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domingo, 27 de janeiro de 2013

Absurdos com energias renováveis da Alemanha alarmam Europa

Ontem energia do carvão não, hoje sim
Ontem energia do carvão não, hoje sim
Uma das publicações mais lidas na Polônia, a revista “Wprost”, de Varsóvia, denunciou relatório da Fundação arqui-verde alemã Heinrich Böll, defendendo que a Alemanha já reduziu suficientemente as suas emissões de CO2 e agora teria o direito de utilizar o poluente carvão como fonte de energia.

O artigo de “Wprost” foi traduzido ao português pela agência Presseurop.

A Fundação Heinrich Böll é de fato um think-thank do Partido Verde alemão.

Os ecologistas são apoiados pelo ministro do Ambiente, Peter Altmaier, que desempenhou um papel importante no regresso do país ao carvão.

Os ecologistas alemães terão perdido a razão? – pergunta a revista polonesa.

Nenhum outro país está construindo atualmente tantas centrais alimentadas a carvão como a Alemanha, que já conta com 23 instalações.

domingo, 20 de janeiro de 2013

A França poderia ser um Qatar do gás de xisto, mas socialistas e ecologistas a impedem

Jazidas de gás de xiso na Europa e reservas estimadas: a França e a Polônia têm mais

A França é para o “gás de xisto o que o Qatar é para o petróleo”, defendeu o ex-primeiro ministro socialista francês Michel Rocard.

E ainda disse para seus colegas do governo socialista que, por isso mesmo, “a França é abençoada pelos deuses”, noticiou o site da TV do governo FranceTV.info.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Irá a Alemanha “apagar” por causa das “energias renováveis”?

Morbach: experiência válida para pequenas aldeias. Mas, e as grandes cidades?
Morbach: experiência válida para pequenas aldeias. Mas, e as grandes cidades?
Na pequena e simpática cidadinha de Morbach, na região de Hunsrück, 14 turbinas eólicas, quatro mil metros quadrados de painéis solares e uma estação de biogás – tudo instalado numa antiga base militar – produz o triplo da eletricidade de que a comunidade precisa.

Morbach é apresentada como o modelo de uma Alemanha sem usinas nucleares, as quais serão desativadas na sua totalidade em alguns anos, comentou a revista “Der Spiegel”, ecoada pela agência Presseurop.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Orson Welles e os ambientalistas

Orson Welles lançou em 1938 uma das maiores patranhas da História.
Welles nos faz pensar no ecologismo,
e o ecologismo em Welles
Leo Daniele
No dia 1o de novembro de 1938, o trauma: a rádio americana CBS transmite, aparentando a maior objetividade informativa, a célebre notícia de que marcianos haviam invadido a Terra e estavam em Nova Jersey (USA).

O assunto era mais sério do que pode parecer. O tom era alarmante. Muitos ouvintes entraram em pânico e começaram a fugir de suas casas ao ouvir os boletins, narrados de maneira genial pelo ator Orson Welles.

Alguns ouvintes contaram o que aconteceu:

Um estudante: Cheguei à conclusão de que não havia nada a fazer. Imaginamos que nossos parentes e amigos haviam morrido. Percorri quilômetros em 35 minutos sem saber o que fazia... Uma doméstica: Senti qualquer coisa de terrível e fui tornada de pânico... Decidimos sair, levamos mantas. Um frentista: O locutor foi asfixiado, por ação dos gazes: a estação calou-se. Procuramos sintonizar outra emissora, mas em vão... Enchemos o depósito do carro e preparamo-nos para fugir, o mais depressa possível... Um pai: Quando o locutor disse - abandonem a cidade! - agarrei o meu filho nos braços, e precipitei-me, pela escada abaixo... etc. etc.

Outros despediram-se dos parentes e, pelo telefone, preveniram os vizinhos do perigo que se aproximava. Procuravam notícias nos jornais ou noutras estações de rádio, pediam ambulâncias aos hospitais e automóveis à Polícia. Seis milhões de pessoas devem ter escutado a emissão. 28% dos ouvintes acreditaram tratar-se de uma reportagem autêntica; 70 % destes assustaram-se ou ficaram perturbados.

A isso se poderia chamar: alarmismo induzido.

O ambientalismo de nossos dias lembra um pouco o episódio Welles? Dir-se-ia que não, pois este episódio parece ter sido mero sensacionalismo. Na hora não houve o concurso de cientistas e de homens tidos como sérios. O resultado foi imediato e durou pouco tempo. ao contrário do ambientalismo, que é um tema de décadas; e o logro logo se tornou irrelevante, ao contrário do ecologismo.

Entretanto, não simplifiquemos, pois a ocorrência de 1938 foi muito estudada em nível universitário. E para Dr. Plinio, o caso, lançado pouco antes da guerra mundial, “era uma propaganda pacifista de efeito remoto”.

Para resolvermos as dúvidas, comparemos as características de ambos: o lance Welles e o ambientalismo contemporâneo:
  1. O catastrofismo. Welles anunciava uma invasão de marcianos = o ambientalismo anuncia flagelos terríveis para a Terra e seus habitantes, chegando alguns até o fim da humanidade ou do mundo. Para Leonardo Boff, a presente conjuntura “pode levar a uma tragédia ecológico-humanitária de proporções inimagináveis e até, pelo final do século, ao desaparecimento da espécie humana”.
  2. A gratuidade. Orson Welles fez uma encenação para o rádio sem provas = o ambientalismo está fazendo uma encenação para a Terra toda, não só sem provas mas contrariando o que dizem os cientistas mais sérios. Veja-se entre muitíssimos outros documentos o Apelo de Heidelberg, assinado por 4 mil cientistas, incluindo 72 (setenta e dois) ganhadores do Prêmio Nobel: “Subscrevemos inteiramente os objetivos da ecologia científica, para um universo cujos recursos devem ser guardados, monitorados e preservados. Mas pedimos que os mesmos se baseiem em critérios científicos, e não em preconceitos irracionais”. E mais adiante alertam contra “argumentos pseudo-científicos ou falsos, e dados irrelevantes”. Confessa Stephen Schneider, da Universidade Stanford (USA): “Temos de oferecer cenários assustadores, fazer simplificações, declarações dramáticas, e fazer pouca menção de quaisquer dúvidas que possamos ter”. Esta frase é de dar inveja a Orson Welles, que podia tê-la tomado por lema, mas é de um ecologista célebre de nossos dias... E há outras coisas do gênero.
  3. A psicose. Welles deixou seu público estarrecido = o ambientalismo deixa os ingênuos e abobados aterrorizados ou deprimidos. E há os fanatizados pela problemática.
Isto posto, é possível lembrar-se de Orson Welles quando se pensa no ecologismo, e lembrar-se do ecologismo quando se pensa em Orson Welles.

Outro problema: tem o catastrofismo ambientalista algo a ver com o esquerdismo? Seus adeptos dizem que sim: o vermelho comunista ter-se-ia transformado em verde. Louis Proyect, da Universidade Columbia (USA), afirma que “a resposta ao aquecimento global é a abolição da propriedade privada”.

Marina Silva assevera que “a luta ecológica, a luta sindical e a luta partidária são indissociáveis”, e que formam uma bandeira só.

Vejamos outro aspecto do caso. O esquerdismo está com problemas. A persuasão para o comunismo tornou-se quase impossível. O relativismo conquistou as mentes, as ideias perderam o valor.

Nestas condições, para fazer com que os abobados ou ingênuos andem para a esquerda, ou não se lhe oponham, a única solução é o medo. E para produzir medo é preciso criar um motivo para alarmismo.

Jacques Attali, ex-conselheiro presidencial do governo socialista francês, e ferrenho ambientalista, afirma: “A História nos ensina que a humanidade só evolui significativamente quando sente medo verdadeiramente”. Eis a chave do enigma.

Como produzir medo? Uma guerra é algo muito complexo, e de momento, de difícil lançamento.

A problemática do ambientalismo, com seus mitos e seu catastrofismo, seria uma ideia mais viável, hoje por hoje.

Assim sendo, era necessário estabelecer uma ligação entre o ecologismo e o esquerdismo. Então, fizeram das duas coisas uma única bandeira, e puseram-se à cata dos Orson Welles de plantão.

Esses agentes conseguiram convencer gente de alto nível: professores universitários, cientistas, políticos, sacerdotes.