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domingo, 18 de março de 2018

Perigos e tendências ocultas no convívio íntimo com animais

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Em 1969 o cineasta Noel Marshall, que participou nos filmes com alusões satanistas Satan's Harvest e O exorcista, concebeu em Moçambique uma película bem do gosto ambientalista.

Roar visava conscientizar o público sobre o suposto dano que se faria aos animais mudando-os de seus habitats naturais, para um zoo por exemplo, segundo reportagem de “La Nación”.

A filmagem de Roar aconteceu em Acton, Califórnia. O cineasta concebeu, dirigiu e protagonizou um “herói anônimo” que vivia entre leões e lutava pela sua preservação, em desafio às leis.

No total, foram 132 os leões, tigres, chitas e panteras com que os atores dormiam, comiam e passavam os dias da filmagem.

Só que as feras não entendiam de filosofias, ainda menos esotéricas como as do ambientalismo radical.

A filmagem acabou demorando dez vezes mais do previsto e consumiu seis vezes o orçamento inicial.



Os leões começaram a atacar sem interrupção: 70 artistas e técnicos riscaram a vida e por volta de cem funcionários saíram feridos.

O diretor de fotografia Jan de Bont teve o coro cabeludo parcialmente arrancado e recebeu 220 pontos. Marshall foi mordido várias vezes em cenas gravadas e foi internado com gangrena.

Sua mulher Hedren e sua filha Griffith, as duas artistas, passaram pelo mesmo. Hedren teve uma perna quebrada numa cena com elefante e foi mordida no pescoço.

Griffith foi arranhada por um leão e teve que passar por uma cirurgia de reconstrução facial ficando desfigurada pelo resto da vida. A cena ficou incluída no filme.

Entre outros, Doron Kauper foi atacado na mandíbula e um leão tentou lhe arrancar uma orelha. Mas ninguém morreu.

Falou-se que uma maldição tinha ficado pairando em decorrência da filmagem de O exorcista onde a casa que serviu de cenário pegou fogo e os artistas sofreram danos e acidentes vários.

Em Roar as feras destruíam câmeras e muitas morriam. Marshall nunca mais voltou a filmar.

“Acreditamos que criando nossos filhos e esses animais sob o mesmo teto minimizaria os ataques, mas não foi uma boa dedução. Foi estúpido fazer esse filme, me espanta que ninguém morreu”, confessou.

Roar foi estreado em 12 de novembro de 1981 e a arrecadação foi desastrosa. Em 2015 voltou à baila em nova tentativa de convencer o público de que “é completamente normal conviver com os animais”.

John Marshall, um dos filhos do realizador, recebeu uma tentadora proposta de dinheiro pelos direitos autorais herdados. E Roar se estreou em 100 salas dos EUA onde não havia sido projetado nos anos 80.

“Não sei como sobrevivemos. Pelejávamos face a face com essas feras grandes e perigosas. Não deveriam ser tratadas como mascotes. São predadores, elos importantes de a cadeia alimentar”, disse Hedren, quiçá tarde demais.

Hedren lidera a ONG The Roar Foundation que preserva gatos selvagens de Shambala. Sua filha não quer fazer declarações.

John Marshall declarou ao New York Post: “nosso pai foi um verdadeiro imbecil por fazer isso a toda a família”.

O filme porém virou “cult” para adeptos ou fãs que fizeram dele um “artefato cultural de adoração”.

A explosão de irracionalidade subjacente nele lateja nas idílicas tendências de convívio dos homens com animais, estimulada pelas modas culturais de fundo panteísta e tribalista “verde”.



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