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domingo, 23 de junho de 2019

Dalai Lama na ECO-92: um 'papa' do deus imanente da anti-ordem 'verde'?

Em torno do Dalai Lama dizia-se que ele era o Papa 'da outra metade do mundo'. A bem dizer da metade inferior, ou abismos infernais. Assim representou melhor o deus da nova religião comum da Terra.
Em torno do Dalai Lama dizia-se que ele era o Papa 'da outra metade do mundo'.
A bem dizer da metade inferior, ou abismos infernais.
Assim representou melhor o deus da nova religião comum da Terra.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







continuação do post anterior: ECO-92: o materialismo panteísta para o mundo ecológico




Mas ainda haveria de chegar uma espécie de pontífice supremo dessa confusão. Deu-se com a chegada do Dalai Lama, às 6.h45.

O Dalai Lama, foi hóspede do Cardeal-arcebispo de Rio de Janeiro, Dom Eugênio Sales.

Por sua parte, Dom Eugênio tinha celebrado uma “High Ecological Mass”, na plataforma do Cristo Redentor, pelo sucesso da Rio-92, na presença do governador e do prefeito da cidade.

Na ocasião, o arcebispo relembrou que “Deus confiou este mundo ao homem não para explorá-lo” crítica velada à agropecuária explorada também na encíclica ‘Laudato si’ do Papa Francisco (“High Ecological Mass at the Christ statue”, Jornal do Brasil, english edition, 1/6/92).

A chegada do Dalai Lama teve conotações de entronização de uma espécie de pontífice da grande força cultuada por tais religiões: a Mãe Terra, ou Gaia, ou Pachamama.

A Enciclopédia Espasa-Calpe, vol XXIX, no verbete lamaísmo, define essa prática como uma

“forma muito corrompida do budismo indiano (...) e grande número de práticas e superstições essencialmente mágicas, que conservaram sempre uma influência predominante. (…) Segundo Goden: “é quiçá a religião mais supersticiosa e sacerdotal do mundo” (in Studies in the religion of the east, Londres, 1913).”



Naturalmente, lhe cabia presidir aquele caldo de cultura.

O líder do lamaísmo tibetano afirmou, numa crítica indireta aos chefes de governo, que “só a paz de espírito pode levar a um futuro luminoso e que, sem afeto, não há sobrevivência.” (“Religiões celebram a paz e fraternidade”, id. ibid.).

O presidente dos EUA assina um painel simbólico.
O presidente dos EUA assina um painel simbólico.
No amanhecer os presentes veneraram o Sol, fonte da Vida e da energia.

O músico New Age Paul Winter entoou a canção “Wolves Eyes” (“Olhos de Lobos”) imitando o uivo dos lobos, e convidou os ali reunidos para uivar em comunhão, como esses animais no amanhecer.

Elevou-se então um clamor que ele acompanhou com a música “Coro Uivo-Alleluia” (“Vigil brings diverse religious groups together in prayer”, IPC #96, 5/6/92).

Dom Helder Câmara recitou uma poesia em louvor da Terra, um xeque maometano leu trechos do Corão, e um índio americano tocou sua flauta em louvor da natureza, etc.

O Dalai Lama entrou em meio ao frenesi da assembleia, enquanto seguidores do Ananda Marga — religião de autorrealização e serviço à Humanidade, por meio da alimentação vegetariana, meditação transcendental e exercícios especiais — com túnica e turbantes cor de laranja, recitavam um mantra que significa “o amor existe”.

O chefe tibetano do tantra-yoga dançou o Hava Naguila, música judaica.

O Dalai Lama formulou uma oração sobre a oecumene alí reunida, em tibetano, pedindo, porém, que ficasse secreta. E recomendou a todos, incluso os ateus:

“É preciso compaixão e espiritualidade. E isso pode ser conquistado mesmo se não tivermos uma religião específica” (“Dalai Lama dança Hava Naguila em encontro”, id. ibid.).

No fim, todos os presentes, incluindo índios xavantes, com os braços em alto e balançando os corpos, se confundiram numa só massa ondulante.

Enquanto isso o grupo Homem de Bem, combinando ritmos brasileiros e mantras indianos, puxava a canção “Hare Krishna” (“Vigil brings diverse religious groups together in prayer”, IPC #96, 5/6/92).

“De acordo com os organizadores, a Vigília das Religiões do Mundo — Um Novo Dia para a Terra, foi a maior confraternização ecumênica da história da Humanidade. (...)

A atriz Jane Fonda e Ted Turner, fundador da CNN, subscrevem mensagem ecológica. A Revolução Cultural engajou suas figuras mais ardidas contra o cristianismo.
A atriz Jane Fonda e Ted Turner, fundador da CNN, subscrevem mensagem ecológica.
A Revolução Cultural engajou suas figuras mais ardidas contra o cristianismo.
“Esse mutirão da fé, — informou O Estado de S.Paulo — dedicado a irradiar energias em favor do planeta, foi capaz de reunir desafetos por tradição e substituir o proselitismo pela fraternidade. (...)

“A parte as distinções entre os ritos e os idiomas, divulgava-se em cada canto a mesma mensagem [:] O homem deve procurar viver em harmonia com a natureza, de forma a encontrar a paz e a transcendência espiritual” (“Dalai Lama dança Hava Naguila em encontro”, id. ibid.).

Essas religiões quiseram mostrar que se intercomunicam e formam um bloco religioso inter-ecumênico do qual o Dalai-Lama, guia supremo do budismo tibetano, religião inficionada de ocultismo e satanolatría, foi o símbolo e o máximo representante.

Eis a religião ecológica se projetando para o futuro no caos e na ilogicidade.

Do lado de fora, membros da Assembleia de Deus, templo de Nova Vida, presbiterianos, batistas, metodistas e maranata, fizeram seu próprio festejo.

Não participaram do lado de dentro porque, segundo disseram: “essa vigília tem um cunho panteísta”.

A imprensa os ridicularizou embora apontassem a essência dessa pan-religião precursora de um movimento mundial e de um Sínodo que haveria de vir e cuja radicalidade nem podia se suspeitar (“Religiões celebram a paz e fraternidade”, id. ibid.).



Vídeo: Eco-92 anunciou o panteísmo de base do secessionismo pan-amazônico





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