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domingo, 28 de junho de 2020

Alarmismo ambientalista na baixa

A Torre Eiffel sob as águas ou no deserto: vale tudo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Há uma depressão palpável e crescente na “religião” catastrofista. Nesses ambientes procura-se algum slogan ‒ ou “verdade revelada” ‒ que possa servir para os mesmos efeitos que o “aquecimento global” gasto demais.

É o problema dos slogans: no início causam furor, depois saturam e viram biscoito lambido.

E a “religião” ambientalista tem muito de fanatismo: precisa logo encontrar substituto para atingir logo seu objetivo extremado.

Grande esforço intelectual desenvolve-se nestes momentos nos cenáculos da religiosidade apocalíptica e pouco veladamente socialista.

Novas fórmulas estão sendo discutidas. Outras são velhas, mas suscetíveis de manipulação. Pouco importa se a religião socialista é bem servida.

Então apareceram tentativas de atribuir o coronavírus às mudanças climáticas, mas não pegaram.

Alguns slogans que tampouco pegaram foram:

“Extreme weather” (vantagem: foge da questão do “aquecimento global”; desvantagem: o que serve para tudo não serve para nada em especial)

“Global climate disruption” (algo assim como “perturbação climática global”. John Holdren, quando era czar de Obama para a Ciência, inclinou-se por esta opção. É genérica como a anterior, serve para tudo, mas acrescenta o espantalho da “perturbação” e poderia fazer efeito nas pessoas menos informadas.

Até agora não foi lançada nenhuma bem “convincente”, leia-se bem enganosa.

A crise do coronavírus tornou irrelevante a preocupacao pelo aquecimento global (ou qualquer outro slogan no memso sentido). A UE já anunciou que não fará nem proporá nada, estando muito mais preocupada pela reforma dos sistemas previdenciários estatistas falidos e que terão que enfrentar a crise do pós-Covid-19.

Dos EUA, de momento, enquanto Trump se mantiver em seus propósitos  não virá revolução alguma.

Enquanto o slogan enganador não aparece, os pregadores do catastrofismo empenham-se em “faire flèche de tout bois” (utilizar qualquer meio até o menos idôneo) segundo a expressão francesa, para preencher o vazio.

Bjorn Lomborg, o professor adjunto do Copenhagen Business Scholl, é autor de um best seller O Ambientalista Cético, além do “How to Spend $50 Billion to Make the World a Better Place” disse ao The Guardian de Londres que vai lutar contra o “aquecimento climático”, e até agora não recebeu resposta.

Certa mídia deblaterou contra ele dizendo coisas como “a coletânea que ele organizou poderia chamar-se ‘O Ambientalista Midiático’”.

Eis aqui alguns parágrafos seletos traduzidos de seu best seller segundo constava na introdução e das conclusões disponíveis na página da Amazom.com:
________________________________________

• Seria moralmente indefensável despender enormes quantidades de dinheiro para obter pequeno efeito sobre o aquecimento global de longo prazo e o bem-estar humano, se pudermos alcançar muito mais impacto sobre o clima ‒ e deixar as gerações futuras em situação melhor ‒ com um investimento menor em soluções mais espertas.

• Deveriam os políticos prosseguir com planos para fazer promessas de cortes de carbono que, baseadas em experiência anterior, são de cumprimento improvável?

• É claro que, onde for possível fazer reduções relativamente baratas nas emissões de carbono por meio de uso mais eficiente de energia, se trata de algo perfeitamente racional. No entanto, Tol mostrou de forma contundente no capítulo 2 que mesmo um imposto de carbono global altamente eficiente, voltado para o cumprimento da meta ambiciosa de manter o aumento de temperatura abaixo de 2°C, reduziria o PIB mundial anual de maneira impressionante ‒ cerca de 12,9%, ou 40 trilhões de dólares, em 2100. O custo total seria cerca de 50 vezes o do dano evitado ao clima. E, se os políticos escolherem políticas de cotas e comercialização (cap-and-trade) menos eficientes e coordenadas, o custo pode disparar para 10 a 100 vezes adicionais.

• É uma lástima que tantos formuladores de políticas e militantes tenham se fixado no corte de carbono de curto prazo como resposta principal ao aquecimento global. É penoso ler a pesquisa neste volume e perceber que existem alternativas adequadas e eficientes. 

domingo, 21 de junho de 2020

UE prepara novos arrochos “verde/vermelhos”

Ursula von der Leyen: impor uma Europa verde explorando a crise do coronavírus
Ursula von der Leyen: impor uma Europa verde explorando a crise do coronavírus
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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A União Europeia sempre obcecada pela implantação de seu igualitarismo filosófico fundacional e pouco atenta às verdadeiras necessidades dos europeus trabalha para “estabelecer uma Europa mais social”.

Nisto se aproximava muito aos objetivos que o Papa Francisco fixou para os movimentos sociais e na promoção de um tribalismo comuno miserabilista visceralmente igualitário.

A Comissão de Bruxelas, espécie de soviete supremo da UE, repete como mantra budista a necessidade de “equilibrar a dimensão econômica e social” da Europa.

O palavreado é gasto e embute o sofisma para achatar cada vez mais os cidadãos, os quais por sua vez se mostram cada vez mais queixosos e o exprimem votando pelos partidos anti-UE.

Com a troca da liderança da Comissão e a ascensão de Ursula von der Leyen a UE não deu sinais de atender as apetências genuínas dos europeus e mandou pisar no acelerador do igualitarismo.

Para isso, de acordo com o site Voxeurop o novo soviete supremo de Bruxelas se mostrou muito mais focado no estabelecimento de um Acordo Verde Europeu.

E Voxeurop acha que convém perguntar a cor ideológica desse Acordo: será o verde ecologista que encobre o velho socialismo ou será do novo vermelho que encobre a utopia que faliu na velha URSS?

A UE nasceu bancando que seria a-ideológica e não olharia para bandeira política alguma das então existentes.

Mas, na medida que transcorriam as décadas, os europeus foram percebendo que na realidade estava surgindo um mostrengo político avassalador que superava os abusos da União Soviética.

Golpe pronto: fazer da economia e do europeu modelos ecológicos com o dinheiro do pós-coronavírus
Golpe pronto: fazer da economia e do europeu
modelos ecológicos com o dinheiro do pós-coronavírus
O monstrengo se aninha por trás de uma Babel burocrática e de um linguajar que parece feito para despistar e não mostrar seus verdadeiros objetivos.

O Acordo Verde Europeu, como faz também a exortação post-sinodal Querida Amazônia promete para a ecologia uma dimensão social importante. assegura Francesco Corti, da Universidade de Milão.

Mas os ecologistas radicais cada vez mais presentes na cúpula de mando de UE, querem mais: mais igualdade, mais luta de pobres contra ricos, mais repressão à sociedade industrial, às culturas nacionais, mais dirigismo, mais intervencionismo, mais, mais, mais... sempre na linha do socialismo e com pretextos verdes...

Verdes? Na realidade são vermelhos e mais intensamente que as bandeiras dos vetustos Partidos Comunistas.

A epidemia do coronavírus veio impor um freio ao plano. Mas, isso não detém os utopistas que já planejam uma reviravolta econômica do mundo sob pretexto de “mundo pós-pandemia” que faça passar a utopia verde/vermelha.

Enquanto Europa sofre, eles esfregam as mãos em seus soberbos escritórios de Bruxelas, para voltar à carga com fúria redobrada sobre um continente que pode sair enfraquecido pela atual crise sanitária.


domingo, 14 de junho de 2020

Engenheiro espacial nega mudança climática

Hal Doiron à NASA: ‘Eu estou aqui fornecendo um relatório: esse problema não existe”.
Hal Doiron à NASA: ‘Eu estou aqui fornecendo um relatório: esse problema não existe”.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Hal Doiron, físico da NASA-Houston, desenvolveu em 1963 o software para o pouso na Lua e o posterior retorno dos astronautas ao Módulo Lunar Apolo.

Ele também se destacou em estudos dinâmicos para o Programa do Skylab, primeira estação espacial norte-americana tripulada, e dirigiu a equipe que eliminou as vibrações estruturais indesejáveis nos ônibus espaciais reutilizáveis Space Shuttle.

Após 16 anos junto à NASA, ele trabalhou em grandes empresas como a McDonnell Douglas Space Systems para corrigir efeitos indesejados na Estação Espacial Internacional, tendo encerrado a sua carreira como consultor da NASA e de empresas desenvolvedoras de foguetes propulsores.

Uma sucinta biografia de sua vasta folha de serviços foi feita pelo site Climate Report. Nessas funções Hal Doiron lidou com problemas relacionados com a atmosfera do planeta.

Ele teve ocasião de ressaltar em conferências, que “utilizando-se dos mesmos métodos específicos que permitiram levar o homem à Lua”, os cientistas da NASA concluíram que não existe o ‘problema climático’ de que tanto falam os pregoeiros ambientalistas.

“É impossível imaginar que o aquecimento global possa provocar qualquer tipo de problema”
“É impossível imaginar que o aquecimento global possa provocar qualquer tipo de problema
Dirigindo-se aos diretores da NASA-Houston, Doiron disse:

“Eu estou aqui apresentando hoje um relatório: esse problema de mudança climática não existe.

“É impossível imaginar que o aquecimento global possa provocar qualquer tipo de problema, de modo especial quando se olha para os benefícios do aumento do CO2 na atmosfera”.

“Estamos convencidos de que os combustíveis fósseis não geram problema atmosférico algum. O problema não existe” — concluía —, de modo ponderado, mas enfático.


domingo, 7 de junho de 2020

O lado obscuro das energias alternativas

Linfen é a cidade mais poluída do mundo mas, a China é 'líder mundial' contra o aquecimento global
Linfen é a cidade mais poluída do mundo
mas, a China é 'líder mundial' contra o aquecimento global
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Linfen na China, já ganhou o título de cidade mais contaminada do mundo.

Para atender às exigências de desenvolvimento do Partido Comunista ela consumia tanto carvão, que se dizia da poluição de seu ar que se podia mastigá-lo, segundo noticiou o jornal “La Nación”.

O regime anunciou uma ambiciosa transformação industrial rumo às energias renováveis e limpas.

Elas exigem os chamados metais e terras raras, que não são extraídos pelos países ocidentais devido ao formidável efeito poluidor de suas minas.

Mas a China, que se arvora em líder da revolução verde e digital, pouco se interessa por isso.

Baotou, cidade da Mongólia Interior e tida como o Silicon Valley das terras raras, bate recordes de contaminação.

Em volta dela, buracos gigantescos, putrefatos lagos e cidades do câncer são abafados por uma mídia que se inflama no Ocidente contra os combustíveis fósseis tradicionais incomparavelmente menos danosos.

É impossível se aproximar de tais minas. Os guardas barram os jornalistas e os expulsam com ameaças pouco dissimuladas, tornando-se violentos se veem câmeras. Não faltam as minas ilegais.

Baotou, a 'Silicon Valley' das 'terras raras' para as energias alternativas
Lago Baotou, 'Silicon Valley' das 'terras raras' para as energias alternativas
O insensível governo socialista calcula em 5,5 bilhões de dólares o custo de recuperação pelos danos ambientais causados à província meridional de Jiangxi.

O jornalista francês Guillaume Pitron dedicou cinco anos para revelar o lado obscuro do “comunismo verde” chinês, que esconde tudo o que intoxica e se arvora como líder das energias limpas.

Painéis solares e veículos elétricos não contaminam, mas os materiais usados na sua produção destroem a ecologia dos lugares onde são extraídos, mais do que os demonizados carvão e petróleo.

“Poderíamos ter essas minas na Europa, mas não as queremos pela contaminação que provocam. Então transferimos essa poluição para o outro lado do mundo aonde ninguém vai, e escondemos os males que as ‘energias limpas” trazem, disse Pitron a “El País”.

Laura Villadiego, jornalista ativista, também censura o “alto custo ambiental” das energias limpas.

Ambos concordam que esses minerais são recicláveis, mas que o processo não é economicamente viável.

Lago Baotou, 'Silicon Valley' das 'terras raras' para as energias alternativas
Lago Baotou, 'Silicon Valley' das 'terras raras' para as energias alternativas
Pitron acha que o mundo se jogou nas “fauces do dragão chinês”. Alguns países, como o Japão, a França e os EUA, querem reabrir suas respectivas minas para garantir sua independência.

Mas o futuro se apresenta tenebroso. “As pessoas querem consumir irrefletidamente”, sentencia Pitron.

Porém, ele não vê o essencial: o abandono da virtude da sabedoria causa esses desajustes e bloqueia a possibilidade de progredir a longo prazo.