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domingo, 9 de dezembro de 2018

Prof. Molion: o aquecimento global
e as falcatruas em torno dele

Prof. Luiz Carlos Baldicero Molion, a mais autorizada voz brasileira em climatologia
Prof. Luiz Carlos Baldicero Molion, a mais autorizada voz brasileira em climatologia
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







continuação do post anterior: Prof. Molion: absurdo atribuir ao homem o aquecimento climático



Catolicismo — O Sr. crê na ideia de que a aplicação do Protocolo de Kyoto produz efeitos no clima da Terra?

Prof. Molion — Sob o ponto de vista de efeito estufa e de aquecimento global, o Protocolo de Kyoto é inútil, assim como o serão quaisquer tentativas de reduzir as concentrações de carbono na atmosfera para “combater o efeito estufa”. 

Nele é proposta uma redução de 5,2% das emissões, comparadas aos níveis dos anos 1990. Estamos falando de cerca de 0,3 bilhões de toneladas de carbono por ano (GtC/a).

Para se ter uma ideia, estima-se que os fluxos naturais entre os oceanos, solos e vegetação somem cerca de 200 GtC/a. O grau de imprecisão admitido nessas estimativas, perfeitamente aceitável, é de 20%.

Isso representa um total de 40 GtC/a para cima ou para baixo (80 GtC/a), 13 vezes mais do que o homem coloca na atmosfera e 270 vezes a redução proposta por Kyoto.

Catolicismo — Atualmente não se fala mais da camada de ozônio. O que ocorreu?

Prof. Molion — Com a minha idade e conhecimento dessa área, já vi ocorrer num passado próximo algo muito semelhante, utilizando exatamente a mesma “receita”: a eliminação dos compostos de clorofluorcarbono-CFCs (Protocolo de Montreal), sob a alegação de destruírem a camada de ozônio.

Estado do buraco de ozônio em 3.12.2018. Fonte: NASA
Estado do buraco de ozônio em 3.12.2018. Fonte: NASA
Em minha opinião, foi uma grande farsa, um grande golpe econômico para que as indústrias detentoras de patentes dos substitutos –– que têm suas matrizes no G7, e lá pagam impostos sobre seus lucros – explorassem os países em desenvolvimento, particularmente os tropicais (Brasil, Índia...) que precisam de refrigeração a baixo custo.

Sabe-se que a concentração de ozônio depende da atividade solar, mais especificamente da produção de radiação ultravioleta (UV). Ou seja, o ozônio não filtra a UV, e sim a UV é consumida, retirada do fluxo solar para a formação do ozônio.

O sol tem um ciclo de 90 anos. Esteve num mínimo desse ciclo nas primeiras duas décadas do século XX e apresentou um máximo em 1957/58, Ano Geofísico Internacional, quando a rede de medição das concentrações de ozônio se expandiu e os dados de ozônio passaram a ser amplamente coletados e disseminados.

A partir dos anos 1960 a atividade solar (UV) começou a diminuir, e a camada de ozônio teve suas concentrações reduzidas paulatinamente.  

O sol está iniciando um novo mínimo do ciclo de 90 anos, e estará com atividade baixa nos próximos 22 anos, até por volta de 2035. 

O CO2 é indispensável no ponto de partida da produção alimentar. Sem, ele não só os vegetais, mas os animais e os homens morreriam de fome. E a terra viraria um deserto sem vida.
O CO2 é indispensável no ponto de partida da produção alimentar.
Sem, ele não só os vegetais, mas os animais e os homens morreriam de fome.
E a terra viraria um deserto sem vida. Foto: soja.
Nesse período a camada de ozônio atingirá seus valores mínimos desde que começou a ser monitorada. Mas, como os CFCs já foram praticamente eliminados, e a exploração econômica já foi resolvida, não se fala mais sobre o assunto.

Em princípio, o sol só voltará a um máximo, semelhante ao dos anos 1960, por volta do ano 2050. Só aí, possivelmente, é que a camada de ozônio venha atingir os mesmos níveis dos anos 1950/60.

O aquecimento global antropogênico segue a mesma “receita” que eliminou os CFCs. Esses gases estáveis, não tóxicos e não-corrosivos, tinham um terrível “defeito”: não pagavam mais direitos de propriedade (“royalties”).

Hoje se vê claramente quem foram os beneficiados por tal falcatrua. Os do aquecimento global antropogênico ainda não são óbvios, mas a História dirá!

Catolicismo — O que pode ser feito para o meio ambiente?

Prof. Molion — Usar os Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL): atividades humanas que reduzam a poluição (note: poluição, e não CO2!) do ar, das águas e dos solos, reflorestamento de áreas degradadas. São medidas sempre muito bem-vindas, e devem ser apoiadas.

É importante não confundir conservação ambiental com mudanças climáticas. Aqueça ou esfrie, temos de conservar o ambiente.

Boatos ambientalistas: aquecimento global aumentaria epidemias espalhadas por mosquitos.
Boatos ambientalistas: aquecimento global aumentaria epidemias espalhadas por mosquitos.
Catolicismo — A elevada concentração na atmosfera de CO2 e outros gases que supostamente causam o efeito estufa não interferem na saúde humana?

Prof. Molion — O principal gás de efeito estufa, se é que esse efeito existe, é o vapor d’água (água na forma de gás). Em alguns lugares e ocasiões sua concentração chega a ser 100 vezes superior à do CO2.

Este, por sua vez, é um gás natural, é o gás da vida. Na hipótese, altamente improvável, de eliminarmos o CO2 da atmosfera, a vida cessaria na Terra.

O homem e os outros animais alimentam-se das plantas. Eles não produzem os alimentos que consomem. São as plantas que o fazem, por meio da fotossíntese, absorvendo CO2 e produzindo amidos, açúcares e fibras.

Outros gases, como metano e óxidos de nitrogênio, estão presentes em concentrações muito baixas, que não causam problemas.

Fala-se muito que o aumento da temperatura global provocaria ipso facto uma proliferação do número de doenças que dependem de mosquitos como vetores (febre amarela, malária, dengue, por exemplo).

Prof. Molion: o CO2 é o gás da vida
Prof. Molion: o CO2 é o gás da vida
Convém lembrar que a malária matou milhares de pessoas na Sibéria nos anos 1920, um período muito frio, e que já foi encontrado Aedes aegypti vivendo a –15°C (abaixo de zero).

Esses mosquitos continuam matando seres humanos e já sobreviveram a climas mais quentes e mais frios.

Portanto, o problema seria mais de saneamento básico do que de clima.

Entretanto, todo esforço que se fizer para diminuir a poluição do ar, águas e solos será muito benéfico para a humanidade.

A propósito, as concentrações de metano se estabilizaram nos últimos 20 anos, embora continuem a se expandir as atividades agropecuárias, como orizicultura e pecuária ruminante.

Catolicismo — Essa questão do metano está sendo muito falada.

A pressão ambientalista aponta a pecuária e o desmatamento como os principais vilões no Brasil.

Ambientalistas holandeses chegam a apresentar o desenho de um boi poluindo mais que quatro veículos...

Prof. Luiz Carlos Molion , Palestra na 61ª Reunião Anual da SBPC. Foto Antonio Cruz-ABr

Prof. Molion — O metano é resultante da fermentação anaeróbia da matéria orgânica (vegetal e animal).

Arrozais, animais ruminantes e cupins são produtores de metano.

Ambientalistas falam contra a pecuária, mas parecem não entender nada sobre ela
Ambientalistas falam contra a pecuária, mas parecem não entender nada sobre ela
Também o são as áreas com vegetação alagadas periodicamente (como os milhares de hectares das várzeas amazônicas).

Entretanto, apesar de as áreas cultivadas com arroz terem aumentado e os ruminantes estarem crescendo à taxa de 17 milhões de animais por ano (o Brasil já passou de 200 milhões de cabeças), a concentração de metano se estabilizou, segundo as medições da rede da NOAA (Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera, irmã da NASA, USA), e tem mostrado taxas anuais negativas (ou seja, decréscimo de concentração).

Ninguém sabe o porquê disso, nem mesmo o maior especialista em metano, Aslam Khalil, da Universidade Estadual de Portland (EUA).  

Os nossos rizicultores e pecuaristas podem, portanto, respirar aliviados, pois não têm culpa alguma.

Em minha opinião, o metano chegou à concentração de saturação nas condições de temperatura e pressão atmosférica atuais.

O metano adicional (já que as fontes continuam aumentando) que vem sendo lançado na atmosfera está sendo absorvido, muito provavelmente pelos oceanos.

O sol é o que determina o aquecimento maior ou menor da Terra.
O sol é o que determina o aquecimento maior ou menor da Terra.
Mais uma evidência de que as atividades humanas não alteram nem a concentração atmosférica dos chamados gases de efeito estufa nem o clima (ou temperatura) do planeta. Ao contrário, sua concentração é dependente da temperatura.

Como o planeta vem esfriando, e haverá um resfriamento global nos próximos 20 anos, as concentrações desses gases vão diminuir.

Começou com o metano e chegará a vez do CO2. Mas isso é negado na palhaçada em Copenhague, por ocasião da reunião da COP 15.

Catolicismo — O Sr. gostaria de fazer algumas considerações finais?

Prof. Molion — O homem não tem condições de mudar o clima global, mas grande capacidade de modificar/destruir seu ambiente local.

Os oceanos, juntamente com a atividade solar,
são os principais controladores do clima global.
A Terra se compõe de 71% de oceanos e 29% de continentes.

A metade desses 29% é constituída de gelo (geleiras) e areia (desertos), enquanto 7 a 8% do restante encontram-se cobertos com florestas nativas e plantadas.


O homem manipula, então, cerca de 7% da superfície global, não podendo portanto destruir o mundo.

Os oceanos, juntamente com a atividade solar, são os principais controladores do clima global.

Mas existem outros controladores externos, como aerossóis vulcânicos, e possivelmente raios cósmicos galácticos, que podem interferir na cobertura de nuvens.

Em resumo, o clima da Terra não é resultante apenas do efeito estufa ou do CO2 e sua concentração. 

 Ele é produto de tudo aquilo que ocorre no universo e interage com o nosso planeta.

Como foi dito, a conservação ambiental independe de mudanças climáticas e é necessária para a sobrevivência da humanidade.

(Fonte: “Catolicismo”, janeiro 2010)

Vídeo: Prof. Luiz Carlos Molion: não existe aquecimento global





Prof Molion critica do ponto de vista científico a encíclica do Papa Francisco





domingo, 2 de dezembro de 2018

Prof. Molion: absurdo atribuir ao homem o aquecimento climático

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O professor Luiz Carlos Baldicero Molion dispensa apresentação. Formado em Física pela USP, com doutorado em Meteorologia pela Universidade de Wisconsin (EUA) e pós-doutorado na Inglaterra é a mais autorizada voz brasileira em climatologia.

Ex-diretor e pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Prof. Molion leciona atualmente na Universidade Federal de Alagoas (UFAL), em Maceió, onde também dirige o Instituto de Ciências Atmosféricas (ICAT), ele vem esclarecendo a opinião pública nacional sobre o que está em jogo na atual polêmica a propósito do “aquecimento global” e “mudança climática”.

Em entrevista a “Catolicismo” ele colocou ‘pingos nos is’ de modo sumamente oportuno para o Brasil.

Suas explicações de mostraram tão verdadeiras que continuam atualizadas nos dias de hoje




Catolicismo — O Sr. concorda com as conclusões propagadas pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), de um aquecimento global causado pela ação humana?

Prof. Molion — O IPCC (órgão vinculado à ONU) não comprova que o aquecimento global seja produzido pelo homem. Nos estudos já realizados sobre a variabilidade do clima, o aquecimento global se encontra dentro dos limites da variabilidade natural. É impossível, com o conhecimento atual sobre o clima, identificar e comprovar o possível aquecimento antropogênico.

Na minha versão mais nova do aquecimento, analiso três argumentos básicos:

1) As séries de temperatura média global não são representativas. Nos últimos anos, o número de estações climatométricas viu-se drasticamente reduzido — por volta de 14 mil no final da década de 1960, para menos de 1.000 hoje — pelo Goddard Institute for Space Studies (Dr. James Hansen), NASA.

A maior parte das estações desativadas se encontrava na zona rural.

As localizadas nas cidades sofrem o efeito da urbanização, o chamado “efeito ilha de calor”, que produz certa tendência de aquecimento.

2) O aumento da concentração de CO2 não se correlaciona com aumento de temperatura.

Após o término da II Guerra Mundial, o consumo de petróleo se acelerou, no entanto a temperatura média global diminuiu. Em eras passadas –– como os interglaciais, de 130 mil, 250 mil e 360 mil anos atrás –– as temperaturas estiveram mais elevadas que as atuais, embora com concentrações de CO2 inferiores.

Portanto, não é o CO2 que aumenta a temperatura do ar, e sim o contrário: o aumento da temperatura provoca aumento da concentração de CO2, principalmente devido ao aquecimento dos oceanos.

3) Finalmente, os modelos de clima utilizados para as “projeções” da temperatura média global nos próximos 100 anos ainda são incipientes, não representam a complexidade e as interações dos processos físicos que determinam o clima. 

Os cenários utilizados pelo IPCC são hipotéticos, e muito provavelmente não virão a se concretizar, pois os oceanos, ao se resfriar, passarão a absorver mais CO2.

Ou seja, as simulações com modelos de clima não passam de meros exercícios acadêmicos, não se prestando à formulação de políticas adequadas para o desenvolvimento da sociedade.

Nos aquecimentos históricos anteriores
o homem não pesou


Catolicismo — O que realmente vem acontecendo com a temperatura da Terra? Por exemplo, como o derretimento das calotas polares pode ser explicado?

Prof. Molion — Não se pode negar que a temperatura global aumentou nos últimos 100 anos, porém isso aconteceu por processos naturais, e não antrópicos (provocados pela ação do homem sobre a vegetação).

O gelo do Ártico já derreteu entre 1920–1945, quando o homem lançava menos de 10% do carbono que lança hoje na atmosfera. A cobertura de gelo em 2009 já foi maior que a de 2007, após esse inverno severo do hemisfério norte (América do Norte, Sibéria e China).

A permanência do gelo depende do transporte de calor feito pelas correntes marítimas – a corrente (quente) de Kuroshio, no Pacífico (Japão), e a corrente (quente) do Golfo do México, no Atlântico. Esta última, quando mais ativa como no período 1995-2007, transporta mais calor para o Ártico e derrete o gelo flutuante.

Ao derreter, o gelo não eleva o nível do mar, pois já desloca o volume que vai ocupar quando fundir. Esse transporte de calor é em parte controlado por um ciclo lunar de 18,66 anos, que esteve em seu máximo em 2005-2006.

Estudos indicaram que o gelo continental em cima da Groenlândia permanece lá desde a última era glacial, há mais de 15 mil anos. O gelo da Antártica (Pólo Sul), por sua vez, continuou a crescer nos últimos 60-70 anos.

Catolicismo — Que outros estudos desqualificam o consenso dos cientistas vinculados à ONU? Que livros e autores o Sr. recomendaria?

Prof. Molion — Dois livros: The Chilling Stars, a New Theory of Climate Change, de Henrik Svensmark e Nigel Calder; e The Unstoppable Global Warming – Every 1.500 Years, de Fred Singer e Dennis Avery.

Outros artigos podem ser encontrados na lista de referências bibliográficas dos meus artigos publicados.

Fato digno de nota é que nos últimos dois mil anos reconhecidamente houve, no período medieval entre os anos 800-1200, um aquecimento global maior que o atual, o chamado “Ótimo Climático Medieval”.

Esse aquecimento permitiu que os nórdicos (vikings) colonizassem o norte do Canadá e o sul da Groenlândia (Terra Verde), hoje coberta de gelo.

E as concentrações de CO2 eram inferiores a 280 ppm (partículas por volume) na época, de acordo com as estimativas.

Catolicismo — Como o Sr. avalia a cobertura da imprensa brasileira e internacional em relação às alardeadas mudanças climáticas e outras questões ambientais com as quais a sociedade moderna se depara?

Prof. Molion — Infelizmente, a imprensa nacional e estrangeira dá ênfase exagerada ao aquecimento antropogênico do clima.

Em particular a nossa mídia, televisionada e escrita, apenas repete o que vem de fora, sem fazer críticas.

Talvez isso ocorra por falta de conhecimento e desinteresse dos jornalistas pelo tema, ou por interesses dos controladores desses veículos de comunicação.


A mídia vem anestesiando, impondo aos cidadãos comuns o que se convencionou chamar de “lavagem cerebral”, ficando a impressão de que o homem é responsável pela mudança do clima – o seu grande vilão.

Como veículo de informação, a mídia deveria ser neutra, ouvir opiniões contrárias e tentar apenas relatar o conhecimento científico comprovado e suas limitações. Isso já aconteceu antes.

No início dos anos 1940, dizia-se que o mundo estava “fervendo e estava sufocante” com o aquecimento natural ocorrido entre 1925-1946.

No início dos anos 1970, ao contrário, dizia-se que estávamos à beira de uma nova era glacial, devido ao resfriamento global que ocorreu entre 1947-1976.

Em adição, como argumento de que o clima está mudando, exploram os eventos meteorológicos catastróficos que ocorrem. Eventos severos sempre ocorreram no passado, muito antes de o CO2 chegar a essa concentração.

A maior seca no nordeste do Brasil ocorreu em 1877-1879, durante a qual, segundo Euclides da Cunha em Os Sertões, meio milhão de nordestinos morreram.

As três maiores cheias em Manaus ocorreram em 1953, 1976 e 1922, quando o Pacífico estava frio. A cheia recorde de 2009 também ocorreu com o Pacífico frio e com a “temperatura média global” em declínio, constatação feita com dados de satélites nos últimos 10 anos.

O furacão mais mortífero nos Estados Unidos ocorreu em 1900 em Galveston, no Texas, ceifando a vida de mais de 10 mil pessoas. Nessa época, a densidade populacional era seis vezes menor que a de hoje.  

É preciso não confundir intensidade dos fenômenos meteorológicos com vulnerabilidade da sociedade, que aumenta com o crescimento populacional.

Ademais, a sociedade tende a se aglomerar em grandes cidades, tornando mais catastrófico atualmente um fenômeno com a mesma intensidade de outro que houve no passado. O homem não tem capacidade de mudar o clima global, mas sim de modificar seu entorno, seu próprio ambiente.



continua no próximo post : Prof. Molion: o aquecimento global e as falcatruas em torno dele

(Fonte: “Catolicismo”, janeiro 2010)

Vídeo: Prof. Luiz Carlos Molion: não existe aquecimento global






domingo, 18 de novembro de 2018

Menti, menti, menti… que afinal sairá a governança verde mundial!

Miguel Arias Cañete, comissário da UE para o clima. ficou empolgado com a ... fraude de Belgrado!
Miguel Arias Cañete, então comissário da UE para o clima. ficou empolgado com a ... fraude de Belgrado!
Luis Dufaur
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Desinvestir em combustíveis fósseis – quer dizer, naqueles viáveis para a atividade humana no mundo – é uma palavra de ordem repetida incessantemente nos arraias do fanatismo verde.

É fora de dúvida que aparecendo combustíveis melhores, menos onerosos, mais eficazes ou acessíveis, será bom ir fazendo a devida substituição, com sensatez e com toda a presteza possível.

Mas nada disso está acontecendo. Os verdes exigem desinvestir sem fornecer alternativas viáveis. O que equivale a parar a civilização hodierna.

Com esse objetivo, eles não hesitam em apelar até para desonestidades científicas, políticas ou administrativas.

Um exemplo típico desses procedimentos desonestos deu-se com a Sérvia.

A manobra visou influenciar a famigerada conferência de Paris sobre o clima – COP 21, de dezembro de 2015 –, hoje quase frustrada mas objeto de tentativas desesperadas para conseguir implantá-la.

A COP 21 produziu o Acordo de Paris que no papel introduziu uma espécie de governança mundial ambientalista, ou governo arbitrário verde, por cima dos países soberanos.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Religiosos e indígenas querem decidir na Noruega sobre as florestas brasileiras

Iniciativa 'interreligiosa' reuniu agitadores tribalistas e ONGs esquerdistas patrocinada pelo governo da Noruega e se imiscuindo na vida do Brasil
Iniciativa 'interreligiosa' reuniu agitadores tribalistas e ONGs esquerdistas
patrocinada pelo governo da Noruega e se imiscuindo na vida do Brasil
Luis Dufaur
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Uma Iniciativa Inter-religiosa da Floresta Tropical, promovida pelo Ministério do Clima e Ambiente da Noruega, reuniu em Oslo líderes de diversas crenças e povos, como os pigmeus africanos e etnias indígenas sul-americanas.

O inédito encontro se inseriu numa longa serie de ingerências de governos e ONGs internacionais no Brasil e em outros países.

O governo norueguês vai cortar em 2017 pelo menos 50% de suas doações ao Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES, aduzindo o aumento no desmatamento nos últimos dois anos.

O ministro norueguês do Meio Ambiente, Vidar Helgesen, agradeceu o apoio que essas ingerências encontram em líderes religiosos locais.

“Em lugares onde o Estado não tem presença ou controle, sempre há comunidades de fé. Sempre há uma igreja ou outro lugar de adoração. Essa infraestrutura é um recurso que pode ser mobilizado em favor das florestas de uma forma mais consistente”, disse.

domingo, 11 de novembro de 2018

Agricultor brasileiro é o maior preservador dos recursos naturais, demonstram estudos

Evaristo de Miranda, coordenador do Grupo de Inteligência Territorial Estratégica da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
Evaristo de Miranda, coordenador do Grupo de Inteligência Territorial Estratégica
da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
Luis Dufaur
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Quem mais preserva recursos naturais hoje no Brasil é o agricultor. A afirmação resulta de levantamento feito baseado no Cadastro Ambiental Rural e concluído pela Embrapa, apontou a ABAG, Associação Brasileira do Agronegócio.

“Não tem uma categoria profissional no Brasil que preserve mais o meio ambiente do que o produtor rural”, garantiu o agrônomo Evaristo de Miranda, coordenador do Grupo de Inteligência Territorial Estratégica da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), citou a Agência Brasil.

A afirmação foi feita numa das exposições mais aplaudidas da sexta edição do Fórum de Agricultura da América do Sul, acontecida em Curitiba.

Miranda se dedicou a “desmistificar” acusações de que o setor é uma ameaça ao meio ambiente.

“Qual a categoria do Brasil dedica seu patrimônio pessoal, privado e mobiliza R$ 3 trilhões para o meio ambiente? É uma poupança não remunerada que ainda gera custo para ser mantida e, se pegar fogo, a culpa é sua, se roubarem madeira você é o responsável.”, assegurou.

Miranda afirmou que, somado às áreas protegidas – mais de 1,8 mil unidades de conservação e outras áreas indígenas – e terras devolutas, o total do território preservado no Brasil ultrapassa os 66% do total.

“E a lavoura ocupa 7,8%. Essa parcela para toda a produção de cana, de soja, de milho”, disse. Segundo ele, as áreas de pastagens também vem decrescendo, assim como o volume de rebanho.

“Ser acusado de não proteger suas florestas é um absurdo”, criticou.

domingo, 4 de novembro de 2018

Quem aqueceu o clima sul-americano na Idade Média? Os índios?

Estudos sobre o aquecimento do clima na América do Sul  no período quente medieval.  Clique aqui para ver a lista dos 1.200 estudos sobre o fenômeno
Estudos sobre o aquecimento do clima na América do Sul
no período quente medieval.
Clique aqui para ver a lista dos 1.200 estudos sobre o fenômeno
Luis Dufaur
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Um novo estudo liderado pelo Dr. Sebastian Lüning, do Instituto de Hidrografia, Geoecologia e Ciências do Clima da Suíça, e pelo Prof. Fritz Vahrenholt do Departamento de Química da Universidade de Hamburgo, Alemanha, voltou a focar o “aquecimento global” verificado na América do Sul durante a Idade Média.

Obviamente esse não pode ser atribuído aos índios, únicos habitantes do continente naquela época, nem às suas primitivas técnicas de supervivência. Técnicas essas que nos são apresentadas como tábua de salvação do planeta ameaçado pela civilização industrial.

O relatório postado na web em 31 de outubro do presente ano [2018] no Quaternary International só confirma aquilo que vem reafirmando os cientistas sérios – não alarmistas: o clima planetário passa por períodos cíclicos de aquecimento e resfriamento.

Um apanhado traduzido do original alemão foi facilitado pelo site NoTricksZone.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Cardeal Müller: “os fiéis não são obrigados a seguir a agenda eco-esquerdista do Papa”

Cardeal Müller: o Papa não é infalível em ecologia ou meio ambiente
Cardeal Müller: o Papa não é infalível em ecologia ou meio ambiente
Luis Dufaur
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O Cardeal Gerhard Müller que se desempenhou como máximo guardião da ortodoxia católica até o Papa Francisco não lhe renovar o encargo, voltou a reafirmar uma evidência de todo tamanho:

os católicos não são obrigados a seguir a agenda eco-esquerdista do Papa Francisco de se opor a combustíveis fosseis e de favorecer acordos acerca de assuntos ambientais.

O Cardeal alemão reafirmou essa evidência, pois não se trata de matéria religiosa mas de assunto climático sobre o qual o sucessor de Pedro não tem autoridade e ainda menos infalibilidade.

E o fez em entrevista ao conceituado jornal australiano The Australian durante visita a Sidney no mês de julho do presente ano.

Obviamente, a sensata opinião caiu mal nos ardidos amigos “verdes” do pontífice argentino que viu sua ‘encíclica’ ecologista posta em seu devido lugar.

O Cardeal Müller esteve em Sydney para discursar na conferência da Confraternidade Australiana do Clero Católico, hoje engajada em defender o sigilo canônico da confissão ameaçada por leis anticlericais. Cfr.: Sacerdotes australianos preferem prisão a violar o secreto da confissão

“Não somos um partido verde”, acrescentou. E sublinhou:

“Política ambiental não tem nada a ver com a fé e moral. Esses assuntos são para políticos e para o povo votar no partido ao qual adere”.

“Os bispos não são cientistas, especialistas em meio-ambiente ou políticos”. Müller recomendou que os líderes da Igreja se concentrassem na religião.
Veja também: Cardeal Pell: “A Igreja não tem mandato divino para falar sobre questões científicas”

domingo, 16 de setembro de 2018

Cercear as liberdades para “salvar o clima”?
O totalitarismo verde confessa

François-Marie Bréon: “Não voltaremos a temperaturas normais,
se a população humana não é reduzida à décima parte
Luis Dufaur
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Na ótica ambientalista, o que seria necessário para “salvar o planeta”? As respostas vão da banalidade demagógica ao disparate extremado.

François-Marie Bréon, diretor adjunto do laboratório de Ciências do Clima e do Meio Ambiente (LSCE) do Centre National de Recherches Scientifiques francês (CNRS), resumiu o essencial.

No entanto, “essencial” não quer dizer básico ou sensato, mas significa “medidas radicais” segundo o jornal “Libération” de Paris.

Sim, numa perspectiva ambientalista moderada, para “combater o aquecimento global” devem-se aplicar “medidas radicais” contra o homem, acusado de ser o responsável pela extinção da vida no planeta.

“Nós jamais poderemos voltar a temperaturas ditas normais, a menos que a população humana seja reduzida à décima parte”, dispara Bréon. Ele acrescenta que esse genocídio será o único meio para reduzir o efeito dos gases estufa.

Em consequência, teríamos “menos aviões, menos casas aquecidas, etc. Hoje seria necessário reduzir à quarta parte nossas emissões, para estabilizar o clima dentro de um aquecimento limitado a 2° C” [N.R.: como recomenda o acordo de Paris, assinado em 2015 na COP 21], prossegue.

Bréon reconhece que os signatários do Acordo de Paris não estão cumprindo as promessas e metas que se fixaram. Nem mesmo a França, anfitriã do Acordo e que se ufana de ser sua zelosa aplicadora, na prática no ano passado [2017] aumentou 2 % suas emissões, o contrário do que deveria reduzir.

domingo, 9 de setembro de 2018

Convite a uma revolução de fundo comunista e de espírito supersticioso abismal

Índios invadem sede do IBAMA em Altamira.
Índios invadem sede do IBAMA em Altamira.
Luis Dufaur
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Continuação do post anterior: Liturgia esotérica cósmica para celebrar a divindade que vive nos abismos da Mãe Terra



O Documento Preparatório do Sínodo dos Bispos para a Assembleia Especial para a Pan-Amazônia [outubro de 2019], não fica em afirmações teóricas. Ele pede um engajamento concreto, reclamando “uma hierarquia de urgências da Amazônia”.

Para isso, cita “o Documento de Aparecida [que] menciona a necessidade de uma ‘coerência eucarística’ (nº 436) para a região amazônica, ou seja, que não exista somente a possibilidade de que todos os batizados possam participar da Missa dominical, mas também que cresçam novos céus e nova terra como antecipação do Reino de Deus na Amazônia” (nº 80, id. ibid).

Que “novos céus e nova terra são esses”? Que “Reino de Deus na Amazônia”? Seria aquele em que Cristo, a Igreja e seus autênticos representantes foram denegridos e enxotados ao longo do Documento Preparatório?

Não se demora muito a entender.

Notam-se há décadas por todo o País, em diversos campos da atividade católica, impulsos que tentam conduzir clara ou veladamente a opinião pública para uma posição sempre mais receptiva à doutrina comunista.

Mais de uma década de petismo patenteou isso de um modo irrefutável entre nós. Mas não é só o Brasil.

domingo, 2 de setembro de 2018

Liturgia esotérica para cultuar
a divindade dos abismos da “Mãe Terra”

Bruxo prepara alucinogeno ayahuasca para ritual em Novo Segredo, Acre. Os 'brancos' deverão modelar o culto segundo misturas de crenças ecológicas esotéricas xamânicas indígenas para entrar em comunhão com a natureza.
Bruxo prepara alucinogeno ayahuasca para ritual em Novo Segredo, Acre.
Os 'brancos' deverão modelar o culto segundo misturas
de crenças ecológicas esotéricas xamânicas indígenas
para entrar em comunhão com a natureza.
Luis Dufaur
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Continuação do post anterior: Por trás da utopia pan-amazônica: luta de classes planetária, ruptura com a Igreja e ingentes danos aos índios



Em posts anteriores, reproduzimos análises e comentários da escritora Jeanne Smits sobre o Documento Preparatório do Sínodo previsto para 2019, nos quais ela o vê como fundador de uma igreja pan-amazônica modelo para a humanidade na crise atual (Documento Preparatório do Sínodo dos Bispos para a Assembleia Especial para a Pan-Amazônia [outubro de 2019]).

Na medula desse documento-chave Smits identifica a tentativa de “uma conversão pastoral e ecológica” visceralmente panteísta e comunista.

Um aspecto central dessa tentativa consiste em criar confusão entre a ordem natural e sobrenatural, citando abundantemente a encíclica Laudato si’, do Papa Francisco, e lhe atribuindo os mais espantosos erros:

“No mistério pascal de Cristo, a criação inteira se estende até um cumprimento final, quando ‘as criaturas deste mundo já não nos aparecem como uma realidade meramente natural, porque o Ressuscitado as envolve misteriosamente e guia para um destino de plenitude.

“As próprias flores do campo e as aves que Ele, admirado, contemplou com os seus olhos humanos agora estão cheias da sua presença luminosa’ (Laudato Si’, 100)” (nº 41, id. ibid).

domingo, 26 de agosto de 2018

Por trás da utopia pan-amazônica:
luta de classes planetária,
ruptura com a Igreja e
ingentes danos aos índios

Manifestação indígena com armas primitivas na região amazônica
Manifestação indígena com armas primitivas na região amazônica
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Continuação do post anterior: O materialismo da Igreja ecológica amazônica deixa Karl Marx atrás



Os redatores do Documento Preparatório do Sínodo dos Bispos para a Assembleia Especial para a Pan-Amazônia [outubro de 2019], visam a “conversão pastoral e ecológica” para uma nova religiosidade panteísta.

A analista holandesa Jeanne Smits observa que embora eles não revelem seus nomes, ela acha razoável atribuir a iniciativa, pelo menos em parte, ao Secretariado do Sínodo, presidido pelo Cardeal Lorenzo Baldisseri no próprio Vaticano.

Esses redatores se mostram admirados pela diversidade dos grupúsculos tribais cada um deles afundado em seu primitivismo, sem cultura e com crenças rudimentares peculiares:

“390 povos e nacionalidades diferentes. (...) Cada um desses povos representa uma identidade cultural particular, uma riqueza histórica específica e um modo próprio de ver o mundo e de relacionar-se com este, a partir de sua cosmovisão e territorialidade específica”, diz. (nº 17, id. ibid)

Obviamente esses matizes diferenciadores geram a também admirada multiplicidade de “pajés, curandeiros, mestres, wayangas ou xamãs entre outros”, mencionada no nº 31.

Mas a obsessão anticivilizatória e anticapitalista supera qualquer outra reflexão.

domingo, 19 de agosto de 2018

O materialismo da Igreja ecológica amazônica deixa Karl Marx atrás

O então ministro da Justiça Tarso Genro (PT) em cerimônia Kuarup pelos mortos no Xingu, 2007. Foto Beth Begonha-ABr
O então ministro da Justiça Tarso Genro (PT) em cerimônia Kuarup
pelos mortos no Xingu, 2007. Foto Beth Begonha-ABr
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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Continuação do post anterior: Igreja ecológica amazônica dispensa a Redenção. Os únicos pecados são a catequização e a civilização





O Documento Preparatório, comentado por Jeanne Smits evidentemente não foi escrito por índio algum, mas sim por teólogos de cenáculos fechados com forte predominância europeia.

Ele adota um vocabulário e modos pagãos para definir a “admiração sem limites pela natureza”. E a põem no cerne da religiosidade da Igreja ecológica-panteísta amazônica que excogitaram em seus conventículos:

“É a água, através de suas cachoeiras, rios e lagos, que representa o elemento articulador e integrador, tendo como eixo principal o Amazonas, o rio mãe e pai de todos.

“Num território tão diverso, pode-se imaginar que os diferentes grupos humanos que o habitam precisavam adaptar-se às distintas realidades geográficas, ecossistêmicas e políticas”. (nº 8, Documento Preparatório do Sínodo dos Bispos para a Assembleia Especial para a Pan-Amazônia [outubro de 2019])

Segundo a concepção panteísta do Documento, o elemento “integrador” do homem com a natureza é a matéria, a água. Mas não se trata do materialismo grosseiro de Marx.

domingo, 12 de agosto de 2018

Igreja ecológica amazônica dispensa a Redenção. Os únicos pecados são a catequização e a civilização

Pajé em transe místico (esquerda), jornalista recebe unção do pagé (direita).
Modelo da 'conversão ecológica' ensinada pela 'igreja panamazônica'
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Continuação do post anterior: Igreja ecológica panamazônica enxota Jesus Cristo e endeusa o pajé


Como comentamos em anterior post, a jornalista holandesa Jeanne Smits, embora muito conhecedora dos mais obscuros meandros do progressismo e do ambientalismo radical, ficou pasma vendo as propostas avançadas no Documento Preparatório do Sínodo dos Bispos para a Assembleia Especial para a Pan-Amazônia [outubro de 2019].

Esse Sínodo visaria a “conversão pastoral e ecológica” para uma nova interpretação da religião católica que acaba dando no contrário do Antigo e do Novo Testamento.

Prosseguindo na análise das observações da jornalista, verificamos que Jeanne sublinha a total ausência da noção da Salvação, básica no cristianismo, até em suas versões mais deturpadas.

Não há pecado, exceto as desigualdades entre os homens, o capitalismo, a propriedade privada, o agronegócio, a alteridade dos seres, a família monogâmica, o sacerdócio hierárquico, a lei moral objetiva, etc., etc.

Na utopia da 'igreja pan-amazônica' esses ‘pecados’ seriam banidos.

O raciocínio é simplista: se na vida ecológca-tribal não há pecado, não há necessidade de Redenção nem de Salvação.

Se não precisa de Salvação, para que serve o Sacrifício do Calvário do Divino Redentor?

domingo, 5 de agosto de 2018

Igreja ecológica panamazônica enxota Jesus Cristo e endeusa o pajé

Cultura e crenças pagãs e primitivas inspirariam nova Igreja mais 'cristã' e 'ecologicamente correta'. Maloca na fronteira com o Peru
Cultura e crenças pagãs e primitivas inspirariam
nova Igreja mais 'cristã' e 'ecologicamente correta'.
Maloca na fronteira com o Peru
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A jornalista holandesa Jeanne Smits ficou estarrecida quando tomou conhecimento do documento preparatório do Sínodo especial sobre a Amazônia.

Esse será realizado em outubro de 2019, em Roma, reunindo os bispos da “Pan-Amazônia” – portanto, dos nove países que dividem a soberania sobre essa imensa região geográfica.

Jeanne está acostumada a ler os documentos comuno-católicos mais radicais, dos quais, aliás, não comparte nem os pressupostos nem os fins.

Porém, o que se está preparando em ambientes católicos “progressistas” para a Amazônia superou todos os erros e horrores filosóficos e morais que já viu, escreve pormenorizadamente em seu site.

A nota dominante, segundo ela, é seu “caráter horizontal”, quer dizer, seu igualitarismo extremado. Pois não é a mera igualdade niveladora da sociologia marxista que, infelizmente, desabrocha em tantos documentos eclesiásticos de nova data.

Trata-se de um igualitarismo materialista e evolucionista ecológico – e nisto nos adiantamos na apresentação – que nivela radicalmente todos os seres.

O homem fica no nível do animal, da planta, do minério, a ponto de desaparecer num magma erigido em divindade: a “Mãe Terra”, a “Pachamama”, “Gaia” ou qualquer outro nome usado nas utopias panteístas, pagãs ou ecologistas.

domingo, 29 de julho de 2018

ONG verde profetiza:
apocalipse deste ano começa 1º de agosto

Terrorismo midiático 'verde': em 2018 a autofagia apocalíptica começaria 1º de agosto. Em 2012 foi no dia 22 de agosto. Mas nós nem ficamos sabendo! E se repetiria todo ano. Doidice? Não. Há ideologia por trás!
Terrorismo midiático 'verde': em 2018 a autofagia apocalíptica começaria 1º de agosto.
Em 2012 foi no dia 22 de agosto. Mas nós nem ficamos sabendo!
E se repetiria todo ano. Doidice? Não. Há ideologia por trás!
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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Não é piada. Pretende ser algo muito sério.

A ONG Global Footprint Network – GFN anuncia que no dia 1º de agosto a humanidade terá acabado de consumir todos os recursos naturais que o planeta nos concede no ano. 

A partir desse fatídico dia estaremos consumindo o que não podemos, caminhando para a morte do planeta.

Essa data 'trágica', estipulada a partir de cômodos escritórios governamentais e de saborosos restaurantes pagos pelos impostos dos cidadãos, é levada muito a sério pelo jet-set ambientalista.Se é que leva algo a sério, excetuada a imensa revolução que querem nos impor.

O dia foi batizado de “Global Overshoot Day”, ou o “Dia da ultrapassagem”.

O ex-frei Leonardo Boff, sem renegar seu passado de teólogo para-além-de-marxista agora é  teólogo do extremismo verde. E ele explorou essa data até em discursos na ONU e foi convocado pelo Papa Francisco para colaborar na redação da encíclica verde 'Laudato Si'.

domingo, 22 de julho de 2018

“Rios perdidos”: malha hidrográfica do planeta deve ser 44% maior

O hidrólogo Tamlin Pavelsky da Universidade da Carolina do Norte com imagens de satélite Landsat constatou que superfície de água doce é 44% maior do que se dizia.
O hidrólogo Tamlin Pavelsky da Universidade da Carolina do Norte
com imagens de satélite Landsat constatou que superfície de água doce
é 44% maior do que se dizia.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Um estudo realizado com novas tecnologias pelo Departamento de Pesquisas Geológicas da Universidade da Carolina do Norte, EUA, e publicado na revista Science, mostrou que a área coberta pelos rios no mundo é, no mínimo, 44% maior do que se acreditava, noticiou a BBC News reproduzida pela "Folha de S.Paulo".

O temor de uma quimérica desertificação da Terra que seria precedido por um esgotamento da água doce em consequência da atividade humana ficou gravemente esvaziado.

A manipulação demagógica até servira de pretexto para uma Campanha da Fraternidade da CNBB, que apresentava a água doce como um bem “cada vez mais raro, escasso e caro”.

Cfr.: Água doce, recurso escasso? Suas reservas subterrâneas poderiam sepultar a superfície terrestre . Também: água doce

O estudo da Departamento de Pesquisas Geológicas da Universidade da Carolina do Norte, constatou que a superfície de rios e riachos — dos caudalosos aos mais ínfimos, excetuando-se apenas aqueles congelados — é de 773 mil quilômetros quadrados.

domingo, 15 de julho de 2018

Índios: modelo da “conversão ecológica” postulada pelo Papa Francisco

Imagem de aborígenes primitivos projetada na sagrada basílica de São Pedro
Imagem de aborígenes primitivos projetada na sagrada basílica de São Pedro
José Antonio Ureta
Membro fundador da “Fundación Roma”,Chile;
membro da “Société Française pour la Défense
de la Tradition, Famille et Propriété”;
colaborador do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira
e autor do livro: “A mudança de paradigma
do Papa Francisco: continuidade ou ruptura
na missão da Igreja?
Relatório de cinco anos do seu pontificado”.









continuação do post anterior: Agenda “verde”, governança mundial e mística ambígua no novo paradigma do Papa Francisco


Excerto do livro: “A mudança de paradigma do Papa Francisco: continuidade ou ruptura na missão da Igreja? Relatório de cinco anos do seu pontificado” Veja o texto completo no site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira



Os índios, modelo de respeito ecológico à natureza


O reverso da medalha das críticas ao desenvolvimento é a visão romântica que o Papa Francisco apresenta dos povos indígenas, os quais seriam modelos de sabedoria no seu relacionamento com a natureza: 
“Para eles, a terra não é um bem econômico, mas dom gratuito de Deus e dos antepassados que nela descansam, um espaço sagrado com o qual precisam interagir para manter a sua identidade e os seus valores. Eles, quando permanecem nos seus territórios, são quem melhor os cuida”[1].

domingo, 8 de julho de 2018

Agenda “verde”, governança mundial e mística ambígua no novo paradigma do Papa Francisco

O Papa Francisco privilegia indígenas na Jornada Mundial de Juventude do Rio
José Antonio Ureta
Membro fundador da “Fundación Roma”,Chile;
membro da “Société Française pour la Défense
de la Tradition, Famille et Propriété”;
colaborador do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira
e autor do livro: “A mudança de paradigma
do Papa Francisco: continuidade ou ruptura
na missão da Igreja?
Relatório de cinco anos do seu pontificado”.








Segundo a doutrina social da Igreja reiterada muitas vezes —, há questões sobre as quais os católicos são obrigados a ter uma posição homogênea, como, por exemplo, em matéria de aborto, divórcio, estrutura natural do matrimônio. 

Outros temas, pelo contrário, são deixados ao julgamento da consciência bem formada dos fiéis. 

Abraçando a ideologia ambientalista, o Papa Francisco, porém, estabelece um novo paradigma.

Excerto do livro: “A mudança de paradigma do Papa Francisco: continuidade ou ruptura na missão da Igreja? Relatório de cinco anos do seu pontificado” Veja o texto completo no site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira


A encíclica Laudato Sì assume as teorias ecológicas catastrofistas — apesar de não existir um fundamento científico definitivo em apoio delas — e convida os fiéis a se empenharem prioritariamente nessas causas, em lugar daquelas nas quais eles devem falar com uma só voz, como a defesa da vida. 
 
A Santa Sé vem organizando nos últimos anos congressos internacionais, oferecendo uma tribuna a expositores que sempre promoveram a redução da população mundial (mediante a contracepção e o aborto) para “poupar” o planeta Terra. 

E não apenas isso. Como afirmou uma alta figura do Vaticano, pela primeira vez na história a agenda do Vaticano coincide com a das Nações Unidas, a qual se opõe em muitos pontos à verdade católica.