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domingo, 1 de dezembro de 2019

O realejo dos pânicos verdes ainda toca no Vaticano

A profecía: milhões de pessoas morreriam de fome nos anos 70. A Índia superlotada estava condenada irremediavelmente e “a Inglaterra deixaria de existir por volta do ano 2000”
A profecía: milhões de pessoas morreriam de fome nos anos 70.
A Índia superlotada estava condenada irremediavelmente
e “a Inglaterra deixaria de existir por volta do ano 2000”
Luis Dufaur






Pela metade dos anos 60 do século XX foi moda na política e na mídia espalhar visões de pesadelo sobre uma desastrosa saturação populacional da Terra.

Em 1966, o escritor Harry Harrison publicou a apavoradora novela de ficção intitulada “Make Room! Make Room!”, em que imaginava massas humanas disputando os escassos recursos da terra em fase de extinção. O livro inspirou o filme ecolo-infernal “Soylent Green” (“No Mundo de 2020” / “À Beira do Fim”)

O duo pop Zager & Evans batia recordes cantando “no ano 2525, se o homem ainda estiver vivo”. A canção martelava que a humanidade estava esgotando demencialmente os recursos da Terra, numa mensagem ecológica.

Em 2015, The New York Times elaborou um documentado dossiê e vídeo sobre aquela onda de pânico irracional.

2015: Ehrlich, não se arrepende de suas falsas profecias. Ele diz que sua intenção continua incólume: “conscientizar” da catástrofe que estaria despencando sobre nós.
2015: Ehrlich, não se arrepende de suas falsas profecias.
Ele diz que sua intenção continua incólume:
“conscientizar” da catástrofe que estaria despencando sobre nós.
Numa perspectiva histórica quem viveu aqueles anos custa imaginar como foi possível que personagens importantes e grandes organismos políticos, religiosos e midiáticos puderam acreditar e se transformar em apóstolos dessa irrealidade hoje incompreensível.

Anos e até décadas depois as mesmas fake news -- naquela época nem se conhecia a expressão, mas se espalhavam à vontade -- são repetidas até em encontros promovidos pela Santa Sé, como se seus envelhecidos arautos não tivessem percebido que precisam trocar de "profecia".

Segundo o documentário, ninguém foi “mais influente ou mais aterrorizador que o biólogo da Universidade de Stanford, Paul R. Ehrlich, com seu livro ‘A bomba populacional’”.

A partir de 1968, a ’jeremiada’ de Ehrlich pressagiava um apocalipse inevitável. Ele socava as mentes, nos termos do jornal nova-iorquino, declarando que “a batalha para alimentar a humanidade estava perdida”.

Ehrlich pregou de público que centenas de milhões de pessoas morreriam de fome nos anos 70, dos quais 65 milhões seriam americanos. A Índia superlotada estava condenada irremediavelmente e “a Inglaterra deixaria de existir por volta do ano 2000”.

Ele não se contentava com as mortes maciças e em 1970 alertava que “em algum momento dos próximos 15 anos, chegará o fim”. Por “fim” ele entendia “um colapso total da capacidade do planeta para sustentar a humanidade”.

O pânico induzido contra uma superpopulação nunca se verificou. A humanidade cresceu, o número de pobres diminuiu vertiginosamente. Mas, a 'revolução verde' tenta reviver temores falsos de meio século atrás.
O pânico induzido contra a superpopulação foi uma fraude.
A humanidade cresceu, o número de pobres diminuiu vertiginosamente.
Mas, a 'revolução verde' tenta reviver temores falsos de meio século atrás.
A Inglaterra e a Índia hoje melhoraram bem e não houve as centenas de milhões de mortes pela fome que ele vaticinou.

A população do planeta duplicou, supera os sete bilhões, o número dos pobres diminui vertiginosamente e a produção de alimentos e energia se multiplicou assombrosamente.

Como semelhantes predições apocalípticas hoje manifestamente inverossímeis puderam algum dia ser adotadas como figurinos da política, da religião e da mídia?

Na série Retro Report, The New York Times decidiu dedicar um espaço especial com documentários analisando o esquisito mecanismo difusor de pânicos irracionais que tomou conta dos anos 60.

O caso interessa muito ao presente, quando análogos pânicos igualmente ilógicos são difundidos produzindo efeitos semelhantes.

Decorridos 47 anos, o Dr. Ehrlich não somente não faz o mea culpa pelo crasso erro cometido, mas, muito pelo contrário, interrogado pelo jornal, afirma que as datas que anunciou não têm importância alguma.

Para ele, o fim vem de qualquer jeito e é necessária uma drástica diminuição da natalidade e da própria humanidade já nascida. Se os homens não aceitarem praticar métodos voluntários, um acordo mundial deverá fixar “diversas formas de coerção”, como eliminar os auxílios sociais e previdenciários ou cortar as deduções tributárias aos que têm filhos.

Esse profeta da ecologia global diz que permitir às mulheres ter os filhos que desejarem é tão grave como permitir que qualquer um “possa jogar todo o lixo descartado no jardim do vizinho como bem entende”.

As declarações hodiernas desse porta-voz do mundo ecologicamente educado são de tal maneira ominosas, que causariam vertigem nos crentes de outrora em seus medos pelo suposto esgotamento dos recursos planetários, escreve o jornal.

Até o presidente Nixon dos EUA acreditava no mito e pregava cortar o crescimento da população.
Até o presidente Nixon dos EUA acreditava no mito
e pregava cortar o crescimento da população.
Mas, felizmente, não ficaram só ambientalistas fanáticos daquela década. Certos líderes verdes radicais modificaram seu palavreado. Stewart Brand, fundador do Whole Earth Catalog, aberto à contracultura radical chic e anarquista, respondeu ao Retro Report: “Talvez o fim não virá porque aquele raciocínio estava errado”.

No entanto, os defensores do bom senso continuam sofrendo um tratamento injusto. Por exemplo, Norman E. Borlaug, o biólogo que ganhou o Prêmio Nobel e o título de “o homem que salvou um bilhão de vidas” e que é tido como pai da revolução agro-industrial, ou agronegócio, e da utilização maciça dos OGM.

Borlaug sublinha que a falta de recursos em algum lugar do planeta é sempre resultado da incompetência e da corrupção dos governos e dos responsáveis locais.

O problema é que os supostos defensores da ecologia e da humanidade sabotam a aplicação da tecnologia já dominada e disponível para suprir as carências planetárias.

Fred Pearce, especialista britânico em população global, não está preocupado com o fantasma de a Terra ter habitantes em excesso. A sua verdadeira preocupação é com a baixa taxa de natalidade que não permite a reposição da população, e não só nos países industrializados.

A China implantou o regime forçado do "filho único" para conter a população. Hoje está ameaçada por falta de mão de obra que sustente o país.
A China implantou o regime forçado do "filho único" para conter a população.
Hoje está ameaçada por falta de mão de obra que sustente o país.

Por isso ele escreveu em 2010 o livro-denúncia The Coming Population Crash and Our Planet’s Surprising Future (A próxima débâcle populacional e o surpreendente futuro do nosso planeta), publicado pela Beacon Press.

Porém, os modelos demográficos da ONU calculam um auge de nove bilhões de habitantes por volta de 2050 e predizem cenários estarrecedores.

Porém, fora da ONU, as projeções demográficas divergem muito.

A inoculação do pânico fica patente, diz o jornal, na manipulação dos números da densidade populacional. A ideia dos semeadores de pânico, na ONU e alhures, é que as grandes concentrações populacionais são uma fonte infalível de pobreza e males sociais.

Mas, segundo a ONU, os três lugares com a maior densidade populacional são o Mônaco, Macau e Singapura. Nenhuma dessas cidades-estado entra, nem mesmo muito remotamente, na categoria dos casos desesperados apontados pelos pontífices do apocalipse ambientalista, da desigualdade intrinsecamente geradora de fome e de injustiças.

Tampouco o crescente consumo nos países mais ricos pode ser visto como uma ameaça ao planeta, escreveu o Dr. Pearce em 2010 na revista britânica Prospect.

A maior parte do crescimento do consumo aconteceu em países ricos que acolheram números substanciais de imigrantes. E esses passaram a viver segundo os padrões de consumo mais elevados de suas novas pátrias, constatou Pearce.

Em poucas palavras, o aumento do consumo das populações aconteceu sem dano global relevante e com largos benefícios para imensas camadas da humanidade, especialmente as mais pobres.

Com as novas tecnologias, a Índia aumentou a produção de alimentos, atende suas necessidades e ainda exporta.
Com as novas tecnologias, a Índia aumentou a produção
de alimentos, atende suas necessidades e ainda exporta.
Os pânicos abstrusos relacionados com o espectro de um planeta superlotado diminuíram. Porém, eles continuam latejando à sombra dos pavores ligados às mudanças climáticas, aquecimento global e conexos, diz o Dr. Pearce.

O slogan “crescimento populacional zero” (“zero population growth”) foi um grito de batalha que não se ouve muito em nossos dias.

Mas, o fanatismo dos disseminadores do pânico do fim do mundo não cessou.

O próprio Dr. Ehrlich, hoje com 83 anos, não se arrepende de suas sinistras e falsas profecias. Ele diz que não repetiria tudo o que disse, mas que sua intenção continua incólume: “conscientizar” da catástrofe derradeira que estaria despencando sobre nós.

Mas essa catástrofe apocalíptica se parece cada vez mais com uma intenção de bloquear o progresso da humanidade, de impedir a organização hierarquizada e harmônica dos homens entre si, com famílias numerosas e no regime de propriedade privada, livre iniciativa e consumo brilhante.

Ehrlich continua convencido de que o Dia do Juízo Final está na volta da esquina. Indagado pelo Retro Report de The New York Times se repetiria suas pregações dos anos 60, o pontífice do terror verde respondeu que hoje “minha linguagem seria ainda mais apocalíptica”.

O Retro Report elaborou um cuidadoso documentário financiado em parte pelo Pulitzer Center on Crisis Reporting. O vídeo não visa o lucro e foi resultado do trabalho de 13 jornalistas e 10 auxiliares.

O leitor pode vê-lo em seguida.

Mas prepare-se para uma surpresa: vai encontrar os maiores potentados da Terra, que o leitor talvez conheceu ou ouviu falar, fazendo seus os discursos mais aberrantes e mais contrários ao bem da humanidade.

Pelo contrário, pareciam inebriados pelos aplausos que atrairia seu gesto salvador apoiado num largo consenso, sem atentar para o inumano absurdo que estavam espalhando. Porém,hoje seus êmulos fazem girar o mesmo realejo até desde o Vaticano e sempre em nome da ecologia.


Vídeo: O realejo da ‘bomba populacional’ que nunca explodiu




domingo, 24 de novembro de 2019

Como a revolução comuno-ambientalista
está destruindo o Brasil e até os próprios índios

Agitações e pressões em Brasília. A população honesta e trabalhadora foi um das primeiras vítimas.
Agitações e pressões em Brasília.
A população honesta e trabalhadora foi um das primeiras vítimas.

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



continuação do post anterior: Quando um cacique fala toda a verdade, brilha a falácia da “revolução ambientalista”



Catolicismo —  Como vem sendo a atuação do Conselho Indígena de Roraima (CIR) lá na Raposa/Serra do Sol?

Silvestre — O CIR sempre atuou, mas para desmoronar. Os cabeças da entidade estão todos empregados na Secretaria do Índio, do INCRA, com bons salários, eles sempre viveram assim, sempre viveram por trás da população indígena que está lá sofrendo.

Catolicismo — Essa Secretaria do Índio é do Governo do Estado ou do Governo Federal?

Silvestre —  É do Governo do Estado, embora não seja da competência dele. O estado vem se obrigando a fazer coisas que seriam da competência do Governo Federal. A Secretaria do Índio ajuda um aqui, outro ali, porque não dá pra ajudar todo mundo.

No caso da energia elétrica, numa recente entrevista eu até citei o senador Romero Jucá.

Ele vai à televisão e fala assim: “A luz para todos em Roraima está consumada, a luz para todos atingiu todo mundo em Roraima”. Apesar de dizer “energia para todos”, a 100 km daqui, no Boqueirão, onde eu morei, eles negociaram para a luz passar dentro de Guri e descer 15 km com a rede, pois hoje estão lá 19 pais de família sem energia.

A luz foi colocada só no centro da comunidade e o resto ficou sem nada. Eles estão falando que vão colocar.

Catolicismo — E na Raposa/Serra do Sol, não tem energia?

Silvestre — Alguns têm, porque o governo deu um motor de luz pra eles lá. Ou aqueles que têm uma condiçãozinha para comprar um motorzinho. Mas os outros estão lá sem energia! É brincadeira...

Fazenda de produção de arroz demolida após expulsão dos fazendeiros de Raposa Serra do Sol.
Fazenda de produção de arroz demolida
após expulsão dos fazendeiros de Raposa Serra do Sol.
Catolicismo — Para a Raposa/Serra do Sol não vai energia?

Silvestre — Para lá não vai.E temos lá uma grande cachoeira possibilitando a construção de uma hidrelétrica para abastecer Roraima e outros estados, até outros países, mas a luz aqui vem da Venezuela.

Pode parecer que eu estou mentindo, mas vá lá para ver... Se fizerem a hidrelétrica ali, vai ser a vida para as comunidades indígenas, vai gerar dinheiro, vai gerar luz, vai gerar tudo de bom para aquelas comunidades.

Eu me lembro de um ex-governador que já se foi. Ele dizia: “O desenvolvimento do Estado e do País chama-se estrada e energia”.

As terras eram plantadas com arroz, do Genor Faccio, do Paulo César Quartiero, daqueles arrozeiros todos que foram retirados de lá.

Num dia desses o Dr. Juiz Hélder Girão Barreto me perguntou: “Silvestre, me diga uma coisa, como é que está a Raposa/Serra do Sol?”.

Eu respondi: “Está abandonado, doutor.”

Aí ele disse: “A gente sabia. Eu estou fora disso agora.”

Ele disse desse jeito pra mim! Mas na época ele foi a favor da demarcação... Hoje o índio deveria estar plantando, colhendo, ganhando dinheiro e abastecendo o Estado.

Catolicismo — Parece que o Estado perdeu 4% do PIB com a saída dos arrozeiros de lá. É isso mesmo?

Silvestre — Só o Paulo César tinha 5.000 funcionários trabalhando na empresa de arroz dele. Ele foi retirado, e então essas 5.000 pessoas estão aí hoje quase todas desempregadas, porque o desemprego é grande aqui. O índio continua abandonado mesmo!

Catolicismo — Qual é a sua formação escolar?

Índio Silvestre Leocádio da Silva falando
Índio Silvestre Leocádio da Silva falando
Silvestre — Eu só tenho o ensino fundamental. Vou relatar o que aconteceu recentemente comigo e com a minha família. Os garimpeiros sobem para a mina Santa Rosa — como hoje está tudo difícil, então muita gente está aí desempregada e vai atrás de dinheiro seja onde for —, os garimpeiros estão sempre entrando no Santa Rosa para tirar ouro e diamante.

Então, minha filha que mora lá na comunidade do Boqueirão — os garimpeiros passam lá na ida e na volta — ela vende comida para eles. Ela vende comida lá e vive disso.

Depois a Polícia Federal foi lá prendê-la juntamente com o marido. Em seguida, veio aqui na minha casa me prender. Só não me prendeu porque eu não me encontrava no momento.

E sabe qual a razão? Alegava que eu estava apoiando os garimpeiros, estava comprando arma, estava dando todo o apoio aos garimpeiros.

E minha filha, os estava alimentando quando eles passavam pelo Boqueirão... E eu nem conheço esses tipos...

Minha filha tem um telefone rural. O delegado disse para mim que ela não pode ter telefone, porque ele é via satélite.

Eu disse para ele: “Sr. delegado, isso aqui é um telefone! Eu sou índio, será que não posso ter um telefone?” Ele respondeu: “Telefone que custa R$ 1.300,00, ela não pode ter..”. Mas o que é isso!?

PF numa primeira incursão na área da Raposa/Serra do Sol em 2008, Foto Roosewelt Pinheiro-ABr.
PF numa primeira incursão na área da Raposa/Serra do Sol
em 2008, Foto Roosewelt Pinheiro-ABr.
A Polícia Federal prendeu minha filha e foi preciso pagar um advogado para soltá-la. A PF foi bater na penitenciária, porque disse que ela e seu marido estavam traficando gasolina, traficando ouro.

É triste, hoje as comunidades não podem ter nada, eles querem os índios lá andando nus, pedindo as coisas. É complicado! Eu discordo disso aí, eu como indígena discordo.

Eu acho que nós indígenas temos que acompanhar o progresso do Brasil e de todo o mundo, temos que acompanhar o branco, o preto, temos que acompanhar a política brasileira, a política estrangeira, tudo nós temos que ter conhecimento. Se não, para onde nós vamos?

Eu trabalhei com os padres durante 20 anos. Por isso, eu aprendi muita coisa, estudei. Era para eu ter ido à Itália me formar; mas então eu não quis. É por isso que não sou formado.

Eu comprei muito gado pra Igreja Católica distribuir às comunidades indígenas no município de Alto Alegre. Depois eu saí fora, porque chegou um momento em que eu entendi que não era o que eu queria, era o que os padres queriam.

Depois fui para a SODIUR [Sociedade de Defesa dos Índios Unidos de Roraima], tornei-me presidente dela e nos colocamos contra a demarcação da Raposa/Serra do Sol.

Catolicismo — A SODIUR ainda existe?

Silvestre — Existe. Hoje a FUNAI mudou um pouco. Numa época anterior a FUNAI não me considerava como índio porque eu estava na cidade.

Eu não tinha direito a fazer um registro indígena, minha mulher não tinha o direito de fazer o “salário maternidade”, minha família não tinha direito de tirar o registro indígena, porque já estávamos na cidade. A discriminação é grande!

A discriminação vem da política, vem da FUNAI, vem das ONGs, vem de todo mundo, é muito triste.

E quando falo dessa maneira, as pessoas falam assim: “Você fala demais”.

Expulsão dos moradores de Raposa/Serra do Sol
Expulsão dos moradores de Raposa/Serra do Sol
Eu falo a verdade, a dor quem sente sou eu, não posso ser discriminado. Se eu não aprender como o branco procede, ele vai passar por cima de mim, tenho de aprender, tenho de me defender.

Se tivéssemos uma FUNAI que nos desse condições para evoluir, hoje não estaríamos sendo tão discriminados. Contrariamente, a FUNAI existe para ganhar dinheiro em nome do índio, só isso.

A FUNAI me dizia: “Aqui na FUNAI não tem coisa para os índios aculturados, só tem para os ianomâmis, eles estão lá isolados.”

A FUNAI tinha que ir à Raposa/Serra do Sol e, juntamente com o Governo Estadual e o Federal, fazer escola, fazer posto médico, fazer hospital, fazer estrada, fazer uma agricultura com tecnologia. Penso que a FUNAI existe para isso.

Mas ela quer isolar o índio. Se não fosse o governo do estado de Roraima, os índios morreriam de indigência.

A FUNAI abandona o índio. Já ficou claro que a Raposa/Serra do Sol foi demarcada para acabar com os índios, pois os índios estão vindo pra cidade!

Toda a verdade sobre Roraima





domingo, 17 de novembro de 2019

Quando um cacique fala toda a verdade,
brilha a falácia da “revolução ambientalista”

O índio Silvestre Leocádio da Silva viu injustiças verde-vermelhas contra os índios e a natureza
Índio Silvestre Leocádio da Silva: há injustiças verde-vermelhas contra os índios e a natureza
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



A questão indígena no Brasil tem servido a movimentos de esquerda e a certas ONGs como pretexto na luta contra o direito de propriedade, o que tem prejudicado os próprios indígenas.

É uma das revelações que narra nesta entrevista Silvestre Leocádio da Silva, 66, antigo tuxaua (cacique, na língua macuxi).

Ele dá o exemplo da reserva indígena Raposa/Serra do Sol, que se transformou — após sua demarcação e consequente expulsão dos antigos moradores — numa verdadeira “favela indígena”.

A mídia vezeira em noticiar alarmismos eco-ambientalistas, ela não o é quando se trata de denúncias sobre a ação criminosa de ONGs, por vezes ditas católicas, e organizações oficiais que manipulam os índios para investirem contra propriedades particulares.

Eis um depoimento revelador do caráter subversivo “vermelho” comuno-tribalista da revolução ecologista que está sendo feita no Brasil, “para salvar o planeta”.



Revolução Tribalista sob investigação


Catolicismo — O senhor é índio macuxi?

Silvestre — Sim, tenho duas etnias no meu sangue: meu pai é macuxi e minha mãe é ingaricó.

Catolicismo — Qual é a situação hoje da Raposa/Serra do Sol, depois da saída dos arrozeiros e dos senhores de lá?

Silvestre — Uma tragédia. Se não fosse essa tragédia, hoje os índios estariam muito bem, ganhando dinheiro, recebendo projetos do Governo Federal, do Governo do estado, na Raposa/Serra do Sol, com 1.750.000 hectares.

Mas o Governo Federal simplesmente abandonou a população indígena. E não foi só a da Raposa/Serra do Sol não, foi em todo o estado de Roraima.

Catolicismo — E os ianomâmis, o senhor tem notícias deles?

Silvestre —  Os ianomâmis estão aí ao léu, andando pelas ruas de Boa Vista com vassouras no ombro para trocar por um calção, por uma camisa, por vestidos para suas mulheres.

O futuro era promissor. Mas, subitamente, em nome do índio
os índios foram jogados na pior das misérias
Eles andam em grupos o dia todo aí pelas ruas da cidade. Então, cadê o dinheiro do Governo Federal? Demarcaram aquelas terras para os índios, ou para o Governo Federal ou para as ONGs?

Como índio, eu queria ter o prazer de hoje dar uma entrevista e dizer que o índio está muito bem com as terras demarcadas, que o índio está ganhando dinheiro, que o índio está na tecnologia, que o índio está participando do progresso brasileiro, do progresso de Roraima.

O que se passa é o contrário. Os índios estão abandonados, e não são só os da Raposa/Serra do Sol. É triste quando você vê os ianomâmis aí passando fome, passando necessidade, sem remédio e sem educação.

Catolicismo —  E as ONGs não têm feito nada por eles? Pois, além do Governo Federal, através da FUNAI havia ONGs fazendo muito barulho...

Silvestre — Eu não conheço vocês e vocês não me conhecem... A gente está aqui conversando, mas se vocês pegarem um avião e forem a Santa Rosa ou ao Maracá, lá em cima, de onde eles tiraram os garimpeiros por duas ou três vezes, lá está um grupo de americanos, instalado lá com casa, rádio, televisão, tem de tudo.

Eles estão lá, mas os brasileiros não podem se instalar lá. Há um grupo lá que se diz missionário...

Os índios da Raposa/Serra do Sol estão todos aí pedindo educação, pedindo saúde, pedindo estrada, porque eles não têm estrada, não têm pontes; eu os vi fazendo essa reivindicação para a governadora daqui do estado. Com um monte de papel na mão, fazendo pedido: querem estrada, querem ponte, não têm dinheiro.

E quem criou o problema com a demarcação foi o Governo Federal. Agora, por que o Governo Federal não aperta as ONGs, os padres, os missionários?

Cadê o dinheiro que eles trouxeram para demarcar e por que não continuam aplicando esse dinheiro lá dentro? Porque lá dá de tudo! Se plantar, dá!

Mas como é que o índio vai plantar se não tem apoio? Se não tem maquinário? Se não tem técnica? O índio está lá abandonado!

O governo federal simplesmente demarcou e abandonou!

Índio macuxi Adalto da Silva num lixão sem emprego,  teve que deixar Raposa/Serra do Sol
Índio macuxi Adalto da Silva num lixão sem emprego,
teve que deixar Raposa/Serra do Sol
Aqui no município de Alta Alegre, próximo de Boa Vista, nós temos 11 comunidades com terras demarcadas em ilhas, não tem nada dado pelo Governo Federal para que esse povo tenha dias melhores, para que esse povo tenha um bom relacionamento, que não tem.

Catolicismo — Tivemos informações de que na Raposa/Serra do Sol — talvez o senhor conheça mais especialmente o assunto — o Conselho Indigenista de Roraima, ligado à CNBB, estaria ajudando os índios. O senhor sabe como vão funcionando as coisas por lá?

Silvestre — Na verdade é assim: quem tem, tem, quem não tem, não vai ter. Há um gado que foi doado pela Igreja Católica, que na época ficou para poucas comunidades, para algumas comunidades. E a maioria ficou sem nada.

O Governo do estado, na ocasião também doou um pouco para cada um, mas hoje eles estão vendendo tudo para se manter, para comprar arroz, açúcar, feijão, comprar de tudo.

Eu vejo eles vindo aqui na cidade; vão aí nesses mercados, e têm que comprar de tudo, até a banana eles levam. É triste!

Catolicismo —  Extrativismo eles não fazem mais? Extrativismo, caça, pesca...

Silvestre — Olha, não tem mais nada lá. Tem para aqueles que moram perto do rio, aqui próximo de Boa Vista. Porque esses rios lá em cima são rios de cachoeira, não têm peixe.

E a caça não existe mais, acabou. Existe muito pouquinho. Eles têm de comprar aqui. No Uiramutã, por exemplo, os marreteiros levam de tudo daqui para vender para eles lá.

Levam peixe, levam galeto e eles são obrigados a pagar um preço absurdo. Aqui na capital já está tudo caro.

O marreteiro que sai daqui pra vender lá, só pode vender caro. Então, agora está difícil a vida para os índios de lá.




continua no próximo post:


domingo, 10 de novembro de 2019

Líder de Greenpeace abandonou a ONG por causa da infiltração marxista e explica como

Dr. Patrick Moore deixou Greenpeace que ajudou a fundar
Dr. Patrick Moore deixou Greenpeace que ajudou a fundar
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




O Dr. Patrick Moore foi um dos co-fundadores da ONG Greenpeace.

Ele partiu para as Ilhas Aleutas na missão inaugural do grupo em 1971 visando protestar contra os testes nucleares norte-americanos.

Ele liderou Greenpeace durante 15 anos até que saiu abruptamente.

Tornou-se, então, defensor de algumas das causas mais detestadas pelo ambientalismo. Por isso é menosprezado e tido como um “renegado”.

O que houve com Moore?

Entrevistado no filme “A grande farsa do aquecimento global”, ele denunciou que sua bandeira foi sequestrada por militantes da esquerda. E explicou:
“A adoção do tema do clima foi uma decisão maior e aconteceu por duas causas diversas.

“A única forma de eles continuarem contra o establishment ocidental era adotar posições ainda mais extremadas.

Moore: "Eles traziam o neo-marxismo e aprendiam a linguagem verde de uma maneira muito astuta"
Moore: "Eles traziam o neo-marxismo e
aprendiam a linguagem verde de uma maneira muito astuta"
“Por exemplo, eu deixei Greenpeace no meio de uma campanha que visava proibir o cloro.

“E eu lhes dizia: ‘mas, rapazes, trata-se de um elemento que está na tabela periódica dos elementos, vocês sabem que eu acho que não está no nosso poder proibir draconianamente um elemento químico’.

“A outra razão do aparecimento do ecologismo extremo foi que o comunismo mundial havia fracassado.

“O Muro caia e um mundo de pacifistas e de ativistas políticos se reciclava no movimento ambientalista.


“Eles traziam consigo o neo-marxismo e aprendiam a linguagem verde de uma maneira muito astuta para promover um programa que tinha mais a ver com a anti-globalização e o anti-capitalismo que com a ecologia ou a ciência”.

Posteriormente, entrevistado pela revista Newsweek ele acrescentou novos dados. Eis alguns excertos:

Moore denuncia ideologia neomarxista, ausência de ciência  e sensacionalismo propagandistico em Greenpeace
Moore denuncia ideologia neo-marxista, ausência de ciência
e sensacionalismo propagandístico em Greenpeace
“Nós estávamos tão focados no aspecto destrutivo da guerra nuclear que cometemos o erro de assimilar energia nuclear com armas nucleares, como se todas as coisas nucleares fossem más.

“De fato hoje, o Greenpeace ainda usa a palavra ‘mal’ para descrever a energia nuclear.

“Eu acho que é um erro tão grande como você amalgamar medicina nuclear com armas nucleares.

“A medicina nuclear usa isótopos radioativos para tratar com sucesso milhões de pessoas todos os anos, e esses isótopos são produzidos em reatores nucleares.

“Eu deixei Greenpeace porque meus colegas diretores, nenhum dos quais tinha qualquer formação científica, lidavam com questões sobre produtos químicos, biologia e genética, sem terem formação alguma.

Desmatar é necessário, diz o Dr Moore,  Greenpeace age sem ciência e contra o bom senso.  Foto: ativistas contra Código Florestal
Desmatar é necessário, disse Moore à TV de Vancouver,
Greenpeace age sem ciência e contra o bom senso.
Foto: ativistas contra Código Florestal
“Eles usavam da organização para um ‘ambientalismo pop’ com base no sensacionalismo, a desinformação, a tática do medo, etc, para tratar com as pessoas numa base emocional, em lugar de apelar para o arrazoado intelectual.

A continuação o ex-líder de Greenpeace mostrou distorções e falsos espalhados pelo ambientalismo a respeito de certas energias “alternativas” :

“Além de energia hidrelétrica, a tecnologia nuclear é a única de que dispomos, além dos combustíveis fósseis, como fonte de energia contínua em larga escala.

“Você pode confiar nelas 24 horas por dia, sete dias por semana.

A energia eólica e a solar são intermitentes e, portanto, não são confiáveis.

“Como você pode fazer funcionar hospitais, fábricas, escolas e até mesmo uma casa quando o fornecimento de eletricidade desaparece três ou quatro vezes por dia?


Energia solar e absurdamente cara, instável e não confiável.
Energia solar e absurdamente cara, instável e não confiável.
“O vento pode ter um papel menor para reduzir o consumo de combustíveis fósseis, porque você pode renunciar aos combustíveis fósseis mas só quando o vento está soprando.

“Substituir os combustíveis fósseis com energia solar é completamente ridículo.

“Os subsídios governamentais à energia eólica e solar por toda parte são maciços.

“A França tira 80% de sua eletricidade das usinas nucleares e não tem altos custos de energia.

“A Suécia, produz 50% de sua energia nas centrais nucleares e tem custos de energia muito razoáveis.

Em recente livro, Moore explica como Greenpeace virou sucursal neomarxista
Em livro, Moore explica
por que deixou Greenpeace
“O custo de produção de eletricidade das 104 usinas nucleares em operação nos Estados Unidos é de 1,68 centavos de dólar por quilowatt-hora, não incluindo os custos de capital.

“O custo da energia nuclear é muito baixo e competitivo.

“A eletricidade produzida em centrais a gás custa três vezes mais do que a nuclear, pelo menos.

“O custo da eletricidade tirada de eólicas aumenta cinco vezes mais, e a gerada pelas centrais solares é 10 vezes mais”.

E refutando o medo irracional de que as usinas nucleares possam multiplicar os arsenais atômicos e gerar um holocausto planetário, disse:

“Você não precisa de um reator nuclear para fazer uma arma nuclear.

“Com tecnologia de centrifugação é muito mais fácil, mais rápido e mais barato fazer uma arma nuclear.

Energia nuclear e barata, segura, confiavel, estavel, diz Dr Moore
Energia nuclear e barata, segura,
confiável, estável, diz Dr. Moore
“Você nunca vai mudar o fato de existir pessoas más no mundo.

“A maioria das mortes em combate nos últimos 20 anos não foi causada por armas nucleares, bombas, fuzis, minas terrestres ou qualquer outra arma, mas pelo facão.

“Entretanto, o facão é a ferramenta mais importante para os agricultores no mundo em desenvolvimento.

“Centenas de milhões de pessoas o usam para limpar suas terras, cortar a lenha e fazer a colheita.

“Proibir o facão não é uma opção”.



Dr. Moore explica suas razões na TV de Vancouver (inglês)



domingo, 3 de novembro de 2019

Aquecimento global só preocupa devotos semi-religiosos diz jornalista inglês

Perigo não é o aquecimento global, mas a histeria ambientalista
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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O grande perigo não é o aquecimento, mas a histeria suscitada a seu respeito escrevera com propriedade o colunista Andrew Alexander no diário “The Mail” de Londres.

O comentário continua mais válido do que nunca. Até se diria que a histeria atingiu patamares recorde.

Os “aquecimentistas” ostentam um fervor semi-religioso típico de pastores de épocas obscuras, porém, os líderes políticos discutem a agenda irracional desses iluminados, acrescentou o jornalista.

Os pregadores ambientalistas têm em seu favor os relatórios lançados ciclicamente pelo Painel Internacional para o Câmbio Climático ‒ IPCC, o órgão político da ONU que profetiza um devastador aquecimento global e põe a culpa dele na civilização humana.

Porém, ainda que saia a publicação desses relatórios um após o outro, o clima não fez outra coisa senão desmenti-lo: chegou-se ao ponto que de dois anos de esfriamento global quase zerar 30 anos anteriores de aquecimento.É a oscilação natural da temperatura.

De quem foi a culpa? Da natureza, dos termômetros antiquados ou dos contestados “modelos de computador” manipulados por “aquecimentistas”?

domingo, 27 de outubro de 2019

Poluição tinge de vermelho o maior rio da China

Luis Dufaur
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O imenso, histórico e poético rio Yangtzé, outrora conhecido como “a correnteza de ouro”, ou “Rio Azul”, voltou a adquirir uma estranha cor vermelha, assustando os ribeirinhos e a imprensa internacional, informou The Telegraph de Londres.

O método das autoridades socialistas chinesas consiste em declarar que não têm ideia do que se trata e não se mostram determinadas a fazer nada sério em face do desastre.

O mais extenso e largo rio chinês e o terceiro maior do mundo, o Yangtze irriga as melhores terras da China.

Sua imensa bacia (de 1.800.000 a 1.942.500 km²) inclui os mais belos panoramas do país-continente hoje escravizado.

domingo, 20 de outubro de 2019

Da caverna de Marx à taba ecolo-missionária

Militantes da ONG Earth First! tentam atingir o ideal tribal-animal "integrado na natureza"
Luis Dufaur
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Karl Marx – como vimos no post anterior (Karl Marx: o profeta anticristão da vida tribal, e o Sínodo Pan-amazônico) – teceu uma fantasia a respeito dos homens vivendo como cavernícolas em tempos pré-históricos.

Esse deveria ter sido, segundo seu gosto, o ponto de partida idílico da atual fase da evolução humana rumo ao comunismo utópico.

A imagem coincide de cheio com o sonho que faz delirar o ambientalismo mais radical.

No fim das contas muitos ecologistas procedem do próprio ambiente comunista, reorganizados revolucionariamente sob a bandeira verde após a queda da URSS.

Marx adotou os devaneios de místicos ateus ou pagãos que encontraram guarida em documentos como a encíclica ‘Laudato si’ do Papa Francisco.

Ele foi também ecoado por teólogos ‘católicos’ evolucionistas como Teilhard de Chardin SJ. E, nem é preciso dize-lo, por teólogos da libertação das mais variadas tendências.

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Karl Marx: o profeta anticristão da vida tribal,
e o Sínodo Pan-amazônico

Luis Dufaur
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Voltar à vida tribal – e por que não na caverna? – é o objetivo da evolução sonhada por Karl Marx como desfecho da luta de classes.

Como ?

A explicação foi fornecida pelo psicanalista marxista Erich Fromm (1900-1980), célebre entre os comunistas mais iniciados.

Fromm dirigiu a Escola de Frankfurt desde 1930 (o Frankfurter Institut für Sozialforschung).

Também foi um dos homens chaves na criação do marxismo freudiano, doutrina enquistada na Revolução Cultural que está demolindo nossa civilização.

A afinidade do pensamento do fundador do comunismo – e, de Fromm é claro – com o ecologismo mais extremado e com o comuno-progressismo que está tirando a máscara no Sínodo Pan-amazônico não poderia ser mais plena.

Fromm acrescenta uma grossa e apimentada dose de liberalismo sexual tirada de Sigmund Freud, para destruir a moral e a família.

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Segure o riso: a ONU pediu comer menos carne para conter o aquecimento global

Não é a vaca que ficou loca, foi o IPCC!.
Não é a vaca que ficou louca, foi o IPCC!.
Luis Dufaur
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Em 2015, os países membros da ONU assinaram o Acordo de Paris para “manter o aumento da temperatura média global em bem menos de 2°C acima dos níveis pré-industriais e de envidar esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais”, entre outras metas.

Esse objetivo logo se verificou inviável. Os EUA saíram do Acordo e vários outros países que bancavam de arautos de sua aplicação trapaceavam fingindo uma execução que não faziam, por interesses nacionais e também porque impossível.

Em nome desse quimérico Acordo uma comissão da ONU produziu agora um relatório-sofisma para dar visos de objetividade a essa exigência ambientalista, noticiou “Clarín” de Buenos Aires.

Segundo ele, a humanidade só poderá atingir a meta de conter o aquecimento global se muda o uso da terra e transforma seus hábitos alimentares.

Uma das principais recomendações com essa finalidade é que os homens comam menos carne e mais vegetais.

domingo, 22 de setembro de 2019

Pedido aos Padres Sinodais: que a Igreja na Amazônia espelhe a Santa Face de Cristo!

Luis Dufaur
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Prezados leitores de “Verde: cor nova do comunismo”:

Não é costume deste blog veicular petições ou abaixo assinados, ainda que muito bem-intencionados.

Porém, desta vez, o Brasil e a América do Sul sofrem uma ameaça até agora nunca imaginada.

Corremos o risco de cair numa das piores formas de comunismo e de Teologia da Libertação, travestidas de verde e “ecologia integral”.

Por isso convidamos a quem deseje, a assinar a petição promovida pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira.

Para isso basta clicar nos links e proceder a assinatura.

domingo, 15 de setembro de 2019

Encíclica Laudato Si’ regozijou as esquerdas e preparou o Sínodo Pan-amazônico




No dia 16 de julho de 2015, por iniciativa do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, no Club Homs da capital paulista o autor deste post pronunciou uma palestra sobre a Encíclica do Papa Francisco  Laudato Si' .

Naquela oportunidade estávamos longe de imaginar a atualidade que viria a ter, especialmente diante de um Sínodo pan-Amazônico que ruma a abalar a Igreja e a civilização.

Relembrando que é um documento de grande autoridade magisterial dirigido a todo o orbe católico, destaquei a minha surpresa vendo o entusiasmo com que ele foi acolhida pelo comunismo, não só o velho saudosista da URSS mas o "novo" verde, tribalista, anarquista, e extremistas afins no mundo todo.

Tal vez no momento atual seja ainda mais oportuno relermos essas inacreditáveis afirmações da esquerda vermelha, hoje tão tingida por fora de verde com ares eclesiásticos, num contexto "sinodal" e "amazônico"!


A Laudato Si'  não se dirige só aos católicos, mas, segundo explicou o Prof. Alberto Gambino, da Universidade Europeia de Roma, “a todos os que têm sensibilidade pela [...] deterioração do meio ambiente”, crentes ou não.

domingo, 8 de setembro de 2019

Religião verde enferma os parisienses, diz acadêmico

François d’Orcival na presidência da Academia Francesa de Ciências Morais e Políticas
François d’Orcival na presidência da Academia de Ciências Morais e Políticas da França
Luis Dufaur
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insensatos pânicos ambientalistas ecoados com tanta obstinação que fazem nosso cérebro rolar dentro do crânio. É a observação, que parafraseamos, de François d’Orcival diretor do comitê editorial do semanário “Valeurs Actuelles” e membro da Academia de Ciências Morais e Políticas da França.

Para ele nesse trabalho sobressaem a Prefeitura de Paris e os militantes “verdes” que enchem seus escritórios e parecem determinados a parar o trânsito da Cidade Luz.

Em nome da ecologia, nem mesmo a lógica ou o raciocínio interessam mais.

Já não sofismam nem fantasiam. Cansaram de perseguir os parisienses com circunlóquios enganadores.

Acabaram com os truques de “rodízios”, “fechamentos temporários”, “tráfego alternado ou diferenciado”, etc.

Agora é direto: se trata de proibir.

Coleção de “infamantes selos Crit'Air” na cidade de Lyon
Coleção de “infamantes selos Crit'Air” na cidade de Lyon
A polícia barrará o trânsito nos acessos da capital e nas periferias.

Os carros portadores de um sinal que para os franceses evoca a estrela de Davi amarela imposta aos judeus durante a ocupação nazista (agora é o “infamante Crit'Air”, certificado de qualidade do ar classificado de 1 a 5) são proibidos de circular durante as horas de trabalho.

O argumento é o acostumado: combater a poluição atmosférica.

Numa cruel ironia do céu, no dia 1º de julho de 2019 quando ficaram proibidos os portadores do “Crit'Air 5” e os interditados para sempre (mais de 20 anos), os 6 milhões de sensores da AIRPARIF (órgão que que mede a poluição do ar na capital), indicavam não só que essa era fraca, mas que só chegava a 25% do necessário para declarar uma alerta.

A mesma instituição, no 26 de junho, no meio de um pânico midiático pela passagem de uma onda de calor, observava que o pico o auge de poluição por ozônlo aconteceu em 12 de julho de 1994. Há um quarto de século!

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

A ‘humanofobia’ tem algo a ver com a ‘ecologia integral’ ou a ‘mística indígena’?

Máscara do deus mexicano Tezcatlipoca. Museu Britânico. A morte ritual voluntária era tida como uma salvação entre esses índios. A humanofobia retoma o demoníaco costume
Máscara do deus mexicano Tezcatlipoca. Museu Britânico.
A morte ritual voluntária era tida como uma salvação entre esses índios.
A humanofobia retoma o demoníaco costume
Luis Dufaur
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No post anterior (Sínodo age com base em mitos em que nem Boff acredita), comentamos o ódio filosófico-teológico contra o ser humano pregado pelo tal vez maior teólogo da “libertação da Terra”, o franciscano renegado Leonardo Boff.

O anti-humanismo do ex-frade não é exclusivo dele. No nosso blog temos reproduzido inúmeros outros exemplos nesse sentido provenientes da Europa e dos EUA.

Eis alguns outros dados mais ou menos próximos ou relacionados com o Sínodo Pan-amazônico de outubro de 2019.

No site Religión en Libertad, o escritor e ex-âncora de TV e rádio, Luis Antequera, afirma que se revela cada vez mais a existência de um lobby que ele define como humanófobo, ou que despreza o ser humano.

Esse professa uma ideologia humanofóbica porque é teológica e filosoficamente contra o homem, qualquer que seja sua condição, de selvagem ou de civilizado.

domingo, 1 de setembro de 2019

Pânico induzido das queimadas
esconde plano anticristão

A área em verde escuro é a floresta amazônia Destaca-se a escasez aguda de fogos, com exceção das áreas de fronteira. Fonte: FIRMS ou Fire Information for Resource Management System
A área em verde escuro é a floresta amazônica
Destaca-se a escasez aguda de fogos, com exceção das áreas de fronteira.
Fonte: FIRMS ou Fire Information for Resource Management System
Luis Dufaur
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Segundo explica a NASA, estamos na ‘estação do fogo’ na floresta amazônica. Segundo o mais acatado órgão do mundo que acompanha os fenômenos da atmosfera e do espaço não há razão alguma para o alarme.

O estrondo mundial pelas queimadas na região amazônica é um fato estritamente midiático.

O ‘pânico dos incêndios amazônicos’ é tal vez a maior manobra de ‘fake news’ de que a história tem lembrança.

E, como veremos, incuba sorrateiramente um objetivo ideológico há tempos que pode causar gigantesco dano ao Brasil.

Vamos por partes.

O que diz a NASA

Na página “Fires in Brazil”, o Earth Observatory da NASA (National Aeronautics and Space Administration, ou Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço, agência do Governo Federal dos EUA) explica tranquila, sisuda, breve, técnica e documentada online o seguinte:

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Sínodo Pan-amazônico se baseia em mitos
em que nem Boff acredita

Casamento de Martín García de Loyola (descendente indireto de Santo Inácio) e Beatriz Clara Coya (da famía real dos Incas). Igreja da Compañía, Cuzco, século XVII
Casamento de Martín García de Loyola (descendente indireto de Santo Inácio)
e Beatriz Clara Coya (da família real dos Incas).
Igreja da Companhia de Jesus, Cusco, Peru, século XVII.
Luis Dufaur
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Em seu blog pessoal, o ex-frade Leonardo Boff, incensado “teólogo da libertação da Mãe Terra” e redator entre outros da encíclica ‘Laudato si’’ do Papa Francisco, increpou o próximo Sínodo Pan-amazônico por desconhecer o ecossistema amazônico.

E se propôs desfazer mitos que deturpariam as noções e os objetivos dos padres sinodais que entretanto o Papa quer ver concretizados.

Quando comentei o artigo com meus amigos, esses não conseguiam acreditar. O Boff falando contra esses mitos?

A surpresa – como a minha também – foi maiúscula ouvindo os sofismas do guru da mística verde alucinada. Mas, logo apareceram incubados abismos ideológicos inimagináveis. Vejamos.

1. Boff: índio não é um ser consubstanciado com a natureza


Segundo ele, o “primeiro mito” é acreditar no “indígena como selvagem genuinamente natural e por isso em perfeita sintonia com a natureza”.

domingo, 25 de agosto de 2019

Sínodo Pan-amazônico debate extinguir as missões católicas pretextando ecologia

A verdadeira missão: entre morrer mártires ou salvar batizando as almas dos índios.
Anchieta e Nóbrega pregam na cabana de Pindobuçu, Benedito Calixto (1853 — 1927)






Entre os dias 6 e 27 de outubro realizar-se-á em Roma a Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para região Pan-Amazônia, englobando o Brasil e oito países vizinhos.

Apesar de ser uma assembleia voltada para a Amazônia, esse Sínodo tomou uma dimensão universal, sendo apresentado pelos seus organizadores como um modelo para outras regiões e até para o mundo inteiro.

Seu documento preparatório “Amazônia: novos caminhos para a Igreja para uma ecologia Integral” é eloquente nesse sentido.

Ele afirma seu caráter universal: “As reflexões do Sínodo Especial superam o âmbito estritamente eclesial amazônico, por serem relevantes para a Igreja universal e para o futuro de todo o planeta”.