazer manejo e gestão ambiental nem sequer em áreas agrícolas. Capacitar técnicos para o manejo seria indução ao crime.

A lagarta Helicoverpa armigera já trouxe  prejuízos de bilhões à agricultura brasileira!
A lagarta Helicoverpa armigera já trouxe
prejuízos de bilhões à agricultura brasileira!
Mitos abastratos ambientalistas impedem combate com fogo
A política resume-se a aplicar redomas legais de proteção sobre territórios e espécies, mesmo se invasoras ou em superpopulação.

Não existem ações efetivas de controle dessas populações.

A situação sanitária atual e futura precisa ser objeto de uma atenção mais racional e preventiva.

Como enfrentar essa bioadversidade quando qualquer tipo de caça é crime e a posse de armas, mesmo em áreas rurais isoladas, é quase impossível?

Maior que o desafio de preservar a natureza é o de geri-la e controlar suas populações animais.

Enfrentar a bioadversidade exige, além de financiamento, um cabedal de ciência, inovação e competência, algo raro, quase em extinção, no campo ambiental


domingo, 19 de janeiro de 2014

ONU: contra “aquecimento global”
comunismo chinês é melhor que democracia

Christiana Figueres, Secretária Executiva da UNFCCC,
na COP17 , Durban, Africa do Sul, 5-12-2011
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








A Secretaria Executiva da Convenção Marco das Nações Unidas para a Mudança Climática (CMNUCC, UNFCCC em inglês), Karen Christiana Figueres Olsen declarou que a democracia é um sistema político fraco para combater o “aquecimento global”.

Mas, acrescentou, a China comunista seria o melhor modelo para librar o planeta desse aquecimento gerado pela civilização humana.

Christiana Figueres fez o depoimento há poucos dias (13.01.2014) em entrevista concedida na sede da Bloomberg News em New York.

A funcionária ocupa uma posição chave na ONU: ela foi nomeada para guiar os mais de 190 países membros do organismo mundial na procura de um tratado internacional para combater o “aquecimento global”. Sua principal realização até o momento é o famigerado “Protocolo de Kyoto”.

O órgão que dirige promove a organização dos encontros mundiais periódicos que visam instalar uma espécie de superpoder “verde” por cima do planeta todo.

Na Bloomberg News, Christiana Figueres reconheceu que “tal vez” a China é o máximo emissor de CO2 na Terra. Mas elogiou a luta que faria contra a poluição.

Após tratar a ferida com luva de pelica, a alta funcionária da ONU elogiou o método ditatorial do regime marxista porque “está fazendo o certo” para combater o “aquecimento global”.

Ditadura comunista chinesa manda e todo mundo obedece
A seguir, Figueres voltou-se contra o Congresso americano que, como toda democracia, representa as diversas tendências, opostas muitas vezes, presentes na opinião pública de seu país.

A Secretária Executiva da CMNUCC censurou essa diversidade democrática como “muito danosa” para a aprovação de alguma legislação contra o “aquecimento global”.

Em sentido contrário, o Partido Comunista chinês, segundo ela, está em condições de promover políticas e reformas, sem oposição.

A Assembleia do Povo – equivalente ao Congresso – aprova massivamente as decisões que chegam do Comitê Central do Partido Comunista e outras dependências do governo, explicou.

Nada disto é novo: é um elemento essencial da ditadura marxista. E é este sistema ditatorial que a funcionária põe por cima da democracia!

Figueres nada disse do custo desse sistema dirigista: pelo menos 94 milhões de mortos em crimes coletivos no século XX. Só na China os massacres fizeram pelo menos 65 milhões de mortos.

Tampouco se interessou pelos 400 milhões de vidas que não nasceram em virtude da política do “filho único”, que inclui além do aborto e eutanásia, esterilizações massivas forçadas.

Mas a extinção de imensas parcelas da humanidade é uma exigência da luta contra o “aquecimento global” segundo o ambientalismo mais extremado.

Acresce que a China tira o 90% da energia de energias fósseis, especialmente de carvão. Dessa maneira polui fabulosamente a superfície do país, a ponto de não ser perceptível pelos satélites em dias de sol.

Imagem satelital do nordeste da China (Pequim=mancha no centro acima)
nos dias 3.1.2013 (limpo) e 14.1.2013 (poluído).
PASSE O MOUSE PARA CONFERIR

E o governo comunista planeja superar a produção de 860 milhões de metros cúbicos de carvão em 2015.

Segundo o “The Wall Street Journal” a qualidade do ar na China é tão ruim que por volta de “1,2 milhões de pessoas morreram prematuramente em 2010 por causa da poluição”.

Os dados fornecidos pelo governo chinês mostram que “câncer do pulmão é a maior causa de morte entre os tumores malignos. Muitos dos falecidos não eram fumantes”, acrescentou o jornal.

Se isso acontecesse num país não-comunista a algazarra ecologista não teria limites. Mas, na China comunista.... ora, a China! Quem melhor do que a China!

Porta de Dongbianmen, parte da antiga muralha de Pequim. PASSE O MOUSE PARA CONFERIR
Leia mais sobre a poluição na China e as tremendas consequências para a população chinesa que geme e morre

Estamos acostumados a ouvir despropósitos de ativistas radicais “verdes”, mas este numa primeira leitura pareceu-nos uma montagem.

Pois ele exprime de um modo tão primário o fundo comunista da ofensiva ambientalista como não é habitual em altas personalidades “verdes” habituadas a dissimular seus objetivos últimos.

Porém, fomos procurar as fontes primárias da informação e tivemos que nos render à realidade.

Aliás, o posicionamento da alta funcionária da ONU confirma o que viemos denunciando neste blog:

a ofensiva “verde” hodierna camufla o velho comunismo fracassado com a URSS e que agora tenta atingir seus objetivos originais se travestindo de ecologismo.

Confira: The Daily Caller News Foundation
Bloomberg News
The Wall Street Journal
Reuters 

domingo, 12 de janeiro de 2014

“Você está congelando? Culpa do aquecimento global, óbvio!” — Verdes aquecem demais

Vórtice polar atinge Plattsmouth, Nebraska
Vórtice polar atinge Plattsmouth, Nebraska

Um “vórtice polar” avançou sobre grande parte do território dos EUA fazendo descer as temperaturas até -50º.

As cataratas do Niágara gelaram parcialmente e as perdas estão sendo calculadas em bilhões de dólares.

Malgrado a intensidade do fenômeno, ele nada tem a ver com a tendência ao esfriamento global que os cientistas objetivos vêm registrando há anos.

Trata-se de um fenômeno extraordinário já verificado em outras oportunidades, com maior intensidade até.

Entretanto, grande parte da opinião pública americana considera o fenômeno como um cruel desmentido da natureza à furada teoria do “aquecimento global”.

Este posicionamento, na realidade, não tem base científica, mas sim um poderoso fundamento psicológico que funciona assim: “como pode ser que o planeta esteja aquecendo quando mais da metade dos EUA está paralisado por um espantoso ‘vórtice polar’”?

domingo, 5 de janeiro de 2014

Aquecimentistas presos no gelo antártico

Navio de bandeira russa Akademik Shokalskiy segue imobilizado,  mas cientistas aquecimentistas foram resgatados. Foto: Andrew Peacock-AFP
Navio de bandeira russa Akademik Shokalskiy segue imobilizado,
mas cientistas aquecimentistas foram resgatados. Foto: Andrew Peacock-AFP
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




O grupo de “cientistas da mudança climática” preso pelo gelo no barco de bandeira russa “Akademic Shokalskiy” foi felizmente resgatado e passa bem.

Um helicóptero do quebra-gelo chinês “Xue Long” (“Dragão da Neve”) os conduziu até o quebra-gelo multipropósito australiano “Aurora Australis” que prudentemente não ingressou na área.

Mas, o quebra-gelo chinês não conseguiu quebrar o gelo e também acabou preso pelo mar em fase de congelamento malgrado o verão antártico.

Os tripulantes dos dois navios ficaram a bordo. Eles aguardam serem liberados pelo quebra-gelo “Polar Star” da Guarda Costeira dos EUA, único habilitado para a tarefa.

A mídia, entrementes, omitiu dizer o que ia fazer a equipe de cientistas: demonstrar o aquecimento global!