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domingo, 16 de setembro de 2018

Cercear as liberdades para “salvar o clima”?
O totalitarismo verde confessa

François-Marie Bréon: “Não voltaremos a temperaturas normais,
se a população humana não é reduzida à décima parte
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Na ótica ambientalista, o que seria necessário para “salvar o planeta”? As respostas vão da banalidade demagógica ao disparate extremado.

François-Marie Bréon, diretor adjunto do laboratório de Ciências do Clima e do Meio Ambiente (LSCE) do Centre National de Recherches Scientifiques francês (CNRS), resumiu o essencial.

No entanto, “essencial” não quer dizer básico ou sensato, mas significa “medidas radicais” segundo o jornal “Libération” de Paris.

Sim, numa perspectiva ambientalista moderada, para “combater o aquecimento global” devem-se aplicar “medidas radicais” contra o homem, acusado de ser o responsável pela extinção da vida no planeta.

“Nós jamais poderemos voltar a temperaturas ditas normais, a menos que a população humana seja reduzida à décima parte”, dispara Bréon. Ele acrescenta que esse genocídio será o único meio para reduzir o efeito dos gases estufa.

Em consequência, teríamos “menos aviões, menos casas aquecidas, etc. Hoje seria necessário reduzir à quarta parte nossas emissões, para estabilizar o clima dentro de um aquecimento limitado a 2° C” [N.R.: como recomenda o acordo de Paris, assinado em 2015 na COP 21], prossegue.

Bréon reconhece que os signatários do Acordo de Paris não estão cumprindo as promessas e metas que se fixaram. Nem mesmo a França, anfitriã do Acordo e que se ufana de ser sua zelosa aplicadora, na prática no ano passado [2017] aumentou 2 % suas emissões, o contrário do que deveria reduzir.

A vida nômade primitiva numa terra mal explorada está mais perto da utopia ecologista.
A vida nômade primitiva numa terra mal explorada está mais perto da utopia ecologista.
Segundo o especialista pregador da religião verde-niilista, é necessário ferir a civilização moderna em pontos chaves, simbólicos, mas muito sensíveis:

“É preciso desencorajar as pessoas que querem andar de avião ou de carro. Sabemos que a diminuição da velocidade nas estradas poderá diminuir os gases estufas.

“Será também necessário aumentar o preço do gás, da gasolina, triplicar o valor das passagens de avião, melhorar o isolamento dos prédios existentes.

“Mas todas essas medidas não serão boas para a economia e seriam claramente impopulares.

A luta contra a mudança climática é incompatível com o turismo internacional e com numerosos setores econômicos.

As medidas que será preciso adotar dificilmente vão ser aceitas”.

Com total despudor, explica: “Podemos dizer que a luta contra a mudança climática é contrária às liberdades individuais e, portanto, sem dúvida alguma, à democracia”.

“O ar condicionado, sobretudo, utiliza muita energia e emite gases estufa. Na França, seu uso não causa grande problema ecológico, porque a produção de nossa eletricidade não emite CO2 ou muito pouco [N.R.: provém em máxima parte de centrais nucleares].

Decrescimento e miserabilização: verdadeiros objetivos da ofensiva verde
Decrescimento e miserabilização: verdadeiros objetivos da ofensiva verde
“O problema provém das energias fósseis, como na Alemanha, onde a eletricidade é produzida majoritariamente por centrais movidas a carvão ou gás.

“As centrais consideradas ‘seguras’ pela Autorité de Sûreté Nucléaire (ASN) não devem ser fechadas.

“A luta contra a mudança climática na Franca deve concentrar-se nos transportes e no aquecimento dos lares, os grandes emissores de CO2, não na eletricidade”.

O cientista, apesar de seu extremismo, reconhece que a atual tentativa de aproveitar a energia solar com painéis geradores de energia alternativa “é dinheiro jogado pela janela”.

Segundo ele, os painéis fotovoltaicos fornecem pouca eletricidade no inverno, quando o consumo atinge o máximo, e produz muito no verão, quando o consumo é mínimo.

Mas o ataque para reduzir drasticamente o número dos seres humanos e seus atuais níveis de consumo deve acontecer custe o que custar.

Bréon não manifesta religião definida nem mesmo muito pobremente, pois senão poderia aduzir a encíclica verde do Papa Francisco ‘Laudato si’.


domingo, 9 de setembro de 2018

Convite a uma revolução de fundo comunista e de espírito supersticioso abismal

Índios invadem sede do IBAMA em Altamira.
Índios invadem sede do IBAMA em Altamira.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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Continuação do post anterior: Liturgia esotérica cósmica para celebrar a divindade que vive nos abismos da Mãe Terra



O Documento Preparatório do Sínodo dos Bispos para a Assembleia Especial para a Pan-Amazônia [outubro de 2019], não fica em afirmações teóricas. Ele pede um engajamento concreto, reclamando “uma hierarquia de urgências da Amazônia”.

Para isso, cita “o Documento de Aparecida [que] menciona a necessidade de uma ‘coerência eucarística’ (nº 436) para a região amazônica, ou seja, que não exista somente a possibilidade de que todos os batizados possam participar da Missa dominical, mas também que cresçam novos céus e nova terra como antecipação do Reino de Deus na Amazônia” (nº 80, id. ibid).

Que “novos céus e nova terra são esses”? Que “Reino de Deus na Amazônia”? Seria aquele em que Cristo, a Igreja e seus autênticos representantes foram denegridos e enxotados ao longo do Documento Preparatório?

Não se demora muito a entender.

Notam-se há décadas por todo o País, em diversos campos da atividade católica, impulsos que tentam conduzir clara ou veladamente a opinião pública para uma posição sempre mais receptiva à doutrina comunista.

Mais de uma década de petismo patenteou isso de um modo irrefutável entre nós. Mas não é só o Brasil.

Índios atacam policias no Congresso Brasília, 16.12.2014.
Índios atacam policias no Congresso Brasília, 16.12.2014.
Basta, como exemplo, o vertiginoso miserabilismo induzido na Venezuela, país também amazônica e outrora o mais rico do continente.

E, mutatis mutandis, as revoluções promovidas pelo bolivarianismo no continente sul-americano.

Com estas ou aquelas designações, as “reformas de base” esquerdistas, e a Reforma Agrária socialista e confiscatória notadamente, sempre propugnadas pela “esquerda católica”, visaram uma marcha para assentamentos, verdadeiras favelas rurais, onde já se vivia por antecipado a miséria das tribos indígenas.

Qual cereja “adoçada” com droga sobre chantilly comuno-petista, a pregação da igreja amazônica ecológica e indigenista, de que fala o Documento Preparatório, vem coroar essa revolução devastadora.

Resumindo, estamos diante de uma imensa agitação.

Documento Preparatório cita em seu apoio o Concílio Vaticano II, dizendo que “nos lembra que todo o povo de Deus participa do sacerdócio de Cristo, embora distinguindo sacerdócio comum do sacerdócio ministerial (cf. Lumen Gentium 10)”.

Partindo daí, o Documento volta a insistir “numa Igreja com rosto amazônico e uma Igreja com rosto indígena» (Francisco, Puerto Maldonado) (...) uma pastoral inculturada, (...) novos ministérios e serviços (...) levando em conta o papel central (...) das mulheres na Igreja amazônica (...) o clero indígena (...) novos caminhos para que o Povo de Deus tenha melhor e frequente acesso à Eucaristia (cf. Documento de Aparecida, 251)” (nº 81, id. ibid)

Dom Leonardo Ulrich, secretário geral da CNBB e Tito Vilhalva, da etnia Guarani Kaiowá. Foto: Antonio Cruz, Agência Brasil
Dom Leonardo Ulrich, secretário geral da CNBB e Tito Vilhalva,
da etnia Guarani Kaiowá. A CNBB é líder na revolução indigenista.
Foto: Antonio Cruz, Agência Brasil
Para Jeanne Smits, neste ponto do  Documento Preparatório, sob o pretexto de “sacerdócio comum”, dever-se-ia identificar a admissão de sacerdotisas, desordem que seria rapidamente retomada pelo conjunto da igreja progressista, considerando a sua esterilidade para atrair novas vocações no mundo inteiro.

A conclusão se impõe para a jornalista holandesa e está escrita com clareza, não obstante o linguajar enganoso:

“Trata-se de 'construir uma Igreja com rosto amazônico' inspirada nas superstições mais ou menos diabólicas dos indígenas, mudando os ministérios, a liturgia e a teologia (Teologia Índia)” (nº 82, id. ibid).

A nova frente de ataque – continua Smits –, aberta pelo Papa Francisco, apresenta-se como uma Revolução planetária baseada na inversão do que a Igreja Católica sempre foi e nunca deixará de ser.

Smits conclui que o Sínodo panamazônico poderá ser mais danoso à Igreja e à humanidade do que o Sínodo da Família segundo a versão da exortação Amoris laetitia.

O Sínodo panamazônico acontecerá em outubro de 2019.

Até lá, passaremos por um Sínodo ordinário sobre os jovens, que poderá, como o da família, abalar a estrutura tradicional da Igreja e deixar o campo trabalhado para a visão ecologista-tribalista do Documento Preparatório.

FIM



domingo, 2 de setembro de 2018

Liturgia esotérica para cultuar
a divindade dos abismos da “Mãe Terra”

Bruxo prepara alucinogeno ayahuasca para ritual em Novo Segredo, Acre. Os 'brancos' deverão modelar o culto segundo misturas de crenças ecológicas esotéricas xamânicas indígenas para entrar em comunhão com a natureza.
Bruxo prepara alucinogeno ayahuasca para ritual em Novo Segredo, Acre.
Os 'brancos' deverão modelar o culto segundo misturas
de crenças ecológicas esotéricas xamânicas indígenas
para entrar em comunhão com a natureza.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Continuação do post anterior: Por trás da utopia pan-amazônica: luta de classes planetária, ruptura com a Igreja e ingentes danos aos índios



Em posts anteriores, reproduzimos análises e comentários da escritora Jeanne Smits sobre o Documento Preparatório do Sínodo previsto para 2019, nos quais ela o vê como fundador de uma igreja pan-amazônica modelo para a humanidade na crise atual (Documento Preparatório do Sínodo dos Bispos para a Assembleia Especial para a Pan-Amazônia [outubro de 2019]).

Na medula desse documento-chave Smits identifica a tentativa de “uma conversão pastoral e ecológica” visceralmente panteísta e comunista.

Um aspecto central dessa tentativa consiste em criar confusão entre a ordem natural e sobrenatural, citando abundantemente a encíclica Laudato si’, do Papa Francisco, e lhe atribuindo os mais espantosos erros:

“No mistério pascal de Cristo, a criação inteira se estende até um cumprimento final, quando ‘as criaturas deste mundo já não nos aparecem como uma realidade meramente natural, porque o Ressuscitado as envolve misteriosamente e guia para um destino de plenitude.

“As próprias flores do campo e as aves que Ele, admirado, contemplou com os seus olhos humanos agora estão cheias da sua presença luminosa’ (Laudato Si’, 100)” (nº 41, id. ibid).

A nova liturgia amazônica 'inculturada' adotará costumes tirados da bruxaria local
A nova liturgia amazônica 'inculturada' adotará costumes tirados da bruxaria local
Nessa visualização, o “mistério pascal de Cristo”, que é posto como o epicentro da Missa, estaria se realizando na evolução ecologista-panteísta do pan, ou totalidade da Criação.

Já o dissera há décadas D. Henrique Froehlich S.J., quando comemorou que “haviam cessado as comunhões, os trabalhos de doutrinação, as missas coletivas no meio das tribos.

“O trabalho religioso foi deixado de lado e os índios passaram a ser tratados cientificamente.

“ – Nós descobrimos [é um dos Padres da Missão quem fala] que os princípios religiosos dos próprios índios eram naturais e o que é natural é de Deus.

“Portanto, do modo deles, com suas ideias, suas cerimônias, eles amavam a Deus e assim não havia razão para nós mudarmos tudo em sua cabeça só para que eles passassem a amar a Deus pelo nosso modo” (“Deixar o índio com sua cultura, o novo método missionário, “O Globo”, 8.3.1973, apud Plinio Corrêa de Oliveira, Tribalismo... op. cit.)

A divindade está presente em cada célula do pan, impulsionando sua evolução rumo a um “destino de plenitude” mal explicado no Documento. Entrando em comunhão com esse impulso evolutivo no frenesi de “suas cerimônias” os índios amam a Deus convenientemente, segundo D. Henrique Froehlich.

“Na Eucaristia, a comunidade celebra um amor cósmico” (cf. Laudato Si’ 236)” cita o Documento Preparatório (nº 58, id. ibid).

Mas e se o cosmos – Gaia ou Pachamama – está num estado de missa permanente, para o que é que serve o Santo Sacrifício da Missa?

No máximo para nos conscientizarmos dessa evolução do pan e nos sintonizarmos com seus impulsos espontâneos.

Missa de fundação de São Paulo, Antônio da Silva Parreiras (1860-1937). Coleção Prefeitura Municipal
Missa de fundação de São Paulo, Antônio da Silva Parreiras (1860-1937).
Coleção Prefeitura Municipal
O Dr. Plinio, na profética obra citada, desmonta a charada:

“A Igreja ensina que o Sacrifício da Missa é a renovação incruenta do Sacrifício do Calvário.

“E num dos valiosos documentos comuno-missionários citados, aponta que a liturgia se reduz ‘à ‘expressão’ de um ‘impulso religioso’.

“Neste sentido, ela ‘é boa para nós’ [N.R.: católicos racionais e civilizados]. Isto é, exprime nossos impulsos.

“Mas pode perfeitamente ser substituída entre os índios por outras cerimônias – prossegue o Dr. Plinio –, pois o ‘mesmo impulso religioso’ que exprimimos na Missa, eles o exprimem ‘dançando com um maracá, pintado de urucum’.

“É difícil ser mais ultrajante para com a Santa Missa. Ademais, se a ‘liturgia münkü’ equivale a esta, qual a razão religiosa de uma Missão católica?” (Plinio Corrêa de Oliveira, id. ibid.)
Nas experiência ecológico-tribais desaparecem todas as formas de cultura, ordem e dignidade. Reina o prosaísmo, a igualdade, a imoralidade e a superstição.
Nas experiência ecológico-tribais desaparecem todas as formas de cultura, ordem e dignidade.
Reina o prosaísmo, a igualdade, a imoralidade e a superstição.

Jeanne não enxerga tão longe, mas percebe que tudo encaminha nessa direção.

“Tudo isso serve de prelúdio à recomendação de mudanças – para não dizer revoluções – ao mesmo tempo políticas e religiosas:

“A ecologia integral nos convida a uma conversão integral. Isto exige [...] reconhecer os próprios erros, pecados, vícios [...] negligências’ e omissões com as quais ‘ofendemos a criação de Deus’ (...) (Laudato Si’ 218)”.

O Documento Preparatório não faz muita distinção entre o combate ao mundo da propriedade privada e a promoção de um conjunto litúrgico pagão.

A distinção entre ordem temporal e espiritual não existe na visualização panteísta dos teólogos indigenistas. Isso é a essência da “ecologia integral” alegada.

“Uma mudança profunda do coração – prossegue o Documento – que se expressa em mudanças de hábitos pessoais, é tão necessária quanto uma mudança estrutural que esteja embutida em hábitos sociais, em leis e em programas econômicos convencionados.

“Na hora de se promover essa transformação radical de que a Amazônia e o planeta necessitam, os processos de evangelização têm muito a contribuir, sobretudo pela profundidade com que o Espírito de Deus atinge a natureza e os corações das pessoas e dos povos” (nº s. 53 e 54, id. ibid).

A entrada da civilização foi inseparável da evangelização. Elevação da Cruz em Porto Seguro, Pedro José Pinto Peres (1841 -- 1923), Museu Nacional de Belas Artes, RJ
A entrada da civilização foi inseparável da evangelização.
Elevação da Cruz em Porto Seguro, Pedro Pinto Peres (1841-1923),
Museu Nacional de Belas Artes, RJ
Revolução socioeconômica planetária e adoção de um culto pagão “aborigem” constituem uma só coisa.

O realejo panteísta não se interrompe: é preciso superar o “individualismo” – aliás, inimigo do pan amalgamado –, parar de consumir para não destruir a natureza.

Segundo este sonho tóxico, obtendo a despersonalização e adotando o miserabilismo, o homem poderia afundar numa “mística da interligação e interdependência de tudo que foi criado” (nº 74, id. ibid).

Algo muito na linha das crenças budistas, que levam o monge a parar de viver, conscientizando-se de que não é senão parte de um fluxo impessoal.

Nas longas tiradas citadas, a estudiosa volta a encontrar uma confusão proposital entre o Criador e o criado, entre a dimensão “mística” atribuída à mera matéria e a perspectiva holística da Nova Era professada por sociedades secretas, diz Jeanne.

Na confusão entre mística e matéria, missa e evolução cósmica deve-se também perguntar que sentido tem o celibato sacerdotal.

Os incensados “pajé, curandeiro, mestre, wayanga ou xamã” não têm necessidade disso.

Podem ate praticar todas as perversões condenadas pelo 6º Mandamento.

Padres casados (no caso impropriamente rotulados de viri probati) ou mesmo sacerdotisas, desde que participem dessa mística, não tem qualquer problema!

Se a Missa ou cerimônia que a substitua visa nos colocar em comunicação com o todo, do que adiantaria receber em estado de graça a Eucaristia – o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo – sob as espécies de pão e de vinho, produtos, aliás, estranhos à biodiversidade amazônica?

Religiosa sendo preparada para iniciação em rito indígena
Religiosa sendo preparada para iniciação em rito indígena:
inversão de valores e finalidades da missão. E inversão do deus!
De Jesus Cristo ao príncipe das trevas! Foto: Prof.s J.B.Botelho; V.A.C.M. Weigel

Em vez de culto católico: ritual da Tucandeira!
Mas próprio da religiosidade da igreja pan-amazônica seria a distribuição de algum produto alucinógeno como a ayahuasca ou “cipó dos espíritos”, “usado para adivinhação, mistificação e enfeitiçamento“, segundo os padres jesuítas Pablo Maroni em 1737 e Franz Xaver Veigl em 1768. Cfr. Wikipedia, verbete Ayahuasca.

Essa Comunhão nascida da cultura indígena nos tiraria a consciência, ajudaria a apagar em nós a noção da própria individualidade e nos jogaria nos alucinantes devaneios comunitários do pan, da Pachamama ou de qualquer superstição indígena local!

E nos afastaria, pelo menos durante o "sonho" místico, do capitalismo, da propriedade privada, do consumismo e outros "males" execrados pela nova religiosidade.

Seria a fina ponta da missa – ou anti-missa cósmico-ecologica – cuja liturgia seria a convergência das teologias europeias com alguns costumes indígenas supersticiosos e degradados.



Continua no próximo post: Convite a uma revolução de fundo comunista e de espírito supersticioso abismal


domingo, 26 de agosto de 2018

Por trás da utopia pan-amazônica:
luta de classes planetária,
ruptura com a Igreja e
ingentes danos aos índios

Manifestação indígena com armas primitivas na região amazônica
Manifestação indígena com armas primitivas na região amazônica
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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Continuação do post anterior: O materialismo da Igreja ecológica amazônica deixa Karl Marx atrás



Os redatores do Documento Preparatório do Sínodo dos Bispos para a Assembleia Especial para a Pan-Amazônia [outubro de 2019], visam a “conversão pastoral e ecológica” para uma nova religiosidade panteísta.

A analista holandesa Jeanne Smits observa que embora eles não revelem seus nomes, ela acha razoável atribuir a iniciativa, pelo menos em parte, ao Secretariado do Sínodo, presidido pelo Cardeal Lorenzo Baldisseri no próprio Vaticano.

Esses redatores se mostram admirados pela diversidade dos grupúsculos tribais cada um deles afundado em seu primitivismo, sem cultura e com crenças rudimentares peculiares:

“390 povos e nacionalidades diferentes. (...) Cada um desses povos representa uma identidade cultural particular, uma riqueza histórica específica e um modo próprio de ver o mundo e de relacionar-se com este, a partir de sua cosmovisão e territorialidade específica”, diz. (nº 17, id. ibid)

Obviamente esses matizes diferenciadores geram a também admirada multiplicidade de “pajés, curandeiros, mestres, wayangas ou xamãs entre outros”, mencionada no nº 31.

Mas a obsessão anticivilizatória e anticapitalista supera qualquer outra reflexão.

domingo, 19 de agosto de 2018

O materialismo da Igreja ecológica amazônica deixa Karl Marx atrás

O então ministro da Justiça Tarso Genro (PT) em cerimônia Kuarup pelos mortos no Xingu, 2007. Foto Beth Begonha-ABr
O então ministro da Justiça Tarso Genro (PT) em cerimônia Kuarup
pelos mortos no Xingu, 2007. Foto Beth Begonha-ABr
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Continuação do post anterior: Igreja ecológica amazônica dispensa a Redenção. Os únicos pecados são a catequização e a civilização





O Documento Preparatório, comentado por Jeanne Smits evidentemente não foi escrito por índio algum, mas sim por teólogos de cenáculos fechados com forte predominância europeia.

Ele adota um vocabulário e modos pagãos para definir a “admiração sem limites pela natureza”. E a põem no cerne da religiosidade da Igreja ecológica-panteísta amazônica que excogitaram em seus conventículos:

“É a água, através de suas cachoeiras, rios e lagos, que representa o elemento articulador e integrador, tendo como eixo principal o Amazonas, o rio mãe e pai de todos.

“Num território tão diverso, pode-se imaginar que os diferentes grupos humanos que o habitam precisavam adaptar-se às distintas realidades geográficas, ecossistêmicas e políticas”. (nº 8, Documento Preparatório do Sínodo dos Bispos para a Assembleia Especial para a Pan-Amazônia [outubro de 2019])

Segundo a concepção panteísta do Documento, o elemento “integrador” do homem com a natureza é a matéria, a água. Mas não se trata do materialismo grosseiro de Marx.

domingo, 12 de agosto de 2018

Igreja ecológica amazônica dispensa a Redenção. Os únicos pecados são a catequização e a civilização

Pajé em transe místico (esquerda), jornalista recebe unção do pagé (direita).
Modelo da 'conversão ecológica' ensinada pela 'igreja panamazônica'
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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Continuação do post anterior: Igreja ecológica panamazônica enxota Jesus Cristo e endeusa o pajé


Como comentamos em anterior post, a jornalista holandesa Jeanne Smits, embora muito conhecedora dos mais obscuros meandros do progressismo e do ambientalismo radical, ficou pasma vendo as propostas avançadas no Documento Preparatório do Sínodo dos Bispos para a Assembleia Especial para a Pan-Amazônia [outubro de 2019].

Esse Sínodo visaria a “conversão pastoral e ecológica” para uma nova interpretação da religião católica que acaba dando no contrário do Antigo e do Novo Testamento.

Prosseguindo na análise das observações da jornalista, verificamos que Jeanne sublinha a total ausência da noção da Salvação, básica no cristianismo, até em suas versões mais deturpadas.

Não há pecado, exceto as desigualdades entre os homens, o capitalismo, a propriedade privada, o agronegócio, a alteridade dos seres, a família monogâmica, o sacerdócio hierárquico, a lei moral objetiva, etc., etc.

Na utopia da 'igreja pan-amazônica' esses ‘pecados’ seriam banidos.

O raciocínio é simplista: se na vida ecológca-tribal não há pecado, não há necessidade de Redenção nem de Salvação.

Se não precisa de Salvação, para que serve o Sacrifício do Calvário do Divino Redentor?

domingo, 5 de agosto de 2018

Igreja ecológica panamazônica enxota Jesus Cristo e endeusa o pajé

Cultura e crenças pagãs e primitivas inspirariam nova Igreja mais 'cristã' e 'ecologicamente correta'. Maloca na fronteira com o Peru
Cultura e crenças pagãs e primitivas inspirariam
nova Igreja mais 'cristã' e 'ecologicamente correta'.
Maloca na fronteira com o Peru
Luis Dufaur
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A jornalista holandesa Jeanne Smits ficou estarrecida quando tomou conhecimento do documento preparatório do Sínodo especial sobre a Amazônia.

Esse será realizado em outubro de 2019, em Roma, reunindo os bispos da “Pan-Amazônia” – portanto, dos nove países que dividem a soberania sobre essa imensa região geográfica.

Jeanne está acostumada a ler os documentos comuno-católicos mais radicais, dos quais, aliás, não comparte nem os pressupostos nem os fins.

Porém, o que se está preparando em ambientes católicos “progressistas” para a Amazônia superou todos os erros e horrores filosóficos e morais que já viu, escreve pormenorizadamente em seu site.

A nota dominante, segundo ela, é seu “caráter horizontal”, quer dizer, seu igualitarismo extremado. Pois não é a mera igualdade niveladora da sociologia marxista que, infelizmente, desabrocha em tantos documentos eclesiásticos de nova data.

Trata-se de um igualitarismo materialista e evolucionista ecológico – e nisto nos adiantamos na apresentação – que nivela radicalmente todos os seres.

O homem fica no nível do animal, da planta, do minério, a ponto de desaparecer num magma erigido em divindade: a “Mãe Terra”, a “Pachamama”, “Gaia” ou qualquer outro nome usado nas utopias panteístas, pagãs ou ecologistas.

domingo, 29 de julho de 2018

ONG verde profetiza:
apocalipse deste ano começa 1º de agosto

Terrorismo midiático 'verde': em 2018 a autofagia apocalíptica começaria 1º de agosto. Em 2012 foi no dia 22 de agosto. Mas nós nem ficamos sabendo! E se repetiria todo ano. Doidice? Não. Há ideologia por trás!
Terrorismo midiático 'verde': em 2018 a autofagia apocalíptica começaria 1º de agosto.
Em 2012 foi no dia 22 de agosto. Mas nós nem ficamos sabendo!
E se repetiria todo ano. Doidice? Não. Há ideologia por trás!
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Não é piada. Pretende ser algo muito sério.

A ONG Global Footprint Network – GFN anuncia que no dia 1º de agosto a humanidade terá acabado de consumir todos os recursos naturais que o planeta nos concede no ano. 

A partir desse fatídico dia estaremos consumindo o que não podemos, caminhando para a morte do planeta.

Essa data 'trágica', estipulada a partir de cômodos escritórios governamentais e de saborosos restaurantes pagos pelos impostos dos cidadãos, é levada muito a sério pelo jet-set ambientalista.Se é que leva algo a sério, excetuada a imensa revolução que querem nos impor.

O dia foi batizado de “Global Overshoot Day”, ou o “Dia da ultrapassagem”.

O ex-frei Leonardo Boff, sem renegar seu passado de teólogo para-além-de-marxista agora é  teólogo do extremismo verde. E ele explorou essa data até em discursos na ONU e foi convocado pelo Papa Francisco para colaborar na redação da encíclica verde 'Laudato Si'.

domingo, 22 de julho de 2018

“Rios perdidos”: malha hidrográfica do planeta deve ser 44% maior

O hidrólogo Tamlin Pavelsky da Universidade da Carolina do Norte com imagens de satélite Landsat constatou que superfície de água doce é 44% maior do que se dizia.
O hidrólogo Tamlin Pavelsky da Universidade da Carolina do Norte
com imagens de satélite Landsat constatou que superfície de água doce
é 44% maior do que se dizia.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Um estudo realizado com novas tecnologias pelo Departamento de Pesquisas Geológicas da Universidade da Carolina do Norte, EUA, e publicado na revista Science, mostrou que a área coberta pelos rios no mundo é, no mínimo, 44% maior do que se acreditava, noticiou a BBC News reproduzida pela "Folha de S.Paulo".

O temor de uma quimérica desertificação da Terra que seria precedido por um esgotamento da água doce em consequência da atividade humana ficou gravemente esvaziado.

A manipulação demagógica até servira de pretexto para uma Campanha da Fraternidade da CNBB, que apresentava a água doce como um bem “cada vez mais raro, escasso e caro”.

Cfr.: Água doce, recurso escasso? Suas reservas subterrâneas poderiam sepultar a superfície terrestre . Também: água doce

O estudo da Departamento de Pesquisas Geológicas da Universidade da Carolina do Norte, constatou que a superfície de rios e riachos — dos caudalosos aos mais ínfimos, excetuando-se apenas aqueles congelados — é de 773 mil quilômetros quadrados.

domingo, 15 de julho de 2018

Índios: modelo da “conversão ecológica” postulada pelo Papa Francisco

Imagem de aborígenes primitivos projetada na sagrada basílica de São Pedro
Imagem de aborígenes primitivos projetada na sagrada basílica de São Pedro
José Antonio Ureta
Membro fundador da “Fundación Roma”,Chile;
membro da “Société Française pour la Défense
de la Tradition, Famille et Propriété”;
colaborador do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira
e autor do livro: “A mudança de paradigma
do Papa Francisco: continuidade ou ruptura
na missão da Igreja?
Relatório de cinco anos do seu pontificado”.









continuação do post anterior: Agenda “verde”, governança mundial e mística ambígua no novo paradigma do Papa Francisco


Excerto do livro: “A mudança de paradigma do Papa Francisco: continuidade ou ruptura na missão da Igreja? Relatório de cinco anos do seu pontificado” Veja o texto completo no site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira



Os índios, modelo de respeito ecológico à natureza


O reverso da medalha das críticas ao desenvolvimento é a visão romântica que o Papa Francisco apresenta dos povos indígenas, os quais seriam modelos de sabedoria no seu relacionamento com a natureza: 
“Para eles, a terra não é um bem econômico, mas dom gratuito de Deus e dos antepassados que nela descansam, um espaço sagrado com o qual precisam interagir para manter a sua identidade e os seus valores. Eles, quando permanecem nos seus territórios, são quem melhor os cuida”[1].

domingo, 8 de julho de 2018

Agenda “verde”, governança mundial e mística ambígua no novo paradigma do Papa Francisco

O Papa Francisco privilegia indígenas na Jornada Mundial de Juventude do Rio
José Antonio Ureta
Membro fundador da “Fundación Roma”,Chile;
membro da “Société Française pour la Défense
de la Tradition, Famille et Propriété”;
colaborador do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira
e autor do livro: “A mudança de paradigma
do Papa Francisco: continuidade ou ruptura
na missão da Igreja?
Relatório de cinco anos do seu pontificado”.








Segundo a doutrina social da Igreja reiterada muitas vezes —, há questões sobre as quais os católicos são obrigados a ter uma posição homogênea, como, por exemplo, em matéria de aborto, divórcio, estrutura natural do matrimônio. 

Outros temas, pelo contrário, são deixados ao julgamento da consciência bem formada dos fiéis. 

Abraçando a ideologia ambientalista, o Papa Francisco, porém, estabelece um novo paradigma.

Excerto do livro: “A mudança de paradigma do Papa Francisco: continuidade ou ruptura na missão da Igreja? Relatório de cinco anos do seu pontificado” Veja o texto completo no site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira


A encíclica Laudato Sì assume as teorias ecológicas catastrofistas — apesar de não existir um fundamento científico definitivo em apoio delas — e convida os fiéis a se empenharem prioritariamente nessas causas, em lugar daquelas nas quais eles devem falar com uma só voz, como a defesa da vida. 
 
A Santa Sé vem organizando nos últimos anos congressos internacionais, oferecendo uma tribuna a expositores que sempre promoveram a redução da população mundial (mediante a contracepção e o aborto) para “poupar” o planeta Terra. 

E não apenas isso. Como afirmou uma alta figura do Vaticano, pela primeira vez na história a agenda do Vaticano coincide com a das Nações Unidas, a qual se opõe em muitos pontos à verdade católica.

domingo, 1 de julho de 2018

A diplomacia vaticana submisa a um projeto de governo global “verde” anticristão?

O Papa Francisco com os líderes das grandes multinacionais do petróleo.
Fonte: Quartz 9-6-2018.
Rockefeller: a Igreja “deve reconstruir sua visão do mundo
e da ética à luz do pensamento ecológico”
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O ecologismo em seu nascedouro se manifestou como uma nova religiosidade que eleva a natureza à categoria de divindade de tipo panteísta.

Esse substrato visceralmente anticristão é habilidosamente ocultado para o grande público. Para esse, os militantes do ecologismo radical apresentam uma careta simpática de defensores da natureza.

Mas em seus ambientes fechados e em seus escritos restringidos a conversa é outra: o panteísmo. Em algumas circunstâncias deixam transluzir esse fundo.

Foi o que se verificou por ocasião de recente encontro dos grandes potentados das multinacionais do petróleo com o Papa Francisco e altas personalidades do Vaticano.

A surpresa geral não foi pequena, pois esses dirigentes do negócio mundial dos combustíveis fósseis são apresentados pela propaganda “verde” como os piores responsáveis de uma futura morte do planeta.

Por outro lado, o pontificado do Papa Francisco adotou uma política acintosamente oposta a esses líderes do capitalismo. E se engajou numa política que vai de mãos dadas com a propaganda ecologista radical, e que está expressa na encíclica ‘Laudato Si’.

Porém, no referido encontro verificou-se que em lugar de oposição há um fundo de cooperação. E para fazer o que?

O site italiano “La Nuova Bussola Quotidiana” que acompanha atentamente o andamento das políticas vaticanas com olho crítico apontou o princípio geral que inspiraria esse conjunto macrocapitalista formulado por Steven C. Rockefeller em 1997:

“Se as religiões querem ter um papel construtivo como membros da nova comunidade mundial que está emergindo, devem reconstruir sua visão do mundo e da ética à luz do pensamento ecológico”.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Cientista falsário aclama o Papa Francisco como “herói dos climatólogos”!

O prof. Michael E. Mann no tempo da polêmica pelo seu contestado gráfico
O prof. Michael E. Mann no tempo da polêmica pelo seu contestado gráfico
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Michael E. Mann é o cientista criador de um dos maiores escândalos científicos do decadente século XX e do incipiente milênio. Ele forjou um quadro estatístico da evolução das temperaturas globais na Terra no último milênio.

Foi o controvertido “hockey stick graph” ou “gráfico do taco de hóquei” que acabou ganhando títulos de “ciência infame”. Tal vez hoje ganharia o apelativo de “fake science”.

O escândalo fez correr rios de tinta e montanhas de papel. Alguns de seus compinchas foram processados por impropriedade administrativa, pois tinham manipulado e feito desaparecer dados de grandes organismos públicos que estudam o clima.

O “gráfico do taco de hóquei” esteve no centro do “Climategate”, e serviu de “prova do revolver fumegante” das fraudes aquecimentistas.

Ele apresentava a forma de um taco de hóquei. As oscilações conhecidas da temperatura planetária durante mil anos forneciam uma figura estatística quase retilínea, respeitadas as mudanças havidas para cima e para abaixo.