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domingo, 29 de março de 2026

Energia solar multiplica riscos de “apagões” eléctricos na Europa sem energia

Apagão na Espanha toda
Apagão na Espanha toda
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







A energia solar tida como panaceia pelo ambientalismo está levando o sistema elétrico da Europa “ao limite”, escreveu a rede Bloomberg. 

As redes eléctricas europeias não conseguem se virar nas intermitências dessa energia e os apagões gerais serão cada vez mais frequentes e generalizados.

A União Europeia (UE) com o Acordo de Paris de 2015 provocou ditatorialmente um ‘frenesi’ por essas energias pretextando atingir metas climáticas inatingíveis segundo os cientistas mais equilibrados.

Segundo Bloomberg, foram construídos parques solares numa velocidade que foi além das previsões.

Desde 2020, ano em que se instalaram na Europa 23 gigawatts de energia solar, todos os anos se têm registado novos recordes.

E pelo final de 2025, com 69,2 gigawatts terá quadruplicado na última década.

Intermitências das usinas solares e eólicas apagaram a Espanha
Intermitências das usinas solares e eólicas apagaram a Espanha
Em consequência desta ‘expansão’ nas salas de controle dispararam alarmes regularmente por sobrecarga da rede. Em 2009, os cenários eram de relativa acalmia e tranquilidade nessas mesmas salas.

Com dados do think tank Ember, Bloomberg observa a necessidade de “a Europa modernizar a sua rede eléctrica para evitar outro apagão dramático”, como o de abril de 2025, que afetou mais de 50 milhões de pessoas.

Os painéis solares provocam picos de tensão, com cada vez maior frequência, tendo-se registado em 2024 um recorde de 8.645 ocorrências, ou mais de 2.000% face a 2015, em que houve apenas 34 alertas, de acordo com a Rede Europeia de Operadores de Sistemas de Transmissão de Electricidade (Entso-e).

“É como receber um alerta quase a cada hora, em comparação com menos de três alertas por mês há uma década”, resume a Bloomberg.


domingo, 2 de novembro de 2025

Energias alternativas escureceram Espanha, Portugal e sul da França

Blackout na Espanha
Blackout na Espanha
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Meses antes de iniciar a COP30, o ambientalismo nos forneceu mais uma escura mensagem da crise em que quer jogar a civilização.

A Red Eléctrica Espanhola (REE) empresa pública operadora única do sistema elétrico espanhol, reconheceu que o “colapso total” do sistema elétrico que pôs em pânico a Espanha e o vizinho Portugal foi causado pelas fontes de energia alternativa, registrou “El Mundo”. 

Em abril a mesma empresa garantia que em caso algum haveria uma interrupção nacional no fornecimento de energia.

Ela recusava o risco da perda de estabilidade do sistema, em consequência do fechamento das centrais nucleares espanholas. Semanas depois a Espanha entrou em pânico em virtude de um apagão inesperado que não podia acontecer.

O presidente da empresa os descartava e o governo socialista também o fazia enfaticamente.

Depois tudo mudou. Relatório da mesma operadora da rede elétrica reconheceu que havia riscos “graves” de cortes de energia ligados à “alta penetração de energia renovável” no país.

A causa do risco foi a muito alta dependência das “energias alternativas”, especialmente as eólicas.

A Redeia, havia alertado seus investidores no relatório financeiro de 2024, para cortes que “podem se tornar graves afetando significativamente o fornecimento de eletricidade”, “a curto e médio prazo”, registrou a AFP

Em breves termos as fontes de “energia alternativas” são intermitentes porque dependem do sol, vento, chuvas, que são impredecíveis.

E se essas fontes começam a ligar e desligar podem levar a um curto do sistema todo e provocar blackouts.

A “perda de produção firme” foi apontada por Redeia como podendo causar um “impacto no fornecimento” que poderia “afetar à Espanha toda”.

A empresa vinha alertando há cinco anos do perigo sendo desouvida e até abafada pelo fanatismo ecológico e socialista instalado no governo e na grande mídia.

Os relatórios eram conclusivos: a integração massiva de fontes energias renováveis ameaçava a estabilidade da rede na Espanha, escreveu, a posteriori “El Mundo”. 

Blackout também afetou Portugal e sul da França
Blackout também afetou Portugal e sul da França
Os técnicos da empresa pública pediam medidas “essenciais” para evitar desequilíbrios “inaceitáveis”.

Afinal aconteceu. Cinco anos depois do primeiro brado de alerta, essa foi a causa do apagão histórico que atingiu também o Portugal e o sul da França.

As medidas pedidas não foram implementadas ou a um ritmo lento, enquanto se acelerava a geração de energias “renováveis” causantes do desequilíbrio. Até que o sistema elétrico nacional ficou incapaz de amortece-los.

A Redeia alertava aos investidores o “risco de curto prazo” de “desconexões de geração devido à alta penetração de energias renováveis”.

O relatório também advertia que o fechamento de usinas de convencionais, como as a carvão, gás natural e nucleares, em decorrência de decisões políticas, “implicava na redução da capacidade firme e das capacidades de equilíbrio do sistema elétrico, bem como de sua robustez e inércia”.

A Redeia atribuiu o enorme blackout a um desligamento massivo de usinas fotovoltaicas. Essas geraram oscilações anômalas que causaram o apagão, “desconcertando o setor”.

Nos dias prévios ao apagão, as situações de alta instabilidade levaram a um alto funcionário do setor, a advertir que a Espanha “estava à beira de um apagão”.

O fanatismo ambientalista fez ouvidos surdos... e aconteceu mas continua igualmente fanático!!!


domingo, 16 de junho de 2024

Espanha rural não quer “energias renováveis”, e tampouco o Brasil

Ambientalismo prometia salvar a natureza, mas suas turbinas eólicas a estão destruíno e adoentando os homens
Ambientalismo prometia salvar a natureza,
mas suas turbinas eólicas a estão destruíndo e adoentando os homens
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Em Castela e Leão, região do norte de Espanha, 95% da produção de eletricidade provem de parques eólicos e fotovoltaicos cuja proliferação virou um flagelo para a população local, informou “France24”

O arqueólogo Jaime Nuño González que mora no sopé da montanha Palentina, a poucos quilômetros do “caminho esquecido”, um dos ramos mais antigos da estrada dos romeiros para Santiago de Compostela.

Mas esse atrativo, diz ele, “hoje está ameaçado por três usinas fotovoltaicas, ou 150 hectares de painéis solares”.

O peregrino, em vez de atravessar uma paisagem natural, encontrará uma paisagem totalmente industrial, diz o arqueólogo.

Quer dizer, afundará no contrário do que lhe prometia a ecologia no sentido de uma recuperação das belezas naturais e uma limitação das feiuras das áreas industriais.

Acresce que o execrado projeto foi desenvolvido nos arredores da área protegida Natura 2000 e no meio de um sítio pomposamente batizado de Geoparque pela UNESCO. Mistérios bem conhecidos das cumplicidades do movimento ambientalista com os políticos envolvendo corrupção.

Trata-se de uma aberração para Jaime e seus companheiros, unidos numa plataforma de defesa do cidadão. Denunciam a proliferação destes grandes projetos num território rico em biodiversidade e patrimônio cultural que estão sendo destruídos.

“Eles instalam-se aqui porque o terreno não é caro”, denuncia Jaime. E como somos poucos e velhos, não há massa crítica que se oponha a isso. Não há piedade com os idosos preservadores das tradições e do patrimônio cultural local.

Antes de se instalarem, as empresas deviam realizar um estudo ambiental para obter o sinal verde do governo autonômico ou do Ministério do Meio Ambiente.

Agricultora brasileira tem que usar ansiolíticos e antidepressivos por causa dos aerogeradores. Foto Vinícius Sobreira-Brasil de Fato
Agricultora brasileira tem que usar ansiolíticos e antidepressivos
por causa dos aerogeradores. Foto Vinícius Sobreira-Brasil de Fato
“Nunca utilizamos terras de alto valor ambiental”, tenta se eximir Silvia Alonso Guijarro, assessora de imprensa de Solaria, uma empresa que instala 40% dos seus parques fotovoltaicos em Castela e Leão.

Os políticos do conselho regional também querem tranquilizar a população que não aguenta mais, não é ouvida e sofre com procedimentos administrativos e legais complicados. Esses parecem feitos para desanima-los e favorecer empresas que desconhecem a população local, explica Rosa Pardo, presidente da Aliente, a aliança nacional de plataformas de defesa do cidadão.

Não faltam sofismas como o de facilitar a “descarbonização” e objetivos ambiciosos da União Europeia para reduzir as emissões de CO2 em 55% até 2030, diz Juan Carlos Suárez-Quiñones.

Aliás, a UE teve que abandonar essas ousadas metas ecológicas diante da indignação continental dos agricultores europeus severamente ameaçados pela utopia de Bruxelas.

“A prioridade do governo e das regiões é atingir objetivos para poder publicar números”, lamenta Rosa Pardo. “Então eles dizem para si mesmos que só precisam instalar as usinas onde não há nada – mas há paisagens, agricultura, pessoas que vivem!” os quais obviamente estão sendo desrespeitados pelos que diziam ser seus salvadores!!!

Três regiões representam metade da capacidade eólica instalada: Castela e Leão, Aragão e Castela-La Mancha. Foi prometido aos habitantes a prioridade ao autoconsumo e às comunidades energéticas.

Mas, deploram eles, o objetivo fundamental da iniciativa ambientalista mostrou ser “a especulação financeira e não a produção de energia verde”. Uma fraude que agora está mostrando suas verdadeiras consequências.

O parques eólicos reeditam por toda parte o drama do arrasamento da saúde das pessoas mais fracas e da destruição da natureza.

Até no Brasil! Veja por exemplo: Caetés: parque eólico causa depressão, insônia, surdez, destrói a vida e produção dos mais pobres


O drama de viver sob hélices gigantes no Nordeste brasileiro










domingo, 16 de abril de 2023

Trabalhadores espanhóis contra fechar as usinas nucleares

Usina nuclear de Almaraz, Extremadura
Usina nuclear de Almaraz, Extremadura
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Em defesa das usinas atômicas os profissionais da Sociedade Nuclear Espanhola (SNE) publicaram um manifesto. Eles são favoráveis a essa fonte energética que consideram essencial para a soberania do país, noticiou “El Mundo”

O governo socialista, dizem, está equivocado com seu plano de fechar os sete reatores do país, processo que começará em 2027, mas que, alertam, será irreversível desde 2024.

“Ficamos sozinhos na nossa estratégia de fechar o parque nuclear”, afirmou o presidente do SNE, Héctor Dominguis, na apresentação do manifesto.

Atualmente, salientou, “existem 11 países europeus, liderados pela França, que querem promover a energia nuclear”.

Entretanto, Espanha propõe o encerramento de sua fonte de produção de eletricidade mais constante e que contribui com cerca de 20% do total, funcionando 90% do tempo e com quase 100% de sua capacidade.

Se se deve realizar paradas técnicas ou houver picos de demanda, as usinas de gás entram para completar o fornecimento de energia.

Os 26 GW de gás que a Espanha possui representam a segunda tecnologia por potência, atrás da eólica (perto de 30 GW) e com a energia fotovoltaica à espreita (19,9 GW).

Enquanto isso, a Endesa (Empresa Nacional de Electricidad, S. A., transportadora e distribuidora de energia) já se mostrou a favor do prolongamento da vida útil das usinas nucleares. Eles poderiam continuar operando entre 20 e 40 anos a mais, mas uma decisão deve ser tomada agora.

“Se depois de 2024 não se tomar uma decisão firme pela continuidade das centrais nucleares, não haverá mais volta e o encerramento da primeira central, Almaraz I, será inevitável”, explicou Dominguis.

Almaraz, ilustrou o presidente do SNE, gera anualmente “mais eletricidade do que consomem as cidades de Sevilha e Valência juntas”.

“Exigimos que a energia nuclear seja considerada uma fonte energética estratégica para Espanha e solicitamos que sejam criadas a continuidade das centrais nucleares por pelo menos 20 anos”, acrescentou Dominguis.