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domingo, 10 de agosto de 2025

Suicídio alemão desintegrará a Europa?

Maior farmaceutica do mundo desafia o apagar de luzes, mas se prepara para cortes históricos
Maior farmacêutica do mundo se prepara para cortes históricos 
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Angela Merkel, quando chanceler, enganou a Alemanha com as ideologias da “energia verde” e do “CO2 zero”. Esse ‘fuhrer’ verde que não parecia extremista da esquerda ecológica, hoje é vista assim embora eleita por um partido de “centro-direita”.

O jurista Drieu Godefridi, autor de “O Reich Verde” resumiu o legado devastador dessa falsa conservadora: 

1) islamização do país;

2) subordinação energética à Rússia;

3) destruição do patrimônio nuclear.


Segundo o autor, se Merkel fosse um agente russo, não teria agido de outra forma e não teria jogado a Alemanha num acelerado empobrecimento. O livro de Godefridi é uma alerta contra outros falsos conservadores.

O PIB alemão se contrai rumo à aniquilação industrial.

A BASF, líder do setor industrial germano desde 1865, opera 200 fábricas com 39 mil pessoas em Ludwigshafen.

Em 2024, fechou uma das suas duas unidades de amônia e deixou várias outras ociosas no mesmo local com perda de 2.500 empregos, explica a Chemical and Engineering News.

A BASF vinha de um encolhimento significativo em 2023, com as vendas despencando 21,1% e os lucros ajustados 60,1%. Ela anunciou planos para novos cortes de mais US$ 1,1 bilhão e de mais empregos.

O establishment alemão enfrenta uma revolta crescente da população, conforme mostra a ascensão do partido de direita AfD, que exige que a Alemanha diga adeus aos mitos da energia verde que estão destruindo a sua indústria.

Sem fornecimento estável de energia a Thyssenkrupp demitirá 11.000 operários
Sem fornecimento estável de energia a Thyssenkrupp demitirá 11.000 operários
A direita alemã porém não aprendeu do desastre provocado por Merkel. As pesquisas de opinião previram o desastre verificado da esquerda, enquanto a CDU/CSU de centro-direita e a AfD de direita continuaram sua ascensão.

A centro-direita e a direita deveriam convergir na política porque juntas têm uma grande maioria, mas o centro-direita recusa absolutamente governar com a AfD.

Num auge da ilogicidade, a CDU pensou em governar com os Verdes, a extrema esquerda mais radical da Europa.

O movimento de destruição dos recursos energéticos da Alemanha sonhando com a depois fracassada dependência do gás russo revelou uma massiva convergência ideológica: a CDU e os Verdes acreditam numa Energiewende (“transição energética”).

Essa pretende a substituição dos combustíveis fósseis e da energia nuclear pelas "energias renováveis", principalmente eólica e solar, que são intermitentes, caras demais e dependentes das mudanças do tempo.

Os painéis solares produzem menos em dias nublados e as turbinas eólicas geram menos em períodos de ar sereno. Não há, portanto, uma produção estável de energia.

A CDU tida até agora de centro-direita faz o haraquiri que pede aos berros a ideologia ambientalista. Acompanha ao maior grupo político do Parlamento Europeu, que se acreditava conservador, mas nomeou Ursula von der Leyen como chefe da Comissão Europeia.

Ela empurra a economia da União Europeia ao colapso. Enquanto a indústria desaparece, o islamismo prolifera. Ela se assanha por uma “transição energética” e uma mítica Europa de carbono zero, e na prática só aplica mais regulamentações superando todas as outras civilizações juntas.

Protestos sindicais contra fechamento de fábricas da Volks
Protestos sindicais contra fechamento de fábricas da Volks 
Essa política é um mito absoluto, insiste “O Reich Verde”. A “Europa carbono zero” não funciona, e ainda que funcionasse, não mudaria a proporção do CO2 na atmosfera.

Ainda que a Europa deixasse de existir não haveria quase diferença nas emissões globais de CO2 pois seu efeito sobre o clima, ali sim, seria zero.

A Alemanha se hipnotizou com mitos pouco melhores do que os séculos anteriores e se precipita à ruína levando consigo toda a Europa.

E o fanatismo dos mitos verdes é maior daquele que fazia marchar as SS e as cruzes gamadas ébrias de extinção final.


domingo, 3 de agosto de 2025

Europa desaba sob a tirania das energias alternativas

'O Reich Verde': um livro denúncia da autodestruição da Alemanha
'O Reich Verde': um livro denúncia 
da autodestruição da Alemanha
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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O jurista e filósofo, diretor do PAN Medias Group Drieu Godefridi é autor do livro “The Green Reich – Global Warming to the Green Tyranny” (“O Reich Verde – Do aquecimento global à tirania verde”, Texquis, 2020; Armada) que aponta a dependência de fontes de energia não confiáveis (eólica, solar), que combinada com a prcipitada eliminação da energia nuclear, fez da energia elétrica da Alemanha a mais cara da Europa.

O quadro geral alemão compromete a autonomia energética do país, e, em última análise, do continente europeu, escreveu na página do reputado “Gatestone Institute”. 

As condições climáticas caem drasticamente em períodos que ocorrem todos os anos. A produção de energia não pode se basear nos caprichos do sol (quase ausente no inverno alemão) nem nos sopros de Eolo.

A submissão a esses caprichos produz repercussões econômicas e ambientais de longo alcance, transtornando a política energética baseada em energias intermitentes. Essas verdades diretamente ligadas à natureza não interessam aos arautos ecologistas salvadores da própria natureza.

A Alemanha passou a ser uma das maiores emissoras de carbono e consome a energia elétrica mais cara da Europa que, aliás, é insuficiente para sua indústria que caiu no vermelho.

O país perdeu a sua autonomia energética, que equivale a um homem não dispor de oxigênio para respirar em virtude de teorias notoriamente falsas.

Nos últimos quinze anos, a Alemanha investiu maciçamente em energia solar e eólica, e sabotou enlouquecidamente suas usinas nucleares. Em 2023, as energias renováveis representavam 55% da produção de eletricidade do país. Em 2022, eram 48%.

A energia eólica tem 31% da produção total e a energia solar 12%, biomassa 8% e outras fontes renováveis, como a hidroeletricidade os 3,4% restantes.

No primeiro semestre de 2024, a energia renovável forneceu quase 60% da eletricidade alemã. Porém com momentos de crise no fornecimento como o “Dunkelflaute”.

Governo aprovou a extinção das usinas nucleares
Governo aprovou a extinção das usinas nucleares
Essa palavra dura para ouvidos brasileieros se traduz por “calmaria branda e escura”, quer dizer a falta de vento e de sol no inverno quando a demanda atinge o ápice. O “Dunkelflaute” então pode durar alguns dias a várias semanas quando a produção eólica e solar despenca para menos de 20% de sua capacidade, chegando às vezes a zero.

Em 12 de dezembro de 2024, a produção alemã de energia elétrica oriunda da energia eólica e solar ao atendia a 1/30 da demanda.

As políticas renováveis seriam aceitáveis se fossem estáveis, como o é, em oposição, a energia nuclear. Mas, desde 2011, na onda midiática entorno do desastre de Fukushima, o país decidiu fulminar a energia nuclear e fechou usinas em pleno funcionamento.

Extinguiu a energia elétrica estável e previsível ficando penosamente vulnerável às flutuações das energias renováveis.

Em suma, na Alemanha quando não há vento nem sol, há apagão, acrescenta o prof. Godefridi..

A Alemanha ficou incapaz de se mover por falta de energia suficiente, especialmente durante o “Dunkelflaute”. Então entra na correria para importar energia elétrica da França, da Dinamarca e da Polônia, e multiplica o consumo dos famigerados carvão e linhito para termoelétricas poluidoras.

Com mais um resultado absurdo: aumentos nos preços da energia elétrica que são realmente impressionantes. Em 2024, uma família teve que pagar o preço mais alto da Europa: € 400/MWh, com picos de € 900/MWh durante o sinistramente cômico “Dunkelflaute”.

Os preços médios na França e na Finlândia foram de € 250/MWh no mesmo período (2024), a metade portanto, porque dependem de reatores nucleares. E nos EUA, as taxas são 30% mais baixas do que na França, também por causa das nucleares.

Intensa propaganda 'verde' fez banir a energia nuclear e pos em crise a Alemanha
Intensa propaganda 'verde' fez banir a energia nuclear e pos em crise a Alemanha
Viva! Entramos no maravilhoso mundo para afundar “sustentavelmente” a Europa no precipício da carência e da desgraça. O modelo “sustentável para o planeta”, proposto pela seita vermelho-verde.

Em vez de líder contra o CO2 como pretextado, a Alemanha foi o segundo maior emissor de CO2 por unidade de energia produzida na Europa: dez vezes mais que a França.

Os altos preços estão levando à relocação das indústrias alemãs que procuram localidades mais acessíveis economicamente. Como os produtos alemães poderão ser competitivos quando se paga três vezes mais pela energia elétrica do que a concorrência? O gás natural é cinco vezes mais caro que na Europa e nos EUA.

Colapsam setores inteiros da orgulhosa indústria alemã. Primeiro as grandes empresas, VW, BASF, Mercedes-Benz, mas essas desaparecem ou encolhem levando junto um monte de pequenas e médias empresas para o buraco.

Os altos preços da energia alemã geram cada vez mais frustração.

O famigerado “Dunkelflaute” não é um mero problema econômico: por trás há o assalto de uma ideologia autoritária e irracional.

Anúncio da demissões em massa na Volkswagen gerou terremoto social
Anúncio da demissões em massa na Volkswagen gerou terremoto social 
Há anos este blog vem ecoando cientistas e analistas que julgavam que a Alemanha parecia ter ficado louca. Terá soado exagerado. Agora a realidade arromba as portas de lares e empresas germanas.

A Alemanha perdeu a autonomia energética, e, em última análise, alastra o continente a um precipício. As consequências estão sendo das mais variadas: os vizinhos estão fartos de uma tão estúpida falência energética, em virtude de um diktats irracional.

O gigantesco passo em falso da Alemanha provoca uma catástrofe europeia e em última análise, da civilização ocidental ex-cristã.


domingo, 16 de fevereiro de 2025

Fanatismo “verde” jogou economia alemã em crise que assusta o mundo

Angela Merkel aprovou a extinção das usinas nucleares
Governo aprovou o fim das usinas nucleares para cortar o 'aquecimento global' ...
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Empresas alemãs que são gigantes mundiais como Bosch e Mercedes Benz naufragam numa Alemanha onde o movimento ecologista desencadeou crise energética que faz temer uma desindustrialização.

O país enfrenta uma penúria energética que se infligiu a si próprio, enquanto China explora a depressão da indústria alemã que outrora dava o tom no mundo.

O modelo de negócios da Alemanha, diz Danyal Bayaz, ministro das Finanças do Estado de Baden-Württemberg, está “entrando em colapso”.

Especialmente as pequenas e médias empresas ficaram despreparadas. Conglomerados imensos como Volkswagen e Bosch vêm promovendo demissões em massa. Os sindicatos falam de “catástrofe”.

Ferozes regras fiscais levam a pontes enferrujadas, escolas decadentes e trens atrasados. Thyssenkrupp AG vai desligar 11 mil funcionários reduzindo sua força de trabalho no setor de aço de 27 mil para 16 mil pessoas.

Sem fornecimento estável de energia a Thyssenkrupp demitirá 11.000 operários
Sem fornecimento estável de energia a Thyssenkrupp demitirá 11.000 operários
A Thyssenkrupp Steel Europe (TKSE), sediada em Duisburg, reclama “medidas urgentes necessárias” enquanto recita a ladainha dos milhares de demissões, redução da produção, venda de partes do capital e fechamento de fábricas escaladas na própria Alemanha e até no Brasil.

A Volkswagen, a maior montadora de automóveis da Europa, anunciou fechar pelo menos três fábricas na Alemanha, demitir 31.000 funcionários e reduzir as unidades fabris restantes no país. Poderia vender uma para a China, numa venta humilhante.

É o primer fechamento de uma de sus fábricas em 87 anos de história, nem mesmo as guerras mundiais fizeram tanto estrago. A Bosch planeja cortar 5,5 mil empregos, informa a “Deutsche Welle”.

A Alemanha que no ano passado era a terceira maior economia do mundo, está colhendo os frutos de uma política demencial para “salvar o planeta”. É inacreditável mas já vinha sendo anunciada a irracionalidade “verde” que tomou conta há anos do governo alemão.

Esse resolveu aplicar a exigência da “Agenda 2030” da ONU contra o aquecimento global e mandou arrasar as centrais nucleares.

A falta de energia decorrente deveria ser substituída pelas “energias alternativas” notadamente a eólica e a solar.

Mas essas são caras, inestáveis e criam cortes insustentáveis para a indústria. Acresce que os cidadãos não suportam a multiplicação das contas de luz na ordem de 400%.

Anúncio da demissões em massa na Volkswagen gerou terremoto social
Anúncio da demissões em massa na Volkswagen gerou terremoto social
A ilusão de “salvar o planeta” para diminuir o “aquecimento global” sonhou de olhos abertos com o gás russo. Mas, após a invasão da Ucrânia por Vladimir Putin em 2022 rasgou a fantasia.

A energia custa quase o dobro da França e desde 2018 vem caindo mais rapidamente do que em outras partes da UE, especialmente nos setores que requerem energia intensiva, como a siderurgia.

Os investimentos foram adiados ou transferidos para o exterior. O diretor-presidente da Thyssenkrupp disse que a Alemanha está “em plena desindustrialização”.

Até mesmo os varejistas foram atingidos, especialmente com a invasão da Ucrânia pela Rússia.

Acresce que faltam trabalhadores qualificados enquanto engrossam as camadas de burocracia comunitária em Bruxelas.

A China, então, ataca o gigante em decomposição. Nas décadas anteriores a Alemanha satisfazia o apetite chinês por seus carros, produtos químicos e widgets de engenharia de precisão.

Mas hoje as contas mudaram: as empresas chinesas viraram concorrentes piranha que devoram a indústria automobilística alemã, e das pequenas e médias indústria.

Maior farmaceutica do mundo desafia o apagar de luzes, mas se prepara para cortes históricos
Maior farmacêutica mundial desafia o apagar de luzes, mas prepara cortes históricos
Exemplos paradigmáticos desta carnificina industrial acontecem entre as montadoras e nas fábricas de produtos químicos.

A China joga uma produção excessiva de produtos subsidiados pelo governo comunista contra os quais as empresas alemãs que agem na legalidade.

O Estado na China fornece níveis irracionais de financiamento que afunda a solvência de grande parte da indústria alemã, enforcada pelo estatismo da União Europeia e o delírio da “Agenda 2030”.

Trump ameaça piorar o quadro com novas tarifas sobre os produtos europeus.

Grandes da indústria alemã como a Volkswagen e a BMW acham que a solução é dobrar a aposta e investir mais na China. Mas há lobbies alemães que querem punir a China com restrições comerciais porque apoia o esforço bélico da Rússia.

O fato é que a produtividade da Alemanha já está em queda. Alguns como o Deutsche Bank pretendem fazer prevalecer a “qualidade acima da quantidade”.

Protestos sindicais contra fechamento de fábricas da Volks
Protestos sindicais contra fechamento de fábricas da Volks

Isso será válido em alguns setores, mas no geral dificilmente poderá compensar as perdas. As indústrias intensivas em energia não crescem há duas décadas. 

O setor automotivo segue perdendo empregos, e uma reversão parece improvável.

A globalização estagnou, e voltar para o velho modelo que fez a grandeza industrial alemã não funciona mais.

O setor público da Alemanha virou um dinossauro inassimilável. Além disso, novos fundos terão de ser aplicados na indústria bélica que já atingiram o 2% do PIB. Reformas do modelo devem passar pelo Legislativo, mas este se recusa a aprova-las.

Intensa propaganda 'verde' fez banir a energia nuclear e pos em crise a Alemanha
Intensa propaganda 'verde' fez banir a energia nuclear e pôs em crise a Alemanha
Thorsten Benner, diretor do Instituto de Política Pública Global de Berlim, diz que a Alemanha passou do “otimismo fácil” para uma “armadilha de melancolia” em que políticas erradas, o super-crescimento da burocracia e a desconfiança pública se reforçam mutuamente.

O clima se tornou desanimador conduzido ao precipício por mitologias utópicas de “políticas verdes”, a sombra da guerra europeia, o controle da natalidade e o monstruoso poder burocrático da UE sedeado em Bruxelas.


domingo, 16 de abril de 2023

Trabalhadores espanhóis contra fechar as usinas nucleares

Usina nuclear de Almaraz, Extremadura
Usina nuclear de Almaraz, Extremadura
Luis Dufaur
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Em defesa das usinas atômicas os profissionais da Sociedade Nuclear Espanhola (SNE) publicaram um manifesto. Eles são favoráveis a essa fonte energética que consideram essencial para a soberania do país, noticiou “El Mundo”

O governo socialista, dizem, está equivocado com seu plano de fechar os sete reatores do país, processo que começará em 2027, mas que, alertam, será irreversível desde 2024.

“Ficamos sozinhos na nossa estratégia de fechar o parque nuclear”, afirmou o presidente do SNE, Héctor Dominguis, na apresentação do manifesto.

Atualmente, salientou, “existem 11 países europeus, liderados pela França, que querem promover a energia nuclear”.

Entretanto, Espanha propõe o encerramento de sua fonte de produção de eletricidade mais constante e que contribui com cerca de 20% do total, funcionando 90% do tempo e com quase 100% de sua capacidade.

Se se deve realizar paradas técnicas ou houver picos de demanda, as usinas de gás entram para completar o fornecimento de energia.

Os 26 GW de gás que a Espanha possui representam a segunda tecnologia por potência, atrás da eólica (perto de 30 GW) e com a energia fotovoltaica à espreita (19,9 GW).

Enquanto isso, a Endesa (Empresa Nacional de Electricidad, S. A., transportadora e distribuidora de energia) já se mostrou a favor do prolongamento da vida útil das usinas nucleares. Eles poderiam continuar operando entre 20 e 40 anos a mais, mas uma decisão deve ser tomada agora.

“Se depois de 2024 não se tomar uma decisão firme pela continuidade das centrais nucleares, não haverá mais volta e o encerramento da primeira central, Almaraz I, será inevitável”, explicou Dominguis.

Almaraz, ilustrou o presidente do SNE, gera anualmente “mais eletricidade do que consomem as cidades de Sevilha e Valência juntas”.

“Exigimos que a energia nuclear seja considerada uma fonte energética estratégica para Espanha e solicitamos que sejam criadas a continuidade das centrais nucleares por pelo menos 20 anos”, acrescentou Dominguis.


domingo, 15 de janeiro de 2023

França recupera independência elétrica reativando usinas nucleares

As usinas nucleares salvaram a independência energética da França
As usinas nucleares salvaram a independência energética da França
Luis Dufaur
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A França se preparava para preocupantes arrochos energéticos resultantes dos cortes de gás russo e a subsequente redução da produção de energia elétrica.

Para regozijo de Putin, os cidadãos franceses sofreriam severos cortes no aquecimento, aliás necessário no inverno do Hemisfério Norte.

O ditador do Kremlin imaginava com a colaboração de seus movimentos amigos da extrema esquerda e da extrema direita provocar distúrbios sociais que pressionassem os auxílios franceses à flagelada nação ucraniana.

A falta de eletricidade e a dependência do gás russo foi provocada pelo ativismo ecologista que levou a desativar muitas usinas nucleares. A França tem um papel destacado na instalação e aproveitamento dessas usinas.

Mas apenas 30 reatores tinham ficado ativos pela sabotagem propagandística dos “Verdes”.

A França reativou 6 dessas usinas, passando de 30 a 36 em operação e passou a atender inteiramente suas necessidades de eletricidade. E ainda tem mais 20 reatores que podem ser reativados.

Xavier Piechaczyk, presidente do conselho de administração da Réseau de Transport d'Électricité (RTE), empresa operadora da transmissão da eletricidade na França, anunciou pelo canal France Inter “boas notícias registradas nos últimos dias”, informou o jornal “L’Indépendent”

Desmantelamento de uma usina nuclear francesa
Desmantelamento de uma usina nuclear francesa.
O ecologismo teria querido acabar com todas elas, mas não conseguiu.
Ele informou que a Électricité de France – EDF (a maior produtora e distribuidora de energia da França), conseguiu “arrancar 37 reatores”.

No entanto, de acordo com dados da RTE, existem 36 reatores atualmente ativos na França. Em meados de setembro, havia apenas 32 reatores ativos e tinha caído para 30 no início de novembro. O total é de 56 reatores nucleares.

Acresce, segundo Xavier Piechaczyk, que a França reduziu seu consumo de eletricidade de -6 para -7%. “Uma queda puxada pelos fabricantes à medida que começamos a ver a queda no consumo das famílias”.

“Devemos continuar a ter esse equilíbrio entre menor consumo e maior produção”, indicou o gerente da RTE.

O governo tinha anunciado um plano de possíveis cortes de energia que tem gerou alguma ansiedade no país.

Xavier Piechaczyk explicou que “é normal e responsável preparar” esse tipo de planos. De fato mais vale prevenir que curar.

A pressão da frente comum Putin-extremas direita e esquerda francesas-ecologistas se está mostrando furada.


domingo, 9 de outubro de 2022

Com combustível nuclear para 2.000 anos, a França se apaga ante Putin

A Cidade Luz na escuridão. E é só um aviso, o pior está para vir
A Cidade Luz na escuridão. E é só um aviso, o pior está para vir
Luis Dufaur
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Putin chantageia Europa lhe cortando o fornecimento de gás e petróleo. As perspectivas são sombrias para o inverno que começa no Hemisfério Norte.

As contas já subiram muito, haverá racionamento de energia – leia-se passar frio e desemprego – diminuição da produção e protestos públicos atiçados até por agentes putinistas “conservadores” cotovelo a cotovelo com os da extrema esquerda, também paga pelo putinismo.

O magazine especializado em economia “The Economist” chega a falar do temor de uma possível recessão econômica europeia para o fim do ano.

Os estrategistas militares temem que Putin, cada vez mais derrotado nos campos ucranianos, apele a essa guerra híbrida contra os países de Europa que fornecem armas à até pouco mal armada Ucrânia.

Estas perspectivas vinham sendo denunciadas aliás há muitos anos nos nossos blogs. Mas tal vez soavam mefistofélicas demais. Agora constituem o novo desenvolvimento da guerra europeia.

Para elas, trabalhavam ativamente os militantes ecologistas que nós e certos entendidos sempre denunciávamos como ex-comunistas sem emprego após a queda da URSS e agora reciclados no movimento ambientalista com os mesmos objetivos de outrora.

A provável crise que está no horizonte é provocada em boa parte pelo ativismo ecologista contra as centrais nucleares e contra o fracking.

Do fracking basta dizer que a França possui jazidas de gás que fariam dela o Qatar da Europa. Mas, para atender a sensibilidade da Mãe Terra, ou Gaia, sucessivos governos de signos diversos interditaram o aproveitamento.

Suprema estupidez? Suprema traição dos políticos? Seja o que for a carência já bate os bolsos dos cidadãos.

Desmantelamento de uma central nuclear na França
Desmantelamento de uma central nuclear na França
Quanto às usinas nucleares, elas vinham sendo desativadas com os mesmos argumentos ambientalistas estapafúrdios.

Em entrevista filmada pelo site Le Média pour tous e que viralizou nas redes sociais, Maxime Amblard, engenheiro da fabricante de reatores Framatome, afirma que os reatores de quarta geração permitiriam satisfazer todo o consumo de energia da França “durante 2000 anos”, reutilizando o urânio armazenado.

O país seria completamente independente de energia, totalmente livre de carbono, substituindo até “o que consumimos em carvão, gás, petróleo, hidráulica e em renováveis”.

O grande jornal de Paris “Le Figaro” explica que o combustível dos reatores franceses é o urânio 235. Durante quarenta anos foram acumuladas várias dezenas de milhares de toneladas de urânio empobrecido, armazenadas principalmente no Vale do Ródano.

Essa quantidade colossal, é combustível para os reatores de quarta geração com um rendimento 60 vezes maior que os reatores tradicionais.

A CEA (Commissariat à l'Énergie Atomique et aux Énergies Alternatives) diz que essas reservas acumuladas de urânio empobrecido e plutônio representam cerca de 5 mil anos de abastecimento de uma frota de reatores produzindo energia elétrica!

E a Academia de Ciências em um relatório de junho de 2021 reforça esse dado escrevendo que: “a França tem hoje um estoque de urânio empobrecido de cerca de 350.000 toneladas” o que garantiria “centenas de anos de produção de energia elétrica [...] mesmo em caso de paralisação da mineração de urânio”.

Ambientalistas e putinistas visam o mesmo objetivo apagar a civilização não-comunista
Ambientalistas e putinistas visam o mesmo objetivo apagar a civilização não-comunista
O engenheiro entrevistado Maxime Amblard explica que teve em conta no seu cálculo todas as energias consumidas na França, e não apenas a nuclear.

A tecnologia também foi amplamente testada e a França é pioneira no campo. O que danificou o país foi a propaganda ecologista e os políticos inescrupulosos ou ignorantes submissos às ordens ditatoriais da União Europeia.

A França, que estava anos à frente neste setor, agora está atrasada, enquanto a Rússia e a China estão sobrecarregadas com reatores experimentais em operação e outros em fase de projeto.

A Índia e os EUA também investiram para recuperar seu atraso.

A total independência energética francesa pelos estoques de combustíveis acumulados, é conhecida há muito tempo. Não se recuperará o atraso de um momento a outro, mas as condições para fazê-lo estão postas. É só ecologistas e políticos não trair a nação.

Se amanhã a França gemer pela chantagem russa não será por falta de recursos, mas pela sabotagem histórica do ecologismo de fundo comuno-socialista que olha com simpatia para a Rússia de Putin.


A grande sabotagem ecologista que pôs a França de joelhos