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domingo, 1 de julho de 2018

A diplomacia vaticana submisa a um projeto de governo global “verde” anticristão?

O Papa Francisco com os líderes das grandes multinacionais do petróleo.
Fonte: Quartz 9-6-2018.
Rockefeller: a Igreja “deve reconstruir sua visão do mundo
e da ética à luz do pensamento ecológico”
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O ecologismo em seu nascedouro se manifestou como uma nova religiosidade que eleva a natureza à categoria de divindade de tipo panteísta.

Esse substrato visceralmente anticristão é habilidosamente ocultado para o grande público. Para esse, os militantes do ecologismo radical apresentam uma careta simpática de defensores da natureza.

Mas em seus ambientes fechados e em seus escritos restringidos a conversa é outra: o panteísmo. Em algumas circunstâncias deixam transluzir esse fundo.

Foi o que se verificou por ocasião de recente encontro dos grandes potentados das multinacionais do petróleo com o Papa Francisco e altas personalidades do Vaticano.

A surpresa geral não foi pequena, pois esses dirigentes do negócio mundial dos combustíveis fósseis são apresentados pela propaganda “verde” como os piores responsáveis de uma futura morte do planeta.

Por outro lado, o pontificado do Papa Francisco adotou uma política acintosamente oposta a esses líderes do capitalismo. E se engajou numa política que vai de mãos dadas com a propaganda ecologista radical, e que está expressa na encíclica ‘Laudato Si’.

Porém, no referido encontro verificou-se que em lugar de oposição há um fundo de cooperação. E para fazer o que?

O site italiano “La Nuova Bussola Quotidiana” que acompanha atentamente o andamento das políticas vaticanas com olho crítico apontou o princípio geral que inspiraria esse conjunto macrocapitalista formulado por Steven C. Rockefeller em 1997:

“Se as religiões querem ter um papel construtivo como membros da nova comunidade mundial que está emergindo, devem reconstruir sua visão do mundo e da ética à luz do pensamento ecológico”.



Mons. Cristian Contreras, bispo de Melipilla, Chile,
ajoelhado diante do altar pagão com sacrifícios oferecidos por bruxo andino
à Pachamama (“Mãe Terra”, ou Gaia). 17 de janeiro 2015.
Imagem de uma igreja que se adapta à imposição ecologista de S.Rockefeller.
Steven C. Rockefeller, segundo o site italiano, é o patriarca da quarta geração de uma histórica dinastia americana que dominou o desenvolvimento da indústria petrolífera. E não só isso.

De acordo com o site que citamos, as palavras desse potentado dos negócios planetários exprimem um programa, aliás visceralmente anticatólico.

Porque a Igreja de Jesus Cristo jamais poderá reformar “sua visão do mundo” como pediu o Sr. Rockefeller. Essa lhe foi revelada por Deus e lhe foi confirmada pelo próprio Filho de Deus como o mais preciosos depósito a custodiar.

Tampouco poderá “reconstruir sua ética à luz do pensamento ecológico”. Pois essa ética se baseia nos Mandamentos da Lei de Deus revelados a Moisés, e no ensinamento contido na Bíblia, na Tradição e no Magistério da Igreja.

Porém, a política vaticana há algumas décadas e especialmente no atual pontificado parece ter aceito proceder à “reconstrução” exigida pelo Creso sob ar de “modernização”.

Tornou-se assim explicável o referido ‘summit’ a portas fechadas na Pontifícia Academia das Ciências.

O encontro transcorreu nos dias 8 e 9 junho tendo como tema “A transição energética e o cuidado de nossa casa comum”, sob a perspectiva da encíclica do papa Francisco “Laudato Si”.

Desde a publicação dessa encíclica em 2015 acontecem regularmente no Vaticano encontros de alto nível visando a aplicação das propostas do documento pontifício rigidamente a portas fechadas.

Não há debate nem sinodalidade, nem participação, modos de proceder promovidos pelo atual pontificado.

“Não – escreve a “La Nuova Bussola Quotidiana” – aqui se quer simplesmente promover uma agenda, e toda a Igreja é convidada a se mobilizar sobre os temas do ambiente especialmente as mudanças climáticas”.

Sintomático da adoção dessa plataforma anticristã, segundo o site citado, foi a Jornada da Criação promovido em Turim, pela Congregação do Padres Barnabitas, com apoio da Conferência Episcopal Italiana, com o tema “Retorno ao manicômio: o negacionismo climático na era de Trump”.

Francisco I em Puerto Maldonado, Amazônia peruana em janeiro 2018.
A "nova igreja amazônica" não visa tirar os índios do paganismo,
nem do primitivismo, nem da superstição.
Está em andamento um novo e imenso plano que rompe com Jesus Cristo.
O relator foi o falsário, mas ainda ativo fundamentalista do aquecimentismo, Michael Mann. A diocese de Turim e os padres Barnabitas, louvaram-no por vituperar como doido filonazista a quem põe em dúvida a mudança climática antropogênica.

O encontro foi combinado por Mons. Marcelo Sanchez Sorondo, presidente da Academia das Ciências, pelo cardeal Peter Turkson, chefe da nova Congregação vaticana para a promoção do desenvolvimento humano e a Universidade americana de Notre Dame.

Da parte das macroempresas do petróleo participaram delegados da Exxon Mobil, Eni, BP, Royal Dutch Shell, Pemex, a norueguesa Equinor e sociedades de investimento.

A instrução de Steven C. Rockefeller citada, escreve o site italiano, inspira uma grande sintonia entre a Santa Sé e a ONU, a ponto de a política vaticana achar que a liderança da República Universal partilha as mesmas posições da Santa Sé.

Dessa maneira, a diplomacia vaticana se abre ao projeto de as religiões – e sua convergência no ecumenismo – se encaminham para uma “conversão ecológica”.

O ponto central dessa seria a tomada de consciência de que o homem é parte de uma “comunidade de vida” que abraça animais e vegetais segundo está assinado na ‘Carta da Terra’ da Rio-92 e está referendado na encíclica ‘Laudato Si’.

Assim, conclui o site italiano, a Santa Sé está acertando o passo à uma ideologia profundamente anticristã.

O protótipo dessa “nova Igreja” verde-vermelha já está sendo modelado no projeto de constituir uma Igreja amazônica integrada com a natureza e a cultura – incluídas as superstições – das tribos locais mais degradadas.


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