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terça-feira, 15 de outubro de 2019

Karl Marx: o profeta anticristão da vida tribal,
e o Sínodo Pan-amazônico

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Voltar à vida tribal – e por que não na caverna? – é o objetivo da evolução sonhada por Karl Marx como desfecho da luta de classes. Como ?

A explicação foi fornecida pelo psicanalista marxista Erich Fromm (1900-1980), célebre entre os comunistas mais iniciados.

Fromm dirigiu a Escola de Frankfurt desde 1930 (o Frankfurter Institut für Sozialforschung).

Também foi um dos homens chaves na criação do marxismo freudiano, doutrina que está demolindo nossa civilização enquistada na Revolução Cultural.

A afinidade do pensamento do fundador do comunismo – e, de Fromm é claro – com o ecologismo mais extremado e com o comuno-progressismo que está tirando a máscara no Sínodo Pan-amazônico não poderia ser mais plena.

Fromm acrescenta uma grossa e apimentada dose de liberalismo sexual tirada de Sigmund Freud, para destruir a moral e a família.

Com essa fedorenta mistura ele formula teses que hoje saem das bocas dos propugnadores da revolução ambientalista e do progressismo instalado nas mais altas cátedras da Igreja Católica.

Se Fromm tem algum mérito é o da clareza anticristã. Por isso mesmo é facilmente glosado pelos fautores do comunismo tribalista.

Cerimônia evoca divindades primitivas no jardim vaticano em prévia do Sínodo Pan-amazônico
Cerimônia evoca divindades primitivas no jardim vaticano
em prévia do Sínodo Pan-amazônico
Embora escritos há meio século, os textos de Fromm vezes nos dão a impressão de estar lendo os mais autorizados arautos da revolução eclesiástica e a do ecologismo mais descabelado.

Assim, não estamos citando os místicos mencionados na encíclica ‘Laudato si’ quando reproduzimos a Fromm escrevendo:

“A luta de Marx contra Deus é contra o ídolo que chamam de Deus.

“O ateísmo de Marx é a forma mais adiantada de misticismo racional, mais próximo de Meister Eckhart ou do Budismo Zen”.

E eis ainda o freudo-marxista nos descrevendo o idílico, mas falso, estado “do homem originário” sonhado pelo comuno-tribalismo:

“O homem, antes de ter consciência de si próprio vive em união com a natureza (...).

“O processo da História é aquele graças ao qual o homem desenvolve suas qualidades (...), e uma vez haja atingido a plenitude da humanidade, pode regressar à perdida união com o mundo”.

Em poucas palavras, a revolução freudo-marxista quer nos fazer cair no estado mais primitivo que imaginar se possa.

Mas a recaída no primitivismo irracional dos “povos originários” terá um novo componente, segundo Marx.

Por vezes o ouvimos mencionar nas homilias progressistas mas em termos enigmáticos: “a reconciliação do homem consigo mesmo, com a natureza e com seu semelhante, baseada no fato de o homem ter gerado a si próprio no decurso da História”

Essa esotérica formulação é esclarecida pelo próprio Fromm. Ele põe como exemplos as revoluções que o prof. Plinio Corrêa de Oliveira de um ponto de vista oposto, mostra serem um só processo.

Isto é, o processo revolucionário para a implantação do igualitarismo filho do orgulho e da imoralidade mais extremados soprada pelo antros revolucionários como doutrina “messiânica”. De um messianismo infernal, é claro.

Erich Fromm
Erich Fromm
Não é um erro tão novo. Já germinava nas explosões das seitas heréticas mais perversas da História, como reconhece o autor que citamos.

“A ideia messiânica – desenvolve Fromm – foi expressa em formas ainda mais radicais nas seitas cristãs anteriores à Reforma.

“Sem embargo, o curso principal do pensamento messiânico após a Reforma (...) exprimiu-se nas grandes utopias do Renascimento, (...).

“Foi manifestado no pensamento dos filósofos do iluminismo e das revoluções francesa e inglesa.

“Encontrou sua última e mais completa expressão na conceituação do socialismo feita por Marx”.

Três Revoluções: a Protestante, a Francesa e a Comunista, cada uma engendrando a outra, para implantar uma utopia orgulhosa e sensual.

Este processo conduzido hoje pelo ecologismo comuno-tribalista rumo à utopia de Marx e de Freud é o bem.

Então, onde está o mal?

Fromm ecoa Marx e não deixa dúvidas: o mal atingiu sua plenitude na autoridade espiritual que tinha a Igreja Católica na Idade Média.

Fromm, embora ateu, não teme se assemelhar a certos discursos do Papa Francisco.

Papa Leão XIII
Papa Leão XIII
E então se volta contra o caráter sacral e hierárquico da Igreja naquela época feliz que o Papa Leão XIII definiu com toda justiça e propriedade:

“Tempo houve em que a filosofia do Evangelho governava os Estados.

“Nessa época, a influência da sabedoria cristã e a sua virtude divina penetravam as leis, as instituições, os costumes dos povos, todas as categorias e todas as relações da sociedade civil.

“Então a Religião instituída por Jesus Cristo, solidamente estabelecida no grau de dignidade que lhe é devido, em toda parte era florescente, graças ao favor dos Príncipes e à proteção legítima dos Magistrados”.

(Encíclica “Immortale Dei”, 1º-XI-1885, Bonne Presse, Paris, vol. II, p. 39)

Fromm não cessa de sublinhar a importância da concatenação das Revoluções Protestante, Francesa e comunista para combater toda autoridade, estabelecer o liberalismo moral mais absoluto.

Essa é a via de Marx para fazer desaparecer o Estado e estabelecer uma autogestão de indivíduos cooperando voluntariamente como na tribo primigênia por eles inventada.

Para o que?

Para fazer o que Marx formulou rombudamente: que o homem “gire em torno de si mesmo e, portanto, de seu verdadeiro sol.

Exaltação do primitivismo na prévia do Sínodo Pan-amazônico
Exaltação do primitivismo na prévia do Sínodo Pan-amazônico
“A religião é apenas um sol fictício que se desloca em torno do homem enquanto este não se move em torno de sí mesmo (...)

“A crítica da religião termina com a ideia do homem como ser supremo para si próprio”. (“Introdução à crítica da ‘Filosofia do Direito’ de Hegel. Crítica da Religião”, pág.189).

Em suma a utopia místico tribalista que hoje se fala em volta do Sínodo Pan-amazônico.

Não é uma mera glosa verde de Karl Marx, mas um eco coletivo do “Não servirei” que se ouviu no Céu, logo antes de seu fautor ser precipitado nos abismos dos quais não saiu mais...

O espaço não permite estender-nos o necessário.

Por isso, nos posts seguintes continuaremos com o Elogio da Tribo Primitiva nos escritos do pai do comunismo, comentados pelo seu autorizado discípulo.

(Citações de: Erich Fromm, “Conceito marxista do homem - Manuscritos Económicos e Filosóficos de 1844 de Karl Marx”, Zahar Editores, Rio, 1975, 222 págs., 6ª ed.)


segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Segure o riso: a ONU pediu comer menos carne para conter o aquecimento global

Não é a vaca que ficou loca, foi o IPCC!.
Não é a vaca que ficou louca, foi o IPCC!.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Em 2015, os países membros da ONU assinaram o Acordo de Paris para “manter o aumento da temperatura média global em bem menos de 2°C acima dos níveis pré-industriais e de envidar esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais”, entre outras metas.

Esse objetivo logo se verificou inviável. Os EUA saíram do Acordo e vários outros países que bancavam de arautos de sua aplicação trapaceavam fingindo uma execução que não faziam, por interesses nacionais e também porque impossível.

Em nome desse quimérico Acordo uma comissão da ONU produziu agora um relatório-sofisma para dar visos de objetividade a essa exigência ambientalista, noticiou “Clarín” de Buenos Aires.

Segundo ele, a humanidade só poderá atingir a meta de conter o aquecimento global se muda o uso da terra e transforma seus hábitos alimentares.

Uma das principais recomendações com essa finalidade é que os homens comam menos carne e mais vegetais.

Essa conclusão precisou de cinco dias de reuniões de especialistas escolhidos para a 50ª sessão do Grupo Intergovernamental de Especialistas de Mudança Climática das Nações Unidas (IPCC pela sua sigla em inglês).

O IPCC tal vez seja hoje um dos mais famigerados grupos políticos de pressão da terra, embora se apresente enganosamente como um cenáculo de cientistas.

O tema declarado do relatório é convocar os países signatários a “uma melhor gestão do solo que pode contribuir a conter a mudança climática”.

E acrescenta cautelosamente “embora não seja a única solução”.

O relatório foi concebido para influenciar a cúpula anual da ONU que acompanha as medidas contra as mudanças climáticas marcada para dezembro em Santiago do Chile.

Ninguém provou que poupando o gado, o clima esfriou na Índia.
Ninguém provou que poupando o gado, o clima esfriou na Índia.
A reunião também é conhecida como COP 25, ou 25ª sessão da Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (CQNUMC, ou UNFCCC em inglês).

Este quilométrico nome se aplica a uma Babel burocrática inaugurada na ECO-92 no Rio de Janeiro que todo ano é agigantada com fabulosa concentração de políticos, e é muito criticada pelas faraônicas despesas dos funcionários para satisfazer exigências ambientalistas crescentes em extremismo e fantasia.

O famigerado Acordo de Paris é um desses subprodutos que passou na COP 21 reunida entre 30 de novembro a 12 de dezembro de 2015. A administração do presidente Bolsonaro acenou com tirar o Brasil desse acordo, mas ficou no aceno.

O Acordo de Paris hoje fornece a maior plataforma de ataques ecologistas contra o Brasil.

O relatório do IPCC para a COP 25 recomenda aos governos políticas florestais e agrícolas, e políticas modificar as preferências e gostos alimentares de seus cidadãos.

A ingerência nos costumes cotidianos das pessoas será feita promovendo dietas menos carnívoras que reduzam a população obesa ou com excesso de peso, que órgão da ONU fixa em próxima aos 2 bilhões de pessoas pelo mundo todo.

A preocupação ‘verde’ não é mais a mesma dos ‘vermelhos’ com a fome. O mal máximo é a abundância de alimentos que se verifica a todos os níveis, inclusive do descarte.

O relatório calcula que 25 a 30% dos alimentos produzidos no planeta são desperdiçados, dado que costumam explorar demagogicamente os ativistas da Teologia da Libertação.

O objetivo explícito é impedir o desmatamento e insistir obsessivamente na redução das emissões de CO2, suposto principal causador da “catástrofe climática”.

A pirueta explora um fato de bom senso – não desperdiçar alimento válido – mas visa chegar a um objetivo ideológico dissimulado.

Quem pagará a conta somos nós pois nos será dificultado o consumo de churrascos e pratos feitos com carne

Durante milênios, bilhões de homens comendo carne deveriam ter transformado a Terra num inferno hiper-aquecido
Durante milênios, bilhões de homens comendo carne
deveriam ter transformado a Terra num inferno hiper-aquecido
A relatório da ONU elogia uma dieta mais vegetariana, ou vegana, voltando a acusar o gado de emitir gases de efeito estufa e prejudicar o bom uso da terra e da água.

Acrescenta ainda que vários milhões de quilômetros quadrados de terra poderão ser liberados da praga do gado até 2050.

A imensa extensão visada mostra a radicalidade do objetivo, dissimulado detrás de um linguajar burocrático e pseudocientífico.

Propõe-se também mais uma vez, retomar as práticas agrícolas, pecuárias e florestais das populações indígenas tradicionais. É obvio que essas práticas primitivas provocariam uma carência generalizada de carne.

Considere-se que no Brasil por exemplo não existiam bovinos, suínos, ovinos, caprinos e equinos antes da chegada dos portugueses, animais que as “populações indígenas tradicionais” desconheciam completamente.

Mas o documento elogia “sua experiência” inexistente, porque “pode contribuir para os desafios das mudanças climáticas, segurança alimentar, conservação da biodiversidade e combate à desertificação”.

O sofisma poderá calhar muito bem num Sínodo Pan-amazônico dominado pelas tendências ecologistas e tribalo-comunistas que estão se manifestando escarrapachadamente.

Leia-se: que os governos combatam o consumo de carne, tal vez até a extinção, em países como o Brasil.

Por vez primeira na história, o IPCC da ONU estabelece uma relação direta entre mudança climática e conservação da terra, como se incontáveis gerações de homens produtores nunca tivessem percebido durante milênios.

Tal vez percebendo a fraqueza de seus sofismas, o IPCC acrescenta um medo colateral para tornar engolível a proposta: o aumento de secas em regiões diversas atribuídas, mais uma vez, ao aquecimentismo obsessivo.


domingo, 22 de setembro de 2019

Pedido aos Padres Sinodais: que a Igreja na Amazônia espelhe a Santa Face de Cristo!

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Prezados leitores de “Verde: cor nova do comunismo”:

Não é costume deste blog veicular petições ou abaixo assinados, ainda que muito bem-intencionados.

Porém, desta vez, o Brasil e a América do Sul sofrem uma ameaça até agora nunca imaginada.

Corremos o risco de cair numa das piores formas de comunismo e de Teologia da Libertação, travestidas de verde e “ecologia integral”.

Por isso convidamos a quem deseje, a assinar a petição promovida pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira.

Para isso basta clicar nos links e proceder a assinatura.


Excelências Reverendíssimas,

Nós, abaixo-assinados, unimos nossas vozes à dos mais de 20 mil habitantes da Amazônia visitados pela caravana de jovens voluntários do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira e associações coirmãs.

Essas dezenas de milhares de brasileiros que estão lutando para expandir o Brasil dentro de seus limites legais:

SIM
Nossa Senhora de Fátima levada por Mons. Clemente Geiger, CPPS,
Prelado do Xingu, ano 1966 ©Agencia Fides

• exprimiram sua gratidão aos missionários que levaram às suas remotas paragens a Boa Nova de Jesus Cristo;

• também agradeceram profundamente os benefícios da civilização cristã e brasileira levada pelos desbravadores.

• eles querem uma Amazônia cristã e próspera;

• eles não querem uma imensa favela verde;

• eles recusam uma Amazônia dividida em guetos étnico-culturais

• eles recusam os sonhos tóxicos dos antropólogos pós-marxistas e dos teólogos da libertação.


Unimos nossas vozes à dos nossos irmãos da Amazônia.

Partilhamos seu amor a esta Terra da Santa Cruz.

Queremos que se cumpra seu desejo de se integrar cada vez mais na grande família brasileira.

Com eles rejeitamos a internacionalização da Amazônia com grave amputação ou destruição da soberania do Brasil e de seus países irmãos.

Recusamos o sofisma da Amazônia como patrimônio ecológico da humanidade que justifica essa espoliação.

Repelimos com patriótica inconformidade a pretensão de transferir seu governo a um poder camuflado em ONGs e em órgãos internacionais, sejam eles sedeados na ONU, no Vaticano, no Kremlin ou em Pequim.

Unimos também nossas vozes à dos altos prelados que denunciaram as heresias contidas nos documentos preparatórios do próximo Sínodo Pan-Amazônico.

Repelimos com horror o convite para à apostasia da fé católica e o retorno ao paganismo em nome de uma ecologia integrada na Mãe Terra, Gaia ou Pachamama.


Pedimos ao Sínodo Pan-amazônico:

que ratifique a disciplina tradicional da Igreja Católica latina


NÃO
Bruxo Isidoro Jajoy da Colombia "abençoa"
em cerimônia preparatória do Sínodo Pan-amazônico, Bogotá
que confirme o sacerdócio exclusivo a homens celibatários, afastando a hipótese blasfema de admitir nele alguns tipos de pages ou análogos;

que reforce no clero a imagem viva de Nosso Senhor Jesus Cristo em cujo nome oferecem o Santo Sacrifício e distribuem os sacramentos, longe dos pseudo-ritos “originários”, ecos da superstição e dos abismos infernais.


Que Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, ilumine Vossas Excelências:

para que, promovendo uma ação evangelizadora nos moldes dos grandes missionários do passado, como


São José de Anchieta SJ;

São Luis Beltrán OP,

São Francisco Solano OFM,

Santo Toribio de Mogrovejo, arcebispo de Lima;

São Pedro Claver SJ;

os santos mártires riograndenses e tantos outros.

o rosto da Igreja na Amazônia seja purificado e espelhe a Sagrada Face de Nosso Redentor

e não a imagem deformada de uma ínfima minoria de indígenas em contato com luciferinas trevas

mas muito mediatizados pelos inimigos internacionais da Civilização Cristã.



Vídeo: PELA SANTA FACE DE CRISTO
Mais de 20.000 equatorianos, peruanos, brasileiros e colombianos da Amazônia apelam contra os excessos revolucionários anunciados para o Sínodo






Vídeo: CONTRA A SANTA FACE DE CRISTO
Sínodo Pan-já adianta resultados: bispo brasileiro é "sagrado" pai de santo



domingo, 15 de setembro de 2019

Encíclica Laudato Si’ regozijou as esquerdas e preparou o Sínodo Pan-amazônico




No dia 16 de julho de 2015, por iniciativa do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, no Club Homs da capital paulista o autor deste post pronunciou uma palestra sobre a Encíclica do Papa Francisco  Laudato Si' .

Naquela oportunidade estávamos longe de imaginar a atualidade que viria a ter, especialmente diante de um Sínodo pan-Amazônico que ruma a abalar a Igreja e a civilização.

Relembrando que é um documento de grande autoridade magisterial dirigido a todo o orbe católico, destaquei a minha surpresa vendo o entusiasmo com que ele foi acolhida pelo comunismo, não só o velho saudosista da URSS mas o "novo" verde, tribalista, anarquista, e extremistas afins no mundo todo.

Tal vez no momento atual seja ainda mais oportuno relermos essas inacreditáveis afirmações da esquerda vermelha, hoje tão tingida por fora de verde com ares eclesiásticos, num contexto "sinodal" e "amazônico"!


A Laudato Si'  não se dirige só aos católicos, mas, segundo explicou o Prof. Alberto Gambino, da Universidade Europeia de Roma, “a todos os que têm sensibilidade pela [...] deterioração do meio ambiente”, crentes ou não.

Esse caráter plurirreligioso e pluricultural ficou evidente na mesa que apresentou a Encíclica.

Ao lado do Cardeal Peter Turkson estavam o metropolita cismático John Zizioulas; o prof. Hans Joachim Schellnhuber, ativista que veicula teses malthusianas das mais radicais; e a professora chinesa Carolyn Woo, presidente do Catholic Relief Services, agência internacional que financia ONGs opostas ao ensinamento católico, promovem o aborto e recrutam ativistas LGBT.

A Encíclica reproduz também “ensinamentos” de fonte não católica, como os do sufi muçulmano Ali Al-Khawwas, apresentado como “mestre espiritual”.

E, como contabilizou o Prof. Evaristo Eduardo de Miranda, pesquisador da Embrapa e doutor em Ecologia, ela emprega 74 vezes a palavra “natureza”, 55 vezes “meio ambiente” e uma só vez “Jesus Cristo”.

O Papa recebeu de Nosso Senhor Jesus Cristo o dom da infalibilidade, dom cuja extensão ficou muito bem expressa em Pastoral coletiva dos bispos da Suíça de 10 de agosto de 1871 nos seguintes termos:
“O Papa não é infalível nem como homem, nem como sábio, nem como sacerdote, nem como bispo, nem como príncipe temporal, nem como juiz, nem como legislador.

“Não é infalível nem impecável na sua vida e procedimento, nas suas vistas políticas, nas suas relações com os príncipes, nem mesmo no governo da Igreja.

“É única e exclusivamente infalível quando, como Doutor supremo da Igreja, pronuncia em matéria de fé ou de costumes uma decisão que deve ser aceita e tida como obrigatória por todos os fiéis” (Mons. Joseph Fessler, La vraie et la fausse infaillibilité des papes, Plon, Paris, 1873).

Também observei que a Laudato Si' contém três partes principais apoiadas umas nas outras. Sobre a primeira, de natureza científica, falou o Prof. Molion com toda autoridade e suma competência.

Na segunda parte, a Encíclica correlaciona o estado do meio ambiente com reflexões de natureza econômica, social e política. É também um campo ao qual a infalibilidade do Papa não se estende.

Na terceira parte, a Encíclica faz longas reflexões morais, filosóficas e religiosas com base nas duas primeiras partes.

A segunda parte, econômica, social e política, suscitou inúmeras repercussões no mundo inteiro.

Para Miguel Angel Belloso, diretor da revista espanhola “Actualidad Económica”, de Madri, falando como católico, o documento é a expressão de “um Papa pessimista e injusto”.

Segundo ele, o Papa Francisco lança “ideias sem o acompanhamento de um único dado, como se fossem um dogma de fé, que não resistem à menor análise empírica e estão completamente erradas. [...]

“Francisco é um Papa decididamente político, um socialista convencido [...] Nesta desastrosa encíclica, Francisco [...] converteu-se num poderoso aliado das teses errôneas da esquerda” (“Diário de Noticias”, Lisboa, 26-6-2015).

No mesmo sentido o “Catholic Herald”, a mais antiga revista católica inglesa, estimou que “as análises de Francisco” ignoraram o “cenário de um incremento colossal da esperança de vida e da saúde como consequência do desenvolvimento econômico. E em muitas zonas do mundo, o ambiente está a melhorar espetacularmente” (“Diário de Noticias”, Lisboa, 26-6-2015).

O Prof. Denis Lerrer Rosenfield, da UFRGS, observou que sob a governança mundial propiciada pela  Laudato Si' , “o Brasil deveria abdicar de sua soberania. [...] As ONGs ambientalistas e indigenistas são erigidas em novo poder mundial.

“A decisão última seria transferida para elas, contando, internamente, com a participação ativa — e decisiva — da CNBB e de seus órgãos, como a CPT e o Cimi. Ou seja, um país como o Brasil poderia perder ‘religiosamente’, ‘moralmente’, ‘ecologicamente’ e ‘socialmente’ a Amazônia” (“O Estado de S. Paulo”, 29-06-2015).

O filósofo hebreu Guy Sormann concluiu seu artigo intitulado Vade retro perguntando:

“O homem tem que se submeter à Natureza ou o inverso? O homem é um pecador quando não se prosterna diante da deusa Terra? Esta encíclica, parece-me, não é um manifesto político, mas uma bomba teológica” (“ABC de Sevilla”, 29-6-2015).

Para o Prof. José Manuel Moreira, da Universidade de Aveiro, a “encíclica pró-verde” apresenta uma “preocupante mistura de slogans da esquerda radical”.

E o “Investors Business Daily” conclui que “o Vaticano está infiltrado por seguidores de um movimento radical verde que é, no seu âmago, contrário ao Cristianismo” (Sapo.pt, 02-07-2015).

Na Argentina, o Prof. Roberto Cachanosky explicou que “a mensagem de Francisco deixa aberta a porta para o conflito social. [...]

“mal assessorado, ou talvez por ter uma ideologia peronista, Francisco incrementa a pobreza, a indigência e o desemprego. [...]

“Grande favor faria se denunciasse com firmeza os governos corruptos e autoritários que pululam na América Latina” (URGENTE24, 13-07-2015).

Acrescentei que obviamente a Laudato Si' também colheu aplausos de outros pontos do horizonte mundial, notadamente do macrocapitalismo publicitário, dos ambientes científicos alarmistas e das esquerdas em geral.

A partir de Galileu, no século XVI, o ambiente científico repelia a opinião da Igreja sobre as ciências como sendo ingerência inquisitorial.

Mas agora, segundo o “Estado de S. Paulo”, cientistas engajados no ambientalismo alarmista radical estão “dando ‘graças a Deus’ por ter uma figura carismática e forte como papa Francisco falando sobre assuntos que para eles nem sempre são tão fáceis” (edição de 15-6-15).

O ex-frade Leonardo Boff elogiou a Encíclica porque “nem a ONU produziu um texto desta natureza” e por pregar uma “ecologia integral [...] que supõe uma visão evolucionista do universo” (UNISINOS, 18-06-2015).

Para Frei Betto, “o Papa faz eco à produção da Teologia da Libertação sobre a questão ambiental [...].

“Ao citar Teilhard de Chardin, censurado pela Igreja enquanto viveu, o Papa [...]

“enfatiza que, em definitivo, a Igreja Católica abraça a teoria evolucionista e a visão holística do Universo” (Adital, 16-07-2015)

“Sem ânimo de desmerecer o discurso e o esforço de Jorge Mario Bergoglio”, Ignacio Denis Del Rosario, venezuelano graduado no Instituto Latinoamericano de Agroecologia Paulo Freire (IALA), disse que a encíclica nada acrescenta aos ensinamentos do “comandante” Fidel Castro desde os anos 60 e notadamente na Eco-92, no Rio de Janeiro.

Ele auspiciou “uma complementariedade entre ambos, confiando plenamente na extraordinária coragem do Papa Francisco” (Aporrea, 01-07-2015).

Não espanta então que o líder do MST, João Pedro Stédile, tenha declarado à “Folha de S. Paulo”:

“Os trabalhadores têm quem? Chávez morreu, Fidel está doente.

O Francisco tem assumido esse papel de liderança, graças a Deus. Ele tem acertado todas”.

O lobo vermelho ficou verde

Para "Il Corriere della Sera" há uma relação profunda ente o presente de Evo a Francisco I e o marxismo do governo do Tsipras: os dois são filhos de um erro histórico: acreditar que o comunismo tinha morrido com a queda da URSS e do Muro de Berlim.
Para "Il Corriere della Sera" há uma relação profunda ente o presente de Evo a Francisco I
e o marxismo do governo do Tsipras: os dois são filhos de um erro histórico:
acreditar que o comunismo tinha morrido com a queda da URSS e do Muro de Berlim.
Em resumo, lembrei que o astuto lobo vermelho comunista, que andava sumido e foi considerado morto, na realidade tingiu seus pelos de verde e retornou.

Acolheram-no a “Teologia da Libertação”, a grande mídia e muitas ONGs, e ele infelizmente se infiltrou no Vaticano, onde tenta realizar seu tóxico sonho disfarçado de ambientalismo.

Em face desse problema, nada me parece mais apropriado do que as palavras dirigidas pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira ao Papa Paulo VI, engajado no século passado numa política de aproximação com o comunismo vermelho:

“De joelhos, fitando com veneração a figura de S.S. o Papa Paulo VI, nós lhe manifestamos toda a nossa fidelidade.

“Neste ato filial, dizemos ao Pastor dos Pastores:

“Nossa alma é Vossa, nossa vida é Vossa. Mandai-nos o que quiserdes.

“Só não nos mandeis que cruzemos os braços diante do lobo vermelho que investe.

“A isto nossa consciência se opõe” (“Folha de S. Paulo, 10-4-1974).

Esta é a posição mais respeitosa e equilibrada diante do lobo vermelho que avança travestido de verde.

Após os palestrantes responderem a numerosas perguntas, a sessão foi encerrada pelo Dr. Adolpho Lindenberg, presidente do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira.

Em seguida houve um animado coquetel, no qual os participantes tiveram ocasião de manifestar sua satisfação com as matérias expostas.


Video: Encíclica Laudato Si’ causou perplexidades entre os católicos e regozijo nos extremismos de esquerda




domingo, 8 de setembro de 2019

Religião verde enferma os parisienses, diz acadêmico

François d’Orcival na presidência da Academia Francesa de Ciências Morais e Políticas
François d’Orcival na presidência da Academia de Ciências Morais e Políticas da França
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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insensatos pânicos ambientalistas ecoados com tanta obstinação que fazem nosso cérebro rolar dentro do crânio. É a observação, que parafraseamos, de François d’Orcival diretor do comitê editorial do semanário “Valeurs Actuelles” e membro da Academia de Ciências Morais e Políticas da França.

Para ele nesse trabalho sobressaem a Prefeitura de Paris e os militantes “verdes” que enchem seus escritórios e parecem determinados a parar o trânsito da Cidade Luz.

Em nome da ecologia, nem mesmo a lógica ou o raciocínio interessam mais.

Já não sofismam nem fantasiam. Cansaram de perseguir os parisienses com circunlóquios enganadores.

Acabaram com os truques de “rodízios”, “fechamentos temporários”, “tráfego alternado ou diferenciado”, etc.

Agora é direto: se trata de proibir.

Coleção de “infamantes selos Crit'Air” na cidade de Lyon
Coleção de “infamantes selos Crit'Air” na cidade de Lyon
A polícia barrará o trânsito nos acessos da capital e nas periferias.

Os carros portadores de um sinal que para os franceses evoca a estrela de Davi amarela imposta aos judeus durante a ocupação nazista (agora é o “infamante Crit'Air”, certificado de qualidade do ar classificado de 1 a 5) são proibidos de circular durante as horas de trabalho.

O argumento é o acostumado: combater a poluição atmosférica.

Numa cruel ironia do céu, no dia 1º de julho de 2019 quando ficaram proibidos os portadores do “Crit'Air 5” e os interditados para sempre (mais de 20 anos), os 6 milhões de sensores da AIRPARIF (órgão que que mede a poluição do ar na capital), indicavam não só que essa era fraca, mas que só chegava a 25% do necessário para declarar uma alerta.

A mesma instituição, no 26 de junho, no meio de um pânico midiático pela passagem de uma onda de calor, observava que o pico o auge de poluição por ozônlo aconteceu em 12 de julho de 1994. Há um quarto de século!

Mas como que querendo sublinhar a irracionalidade cultivada pela militância verde, o órgão dizia que continuava aumentando.

Selva de proibições inferniza a circulação dos particulares
Selva de proibições inferniza a circulação dos particulares
O órgão atribuía o aumento – que nos números só diminui – não aos motores dos carros e outras fontes de energia, mas às “indústrias, solventes, tintas, tráfego rodoviário (principalmente veículos de duas rodas) e algumas plantas”.

Até a vegetação polui com ozônio!

Percebendo que os argumentos eram insuficientes o órgão oficial atacava “as importações [de poluição!] de outras regiões ou outros países”.

Quais são esses vilões exportadores de poluição? pergunta d’Orcival.

Na recente onda de calor que passou por Paris d’Orcival a massa de ar veio da Alemanha.

Então, a culpa devia ser dos germânicos que convenceram seu chanceler a fechar os reatores nucleares não poluentes e substituí-los por usinas de carvão que exportam suas nuvens de partículas poluidoras e aquecedoras ...

Solução genial achada pelos “verdes”: barrar os carros diesel franceses. Não vai cutucar ao partido “Die Grunen” alemão, patriarca dos partidos “verdes”!

O fanatismo tomou o lóbulo verde de nossos cérebros políticos e agora desafia toda racionalidade”, escreve o acadêmico.

O proprietário de um carro ou de uma van sinalizada com o infamante rótulo deve usá-lo para trabalhar. Será então proibido. Mas, proibi-lo é privá-lo de seu trabalho!

Queremos que ele viva em Paris? pergunta d’Orcival.

Se se trata de pôr os parisienses para fora de sua cidade, que pelo menos lhes concedam uma bolsa de migrante como fazem com os islâmicos que se instalam na capital.

Nada disso.

O passado da China de Mao Tsé Tung prefigura o transporte ambientalista futuro
O passado da China de Mao Tsé Tung prefigura o transporte ambientalista futuro
D’Orcival julga que Paris está construindo a toque de caixa uma metrópole para os “filhinhos de papai socialista” que sonham viver trancados num círculo idílico de vegetação.

Papai, ou o Estado todo-poderoso com seus impostos que paguem esse paraíso verde.

O membro da prestigiosa Academia conclui que a ofensiva visa estabelecer uma “nova religião que mude as pessoas”.

Essa tentativa, acrescenta, não é nova!

As proibições de andar de carro visam que todo o mundo pedale de bicicleta.

O método foi arduamente experimentado pelos chineses desde Mao Tsé Tung.

A grande diferença é que na Revolução Cultural marxista o que girava eram as rodas das bicis.

Hoje o que está sendo posto a rodar é o cérebro dos seres humanos.


quarta-feira, 4 de setembro de 2019

A ‘humanofobia’ tem algo a ver com a ‘ecologia integral’ ou a ‘mística indígena’?

Máscara do deus mexicano Tezcatlipoca. Museu Britânico. A morte ritual voluntária era tida como uma salvação entre esses índios. A humanofobia retoma o demoníaco costume
Máscara do deus mexicano Tezcatlipoca. Museu Britânico.
A morte ritual voluntária era tida como uma salvação entre esses índios.
A humanofobia retoma o demoníaco costume
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







No post anterior (Sínodo age com base em mitos em que nem Boff acredita), comentamos o ódio filosófico-teológico contra o ser humano pregado pelo tal vez maior teólogo da “libertação da Terra”, o franciscano renegado Leonardo Boff.

O anti-humanismo do ex-frade não é exclusivo dele. No nosso blog temos reproduzido inúmeros outros exemplos nesse sentido provenientes da Europa e dos EUA.

Eis alguns outros dados mais ou menos próximos ou relacionados com o Sínodo Pan-amazônico de outubro de 2019.

No site Religión en Libertad, o escritor e ex-âncora de TV e rádio, Luis Antequera, afirma que se revela cada vez mais a existência de um lobby que ele define como humanófobo, ou que despreza o ser humano.

Esse professa uma ideologia humanofóbica porque é teológica e filosoficamente contra o homem, qualquer que seja sua condição, de selvagem ou de civilizado.

Esse lobby dispõe dos mais poderosos órgãos de comunicação e é abundantemente regado com dinheiro público, nacional e internacional, e de ONGs privadas.

Grupúsculo extremista ambientalista pede a extinção dos humanos
Grupúsculo extremista ambientalista pede a extinção dos humanos
A conduta desse lobby, segundo o escritor, é própria de una religião que cultua uma “nova deidade laica, a ‘pacha mama’, ‘a mãe terra’, voltada contra o ‘monstro’, o ‘parasita’ que a povoa e a transforma para o bem: o ser humano.

Tudo nessa religião visa extingui-lo: o aborto, o feminismo que leva as mulheres a odiarem os homens; a agenda LGBT que esteriliza as uniões; os ataques contra o matrimônio e a família, a eutanásia, etc.

A ‘mudança climática' é manipulada para apresentar o homem como o grande criminoso que causa um dano irreversível ao divinizado planeta.

Essa nova ideologia de fundo panteísta religioso, escreve Antequera, teve a astúcia de não se apresentar como um bloco ideológico.

Perverso cartaz apelando a matar um feto para oferece-lo a Jesus (sic!)
Perverso cartaz apelando a matar um feto para oferece-lo a Jesus (sic!)
Não incorreu no erro tático em que caíram o nacional-socialismo na Alemanha ou o comunismo na Rússia, embora não seja uma ideologia menos totalitária.

Velhacamente não apresenta um líder carismático como Hitler ou Lenin que personifique o movimento.

O lobby humanofóbico avança exigindo uma salada de reivindicações aparentemente desconexas: “salvem a baleia”, “não ao nuclear”, “acabem com o CO2”, “água doce”; “não à barragem”, “amo meu pet”, etc.

Só após certo tempo, após ter seduzido muitas pessoas, alguns observadores mais argutos começaram a ligar que todas essas bandeiras servem a um objetivo superior e premeditadamente oculto.

E esse objetivo que os orienta não mostra claramente seu rosto, mas inspira o cerne desse lobby humanófobo.

Uma amostra sugestiva. No último mês de julho, aconteceu um Seminário de Estudo do Documento de Trabalho do Sínodo para a Amazônia, em Brasília, com presença, entre outros, de diversos bispos.

Experiências de 'místicas indígenas' rumo ao Sínodo da Amazônia, Repam
Experiências de 'místicas indígenas'
rumo ao Sínodo da Amazônia, Repam
O seminário foi promovido pela Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM-Brasil) e Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (CESEEP), na sede do Centro Cultural Missionário, na capital, segundo noticiou ACIDigital.

O evento visou a promoção de uma “mística indígena”, aliás um dos objetivos anunciados pelos documentos preparatórios do Sínodo Pan-amazônico.

Mas essa “mística indígena”, achincalhante para um católico, deixou desconcertados aos fiéis que tomaram conhecimento dela pela página Facebook da REPAM.

Entre as fotos se lê a seguinte descrição: “com uma mística indígena, pedindo proteção e bênçãos sobre a caminhada sinodal, seguiu-se os trabalhos no Seminário em Brasília”.

Para o blogger católico de Minas Gerais, Bruno Braga, se tratou de um “ritual escabroso” próprio do “paganismo indigenista”.

O Pe. Renato Gonçalves, da diocese de Santo Amaro (SP), também compartilhou a publicação da REPAM e questionou:

“A Igreja Católica não tem a Mística dela? Será que é preciso tomar este tipo de atitude, Repam? Veja a maioria dos comentários dos nossos leigos! Com toda a razão, estão escandalizados!”

Mas, nos antros remotos que conduzem o movimento humanofóbico, a reação deve ter sido de regozijo.


domingo, 1 de setembro de 2019

Pânico induzido das queimadas
esconde plano anticristão

A área em verde escuro é a floresta amazônia Destaca-se a escasez aguda de fogos, com exceção das áreas de fronteira. Fonte: FIRMS ou Fire Information for Resource Management System
A área em verde escuro é a floresta amazônica
Destaca-se a escasez aguda de fogos, com exceção das áreas de fronteira.
Fonte: FIRMS ou Fire Information for Resource Management System
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Segundo explica a NASA, estamos na ‘estação do fogo’ na floresta amazônica. Segundo o mais acatado órgão do mundo que acompanha os fenômenos da atmosfera e do espaço não há razão alguma para o alarme.

O estrondo mundial pelas queimadas na região amazônica é um fato estritamente midiático.

O ‘pânico dos incêndios amazônicos’ é tal vez a maior manobra de ‘fake news’ de que a história tem lembrança.

E, como veremos, incuba sorrateiramente um objetivo ideológico há tempos que pode causar gigantesco dano ao Brasil.

Vamos por partes.

O que diz a NASA

Na página “Fires in Brazil”, o Earth Observatory da NASA (National Aeronautics and Space Administration, ou Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço, agência do Governo Federal dos EUA) explica tranquila, sisuda, breve, técnica e documentada online o seguinte:

Fires in Brazil,
NASA Earth Observatory,
captura 27-08-2019.
CLIQUE PARA AMPLIAR
“O Espectrorradiômetro de Imagens de Resolução Moderada (MODIS) do satélite Aqua da NASA capturou as imagens de vários incêndios ocorridos nos estados de Rondônia, Amazonas, Pará e Mato Grosso em 11 de agosto e 13 de agosto de 2019.

“Na região amazônica, os incêndios são raros na maior parte do ano porque o clima úmido impede que eles comecem e se espalhem.

“No entanto, em julho e agosto, a atividade normalmente aumenta devido à chegada da estação seca.

“Muitas pessoas usam o fogo para manter terras cultiváveis e pastagens ou para limpar a terra para outros fins.

“Normalmente, o pico de atividade no início de setembro e principalmente pára até novembro.

“A partir de 16 de agosto de 2019, uma análise dos dados de satélite da NASA indicou que a atividade total de incêndios na bacia amazônica neste ano esteve próxima da média em comparação com os últimos 15 anos.

“(A Amazônia se espalha por todo o Brasil, Peru, Colômbia e partes de outros países.)

“Embora a atividade pareça estar acima da média nos estados do Amazonas e Rondônia, até agora ela ficou abaixo da média em Mato Grosso e Pará, segundo estimativas da Global Fire Emissions Database, um projeto de pesquisa que compila e analisa dados da NASA.”

Em poucas palavras, não há nada de novo nos fogos da região amazônica nem mesmo no resto do continente sul-americano.

Os fogos existentes controlados pelo homem (queimadas) ou não (incêndios) acontecem como sempre nesta época.

O bafafá político-midiático não obedece a nenhuma razão científica, geográfica, atmosférica, ecológica ou assimilável.

O que diz o FIRMS

O FIRMS ou Fire Information for Resource Management System é uma dependência da NASA que fornece uma visualização online de todos os fogos sobre a superfície da Terra detectados pelos satélites da própria NASA.

Fogos na América do Sul, agosto 2019. O maior número é na Bacia do Prata, no cerrado e sistemas minores Fonte: FIRMS
Fogos na América do Sul, agosto 2019.
O maior número é na Bacia do Prata, no cerrado e sistemas minores
Fontes: FIRMS (sem fronteiras) e ESA (com fronteiras)
PASSE O MOUSE PARA CONFERIR
As imagens são atualizadas constantemente e o internauta pode explorá-las com altíssima resolução, como faz no Google Maps, ou Earth, por exemplo.


Itamaraty confirma

O ministro de Relações Exteriores brasileiro Ernesto Araújo apresentou documentação que concorda com os números e as explicações da NASA.

Incêndios e queimadas de origem natural ou humana, disse o ministro, acontecem todo ano nesta época na região.

Os fogos de 2019 em número e extensão estão ligeiramente abaixo da média dos últimos 22 anos. Cfr. Le Figaro 27-08-2019. 

A fábrica de pânico

Em maio deste ano (2019) o jornal britânico “The Guardian”, um dos mais visualizados do mundo, instruiu seus jornalistas para dramatizar os termos quando falam de ecologia.

Não deveriam usar mais “mudança climática”, mas “emergência, crise ou colapso climático” para descrever a mesma realidade, alegando precisão científica.

“Mudança climática” explicou o diretor de meio ambiente Damian Carrington não produzia o impacto que o jornal queria, então deveria se passar a impressão de “catástrofe para a humanidade.”

Obviamente, o exagero metódico não é mera invenção do jornal. Órgãos da ONU, da União Europeia, de governos, de ONGs ativistas passaram a explorar os mesmos exageros.

As rotineiras queimadas anuais na América do Sul então passaram a ser rotuladas de “incêndios incontroláveis”.

Eles eram apresentados como devorando a floresta amazônica, não importando se nos mapas ilustrativos os fogos apareciam na Bacia do Prata ou no imenso cerrado brasileiro. Vale tudo.

Compare a intensidade dos fogos da África. A mídia anti-brasileira silencia.
Compare a intensidade dos fogos na África. A mídia anti-brasileira silencia.
Fonte: FIRMS (sem fronteiras e ESA (com fronteiras)
PASSE O MOUSE PARA CONFERIR
O mesmo abalizadíssimo mapa do  FIRMS nos apresenta uma difusão muito mais intensa e extensa das queimadas na África subsahariana. Mas os mesmos jornais que falam assustadoramente sobre o Brasil, nada dizem a respeito.

A RTBF, agência de informação do governo belga explica que essas queimadaas "no conjunto de países como Angola, a Zâmbia ou a Tanzânia, e muito generalizados no Congo ... não são objeto de menção alguma na imprensa interfnacional, e nem mesmo na nacional africana, porque pura e simplesmente se trata de fenômenos habituais e periódicos."   

Exatamente o que acontece no Brasil e países vizinhos!

Paraguai, centro e norte de Argentina, grandes partes do sudeste da Bolívia, sul do Brasil, cerrado, serra do mar, tudo virou Amazônia ou floresta amazônica por obra e graça das fábricas de pânico trabalhando a toda na grande mídia.

Acresce que essa mídia, organismos internacionais e ONGs confundiam seus leitores e ouvintes com o uso do nome de Amazônia.

Ora falando da bacia amazónica (7 milhões de km2 aprox.) onde há queimadas controladas pelo homem; ora pulando para a floresta tropical amazônica (5,5milhoes de km2) onde não há fogos e não pode haver como explica a NASA; ora falando da Amazônia Legal (área brasileira definida por critérios administrativos que inclui partes da bacia do Prata); ora a América do Sul quase inteira.

As mesmas fábricas de fake news não cansam de anunciar a morte do planeta e de seus habitantes se a comunidade internacional não assume logo o controle do pavoroso incêndio por elas imaginado.

Se isso se efetivar, os países sul-americanos concernidos, em primeiro lugar o Brasil, perderiam a soberania sobre imensas partes de seus territórios.

O que está por trás


Acordo de Paris, em 2015, excogitou uma governança planetária mundial. Na foto:
Christiana Figueres, secreária-executiva; Ban-ki-moon, então secretário geral da ONU;
Laurent Fabius presidente da COP21 (Acordo de Paris);
François Hollande; presidente socalista da França
Há segredo, mas não tanto. Neste blog tivemos muitas ocasiões de nos estender sobre o que está em jogo: o estabelecimento de um governo verde mundial que no máximo toleraria as nações hoje existentes como relíquias do passado.

A Amazônia seria a primeira região vítima dessa manobra.

A isso serve o estrondo publicitário com imenso recurso a fraudes e exageros sobre nossa geografia e nossas práticas agropecuárias pouco conhecidas no exterior.

No polêmico Acordo de Paris de 2015 ficou auspiciada uma espécie de governança mundial ambientalista.

Seria um governo verde com poder e recursos por cima dos países soberanos. A ideia volta uma e outra vez nos arautos do ambientalismo. Confira: “Menti, menti, menti… que afinal sairá a governança verde mundial!”

Também nas novas esquerdas que hoje não se dizem vermelhas soviéticas, mas verdes ambientalistas há tempos proliferam projetos vários de uma “Governança Global da Amazônia”.

Esses glosam sempre o slogan de que “a Amazônia deixou de ser apenas uma questão regional e nacional, tornando decisivamente uma questão global”. Cfr., por exemplo “Governança Global na Amazônia: o Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil”

O atual estrondo midiático já serviu de pretexto para o presidente francês Emmanuel Macron declarar na reunião do G7 que o “debate sobre internacionalização jurídica da Amazônia está 'em aberto'”, segundo noticiou “O Globo”, tomando cautelas sobre o tema da soberania.

“Associações, ONGs e também certos atores jurídicos internacionais levantaram a questão de saber se é possível definir um status internacional da Amazônia” disse o presidente do país.

Ele até divulgou foto de incêndio florestal do século passado para provar suas posições, atribuindo o fenômeno a um fogo em curso na Amazônia

Se prosperar a manobra para fazer abaixar a cabeça ao Brasil e demais países renunciando ainda que parcialmente a suas respectivas soberanias sobre a bacia amazônica, ficará aberta a estrada para novas governanças verdes nas diversas áreas geográficas do planeta.

Em todas elas, a demagogia ambientalista discerne catástrofes nacionalmente incontroláveis. Os oceanos, os polos, outras florestas tropicais ou não, etc.

Estaríamos caminhando assim para a República Universal laica e igualitária, velho sonho dos inimigos da Cristandade agora disfarçado de “ecologia integral”!

O Sínodo Pan-amazônico e a governança global da Amazônia


Plano de governança ecológica planetária pediu auxílio ao Papa Francisco
Dita República Universal construída com o pretexto da ecologia terá um grande impulso caso o Sínodo Pan-amazônico adote as posições ecológico-religiosas anunciadas na encíclica “Laudato si’” e em seus documentos preparatórios, além de declarações radicais de altos prelados que participarão no evento de outubro.

A reciclagem da Teologia da Libertação em clave ambientalista diversas vezes enunciada e que temos reproduzido em abundância no nosso blog terá sua revanche.

Formidável impulso receberá o sonho que outrora parecia irrealizável de Karl Marx no “O Capital” imaginando que a humanidade se revoltaria contra o capitalismo que iria destruindo o planeta.

Por sua vez, o estrondo midiático acima mencionado cria um cenário artificialmente falso de calamidade universal como fizeram outros pânicos irracionais que precederam as grandes e mais trágicas Revoluções da História.

As reformas as mais contrárias aos dogmas da Igreja Católica poderão passar num clima de psicose ambientalista explorando artifícios estonteantes para o homem de bom senso.

Então, o plano de uma Igreja comuno tribalista poderá passar sob os efeitos desse pânico de uma crise ecológica inexistente.

As analogias entre a vida sonhada para a ‘Igreja amazônica' em regime de ‘ecologia integral’ e a vida utópica da sociedade comunista as torna quase idênticas.

Dom Roque Paloschi, arcebispo de Porto Velho, presidente do CIMI
em Assembleia Geral da CNBB, Aparecida..Foto: Augusta Eulália Ferreira
A comunidade de bens e mulheres, a ausência de lucro, de capital, de salários, de patrões, de empregados e de instituições de qualquer espécie, são apresentadas como ideais pelas duas utopias.

Inevitavelmente afundará os homens na vida tribal, ou dos homens das cavernas elogiada por Marx e Engels.

A taba absorverá as liberdades individuais de grupos humanos fracamente produtivos, não competitivos, que compensarão sua desindividualização com os eflúvios de uma escura “mística indígena” que os possuirá.

Será esse sonho anticristão, denunciado há décadas pelo prof. Plinio Corrêa de Oliveira, um mundo categoricamente pré-histórico.

Os homens ficarão reduzidos a seres sofridos, sem personalidade, sem voos do espírito que não sejam as alucinações da droga, sem ideais definidos.

Sua existência escoará no ritmo cadenciado dos dias iguais, invariáveis e monótonos, entre músicas tristes ou excitadas, e rituais niveladores até chegar ao desespero final.