domingo, 9 de agosto de 2026

Suicídio energético da Europa: paroxismo da guerra cultural anticristã

Demolição da usina nuclear de Ibbenbüren na Alemanha, 6 de abril de 2025
Demolição da usina nuclear de Ibbenbüren na Alemanha, 6 de abril de 2025
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








A ideologia ambientalista da União Europeia (UE) desindustrializa o continente, asfixia seus habitantes e tira a relevância histórica da Europa diz o jurista Drieu Godefridi do Gatestone Institute. 

Holanda fechou uma das maiores reservas de gás enquanto a Alemanha demoliu as usinas nucleares.

A competitividade se deteriora, as indústrias migram, e as famílias passam frio em suas casas.

A obsessão da UE com a mudança climática, mascara o marxismo cultura anticristão e a Rússia é a grande beneficiada, conclui Godefridi.

O “Pacto Ecológico” da Europa” e seus regulamentos associados são apresentados como imperativos ambientais, mas o efeito é o deliberado enfraquecimento da base industrial e da segurança energética da Europa.

Os combustíveis fósseis não são combatidos apenas por suas emissões.

Os Paises Baixos fecharam a maior jazida de gás da Europa em Groningen enquanto falta esse gás
Os Paises Baixos fecharam a maior jazida de gás da Europa em Groningen 
enquanto falta esse gás
Eles se opõem a isso porque sustentam a prosperidade, a independência e o poder, atributos que a visão de mundo cultural marxista busca deslegitimar.

Uma população rica e independente é mais difícil de controlar.

Politicamente, se você é pobre e dependente, há a possibilidade de continuar reelegendo seus líderes incompetentes na esperança de que eles o resgatem.

É do interesse desses líderes simplesmente continuar acenando com a promessa de resgate.

O Tribunal Europeu de Direitos Humanos e outros mecanismos supranacionais têm reforçado essa orientação, priorizando metas climáticas abstratas e quixotescas, inviáveis, em detrimento do bem-estar concreto dos cidadãos europeus.

O resultado é um continente que quer ensinar o mundo a descarbonização enquanto, silenciosamente, aumenta a sua dependência de petróleo e gás importados a preços exorbitantes, muitas vezes de regimes cujos históricos sobre direitos humanos, ambições geopolíticas e desempenho climático, são motivo de pouquíssima atenção.

A Europa não carece de recursos energéticos. O que falta é a vontade política de usá-los.

Protesto operário. A imposição de carros elétricos levou ao fechamento de fábricas alemãs como da Aud
Protesto operário. A imposição de carros elétricos 
levou ao fechamento de fábricas alemãs como da Audi
Os recursos de petróleo e gás do Mar do Norte, pertencentes ao Reino Unido, por si só, representam um tesouro a ser explorado.

Enquanto os formuladores de políticas europeus não confrontarem as raízes ideológicas dessa estratégia autodestrutiva, e não priorizarem a segurança e a prosperidade de seus próprios cidadãos em detrimento de visões utópicas, o continente continuará sua trajetória rumo à desindustrialização, ao sofrimento em massa e à irrelevância estratégica.

Em breve o Estreito de Ormuz será totalmente reaberto, mas o caminho da Europa para a independência energética está sendo deliberadamente e de forma autodestrutiva selada.