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domingo, 14 de maio de 2017

Aquecimento global: pai da “hipótese Gaia” se retratou de seu alarmismo

James Lovelock, pai da “hipótese Gaia”,
se retratou de seu alarmismo em matéria de “mudança climática”
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







A grande mídia martela incessantemente no mito do "aquecimento global". E agora que a a nova administração americana afasta ideólogos de esquerda que defendiam esse mito na EPA (Environmental Protection Agency) espécie de Ministério de Meio Ambiente, a gritaria midiática ficou mais forte.

Mas essa mídia não informa que até o glorificado ambientalista inventor da ainda mais fantasiosa “hipótese Gaia” há alguns anos havia se afastado do “alarmismo” em matéria de “mudança climática”.

James Lovelock, criador da hipótese ambientalista segundo a qual a Terra formaria um só organismo “vivo” apelidado “Gaia”, admitiu em entrevista à MSNBC que foi “alarmista” a respeito de “mudança climática”.

À guisa de desencargo de consciência, comentou que também outros ambientalistas famosos, como Al Gore, caíram no mesmo erro.

Um dos pais fundadores do ambientalismo hodierno, Lovelock tem esperança de que a suspirada “mudança climática” ainda aconteça, mas lamentou que não virá tão rápido quanto ele anunciava.



Em 2006, em artigo no jornal inglês “The Independent”, Lovelock escreveu que “antes do fim deste século bilhões de homens terão morrido e os poucos casais que sobrevivam ficarão no Ártico, onde o clima ainda será tolerável”.

Agora, em entrevista telefônica com a MSNBC, reconheceu que estava “extrapolando demais”.

Parafraseando os argumentos dos cientistas objetivos, explicou:
– “O problema é que não sabemos o que é que o clima vai fazer. Há 20 anos nós achávamos que sabíamos. Isso nos levou a escrever alguns livros alarmistas – o meu inclusive – porque parecia evidente, porém não aconteceu”.

– “O clima está fazendo suas trapaças habituais. Em verdade, não há muita coisa acontecendo ainda, quando nós deveríamos estar num mundo a meio caminho da fritura”.

– “O mundo não se aqueceu muito desde o milênio. Doze anos é um tempo razoável ... ela [a temperatura] manteve-se praticamente constante, quando deveria ter ido aumentando”.

Em 2007, a revista “Time” incluiu Lovelock na lista dos 13 líderes e visionários “Heróis do Meio Ambiente”, onde também figuravam Al Gore, Mikhail Gorbachev e Robert Redford.

Interrogado se agora tinha virado um “cético” do aquecimento global, Lovelock respondeu à MSNBC: “Depende do que o Sr. entende por “cético”. Eu não sou um negacionista”.

Ele explicou que ainda acredita que a mudança climática esteja acontecendo, mas que seus efeitos serão sentidos num futuro mais longínquo do que se acreditava. “Teremos o aquecimento global, mas ficou adiado um pouco”, explicou.

“Eu cometi um erro”

Lovelock esclareceu que não se importava em dizer: “Tudo bem, eu cometi um erro”.

Na entrevista, ele insistiu que não tirava uma só palavra de seu livro base “Gaia: um novo olhar dobre a vida na Terra”, publicado em 1979. Mas reconheceu que no livro “A vingança de Gaia”, de 2006, ele tinha ido longe demais falando da Terra superaquecida no fim do século.

– “Eu deveria ter sido um pouco mais cauteloso, porém, teria estragado o livro”, brincou cinicamente.

Militantes ambientalistas só puderam concordar, embora desanimados, com o mea culpa de Lovelock.

Peter Stott, chefe do monitoramento do clima no Met Office Hadley Centre, da Inglaterra, disse que o guru foi alarmista demais prevendo que os homens seriam obrigados a viver no Ártico por causa do “aquecimento global”. Também concordou que o aquecimento dos últimos anos foi menor do que o previsto pelos modelos climáticos.

Keya Chatterjee, diretor internacional de política climática do grupo ambientalista WWF-EUA, disse em comunicado que estava “difícil não se sentir esmagado e ficar derrotista”, e sublinhou que a conversa alarmista não ajuda a convencer as pessoas.

A credibilidade das hipóteses ambientalistas está efetivamente caindo cada vez mais baixo.



9 comentários:

  1. É sempre bom ler que homens de enormes conceitos reconhecem seus erros. Houve muita pressa em "aparecer" (tipo All Gore) e isso foi péssimo para o mundo.

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  2. Diga-se a favor dele que teve a hombridade de admitir que errou, algo que a militância nunca faz, apenas troca uma mentira tamanho G por outra tamanho XG!

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  3. Aos poucos estão caindo as máscaras do alarmismo, que outros cientistas renomados tambem o faca.Isso é bom para a ciencia

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  4. Interessante... parece q o objetivo deste site é derrubar toda e qualquer autoridade ambientalista, e todo ou qualquer discurso q valorize a proteção ao meio-ambiente... ora, independentemente da situação climática do planeta, se vai esquentar, esfriar, ou se apenas vai ter mudanças + abruptas (teoria da "extremização de temperaturas", enfim, o fato é q estamos tendo SIM um processo de acidificação da água marítima, q não sabemos até q ponto é natural (o mar, nas regiões meridianas, está + quente agora), e também não sabemos ainda se é um fenômeno passageiro ou crescente, mas q já está sim afetando, e por enquanto negativamente, a biota marítima. O q acontecerá se, além da exploração submarina do petróleo, as empresas começarem a explorar Minérios embaixo do fundo do mar? Será q não são as empresas q estão interessadas nisto, q estão financiando sites como este? Entre os exageros de alguns ambientalistas, e a total despreocupação c/ o meio ambiente de algumas pessoas, ainda prefiro o exagero dos primeiros, que afinal nos inspira a sermos + cuidadosos c/ o meio ambiente... e não vejo erro algum na opinião de pessoas como a Judi Bari...

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    1. Muito simples. O grafico que Gore apresentava, mostrou o Monóxido de Carbono alto, antes da temperatura, só ai já constata a farssa.

      Na década de 70 o alarmismo era, que a poluição do ar estava bloqueando os raios solares, e a terra sofreria o efeito, tornando se em um bloco de gelo.rssss...

      Ah, sobre as aguas oceanicas, não custa muito a pesquisar, e descobrir quantos vulcões ativos há no Oceano.

      Claro, o planeta tem seu ciclo de diferenças de temperatura, basta pesquisar na história da civilização.

      Uma coisa é certa, pode parar todos as fontes de poluições causadas pelo progresso, carros, fornos, aquecedores residenciais e comerciais, que não causará um dente no meio ambiente,em relação a este tópico.

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    2. Exato. E já que nosso amigo prefere os exageros à verdade, então vamos proibir todos os vulcões de entrarem em atividade, se possível tapando-os com uma rolha gigante.

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  5. A questão é que, para quem vive nos extremos, "a questão nunca é a questão; a questão é 'a revolução'" ou o nome-manchete adequado ao momento e à circunstância, desde que sua "opinião" se imponha e/ou seus objetivos sejam alcançados. A terra é sim "um organismo vivo" que - por criação ou evolução - está sujeita a determinadas leis que a regem e obedece a determinados parâmetros responsáveis pelo seu equilíbrio "macro". É impensável afirmar que os bilhões de humanos e suas "imbecis traquinagens tecnológicas", particularmente na "arte da guerra" não exerçam efeitos negativos sobre o "equilíbrio macro/micro" dos diversos ciclos vitais que ocorrem em sua superfície e na atmosfera. Por outro lado, é sabido que todo o saber humano sobre o cosmos e a forma como a Terra "viveu/conviveu" e "vive/convive" no concerto cósmico é "um pingo d'água no oceano". Alarmismos necessários? Equilíbrio e sensatez, sem glórias pessoais, parece ser o melhor caminho para que as "expertises" levem a algum sucesso, via conscientização do "ser humano"(ainda). Não precisamos sair do "locus" em que vivemos para perceber como a ambição, a cobiça, a busca do lucro pelo lucro, a falta de responsabilidade ecológica e social vem matando olhos d'água, igarapés, rios e vegetações. Isto não é "alarmismo"; é realidade. Uma unha "encravada" pode adoecer o corpo todo.

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    1. Seu discurso é uma coleção de chavões comuno-marxistas que, como diria Mark Twain, não valem um peido de peixe.

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  6. Quanto mais ciência de verdade é feita, menos afirmações são feitas.

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