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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Sínodo da Amazônia: rumo a uma Igreja ecológica que enxota Jesus Cristo e desagrega o Brasil?

Cultura e crenças pagãs e primitivas inspirariam nova Igreja mais 'cristã' e 'ecologicamente correta'. Maloca na fronteira com o Peru
Cultura e crenças pagãs e primitivas inspirariam
nova Igreja mais 'cristã' e 'ecologicamente correta'.
Maloca na fronteira com o Peru
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







A jornalista holandesa Jeanne Smits ficou estarrecida quando tomou conhecimento do documento preparatório do Sínodo especial sobre a Amazônia.

Esse será realizado em outubro de 2019, em Roma, reunindo os bispos da “Pan-Amazônia” – portanto, dos nove países que dividem a soberania sobre essa imensa região geográfica.

Jeanne está acostumada a ler os documentos comuno-católicos mais radicais, dos quais, aliás, não comparte nem os pressupostos nem os fins.

Porém, o que se está preparando em ambientes católicos “progressistas” para a Amazônia superou todos os erros e horrores filosóficos e morais que já viu, escreve pormenorizadamente em seu site.

A nota dominante, segundo ela, é seu “caráter horizontal”, quer dizer, seu igualitarismo extremado. Pois não é a mera igualdade niveladora da sociologia marxista que, infelizmente, desabrocha em tantos documentos eclesiásticos de nova data.

Trata-se de um igualitarismo materialista e evolucionista ecológico – e nisto nos adiantamos na apresentação – que nivela radicalmente todos os seres.

O homem fica no nível do animal, da planta, do minério, a ponto de desaparecer num magma erigido em divindade: a “Mãe Terra”, a “Pachamama”, “Gaia” ou qualquer outro nome usado nas utopias panteístas, pagãs ou ecologistas.

Religiosa na Missão Anchieta entre os indígenas da Amazônia: modelo da evangelização e civilização que o Sínodo pan-amazônico recusa.
Religiosa na Missão Anchieta entre os indígenas da Amazônia:
modelo da evangelização e civilização que o Sínodo panamazônico recusa.
O Sínodo especial, segundo aponta o Documento Preparatório do Sínodo dos Bispos para a Assembleia Especial para a Pan-Amazônia [outubro de 2019], visa a “conversão pastoral e ecológica” para essa nova pan-religiosidade.

Segundo ele, não se trataria mais de levar o Evangelho aos pobres povos indígenas, como fizeram heroicos – e quantos santos e mártires! – missionários durante séculos.

Pelo contrario, a “melhor maneira de contribuir à salvação e à redenção (sic!) dos povos autóctones da bacia pan-amazônica” é a Igreja “conscientizá-los” do ambientalismo esotérico, da luta pela biodiversidade e do valor sagrado de suas primitivas “cosmovisões” e espiritualidades supersticiosas.

Smits discerne, “navegando sem cessar” nessas páginas do Vaticano, o mito iluminista e anticristão do bom selvagem de Jean-Jacques Rousseau!

Mas não é só isso. O documento transuda uma permanente denúncia da evangelização dos séculos passados, ainda viva em sacrificados e isolados missionários do presente.

A evangelização tradicional foi acompanhada da natural e indispensável civilização, levada a cabo por religiosos portugueses e espanhóis, em sua maioria, à custa de ingentes esforços que lhes consumiram por vezes a própria vida.

O fato pasmoso é essa meritória obra ser apresentada como um funesto prelúdio da globalização neoliberal, filha dos piores defeitos do capitalismo, inoculada facinorosamente pela Igreja e que agora se trataria de reparar.

Em suma, jogar novamente os índios no primitivismo.

Em janeiro de 2018, o Papa Francisco I abriu o Sínodo pan-amazônico em Puerto Maldonado, Peru.
Em janeiro de 2018, o Papa Francisco I
abriu o Sínodo pan-amazônico em Puerto Maldonado, Peru.
A inversão de doutrinas e metas em relação à Igreja é radical, como se patenteia nestes parágrafos do líder católico Plinio Corrêa de Oliveira em seu livro Tribalismo Indígena, ideal comuno-missionário para o Brasil no século XXI:

“Trazer os homens para a Igreja é, pois, abrir-lhes as portas do Céu. É salvá-los. É este o fim da Missão.

“Esta salvação tem por supremo fim a glória extrínseca de Deus. Se salva a alma que tenha alcançado assemelhar-se a Ele pela observância da Lei nos embates desta vida. E que assim Lhe dará glória por toda a eternidade”.

“A glória de Deus e a perpétua felicidade dos homens (...) não impede que a Missão tenha efeitos terrenos, também dos mais elevados.

Cristianizar e civilizar são, pois, termos correlatos. É impossível cristianizar seriamente sem civilizar. Como, reciprocamente, é impossível descristianizar sem desordenar, embrutecer e impelir de volta, rumo à barbárie”. (Apud Tribalismo Indígena, ideal comuno-missionário para o Brasil no século XXI, Editora Vera Cruz,, São Paulo, 7ª ed., 1979).

Mas o Documento Preparatório analisado por Jeanne Smits propõe como corolário jogar a nós, homens “viciados” pela Civilização Cristã ordeira, sacral e anti-igualitária, num mesmo abismo tribal atribuído aos índios, mas arquitetado em ambientes teológicos europeus.

Jeanne diz que foi preciso descodificar o substrato teológico do documento, pois ele está habilmente redigido para a compreensão dos iniciados e para despiste dos ingênuos.

Mas o resultado é incontestável: trata-se de instalar, em nome do catolicismo e de uma “teologia índia”, os rudimentos pagãos dos povos nativos da floresta amazônica, apagando a milenar mensagem cristã tal como nós a conhecemos.

“Esse olhar especifico sobre Deus e a natureza conduz a uma forma de imanentismo”, explica Jeanne.

A divindade não está fora de nós – no Céu, no Criador soberano de todas as coisas –, mas palpita na matéria, na floresta, no cosmos, como dizem, de maneira mais ou menos explícita, o Documento Preparatório e a encíclica verde de Francisco “Laudato si”, salpicada de ensinamentos de místicos pagãos.

Jeanne exemplifica com um trecho do Documento que ela achou revelador:

“Para os povos indígenas da Amazônia, o bem viver existe quando estão em comunhão com as outras pessoas, com o mundo, com os seres de seu entorno e com o Criador. (...)

“Suas diversas espiritualidades e crenças os levam a viver uma comunhão com a terra, a água, as árvores, os animais, com o dia e a noite.

Agitadores indígenas atacam a policia, diante do Congresso em Brasília
Agitadores indígenas atacam a policia, diante do Congresso em Brasília
“Os anciãos sábios, segundo as diferentes culturas, chamados de pajé, curandeiro, mestre, wayanga ou xamã, entre outros, promovem a harmonia das pessoas entre si e com o cosmo. Todos eles são «memória viva da missão que Deus nos confiou a todos: cuidar da Casa Comum»“. Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral – Documento Preparatório do Sínodo dos Bispos para a Assembleia Especial para a Pan-Amazônia [outubro de 2019], nº 31.

Fazer do curandeirismo, do ensino do pajé, a sabedoria inspiradora da nova Igreja, identificada gnosticamente com a natureza? A Sabedoria eterna e encarnada, Nosso Senhor Jesus Cristo, assim fica proscrita!

E a advertência da Escritura “todos os deuses dos gentios são demônios” (Sl 95,5) é calcada aos pés.

A extensão da análise e a riqueza de dados reveladores da revolução comuno-progressista contidos no referido Documento Preparatório nos levam a prosseguir o tema em próximos posts.






2 comentários:

  1. Esse anti papa Francisco, um argentino fruto podre da Teologia da libertação, não cansa de passar vergonha em nós católicos!!! até quando será que vamos ter que aturar essas bobagens heréticas que não cessam de ir e voltar, agora a moda é o panteísmo pagão, misturado com a velha história que a terra é a mãe natureza etc etc. isso se confunde com aquecimento global, efeito estufa e tuti quanti.

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  2. Meios para fins inconfessáveis...Lastimoso porém é ver a esquerda se apossar do discurso do "bem" para atingir seus propósitos nada bondosos.Qualquer um que queira apoiar o meio ambiente ( ou que não queria viver na lama tóxica e no lixo) ou defender o cristianismo em sua essência perene e não dogmática, etc., logo é taxado de comunista (grave ofensa) . Isto, por um lado abre espaço para ações nocivas à população por parte da direita ( assim, de braços dados com a esquerda) e por outro lado enfraquece o cristianismo mesmo por aqueles que dizem o defender ( pela esquerda e pela direita ambas facções açoitando ao Cristo sem a menor piedade).

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