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domingo, 16 de novembro de 2014

Estudo oficial esvazia chicanas contra o gás de xisto.
Mas ‘verdes’ dão de ombros à ciência

O relatório do Departamento de Energia dos EUA
O relatório do Departamento de Energia dos EUA
Luis Dufaur



O Departamento de Energia dos EUA publicou o relatório final – tido como texto de referência – sobre o fraturamento hidráulico ou fracking.

O estudo intitula-se “An Evaluation of Fracture Growth and Gas/Fluid Migration as Horizontal Marcellus Shale Gas Wells are Hydraulically Fractured in Greene County, Pennsylvania” e foi elaborado pelo National Energy Technology Laboratory (NETL), do referido ministério.

Ele pode ser descarregado na íntegra neste endereço: http://1.usa.gov/1u21vuL

O relatório não achou provas de que substâncias químicas ou água turva produzidas pelo método de fracking tivessem contaminado camadas superiores de água potável na Pensilvânia, segundo a agência Associated Press.

É a primeira vez que uma empresa que usa o fracking permite um monitoramento independente de seus métodos de trabalho, arbitrariamente condenados pelo movimento ambientalista.

Após anos de monitoramento, o NETL constatou que os fluidos químicos usados no fracking ficavam a 5.000 pés (mais de 1.500 metros) abaixo dos lençóis de água potável.


Trata-se do relatório mais detalhado a respeito publicado até agora.

Extração de gás de xisto na Pensilvânia. Foto: Mark Schmerling.
Extração de gás de xisto na Pensilvânia.
Foto: Mark Schmerling.
O ministério de energia americano reconhece que, dependendo da distribuição das camadas geológicas, os números podem variar em outras regiões.

Mas esses resultados soam como um gongo de morte para a agitação ambientalista contra a exploração do petróleo e do gás de xisto.

Utilizando métodos diferentes, um outro estudo – conduzido separadamente por diferentes especialistas que monitoraram locais de exploração na Pensilvânia e no Texas – concluiu que se há algumas correções a se propor às explorações, essas não são devidas ao método de fracking em si mesmo.

Avner Vengosh, cientista da Universidade Duke, que participou desse outro estudo publicado na prestigiosa revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”, disse em e-mail que os resultados de sua equipe concordam com o relatório do Departamento de Energia a respeito da Pensilvânia.

Dave Spigelmyer, presidente da Marcellus Shale Coalition, o principal grupo que aplica o fracking na Pensilvânia, disse que o estudo confirma que o faturamento hidráulico “é seguro e uma tecnologia bem controlada”.

Se a ciência e a técnica depõem contra nós, pior para elas parecem dizer 'verdes'. Protesto anti-fracking 'Global Frackdown Rally' em White Plains
Se a ciência e a técnica depõem contra nós, pior para elas parecem dizer 'verdes'.
Protesto anti-fracking 'Global Frackdown Rally' em White Plains
Ele acrescentou que o relatório do Departamento de Energia reflete “o longo e transparente histórico da indústria que trabalha continuamente para melhorar as regulamentações e as melhores práticas visando proteger o meio ambiente”.

Os agitadores ambientalistas anti-fracking ficaram sem cara, mas, uma semana depois, estavam participando de passeata para pressionar a ONU para que proíba o método aprovado pela ciência e pela tecnologia.

É que nada disso interessa ao ambientalismo radical, preocupado em levar a humanidade para um regime comuno-miserabilista utópico, pretenso ideal da integração homem-natureza.



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