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domingo, 1 de março de 2020

Psicólogo de Harvard indaga:
“A Alemanha perdeu a razão?”

Steven A. Pinker, professor de Psicologia em Harvard
indaga se a ecologia fez a Alemanha perder a razão
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Meu Deus, será que os alemães perderam a razão? – Foi a pergunta levantada pelo professor e psicólogo de Harvard, Steven A. Pinker, em reportagem à revista Der Spiegel, e citada pelo The New York Times International Weekly, em sua edição de língua castelhana.

Confesso ter levado um choque ao ler isso. Sem dúvida a cultura alemã conta entre suas glórias a de ter elevado às culminâncias o valor da lógica e da racionalidade.

Mas, o professor de Harvard apoia muito bem a sua pergunta quanto à decisão do governo alemão – aliás já de alguns anos – em abandonar a energia nuclear.

Decisão que qualificou rombudamente de “paranoica”.

Com efeito, se a Alemanha quiser realmente conter as mudanças climáticas sem bloquear seu crescimento econômico, o que ela precisa – junto com o mundo inteiro – é de mais energia nuclear, e não menos.

Pinker acha que se trata de “uma experiência singular essa de eliminar gradualmente a energia nuclear e das usinas a carvão”, de modo que o último reator alemão deixe de operar pelo fim de 2022, e a última usina a carvão no ano 2038.

Ao mesmo tempo, seu governo incentiva os carros elétricos que naturalmente demandam mais energia elétrica.

Além do mais, o consumo de energia na Alemanha cresceu 10% desde 1990, apesar de todas as opções ‘sustentáveis’ e’ alternativas’ empregadas.

Merkel não pode defender racionalmente o que diz e faz na sua 'revolução energética', diz Dr Pinker
Merkel não pode defender racionalmente o que diz e faz na sua 'revolução energética', diz Dr Pinker
A propagandeada energia renovável representa cerca de 40% das fontes alemãs de eletricidade, mas o país está atingindo seus limites e não tem muitos horizontes para maior expansão.

Faltam sol – sobretudo no inverno – e vento! Só por isso não haverá mais fontes renováveis de energia disponíveis a tempo de compensar a perda da energia fóssil e nuclear.

Simplesmente a Alemanha ficará sem força nas tomadas.

Mas não é só isso.

São cada vez mais numerosas as áreas rurais do país transformadas em “parques eólicos”, e os alemães já estão fartos desses engenhos ruidosos e destruidores de panoramas, além da própria ecologia.

A instalação deles nas águas do Mar do Norte enfrenta uma resistência crescente.

As cidades costeiras não querem passar eletricidade da qual estão ficando necessitadas para os centros industriais do interior.

Serão necessários cerca de 6 mil quilômetros de novos cabos de alta tensão para que funcione a “Energiewende”, ou a revolução energética.

A energia eólica alternativa está tendo imagem negativa na Alemanha
A energia eólica alternativa está tendo imagem negativa na Alemanha
Uma despesa descomunal até para a Alemanha. Por isso, até o final de 2018, apenas 150 quilômetros foram instalados.

Além do mais, o plano poderá impedir o governo de lidar com as mudanças climáticas como diz pretender.

Fechar as usinas nucleares antes das usinas de carvão significa deixar a Alemanha mais dependente do que nunca de combustíveis fósseis poluidores e emissores do injustamente demonizado dióxido de carbono, o CO2.

Mas os ‘verdes’ querem acabar com as usinas nucleares o mais rapidamente possível.

E acenam com o espectro de Fukushima, no Japão, em 2011, sem ao menos refletir sobre a diferença de tecnologias e também o fato extraordinário do tsunami, fenômeno que nunca acontece na Alemanha.

A chanceler Angela Merkel continua defendendo enfaticamente que “as mudanças climáticas vêm ocorrendo em passo mais acelerado do que pensávamos há alguns anos”.

É preciso levar em conta que uma legião de grandes cientistas não pensava assim antes e muito menos agora.

Mas é algo que a Sra. Merkel e seus amigos têm como ideia fixa, diz o psicólogo de Harvard.

Ela também se faz de heroína no cumprimento das promessas do acordo climático de Paris, o qual os EUA abandonaram, seguido de outros países, sem contar as multinacionais que trombeteiam cumpri-lo, mas falsificam, violam ou distorcem a sua aplicação.

Haja vista o caso da Volkswagen e a trucagem de seus motores diesel.

A usina nuclear de Philippsburg já foi fechada. A última dessas plantas fechará em  2022
A usina nuclear de Philippsburg já foi fechada. A última dessas plantas fechará em  2022
Positivamente, não há sinal de que Merkel, que tem doutorado em física, possa defender racionalmente o que diz e faz.

Os Verdes que aplaudem Merkel deitam suas raízes no movimento antinuclear do início dos anos 80, pacifista e teleguiado pelos soviéticos em plena Guerra Fria.

A tragédia do experimento energético da Alemanha, diz Pinker, é que a atitude antinuclear do país é quase religiosa, e não deixa espaço para avanços tecnológicos alternativos razoáveis.

Enquanto isso, cientistas nos EUA, Rússia e China acreditam na possibilidade de operar usinas nucleares com resíduos radioativos resolvendo o problema de seu armazenamento, liquidando assim um dos principais argumentos contra a energia nuclear.

Fechando às pressas todo o seu setor nuclear, a Alemanha perde oportunidades que diz querer ganhar, e assume riscos que diz querer evitar, exatamente pelo fato de renunciar à tecnologia nuclear que hoje é a mais segura e a mais ecológica que a humanidade jamais viu para gerar energia.

É improcedente mantê-la? Talvez sim, para a Sra. Merkel.

Mas nesse caso, concluímos nós com todo respeito, será um caso a ser diagnosticado por altos especialistas da psicologia como o Prof. Pinker.

Ou ainda, por um bom teólogo e moralista – não falo ainda de exorcista – desses que não engoliram os sofismas da ‘Laudato sì’ e não se empolgaram com as conclusões do Sínodo Pan-amazônico.






2 comentários:

  1. E quem disse que não exite ignorância. Uma doutora em física falando tanta besteira sobre energia nuclear e o povo acreditando? Populismo puro tomando

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  2. A verdade é manca, mas chega sempre.

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