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domingo, 16 de junho de 2019

Potentados do mundo impulsionaram a utopia pan-amazônica na ECO-92

O senador Al Gore, líder da delegação oficial,
'por baixo' promovia a assembleia das ONGS mais radicais.
A seu lado John Kerry, futuro Secretário de Estado de Obama
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






continuação do post anterior: ECO-92 revelou o materialismo panteísta para o mundo ecológico



A heteróclita e caótica vigília ecumênica na noite de 5 para 6 de junho no aterro do Flamengo na ECO-92 soava para além de confusa e anti-religiosa para quem leva a religião a sério.

Mas, como comentou o Jornal do Brasil, lá era “tudo muito ecológico dentro do espírito de Rio-92” (“Religiões celebram a paz e fraternidade”, id. ibid.).

Com efeito, essa visão místico caótica regada a cantoria, droga, dança e ecumenismo religioso estava muito de acordo com o que prega a Ecologia.

O ecologismo nega o papel da razão, embora se apresente sob uma aparência científico-racional para nós “viciados” no raciocínio.

Ele professa uma espécie de filosofia anti-filosófica que lhe serve de suporte. Encontra-se em diversas escolas, desde o estruturalismo de Lévi-Strauss até na assim chamada deep-ecology.



Fidel Castro sublinhou que a revolução ecológica vinha a completar as velhas metas do marxismo ortodoxo
Fidel Castro sublinhou que a revolução ecológica vinha a completar
as velhas metas do marxismo ortodoxo
Ela defende que existe um pensamento – uma mente, no fundo tida como divindade – subjacente na natureza que a razão não consegue pegar. Até atrapalha.

Essa mente divina difusa na terrenal matéria constitui a própria Vida da venerada Gaia, a Mãe Terra ou Pachamama.

Somente quem captar e fazer seu esse sentir místico qualquer que seja seu credo, perceberá essa energia ou impulso subjacente na matéria: a anti-ordem pan-psíquica de Gaia.

Aparece assim uma pan-religião universal. A ecologia converge com ela.

Emerge então uma ordem de coisas na qual a razão não tem mais valor, e o que vale é apenas a mística que se experimentou na Vigília.

O mago e escritor Paulo Coelho estava ali participando daquilo que ele chamou de Woodstock espiritual.

Enquanto recebia abraços energéticos dos seus seguidores, exclamou: “Dessa vez, os corações estão puros e sintonizados”.

Cantoras e atrizes brasileiras se espalharam pelas tendas Zen e bramânicas ou do Santo Daime, pois estavam abertas para qualquer um de qualquer religião.

As religiões se interligavam e atuavam como uma só e suprema religião, comum nas suas raízes a todos: a veneração da experiência das forças que agem ocultamente na natureza.

No Aterro do Flamengo, líderes espirituais, indígenas e carnavalescos rumo à fusão panteísta
No aterro do Flamengo, líderes espirituais, indígenas e carnavalescos rumo à fusão panteísta
Desde sua barraca, os espíritas seguidores de Alain Kardec, concentraram-se em “orações e irradiações”.

Essas deveriam servir para entrar em contato com os inumeráveis “espíritos desencarnados” que, segundo eles, “habitam diferentes planos nas imediações do planeta” e que estariam envolvidos nas mudanças ambientais.

Eles pregavam também a “cooperação com todas as religiões e o fim da discriminação racial e de credo” (“Espíritas fazem orações no Aterro”, O Estado de São Paulo, 6/6/92).

Os participantes tornavam realidade uma total interconfessionalidade. Eles davam a entender que para o mundo novo que se definia no Fórum Global, haveria uma religião nova, única, sem barreiras e sem fronteiras, com um modo novo de ser religioso.

“No meio da noite, nada mais natural do que o rabino Zhalman Shachter de uma sinagoga da Filadélfia, visitar na tenda 11 à mãe-de-santo [espécie de sacerdotisa] Estela, do candomblé, com quem conversou animadamente (...)

“E ninguém se surpreendeu quando os freis franciscanos Adelmo Francisco e Rodrigo Peret passaram na tenda dos budistas para assistir a uma sessão de meditação.

“« É linda essa pluralidade religiosa », admitiu Frei Adelmo, integrante do Centro de Defesa dos Direitos da Natureza de Ipatinga (MG).

Grupos aparentemente heterogêneos sintonizaram com o velho panteísmo como sob efeito de uma vareta mágica.
Grupos aparentemente heterogêneos sintonizaram com o velho panteísmo
como sob efeito de uma vareta mágica.
“« O mundo é livre. Se o Papa vem ao Brasil, por quê o Dalai Lama não pode vir também? », indagou Frei Rodrigo. (...)

“Até os judeus abriram espaços para fiéis de outras crenças quando formaram uma roda e ensaiaram passos de uma dança, ao som de salmos.” (“Religiões celebram a paz e fraternidade”, id. ibid.).

Simultaneamente, no Riocentro, as delegações governamentais mal conseguiam chegar a um acordo em pontos básicos, como as Convenções sobre a Biodiversidade e do Clima.

Eles representavam o mundo velho organizado, racional, que os pan-ecumênicos do aterro do Flamengo diziam condenado a desaparecer.
Mas na anarquia mística da vigília, “o entendimento entre os povos que os organizadores tanto esperam das reuniões oficiais da Rio-92, acabou acontecendo na madrugada de ontem, no Parque do Flamengo, território das ONGs, responsáveis pelo Fórum Global. (...)

“Judeus e muçulmanos, católicos e protestantes, espíritas e messiânicos, Santo Daime e Hare Krishna superaram suas rivalidades” escreveu um grande cotidiano de Rio de Janeiro (“Religiões celebram a paz e fraternidade”, id. ibid.).


Continua no próximo post:


Um comentário:

  1. Quando os homens se candidatam a super homens é no que dá :julgam se deuses menores .
    Mas há apenas um Deus ,o Criador deste Universo para nosso bem e nossa salvação .

    ResponderExcluir

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