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domingo, 21 de abril de 2019

A Terra está cada vez mais verde

NASA: reverdecer do planeta deveu-se ao homem. O mapa só aponta o aumento de área verde. Áreas amarelada não mudaram.
NASA: reverdecer do planeta deveu-se ao homem.
O mapa só aponta o aumento de área verde. Áreas amarelada não mudaram.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








O mundo está ficando cada vez mais verde em virtude do aumento da área plantada nos últimos vinte anos, de acordo com os dados dos satélites da NASA publicados pelo NASA Earth Observatory.

A China havia devastado florestas e tornado improdutivas suas áreas agricultáveis para aplicar a reforma agrária socialista.

Hoje, puxada pela necessidade de dar de comer à sua imensa população, modernizou sua produção de alimentos liderou o reverdecimento do planeta.

O segundo lugar no aumento da área verde foi ocupado pela populosa e famosamente faminta Índia.

Dessa maneira ficaram desmentidos vários mitos ambientalistas artificiais mas apavorantes e danosos.

O primeiro apresenta o planeta caminhando para a desertificação pela aplicação de tecnologias de alta produtividade agrícola.

A China e a Índia provaram que não é assim.

E demonstraram, em sentido contrário, os benefícios da aplicação de políticas da exploração intensiva da terra, opostas às ditas “originais” ou socialistas que só levam à miséria.

Ranga Myneni e seus colegas da Universidade de Boston detectaram primeiramente o fenômeno do crescimento da área verde planetária – o “greening phenomenon” por volta da metade da década de 1990.

Mas, não lhes ocorreu que a causa principal fosse a atividade humana, quiçá intoxicados pelo alarmismo ecologista.

Na época, eles decidiram acompanhar o fenômeno e perceberam que o reverdecimento planetário crescia ano após ano.

Agora calculam que desde o início do III milênio, a superfície da Terra recoberta de folhagem aumentou por volta de 5%.

Em superfície isso equivale ao total de toda a floresta tropical da Amazônia!

Uma outra Amazônia verde conquistada pelo homem com tecnologia e abandonado mitos socialistas ou de “cultivos ancestrais”!

Até a China e a Índia estão saindo do atraso com o reverdecimento que equivale, em quilômetros quadrados, a uma Amazônia completa. O vídeo embaixo paradoxalmente foi preparado pelo insuspeito “South China Morning Post”, jornal do governo chinês.



Pelo menos 25% do ganho aconteceu na China continental.

Em linhas gerais as terras cobertas se expandiram por todas as áreas já cobertas pelos vegetais.

Mas, houve um outras áreas uma queda de 5%.

O estudo foi publicado na edição de 11 de fevereiro de 2019 da revista especializada Nature Sustainability.

Embora a China e a Índia são responsáveis por um terço do reverdecimento global, os dois imensos países só contêm o 9% da área mundial coberta pela vegetação, explicou um dos autores do trabalho Chi Chen da Universidade de Boston.

“Este foi um achando surpreendente, considerando a ideia generalizada, mas errada, de que nos povos populosos estaria havendo uma degradação da terra por causa de uma superexploração", explicou Chi Chen.

O estudo se estendeu durante duas décadas aproveitando os dados dos instrumentos da NASA denominados Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer (MODIS).

Os sensores desses equipamentos capturavam mais de quatro imagens por dia de quase cada lugar da Terra.

Rama Nemani, cientista pesquisador do NASA’s Ames Research Center e co-autor do estudo acabou reconhecendo a influência da propaganda contra o CO2, mas logo vendo os dados a equipe percebeu que eram os humanos que estavam impulsionando esse crescimento benéfico.

De fato, 32% do reverdecimento na China e 82% da Índia se deve ao cultivo intensivo de grãos para a alimentação.


O reverdecimento foi atribuído à multiplicação de técnicas agrícolas excogitadas pelo homem. A produção de grãos, vegetais e frutos cresceu entre 35 e 40% desde o ano 2000.

A China e a Índia lideraram o reverdecer do  planeta. Exageros anti-dematamento do ambientalismo não vêm ao caso.
A China e a Índia lideraram o reverdecer do  planeta.
Exageros anti-dematamento do ambientalismo não vêm ao caso.
As tecnologias de irrigação que a Índia está importando facilitaram o aumento e prometem influenciar ainda mais para bem.

No mesmo período, também na Rússia, nos EUA e no Canadá, houve grande reverdecimento atribuível em 42% ao plantio de árvores.

Por isso, os pesquisadores ressaltaram que a polêmica sobre a área verde do mundo não deve se focar na perda de vegetação tropical – leia-se o desmatamento – em regiões como Brasil e a Indonésia.

Nemani discerniu uma mensagem positiva nos novos achados.

“A partir do momento que a gente define o problema, trabalha para conserta-lo.

“Nas décadas de 1970 e 1980 a situação da perda de área com vegetação não era boa.

“Mas na década de 1990 as pessoas perceberam o verdadeiro problema e agora as coisas estão melhorando, é o que nos vemos nos dados dos satélites”, disse.

Em termos muito simples o alarmismo sobre a desertificação da Terra – até da Amazônia! – do desmatamento, etc., são balelas propagandísticas criadas com um intuito extra-científico.

O site Collective evolution interrogou por que a grande mídia fala pouco de resultados tão sérios e alvissareiros como estes.

E lembrou o estudo publicado no American Meteorological Society’s Journal of Climate mostrando que os “modelos climáticos” arguidos pelo alarmismo ecologista exageram em 45% o ‘aquecimento global’ que seria gerado pelas emissões de CO2 atribuíveis ao homem

Ou o estudo publicado na revista científica Nature Geoscience apontando que os “modelos climáticos” estão furados.

Ou a descobertas da Universidade de Alabama-Huntsville mostrando que a atmosfera da Terra é menos sensível às mudanças no CO2 do que comumente se diz.

Ou ainda a propaganda incessante de que a população de ursos polares estaria diminuindo quando de fato está aumentando.

O resultado final, conclui o site, é que a maioria das pessoas não conhece a verdade e que as notícias objetivas da realidade apontam que a Terra está bem melhor do que a mídia nos está apresentando.

Essa mídia é uma das maiores grande produtora de fake news, aliás sempre na linha do catastrofismo ambientalista.

Confira: Human Activity in China and India Dominates the Greening of Earth, NASA Study Shows, NASA, Feb. 11, 2019.

No vídeo embaixo, preparado pelo NASA's Goddard Space Flight Center, esse órgão que admite a existência do aquecimento global e do aumento do CO2, reconhece, entretanto, que esses aumentos foram benéficos para o “reverdecimento” constatado.

Os cientistas objetivos que desmentem os exageros da propaganda ambientalista, também afirmam que se aumentar a temperatura global e a proporção de CO2 na atmosfera, será de proveito para o crescimento das plantas e para a alimentação da humanidade.

Só um prejuízo ideológico anti-civilizatório e anti-humano pode espalhar os boatos assustadores e promover as leis e regulações ditatoriais propostas pelo ambientalismo radical.



Vídeo: A Terra está cada vez mais verde




domingo, 7 de abril de 2019

O Sínodo da Amazônia visto desde a Alemanha: caminhada para o socialismo ecológico

A revolução comuno-indigenista vem sendo preparada há muito pelo lulopetismo e pelos tentáculos da CNBB. Na foto índígenas mundurukus reunidos pelo governo Dilma Rousseff Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom-ABr
A revolução comuno-indigenista foi sendo preparada pelo lulopetismo e pelos tentáculos da CNBB.
Na foto(Fabio Rodrigues Pozzebom-ABr) índígenas mundurukus reunidos pelo governo Dilma Rousseff






Já se suspeitava que o Sínodo da Amazônia ia virar um festival progressista. Sua palavra-talismã: “a abolição do celibato”, por razões pseudo-pastorais.

Mas faltavam ainda provas concretas, que agora começam a aparecer gradualmente, para documentar essa suspeita.

Georgetown, a Universidade dos jesuítas em Washington, conhecida por suas extravagantes experiências teológicas, está promovendo um simpósio para preparar o Sínodo da Amazônia.

A esse respeito, relata a Agência de Notícias Católica (KNA): “Adveniat, organização de ajuda à América Latina,manifestou-se a favor de objetivos claros.

‘A proteção abrangente dos pobres marginalizados e da criação ferida tem prioridade absoluta’, declarou seu presidente-executivo Michael Heinz”.

Concretamente isso significa que objetivos supostamente pastorais estão sendo empacotados em um programa para proteger a “classe social marginalizada” e proteger uma “criação” supostamente “ferida.”

Para o leitor pode parecer estranha essa ligação. No entanto, tal conexão é bastante comum nos círculos católicos reformistas na América Latina.

Trata-se de uma evolução da “Teologia da Libertação” clássica (adoção do método da luta de classes para objetivos comunistas sob o disfarce da religião católica) no sentido de uma fusão com o ecologismo neo-pagão e socialista.

A ação civilizadora da Igreja e do Estado brasileiro foi tirando os mundurukus da selvajaria. Hoje o comuno-missionarismo quer precipita-los de novo no primitivismo
A ação civilizadora da Igreja e do Estado brasileiro foi tirando os mundurukus da selvajaria.
Hoje o comuno-missionarismo quer precipita-los de novo no primitivismo
Especialmente na América Latina, essas duas correntes socialistas entraram em uma aliança nos últimos 30 anos (reforçada ainda mais depois da condenação da “Teologia da Libertação” em 1984 pelo Cardeal Ratzinger): não apenas o assim chamado proletariado, que seria explorado pela economia de mercado, mas também o meio ambiente.

Após sua condenação pela Congregação para a Doutrina da Fé, a “Teologia da Libertação” se escondeu sob o manto da proteção ambiental.

Mas sempre manteve em vista seu velho objetivo: a construção de uma sociedade socialista, camuflada de aparências católicas.

A superação dessa “exploração” dá-se, segundo o entendimento dos progressistas, através da abolição da propriedade privada e pela introdução de um sistema marxista.

Tal sociedade reconduzirá os homens ao seu “estado primordial”, onde de fato viverão primitivamente e sem qualquer civilização, mas em harmonia com a natureza.

No fundo, para uma espécie de religião da natureza com pintura católica.

É óbvio que nisso estão sendo perseguidos objetivos políticos marxistas sob o manto “católico”.

Mas a revolução marxista pode ser ainda proclamada de modo muito mais universal. Por que deveria ser aplicada apenas aos moradores da Amazônia?

A esse respeito a Agência de Notícias Católica (KNA) cita Thomas Wieland, que participa em nome da Adveniat no simpósio em Washington:

“Os direitos dos povos indígenas veem sendo regularmente espezinhados quando se retira petróleo da Amazônia para nossos carros, quando se extrai carvão para nossas usinas ou quando o gado é engordado para saciar a nossa fome de carne”.

Aqui aparecem nitidamente as clássicas associações de ideias socialistas-populistas, segundo as quais o Sul pobre é explorado pelo Norte rico. Um clássico clichê socialista dos anos 1960 e 1970.

A verdade é bem diferente: graças às reformas de livre mercado (copiadas dos países do “Norte”) e aos investimentos do “odiado Norte”, os países latino-americanos acertaram o passo econômica e tecnologicamente com os países industrializados.

Isso aconteceu através da aproximação econômica com países capitalistas como os Estados Unidos, Alemanha e Japão.

O socialismo em crise e a “Teologia da Libertação” se esconderam sob o manto da proteção ambiental.
O socialismo em crise e a “Teologia da Libertação” se esconderam sob o manto da proteção ambiental.
Enquanto os países da América Latina estiveram na periferia de ditaduras comunistas, como a União Soviética ou Cuba, permaneceram subdesenvolvidos e alcançavam taxas mínimas de crescimento.

Isto é especialmente verdadeiro para os países da bacia amazônica.

Foi apenas através das reformas da economia de mercado nos anos 80 e 90 que os pobres foram capazes de ascender em massa à classe média.

Os progressistas nunca mencionam isso na Europa, porque querem cultivar a imagem de uma América Latina subdesenvolvida e pobre.

O cardeal Reinhard Marx também falará em Berkeley. A respeito dele escreve a KNA:

“O cardeal Reinhard Marx, presidente da Conferência Episcopal Alemã, sublinhou a importância política do Sínodo da Amazônia no outono.”

Com isso, por assim dizer, o “gato saiu fora do saco”. Tudo gira sobretudo em torno de política e, de fato, política socialista.

Não se trata da conversão dos povos à Igreja Católica ou da difusão da fé católica na Amazônia.

Não, trata-se no Sínodo da Amazônia da criação de um novo paradigma socialista, ecológico e antieuropeu: uma igreja primitiva na selva como modelo para a Igreja universal.

E um abandono do ideal beneditino de Igreja, que sempre ligava a promoção da fé católica à promoção do progresso civilizatório da humanidade.


Tradução do original alemão por Renato Murta de Vasconcelos


domingo, 31 de março de 2019

Derretimento do Ártico revela que clima foi muito mais quente há 115.000 anos

Os investigadores coletaram 48 amostras de plantas em 30 capas de gelo diferentes
Os investigadores coletaram 48 amostras de plantas em 30 capas de gelo diferentes
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Uma surpresa foi revelada pelo derretimento cíclico do gelo que recobre o Ártico. Esses derretimentos cíclicos são periódicos – malgrado a algazarra ambientalista.

Essa procura achar pretextos para justificar o preconceito de um aquecimento global antropogênico que nos conduziria em linha reta à morte do Planeta.

Há diversos ciclos de expansão e retração do gelo, além do anual bem conhecido.

No estado da retração atual, a diminuição do gelo permitiu descobrir paisagens na ilha de Baffin, oeste da Groenlândia, que estavam ocultas há mais de 40.000 anos, informou “Clarín”.

A descoberta significou muito para a região, aliás habitada por escassas tribos inuis.

A região teve seu século mais quente há 115.000 anos, prova sobrada que o espantalho do “aquecimento global” gerado pela interferência humana, já aconteceu há muitos milhares de anos trazendo benefício para o planeta e sem ação humana.

Um estudo da Universidade de Colorado – Boulder aplicou o consagrado método de datação por rádiocarbono para calcular as idades das plantas colhidas nos bordos de 30 camadas de gelo em dita ilha.

A colheita foi possível pelo derretimento que aconteceu no verão dos últimos anos. Baffin é a quinta maior ilha do mundo e está dominada por fiordes profundos e largos separados por planaltos, mas com baixo relevo.

A camada de gelo delgado e frio do planalto agiu como um imenso freezer natural que conservou durante milênios o musgo e os liquens na sua posição de crescimento original.

Os vegetais ficaram cobertos pelo gelo pelo menos 40.000 anos
Os vegetais ficaram cobertos pelo gelo pelo menos 40.000 anos
Foi assim que os cientistas puderam colher sistematicamente por vez primeira amostras muito bem conservadas da vegetação da ilha dos bem-aventurados séculos de “aquecimento global”: 115.000 anos atrás!

Simon Pendleton, investigador doutoral no INSTAAR (Institute of Arctic and Alpine Research) explicou que “as plantas mortas desaparecem da paisagem, mas mensurando a idade das plantas enraizadas pelo rádio carbono se pode saber quando aconteceram os últimos verãos cálidos”.

Em agosto de 2018, os investigadores colheram em Baffin 48 amostras de plantas num largo rango de elevações e exposições. Também reuniram amostras de quartzo em cada local para determinar com a máxima precisão a idade e a história da cobertura de gelo.

As amostras foram processadas nos laboratórios do INSTAAR em Boulder e na Universidade de Califórnia – Irvine.

Gifford Miller, professor de ciências geológicas na Universidade de Colorado – Boulder foi o responsável principal da investigação


domingo, 24 de março de 2019

Convite a uma revolução de fundo comunista e de espírito supersticioso abismal

Índios invadem sede do IBAMA em Altamira.
Índios de jeans invadem sede do IBAMA em Altamira.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Continuação do post anterior: Liturgia esotérica cósmica para celebrar a divindade que vive nos abismos da Mãe Terra



O Documento Preparatório do Sínodo dos Bispos para a Assembleia Especial para a Pan-Amazônia [outubro de 2019], não fica em afirmações teóricas. Ele pede um engajamento concreto, reclamando “uma hierarquia de urgências da Amazônia”.

Para isso, cita “o Documento de Aparecida [que] menciona a necessidade de uma ‘coerência eucarística’ (nº 436) para a região amazônica, ou seja, que não exista somente a possibilidade de que todos os batizados possam participar da Missa dominical, mas também que cresçam novos céus e nova terra como antecipação do Reino de Deus na Amazônia” (nº 80, id. ibid).

Que “novos céus e nova terra são esses”? Que “Reino de Deus na Amazônia”? Seria aquele em que Cristo, a Igreja e seus autênticos representantes foram denegridos e enxotados ao longo do Documento Preparatório?

Não se demora muito a entender.

Notam-se há décadas por todo o País, em diversos campos da atividade católica, impulsos que tentam conduzir clara ou veladamente a opinião pública para uma posição sempre mais receptiva à doutrina comunista.

Mais de uma década de petismo patenteou isso de um modo irrefutável entre nós. Mas não é só o Brasil.

Índios atacam policias no Congresso Brasília, 16.12.2014.
Índios atacam policiais no Congresso Brasília, 16.12.2014.
Basta, como exemplo, o vertiginoso miserabilismo induzido na Venezuela, país também amazônica e outrora o mais rico do continente.

E, mutatis mutandis, as revoluções promovidas pelos êmulos do bolivarianismo no continente sul-americano.

Com estas ou aquelas designações, as “reformas de base” esquerdistas, e a Reforma Agrária socialista e confiscatória notadamente, sempre propugnadas pela “esquerda católica”, visaram uma marcha para assentamentos, verdadeiras favelas rurais, onde já se vivia por antecipado a miséria das tribos indígenas.

Qual cereja “adoçada” com droga sobre chantilly comuno-petista, a pregação da igreja amazônica ecológica e indigenista, de que fala o Documento Preparatório, vem coroar essa revolução devastadora.

Resumindo, estamos diante de uma imensa agitação.

Documento Preparatório cita em seu apoio o Concílio Vaticano II, dizendo que “nos lembra que todo o povo de Deus participa do sacerdócio de Cristo, embora distinguindo sacerdócio comum do sacerdócio ministerial (cf. Lumen Gentium 10)”.

Partindo daí, o Documento volta a insistir “numa Igreja com rosto amazônico e uma Igreja com rosto indígena» (Francisco, Puerto Maldonado) (...) uma pastoral inculturada, (...) novos ministérios e serviços (...) levando em conta o papel central (...) das mulheres na Igreja amazônica (...) o clero indígena (...) novos caminhos para que o Povo de Deus tenha melhor e frequente acesso à Eucaristia (cf. Documento de Aparecida, 251)” (nº 81, id. ibid)

Dom Leonardo Ulrich, secretário geral da CNBB e Tito Vilhalva, da etnia Guarani Kaiowá. Foto: Antonio Cruz, Agência Brasil
Dom Leonardo Ulrich, secretário geral da CNBB e Tito Vilhalva,
da etnia Guarani Kaiowá. A CNBB é líder na revolução indigenista.
Foto: Antonio Cruz, Agência Brasil
Para Jeanne Smits, neste ponto do  Documento Preparatório, sob o pretexto de “sacerdócio comum”, dever-se-ia identificar a admissão de sacerdotisas, desordem que seria rapidamente retomada pelo conjunto da igreja progressista, considerando a sua esterilidade para atrair novas vocações no mundo inteiro.

A conclusão se impõe para a jornalista holandesa e está escrita com clareza, não obstante o linguajar enganoso:

“Trata-se de 'construir uma Igreja com rosto amazônico' inspirada nas superstições mais ou menos diabólicas dos indígenas, mudando os ministérios, a liturgia e a teologia (Teologia Índia)” (nº 82, id. ibid).

A nova frente de ataque – continua Smits –, aberta pelo Papa Francisco, apresenta-se como uma Revolução planetária baseada na inversão do que a Igreja Católica sempre foi e nunca deixará de ser.

Smits conclui que o Sínodo panamazônico poderá ser mais danoso à Igreja e à humanidade do que o Sínodo da Família segundo a versão da polêmica exortação Amoris laetitia.

O Sínodo panamazônico acontecerá em outubro de 2019.

Até lá, passamos por um Sínodo ordinário sobre os jovens que, como o da família, trouxe abalos à estrutura tradicional da Igreja e deixou o campo trabalhado para a visão ecologista-tribalista do Documento Preparatório.

FIM



domingo, 17 de março de 2019

Liturgia esotérica para cultuar
a divindade dos abismos da “Mãe Terra”

Bruxo prepara alucinogeno ayahuasca para ritual em Novo Segredo, Acre. Os 'brancos' deverão modelar o culto segundo misturas de crenças ecológicas esotéricas xamânicas indígenas para entrar em comunhão com a natureza.
Bruxo prepara alucinogeno ayahuasca para ritual em Novo Segredo, Acre.
Os 'brancos' deverão modelar o culto segundo misturas
de crenças ecológicas esotéricas xamânicas indígenas
para entrar em comunhão com a natureza.
Luis Dufaur
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Continuação do post anterior: Por trás da utopia pan-amazônica: luta de classes planetária, ruptura com a Igreja e ingentes danos aos índios



Em posts anteriores, reproduzimos análises e comentários da escritora Jeanne Smits sobre o Documento Preparatório do Sínodo previsto para 2019, nos quais ela o vê como fundador de uma igreja pan-amazônica modelo para a humanidade na crise atual (Documento Preparatório do Sínodo dos Bispos para a Assembleia Especial para a Pan-Amazônia [outubro de 2019]).

Na medula desse documento-chave Smits identifica a tentativa de “uma conversão pastoral e ecológica” visceralmente panteísta e comunista.

Um aspecto central dessa tentativa consiste em criar confusão entre a ordem natural e sobrenatural, citando abundantemente a encíclica Laudato si’, do Papa Francisco, e lhe atribuindo os mais espantosos erros:

“No mistério pascal de Cristo, a criação inteira se estende até um cumprimento final, quando ‘as criaturas deste mundo já não nos aparecem como uma realidade meramente natural, porque o Ressuscitado as envolve misteriosamente e guia para um destino de plenitude.

“As próprias flores do campo e as aves que Ele, admirado, contemplou com os seus olhos humanos agora estão cheias da sua presença luminosa’ (Laudato Si’, 100)” (nº 41, id. ibid).

domingo, 10 de março de 2019

Por trás da utopia pan-amazônica:
luta de classes planetária,
“liturgia esotérica” e ruptura com a Igreja,
ingentes danos aos índios

Manifestação indígena com armas primitivas na região amazônica
Manifestação indígena com armas primitivas na região amazônica
Luis Dufaur
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Continuação do post anterior: O materialismo da Igreja ecológica amazônica deixa Karl Marx atrás



Os redatores do Documento Preparatório do Sínodo dos Bispos para a Assembleia Especial para a Pan-Amazônia [outubro de 2019], visam a “conversão pastoral e ecológica” para uma nova religiosidade panteísta.

A analista holandesa Jeanne Smits observa que embora eles não revelem seus nomes, ela acha razoável atribuir a iniciativa, pelo menos em parte, ao Secretariado do Sínodo, presidido pelo Cardeal Lorenzo Baldisseri no próprio Vaticano.

Esses redatores se mostram admirados pela diversidade dos grupúsculos tribais cada um deles afundado em seu primitivismo, sem cultura e com crenças rudimentares peculiares:

“390 povos e nacionalidades diferentes. (...) Cada um desses povos representa uma identidade cultural particular, uma riqueza histórica específica e um modo próprio de ver o mundo e de relacionar-se com este, a partir de sua cosmovisão e territorialidade específica”, diz. (nº 17, id. ibid)

Obviamente esses matizes diferenciadores geram a também admirada multiplicidade de “pajés, curandeiros, mestres, wayangas ou xamãs entre outros”, mencionada no nº 31.

domingo, 24 de fevereiro de 2019

O materialismo da Igreja ecológica amazônica deixa Karl Marx atrás

O então ministro da Justiça Tarso Genro (PT) em cerimônia Kuarup pelos mortos no Xingu, 2007. Foto Beth Begonha-ABr
O então ministro da Justiça Tarso Genro (PT) em cerimônia Kuarup
pelos mortos no Xingu, 2007. Foto Beth Begonha-ABr
Luis Dufaur
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Continuação do post anterior: Igreja ecológica amazônica dispensa a Redenção. Os únicos pecados são a catequização e a civilização





O Documento Preparatório, comentado por Jeanne Smits evidentemente não foi escrito por índio algum, mas sim por teólogos de cenáculos fechados com forte predominância europeia.

Ele adota um vocabulário e modos pagãos para definir a “admiração sem limites pela natureza”. E a põem no cerne da religiosidade da Igreja ecológica-panteísta amazônica que excogitaram em seus conventículos:

“É a água, através de suas cachoeiras, rios e lagos, que representa o elemento articulador e integrador, tendo como eixo principal o Amazonas, o rio mãe e pai de todos.

“Num território tão diverso, pode-se imaginar que os diferentes grupos humanos que o habitam precisavam adaptar-se às distintas realidades geográficas, ecossistêmicas e políticas”. (nº 8, Documento Preparatório do Sínodo dos Bispos para a Assembleia Especial para a Pan-Amazônia [outubro de 2019])

Segundo a concepção panteísta do Documento, o elemento “integrador” do homem com a natureza é a matéria, a água. Mas não se trata do materialismo grosseiro de Marx.

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Igreja ecológica amazônica dispensa a Redenção. Os únicos pecados são a catequização e a civilização

Pajé em transe místico (esquerda), jornalista recebe unção do pagé (direita).
Modelo da 'conversão ecológica' ensinada pela 'igreja panamazônica'
Luis Dufaur
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Continuação do post anterior: Sínodo na Amazônia: rumo a uma Igreja ecológica que enxota Jesus Cristo e desagrega o Brasil?


Como comentamos em anterior post, a jornalista holandesa Jeanne Smits, embora muito conhecedora dos mais obscuros meandros do progressismo e do ambientalismo radical, ficou pasma vendo as propostas avançadas no Documento Preparatório do Sínodo dos Bispos para a Assembleia Especial para a Pan-Amazônia [outubro de 2019].

Esse Sínodo visaria a “conversão pastoral e ecológica” para uma nova interpretação da religião católica que acaba dando no contrário do Antigo e do Novo Testamento.

Prosseguindo na análise das observações da jornalista, verificamos que Jeanne sublinha a total ausência da noção da Salvação, básica no cristianismo, até em suas versões mais deturpadas.

Não há pecado, exceto as desigualdades entre os homens, o capitalismo, a propriedade privada, o agronegócio, a alteridade dos seres, a família monogâmica, o sacerdócio hierárquico, a lei moral objetiva, etc., etc.

Na utopia da 'igreja pan-amazônica' esses ‘pecados’ seriam banidos.

O raciocínio é simplista: se na vida ecológca-tribal não há pecado, não há necessidade de Redenção nem de Salvação.

Se não precisa de Salvação, para que serve o Sacrifício do Calvário do Divino Redentor?

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Sínodo da Amazônia: rumo a uma Igreja ecológica que enxota Jesus Cristo e desagrega o Brasil?

Cultura e crenças pagãs e primitivas inspirariam nova Igreja mais 'cristã' e 'ecologicamente correta'. Maloca na fronteira com o Peru
Cultura e crenças pagãs e primitivas inspirariam
nova Igreja mais 'cristã' e 'ecologicamente correta'.
Maloca na fronteira com o Peru
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A jornalista holandesa Jeanne Smits ficou estarrecida quando tomou conhecimento do documento preparatório do Sínodo especial sobre a Amazônia.

Esse será realizado em outubro de 2019, em Roma, reunindo os bispos da “Pan-Amazônia” – portanto, dos nove países que dividem a soberania sobre essa imensa região geográfica.

Jeanne está acostumada a ler os documentos comuno-católicos mais radicais, dos quais, aliás, não comparte nem os pressupostos nem os fins.

Porém, o que se está preparando em ambientes católicos “progressistas” para a Amazônia superou todos os erros e horrores filosóficos e morais que já viu, escreve pormenorizadamente em seu site.

A nota dominante, segundo ela, é seu “caráter horizontal”, quer dizer, seu igualitarismo extremado. Pois não é a mera igualdade niveladora da sociologia marxista que, infelizmente, desabrocha em tantos documentos eclesiásticos de nova data.

Trata-se de um igualitarismo materialista e evolucionista ecológico – e nisto nos adiantamos na apresentação – que nivela radicalmente todos os seres.

domingo, 9 de dezembro de 2018

Prof. Molion: o aquecimento global
e as falcatruas em torno dele

Prof. Luiz Carlos Baldicero Molion, a mais autorizada voz brasileira em climatologia
Prof. Luiz Carlos Baldicero Molion, a mais autorizada voz brasileira em climatologia
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Prof. Molion: absurdo atribuir ao homem o aquecimento climático



Catolicismo — O Sr. crê na ideia de que a aplicação do Protocolo de Kyoto produz efeitos no clima da Terra?

Prof. Molion — Sob o ponto de vista de efeito estufa e de aquecimento global, o Protocolo de Kyoto é inútil, assim como o serão quaisquer tentativas de reduzir as concentrações de carbono na atmosfera para “combater o efeito estufa”. 

Nele é proposta uma redução de 5,2% das emissões, comparadas aos níveis dos anos 1990. Estamos falando de cerca de 0,3 bilhões de toneladas de carbono por ano (GtC/a).

Para se ter uma ideia, estima-se que os fluxos naturais entre os oceanos, solos e vegetação somem cerca de 200 GtC/a. O grau de imprecisão admitido nessas estimativas, perfeitamente aceitável, é de 20%.

Isso representa um total de 40 GtC/a para cima ou para baixo (80 GtC/a), 13 vezes mais do que o homem coloca na atmosfera e 270 vezes a redução proposta por Kyoto.

Catolicismo — Atualmente não se fala mais da camada de ozônio. O que ocorreu?

Prof. Molion — Com a minha idade e conhecimento dessa área, já vi ocorrer num passado próximo algo muito semelhante, utilizando exatamente a mesma “receita”: a eliminação dos compostos de clorofluorcarbono-CFCs (Protocolo de Montreal), sob a alegação de destruírem a camada de ozônio.

domingo, 2 de dezembro de 2018

Prof. Molion: absurdo atribuir ao homem o aquecimento climático

Luis Dufaur
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O professor Luiz Carlos Baldicero Molion dispensa apresentação. Formado em Física pela USP, com doutorado em Meteorologia pela Universidade de Wisconsin (EUA) e pós-doutorado na Inglaterra é a mais autorizada voz brasileira em climatologia.

Ex-diretor e pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Prof. Molion leciona atualmente na Universidade Federal de Alagoas (UFAL), em Maceió, onde também dirige o Instituto de Ciências Atmosféricas (ICAT), ele vem esclarecendo a opinião pública nacional sobre o que está em jogo na atual polêmica a propósito do “aquecimento global” e “mudança climática”.

Em entrevista a “Catolicismo” ele colocou ‘pingos nos is’ de modo sumamente oportuno para o Brasil.

Suas explicações de mostraram tão verdadeiras que continuam atualizadas nos dias de hoje

domingo, 18 de novembro de 2018

Menti, menti, menti… que afinal sairá a governança verde mundial!

Miguel Arias Cañete, comissário da UE para o clima. ficou empolgado com a ... fraude de Belgrado!
Miguel Arias Cañete, então comissário da UE para o clima. ficou empolgado com a ... fraude de Belgrado!
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
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Desinvestir em combustíveis fósseis – quer dizer, naqueles viáveis para a atividade humana no mundo – é uma palavra de ordem repetida incessantemente nos arraias do fanatismo verde.

É fora de dúvida que aparecendo combustíveis melhores, menos onerosos, mais eficazes ou acessíveis, será bom ir fazendo a devida substituição, com sensatez e com toda a presteza possível.

Mas nada disso está acontecendo. Os verdes exigem desinvestir sem fornecer alternativas viáveis. O que equivale a parar a civilização hodierna.

Com esse objetivo, eles não hesitam em apelar até para desonestidades científicas, políticas ou administrativas.

Um exemplo típico desses procedimentos desonestos deu-se com a Sérvia.

A manobra visou influenciar a famigerada conferência de Paris sobre o clima – COP 21, de dezembro de 2015 –, hoje quase frustrada mas objeto de tentativas desesperadas para conseguir implantá-la.

A COP 21 produziu o Acordo de Paris que no papel introduziu uma espécie de governança mundial ambientalista, ou governo arbitrário verde, por cima dos países soberanos.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Religiosos e indígenas querem decidir na Noruega sobre as florestas brasileiras

Iniciativa 'interreligiosa' reuniu agitadores tribalistas e ONGs esquerdistas patrocinada pelo governo da Noruega e se imiscuindo na vida do Brasil
Iniciativa 'interreligiosa' reuniu agitadores tribalistas e ONGs esquerdistas
patrocinada pelo governo da Noruega e se imiscuindo na vida do Brasil
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Uma Iniciativa Inter-religiosa da Floresta Tropical, promovida pelo Ministério do Clima e Ambiente da Noruega, reuniu em Oslo líderes de diversas crenças e povos, como os pigmeus africanos e etnias indígenas sul-americanas.

O inédito encontro se inseriu numa longa serie de ingerências de governos e ONGs internacionais no Brasil e em outros países.

O governo norueguês vai cortar em 2017 pelo menos 50% de suas doações ao Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES, aduzindo o aumento no desmatamento nos últimos dois anos.

O ministro norueguês do Meio Ambiente, Vidar Helgesen, agradeceu o apoio que essas ingerências encontram em líderes religiosos locais.

“Em lugares onde o Estado não tem presença ou controle, sempre há comunidades de fé. Sempre há uma igreja ou outro lugar de adoração. Essa infraestrutura é um recurso que pode ser mobilizado em favor das florestas de uma forma mais consistente”, disse.

domingo, 11 de novembro de 2018

Agricultor brasileiro é o maior preservador dos recursos naturais, demonstram estudos

Evaristo de Miranda, coordenador do Grupo de Inteligência Territorial Estratégica da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
Evaristo de Miranda, coordenador do Grupo de Inteligência Territorial Estratégica
da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Quem mais preserva recursos naturais hoje no Brasil é o agricultor. A afirmação resulta de levantamento feito baseado no Cadastro Ambiental Rural e concluído pela Embrapa, apontou a ABAG, Associação Brasileira do Agronegócio.

“Não tem uma categoria profissional no Brasil que preserve mais o meio ambiente do que o produtor rural”, garantiu o agrônomo Evaristo de Miranda, coordenador do Grupo de Inteligência Territorial Estratégica da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), citou a Agência Brasil.

A afirmação foi feita numa das exposições mais aplaudidas da sexta edição do Fórum de Agricultura da América do Sul, acontecida em Curitiba.

Miranda se dedicou a “desmistificar” acusações de que o setor é uma ameaça ao meio ambiente.

“Qual a categoria do Brasil dedica seu patrimônio pessoal, privado e mobiliza R$ 3 trilhões para o meio ambiente? É uma poupança não remunerada que ainda gera custo para ser mantida e, se pegar fogo, a culpa é sua, se roubarem madeira você é o responsável.”, assegurou.

Miranda afirmou que, somado às áreas protegidas – mais de 1,8 mil unidades de conservação e outras áreas indígenas – e terras devolutas, o total do território preservado no Brasil ultrapassa os 66% do total.

“E a lavoura ocupa 7,8%. Essa parcela para toda a produção de cana, de soja, de milho”, disse. Segundo ele, as áreas de pastagens também vem decrescendo, assim como o volume de rebanho.

“Ser acusado de não proteger suas florestas é um absurdo”, criticou.

domingo, 4 de novembro de 2018

Quem aqueceu o clima sul-americano na Idade Média? Os índios?

Estudos sobre o aquecimento do clima na América do Sul  no período quente medieval.  Clique aqui para ver a lista dos 1.200 estudos sobre o fenômeno
Estudos sobre o aquecimento do clima na América do Sul
no período quente medieval.
Clique aqui para ver a lista dos 1.200 estudos sobre o fenômeno
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Um novo estudo liderado pelo Dr. Sebastian Lüning, do Instituto de Hidrografia, Geoecologia e Ciências do Clima da Suíça, e pelo Prof. Fritz Vahrenholt do Departamento de Química da Universidade de Hamburgo, Alemanha, voltou a focar o “aquecimento global” verificado na América do Sul durante a Idade Média.

Obviamente esse não pode ser atribuído aos índios, únicos habitantes do continente naquela época, nem às suas primitivas técnicas de supervivência. Técnicas essas que nos são apresentadas como tábua de salvação do planeta ameaçado pela civilização industrial.

O relatório postado na web em 31 de outubro do presente ano [2018] no Quaternary International só confirma aquilo que vem reafirmando os cientistas sérios – não alarmistas: o clima planetário passa por períodos cíclicos de aquecimento e resfriamento.

Um apanhado traduzido do original alemão foi facilitado pelo site NoTricksZone.