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domingo, 9 de setembro de 2018

Convite a uma revolução de fundo comunista e de espírito supersticioso abismal

Índios invadem sede do IBAMA em Altamira.
Índios invadem sede do IBAMA em Altamira.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Continuação do post anterior: Liturgia esotérica cósmica para celebrar a divindade que vive nos abismos da Mãe Terra



O Documento Preparatório do Sínodo dos Bispos para a Assembleia Especial para a Pan-Amazônia [outubro de 2019], não fica em afirmações teóricas. Ele pede um engajamento concreto, reclamando “uma hierarquia de urgências da Amazônia”.

Para isso, cita “o Documento de Aparecida [que] menciona a necessidade de uma ‘coerência eucarística’ (nº 436) para a região amazônica, ou seja, que não exista somente a possibilidade de que todos os batizados possam participar da Missa dominical, mas também que cresçam novos céus e nova terra como antecipação do Reino de Deus na Amazônia” (nº 80, id. ibid).

Que “novos céus e nova terra são esses”? Que “Reino de Deus na Amazônia”? Seria aquele em que Cristo, a Igreja e seus autênticos representantes foram denegridos e enxotados ao longo do Documento Preparatório?

Não se demora muito a entender.

Notam-se há décadas por todo o País, em diversos campos da atividade católica, impulsos que tentam conduzir clara ou veladamente a opinião pública para uma posição sempre mais receptiva à doutrina comunista.

Mais de uma década de petismo patenteou isso de um modo irrefutável entre nós. Mas não é só o Brasil.



Índios atacam policias no Congresso Brasília, 16.12.2014.
Índios atacam policias no Congresso Brasília, 16.12.2014.
Basta, como exemplo, o vertiginoso miserabilismo induzido na Venezuela, país também amazônica e outrora o mais rico do continente.

E, mutatis mutandis, as revoluções promovidas pelo bolivarianismo no continente sul-americano.

Com estas ou aquelas designações, as “reformas de base” esquerdistas, e a Reforma Agrária socialista e confiscatória notadamente, sempre propugnadas pela “esquerda católica”, visaram uma marcha para assentamentos, verdadeiras favelas rurais, onde já se vivia por antecipado a miséria das tribos indígenas.

Qual cereja “adoçada” com droga sobre chantilly comuno-petista, a pregação da igreja amazônica ecológica e indigenista, de que fala o Documento Preparatório, vem coroar essa revolução devastadora.

Resumindo, estamos diante de uma imensa agitação.

Documento Preparatório cita em seu apoio o Concílio Vaticano II, dizendo que “nos lembra que todo o povo de Deus participa do sacerdócio de Cristo, embora distinguindo sacerdócio comum do sacerdócio ministerial (cf. Lumen Gentium 10)”.

Partindo daí, o Documento volta a insistir “numa Igreja com rosto amazônico e uma Igreja com rosto indígena» (Francisco, Puerto Maldonado) (...) uma pastoral inculturada, (...) novos ministérios e serviços (...) levando em conta o papel central (...) das mulheres na Igreja amazônica (...) o clero indígena (...) novos caminhos para que o Povo de Deus tenha melhor e frequente acesso à Eucaristia (cf. Documento de Aparecida, 251)” (nº 81, id. ibid)

Dom Leonardo Ulrich, secretário geral da CNBB e Tito Vilhalva, da etnia Guarani Kaiowá. Foto: Antonio Cruz, Agência Brasil
Dom Leonardo Ulrich, secretário geral da CNBB e Tito Vilhalva,
da etnia Guarani Kaiowá. A CNBB é líder na revolução indigenista.
Foto: Antonio Cruz, Agência Brasil
Para Jeanne Smits, neste ponto do  Documento Preparatório, sob o pretexto de “sacerdócio comum”, dever-se-ia identificar a admissão de sacerdotisas, desordem que seria rapidamente retomada pelo conjunto da igreja progressista, considerando a sua esterilidade para atrair novas vocações no mundo inteiro.

A conclusão se impõe para a jornalista holandesa e está escrita com clareza, não obstante o linguajar enganoso:

“Trata-se de 'construir uma Igreja com rosto amazônico' inspirada nas superstições mais ou menos diabólicas dos indígenas, mudando os ministérios, a liturgia e a teologia (Teologia Índia)” (nº 82, id. ibid).

A nova frente de ataque – continua Smits –, aberta pelo Papa Francisco, apresenta-se como uma Revolução planetária baseada na inversão do que a Igreja Católica sempre foi e nunca deixará de ser.

Smits conclui que o Sínodo panamazônico poderá ser mais danoso à Igreja e à humanidade do que o Sínodo da Família segundo a versão da exortação Amoris laetitia.

O Sínodo panamazônico acontecerá em outubro de 2019.

Até lá, passaremos por um Sínodo ordinário sobre os jovens, que poderá, como o da família, abalar a estrutura tradicional da Igreja e deixar o campo trabalhado para a visão ecologista-tribalista do Documento Preparatório.

FIM



2 comentários:

  1. Veja o relato pessoal de alguém que conviveu com revolucionários socialistas desde a ditadura militar:
    http://carlosliliane64.wixsite.com/magiaeseriados/um-relato-pessoal

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  2. Nova Ordem Mundial – Comunismo pela Porta dos Fundos: https://www.youtube.com/watch?v=Egksmb-4bIA&t=78s

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