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domingo, 19 de janeiro de 2020

Nova era do petróleo cresce, mas alarmismo profetizou que teria acabado. O que há?

Enigma: profecias falham mas "profetas" seguem pregando  que é preciso pôr fim à sociedade rica e produtiva
Enigma: profecias falham, mas "profetas" seguem pregando
que é preciso pôr fim à sociedade rica e produtiva
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Quando jovem morei em Roma. Os imprevistos da vida me faziam passar com frequência diante de certo palazzo romano, não longe do Lungotevere.

Dentre as inúmeras peculiaridades dos palazzi romani, aquele entretanto me intrigava. Sobretudo uma placa junto ao pórtico de entrada. Nela estava escrito: Clube de Roma.

Em alguma parte eu lera que esse Clube anunciou o esgotamento do petróleo para 1980 e pediu com urgência a reformulação mundial do conceito de crescimento para o planeta.

Em verdade, naquela época eu não me preocupava muito se aquilo era uma turma de esquisitos, ou um boato jornalístico ou confusão minha.

Um dia, falando com um professor, comentei a placa, meu desinteresse e contei minha ignorância sobre o tal clube.

Ele me respondeu muito seriamente se tratar de algo de muito peso, sustentado por Cresos famosos cujos nomes ele declinou como nomes sagrados. E eram potentados mesmo!

Sempre que por lá passava, eu fitava fortuitamente aquela placa misteriosa. Se os homens que comandavam então a economia e as finanças achavam que o mundo não duraria muito, então o clube deveria estar fervilhando de homens atarefados, carregando pesados relatórios com o quadro de suas graves preocupações.

E sem embargo o palazzo dormia no dolce far niente romano.

Foi na Eco-92 que li alguma coisa do tal Clube. Sob o título Limites do Crescimento”, ele anunciava o esgotamento dos recursos da Terra em breve prazo e exigia o congelamento do desenvolvimento econômico do mundo, além de um drástico controle da natalidade visando deter o consumo de bens materiais. Editado em 1972, o livro vendeu mais de 30 milhões de exemplares em 30 idiomas.

Novas jazidas e tecnologias: futuro energético promissor
Novas jazidas e tecnologias: futuro energético tranquilizador
Também fiquei sabendo que, aplicando a tese do livro, o presidente americano Jimmy Carter profetizou:

“Nós poderemos ter esgotado as reservas de petróleo conhecidas no mundo todo lá pelo fim da próxima década”, quer dizer pelos 80.

Os sinistros augúrios do Clube de Roma revelaram-se de tal maneira exagerados que achei que ele tinha fechado.

Mas descubro agora na Wikipédia que o mesmo segue com as velhas teses e conta com uma equipe de patrocinadores de renome.

Ao mesmo tempo, leio por toda parte que não só o petróleo não acabou como é óbvio, mas que as reservas conhecidas estão aumentando de modo impressionante, em virtude sobre tudo do óleo de xisto, odiado pelos ambientalistas.

A quem serve o alarmismo espalhado pelo Clube de Roma, sobre a extinção dos recursos da Terra,  contrariando a verdade objetiva?

As razões desse alarmismo não são de ordem econômica ou científica. Elas provêm, de um conjunto de ideias que ficam na penumbra. Mas aparecem cá e lá na boca de alguns arautos mais imprudentes: um socialismo utópico com muita coisa de religião, desenvolvido de modo “sustentável” numa taba mais ou menos comunista.

Mas tudo isso, acaba se verificando como um blefe para justificar uma utopia. Onde está o blefe?

Eis alguns excertos do esclarecedor artigo “Uma nova era do petróleo está a caminho”, da jornalista Clara Costa, da revista “Veja”, 15/07/2012, que desfazem esse alarmismo:

Um estudo recém-publicado sobre o volume das reservas de petróleo – e as novas descobertas no mar, nas rochas e nas areias – está causando alvoroço no mundo acadêmico.

Intitulada “Petróleo: A nova Revolução”, a pesquisa feita pelo pesquisador italiano Leonardo Maugeri afirma categoricamente que não só o fim da era do petróleo está longe, como o aumento da capacidade de produção alcançará quase 20% nos próximos oito anos – uma taxa de crescimento que não se vê desde a década de 1980.

Maugeri redigiu o relatório durante o ano sabático que tirou para estudar na Universidade de Harvard. Até então, o italiano era um dos altos executivos da petrolífera ENI, a maior empresa do setor em seu país.

Novas tecnologias tornam rentáveis jazidas antes desprezadas ou inacessíveis
Novas tecnologias tornam rentáveis jazidas antes menosprezadas ou inacessíveis
“Ao contrário do que a maioria das pessoas acredita, a capacidade de fornecimento de petróleo está crescendo mundialmente a níveis sem precedentes, e que poderão até superar o consumo”, diz em seu estudo.

A argumentação de Maugeri é calcada em dois pontos que se interligam.

O primeiro é a descoberta de novas reservas no mundo ocidental – não apenas de petróleo convencional, como é o caso do encontrado na camada pré-sal brasileira, mas também de jazidas de gás da rocha xisto, nos Estados Unidos, e as areias betuminosas do Canadá.

Segundo ponto defendido pelo pesquisador: que o surgimento de fontes não-convencionais fará com que o Ocidente transforme-se no novo “centro de gravidade” da produção e exploração de petróleo global, diminuindo a dependência da oferta proveniente do Oriente Médio.

Segundo o pesquisador, estima-se que haja no planeta 9 trilhões de barris de combustível fóssil não-convencional. O mundo tem capacidade para produzir, atualmente, 93 milhões de barris por dia – ou 34 bilhões de barris/ano.

Maugeri não sugere que o Iraque ou a Arábia Saudita terão queda em sua capacidade de produção. Muito pelo contrário. As perspectivas para ambos os países são de um acréscimo de 6 milhões de barris/dia de petróleo até 2020.

Gás de xisto nos EUA
Contudo, graças ao avanço da oferta no Ocidente, ele argumenta que o mundo ficará menos sujeito à volatilidade de preço do barril trazida por questões geopolíticas que afetam os países árabes.

Para os Estados Unidos, Maugeri estima que a capacidade de produção passe, dentro de oito anos, dos atuais 8,1 milhões de barris/dia para 11,6 milhões de barris/dia.

Em outras palavras, o país deve desbancar a Rússia e se tornar o segundo maior produtor de petróleo – os sauditas seguirão na liderança.

No caso do Brasil, Maugeri prevê que a capacidade de produção deverá sair de 2 milhões de barris/dia para 4,5 milhões de barris/dia em 2020 devido à exploração do pré-sal.

Avanços tecnológicos – O estudo do pesquisador italiano foi taxado de otimista por parte da comunidade acadêmica. A principal crítica de estudiosos está no fato de Maugeri ter minimizado os riscos e os desafios de investimento nos avanços tecnológicos necessários para extrair petróleo de fontes não convencionais.

Produção de gás poderá superar consumo
Produção de gás poderá superar consumo
Maugeri, contudo, fez a conta. Segundo ele, mesmo com um barril de petróleo cotado a 70 dólares – hoje o contrato para agosto do produto sai por 87,10 dólares o barril nos EUA e 102,40 dólares por barril no mercado europeu –, a extração de toda essa nova capacidade será lucrativa.

“É preciso pensar que o petróleo ‘fácil e barato’ de hoje não era tão fácil e barato quando foi descoberto”, diz ele.

O estudo que publicou em Harvard aponta que 2012 não encontra precedentes em aportes de recursos no desenvolvimento de novas tecnologias de extração e produção. Até o final do ano, serão 600 bilhões de dólares em investimentos – um recorde que deverá implicar melhora de eficiência nos próximos anos.

Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), também cita o gás de xisto nos Estados Unidos como exemplo do que está por vir. Há dez anos, o uso deste produto como fonte de energia era praticamente inexistente no país e hoje representa mais de 23% da oferta de combustível.

Jazida de gás e petróleo de xisto de Vaca Muerta na Patagônia em início de exploração. É a segunda maior comercializável do mundo
Jazida de gás e petróleo de xisto de Vaca Muerta na Patagônia em início de exploração.
É a segunda maior comercializável do mundo
“Muitos acreditam que poderá até mesmo haver uma superoferta de gás em 2017”, explica Pires. O estado de Dakota do Norte, onde está localizada a reserva de Bakken, a maior fonte americana de gás, é considerado o eldorado do emprego no país.

Um lugar para os “verdes” – O peso das previsões alarmistas sobre o fim da era do petróleo tende, portanto, a perder força.

Mas é verdade também que toda a gama de fontes renováveis de energia – vistas como um contraponto ao uso de combustíveis fósseis – terá seu lugar garantido no futuro.

Os ambientalistas podem até exercer pressão pela prevalência dos combustíveis “verdes”, mas a continuidade dos investimentos no segmento está assegurada por uma combinação de fatores sociais, econômicos e geopolíticos.

Matriz diversificada – O fator mais relevante, contudo, chama-se legislação. Governos de diversas nações tanto podem, por força de lei, inibir determinados tipos de exploração quanto viabilizar fontes renováveis.
Se a natureza "não presta" para justificar ambientalismo,
caia a lei sobre ela e os "consumistas".
Foto: Dia Mundial do Meio Ambiente, Wilson Dias-ABR
Está fora de discussão que novas fontes energéticas mais limpas, menos poluentes, alternativas eficazes, etc., devem ser bem-vindas.

Mas devem se mostrar proporcionalmente rentáveis e não trazer danos ao ambiente como as eólicas atuais na Europa.

Mas a frase final do excerto que acabamos de reproduzir explica muita coisa do procedimento do “ambientalismo” radical.

Tratar-se-ia para eles de concentrar suas pressões sobre os governos para obter politicamente o que não obteriam de outra forma.

Qual forma?

A civilizada: mostrando os benefícios, argumentando, convencendo a sociedade livre.

E não aterrorizando com boatos e outros artifícios de propaganda.

Mas convencer está ficando duro para o ambientalismo.

É só ver como a hipótese do “aquecimento global” perde adeptos, e dos mais graúdos!

Então, os ambientalistas passam por cima da sociedade e tentam introduzir leis que caiam como pedras sobre ela.


domingo, 12 de janeiro de 2020

“Profecias” catastroficamente erradas
do “fake apocalipse” verde! –2

O 'Dia da Terra' perdeu embalo, mas as profecias enganosas continuam sendo marteladas. Foto: o Earth Day 2013 no Canadá.
O 'Dia da Terra' perdeu embalo, mas as profecias enganosas continuam sendo marteladas.
Foto: o Earth Day 2013 no Canadá.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








continuação do post anterior: “Profecias” catastroficamente erradas do “fake apocalipse” verde! –1



8. Peter Gunter, professor da North Texas State University, também escreveu em 1970:
“Os demógrafos concordam quase unanimemente na seguinte lista de acontecimentos: por volta de 1975 se produzirão fomes generalizadas na Índia; elas vão se espalhar por toda a Índia, Paquistão, China, Extremo Oriente e África.

“Pelo ano 2000 ou, como se pode supor, ainda mais cedo, as Américas do Sul e Central lutarão para sobreviver, carentes de víveres.

“Pelo ano 2000, o mundo inteiro, com exceção da Europa Ocidental, América do Norte e Austrália, terá falta do necessário para comer”.

9. Em janeiro de 1970, a então renomada revista “Life” informava que
“os cientistas têm provas experimentais e teóricas sólidas que abonam as seguintes predições: em uma década os habitantes das cidades terão que usar máscaras anti-gás, para sobreviver à poluição do ar...

“por volta de 1985 a poluição da atmosfera terá reduzido pela metade a quantidade de luz solar que chega até a superfície da Terra...”

10. O ecologista Kenneth Watt declarava à revista “Time” que “com o crescente aumento do índice de nitrogênio no ar, é apenas uma questão de tempo para que a luz desapareça da atmosfera e que toda parcela da terra fique inaproveitável”.

Paul Ehrlich profetizava a virtual extinção da humanidade pela fome num planeta sem recursos naturais pelo ano 2000 ou antes
Paul Ehrlich profetizava a virtual extinção da humanidade pela fome
num planeta sem recursos naturais pelo ano 2000 ou antes
11. Barry Commoner predizia que a chuva de poluentes orgânicos acabaria com o oxigênio nos rios dos EUA, extinguindo por sufocamento os peixes de água doce.

12. Paul Ehrlich também explorava o tema, vaticinando em 1970 que a “poluição do ar com certeza estará ceifando milhares de vidas dentro de poucos anos”.

Ehrlich desenhou um cenário no qual 200.000 americanos morreriam em 1973 por causa de “desastres causados pelo smog” em Nova York e Los Angeles.

13. O incansável vidente Ehrlich, em maio do mesmo ano de 1970, dizia para a revista “Audubon” que o DDT e outros hidrocarbonetos clorados “poderiam ter reduzido substancialmente a expectativa de vida das pessoas nascidas a partir de 1945”.

Segundo ele, os americanos que viram a luz a partir de 1946 teriam a expectativa de vida reduzida a apenas 49 anos, índice que cairia a 42 anos por volta de 1980.

Em 2015, a expectativa de vida no nascimento da população total dos EUA era de 79,68 anos; para os homens: 77,32 anos; e para as mulheres: 81,97 anos, segundo o CIA World Factbook.

Mas isto é mera ciência – para pior “capitalista”! – diante da qual o alarmismo verde torce o nariz e prossegue com suas fraudes!

14. O ecologista Kenneth Watt antevia: “Pelo ano 2000, se continuarem as tendências atuais, estaremos consumindo tanto petróleo que não haverá mais.

“Você vai ao posto de gasolina e diz ‘enche’, e o frentista vai responder: ‘desculpe, mas já não há mais nada’”.

Em 2020 há tanto petróleo que seu preço está caindo assustadoramente!

15. Harrison Brown, cientista da reputada Academia Nacional de Ciências dos EUA, publicou um gráfico na também prestigiosa “Scientific American” mostrando que as reservas de cobre conhecidas pela humanidade se esgotariam totalmente pouco após o ano 2000.

Mas que as de chumbo, zinco, estanho, ouro e prata se esgotariam antes de 1990.

Se alguém tem notícia da desaparição dessas commodities avise, por favor.

Os grandes nomes políticos, ontem como hoje fingiam acreditar nos blefes ambientalistas.
Os grandes nomes políticos, ontem como hoje
fingiam acreditar nos blefes ambientalistas.
16. O pai do “Dia da Terra”, senador Gaylord Nelson, escrevia em “Look” que “o Dr. S. Dillon Ripley, secretário do Smithsonian Institute, acredita que dentro de 25 anos, por volta de 75% a 80% de todas as espécies animais terão se extinguido”.

2020: sem palavras.

17. E, para variar, o incansável Paul Ehrlich vaticinava em 1975 que
“posto que mais de 90% das florestas tropicais úmidas originárias teriam sido derrubadas na maioria das regiões dentro de 30 anos mais ou menos, é de se esperar que a metade dos organismos existentes nessas áreas desaparecerá junto com elas”.

18.  Kenneth Watt voltava a apavorar as mentes com uma iminente Era Glacial.
“O mundo se encaminha acentuadamente para um resfriamento”, disse ele em conferência.

“Se as tendências atuais continuarem, a temperatura média global do mundo em 1990 será em média cerca de quatro graus mais fria, e onze graus mais fria no ano 2000.

“Isso é o dobro do necessário para nos imergir numa era glacial”.
2020: então para o que fazer campanhas mundiais contra o aquecimento global e assembleias planetárias como a COP21, assinar tratados universais e propor gastar centenas de bilhões para lutar contra o CO2?

Se desde 1970 algo houve de realmente catastrófico nesta matéria foi o erro das profecias ambientalistas.

Mas os arautos do catastrofismo não arredam o pé, apesar de os fatos, a ciência e a razão humana desmentirem suas pregações.

A única coisa que permanece nos pesadelos ambientalistas é uma ideologia, de fundo neotribal comunista, panteísta e anticivilizatória que tivemos oportunidade de denunciar com abundante documentação neste blog.

O 'Dia da Terra' já não mobiliza. Encenações teatrais preenchem o vazio. O Earth Day 2015 na Índia.
O 'Dia da Terra' já não mobiliza. Encenações teatrais preenchem o vazio.
O Earth Day 2015 na Índia.
Mas os profetas aterrorizadores têm espaço garantido na mídia.
O professor Mark J. Perry, a quem devemos o resumo do exaustivo trabalho investigativo do jornalista Ronald Bailey, parafraseia a mesma pergunta feita por Bailey em 2000:

Se for como eles dizem, como estará a Terra quando se celebre o 60º Dia da Terra, no ano 2030?

Bailey predizia em 2000 um mundo futuro muito mais limpo e muito mais rico, com menos fome e desnutrição, menos pobreza, maior expectativa de vida, minérios e metais mais em conta.

Ele hoje seria condenado como um “cético”, embora tenha sido o que mais acertou!

Mas Bailey tinha uma predição conclusiva sobre o “Dia da Terra” no ano de 2030:

“Haverá um grupo desproporcionalmente influente de profetas do fim do mundo augurando que o nosso futuro – em boa medida, o nosso presente – nunca será tão desolador”.

“Em outras palavras – conclui Perry – as campanhas midiáticas, a histeria e as previsões apocalípticas espetacularmente erradas continuarão sendo espalhadas pelos “distribuidores de embustes ambientais”.


domingo, 5 de janeiro de 2020

“Profecias” catastroficamente erradas
do “fake apocalipse” verde! –1

O que profetizavam os arautos do catastrofismo no primeiro Earth Day em 1970? Tudo falhou, mas eles prosseguem insensíveis ao fiasco
O que profetizavam os arautos do catastrofismo
no primeiro Earth Day em 1970?
Tudo falhou, mas eles prosseguem insensíveis ao fiasco
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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Se o caro leitor acreditou nos agouros do “aquecimento global”, no estiolamento do planeta, no derretimento dos polos, na desertificação da Amazônia, no sepultamento pelas águas das grandes cidades costeiras, na incapacidade planetária de acolher uma dantesca superpopulação, na extinção pelo consumo dos últimos recursos alimentares e outros pânicos ambientalistas, em sã lógica deveria achar que não está lendo este post, pois a vida e a civilização na Terra já teriam acabado, de acordo com as mesmas aterradoras profecias.

Também deveria acreditar que o planeta virou um astro morto inabitado e inabitável, ou, na melhor das hipóteses, que os últimos humanos estariam morrendo de fome e sede a um ritmo de 100 ou 200 milhões por ano, numa atmosfera mortalmente poluída e num deserto coberto de cadáveres insepultos numa temperatura global se aproximando à de Vênus, ou tal vez em meio a uma Era Glacial.

Então, o que o prezado leitor está fazendo diante da tela de seu dispositivo eletrônico, após ter comemorado as festas do fim do ano?

A pergunta pode parecer atrevimento da nossa parte, mas de fato não é.

Isso foi escrito, anunciando e profetizado em livros, ensaios, entrevistas de rádio e TV, em datas em que a Internet e as redes sociais pareciam um sonho utópico.

Sim, em 1970, quando nasceu o primeiro “Dia da Terra”, os infalíveis gurus, adivinhos e profetas do Apocalipse verde, anunciavam a incontornável agonia e extinção da humanidade e de toda civilização num prazo máximo de 30 anos.

Uma contra-cultura baseada em profecias que jamais se cumpriram. O Earth Day 1970 em Ohio.
Uma contra-cultura baseada em profecias que jamais se cumpriram. O Earth Day 1970 em Ohio.
Hoje esses mesmos arautos do catastrofismo pouco se importam de ter errado – e quão catastroficamente! Eles estão nos governos, na ONU, nas ONGs, leem encíclicas verdes e repetem incansavelmente o mesmo realejo.

Sim, o realejo que o leitor está desmentindo pelo simples fato de existir. Vejamos.

No dia 22 de abril de 1970, densos magotes de ativistas “pacifistas” – pró-comunismo soviético, naturalmente –, de hippies intoxicados, de abortistas frenéticas, de fãs da maconha, de Charles Manson e de Anton LaVey, saíram às ruas dos EUA clamando pelo fim da ordem civilizada em nome do “flower power”, o “poder das flores”, da droga e da anarquia.

Eles pronunciavam uma palavra que poucos conheciam direito, mas que hoje está na boca de todos: “environment” ou “meio-ambiente”.

O evento marcou o nascimento do ambientalismo moderno como movimento.

Sob o influxo das passeatas foi logo criado a Environmental Protection Agency – EPA, espécie de matriarca dos ministérios de Meio Ambiente no mundo todo. Também foram aprovadas as leis de “Ar Limpo, Água Limpa” e das “Espécies em perigo de extinção”.

“Foi uma passada de perna, mas funcionou”, comemorou Gaylord Nelson, depois senador por Wisconsin, tido como pai fundador da ideia do “Dia da Terra”.

Desde então foram comemorados 49 “Dias da Terra” a cada 22 de abril, sendo eles, a partir de 2010, promovidos pela Earth Day Network.

Uma nova revolução começou de mãos dadas com o hippismo, a maconha, o amor livre e o pacifismo pro-soviético. Earth Day 1970 em NYC.
Uma nova revolução começou de mãos dadas com o hippismo, a maconha,
o amor livre e o pacifismo pro-soviético. Earth Day 1970 em NYC.
O que levou a se fazer a manifestação fundadora de 1970?

O jornalista Ronald Bailey, premiado pelos seus serviços em matérias científicas, foi procurar o que diziam os pensadores e líderes do movimento ambientalista em 1970.

Publicou o resultado do inquérito no “ano fatídico” de 2000, no artigo “Earth Day, Then and Now”, na revista Reason Magazine.

Em 2015, o Dr. Mark J. Perry, professor de Economia e Finanças da Universidade de Michigan, recuperou o trabalho de Bailey e ficou pasmo com “a enxurrada de predições apocalípticas” inverificáveis e nunca confirmadas, propaladas pelos magotes contestatários verdes em 1970.

Ele preparou uma lista das 18 mais famosas e estrambóticas, pois, segundo Bailey, “os profetas do fim do mundo não só estavam errados, mas espetacularmente errados”. E as publicou na revista do American Enterprise Institute. 

Desde 2015, os profetas de desgraças tiveram tempo para, pelo menos, moderar seus exageros. Porém, não só não o fizeram mas os agravaram, como achando que com mais fortes berros conseguirão que os homens acreditem em seus presságios mal sucedidos.

A "Terra ardendo": ilustração do site LeonardoBOFF.com para o artigo
de Frei Betto "Amazônia exige novo paradigma", apologia do Sínodo Pan-amazônico..
Todos os blefes e a Teologia da Libertação se osculam sob a férula de Papa Francisco
Eis a lista que elaborou o professor de economia.

(Forçados pelo número desbordante de exageros, tapeações e fraudes, dividimos a matéria deste post em duas partes. Também remitimos à paciência dos nossos leitores as centenas de posts que publicamos neste blog há mais de uma década com as tretas e enganações da propaganda ambientalista)

1. Em 1970, o biólogo de Harvard George Wald achava que “a civilização chegaria a seu fim dentro de 15 ou 30 anos, caso não se aplicassem as ações necessárias diante dos problemas que enfrentava a humanidade”.

2. “Estamos numa crise ambiental que ameaça a sobrevivência da nossa nação e de todo o mundo enquanto lugar habitável pelos humanos” – defendia o biólogo Barry Commoner, da Universidade de Washington, na revista académica Environment.

3. No dia seguinte ao 1º “Dia da Terra”, o jornal “The York Times” alertou em editorial: “O homem deve parar com a poluição e preservar seus recursos (...) para salvar a raça humana de uma deterioração intolerável e sua possível extinção”. (Hoje o bicho papão não é tanto a poluição quanto o CO2, e a referência à “raça humana” é crime verde de “especismo” [segundo o ambientalismo, novo e pior tipo de “racismo” que acredita a espécie humana ser superior às espécies animais ou vegetais]. Trocadas as palavras, o realejo prossegue igual)

4. “De modo inevitável e completo, a população vai crescer mais do que qualquer aumento na produção de alimentos”, profetizava para a revista “Mademoiselle”, em abril de 1970, o endeusado Paul Ehrlich. “A mortalidade de pessoas que morrerão de fome anualmente nos próximos dez anos atingirá pelos menos 100 ou 200 milhões”, acrescentava.

5. “A maioria das pessoas que vai morrer no maior cataclismo da história humana já nasceu”, escreveu Ehrlich em 1969, no ensaio “Eco-Catástrofe!”.

A grande mídia deu cobertura excepcional ao 1º Earth Day com comentários até delirantes.
A grande mídia deu cobertura excepcional ao 1º Earth Day com comentários até delirantes.
E explicava: “Por volta de [1975], alguns especialistas acham que a falta de alimentos no mundo terá atingido tal nível, que teremos fomes de proporções inacreditáveis. Outros especialistas mais otimistas pensam que a extinção da população por falta de comida não acontecerá antes da década de ‘80”.

6. Mas o cenário mais alarmista foi esboçado por Ehrlich na edição especial da revista “The Progressive” consagrada ao Dia da Terra de 1970.

Ele garantiu aos leitores que entre 1980 e 1989 morreriam por volta de 4 bilhões de pessoas, inclusive 65 milhões de americanos, no que ele chamava de “Great Die-Off” (algo como “a grande morte final”).

7. “Já é tarde demais para evitar a fome de massa”, declarava por sua vez Denis Hayes, organizador chefe do Dia da Terra, no número da primavera de 1970 da revista “The Living Wilderness”.


Anos '60: quando o pânico na moda
era a fome e a superpopulação do Planeta



Continuaremos no post do próximo domingo: “Profecias” catastroficamente erradas do “fake apocalipse” verde! –2


domingo, 22 de dezembro de 2019

Santo Natal e Feliz Ano Novo !

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Achar que o CO2 decide o clima
é como crer em magia, diz professor do MIT

Conferência do prof. Richard S Lindzen acreditar que o CO2 controla o clima está muito perto de acreditar em magia
Conferência do prof. Richard S Lindzen: acreditar que o CO2 controla o clima
está muito perto de acreditar em magia
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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Richard S. Lindzen professor Alfred P. Sloan de Ciências Atmosféricas ensinou no Massachusetts Institute of Technology – MIT até 2014.

Em abril de 2017 ele publicou o texto de sua conferencia pública sobre as mudanças no clima, disponível no site Merion West.

Nela, logo de inicio manifesta seu espanto com os alarmismos espalhados com muita desonestidade a respeito de mudanças climáticas, enganando o público não especializado.

Segundo ele, não existe o propalado consenso de 97% de cientistas em torno de um real aquecimento da Terra. Trata-se de um golpe estatístico já refutado por especialistas em enquetes.

Não há base para alarmismos ou catastrofismos. Há, porém, um catecismo do politicamente correto que manda pensar assim. E o cientista que não repete o catecismo não obtém verba do Estado, que monopoliza as aplicações no setor.

Por isso, não papagaiar esse catecismo será com certeza um suicídio para um jovem cientista e o forçará a incluir a “mudança climática” ou o “aquecimento global” em seu trabalho, ainda que não tenha relação com ele.

É presunção ridícula achar que o aumento do CO2 faz mal. Não obstante, esse gás deve ser demonizado em qualquer projeto que queira ser financiado, explicou o prof. Lindzen.

O CO2 é bombeado nas estufas para acelerar o crescimento das plantas.

A insistência em dizer que tal ano foi um dos “mais quentes desde que se tem registro” resulta de uma manipulação estatística, porque o tal aquecimento cessou nos últimos vinte anos.

O simples leigo fica confundido com a ideia de que basta tirar uma média de todas as temperaturas do planeta para se ter o “aquecimento global”.

O que quer dizer uma média entre a temperatura de um deserto quente como o Vale da Morte na Califórnia e o das neves eternas do monte Evereste? – perguntou o prof. Lindzen.

É algo como fazer uma média de todos os números de telefone que possam existir, ironizou o professor.

Ele destacou a prevalência da análise qualitativa para concluir sobre a evolução do clima.

O não-cientista pode ser facilmente enganado. Por exemplo, a respeito de nível dos oceanos. Também o nível da terra seca muda em função do movimento das placas tectônicas! Tudo na Terra está em movimento.

Expansão crescente do gelo antártico. A linha verde indica a média.
Porém, a mídia sensacionalista faz crer que o derretimento é gravíssimo.
Ainda assim, em 1979 começamos a medir com satélites o nível dos mares.

A surpresa foi que não obtivemos resultados muito diferentes dos recolhidos pelos métodos antigos. As diferenças foram tão pequenas que não permitem supor mudanças desastrosas.

Os temores a respeito obedecem antes a critérios propagandísticos que científicos.

Outro caso. A observação do Ártico e da Antártica com satélites começou em 1979. Todo ano se verifica um acentuado ciclo de diminuição da superfície gelada no verão e de crescimento no inverno.

O período de tempo em que este fenômeno vem sendo observado já é de 40 anos. Em termos de mudança climática, é um intervalo bem breve. 

Porém, tenta-se extrapolar os resultados de um período tão breve para futuros remotos, o que é obviamente inadequado.

Se fôssemos extrapolar desse modo os dados da temperatura terrestre colhidos no dia e na noite, poderíamos ter prognosticado que o mundo neste momento estaria fervendo. É ridículo.

Incorre-se no mesmo ridículo extrapolando os dados da cobertura de gelo ártico, restritos a poucas décadas.

Em 1922 houve preocupação com um eventual desaparecimento do gelo ártico. Depois voltou a crescer. A preocupação não é só de hoje. O novo é o exagero propagandístico.

Todo o que se pode dizer a respeito do gelo ártico é que as oscilações constituem um dos numerosos fenômenos interessantes na Terra para os quais não temos nem mesmo registros suficientes.

Além do mais, o derretimento dos polos provavelmente não contribuirá para um aumento do nível dos mares.

O curioso é que a abertura de uma passagem náutica pelo polo foi sempre uma aspiração considerada altamente conveniente e desejável para o transporte mundial.

A foto é pitoresca, mas a exploração é demagógica.
Os ursos polares protegidos se multiplicam até perigosamente.
E eis que agora é vista com alarmismo e pânico!

O que fica em pé é a ironia atribuída a Henry Louis Mencken: “o cerne da praxe política é manter a população alarmada com uma série intérmina de espantalhos, imaginários na maior parte”.

O movimento ambientalista foi bem mais longe até do que dizia Mencken.

A pilhéria do urso polar

Al Gore e seus imitadores encontraram um bom álibi no perigo de extinção do urso polar.

Exploraram a imagem patética trabalhada em algum photo shop de um urso polar boiando num resto de gelo.

Mas Susan Crockford, especialista na evolução dos ursos polares, mostrou que houve significativa diminuição deles no passado, porque eram caçados comercialmente.

Isso favoreceu leis que interditaram a caçada. O resultado é que agora o número deles aumentou em tal medida que foi necessário voltar a permitir sua caça.

Não há prova de que as alterações da população dos ursos polares tenham algo que ver com as mudanças climáticas.

A acidificação dos oceanos

A acidificação dos oceanos é mais uma dessas obscuras denúncias que não resistem à análise, disse.

O público se alarma com o vocábulo “ácido”, mas o fato é que os oceanos estão mais perto daquilo que em química se denomina “base” do que um “ácido”, e a tendência verificada vai mais na linha de um ligeiro aumento da “base” que neutraliza o “ácido”.

Como é costumeiro, há demasiados erros nesses alarmes.

A suposta morte de recifes de corais está relacionada com a “acidificação” dos oceanos. É um típico alarmismo oco.

O “aquecimento global” como causa de tudo

Exemplo de livro apocalíptico desmentido mas reeditado.
O resultado é que o “aquecimento global” é indiciado como causa de tudo o que pode haver de danoso. Este viés verbal atingiu o absurdo.

Alguns absurdos são por demais evidentes, como a balela propagada pela revista Nation segundo a qual o CO2, embora não tenha sido percebido, é altamente venenoso!

Pelo contrário, ele é essencial para a vida de nosso planeta!

Nossos submarinos e estações espaciais consideram que níveis muito altos de até 5000 ppm [partes por milhão, ou 5000 moléculas de cada milhão na atmosfera] de CO2 no ar que respiram os tripulantes estão dentro da margem de segurança.

Mas os alarmistas gritam porque a Terra atingiu níveis de apenas 400 ppm [0,04% da atmosfera]!

O artigo da Nation chegou à bizarrice de dizer que o “efeito estufa” aqueceu a temperatura do planeta Vênus até os altíssimos níveis atuais [457ºC].

Qualquer um sabe que a alta temperatura da superfície de Vênus é devida à proximidade do sol e à presença de densas nuvens de ácido sulfúrico envolvendo aquele planeta.

O planeta Marte tem muito mais CO2 que a Terra: sua atmosfera é composta em 95,32% por CO2, mas não aqueceu globalmente. Pelo contrário, é muito mais frio que a Terra [importantes oscilações em torno de -50ºC].

Analisando os alarmistas, temos visto repetidamente que estão burlando a opinião pública e que os dados científicos constituem para eles meros detalhes.

Conclusões

A acumulação dessas invenções na mídia é apresentada como ‘esmagadora evidência’ de uma catástrofe que se aproxima. Mas vendo o que os catastrofistas dizem, podemos nos perguntar se eles têm prova do que quer que seja.

Para concluir, as alegações de mudanças climáticas justificaram numerosas políticas que na maior parte das vezes fizeram mais mal do que bem. E têm capacidade para gerar ainda mais males.

O melhor que se pode dizer dessas iniciativas é que, apesar de seu imenso custo, terão pouco impacto nos níveis de CO2.

Dediquei muito tempo ao estudo do caso das perturbações do CO2 na atmosfera do planeta, disse o prof. Lindzen, e acabei achando que supor que esse gás possa mudar o clima é algo muito próximo de acreditar na magia.

Mas os catastrofistas dizem que é preciso acreditar na ‘ciência’. Se for assim, tal ‘ciência’ teria virado uma ‘crença’ e deixado de ser um sistema de conhecimento.










domingo, 8 de dezembro de 2019

Neo-paganismo com pele ambientalista há anos denunciado na França, hoje triunfa no Vaticano

Embora pareça macumba, não o é.
É o papa Francisco adorando a Pachamama nos jardins do Vaticano.
Revista francesa há anos havia identificado
o paganismo incubado no movimento ecológico.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Há alguns anos, a revista “Nouvelles de France” foi em busca da causa da propaganda que distorce os fatos a respeito do “aquecimento global”.

Ela concentrou a análise na parcialidade de certa mídia obsessivamente voltada contra os cientistas que reagem com seriedade diante da falta de base na realidade da propaganda do “aquecimento global”.

De início, ela descartou aquilo que considerou “teses sempre fáceis demais”, que põem a culpa em lobbies econômicos satanizados ou em algum complô internacional.

Pesquisando a origem do mito aquecimentista, a revista encontrou, no fim dos anos 1960, a motivação ideológica que alimenta essa fantasia.

Ela a achou nos tempos da explosão do movimento hippie, do pacifismo e do esquerdismo cultural alimentado por Moscou contra os países livres e prósperos.

Na revista Science (vol. 155, pág. 1203), já em 1967 se encontra a seguinte frase, de autoria do historiador Lynn White Jr.:
“Nós continuaremos padecendo um agravamento da crise ecológica se não recusamos o axioma cristão segundo o qual a única razão de ser da natureza é servir ao homem”.
Para a publicação francesa, essa afirmação condensa o ponto de partida do ecologismo radical hodierno: a proclamação filosófica de que “o homem não tem direito algum sobre a natureza. Pelo contrário, deve se submeter a ela, e, se não o fizer, a deusa Natureza vingar-se-á, por exemplo com o aquecimento global”.

Ela reproduzia também palavras de Maurice Strong, secretário-geral da Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente de 1970 a 1972; secretário-geral da ECO-92 no Rio de Janeiro, em 1992, e até 2005 conselheiro especial de Kofi Annan (então secretário geral da ONU) para questões ambientais:

“É possível que cheguemos a um ponto em que, para salvar o mundo, a solução será o afundamento da civilização industrial”.

Tal pensamento condensa um segundo aspecto da filosofia ambientalista radical:

“O ódio da sociedade industrial, que seria culpada de submeter a natureza por meio do trabalho humano”.

O Programa para o Meio Ambiente das Nações Unidas, dirigido originalmente por Strong e publicado em junho de 1990 com o título “Uma só Terra” (“Only One Earth”), convocava a celebração de um dia de reflexão sobre a atitude dos homens em relação à Terra.

Esse documento, de fato, é um manual de orações que deveriam ser recitadas nesse dia.

Adoração panteísta de ídolos censados representar a Pachamama, ou 'Mãe Terra' no Vaticano
Isso já não tem nada que ver com a ciência nem com a política da ONU. O Programa entra decididamente no âmbito religioso, ou – explicava a revista francesa – no neo-paganismo.
Eis o início da primeira prece. As outras são do mesmo teor e concluem com um Aleluia dedicado ao planeta:

“Ato de contrição.

Nós nos esquecemos daquilo que somos.

Nós nos afastamos da evolução do cosmos.

Nós nos separamos dos movimentos da terra.

Nós demos as costas aos ciclos da vida”.
Em 1997, tendo sido atribuído a Christine Stewart, então ministra do Meio Ambiente do Canadá, a apresentação de dados climáticos falsificados, ela respondeu descaradamente:
“Pouco importa que a parte científica seja completamente falsa, há benefícios colaterais para o meio ambiente...

“A mudança climática nos fornece a melhor chance de trazer justiça e igualdade ao mundo.

“É um excelente meio para redistribuir as riquezas”.

Eis – concluia “Nouvelles de France” – a terceira coluna do templo ecologista: a utopia político-social, que acreditávamos varrida da história em 1991 com a queda do comunismo.

Retrocesso de civilizados à adoração panteísta da natureza.
Ontem só se falava. Agora se faz. E no Vaticano, presidida por um Papa!

Ela visa organizar um “decrescimento” com dano para os “ricos”, até que estes fiquem iguais aos “pobres”.

Em suma:

— naturalismo filosófico;

— recusa da indústria, do trabalho humano, da civilização e do progresso;

— neopaganismo;

— igualitarismo (marxista?)


“Nouvelles de France” conclui, dizendo que há uma coerência nessas colunas: o “retorno à selva”, tão amado nos círculos neopagãos.

Segundo estes, houve um estilo de vida não cristão numa época abençoada onde não havia nem ricos nem pobres.

Naquela época todo o mundo vivia primariamente, com um mínimo de agricultura e de artesanato.

A humanidade, então, estava convencida de que só havia um grande mestre: a Natureza, venerada na figura de certas árvores ou mananciais.

Quando “Nouvelles de France” constatou há anos essas posições religiosas pagãs -- e de um comunismo utópico -- na fonte da revolução ecologista, o achado pode ter parecido imaginário demais.

Apalhaçada "procissão" da superstição da Pachamama pelo Vaticano.
Um triunfo supremo da Teologia da Libertação comuno-tribalista
Nosso blog, há anos recolhe essas informações nas suas pobres páginas, e as  divulga na continuidade do pensamento-denúncia do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira.

Podem ter parecido imaginativas demais.

Hoje estão diante dos olhos e na boca de todos. Basta ter dado uma olhada na preparação, no desenvolvimento e nas conclusões do Sínodo Pan-amazônico, e da Encíclica 'Laudato Si' que o preparou.

O, aliás ridículo e anticristão, culto da Pachamama no Vaticano foi a mais estonteante confirmação.



domingo, 1 de dezembro de 2019

O realejo dos pânicos verdes ainda toca no Vaticano

A profecía: milhões de pessoas morreriam de fome nos anos 70. A Índia superlotada estava condenada irremediavelmente e “a Inglaterra deixaria de existir por volta do ano 2000”
A profecía: milhões de pessoas morreriam de fome nos anos 70.
A Índia superlotada estava condenada irremediavelmente
e “a Inglaterra deixaria de existir por volta do ano 2000”
Luis Dufaur






Pela metade dos anos 60 do século XX foi moda na política e na mídia espalhar visões de pesadelo sobre uma desastrosa saturação populacional da Terra.

Em 1966, o escritor Harry Harrison publicou a apavoradora novela de ficção intitulada “Make Room! Make Room!”, em que imaginava massas humanas disputando os escassos recursos da terra em fase de extinção. O livro inspirou o filme ecolo-infernal “Soylent Green” (“No Mundo de 2020” / “À Beira do Fim”)

O duo pop Zager & Evans batia recordes cantando “no ano 2525, se o homem ainda estiver vivo”. A canção martelava que a humanidade estava esgotando demencialmente os recursos da Terra, numa mensagem ecológica.

Em 2015, The New York Times elaborou um documentado dossiê e vídeo sobre aquela onda de pânico irracional.

2015: Ehrlich, não se arrepende de suas falsas profecias. Ele diz que sua intenção continua incólume: “conscientizar” da catástrofe que estaria despencando sobre nós.
2015: Ehrlich, não se arrepende de suas falsas profecias.
Ele diz que sua intenção continua incólume:
“conscientizar” da catástrofe que estaria despencando sobre nós.
Numa perspectiva histórica quem viveu aqueles anos custa imaginar como foi possível que personagens importantes e grandes organismos políticos, religiosos e midiáticos puderam acreditar e se transformar em apóstolos dessa irrealidade hoje incompreensível.

Anos e até décadas depois as mesmas fake news -- naquela época nem se conhecia a expressão, mas se espalhavam à vontade -- são repetidas até em encontros promovidos pela Santa Sé, como se seus envelhecidos arautos não tivessem percebido que precisam trocar de "profecia".

Segundo o documentário, ninguém foi “mais influente ou mais aterrorizador que o biólogo da Universidade de Stanford, Paul R. Ehrlich, com seu livro ‘A bomba populacional’”.

A partir de 1968, a ’jeremiada’ de Ehrlich pressagiava um apocalipse inevitável. Ele socava as mentes, nos termos do jornal nova-iorquino, declarando que “a batalha para alimentar a humanidade estava perdida”.

Ehrlich pregou de público que centenas de milhões de pessoas morreriam de fome nos anos 70, dos quais 65 milhões seriam americanos. A Índia superlotada estava condenada irremediavelmente e “a Inglaterra deixaria de existir por volta do ano 2000”.

Ele não se contentava com as mortes maciças e em 1970 alertava que “em algum momento dos próximos 15 anos, chegará o fim”. Por “fim” ele entendia “um colapso total da capacidade do planeta para sustentar a humanidade”.

O pânico induzido contra uma superpopulação nunca se verificou. A humanidade cresceu, o número de pobres diminuiu vertiginosamente. Mas, a 'revolução verde' tenta reviver temores falsos de meio século atrás.
O pânico induzido contra a superpopulação foi uma fraude.
A humanidade cresceu, o número de pobres diminuiu vertiginosamente.
Mas, a 'revolução verde' tenta reviver temores falsos de meio século atrás.
A Inglaterra e a Índia hoje melhoraram bem e não houve as centenas de milhões de mortes pela fome que ele vaticinou.

A população do planeta duplicou, supera os sete bilhões, o número dos pobres diminui vertiginosamente e a produção de alimentos e energia se multiplicou assombrosamente.

Como semelhantes predições apocalípticas hoje manifestamente inverossímeis puderam algum dia ser adotadas como figurinos da política, da religião e da mídia?

Na série Retro Report, The New York Times decidiu dedicar um espaço especial com documentários analisando o esquisito mecanismo difusor de pânicos irracionais que tomou conta dos anos 60.

O caso interessa muito ao presente, quando análogos pânicos igualmente ilógicos são difundidos produzindo efeitos semelhantes.

Decorridos 47 anos, o Dr. Ehrlich não somente não faz o mea culpa pelo crasso erro cometido, mas, muito pelo contrário, interrogado pelo jornal, afirma que as datas que anunciou não têm importância alguma.

Para ele, o fim vem de qualquer jeito e é necessária uma drástica diminuição da natalidade e da própria humanidade já nascida. Se os homens não aceitarem praticar métodos voluntários, um acordo mundial deverá fixar “diversas formas de coerção”, como eliminar os auxílios sociais e previdenciários ou cortar as deduções tributárias aos que têm filhos.

Esse profeta da ecologia global diz que permitir às mulheres ter os filhos que desejarem é tão grave como permitir que qualquer um “possa jogar todo o lixo descartado no jardim do vizinho como bem entende”.

As declarações hodiernas desse porta-voz do mundo ecologicamente educado são de tal maneira ominosas, que causariam vertigem nos crentes de outrora em seus medos pelo suposto esgotamento dos recursos planetários, escreve o jornal.

Até o presidente Nixon dos EUA acreditava no mito e pregava cortar o crescimento da população.
Até o presidente Nixon dos EUA acreditava no mito
e pregava cortar o crescimento da população.
Mas, felizmente, não ficaram só ambientalistas fanáticos daquela década. Certos líderes verdes radicais modificaram seu palavreado. Stewart Brand, fundador do Whole Earth Catalog, aberto à contracultura radical chic e anarquista, respondeu ao Retro Report: “Talvez o fim não virá porque aquele raciocínio estava errado”.

No entanto, os defensores do bom senso continuam sofrendo um tratamento injusto. Por exemplo, Norman E. Borlaug, o biólogo que ganhou o Prêmio Nobel e o título de “o homem que salvou um bilhão de vidas” e que é tido como pai da revolução agro-industrial, ou agronegócio, e da utilização maciça dos OGM.

Borlaug sublinha que a falta de recursos em algum lugar do planeta é sempre resultado da incompetência e da corrupção dos governos e dos responsáveis locais.

O problema é que os supostos defensores da ecologia e da humanidade sabotam a aplicação da tecnologia já dominada e disponível para suprir as carências planetárias.

Fred Pearce, especialista britânico em população global, não está preocupado com o fantasma de a Terra ter habitantes em excesso. A sua verdadeira preocupação é com a baixa taxa de natalidade que não permite a reposição da população, e não só nos países industrializados.

A China implantou o regime forçado do "filho único" para conter a população. Hoje está ameaçada por falta de mão de obra que sustente o país.
A China implantou o regime forçado do "filho único" para conter a população.
Hoje está ameaçada por falta de mão de obra que sustente o país.

Por isso ele escreveu em 2010 o livro-denúncia The Coming Population Crash and Our Planet’s Surprising Future (A próxima débâcle populacional e o surpreendente futuro do nosso planeta), publicado pela Beacon Press.

Porém, os modelos demográficos da ONU calculam um auge de nove bilhões de habitantes por volta de 2050 e predizem cenários estarrecedores.

Porém, fora da ONU, as projeções demográficas divergem muito.

A inoculação do pânico fica patente, diz o jornal, na manipulação dos números da densidade populacional. A ideia dos semeadores de pânico, na ONU e alhures, é que as grandes concentrações populacionais são uma fonte infalível de pobreza e males sociais.

Mas, segundo a ONU, os três lugares com a maior densidade populacional são o Mônaco, Macau e Singapura. Nenhuma dessas cidades-estado entra, nem mesmo muito remotamente, na categoria dos casos desesperados apontados pelos pontífices do apocalipse ambientalista, da desigualdade intrinsecamente geradora de fome e de injustiças.

Tampouco o crescente consumo nos países mais ricos pode ser visto como uma ameaça ao planeta, escreveu o Dr. Pearce em 2010 na revista britânica Prospect.

A maior parte do crescimento do consumo aconteceu em países ricos que acolheram números substanciais de imigrantes. E esses passaram a viver segundo os padrões de consumo mais elevados de suas novas pátrias, constatou Pearce.

Em poucas palavras, o aumento do consumo das populações aconteceu sem dano global relevante e com largos benefícios para imensas camadas da humanidade, especialmente as mais pobres.

Com as novas tecnologias, a Índia aumentou a produção de alimentos, atende suas necessidades e ainda exporta.
Com as novas tecnologias, a Índia aumentou a produção
de alimentos, atende suas necessidades e ainda exporta.
Os pânicos abstrusos relacionados com o espectro de um planeta superlotado diminuíram. Porém, eles continuam latejando à sombra dos pavores ligados às mudanças climáticas, aquecimento global e conexos, diz o Dr. Pearce.

O slogan “crescimento populacional zero” (“zero population growth”) foi um grito de batalha que não se ouve muito em nossos dias.

Mas, o fanatismo dos disseminadores do pânico do fim do mundo não cessou.

O próprio Dr. Ehrlich, hoje com 83 anos, não se arrepende de suas sinistras e falsas profecias. Ele diz que não repetiria tudo o que disse, mas que sua intenção continua incólume: “conscientizar” da catástrofe derradeira que estaria despencando sobre nós.

Mas essa catástrofe apocalíptica se parece cada vez mais com uma intenção de bloquear o progresso da humanidade, de impedir a organização hierarquizada e harmônica dos homens entre si, com famílias numerosas e no regime de propriedade privada, livre iniciativa e consumo brilhante.

Ehrlich continua convencido de que o Dia do Juízo Final está na volta da esquina. Indagado pelo Retro Report de The New York Times se repetiria suas pregações dos anos 60, o pontífice do terror verde respondeu que hoje “minha linguagem seria ainda mais apocalíptica”.

O Retro Report elaborou um cuidadoso documentário financiado em parte pelo Pulitzer Center on Crisis Reporting. O vídeo não visa o lucro e foi resultado do trabalho de 13 jornalistas e 10 auxiliares.

O leitor pode vê-lo em seguida.

Mas prepare-se para uma surpresa: vai encontrar os maiores potentados da Terra, que o leitor talvez conheceu ou ouviu falar, fazendo seus os discursos mais aberrantes e mais contrários ao bem da humanidade.

Pelo contrário, pareciam inebriados pelos aplausos que atrairia seu gesto salvador apoiado num largo consenso, sem atentar para o inumano absurdo que estavam espalhando. Porém,hoje seus êmulos fazem girar o mesmo realejo até desde o Vaticano e sempre em nome da ecologia.


Vídeo: O realejo da ‘bomba populacional’ que nunca explodiu