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domingo, 26 de junho de 2022

‘Florestas fantasmas’: mais truques do enganoso marketing ambiental

Neste ponto de Uttar Pradesh (Índia) deveria ter uma árvore absorvendo CO2. Milagre do 'greenwashing'
Neste ponto de Uttar Pradesh (Índia) deveria ter uma árvore absorvendo CO2.
Milagre do 'greenwashing'!!!
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Muitas empresas, ONGs, governos ou agências internacionais se pavoneiam como líderes na “captura de carbono” (CO2) se ufanando de promover o aumento da cobertura florestal para lutar contra as mudanças climáticas, observou reportagem da BBC.

Os vegetais absorvem o carbono presente no CO2 para se crescerem. Mas há algo estranho quando essas mesmas empresas líderes apoiam ONGs por sua vez inimigas do agronegócio.

As grandes e novas plantações de grãos absorvem muito carbono do CO2 e liberam muito oxigênio do gás. Isso é uma lei da natureza.

Quando as florestas são velhas estabilizam a absorção de CO2 e sua substituição por espécies novas ou grãos, quer dizer um desmatamento bem feito, é benéfico ao aumento do oxigênio. Mas isso não acontece com a vegetação velha e todo e qualquer desmatamento é condenado. É estranho.

A situação se agrava quando muitas vezes, o aumento da cobertura florestal que os heróis anti-CO2 dizem promover só existe no papel e resulta em mera propaganda inescrupulosa.

Nesses casos as promessas dos heróis anti-CO2 não são cumpridas e as árvores que dizem ter plantado não existem morreram ou foram até mesmo derrubadas.

A cientista Jurgenne Primavera foi verificar na costa de Iloilo, nas Filipinas águas rasas semeadas com manguezais pelo ambicioso Programa Nacional de Esverdeamento do país, mas não encontrou nada.

90% das mudas plantadas morreram porque não eram as adequadas. O governo optou por elas porque, segundo a cientista, são mais fáceis de plantar e mais abundantes. A propaganda soou forte, o dinheiro foi jogado fora e a propalada “descarbonização” do ar resultou em blefe.

“A ciência foi sacrificada”, disse Jurgenne, e deu num sonoro fracasso. Comissão de Auditoria do país revelou que nos primeiros cinco anos do programa 88% das metas do Programa Nacional de Esverdeamento fracassaram e sumiram quase 1,5 milhão de hectares de florestas e manguezais entre 2011 e 2019.

Programas espalhafatosos de plantio de florestas como o Bonn Challenge para restaurar 350 milhões de hectares de paisagens desmatadas e degradadas em todo o mundo; a iniciativa Trillion Trees para conservar e cultivar um trilhão de árvores antes do final da década; a Iniciativa 20X20 para a América Latina e o Caribe; a Great Green Wall na África Subsaariana; o programa AFR100 que abrange o continente como um todo, são nomes de planos pomposos mas não se sabe se progrediram em algo.

A diretora do programa Bonn Challenge alega que o “progresso não foi totalmente documentado”, leia-se não existe.

Da Iniciativa 20X20, um especialista disse à BBC que menos da meta foi atingida.

O World Resources Institute fornece assistência técnica ao programa AFR100 mas não sabe quanta restauração está ocorrendo.

Tim Christophersen, até este mês chefe da Nature for Climate do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, diz que do bilhão de hectares de paisagem que os países prometeram restaurar em todo o mundo “a maioria” continua sendo uma promessa e não uma realidade.

Uma plantação fracassada na cidade de Banda, em Uttar Pradesh
Uma plantação fracassada na cidade de Banda, em Uttar Pradesh (Índia)
O governo das Filipinas não respondeu aos pedidos da BBC para comentar a avaliação oficial da Comissão de Auditoria de que 88% do Programa Nacional de Esverdeamento fracassou.

O Estado de Uttar Pradesh, na Índia, plantou dezenas de milhões de mudas nos últimos cinco anos, Mas quando a BBC foi verificar as novas plantações perto da cidade de Banda, encontrou poucas vivas embora placas enferrujadas anunciavam orgulhosamente a existência do grandioso plano, enquanto o cerrado tomava conta da superfície.

“Essas plantações são basicamente montagens para fotos, elas parecem ótimas, os números soam estupendos”, deplora Ashwini Chhatre, professor associado da Indian School of Business, que pesquisou a restauração de ecossistemas.

O professor Ashish Aggarwal, do Instituto Indiano de Gestão em Lucknow, diz que a Índia replantou uma área do tamanho da Dinamarca desde a década de 1990. Mas pesquisas nacionais mostram que a cobertura florestal está aumentando apenas gradualmente.

“Mesmo com uma taxa de sobrevivência de 50%, deveríamos ter visto mais de 20 milhões de hectares de árvores e florestas”, diz. “Mas isso não aconteceu — os dados não mostram esse acréscimo”.

Segundo a vice-diretora da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), Tina Vahanen, o problema é generalizado, e não está limitado à Índia.

“Muitas das plantações foram ações de marketing”, diz ela, “sem nenhuma ação de acompanhamento que seja realmente necessária para o cultivo de árvores”.

A BBC ouviu esta reclamação de moradores dos distritos de Lugela, Ile e Namarroi, no centro do Moçambique.

O mesmo foi dito por Vanessa Cabanelas, da ONG Justiça Ambiental, que afirma que a paisagem original era mais eficiente na captura de carbono do que esses projetos caríssimos da ONU, governos, empresas e ONGs.

“A ideia de plantio nos é vendida como mitigação dos impactos das mudanças climáticas, o que é falso”, diz ela.

“Há muito greenwashing [algo como “lavagem verde”, expressão que indica forjar uma aparência ambientalmente correta em produtos e ações] por aí e temos que descobrir isso ativamente", diz Tim Christophersen.

“Há uma tentação de greenwashing, porque custa menos do que fazer a coisa certa”. Eis como os heróis anti-CO2 aplicam as verbas dos programa pomposamente anunciados.


domingo, 12 de junho de 2022

'Agronegócio' na Amazônia em cidades com pirâmides e estradas séculos atrás?

Escaneios com raios laser (LIDAR) de Cotoca revelam estruturas ceremoniales e estradas radiais (Prümers et al., Nature, 2022)
Escaneios com raios laser (LIDAR) de Cotoca revelam estruturas cerimoniais
e estradas radiais (Prümers et al., Nature, 2022).
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Em outros posts temos tratado das “civilizações perdidas” da Amazônia. Essas não têm nada de ficção, civilizações que se desenvolveram nessa região há muitos séculos deixaram vestígios relevantes que vêm sendo postos à luz por arqueólogos e cientistas, cujos estudos estão sendo divulgados na imprensa internacional. Cfr. Clarín.


Paradoxalmente essas civilizações indígenas modificaram o meio ambiente e fizeram progressos civilizacionais na linha que tenta fazer o agronegócio com recursos modernos. Os inimigos do atual progresso silenciam aqueles progressos autóctones afins com os atuais.

As descobertas ainda incipientes de centenas de aldeamentos ou cidades com até pirâmides junto uma intrincada rede de estradas, sistemas de exploração agrícola e ictícola, etc., desmente a falsa ideia de os atuais pobres silvícolas serem a mais pura destilação do meio ambiente.

Antes bem, os achados apontam que eles são continuadores muito decadentes de antepassados que criaram civilizações relevantes.

Certa feita apresentando ao Prof. Plinio Corrêa de Oliveira um vídeo da grande maloca montada na Floresta da Tijuca durante a ECO-92 somente acessível a indígenas, ele comentou os cocares que exibiam nas danças. Ele observou a beleza das plumas escolhidas e sua feliz combinação, e dali deduziu a hipótese de eles provirem de um passado cultural requintado.

Alguém presente que estudou seus dialetos falou que malgrado a extremada pobreza de vocábulos, para certas realidades tinham várias palavras para exprimir matizes diversos.

Nessa sutileza verbal, o Dr. Plinio apontou para a mesma hipótese de linguagens outrora requintadas das quais só ficam vestígios após séculos de decadente degradação.
A equipe autora do trabalho
A equipe autora do trabalho

Agora uma equipe de arqueólogos do Instituto Arqueológico Alemão liderado pelo arqueólogo Heiko Prümers usou lasers montados em helicópteros identificou 26 locais, alguns deles com pirâmides, metade dos quais eram desconhecidos pelos arqueólogos.

Os “aldeamentos” ou “cidades” não são visualizáveis pelo olho humano pois estão cobertos pela floresta, mas foram identificados com a tecnologia LIDAR, um método de sensoriamento remoto que varre a superfície da Terra usando lasers aéreos e permite “ver” o que há por baixo da vegetação. O método foi exitosamente testado na América Central para detectar cidades maias desaparecidas.

Os 26 sítios achados pertenceram à “cultura Casarabe” que se desenvolveu entre 500 e 1400 d.C. na região de Llanos de Mojos, no norte da Bolívia.

Prümers e seus colegas publicaram num novo estudo, citado por Science Alert, onde afirmam que os aldeamentos achados são mais um exemplo de como a região amazônica abrigou grandes assentamentos com sociedades hierarquizadas.

As monumentais ruínas pertenceram a uma sociedade agrícola com propensão à cosmologia. O interesse pela cosmologia que se reflete especialmente no desenho das cidades e estradas nos fala de uma cultura relevante.

“Nossos resultados descartam argumentos de que a Amazônia ocidental era escassamente povoada” e enriquecem as evidências existentes de que a cultura Casarabe tinha um “sistema de assentamento altamente integrado, contínuo e denso”, escreve Prümers.

Mapa da área de Llanos de Mojos da cultura Casarabe
Mapa da área de Llanos de Mojos da cultura Casarabe
A extensa rede de assentamentos descobertos sob a densa floresta apresenta inúmeras construções cerimoniais elaboradas, incluindo plataformas escalonadas e montículos.

Durante décadas, alguns arqueólogos supuseram que os solos tropicais eram incapazes de sustentar grandes populações e civilizações sofisticadas e urbanizadas, e agora a suposição está mudando. Aqueles que supunham que só existiram tribos reduzidas à última miséria terão que mudar de ideia.

Segundo o arqueólogo Christopher Fisher, da Colorado State University, que não participou dos trabalhos no local, há sinais de que o meio ambiente foi modificado pelo homem e isso fará repensar o que se diz das sociedades antigas da região amazônica e abafa as críticas contra o progresso da civilização brasileira.

“Os restos arquitetônicos nesses locais, incluem pirâmides de terra de mais de 20 metros acima da savana circundante”, escreveu Fisher.

As evidências sugerem que o povo Casarabe estava constituído por agricultores qualificados que transformaram as savanas amazônicas, sazonalmente inundadas, em paisagens produtivas, criando cultivos cujos frutos colhiam enquanto caçavam e pescavam.

No entanto, pouco se sabia como o povo Casarabe construiu estruturas cerimoniais ou organizou seus assentamentos.

Imagens da mesma área com e sem raio laser
Imagens da mesma área com e sem raio laser
Prümers e colegas descrevem dois grandes assentamentos: Cotoca e Landívar, que eram eixos centrais de uma rede regional de locais menores (24 no total) conectados por calçadas ainda visíveis pelo LIDAR.

“Esses dois grandes assentamentos eram conhecidos, mas seu tamanho maciço e elaboração arquitetônica se tornaram aparentes apenas por meio de tecnologia LIDAR”, escreve a equipe.

O povo Casarabe moveu cerca de 570.000 metros cúbicos de terra para construir Cotoca, dez vezes mais terra do que o povo Tiwanaku moveu para construir a maior estrutura encontrada até agora no planalto boliviano, a pirâmide Akapana.

Também construíram fossos e muros para se proteger dos alagamentos de origem pluvial, e amplos sistemas de controle de água para a irrigação e o cultivo de alimentos em quantidade suficiente para sustentar uma grande população.

O layout e a escala dos assentamentos interconectados também sugerem que o povo Casarabe do norte da Bolívia criou uma paisagem social e pública comparável à das culturas andinas mais familiares.

“Esses dados apontam para populações densas, paisagens geradas pelo homem, centros com arquitetura monumental e uma complexa hierarquia de assentamentos”, variando de pequenas aldeias a grandes centros, escreve Fisher.

Isso é significativo porque sugere a existência de classes sociais que não se imaginava na Amazônia, diz Fisher.

No entanto, a partir do momento que se possa descer nos locais, poderão ser encontrados artefatos antigos, que podem fornecer mais detalhes sobre as dietas, estilo de vida e práticas culturais dessas sociedades, conclui ele.

Imagen LIDAR do site de Cotoca, com visualização de relevo
Imagem LIDAR do site de Cotoca, com visualização de relevo
O estudo publicado na revista Nature, revela a existência de grandes pirâmides construídos com terra, sem uso de pedras, obra do povo Casarabe. As estruturas sofreram erosão e foram cobertas por vegetação, mas ainda estão de pé e parte delas foi visitada pelos arqueólogos.

Os assentamentos de tamanhos diferentes estavam conectados entre si por uma rede de estradas e canais. “Supúnhamos que esses sítios fossem grandes, mas quando vimos sua extensão nas imagens de LIDAR ficamos perplexos”.

“Ninguém acreditava que existisse esse tipo de assentamento na região amazônica”, disse Prümers à revista Piauí.

No sítio de Cotoca, a pirâmide mede 22 metros, o equivalente a um prédio de sete andares, além de dezenas de montículos e plataformas menores.

O sítio era protegido por muralhas e conectado à laguna San José por um canal de 7 km de extensão. Estava no centro de uma área de 500 km2, cercado por todos os lados de sítios menores, vários dos quais eram desconhecidos pelos arqueólogos.

Em alguns deles havia reservatórios de água que talvez fossem usados para criar peixes ou tartarugas. Os Casarabe plantavam milho e outros cultivos.

“Se você sobrepuser o mapa do sítio de Cotoca com o mapa de Bonn no século XVII, ambos têm quase o mesmo tamanho”, disse Prümers.

Cotoca visualizada com ângulo
Cotoca visualizada com ângulo
Eduardo Neves, um especialista em arqueologia amazônica da Universidade de São Paulo lembrou que os Tiwanaku – cuja pirâmide foi superada em altura pela dos Casarabe – foram, junto com os Wari, os primeiros povos que, nos Andes, começaram a se organizar na forma de estados.

A arqueóloga norte-americana Betty Meggers e colegas defendia que sociedades complexas podem se desenvolver em ambientes tropicais tanto quanto em qualquer outra parte do mundo.

Em 2008, num trabalho feito em parceria com colegas brasileiros e norte-americanos, o arqueólogo Michael Heckenberger, da Universidade da Flórida, identificou no Alto Xingu o que eles chamaram de uma forma de “urbanismo amazônico pré-colombiano” que possuía centros cerimoniais com grandes praças conectados por estradas a vilas muradas e aldeias.

O primeiro levantamento feito com a tecnologia LIDAR na Amazônia brasileira mapeou sítios do Acre e foi publicado em 2020 pelo arqueólogo uruguaio José Iriarte, da Universidade de Exeter, do Reino Unido, coautor do trabalho publicado na Nature.

Neves suspeita que assentamentos parecidos com os da Bolívia e do Alto Xingu existam na Ilha de Marajó e na região de Santarém, no Pará. “Quando pudermos fazer sobrevoos e ter mapeamentos mais precisos, teremos a confirmação”, afirmou.


segunda-feira, 30 de maio de 2022

Golfinhos para defender bases navais russas? Verdes não se incomodam

Cercados na entrada de Sebastopol em vermelho, golfinho para intercceptação (Foto Maxar)
Cercados na entrada de Sebastopol em vermelho, golfinho para interceptação (Foto Maxar)
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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A proteção da vida marinha é uma bandeira da ecologia bem entendida. Mas eis que há anos a Rússia treina militarmente animais marinhos para defender sua frota de guerra em procedimentos bélicos que podem resultar na sua morte.

Mas a ecologia distorcida por uma ideologia de fundo comunista-anarquista não se incomoda na mínima!!!

O Instituto Naval dos EUA (USNI)A detectou por satélite dois cercados de golfinhos treinados pela Rússia no Mar Negro para guardar a entrada da base de Sebastopol, na Crimeia, noticiou “Clarín”.

As imagens de satélite mostram que os currais foram transferidos para o local no início da invasão russa da Ucrânia em fevereiro para proteger a base de Sebastopol.

Trata-se da base naval mais importante da Rússia no Mar Negro e abriga navios de alto poder de fogo que assim ficam fora do alcance dos mísseis ucranianos. Foi a base do cruzador Moskva afundado em água abertas.

A base, porém, é vulnerável a infiltrações submarinas e operações de mergulho.

Modelo de golfinho equipado para a guerra
Modelo de golfinho equipado para a guerra
Então a Rússia treina, como já foi verificado em bases dos mares do Norte, mamíferos marinhos para operações de contra-mergulho e submarinas.

Uma baleia beluga usando um arnês russo foi encontrada na costa da Noruega em 2019. Apelidada de 'Hvaldimir' pelos moradores, acredita-se que tenha escapado do controle de Olenya Guba, base naval secreta do GUGI (Diretório Principal de Pesquisa em Mar Profundo), de acordo com a BBC.

Na 'baleia espiã' apareceu usando um cinto apertado com um suporte para uma câmera de ação e com a inscrição 'Equipment St Petersburg' na alça.

No Ártico, a Frota do Norte da Rússia usa diferentes tipos de mamíferos marinhos. As baleias e focas beluga que estão dotadas de grossas camadas de gordura que as mantêm aquecidas, resistem melhor ao frio do que os golfinhos-nariz-de-garrafa usados no Mar Negro.

Os cercados de baleias beluga no Ártico estão estabelecidos em Olenya Guba, a base naval secreta do GUGI (Diretório Principal de Pesquisa do Mar Profundo). A unidade é responsável pelos principais ativos de espionagem submarina dos militares russos.

O Programa de Mamíferos Marinhos da Marinha dos EUA afirma que os golfinhos podem ser treinados para “a detecção de mergulhadores que possam atentar contra embarcações ou instalações portuárias”. No caso, impedir que as forças de operações especiais ucranianas se infiltrem no porto.

A presença de golfinhos treinados no Mar Negro foi relatada no portal de notícias da USNI.

A Marinha russa cria os golfinhos em dois cercados na entrada de Sebastopol onde ficou ancorado seu navio insígnia Moskva afundado em mar aberto. A frota russa está obsessa pela autodefesa tendo já perdido diversos navios de guerra atingidos com mísseis ou drones em mar aberto e até seu maior e mais novo navio de desembarque que pegou fogo no porto de Berdyansk.

Foca sendo treinada na base naval russa de Murmansk
Foca sendo treinada na base naval russa de Murmansk
Durante a Guerra Fria, a Marinha Soviética desenvolveu programas de treinamento de mamíferos marinhos, incluindo golfinhos no Mar Negro. A unidade estava sediada em Kazachya Bukhta onde permanece até hoje.

Com a anexação da Crimeia pela Rússia em 2014, a unidade ficou sob o controle da Marinha Russa e foi ampliada e voltou ao serviço operacional.

Em 2018, os golfinhos da Frota do Mar Negro foram enviados por vários meses para a base naval russa do Mar Mediterrâneo em Tartus, na Síria, de acordo com fotos de satélite.

Eles foram treinados para lutar contra mergulhadores usando facas e pistolas especiais presas em suas cabeças. Também podem ser usados para procurar minas e plantar bombas em navios inimigos explicou “Metro”.

A Marinha dos EUA também tentou treinar animais aquáticos para fins militares. Neste caso como não é uma potência comunista, os militantes ambientalistas podem gritar escândalo.


segunda-feira, 25 de abril de 2022

Vaticano revela nova ‘Tábua da Lei’, não contra o pecado, mas contra a mudança climática

Jeffrey Sachs com Papa Francisco I
Jeffrey Sachs e Papa Francisco I
apresentaram as Novas Tábuas da Lei da religião ecologista
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O Vaticano apresentou os 10 Mandamentos contra a Mudança Climática: não construirás mais usinas de carvão; não prospectarás mais petróleo ou gás; não cometerás 'fracking'; paralisarás todos os novos oleodutos ou gasodutos; não desmatarás; só usarás carros elétricos; não consumirás carne (exceto insetos); não investirás em 'gases de efeito estufa'; processarás as petrolíferas e só usarás energias renováveis, segundo resumiu “Infovaticana”.

O Moisés portador das Tábuas da Nova Lei é o economista Jeffrey Sachs, autodenominado “líder global em desenvolvimento sustentável”.

Ele desceu do novo Sinai onde se reuniu a nova deidade reveladora: a Conferência Internacional sobre Mudança Climática, Saúde do Planeta e Futuro da Humanidade', no topo do Monte Vaticano sob os auspícios da Pontifícia Academia de Ciências, presidida pelo arcebispo Marcelo Sánchez Sorondo.

O fiel católico achou durante dois milênios que o 'futuro da humanidade' é, em última análise, o Céu ou o Inferno por toda a eternidade, e que o planeta, vai a desaparecer no Fim do Mundo.

Se julgamos pela nova religião verde tudo teria sido errado, e o Espírito Santo que inspirou as Escrituras errou feio.

Agora se deve pensar na vida eterna do planeta, ou quase tanto.

É aterrorizante ver a liderança eclesial aplaudindo um 'programa' que exige uma brutal tirania e uma redução sem precedentes da liberdade dos Filhos de Deus que a Igreja deve libertar da tirania do mundo, comentou Infovaticana”.

Para maior contradição, o planeta está na melhor condição alimentar de sua história.

A Nova Lei se baseia numa teoria desesperadamente nebulosa.

Extremistas ambientalistas manifestam contra usinas nucleares. Cumprem a Nova Lei
Extremistas ambientalistas manifestam contra usinas nucleares.
Cumprem a Nova Lei
Se a famosa 'mudança climática' existe não é como diz a casta sacerdotal verde dos cientistas da ONU: as ilhas não desaparecem, não há fomes devastadoras, as calotas polares não derretem e os ursos brancos se multiplicam com excelente saúde.

Nem mesmo se sabe se a atividade humana é a causa das mudanças existentes no planeta, até nas formas extremas, muito antes de o homem aparecer.

Então, os sacrifícios extremos propostos pelos organismos internacionais bem que poderiam ser inúteis e a Nova Lei não viria ao caso.

O controle requereria apertos ditatoriais de tipo putinista para mudar os hábitos de toda a humanidade mergulhando-a numa escravidão devastadora

O entusiasmo da hierarquia católica e sua perfeita adaptação ao que buscam os grandes deste mundo faz desconfiar.

As admoestações dos Evangelhos sobre o conflito dos discípulos de Cristo com os do mundo são avassaladoras: “Se o mundo te odeia, saiba que ele me odiou primeiro” é apenas uma das muitas.

Isso indica uma oposição essencial entre Cristo e o mundo.

Pela Nova Lei se trata da Igreja se submeter ao discurso do século, numa matéria em que a Igreja deve ficar cautelosamente fora.

A Nova Lei teria algum sentido se se fundasse em fatos inegáveis e bons; se o diagnóstico fosse preciso e indubitável, o governo mundial e a brutal cerceamento das liberdades individuais indispensável.

Mas é desconcertante que uma instituição cuja prioridade é a salvação das almas dedique tanta energia, tempo e, no caso do Papa, veemência, em assuntos perecíveis sobre os quais ele não é especialista e dos quais não se espera que tenha mais conhecimento do que o homem comum.

A humanidade enfrenta, a terrível crise do abandono de Cristo, a apostasia maciça, especialmente no Ocidente cristão, enquanto testemunhamos escândalos maciços que aceleram a descristianização dentro da própria Cúria vaticana.

Que Roma alerte sobre o meio ambiente e silencie sobre o que diz respeito à salvação das almas é, no mínimo, profundamente preocupante, exceção feita no inferno.


domingo, 10 de abril de 2022

Delírio comunista devastou a ecologia e matou milhões de chineses

O combate às 'quatro pestes' ficou como ato hilariante e totalitário que contribuiu à morte de fome de milhões de chineses
O combate às 'quatro pestes' ficou como ato hilariante e totalitário
que contribuiu à morte de fome de milhões de chineses
Luis Dufaur
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Na China, crescem as polémicas sobre as políticas do fundador do comunismo fundado por Mao Tsé tung. A mais absurda é em torno da “guerra contra os pardais” entre 1958 e 1960).

Nessa “guerra”, Mao mandou as crianças matar os pardais porque, dizia, comiam as sementes e impediam a reforma agrária atingir suas irreais metas.

E foi só um capítulo da “campanha contra as quatro pragas”: pardais, moscas, mosquitos e camundongos.

Mao convocou os 600 milhões de chineses da época de todas as idades e exaltou as “virtudes revolucionárias” das crianças que deviam levar à escola “rabos de rato”, segundo testemunhas.

O Comitê Central presidido por Mao elaborou o documento “Decisão de continuar a campanha de combate às quatro pragas” em 29 de agosto de 1958.

Nele foi ordenado como “passo importante para fortalecer a saúde das massas, proteger a força de trabalho e aumentar a eficiência das forças produtivas (...). essa campanha continuar até que todos os ratos, pardais, moscas e mosquitos sejam eliminados do país”.

Em 1957, Mao garantiu como um triunfo que o comunismo ultrapassaria a produção industrial da Grã-Bretanha em quinze anos.

E para cumprir esse objetivo em 1958 dispôs o plano econômico e social 'Grande Salto Adiante', que preconizava 'andar sobre duas pernas', quer dizer, a produção agrícola e a industrial”, explicou ao “La Nación”, o Dr. Jorge Malena, diretor da Especialização em Estudos da China na Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Católica Argentina.

A 'campanha contra as quatro pestes' foi um dos maiores objetivos delirantes da História
A 'campanha contra as quatro pestes' foi um dos maiores objetivos delirantes da História
Mas a reforma agrária estava dizimando a população pela fome: epidemias de cólera, poliomielite, varíola e peste.

Os ditadores marxistas propuseram então combater os mosquitos responsáveis pela malária, os ratos que espalham a peste e as moscas que multiplicavam as doenças, entre elas a cólera e a febre tifoide.

Mao criticou os pardais que comiam sementes nos campos e mandou eliminá-los para garantir alimentos vitais para a economia nacional.

Segundo um provérbio chinês “quando um homem conta uma grande mentira, dezenas a repetem como uma grande verdade”. E a “grande mentira” de Mao foi repetida até a demência.

E aconteceu: “o grande arquiteto da nova China” ordenou o absurdo. Os cientistas elogiaram logo a “perspicácia” do líder e não ousaram contradizê-la temendo ser rotulados de “oportunistas de direita” ou “mulheres com pés pequenos”, ou aristocratas.

Em 1956, Zheng Zuoxin, o ornitólogo mais famoso do país do Instituto de Zoologia da Academia de Ciências, publicou um longo artigo no Diário do Povo glorificando a campanha de extermínio com o título “O dano dos pardais e como eliminá-lo”.

O extermínio dos pardais para acelerar a reforma agrária foi um desastre ecológico
O extermínio dos pardais para acelerar a reforma agrária foi um desastre ecológico
A Campanha contra as Quatro Pragas exigiu o apoio massivo da população.

O Dr. Malena também disse que “o governo encorajou a população a fazer barulho com panelas, frigideiras e tambores para assustar os pardais, faze-los voar sem parar até caírem mortos de exaustão. Seus ninhos foram destruídos, os ovos quebrados e os filhotes mortos”.

O governo informou ter eliminado 1 bilhão de pardais, 1,5 bilhão de ratos, mais de 110 milhões de quilos de moscas e mais de 12 milhões de quilos de mosquitos.

Mas aos poucos os cientistas constatam que os pardais comiam outros insetos, vermes e pragas que, esses por sua vez, estavam devorando as plantações.

Na Academia de Ciências, o Dr. Zhu Xi, primeiro diretor do Instituto de Biologia Experimental, afirmou que os pardais eram úteis no combate às pragas e ervas daninhas.

Seu comentário, porém, contradize o “pai do comunismo” e lhe custou a vida, sendo executado pelos guardas vermelhos.

Sem seu predador natural, na primavera de 1959, as pragas se espalharam por todo o país e gafanhotos, vermes e outros insetos provocaram perdas enormes nas colheitas.

A população morria de fome em meio às campanhas ideológicas
A população morria de fome em meio às campanhas ideológicas
A guerra contra os pardais contribuiu muito para a “A Grande Fome Chinesa”, um dos maiores morticínios na história da Humanidade, estimado entre 15 e 55 milhões de pessoas.

Mao encerrou a batalha em 1960 e o extermínio dos pardais foi substituído pelo dos percevejos.

O governo comunista teve que importar cerca de 250.000 pardais da União Soviética na tentativa de restaurar o equilíbrio ecológico. Mas, ainda hoje, na China há menos do que deveria haver.

O sucessor de Mao, Deng Xiaoping (1978-1989), considerou que “Mao estava três quartos certo e um quarto errado. Mas sua contribuição foi primordial e seus erros secundários”.

Mao, que certamente se achava mais sábio que Xi Jinping, defendia “usar as ciências naturais para compreender, superar e mudar a natureza”.

Mas um outro antigo provérbio chinês foi evocado: “Um pássaro não canta porque tem a resposta para alguma coisa, ele canta porque tem um canto”.

O desastre foi um dos muitos estragos a aves, vegetais e jazidas de minérios provocados pelo pai do comunismo chinês.

Ele, entretanto, continua sendo louvado pela seita vede ecologista como fautor de um regime ideal para defender a natureza.


domingo, 3 de abril de 2022

Por qué esse pánico de asteroides arrasadores?

Especialidade ecológico-apocalíptica semear pânicos perturbadores da civilização
Especialidade ecológico-apocalíptica: semear pânicos perturbadores da civilização
sem fundamento na verdade dos fatos
Luis Dufaur
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Com frequência as redes ecoam a mídia sensacionalista e se enchem de predições aterradoras sobre objetos celestes que – especulam a seu bel prazer – viriam a impactar a Terra.

O impacto geraria um espantoso cataclisma mais ou menos comparável àquele da teoria da extinção dos dinossauros que supõe um cataclismo fabuloso no período dito Cretáceo-Paleogeno há por volta de 66 ou 76 milhões de anos.

Agora o pânico sensacionalista explora um objeto de 13 metros de nome técnico “2009 JF1” que poderia entrar na atmosfera em 6 de maio deste ano [2022], segundo a imprensa mundial. Confira

Os especialistas em defesa planetária esclarecem que nada sabem sobre ele. Este sintoma de pouca importância é explorado para disseminar mais terror.

Os ditos “especialistas” não sabem se o objeto procede por algum acaso ou não sabem qual é a causa.

Os espalha-boatos teriam em seu favor a onda criada pelo filme “Don't look up”, em que dois atores encenam a comédia de dois astrônomos que tentam desesperadamente convencer o mundo que um grande asteroide destruirá a Terra num impacto iminente.

domingo, 27 de março de 2022

Cientistas admitem: não podemos calcular a mudança climática

O supercomputador Cheyenne do NCAR, Boulder está tão sobrecarregado que não aceita mais dados e dá resultados não fiáveis
O supercomputador Cheyenne do NCAR, Boulder está tão sobrecarregado
que não aceita mais dados e dá resultados não fiáveis
Luis Dufaur
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O Wall Street Journal mostrou que os cientistas dos principais institutos dos EUA que estudam o clima no mundo e os citados pela ONU para apontar o clima do futuro, afirmam que não sabem calcular ainda a mudança climática.

Mesmo as melhores ferramentas disponíveis não podem medir o clima com a segurança que o mundo precisa para decidir qualquer política, pois as temperaturas mudam em quase todas as regiões de modos imprevisíveis.

Os mais novos cálculos acabaram embaralhados pela física das nuvens, a qual pode amplificar ou amortecer as mudanças climáticas distorcendo ou anulando as previsões.

“Acho que nossa maior sensibilidade também está errada. Provavelmente é uma consequência de outras coisas que fizemos ao tornar as nuvens melhores e mais realistas. Você resolve um problema e cria outro”, disse Andrew Gettelman, físico do NCAR especializado em nuvens e que ajudou a desenvolver o modelo CESM2.

Os modelos estão se comportando de maneira estranha”, disse Gavin Schmidt, diretor do Instituto Goddard de Ciências Espaciais da Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço, um centro líder em modelagem climática.

domingo, 20 de março de 2022

Mais de 550 novas espécies descobertas em 2021

Eurythenes atacamensis, crustáceo na Fossa de Atacama (Peru e Chile)

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Um alarmismo feito de exageros e exploração do desconhecimento popular nos inocula a ideia de uma extinção irreparável das espécies animais e vegetais por culpa do progresso humano.

Porém, a verdade é que o homem nem tem ideia certa de quantas espécies com vida existem na Terra.

Só no ano 2021 foram identificadas e catalogadas 552 novas espécies por cientistas do Museu de História Natural de Londres, noticiou o site Space +Science.

Entre elas há de tudo: criaturas parecidas com camarões, um dinossauro extinto chamado “garça do inferno” e besouros coloridos por exemplo.

A pandemia restringiu as possibilidades de viagens e explorações, mas ainda assim uma busca restringida revelou uma riqueza abundante de espécies ignotas para a ciência, vivas e extintas.

domingo, 13 de fevereiro de 2022

Queimadas continentais até na Antártica e o mundo passa bem!

Paleoincêndios (reconstrução artística) e incêndio na Austrália.
Paleoincêndios (reconstrução artística) e incêndio na Austrália.
Luis Dufaur
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Estudos mostrando que a Terra já passou por calores maiores pôs em evidencia mais uma vez os exageros do pânico do “aquecimento global”.

Um artigo científico publicado na Polar Research pela paleobotânica Flaviana Jorge de Lima, da Universidade Federal de Pernambuco, e outros cientistas do Brasil foi comentado pelo “The New York Times”.

Ele veio demonstrar que a Antártica há 75 milhões de anos, no período Cretáceo, fez parte do que os pesquisadores chamam “mundo superfire” (superincêndios) a pesar dos quais a Terra continua albergando a vida com tranquilidade.

O artigo mostra que nesse período que corresponde à era dos dinossauros aconteceram ciclópicos incêndios naturais que não pouparam continente algum.

Nem mesmo a Antártica que hoje é conhecida por seu clima gélido e inóspito e sua superfície coberta de imensas acumulações de gelo.

A pesquisa sobre incêndios florestais pré-históricos chamados de “palefire” estava em andamento há décadas, concentrada no hemisfério norte.

domingo, 6 de fevereiro de 2022

Na Olimpíada pequineses afogam na poluição

Poluição atingiu altíssimos patamares na China enquanto ONU saudava Pequim como líder para 'salvar o clima'
Poluição atingiu altíssimos patamares na China
enquanto a ONU saudava Pequim como líder para 'salvar o clima'
Luis Dufaur
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A cidade de Pequim fechou seus playgrounds devido à poluição do ar, mas a China aumentou sua produção e consumo de carvão enquanto a assembleia da ONU COP26 sobre mudanças climáticas tripudiava contra os países capitalistas poluidores, descreveu o canal francês 20minutes.

A China, o maior poluidor do mundo, foi criticada na conferência internacional realizada em Glasgow pela ausência do presidente Xi Jinping.

Mas não pelo pavoroso envenenamento da atmosfera planetária que o regime socialista chinês pratica visando se promover ao patamar de máxima economia planetária a qualquer custo.

Conduta análoga foi assumida por Pequim durante os Jogos Olímpicos de Inverno, em fevereiro 2022.

domingo, 16 de janeiro de 2022

A “capital eólica do Texas” ficou no frio, sem energía, e o estado enterrou centenas

Autoridades aduziram o congelamento das turbina eólicas, fato já acontecido em diversas localidades
Autoridades aduziram o congelamento das turbinas eólicas,
fato já acontecido em diversas localidades
Luis Dufaur
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A pequena cidade de McCamey no Texas, que vivia em torno de poços de petróleo, resolveu mudar para ser a “capital eólica” do estado e se cercou de turbinas movidas a vento.

Ia ser lindo, o município seria aplaudido como inovador, todo um líder da “transição energética” que quer o ambientalismo.

Mas hoje McCamey parece uma cidade fantasma, com poucas pessoas caminhando nas ruas, construções abandonadas e quase sem sinal de celular, como mostrou reportagem da “Folha de S.Paulo”.

McCamey chegou a ter 10 mil habitantes dedicados, quase todos, à indústria petrolífera. Hoje sentimos pena enquanto escrevemos: não há 2.000 moradores, céticos quanto ao uso de energia renovável ou que rechaçam a possibilidade de abandonar os combustíveis fósseis, diz a “Folha”.

“Sou pró-petróleo e pró-gás” exclama uma mulher que não aceita conversa nesse ponto.

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Mais blefes de países-arquipélagos que afundam

Ministro de Tuvalu blefa proferindo discurso para a COP26 desde Tuvalu alagada pela 'elevação do nível do mar'
Ministro de Tuvalu blefa proferindo discurso para a COP26
desde Tuvalu alagada pela 'elevação do nível do mar'
Luis Dufaur
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O pânico soprado pelo aquecimentismo, como já foi muitas vezes apontado, explora situações naturais que, quando postas a nu, põem à luz enganações risíveis.

Mais recentemente, a BBC Mundo, explorou a situação de uma pequena nação do Oceano Pacífico, Tuvalu, que estaria no ponto de desaparecer. A reportagem foi reproduzida por “La Nación”.

A causa apontada é uma fake news repetida ad nauseam: a ascensão dos níveis dos mares pelo derretimento dos gelos por culpa dos gases de efeito estufa emitidos pelos países civilizados.

Esta nação estaria se preparando legalmente para o pior cenário: a submersão total de seu território, acrescenta.

E para espantar a quem nunca foi a Tuvalu, a BBC apresenta uma mensagem dramática à COP26, a recente cúpula sobre mudança climática em Glasgow, Escócia.

segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Políticos taxam mais com pretexto de crise climática e temem o povo

Españóis protestam por aumentos abusivos para 'salvar o clima'
Espanhóis protestam por aumentos abusivos para 'salvar o clima'
Luis Dufaur
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Enquanto os líderes mundiais se reuniam na conferência das Nações Unidas em Glasgow, Escócia, para enfrentar a fictícia ameaça das mudanças climáticas, as populações de muitas nações saíram em massa para protestar contra os danos causados pelas leis ecologistas, explicou o “The New York Times”.

Pois as medidas pelo absurdo de ‘combater as mudanças climáticas’ na prática não se traduzem em benefícios para a humanidade, mas em toda espécie de malefícios expressos em mais taxas e restrições ao bolso dos cidadãos.

A Espanha foi percorrida por estridentes manifestações contra o aumento das contas de eletricidade. Na Grécia os protestos foram contra o encerramento de minas de carvão fornecedoras de combustível para as geradoras de energia elétrica. Na França também se multiplicaram os protestos em áreas rurais e pequenas cidades pelo encarecimento acentuado dos preços da gasolina.

domingo, 21 de novembro de 2021

Homem e pecuária não aumentam metano no ar

Não é culpado pelo aumento do metano

Luis Dufaur
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O mundo real veio sempre atrapalhando a  mitologia do aquecimento global antropogênico. Porém, a exploração desse já gasto mito não cessa. Ele rende cargos públicos em governos e órgão internacionais, muito espaço e autopropaganda na mídia e nas ONGs ligadas à esquerda.

O aumento dos níveis de gás metano na atmosfera existia antes da Revolução Industrial sendo atribuído a causas naturais e não à influência humana, como mostrou, entre outros, estudo de cientistas da Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, publicado na revista Nature que teria dado para tranquilizar os irrequietos agitadores do aquecimento global há já anos.

O metano é um dos gases mais acusados de contribuir para o suposto aquecimento global, mas poucos conseguiram estudar o motivo de um aumento anormal de suas concentrações entre a segunda metade do século XVIII e o início do século XIX.

Mas a propaganda ambientalista manipula esse aumento contra a pecuária e o agronegócio, é preciso reconhecer que por razões ideológicas.

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

COP26 aplaude Xi que promete poluir mais

Xi Jinping promete continuar poluindo e é ovacionado como salvador do clima
Xi Jinping promete continuar poluindo e é ovacionado como salvador do clima
Luis Dufaur
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Na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) de setembro (2021) Xi Jinping, presidente da China, trombeteou que não participará mais na construção de usinas a carvão no exterior, segundo informou “La Nación”.
 
Mas fez religioso silencio sobre as usinas a carvão em seu país. Entre 60 e 80% da energia elétrica chinesa provém de usinas desse tipo altamente poluidoras. A China constrói uma delas por semana.

Mais de 70% das usinas a carvão no mundo atualmente estão sendo construídas com fundos chineses, de acordo com o Instituto Internacional de Financiamento Verde, com sede em Pequim, citado pela Bloomberg. Xi não disse o que fará com elas.

Desde pelo menos o Acordo de Paris, o presidente comunista vem sendo ovacionado como líder planetário contra o aquecimento global quando anuncia o que depois descumpre acintosamente: tornar a China um país neutro em carbono até 2060.

terça-feira, 26 de outubro de 2021

Ecossocialismo causa catástrofe ambiental na Venezuela

Maravilhas do ecosocialismo o maior lago da América do Sul perece por abandono das instalações petrolíferas
Maravilhas do ecossocialismo o maior lago da América do Sul
perece por abandono das instalações petrolíferas
Luis Dufaur
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O regime venezuelano bem engajado com todas as causas das esquerdas é o responsável pela tragédia ecológica no Lago de Maracaibo no noroeste do país com partes na Colômbia, explicou Sharon Gómez, especialista em comercio marítimo internacional.

O lago é o maior de água doce da América do Sul e repousa sobre uma das maiores jazidas de petróleo do mundo, mas se está contaminando espantosamente pela dissidia dos regimes de Chávez e Maduro.

Está em curso a eliminação da flora e da fauna silvestres, a deterioração do ecossistema subaquático e o crescimento excessivo de fatores epidêmicos que causam graves prejuízos aos habitantes da área.

Os regimes socialistas do século XXI anunciaram com espalhafato planos e políticas públicas ambientais que ao mesmo tempo manteriam a infraestrutura petrolífera que extrai petróleo do lago.

De fato, o Socialismo do Século XXI, de Chávez e depois de Maduro não só levou à falência o aparelho produtivo do país, notadamente da companhia nacional de petróleo (PDVSA), mas colapsou a infraestrutura física do petróleo no Lago Maracaibo.

domingo, 10 de outubro de 2021

Quando o ambientalismo proibiu o DDT e os percevejos invadiram capitais americanas

Luis Dufaur
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Vasculhar as lembranças de perigos ou males passados, ajuda a evitar os futuros. Às vezes é ocasião de risos e divertimento.

Nossos inesgotáveis ambientalistas também têm coisas que não lembram em seu afã desmedido de afundar nosso estilo de vida. Esta lembrança vale também para eles.

Foi no ano 2010, quando o emblemático arranha-céu Empire State Building de Nova York foi invadido pelos percevejos, segundo noticiaram “El Mundo” de Madri e outros jornais.

Os turistas que visitavam o prédio usavam termos como “repugnante” e “nojento” para descrever o efeito produzido.

Esses insetos que sugam o sangue também invadiram outros arranha-céus da capital financeira americana, como o Time Warner Center ‒ sede da CNN ‒ empresas, e lojas como Hollister e Nike, cinemas e teatros, e a sede da promotoria federal de Brooklyn.

O cinema AMC Empire 25 em Times Square foi fechado para fumigação.