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domingo, 10 de junho de 2018

Transposição do São Francisco
tira 1 milhão do colapso
em que bispo comuno-ecologista
quase os jogou

Campina Grande recebe a água do São Francisco. Pesadelo acaba e esperança para gerações futuras renasce
Campina Grande recebe a água do São Francisco.
Pesadelo acaba e esperança para gerações futuras renasce
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Após seis anos de seca, o açude Boqueirão, única fonte de abastecimento de Campina Grande (PB), registrava apenas 2,9% de sua capacidade.

Foi o nível mais baixo desde a inauguração, em 1957, escreveu a “Folha de S.Paulo”.

“Só tinha água duas vezes por semana. Enchia uns bocados de baldinho, porque não podia comprar a caixa-d’água”, lembra a pensionista Teresinha Peres, 77, citada pelo quotidiano paulistano.

“E cheirava horrível, tinha um mau gosto”, acrescentou Teresinha.

À beira do abismo, em abril de 2017 a água do São Francisco começou a encher o Boqueirão. Não havia plano B, escreve o jornal.

“É quase impossível imaginar o atendimento de Campina Grande com carro-pipa”, diz Ronaldo Meneses, gerente regional da Cagepa (Companhia de Água e Esgotos da Paraíba).

“Teria sido o caos. A transposição chegou no momento do quase colapso”, acrescentou.

Campinenses deviam beber dessa água abandonados por ecologistas e bispos da CNBB
Campinenses deviam beber dessa água abandonados por ecologistas e bispos da CNBB
Mas, no fim de agosto de 2017, mesmo sem chuvas, o açude Boqueirão saiu do volume morto (8,2%), encerrando 33 meses e 19 dias de racionamento, o mais longo da história campinense, e agora tem 15,8% da capacidade.

E não foi um milagre.

Hoje, Campina Grande a terceira maior cidade do semiárido com 410 mil habitantes, e outros 32 municípios da Paraíba e de Pernambuco estão com o abastecimento de água normalizado, beneficiando 1 milhão de pessoas, segundo o Ministério da Integração Nacional.

Além de água todo dia, Peres elogia a pressão forte e o gosto doce. Já o balde maior ganhou outra função. “Agora, está com as bonequinhas da minha neta.”

Na área rural. mesmo com o tamanho reduzido, muitos estão satisfeitos com a água doce do São Francisco, que substituiu os poços salobros.

“Está um paraíso, melhorou 100%”, diz o produtor de pimentão Jair Macedo, 45, de Barra de São Miguel (PB).

Não é figura de linguagem: antes, o agricultor colhia metade das 500 caixas de pimentão que produz a cada 15 dias, usando um sistema de gotejamento. ”A fruta é muito melhor, quase não tem desperdício.”

O superintendente de Regulação da ANA, Rodrigo Flecha, afirma que o Eixo Leste ainda funciona em fase pré-operacional — ou seja, os agricultores, por ora, não pagam pela água.

O impacto só poderá ser avaliado no longo prazo, com ajustes ao longo do caminho para os diversos usos, diz.

“É preciso entender o Pisf não como um projeto imediatista, mas que vai se estruturando. E, à medida que isso ocorrer, dará segurança hídrica e mudará o panorama socioeconômico do semiárido brasileiro.”

Dom Luiz Flávio Cappio se exibe em 'greve de fome até a morte' contra a transposição salvadora.
Dom Luiz Flávio Cappio se exibe em 'greve de fome até a morte' contra a transposição salvadora.
Poucos lembraram que um grande ecologista e apoiador de Lula na primeira campanha à presidência, o bispo da cidade de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio, trabalhou empenhadamente para que essa transposição do Rio São Francisco não acontecesse.

Essa inclemência foi informada largamente em seu tempo pela imprensa nacional e internacional. Confira G1.

O bispo até virou um dos símbolos da luta contra o projeto quando se iniciou em setembro de 2005. E fez uma greve de fome às margens do rio, mais propagandística do que qualquer outra coisa.

Contrário à transposição do Rio Francisco, dom Luiz Flávio Cappio, disse pela imprensa que “o projeto é um tsunami violento. O Exército desmatando tudo, passando por cima de vilas e aldeias, de roças e de gado, para garantir o trabalho. E as obras de revitalização são marolinhas, coisas insignificantes”, disse. Cfr. terra.com.

Esse ativismo profundamente danoso para a população foi feito em nome das ideologias vermelho-verde, quer dizer comuno-progressista e ambientalista.

O bispo chegou a escrever em carta ao Governo, que permaneceria “em greve de fome, até a morte, caso não haja uma reversão da decisão do Projeto”. Confira Wikinews.

Dom Luiz Flávio Cappio agradece ajudas do governador petista Jaques Wagner para a reforma do Palácio Episcopal
Dom Luiz Flávio Cappio agradece ajudas do governador petista Jaques Wagner
para a reforma do Palácio Episcopal
Obviamente não fez nada disso. Compactuou com o PT, se arranjou com o núncio vaticano Dom Lorenzo Baldisseri, logo voltou a comer e passa bem.

Foi pago com prestigiosos prêmios. No dia 10 de agosto de 2008, a Pax Christi Internacional, com sede em Bruxelas, lhe concedeu o Prêmio da Paz 2008, por sua luta em defesa da vida na região do São Francisco.

Pouco importava que tivesse trabalhado para danificá-la gravemente.

Em 9 de maio de 2009, ganhou o Prêmio de Cidadão do Mundo, da Fundação Kant, na cidade de Freiburg, Alemanha. O prêmio é concedido bianualmente a pessoas que se destacaram na defesa dos direitos humanos.

Pouco valiam os direitos e os sofrimentos dos paraibanos na seca e na sede.

E em 22 de outubro de 2009, Dom Cappio recebeu o Troféu João Canuto, do Movimento dos Direitos Humanos. Cfr. Wikipedia

Tampouco importaram os direitos dos que tinham direito e que eram humanos!

Em entrevista a Scielo,  o bispo vermelho-verde que teria jogado um milhão de pessoas na catástrofe se referiu ao ex-frade e teólogo da Libertação Leonardo Boff como “meu querido mestre e amigo” e “identifico-me como seu eterno discípulo”.

Bispos da bacia do São Francisco denunciam demagogicamente
a 'destruição lenta e cruel da biodiversidade do rio'
sem se importar com a sorte de um milhão de brasileiros.
O ex-frade Boff foi colaborador na redação da encíclica “Laudato Si’” do Papa Francisco I.
Na entrevista, o bispo manifestou grande agradecimento pelo apoio da CNBB à sua iníqua iniciativa:

“um bem-querer muito grande por parte da Igreja. A CNBB – na figura de Dom Geraldo Majella – foi um pai, um irmão, um amigo que me ligava todos os dias para saber como eu estava.

“Meu queridíssimo Dom Luciano de Almeida estava preocupado e, encontrando-se em Roma naqueles dias, também fez jejum em solidariedade a mim.

“O mesmo sucedeu com tantos outros. Era tanta gente comigo que me sentia confortado”.

Mas os verdadeiros necessitados não estavam sendo confortados em sua miséria e até o bispos verde-vermelhos trabalhavam para deixa-los na desgraça.

É a lógica do anti-humanismo comuno-progressista tingido de verde-vermelho.


domingo, 3 de junho de 2018

“Aquecimento global”: a maior “fake news” da História

Timothy Ball, prof. emérito da Universidade de Winnipeg, Canadá: “Aquecimento global” é a maior “fake news” da História
Timothy Ball, prof. emérito da Universidade de Winnipeg, Canadá:
“Aquecimento global” é a maior “fake news” da História
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O aquecimento global antropogênico é a maior, mais espalhada e mais persistente ‘fake news’ veiculada até o presente, observou o Dr. Timothy ‘Tim’ Ball, professor emérito no Departamento de Geografia da Universidade de Winnipeg, Canadá, autor de diversos livros sobre as questões climatológicas em artigo para o especializado blog “Watts up with that”.

Em parte essa enganação persiste porque os apelidados “céticos” – cientistas objetivos que recusam a “fake news” – não explicam o problema do aquecimento global em termos acessíveis para as pessoas simples.

Segundo o prof. Ball as pessoas numa maioria de 85% acham arcanos os bons argumentos contra a enganação.

Por outro lado, a dificuldade reside na falta de dados sobre os problemas climatológicos polêmicos.

Segundo Ball há diálogos nos contos de Sir Arthur Conan Doyle sobre sua figura Sherlock Holmes que ajudam a entender os problemas didáticos.

“É erro capital teorizar antes de termos dados, explicava Sherlock Holmes. Porque insensivelmente a gente começa a escorregar nos dados para se afundar em teorias, quando são as teorias que devem vir atrás dos dados”.

Hoje se foge dos dados entrando no mundo de ficção dos “modelos computacionais” do clima: números dentro de um computador. Espanta ver quantas pessoas acreditam em hipóteses sobre o aquecimento global sem saber nada da realidade.

Numa outra história de Sherlock Holmes, Gregory, detetive de Scotland Yard, pergunta se houve algo digno de atenção:

E Sherlock Holmes responde: “o curioso incidente do cachorro no meio da noite”.

Gregory: “Mas o cachorro não fez nada na noite”.

Holmes: “Nisso consistiu o curioso incidente”.

“Não há aquecimento global” eis a curiosa ocorrência!
O IPCC e os profetas do aquecimento global raciocinam de modo análogo: não houve nada, logo houve algo espantoso: o aquecimento global!

Pencas de variáveis da realidade são menosprezadas, ignoradas, mínima ou nulamente mensuradas.

Os “modelos” aquecimentistas estão cheios de dados criados pelos próprios “modelos” depois atribuídos ao mundo real. O resultado é de virar a cabeça.

Isso dá na mais fantasiosa especulação e envia sinais dos mais confusos.

Os que clamam pela diminuição da camada de gelo no Ártico são incapazes de dizer em que medida se contrai por causa do aquecimento gerado pelos humanos.

E não podem fazê-lo porque simplesmente inexistem dados seguros a respeito.

O mesmo acontece com o vapor de água na atmosfera: é o menos medido, o menos entendido e, entretanto, é o mais decisivo para calcular o aquecimento global atribuível aos homens.

O IPCC pura e simplesmente o ignorou para atingir o objetivo obsessivo de demonizar o CO2.

O artifício foi tão científico como eliminar o Sol dos cálculos do clima porque, como disse o Rei Canuto da fábula, há coisas que nenhum chefe pode controlar.

Entre os anos 1940 e 1980, os profetas do aquecimento global estrebuchavam porque o mundo estava esfriando por culpa do aumento das emissões humanas de sulfatos.

De onde tiraram isso? Simplesmente eles acrescentaram sulfatos em seus modelos matemáticos até dar em esfriamento.

O problema foi que após 1980 começou a esquentar malgrado não mudassem esses níveis de sulfatos.

Mais complicado é com os gases estufa. Desses gases lançados na atmosfera pelo homem 95% está constituído de vapor de água.

O IPCC não o considerou porque constituía uma quantia pequena demais quando comparada com a evaporação dos oceanos. Além do mais não havia como medi-la.

Conter (ou causar) o aquecimento global (se existe) é tão impossível como o rei Canuto da lenda conter as ondas do mar.
Conter (ou causar) o aquecimento global (se existe) é tão impossível
como o rei Canuto da lenda conter as ondas do mar.
A Water Science School do United States Geological Survey (USGS) calcula que, em qualquer caso, há no ar algo como 12.900 quilômetros cúbicos (km3) de água.

Isso é algo por volta do 0,001% do total do volume da água no planeta Terra, que chega a 1.385.000.000 km3.

Se toda a água que há no ar chovesse simultaneamente, cobriria todo o globo com 2,5 centímetros de líquido.

O IPCC não podia acusar o vapor de água de fator de aquecimento.

Com o CO2 foi diferente porque – Maktub! – estava escrito! O culpado tinha que ser o CO2.

A “solução” foi dizer que o aumento de CO2 aumenta a temperatura global, a qual pela sua vez acresce a evaporação, que por sua vez desencadeia um circuito fechado que acaba inundando a Terra e nos cozinhando a todos.

Assim se podia acusar o CO2 para além de seus efeitos reais.

O argumento impressiona no mundo da teoria, mas não tem base na evidência experimental.

Não há dados empíricos que justifiquem essa construção mental. Os únicos dados alegados pelos aquecimentistas estão nos “modelos computacionais” de seus centros de pesquisa, laptops ou smartphones.

O resultado é que o “modelo” aquecimentista não contém dados providos de significado ou pelo menos boas especulações.

Sherlock Homes saberia explicar por que esses teorizadores e seus modelos não funcionam.

É porque eles estão teorizando enquanto olham para o teto furado de uma tenda e acham que estão contemplando estrelas.


domingo, 27 de maio de 2018

As raízes anti-humanas do movimento ambientalista (4)

A finalidade da revolução verde não é poupar a Terra,
mas demolir a atual ordem de coisas, abrindo espaço para o comunismo anárquico
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A economia do ambientalismo


Uma vez rejeitadas as utopias, e entendido que, por exemplo, 10 milhões de pessoas que vivem numa cidade grande não podem exigir que o ar seja igual ao de uma aldeia de 50 pessoas, podemos então finalmente nos dedicar a resolver os verdadeiros problemas ambientais, utilizando para tal o único mecanismo realmente possível: propriedade privada e sistema de preços.

Quando o sistema de preços funciona livremente, ele garante que oferta e demanda estejam quase sempre em equilíbrio, garantindo que os recursos sejam alocados para seus fins mais produtivos.

Já quando o governo intervém no sistema de preços, ele garante desperdícios, dificulta o empreendimento e empobrece as pessoas.

Se o café — por quaisquer razões — se tornar mais escasso, seu preço subirá, alertando aos consumidores para que bebam menos.

Se mais café entrar no mercado, os preços cairão, avisando aos consumidores que eles podem beber mais. Preços, portanto, constituem um sistema de preservação de recursos.

Mas os ambientalistas se imaginam capazescomo os planejadores centrais soviéticos — de saber o valor econômico de tudo, sem que para isso tenham de recorrer ao sistema de preços.

Eles sempre alegam que tudo está “acabando”, e que, portanto, é necessário que o governo intervenha com vigor e controle o consumo.

Porém, se de fato estivéssemos ficando sem petróleo, por exemplo, seu preço iria disparar, alertando os consumidores para que utilizem menos o mineral, e avisando os empreendedores para que encontrem substitutos.

Quando a oferta de petróleo ficou ameaçada após o início da Guerra do Golfo, foi exatamente isso o que aconteceu.

Tampouco as voluntárias restrições ambientalistas funcionam como o planejado. Os ambientalistas estão sempre nos dando ordens para que sejamos mais pobres e utilizemos menos água, menos gasolina, menos papel higiênico, etc.

Porém, se eles reduzirem o próprio consumo, isso já diminuiria os preços para o resto dos seres humanos, que consequentemente passariam a poder utilizar mais desses bens.

Os ambientalistas realmente comprometidos com a causa já fazem isso (P.S.: não conte esse segredo econômico para eles; essa abstenção voluntária é o único favor que eles fazem para toda a humanidade).

É quando algo não tem dono, ou seja, quando é de posse de todos, gerido comunalmente — como ar e água —, que vemos todos os efeitos maléficos do socialismo. As pessoas abusam dos recursos “gratuitos” exatamente porque elas não têm de arcar diretamente com o preço desses recursos.

Para resolver esse problema, qualquer um que for pessoalmente prejudicado, ou ter seus negócios arruinados, pela poluição do ar, por exemplo, deveria ter o direito e o poder de processar o agressor para que ele pare com essa poluição, de modo que o prejudicado seja recompensado pelos estragos sofridos.

Mas desde o século XIX o governo intervém nesse direito consuetudinário, sempre visando ao favorecimento daqueles grupos de interesse mais poderosos, impossibilitando, por exemplo, um fazendeiro de processar uma ferrovia cuja emissão de fagulhas queimou e destruiu seu pomar.

O governo também nacionalizou as orlas e todos os cursos d'água especificamente para facilitar as coisas para os poderosos grupos de interesse industriais.

Se, como ocorre em vários cursos d'água na Inglaterra e em outros países, as pessoas tivessem direitos de propriedade sobre rios que cortam sua propriedade, elas poderiam impedir a poluição destes cursos d'água assim como elas impedem qualquer lixo de ser despejado em suas portas.

E se os pescadores e proprietários de terra tivessem direitos de propriedade sobre a região costeira e as águas adjacentes, eles poderiam impedir a poluição destas e determinar adequadamente os direitos de pesca.

Da mesma forma, petrolíferas que vazassem petróleo no litoral seriam devidamente penalizadas.

A questão das águas, portanto, é fácil de visualizar. Mas como ficaria a questão do ar? Há várias maneiras.

Primeiro, qualquer um teria todo o direito de modificar o ar sobre sua propriedade como quisesse, desde que essa poluição não se espalhasse para o ar alheio.

Entretanto, isso seria uma impossibilidade por causa do fluxo de ar. Logo, teria de haver uma maneira de impedir que essas emissões chegassem ao ar alheio. E isso é problema para engenheiros.

É lógico que o mercado criaria o aparato específico: pode-se, por exemplo, coletar as emissões em grandes recipientes ou simplesmente criar maneiras de converter as emissões em vapor d'água, o que aliviaria o problema. 

Haveria sem dúvida alguma maneira de impedir o agravamento da poluição. E sabemos que, se houver demanda, propriedade privada e busca pelo lucro, haverá solução.

E o fato é que as emissões seriam significativamente reduzidas em um livre mercado, onde os indivíduos que emitem poluentes estariam sujeitos a uma ação judicial.

A solução de livre mercado é baseada no cálculo racional; a solução estatal é baseada na permissão da poluição para aqueles com boas conexões políticas.

A histeria constante na África em relação às presas de elefante é outro exemplo de falta de propriedade privada.

Se as pessoas pudessem criar elefantes e vender suas presas — como o próprio governo do Zimbábue fez no final de década de 1970, o que gerou um aumento estrondoso do número de elefantes —, a quantia de presas de elefante que haveria seria igual à demanda por elas.

Não haveria preocupações quanto a uma possível escassez desse item, assim como não há escassez de carne de boi, frango ou porco.

O mesmo princípio é válido para todos os outros recursos. Se não houver propriedade sobre um bem, certamente haverá abusos e malversações. Porém, se colocado sob propriedade privada, haverá exatamente a quantia necessária: a oferta suprirá a demanda.

Um exemplo de conservação via mercado foi o da empresa Cayman Turtle Farm (um viveiro comercial de tartarugas) nas Ilhas Britânicas do Caribe.

A tartaruga-verde foi considerada em risco de extinção graças à propriedade comunal, que estimulou um excesso de capturas que não levava em conta suas capacidades reprodutoras.

O viveiro privado foi capaz de incubar os ovos e fazer com que os filhotes crescessem e virassem adultos a uma taxa bem maior do que a que ocorria na natureza. O estoque de tartarugas-verdes, até então em risco de extinção, cresceu para 80.000.

Porém, os ambientalistas odiavam a Cayman Turtle Farm, já que, na visão deles, é algo moralmente condenável obter lucros com animais selvagens. A empresa foi forçada a fechar as portas, e a tartaruga-verde voltou a ser uma espécie ameaçada — mas sendo muito amada pelos ambientalistas.

Os verdes — como todos progressistas — justificam a intervenção governamental com base naquilo que os economistas chamam de “bens públicos” e “externalidades”.

Um “bem público” supostamente é aquilo que todos nós queremos, mas nunca teremos, a menos que o governo nos forneça.

Os ambientalistas alegam que todos querem parques e reservas ecológicas nacionais, mas o mercado não tem interesse em fornecê-los. Portanto, o governo tem de entrar em cena e suprir e demanda.

Mas como podemos saber, independentemente do mercado, se todos querem parques caros? Como é possível saber quantos parques todos querem? E de quais tipos?

(O Instituto Inhotim, em Minas Gerais, é um ótimo exemplo de reserva ambiental privada que atende a demanda dos consumidores por esse “bem público”)

Poderíamos até fazer inúmeras pesquisas, mas isso não nos diria nada sobre a intensidade da demanda econômica.

Mais importante: não basta saber que as pessoas querem diamantes, por exemplo.

Tal demanda somente terá algum significado econômico se essas pessoas estiverem dispostas a dar algo em troca para obter esses diamantes.

Incrivelmente, os economistas progressistas e social-democratas nunca desenvolveram um modo de identificar o que realmente são bens públicos. Consequentemente — e como eles são cientistas objetivos — eles sempre recorrem à intuição.

O exemplo favorito de Paul Samuelson para um bem público era o das torres de farol, até que Ronald Coase demonstrou que empreendedores privados proveram torres de farol durante séculos.

Se compreendermos que somente o mercado pode nos dar informações econômicas, o suposto problema dos bens públicos desaparece. Na ausência de subsídios e proibições governamentais, ou na falta de concorrência de parques “gratuitos”, o mercado irá garantir que tenhamos exatamente o número de parques que as pessoas querem, e pelos quais estão dispostas a pagar. (Ademais, se os parques nacionais forem vendidos, a dívida pública poderá ser abatida.)

Já uma “externalidade” é um efeito colateral. O belo jardim do seu vizinho é uma externalidade positiva; o cachorro dele latindo é uma externalidade negativa; o primeiro é uma benção, o último é irritante. Mas você não comprou voluntariamente nenhuma das duas.

Voltando ao início, os ambientalistas dizem que o lixo é uma externalidade negativa do consumismo. Logo, eles advogam mais regulamentação e burocracia para resolver o problema. Entretanto, o livre mercado soluciona tal problema de modo muito mais justo e eficiente por meio dos direitos de propriedade. Desestatize tudo e as externalidades serão “internalizadas”. Ou seja, os custos ficarão exatamente com aqueles que têm de pagar por eles.

Porém, para os ambientalistas, a prosperidade humana é, em si, uma externalidade negativa.
fim

domingo, 20 de maio de 2018

As raízes anti-humanas do movimento ambientalista (3)

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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política internacional,
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Aquecimento global


No dia 22 de abril de 1970, celebrou-se o primeiro Dia da Terra, evento criado pelo burocrata Gaylord Nelson, senador do estado de Wisconsin.

Na época, os ambientalistas estavam alarmados com um iminente resfriamento global. O mundo viveria uma nova era do gelo caso os governos não tomassem providências imediatas.

Recentemente, utilizando praticamente a mesma mensuração, o alerta era sobre a inevitabilidade do aquecimento global.

Como as tendências futuras revelaram-se muito incertas, optou-se então por chamar o “fenômeno” de 'mudanças climáticas' (primavera para verão?), só pra garantir.

Com essa nomenclatura, obviamente, a chance de qualquer previsão dar errado é nula.

Esses são os mesmos climatologistas que não sabem dizer se vai chover na próxima sexta-feira, mas que, por algum motivo, estão certos de que a temperatura da terra estará, em 2031, x graus Celsius mais quente do que hoje.

Níveis crescentes de dióxido de carbono na atmosfera irão derreter as calotas polares e as áreas costais serão inundadas.

A solução proposta para conter a mudança climática é, surpresa!, mais gastos e controles governamentais, e um menor padrão de vida para todos.

Entretanto, como já foi inúmeras vezes relatado, não há qualquer evidência de que as mudanças climáticas (outono para inverno?) sejam causadas pelo homem.

E há evidências abundantes de que elas ocorrem ciclicamente, sendo que a hipótese de que o mundo era mais quente na idade média do que é hoje não foi descartada nem por cientistas aquecimentistas.

O fato de não estar havendo aquecimento global tem seu lado triste.

Muitos cientistas concordam que o efeito seria positivo: prolongaria o período de cultivo, tornaria a terra mais habitável e adiaria qualquer futura era glacial.

Animais em extinção


Extinguir os humanos, única extinção desejável!
Desde um simples caracol até as plantas parasitas, absolutamente todas as espécies de animais e plantas existentes devem ser mantidas em existência pelo governo — alegam os ambientalistas —, mesmo que direitos humanos e de propriedade sejam violados.

Mas, por quê?

Se considerarmos todas as espécies que existiram desde a “criação”, a maioria delas, dos trilobitas aos dinossauros, está hoje completamente extinta. Um processo absolutamente normal.

Por que não permitir que isso continue?

Se, para propósitos científicos ou de entretenimento, algumas pessoas quiserem preservar essa ou aquela espécie em sua própria terra e às suas próprias expensas, ótimo.

Ativistas do Animal Liberation Front
Zoológicos e universidades já fazem isso.

Mas o resto da população não deveria ser tributada e regulada, e ter seus direitos de propriedade exterminados, apenas para que todas as ervas e percevejos sejam salvos. 

O único impacto ambiental que importa é aquele que ocorre sobre humanos.



continua no próximo post: As raízes anti-humanas do movimento ambientalista (4)


domingo, 13 de maio de 2018

As raízes anti-humanas do movimento ambientalista (2)

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Os nazistas foram pioneiros


Sempre soubemos que, em termos econômicos, os nazistas eram esquerdistas (Nazi vem de Nationalsozialismus ou Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães), mas hoje - graças aos estudos de Robert N. Proctor, que os compilou em seu livro Racial Hygiene: Medicine Under the Nazis (Higiene Racial: a Medicina dos Nazistas) - sabemos que eles eram fanáticos por saúde, maníacos por exercícios físicos, ecologistas radicais, entusiastas de comidas orgânicas e defensores ferrenhos dos direitos dos animais, além de nutrirem profundo menosprezo por álcool e tabaco.

Como os ambientalistas de hoje, que colocam qualquer percevejo ou erva daninha acima dos seres humanos, os nazistas eram ardorosos conservacionistas. Eles implantaram uma série de leis com o objetivo de proteger “a natureza e seus animais”, especialmente as plantas e os animais “ameaçados”.

Os nazistas proibiram pesquisas médicas com animais, e o simpático Hermann Göring ameaçou “deportar para um campo de concentração” qualquer um que se atrevesse a desobedecer à lei.

Ele encarcerou um pescador por seis meses apenas porque este cortou a cabeça de um sapo - que seria utilizado como isca - quando o batráquio ainda estava vivo. A revista alemã de humor Simplicissimus publicou um desenho no qual um pelotão de sapos fazia a saudação nazista para Göring.

Como crentes da “medicina orgânica”, os nazistas conclamaram o povo alemão a comer apenas frutas e vegetais crus, uma vez que a conservação, esterilização e pasteurização dos alimentos significavam sua “alienação da natureza”.

Eles odiavam até mesmo o pão branco.

“Em 1935, o Führer da Saúde, Gerhard Wagner, empreendeu uma luta contra a recente mudança de hábito, que havia abandonado o pão integral natural em prol do pão branco altamente refinado”, diz Proctor.

domingo, 6 de maio de 2018

As raízes anti-humanas do movimento ambientalista (1)

Lew Rockwell
Luis Dufaur
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Lew Rockwell, presidente do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, e editor do website LewRockwell.com, autor dos livros Speaking of Liberty e The Left, the Right, and the State, escreveu relevante matéria sobre a substância do movimento ambientalista.

No momento em que as grandes tubas da publicidade, mais ou menos eivadas de esquerdismo, rememoram até com saudades a explosão anárquica de Maio de 68, ou da Sorbonne, em Paris, o artigo volta à tona.

Com efeito o anarquismo extremista dos revolucionários de 68 permeou profundamente o movimento anarco-ecologista, e esse se comunicou aos estudantes revolucionários sorbonnianos.

Esse movimento comemora seu 50º aniversário no mesmo ano que o socialismo e o comunismo comemoram o segundo centenário do nascimento de Karl Marx.

Como duas cobras enroscadas ambos movimentos chegam até o presente visando subverter a ordem da sociedade e da civilização.

Para compreender o movimento anarco-tribalista vermelho-verde que se abate contra a sociedade, conserva plena atualidade o referido artigo de Rockwell publicado no site do Instituto Ludwig Von Mises Brasil. A tradução é de Leandro Augusto Gomes Roque. Os sublinhados são nossos.

A extensão desse trabalho dificultou a publicação no nosso blog, mas pela sua importância decidimos publicá-lo em posts sucessivos.




As raízes anti-humanas do movimento ambientalista

Por Lew Rockwell

Como o socialismo, o ambientalismo combina uma religião ateísta com um estatismo virulento. Existe, porém, uma diferença: o marxismo ao menos fingia ter alguma preocupação com seres humanos.

O novo socialismo

domingo, 29 de abril de 2018

Prof. Molion denuncia manobras políticas que manipulam a ciência climática

Prof. Molion denuncia manobras políticas que manipulam a ciência climática
Prof. Molion denuncia manobras políticas que manipulam a ciência climática
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Ao longo de décadas, o professor Luiz Carlos Baldicero Molion construiu a fama de maior autoridade brasileira em matéria de clima.

É um prêmio  à árdua e benemérita tarefa por ele empreendida denunciando as fraudes do catastrofismo ambientalista.

Em diversas ocasiões tivemos a oportunidade de reproduzir seus artigos ponderados e altamente científicos.

No momento em que os ativistas verde-vermelhos "queimam seus últimos cartuchos" do exagero ambientalista, julgamos oportuno trazer mais uma vez um de seus clarividentes artigos originalmente publicado na “Folha de S.Paulo”, e que temos o gosto de reproduzir a continuação.

O fato de ter sido publicado há quase seis anos e ter ganho atualidade é mais um argumento em favor do acerto das posições do ilustre meteorologista que honra a ciência brasileira.

Mudanças climáticas e governança global

Um resfriamento global, com mais invernos rigorosos e má distribuição de chuvas, é esperado nos próximos 20 anos, em vez do aquecimento global antropogênico (AGA) alardeado pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).

domingo, 22 de abril de 2018

Liderança chinesa contra aquecimento global encobre totalitarismo

Porta de Dongbianmen, parte da antiga muralha de Pequim
no país líder mundial na luta pelo ambientalismo.
PASSE O MOUSE PARA CONFERIR
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O macrocapitalismo publicitário tem um morboso prazer em comemorar a suposta futura hegemonia da China, embora uma visão mais objetiva levante sérias dúvidas a respeito.

Os incensos queimados pelo macrocapitalismo midiático incluem a atribuição ao socialismo chinês da liderança na luta planetária pelo clima, deixando abaixo os EUA e países ocidentais.

Em numerosos posts pudemos abordar o noticiário que mostra
  • a devastação da natureza operada pelo socialismo chinês, 
  • a brutal poluição desencadeada pelo desejo ideológico de liderar a economia mundial,
  • a massacre de milhões de chineses com o intuito de fazer a reforma agrária e a industrialização de massa do Grande Salto Adiante, 
  • a carência de alimentos no país, 
  • as devastações da natureza decorrentes de um desenvolvimento apressado e imprudente.

Da área financeira tampouco cessam de chegar notícias alarmantes sobre a imensa bolha prestes a uma explosão que devastaria os ganhos obtidos até hoje.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Castelos, abadias e aldeias medievais: melhor integrados na natureza que utopias “verdes”

Produtores rurais entendem mais da natureza
que ambientalistas fechados em escritórios governamentais
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Uma equipe da Globo Rural foi até a Bélgica para contar a história de um queijo delicioso, produzido por monges de uma abadia que também fabrica cervejas.

O mosteiro de Scourmont fica em Chimay, no sul do país, uma cidadezinha tranquila com ruas estreitas e fachadas antigas.

E um imponente castelo: o dos Príncipes de Chimay, uma das mais nobres famílias belgas.

domingo, 8 de abril de 2018

CO2 multiplica produção de vegetais
até na Antártica!

Daniel Schubert, diretor do projeto na base alemã Neumayer Station III, na Antártica.
Daniel Schubert, diretor do projeto na base alemã Neumayer Station III, na Antártica.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Cientistas da base alemã Neumayer Station III coletaram 3,6 quilos de alface, 18 pepinos e 70 rabanetes numa estufa de alta tecnologia, enquanto a temperatura exterior ficava abaixo de -20 graus Celsius, noticiou o diário portenho “La Nación”.

Trata-se da primeira colheita de vegetais cultivados sem terra, sem luz solar e sem pesticidas, no âmbito de um projeto que visa ajudar os astronautas a cultivar alimentos frescos em outros planetas.

Em maio, os cientistas do Centro Aeroespacial da Alemanha (DLR) esperam colher entre quatro e cinco quilos de fruta e vegetais por semana, incluídos morangos.

domingo, 18 de março de 2018

Perigos e tendências ocultas no convívio íntimo com animais

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Em 1969 o cineasta Noel Marshall, que participou nos filmes com alusões satanistas Satan's Harvest e O exorcista, concebeu em Moçambique uma película bem do gosto ambientalista.

Roar visava conscientizar o público sobre o suposto dano que se faria aos animais mudando-os de seus habitats naturais, para um zoo por exemplo, segundo reportagem de “La Nación”.

A filmagem de Roar aconteceu em Acton, Califórnia. O cineasta concebeu, dirigiu e protagonizou um “herói anônimo” que vivia entre leões e lutava pela sua preservação, em desafio às leis.

No total, foram 132 os leões, tigres, chitas e panteras com que os atores dormiam, comiam e passavam os dias da filmagem.

Só que as feras não entendiam de filosofias, ainda menos esotéricas como as do ambientalismo radical.

A filmagem acabou demorando dez vezes mais do previsto e consumiu seis vezes o orçamento inicial.

domingo, 4 de março de 2018

“Supercolônia” de 1,5 milhões de pinguins surpreende cientistas e patenteia oco de pânicos ambientalistas

Pinguins pescando nas Ilhas Perigosas, Península Antártica.
Luis Dufaur
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Durante os últimos 40 anos veio sendo anunciado que o número total dos pinguins-de-Adélia, uma das variedades mais comuns da península antártica, estava em continuado declínio.

O fato bem se prestava à exploração da propaganda comuno-ambientalista sobre a extinção de espécies atribuída gratuitamente à civilização humana.

Mas eis que satélites do programa Landsat de observação da Terra da NASA colheram imagens que revelavam a presença de guano em diversas ilhas da península antártica e que apontavam uma inesperada presença de pinguins.

Foi assim que um equipe de cientistas da Woods Hole Oceanographic Institution (WHOI) acabou descobrindo uma “supercolônia” que conta com mais de 1,5 milhão de exemplares de pinguins-de-Adélia (Pygoscelis adeliae).

Os resultados do trabalho foram publicados no dia 2 de março (2018) no jornal científico Scientific Reports.

A “supercolônia” da espécie que se temia que entrasse em extinção está bem instalada nas Ilhas Perigosas (Danger Islands), um arquipélago rochoso de difícil acesso para os humanos no norte da Península Antártica.

O relatório da WHOI diz: “nosso estudo revela que as Ilhas Perigosas abrigam 751.527 casais de pinguins-de-Adélia”, ou seja, “mais do que no restante da Península Antártica”.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Brasil sendo desgarrado: a Panamazônia “místico-ecológica” se prepara para ver a luz

Papa Francisco em Puerto Maldonado: rumo a uma igreja panamazônica místico-ecológica desgarrada do Brasil.
Papa Francisco em Puerto Maldonado:
rumo a uma igreja panamazônica místico-ecológica
desgarrada do Brasil.
Luis Dufaur
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A Comissão Pastoral da Terra – CPT elaborou um censo acolhido entusiasticamente pelo comuno-progressismo do mundo inteiro e no Vaticano em particular: o “Atlas de Conflitos na Amazônia”.

Trata-se de números sobre vítimas de conflitos agrários no Brasil. Segundo a CPT, seriam 93.800 famílias envolvidas em 977 conflitos violentos pela terra apenas na região amazônica.


O Atlas volta ao ritornelo: fazer reforma agrária a nível nacional e punir os culpados da violência que obviamente não têm nada a ver com a CPT, livre de toda culpa.

Darlene Braga, representante da CPT carrega a demagogia: “as comunidades são massacradas, abusadas, oprimidas, despojadas de seus territórios; os habitantes estão proibidos de caçar, pescar, construir casas e canoas, perdem a soberania de seu território”.

Dom Leonardo Steiner, secretário geral da CNBB sublinha que a pesquisa poderá “acordar as pessoas sobre as verdades profundas da Amazônia”.

O “Atlas” saiu num contexto claramente político contra o governo federal que considerava abrir a Reserva Nacional de Cobre e Associados para a exploração mineira.

Dom Leonardo prometeu levar o “Atlas” ao Papa Francisco, que está muito interessado na Amazônia.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Verdes pedem radicalizar Código Florestal, mas começam mal

Evaristo de Miranda, Pesquisador da Embrapa Territorial
Evaristo de Miranda, Pesquisador da Embrapa Territorial, explicou
Luis Dufaur
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O Código Florestal, malgrado muitos aspectos que concedem, até excessivamente, às reivindicações ideológicas ambientalistas, está sendo contestado no Supremo Tribunal Federal (STF).

A iniciativa é da infatigável confraria verde-vermelha que reclama uma ação declaratória de constitucionalidade e quatro ações diretas de inconstitucionalidade, visando prejudicar ainda mais os proprietários.

Entretanto, como bem o fez notar o Dr. Evaristo de Miranda, Pesquisador da Embrapa Territorial no artigo “O STF e o Código Florestal”, a pretensão começou, felizmente mal para seus promotores.

O ministro relator, Luiz Fux, apresentou um voto técnico e equilibrado que se for acompanhado, em grande parte, por seus pares, garantirá a agropecuária a segurança jurídica necessária para produzir com sustentabilidade e competitividade.

O ministro Fux destacou a qualidade excepcional do processo legislativo que resultou no novo Código Florestal (tempo de tramitação, audiências públicas realizadas, votação expressiva dos parlamentares, etc.). Não se trata de um texto que pode ser reformado com facilidade como gostaria o ambientalismo.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

A religião ambientalista vista por um professor de filosofia

Cultos extravagantes na Rio+20:  o que tem a ver ambientalismo com religião?
Cultos extravagantes na Rio+20:
o que tem a ver ambientalismo com religião?
Luis Dufaur
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Com frequência neste blog temos focalizado a existência de uma estranha religião imanente no ambientalismo.

E nos referimos ao tipo de ambientalismo que pretende ser o mais coerente com os princípios básicos do movimento.

Também, com relativa frequência, ouvimos indagar o por quê dessa insistência em dita religião incubada, ou em questões religiosas. Porque, a primeira vista, a problemática ambientalista é basicamente científica.

Compreendemos perfeitamente esta dificuldade e a olhamos até com simpatia.

Pois, essa dificuldade foi também a nossa. E, em certo sentido continua sendo.

Tivemos dificuldade em admitir a ideia de uma religião singular por trás do ambientalismo mais “genuíno”.

Porém, com o tempo, foi ficando evidente para nós que o movimento ambientalista só se compreende bem pressupondo uma crença peculiar que o explica.

domingo, 28 de janeiro de 2018

Altos índices de temperatura e CO2 globais estão exagerados, diz relatório

John Christy, diretor do Earth System Science Center da Universidade de Alabama - Huntsville.
John Christy, diretor do Earth System Science Center
 da Universidade de Alabama - Huntsville.
Luis Dufaur
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A média com que a atmosfera terrestre estaria se aquecendo durante os últimos 23 anos não se acelerou significativamente, concluiu pesquisa da Universidade de Alabama – Huntsville (UAH), informou o conceituado blog sobre questões climáticas Wattsupwiththat — WUWT.

Pondo de lado o esfriamento passageiro entre 1983 e 1992 causado por duas erupções vulcânicas excepcionais, a tendência ao aquecimento global nos oito quilômetros da atmosfera contados a partir da superfície terrestre (quase cinco milhas) foi de 0,096º C (0,17° Fahrenheit) por década entre janeiro de 1979 e junho 2017.

O número foi espantosamente semelhante à tendência de 0,09º C para o aquecimento detectada por pesquisa similar publicada em 1994 com dados de 15 anos, disse o Dr. John Christy, diretor do do Earth System Science Center da UAH.

A pesquisa mostra que o aquecimento é menos sensível ao aumento de CO2 e outros gases estufa do que dizem os famigerados “modelos computacionais do clima”.

Christy reconheceu que a influência que ele próprio atribuía ao CO2 em 1994 estava exagerada e que sua recente pesquisa derruba suas próprias conclusões anteriores.

domingo, 21 de janeiro de 2018

CO2: Brasil não cumpre o impossível,
mas ambientalistas querem mais e pior!

Inútil: John Kerry, Secretário de Estado da administração Obama assina demagogicamente o Acordo de Paris. O presidente Trump anulou tudo.
Inútil: John Kerry, Secretário de Estado da administração Obama
assina demagogicamente o Acordo de Paris. O presidente Trump anulou tudo.
Luis Dufaur
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O Brasil está longe de cumprir as metas climáticas que impôs a si mesmo no âmbito do Acordo de Paris e caminha na contramão das políticas climáticas implementadas na era petista, reconheceu a ‘Folha de S.Paulo’.

Em Paris, a então presidente Dilma Rousseff prometeu demagogicamente que o País reduziria em 37% as emissões de CO2 – o bicho papão do aquecimentismo climático – até 2025.

Mas essas subiram 8,9% só em 2016 tornando ainda mais inverossímil a espalhafatosa meta. Isso obviamente preocupa às organizações e militantes verde-vermelhos que agitam o inexistente fantasma das “mudanças climáticas”.

Eles exigem mais rigor estatista para estrangular mais o País implementando a irreal agenda ambiental prometida em Paris.

Neste blog tivemos repetidas ocasiões de mostrar que a meta apresentada pela heroína climática petista era uma fantasia irrealizável.

Porém, ela escondia um objetivo encravado no coração petista: arruinar o Brasil paralisando sua indústria e seu agronegócio para “salvar o planeta”. Isso deveria levar a um miserabilismo de tipo cubano.

domingo, 14 de janeiro de 2018

Mini período glacial previsto produz efeitos

Tubarões morreram de choque térmico na água e congelaram na praia.
Tubarões morreram de choque térmico na água e congelaram na praia.
Luis Dufaur
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No norte dos EUA e no Canadá, tubarões mortos de frio foram jogados nas praias de Massachusetts, onde acabaram se congelando.

A ONG Atlantic White Shark Conservancy reconheceu que os tubarões estavam tão congelados que a necropsia não foi possível.

Iguanas caíram congeladas das árvores em Miami. Os moradores do norte da Flórida acordaram com uma camada de neve cobrindo o chão, fenômeno que não se via no “estado do Sol” havia três décadas.

Eles cunharam a hashtag #snowmageddon, uma contração das palavras neve e apocalipse em inglês, e as crianças fizeram a festa por toda parte, informou a G1.

domingo, 17 de dezembro de 2017

Terra entrou em mini-era glacial, mas IPCC ainda discute o furado Acordo de Paris

Fonte congelada pela atual onda polar, Bryant Park, Nova Iorque
Fonte congelada pela atual onda polar, Bryant Park, Nova Iorque
Luis Dufaur
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A Terra ingressou numa mini-era de gelo que poderá durar entre 60 e 80 anos e diminuirá a temperatura global em 0,2º C segundo relatório do Instituto de Geofísica da Universidade Nacional Autônoma de México (UNAM). 

O investigador Víctor Manuel Velasco explicou que o fenômeno é causado pela diminuição da atividade solar que vem sendo registrada há anos.

Velasco estudou os períodos glaciares e interglaciares da Terra e a variabilidade solar. Os resultados apoiam uma teoria que poderá quantificar a diminuição da atividade solar e seu impacto na Terra.

“Hipótese alguma sobre mudança climática consegue explicar por que que acontecem esses períodos”, esclareceu ele.

Para o cientista, a diminuição da temperatura global é devida a “um ciclo natural da natureza” já verificado em outros séculos com lapsos de 120 anos e que depende exclusivamente do sol.