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Tribalismo comuno-missionário na Amazônia

Abertura Sinodo da Amazônia, Puerto Maldonado, Peru
Abertura Sínodo da Amazônia, Puerto Maldonado, Peru
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs









Na Amazônia




se forja uma




“igreja” ecológica




tribal-comunista?






Uma Igreja tribal, ecológica, “autóctone” e comunista na Amazônia?

O Papa Francisco quer uma igreja autóctone na Amazônia, segundo Cardeal Hummes.
Foto: na JMJ Rio de Janeiro julho 2013
Muito próximo do Papa Francisco, o vaticanista Marco Tosatti, colunista do “La Stampa” de Turim e de seu site religioso “Vatican insider”, revelou em sua página pessoal o que vinha sendo comentado “a boca chiusa” em Roma: o Papa prepara em silêncio um sínodo sobre a Amazônia.

O Sínodo não seria brasileiro, mas transnacional, incluindo todas as dioceses da região amazônica vista como uma realidade superior às nove nações que exercem sua soberania sobre partes dela.

O tema central anunciado é a ecologia. Mas não se trata de cristianizar a realidade ecológica da Amazônia, mas de “ecologizar” a Igreja Católica, dissociando-a de seu passado missionário e modelando-a segundo o modelo comuno-tribal excogitado pelo ambientalismo mais radical.

O instrumento escolhido para preparar o evento é o cardeal brasileiro D. Claudio Hummes, 82 anos, arcebispo emérito de São Paulo e ex-prefeito da Congregação para o Clero.

Ele está trabalhando intensamente há alguns anos no projeto pontifício. Já visitou 22 das 38 dioceses da Amazônia e o Papa lhe teria dito para apressar mais a agenda.

Muitos se lembram da destacada presença de Dom Cláudio na loggia de São Pedro quando Francisco I nela se apresentou logo após sua eleição.

O agitado Sínodo da Família, ainda fortemente controvertido, e seguido da não menos controvertida exortação sinodal Amoris Laetitia, atrasou o Sínodo de uma sonhada igreja comuno-tribal na maior floresta úmida da Terra.

Após queda do PT, o Sínodo Pan-Amazônico abre nova via para o comuno-progressismo. D.Cláudio Hummes abraça Lula na missa do Dia do Trabalho 2003. Hoje, é o articulador do Sínodo anarco-tribalista. Foto: Ana Nascimento-ABr
Após queda do PT, o Sínodo Pan-Amazônico abre nova via para o comuno-progressismo.
D.Cláudio Hummes abraça Lula na missa do Dia do Trabalho 2003.
Hoje é o articulador do Sínodo anarco-tribalista. Foto: Ana Nascimento-ABr
A Rede Eclesial Pan-Amazônica – REPAM foi fundada oficialmente em setembro de 2014, pretendendo dar continuidade às CEBs, muito diminuídas pela sua ligação com a Teologia da Libertação.

Segundo ela se define, a REPAM não tem uma finalidade católica como seu nome sugere, mas de apoio aos indígenas na “luta em defesa de sua sabedoria ancestral, de seus territórios e pelo seu direito a uma ‘participação efetiva nas decisões’ que dizem respeito a sua vida e a seu futuro. Reconhece e valoriza sua espiritualidade na relação com a Criação”.

Partilha, pois, as metas do famigerado CIMI.

A REPAM e, por conseguinte, o anunciado Sínodo Amazônico, visa planejar “como construir um modelo de futuro pan-amazônico em harmonia com a natureza”. A doutrinação desse modelo já está escrita e contida na encíclica Laudato Sì do Papa Francisco.

O plano é muito vasto, mas o ponto que de imediato atraiu a atenção é a criação de uma espécie de “sacerdotes casados”, que provocariam o fim do celibato eclesiástico no rito latino.

Tosatti dá entender essa meta final falando de “uma espécie de administradores leigos dos sacramentos, que substituam os sacerdotes. Mas há quem veja neste projeto a ponta da cunha para modificar as regras referentes ao celibato dos sacerdotes no rito latino”.

De fato, o Cardeal Hummes protagonizou em 2006 um não pequeno escândalo, após sua despedida da Arquidiocese de São Paulo para ocupar a Congregação do Clero a pedido do Papa Bento XVI.

Na ocasião, recebendo a funcionários da Cúria paulista, ele acenou com o fim do celibato dos padres.

“Embora os celibatários façam parte da história e da cultura católicas, a Igreja pode refletir sobre essa questão, pois o celibato não é dogma, mas uma norma disciplinar”, disse, segundo noticiou “O Estado de S. Paulo” (02-12-2006 – “Igreja poderá precisar de padres casados”).

O então ministro da Justiça Tarso Genro, em cerimônia Kuarup pelos mortos no Xingu, 2007. O ideal comuno-missionário é via de saída para as esquerdas Foto: Beth Begonha-ABr
O então ministro da Justiça Tarso Genro, em cerimônia Kuarup pelos mortos no Xingu, 2007.
O ideal comuno-missionário é via de saída para as esquerdas Foto: Beth Begonha-ABr
Essas declarações foram muito ecoadas pela imprensa anticlerical e progressista. Assim que desceu do avião em Roma, um representante da Santa Sé lhe apresentou o texto de uma retratação, que acabou sendo publicada em página inteira no jornal vaticano “L’Osservatore Romano”.

Agora, segundo Tosatti, D. Hummes voltou à carga dizendo que fala em nome do atual Papa.

Tendo pregado retiros para bispos, sacerdotes e encarregados de pastoral sobre o Sínodo que está sendo planejado para a Amazônia, D. Hummes insistiu para que todos discutam abertamente o celibato, garantindo que nada devem temer por parte da Santa Sé. Esta outrora considerava revoltosa a dúvida e a contestação desse preceito eclesiástico no rito latino.

O Sínodo serviria de pretexto para subverter a doutrina e a disciplina do sacerdócio. Segundo Tosatti, a extensão do território, a dispersão da população e a falta de padres justificariam a violação da norma tradicional.

Tosatti menciona alguém não identificado, que durante uma conferência de D. Cláudio propôs que fossem solicitados dois sacerdotes a cada uma das Ordens missionárias existentes.

Mas o Cardeal teria respondido: “Não, não, o Papa não quer isso. Depois do Concílio não devem existir mais missionários, cada povo deve se evangelizar por si mesmo; só clero autóctone, sacerdotes e bispos até sem formação acadêmica”.

Acrescenta Tosatti: “E prosseguiu dizendo que se antes era tabu falar de padres casados, agora se pode falar tranquilamente; falai entre vós. O Papa lhe teria aconselhado dizer aos bispos que ordenem um grande número de diáconos permanentes.

O objetivo seria abrir a estrada para a ordenação de leigos casados para suprir a carência de sacerdotes”.

O Cardeal está impulsionando o envio de cartas dos bispos ao Papa pedindo autorização para realizar o Sínodo. Atendendo a esses pedidos, Francisco I aprovaria a reunião.

Religiosa na Missão Anchieta entre os indígenas da Amazônia, modelo da evangelização e de civilização  que o Papa Francisco não quereria, segundo D.Claudio Hummes.
Religiosa na Missão Anchieta cuidando de crianças indígenas da Amazônia,
modelo da evangelização e de civilização  que o Papa Francisco não quereria,
segundo D.Claudio Hummes.
A ideia de sacerdotes “leigos” na realidade vem de longe, sobretudo na Alemanha, que nada tem a ver com a realidade amazônica, mas que por afinidade teológica financia a operação em andamento através da Caritas.

A relativização do celibato eclesiástico, entretanto, é apenas um aspecto introdutório da “igreja que se evangeliza a si própria”.

Essa nova-Igreja surge como se Jesus Cristo tivesse errado ao mandar: “Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi”. (Mateus 28, 19-20)

E também: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado” (Marcos 16, 15-16).

O Sínodo poderá se tornar a realização mais ousada do projeto comuno-missionário de uma Igreja ecologista e tribal, adaptada a cultos totêmicos portadores de “mensagens” confusas ou de fulgurações de misteriosos mundos que poderão se manifestar na inculturação ou falsa “autoevangelização”.

O Sínodo Amazônico deu muito que falar e promete projetar uma influência nefasta para o futuro dessa região tão promisória.



Um mundo sem Igreja e sem Estado


(Condensação de previsões do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em datas diversas)

Há um comunismo autogestionário que se diz diferente do comunismo soviético.

No comunismo russo, o trabalho de todos os súditos é dirigido pelo Estado que dá a cada um o salário que bem entende e proíbe greves. É dono do trabalho, dos instrumentos de produção, do lucro e dirige tudo.

No comunismo autogestionário tudo pertence a todos. O Estado impede que se estabeleçam diferenças de classe social.

Isto é o que eles chamam o comunitarismo, ou comunismo comunitário: tudo é comum, a propriedade individual não existe.

A Iugoslávia formada por oito ou nove nações, falando oito ou nove línguas foi uma tentativa, aliás fracassada disso.

O ideal comuno-missionário é estabelecer na Igreja um comunitarismo eclesial parecido com o comunitarismo autogestionário.

Eles chamam de Igreja não-piramidal, e ainda outros nomes que acentuam seu caráter igualitário.

Quer dizer, dioceses e paróquias sem território, grupos que se articulam ou se desarticulam em torno de líderes espirituais que eles escolhem como querem.

Se nós imaginássemos a Igreja constituída de acordo com o padrão iugoslavo, teríamos a Igreja que os promotores do Sínodo de Amazonia querem.

A vitória comuno-missionária daria numa sociedade espiritual parecida com o comunismo autogestionário que a Iugoslávia tentou estruturar (4/3/74).

Esse tóxico ideal comuno-missionário é fazer um mundo sem Igreja nem Estado. É o sonho hippie, o sonho da Sorbonne, do anarquismo completo. (7/8/82)

Na Igreja, o movimento que se manifestou no Sínodo de Amazônia “trabalha inteiramente de acordo com o Santa Sé e com pessoas inimigas da Igreja, para estabelecer a Igreja hippie, anarquista” (14/08/71).

A gente vê “a ideia de transformar a Amazônia numa terra de republiquetas comunistas de índios, já de uma vez autogestionários e pentecostalistas, onde um o guru recebe uma ordem, com o cocar dança para um lado, para o outro, depois comunica o que tem que ser feito e todo mundo faz” (30/5/87).



Religião ambientalista tomou o lugar do comunismo, diz geólogo

“Foi inventada uma nova religião: o ambientalismo” escreveu Ian Plimer no “Independent Weekly”, semanário do sul da Austrália há já uns bons anos.

E, acrescentamos nós, o prodigioso é que o ecologismo não fez nada para se lavar dessa tacha, mas fez tudo para torná-la ainda mais grosseira como se a carregasse com orgulho.

A ‘religião ambientalista’ ocupa o espaço deixado vazio pela crise do catolicismo e do socialismo, escreveu também o cientista. O Sínodo da Amazônia e os posicionamentos do Papa Francisco lhe dão a razão, se não se consertar a religião católica limpando-a dessa anti-religião ateia!

“É uma religião fundamentalista que pratica o temor da natureza.

“Tem seus sumos sacerdotes como Al Gore e seus livros santos como os relatórios do IPCC.

“Como muitos adeptos religiosos, poucos deles leram alguma vezes e entenderam o que dizem esses livros sagrados de ponta a ponta.”

“Igual que as religiões fundamentalistas, ela seduz crentes anunciando calamidades apocalípticas se não mudamos de caminho.

“Seu credo é repetido interminamente e uma nova linguagem foi inventada.

“A lógica, os dados que contradizem ou provocam dúvidas são silenciados. E os heréticos são destruídos com métodos inquisitoriais”, disse Plimer.

“Esta religião Nova Era trata de desmitificar um mundo que seus aderentes nem conhecem nem tratam de entender.

“Os crédulos deste fim do mundo apocalíptico promovem sua nova religião com clips de sete segundos na TV.

“Os fatos contrários são ignorados, os relatórios entusiásticos de adeptos não cientistas são assumidos”.

“Esse ambientalismo adota o mito da queda: a perda da harmonia entre o homem e a natureza causada pela sociedade consumista. 

“E ele procura um paraíso perdido que provavelmente nunca existiu”, concluiu.


Vídeo: Environmentalism Is the New Religion (O ambientalismo é a Nova Religião)



A Terra não está em perigo de extinção, sublinha Plimer




“Igreja pan-amazônica”: “a última loucura” para desfazer o Brasil?

“Igreja pan-amazônica” seria “a última loucura” para desfazer o Brasil?
“Igreja pan-amazônica” seria “a última loucura” para desfazer o Brasil?
Criar um santuário ecológico desmembrando oito nações sul-americanas?

Forjar uma nova realidade místico-tribal no território amazônico apagando fronteiras e passado das nações?

Parece absurdo, mas essa é a ideia que explica o fundo do chamado Corredor Tríplice A ou Caminho da Anaconda.

O projeto engoliria de início 200 milhões de hectares desde os Andes até o Atlântico, ou uma terça parte da superfície amazônica.

O projeto é tido por seus promotores como a “última loucura” em matéria ambientalista.

O principal promotor é a Fundação Gaia Amazonas, presidida por Martin von Hildebrand, que há três anos vem arregimentando ONGs internacionais, ministérios, academias de ciência, reservas indígenas e o próprio Vaticano.

Uma grande reportagem sobre o ameaçador projeto foi publicada pelo jornal colombiano “El Espectador”. Ela foi divulgada em português pelo Instituto Humanitas Unisinos – ADITAL

A reportagem sublinha, bem no espírito da manobra, que “a ideia é tão maluca que, por isso mesmo, é possível”.

Para quem folheia a literatura verde ambientalista não é bem uma doidice mas um plano inteiramente de acordo com as mais extremadas metas da revolução ambientalista.

Essa revolução que veio ocupar o vácuo deixado pelo fracasso do comunismo e que é bafejada pelos mais inesperados e altos centros de poder.

Sim dos mesmos que promovem a destruição da família, dos países e da civilização racional, ocidental e cristã, e conspurca o nome de Cristo e de Nossa Senhora com uma suposta “arte” feita de profanação e blasfêmia.

O primeiro aspecto de loucura é dado pela extensão das áreas que acabariam sendo arrancadas da soberania de oito países.

O plano absorveria 385 comunidades indígenas e afetaria 30 milhões de pessoas.

Índios, ONGs internacionais, sem-terra, quilombolas, teologia da liberação entre outros
seriam os agentes preferidos da "Igreja pan-amazônica" ecologicamente integrada na natureza.
O Brasil ficaria para atrás até ser esquecido inteiramente e desaparecer.
Essa população está sentando as bases da civilização na região. Mas, segundo os sonhadores extremistas teria que desistir da civilização e se integrar numa nova e confusa entidade místico-tribalista ou acabar abandonando a área.

O promotor visível dessa utopia é Martin von Hildebrand, 74 anos, colombiano por adoção, nascido em Nova York, que promoveu em seu país a criação do Parque Chiribiquete, com uma área de 200.000 quilômetros quadrados de reservas indígenas, nos anos 1980.

Ele é responsável pela introdução na Constituição da Colômbia da definição do país como “nação pluricultural e multiétnica”, em 1991.

O termo pode soar extravagante, mas está carregado de consequências profundas.

Na realidade, essa utopia irracional vinha sendo “cozinhada” há pelo menos 30 anos.

Mas nesta semana recebeu um impulso definitivo vindo do Vaticano: o anúncio da convocação de um Sínodo especial em 2019 que vai desenhar o rosto da uma “Igreja pan-amazônica” ecológica e religiosamente integrada no conjunto bio-geográfico.

Em geral as propostas ambientalistas precisam criar um pânico que justifique a imensidade da transformação projetada.

O IDEAM (Instituto de Hidrologia, Meteorologia e Estudos Ambientais) espalha que “pela primeira vez na história, estava sendo perdida a conexão entre os Andes e a Amazônia. A água de quase todo o continente depende dos 200 bilhões de toneladas que viajam do oceano Atlântico e são absorvidas pela flora da Amazônia”.

Em outras palavras o “ciclo da agua” na Amazônia correria o risco de ser quebrado. Há tempos ouvimos falar da desertificação da Amazônia, outro bicho papão parente do “aquecimento global”, do “derretimento dos polos”, do crescimento dos oceanos, etc., etc.

O culpado da “desertificação” é, como sempre, o homem e sua civilização. 73 hidrelétricas em territórios indígenas, 35 milhões de hectares concedidos à mineração figuram entre as piores “ameaças”.

Mapa inicial do projeto Corredor da Anaconda, ou Tríplice AAA.
Metade das terras já foram isoladas pelos governos
Os dados positivos, segundo os promotores da “loucura” pan-amazônica, são a criação de reservas indígenas, reversas florestais e parques nacionais nos países vítimas desta utopia.

Como fez notar o Dr. em Ecologia Evaristo de Miranda em conferencia pública no Instituto Plinio Corrêa de Oliveira – IPCO, a criação dessas áreas reservadas vem sendo executada com admirável sincronia.

Embora pareçam obedecer a setores de critérios diversos, elas se encaixam no mapa na perfeição e vão reduzindo o Brasil habitável e cultivável a farrapos de território cada vez mais pequenos.

Segundo a Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada – RAISG, nos anos 1990, dois quartos (50%) dos 700 milhões de hectares que compõem a Amazônia estavam sob alguma figura de proteção.

Nesse contexto ganhou agressividade o movimento indigenista dirigido e estimulado por ONGs ambientalistas multinacionais e organismos eclesiásticos como o Conselho Indigenista Missionário do Brasil, tentáculo da CNBB.

Essa forma de subversão não é exclusiva do Brasil. Existe nos países vizinhos promovida pelas mesmas ONGS internacionais, teorias e missionários comuno-progressistas.

Por isso, comemora Hildebrand “esses antecedentes foram chaves” e “quando fomos ver o mapa, o corredor já estava praticamente feito”.

Faltou dizer que foi feito sorrateiramente. Agora tratar-se-ia de dar o golpe final à soberania dos países, revelando o vulto total e único do plano.

Harol Rincón Ipuchima, um dos diretores da Coordinadora de las Organizaciones Indígenas de la Cuenca Amazónica (Coica), que reúne os indígenas seduzidos pela proposta estrangeira, louva a Hildebrand como o homem que tem os contatos com os governos e ministros do mundo, agindo como “uma paciente aranha tecelã”.

O Corredor da Anaconda teria um governo autônomo apresentado como fruto de uma “cooperação internacional que respeite a autonomia dos governos e das comunidades indígenas, aproveitando acordos internacionais, muitos deles já assinados”, explicou Hildebrand.

Entre eles o Tratado de Cooperação Amazônica de 1978 e a COP 21 da ONU, de 2015, que definem a Amazônia como território que deve ser protegido.

A nova realidade pan-amazônica teria uma tendência separatista como a da Catalunha hoje.

O perigo mor para Martin von Hildebrand é a reação do Brasil pois é o país que vai ser mais ferozmente despojado.

A ele pertence o 46 % da Amazônia e quase a metade do território a ser absorvido pela futura entidade místico-tribal-ecologia pan-amazônica.

Martin von Hildebrand explicando o Corredor AAA ao chanceler da Academia de Ciências do Vaticano, Mons. Marcelo Sánchez Sorondo.
Martin von Hildebrand explica o Corredor AAA
ao chanceler da Academia de Ciências do Vaticano, Mons. Marcelo Sánchez Sorondo.
O ministro de Meio Ambiente, José Sarney Filho, fez público seu compromisso com o projeto em 2016, anunciando o Programa Corredores, diz a reportagem do jornal colombiano.

Com esse gesto comprometeu “apenas” mais 12 milhões de hectares para o projeto até 2020. Os estados de Amapá, Pará e Roraima seriam dos mais atingidos pelo Corredor.

O escândalo mundial contra a decisão soberana brasileira sobre a exploração da Floresta Nacional de Jamanxim, no Pará, revelou a amplitude das forcas internacionais engajadas no projeto.

Jamanxim está incluído no corredor e o presidente Temer acabou cedendo à pressão interna e externa combinadas.

Segundo o jornal colombiano, Hildebrand teria convertido o Vaticano numa "maloca”, por natureza a principal, da nova entidade que está sendo gestada contra os países sul-americanos.

Ele teria viajado duas vezes em 2017 ao Vaticano para explicar a manobra.

E, ali teria recebido uma cálida acolhida de Mons. Marcelo Sánchez Sorondo, chanceler da Academia de Ciências do Vaticano, colaborador argentino do Papa Francisco e grande promotor dos “movimentos sociais” no mundo.

Em recente viagem à Colômbia, o próprio papa Francisco falou especificamente da Amazônia.

Por fim na semana passada anunciou um Sínodo especial em agosto de 2019 para programar no que nos corredores do Vaticano vem sendo definida como a nova “Igreja amazônica”.

Tal vez um modelo para a Igreja universal.

Para “El Espectador” o Papa não teria falado do projeto só por causa do corredor ou de Hildebrand.

“Mas, sim, significa que este projeto tem cada vez mais eco em ouvidos poderosos”, conclui o jornal.

O Brasil é Terra de Santa Cruz e esses ouvidos poderosos podem aguardar sentados se tentarem desgarrá-lo em aras de uma utopia que de cristã só tem o nome.


Dr. Evaristo Miranda: a agricultura que alimenta o Brasil ficou reduzida a cultivar o 7% do País



Dr. Evaristo Miranda responde às perguntas - As mentiras do ambientalismo




Brasil desgarrado: a Panamazônia “místico-ecológica” se prepara para ver a luz

Papa Francisco em Puerto Maldonado: rumo a uma igreja panamazônica místico-ecológica desgarrada do Brasil.
Papa Francisco em Puerto Maldonado:
rumo a uma igreja panamazônica místico-ecológica
desgarrada do Brasil.
A Comissão Pastoral da Terra – CPT elaborou um censo acolhido entusiasticamente pelo comuno-progressismo do mundo inteiro e no Vaticano em particular: o “Atlas de Conflitos na Amazônia”.

Trata-se de números sobre vítimas de conflitos agrários no Brasil. Segundo a CPT, seriam 93.800 famílias envolvidas em 977 conflitos violentos pela terra apenas na região amazônica.


O Atlas volta ao ritornelo: fazer reforma agrária a nível nacional e punir os culpados da violência que obviamente não têm nada a ver com a CPT, livre de toda culpa.

Darlene Braga, representante da CPT carrega a demagogia: “as comunidades são massacradas, abusadas, oprimidas, despojadas de seus territórios; os habitantes estão proibidos de caçar, pescar, construir casas e canoas, perdem a soberania de seu território”.

Dom Leonardo Steiner, secretário geral da CNBB sublinha que a pesquisa poderá “acordar as pessoas sobre as verdades profundas da Amazônia”.

O “Atlas” saiu num contexto claramente político contra o governo federal que considerava abrir a Reserva Nacional de Cobre e Associados para a exploração mineira.

Dom Leonardo prometeu levar o “Atlas” ao Papa Francisco, que está muito interessado na Amazônia.

Francisco I em Puerto Maldonado. Não há sorrisos para a produção racional, para a propriedade e a civilização
Francisco I em Puerto Maldonado. Não há sorrisos
para a produção racional, para a propriedade e a civilização
E de fato está, mas por razões que também englobam a luta de classes estimuladas pela CPT, mas que vão muito mais longe.

Porque a subversão na Amazônia e seu eventual desgarramento do Brasil para ser entregue a um ente “místico-ecológico” está adquirindo novas formas.

A oficialização do início desse estranho processo separatista já tem data marcada.

O Papa Francisco marcou uma Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos da região Panamazônica para outubro de 2019, segundo informou o jornal vaticano “L’Osservatore Romano”.

A primeira reunião simbólica desse Sínodo aconteceu em Puerto Maldonado, durante a visita do Pontífice ao Peru em janeiro deste ano (2018).

Segundo explicou o Papa Francisco trata-se de uma nova evangelização. Mas não no sentido da pregação dos Evangelhos, mas visando manter os indígenas na sua condição primitiva enquanto órgãos da floresta amazônica.

E a Amazônia essa vale enquanto “pulmão do planeta” do qual depende a existência do todo, disse.

No mito do “pulmão do planeta” ninguém mais acredita nem mesmo os mais radicais ambientalistas.

Mas, aceita a mentirada como dado inconteste, tem que se concluir que todo o globo depende desse pulmão. Sendo assim um poder planetário deve custodiá-lo, e não uma nação, como o Brasil e seus vizinhos.

O secretário geral da Conferência Episcopal Equatoriana, Mons. Rene Coba Galarza, após encontro com o Papa Francesco esclareceu que o pontífice não quer que os indígenas saiam de suas superstições e visões do mundo.

Francisco em Puerto Maldonado. A nova evangelização não visa tirar os índios do primitivismo e da superstição. Mas iniciar os futuros "ex-civilizados" na integração com a natureza divinizada
Francisco em Puerto Maldonado. A nova evangelização
não visa tirar os índios do primitivismo e da superstição.
Mas iniciar os futuros "ex-civilizados"
na integração com a natureza divinizada
Quem administrará a imensa entidade “místico-ecológica” arrancada de seus respectivos países soberanos com toda a complexidade de problemas próprios dela?

Para a confraria comuno-ambientalista a resposta é uma só: as inefáveis ONGs verdes ideologizadas e irrigadas com dinheiro internacional.

Entre essas pretende sobressair uma “nova Igreja”, a “Igreja Amazônica” que se forjaria no dito Sínodo e cujos ministros, muito diversos dos beneméritos missionários, integrariam uma casta religiosa associada com os militantes das ONGs mais radicais.

O cardeal brasileiro Claudio Hummes, grande amigo do Papa Francesco, foi nomeado presidente da Comissão Episcopal para essa nova Amazônia.

A Comissão vai herdar todas as experiências do CIMI e da CPT, e vai amalgamá-las numa fórmula de revolução mais ousada.

Para isso poderá esgrimir com os sofismas instilados na encíclica Laudato si’ também embebida de Teologia da Libertação e princípios do ocultismo pagão em estranha colusão.



Carta aberta de cientistas ao Papa Francisco I: Santidade não vos deixeis influenciar pelos enganos ambientalistas!

Santidade,

No momento em que os líderes mundiais consideram um acordo sobre o clima, muitos Vos olham em busca de orientação. Louvamos o cuidado que demonstrais para com a Terra e os filhos de Deus, especialmente os pobres.

Nesta carta levantamos algumas questões de interesse geral, que Vos pedimos considerar ao transmitir tal orientação.

Grande parte do debate sobre a gestão ambiental tem sua raiz num confronto entre visões do mundo baseadas em doutrinas opostas a respeito de Deus, da Criação, da humanidade, do pecado e da salvação.

Hotel Columbus, local do encontro do Heartland Institute
Cientistas ao Papa: a crise do aquecimento global não existe!

Uma equipe de cientistas líderes na denúncia dos enganos da propaganda ambientalista radical viajaram a Roma para informar o Papa Francisco sobre a verdade a respeito das mudanças climáticas.

A crise de aquecimento global não existe!, dizem eles.

Eles promovem os seguintes eventos abertos ao público e à imprensa nos dias 27 e 28 de abril:

Segunda-feira, abril 27, 1:00 p.m. GMT +2 (7:00 a.m. ET)
Hotel Columbus
Via della Conciliazione 33
00193 Roma, Itália

Terça-feira, abril 28, 1:00 p.m. - 2:30 p.m. GMT +2 (7:00 a.m. ET)
Palazzo Cardinal Cesi
Via della Conciliazione n. 51 (Piazza S.Pietro)
00193 Roma, Itália

Para mais informação: Jim Lakely, jlakely@heartland.org (preferido) ou 312/731-9364 (em Roma) ou Gene Koprowski gkoprowski@heartland.org ou 312/377-4000 ou 312/852-2517 (em Chicago).

A Pontifícia Academia das Ciências promoverá no dia 28 de abril o encontro “Proteger a Terra, dignificar a humanidade” visando “despertar a consciência e construir consenso” a respeito da suposta atividade humana que estaria causando um catastrófico aquecimento global.

O Heartland Institute – think tank líder na promoção da objetividade científica nessa matéria – levou cientistas sérios a Roma.

Eles desejam que o Papa Francisco não engaje sua autoridade moral com a agenda politizada e anticientífica da ONU.

O encontro promovido pelo Vaticano contará com a presença do secretário geral da ONU Ban Ki-Moon.

E também do economista de Harvard Jeffrey Sachs.

Os dois se destacam pela recusa de tomar conhecimento da abundante documentação científica demostrando que a atividade humana não gera crise climática alguma.

Infelizmente, esse embate afeta com frequência as conclusões da ciência ambiental. Ao invés de um cuidadoso relato exibindo as melhores provas, recebemos conclusões altamente especulativas e teóricas, apresentadas como resultados seguros da ciência.

Nesse processo a própria ciência fica diminuída, e muitos líderes morais e religiosos bem-intencionados correm o risco de oferecer soluções baseadas em ciência enganosa.

Tragicamente, o resultado é que as próprias pessoas que se pretende ajudar podem acabar prejudicadas.

Isto é especialmente trágico, porquanto a própria ciência surgiu na Europa Medieval, numa cultura alimentada durante muitos séculos por uma imagem bíblica da realidade que incentivava empreendimentos científicos.

Esta verdade é comum e corrente para uma ampla e diversificada gama de historiadores e filósofos da ciência. Como explicou Alfred North Whitehead:

A maior contribuição do medievalismo para a formação do movimento científico [foi] a crença inexpugnável de que [...] há um segredo, um segredo que pode ser revelado. Como foi essa convicção tão vividamente implantada na mente européia? [...]


Ela deve provir da insistência medieval sobre a racionalidade de Deus, concebida como a energia pessoal de Jeová, e com a racionalidade de um filósofo grego. Cada detalhe foi supervisionado e ordenado: a busca na natureza só poderia resultar numa confirmação da fé na racionalidade.[...]

Na estimativa de Whitehead, as idéias de outras religiões sobre um deus ou deuses não poderiam sustentar tal entendimento do universo.

Em seus pressupostos, qualquer “ocorrência [como no animismo ou no politeísmo] poderia ser devida ao decreto de um déspota irracional” ou [como acontece com o panteísmo e o materialismo ateu], a “alguma origem impessoal e inescrutável das coisas. Não existe a mesma confiança [como se dá no teísmo bíblico] na racionalidade inteligível de um ser pessoal”. (Alfred North Whitehead, Science and the Modern World (New York: Free Press, [1925] 1967), 13, 12, 13, citado em Rodney Stark, The Victory of Reason: How Christianity Led to Freedom, Capitalism, and Western Success (New York: Random House, 2005), 14–15. Similarmente, Loren Eiseley escreveu que “foi o mundo cristão que finalmente deu à luz de uma maneira clara e articulada, o próprio método da ciência experimental.” (Loren Eiseley, Darwin’s Century [Garden City, NY: Doubleday, 1958; reprinted, Doubleday Anchor Books, 1961], 62, cited in Nancy R. Pearcey and Charles B. Thaxton, The Soul of Science: Christian Faith and Natural Philosophy [Wheaton, IL: Crossway Books, 1994], 18.)

No mesmo sentido, Pierre Duhem observou que “a mecânica e física de que os tempos modernos justificadamente se orgulham, proveem, através de uma série de pequenos melhoramentos quase imperceptíveis, de doutrinas professadas no cerne das escolas medievais.” (Citado em David C. Lindbergh e Robert S. Westman, eds., Reappraisals of the Scientific Revolution [Cambridge: Cambridge University Press, 1990], 14, via Pearcey and Thaxton, Soul of Science, 53.)

Em suma, a cosmovisão bíblica lançou a ciência como um esforço sistemático para entender o mundo real através de um rigoroso processo de teste de hipóteses pela observação do mundo real. O Prêmio Nobel de Física, Richard Feynman, explicou “a chave da ciência” da seguinte maneira:

Em geral, buscamos uma nova lei [científica] pelo seguinte processo: Primeiro nós fazemos uma conjectura.

Depois calculamos as consequências da nossa conjectura, para ver que implicações haveria caso essa lei que conjeturamos fosse verdadeira.

Em seguida comparamos o resultado desse cálculo com a natureza, com experimentos ou experiências, e o confrontamos diretamente com a observação [do mundo real] para ver se funciona. Se a hipótese não concordar com a experiência, ela está errada.

Nesta simples declaração está a chave da ciência. O fato de sua conjectura ser bonita não faz qualquer diferença.

Pouco importa a inteligência de quem a fez ou qual seja o seu nome: se a conjectura divergir da experiência ela está errada. E acabou-se.

(Richard Feynman, The Character of Physical Law (London: British Broadcasting Corporation, 1965), 4, emphasis added)

Esta afirmação simples, porém profunda e absolutamente essencial à prática de uma ciência genuína, é necessária e unicamente derivada da visão bíblica do universo.

Estudiosos cristãos e judeus têm produzido ciência de alta qualidade ao longo dos séculos. Eles estão confiantes de que a ciência genuína leva à verdade sobre Deus e o homem e não entra em conflito com ela.

É por isso que existe, e tem existido por muitos séculos, uma Academia Pontifícia de Ciências e milhares de faculdades e universidades judias e cristãs em todo o mundo.

Assim, como pessoas de fé bíblica, temos um compromisso não só com a verdade, mas também com a prática da ciência como caminho para chegar à verdade.

Hoje, quando cientistas executam modelos climáticos complexos em grandes computadores para simular sistemas naturais incomensuravelmente mais complexos, tais como o clima da Terra, não podemos esquecer nosso compromisso com a verdade ou com aquela “chave da ciência”.

Como disse o cientista social Myanna Lahsen (Myanna Lahsen, “Seductive Simulations? Uncertainty Distribution around Climate Models,” Social Studies of Science 35/6 (December 2005), 895–922.), nossos modelos podem tornar-se “simulações sedutoras” se os modeladores, outros cientistas, o público e os formuladores de políticas se esquecerem de que modelos informáticos não são a realidade, mas devem ser confrontados com ela.

Se o resultado discordar da observação, são os modelos que devem ser corrigidos, e não a natureza.

Ao lado de uma sólida ciência, nossa abordagem da política climática deve conter duas opções preferenciais: pela humanidade e, na humanidade, pelos pobres.

Com isso não visamos lançar a humanidade contra a natureza, menos ainda pobres contra ricos. Pelo contrário, afirmamos que, como somente a humanidade reflete a imago Dei, qualquer esforço para proteger o meio ambiente deve estar centrado no bem-estar do ser humano e particularmente no dos pobres, por serem os mais vulneráveis e menos aptos a se protegerem.

Como escreveu o Rei Davi: “Feliz quem se lembra do necessitado e do pobre, porque no dia da desgraça o Senhor o salvará” (Salmo 40,2).

Uma boa política climática deve reconhecer a excepcionalidade humana, o chamado de Deus às pessoas para dominarem o mundo natural (Gênesis 1,28), e a necessidade de proteger os pobres do mal e de ações que prejudiquem sua emancipação da pobreza.

Hoje, muitas vozes proeminentes qualificam a humanidade como flagelo do planeta, dizendo que o homem é o problema, e não a solução.

Tais atitudes falseiam com muita frequência a correta avaliação dos efeitos do homem sobre a natureza.

Alegando ingenuamente “ciência estabelecida”, elas exigem medidas urgentes para proteger o planeta de um catastrófico aquecimento global induzido pelo homem.

Ao atribuir o aquecimento dito antinatural ao uso de combustíveis fósseis para obter energia essencial ao desenvolvimento humano, tais vozes exigem que os homens se desfaçam do dominium que Deus lhes concedeu, ainda que isso signifique sua permanência ou recaída na pobreza.



Cientistas ao Papa Francisco: pelo amor dos pobres rejeitai teorias inimigas da ciência, da humanidade e do sentimento cristão!

Vossa preocupação com a genuína ciência e com os pobres requer uma abordagem mais cautelosa, que considere cuidadosamente as provas científicas sobre os efeitos reais (e não apenas teóricos) da ação humana sobre o clima global; e também que tenha precipuamente em vista tecnologias energéticas e econômicas para proteger os pobres.

Hotel Columbus, local do encontro do Heartland Institute
Cientistas ao Papa: a crise de aquecimento global não existe!

Uma equipe de cientistas líderes na denúncia dos enganos da propaganda ambientalista radical viajaram a Roma para informar o Papa Francisco sobre a verdade a respeito das mudanças climáticas.

A crise de aquecimento global não existe!, dizem eles.

Eles promovem os seguintes eventos abertos ao público e à imprensa nos dias 27 e 28 de abril:

Segunda-feira, abril 27, 1:00 p.m. GMT +2 (7:00 a.m. ET)
Hotel Columbus
Via della Conciliazione 33
00193 Roma, Itália

Terça-feira, abril 28, 1:00 p.m. - 2:30 p.m. GMT +2 (7:00 a.m. ET)
Palazzo Cardinal Cesi
Via della Conciliazione n. 51 (Piazza S.Pietro)
00193 Roma, Itália

Para mais informação: Jim Lakely, jlakely@heartland.org (preferido) ou 312/731-9364 (em Roma) ou Gene Koprowski gkoprowski@heartland.org ou 312/377-4000 ou 312/852-2517 (em Chicago).

A Pontifícia Academia das Ciências promoverá no dia 28 de abril o encontro “Proteger a Terra, dignificar a humanidade” visando “despertar a consciência e construir consenso” a respeito da suposta atividade humana que estaria causando um catastrófico aquecimento global.

O Heartland Institute – think tank líder na promoção da objetividade científica nessa matéria – levou cientistas sérios a Roma.

Eles desejam que o Papa Francisco não engaje sua autoridade moral com a agenda politizada e anticientífica da ONU.

O encontro promovido pelo Vaticano contará com a presença do secretário geral da ONU Ban Ki-Moon.

E também do economista de Harvard Jeffrey Sachs.

Os dois se destacam pela recusa de tomar conhecimento da abundante documentação científica demostrando que a atividade humana não gera crise climática alguma.

Por isso, esperamos e confiamos que vossa orientação aos líderes mundiais será fundamentada sobre o seguinte:

A imago Dei e o domínio do homem

Pobreza extrema, fome generalizada, doenças galopantes e pouca expectativa de vida eram condições comuns à humanidade até os últimos dois séculos e meio.

Essas tragédias acontecem quando – opção preferida de grande parte do movimento ambientalista – os seres humanos, que são imagem de Deus, vivem e são tratados como meros animais que devem se submeter à natureza ao invés de exercer o domínio que Deus lhes concedeu no início (Gênesis 1,28).

Tal domínio não deve exprimir o regime abusivo de um tirano, mas o reino amoroso e cheio de significado de nosso Rei Celestial.

Assim, ele deveria manifestar-se aumentando a fecundidade, a beleza e a segurança da Terra, para a glória de Deus e o bem do nosso próximo.

Como as sociedades vencem a pobreza

Foi uma combinação de instituições morais, sociais, políticas, científicas e tecnológicas que livrou a maior parte da humanidade de uma absoluta pobreza material.

Tais instituições incluem uma ciência e uma tecnologia fundamentadas na visão do mundo físico como um cosmos ordenado que possa ser entendido e aproveitado pelas criaturas racionais para o melhoramento humano; direito de propriedade privada, empreendedorismo e comércio generalizados, protegidos por um Estado de Direito sob a égide de governos limitados e sensatos; e energia abundante, a preço acessível, confiável, gerada a partir de combustíveis fósseis e nucleares de alta densidade, suportáveis e constantemente acessíveis.

Ao substituírem a tração animal e humana, bem como as fontes de energia de baixa densidade como madeira, esterco e outros bio-combustíveis, e ainda a energia intermitente de baixa intensidade, de vento e solar, os combustíveis fósseis e nucleares livraram a humanidade das tarefas básicas de sobrevivência, permitindo-lhe dedicar tempo e energia em outras ocupações.

Provas empíricas indicam que os combustíveis fósseis não causam aquecimento catastrófico

Muitos temem que o uso de combustíveis fósseis ponha em perigo a humanidade e o meio ambiente, por causar um aquecimento global perigoso e historicamente sem precedentes.

Isso levou muitas pessoas bem-intencionadas a pedir uma redução das emissões de dióxido de carbono e, em consequência, do uso de combustíveis fósseis.

Tal receio se baseia em modelos informáticos relativos ao efeito do aquecimento causado pelo aumento do dióxido de carbono na atmosfera.

No entanto, para que tais modelos possam contribuir de forma válida à tomada de decisões, eles devem estar subordinados aos dados científicos, e tem havido uma crescente divergência entre as medições de temperatura no mundo real e as simulações informáticas.

Em média, os modelos informáticos simulam mais do que o dobro do aquecimento observado durante o período relevante.

Mais de 95% dos modelos simulam aquecimento maior do que tem sido observado, e apenas uma ínfima porcentagem se aproxima de modo tolerável.

Nenhum dos modelos simulou a ausência completa de aquecimento observada aproximadamente durante o período entre os últimos 16 anos (de acordo com dados de satélites do UAH) e 26 anos (conforme dados do RSS troposférico inferior). (C.P. Morice, J.J. Kennedy, N.A. Rayner, and P.D. Jones, “Quantifying uncertainties in global and regional temperature change using an ensemble of observational estimates: The HadCRUT4 dataset,” Journal of Geophysical Research (2012), 117, D08101, doi:10.1029/2011JD017187; Ross R. McKitrick, “HAC-Robust Measurement of the Duration of a Trendless Subsample in a Global Climate Time Series,” Open Journal of Statistics 4 (2014), 527–535, doi: 10.4236/ojs.2014.47050.)

Os dados confirmam a observação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) de que experimentamos hoje uma ausência de aquecimento global suficientemente longa, tornando quase impossível conciliá-lo com os modelos informáticos.

Tudo isso torna cada vez mais claro o fato de que os modelos exageram muito o efeito de aquecimento do dióxido de carbono.

Os erros desses modelos não são aleatórios, como sucede com as temperaturas muitas vezes acima ou abaixo, mas claramente tendenciosos, sistematicamente acima das temperaturas observadas.

O método científico exige que as teorias propostas sejam testadas pela observação empírica.

Por esse teste, os modelos estão errados, não fornecendo qualquer base racional para prever um perigoso aquecimento global induzido pelo homem, nem justificando esforços para reduzir o aquecimento, restringindo o uso de combustíveis fósseis ou de quaisquer outros meios.

Num futuro previsível, as energias eólica e solar não poderão substituir efetivamente os combustíveis fósseis e a energia nuclear

Devido aos seus custos mais elevados e à sua menor eficiência, as energias eólica e solar representam apenas uma pequena porcentagem do consumo total de energia.

Com custos menores e maior eficiência, os combustíveis fósseis representam mais de 85% do consumo.

Substituir fontes de energia constantes e de alta densidade como os combustíveis fósseis, por fontes energéticas intermitentes e de baixa densidade, como a eólica e a solar, seria catastrófico para os pobres deste mundo, pois elevaria simultaneamente os custos e reduziria a confiabilidade e disponibilidade de energia, especialmente a elétrica.

Por sua vez, isso aumentaria o custo de todos os outros bens e serviços, que demandam energia para produzir e transportar.

Causaria uma desaceleração no processo de emancipar os pobres de sua pobreza. Ameaçaria reconduzir milhões de pessoas à pobreza. 

E tornaria as redes elétricas instáveis, com cortes intermitentes de energia e blackouts cada vez mais frequentes, generalizados e onerosos – situações que por sorte são raras em países ricos, mas muito conhecidas de milhões de pessoas em países sem redes elétricas vastas e estáveis, alimentadas por combustíveis fósseis ou nucleares.

Os pobres são os que mais sofreriam com as tentativas de restringir o uso de energias economicamente acessíveis

Os pobres de todo o mundo são os que mais sofrerão com tais políticas.

Os mais pobres entre os pobres – que somam 1,3 bilhões nos países em desenvolvimento e que dependem de madeira e esterco seco como combustíveis primários de cozinha e aquecimento, cuja fumaça mata 4 milhões e debilita temporariamente centenas de milhões a cada ano – serão condenados a mais gerações de pobreza, com suas mortais consequências.

Os marginalizados do mundo desenvolvido, que gastam em média duas vezes ou mais com energia proporcionalmente ao seu salário do que a classe média, perderão acesso a digna moradia, educação e serviço de saúde, na medida em que sua conta de eletricidade subir.

Alguns morrerão congelados por não poder pagar sua conta de energia elétrica e comprar comida suficiente.

Em invernos recentes, dezenas de milhares de pessoas morreram no Reino Unido devido à pressa da Grã-Bretanha em substituir o carvão por energia eólica para gerar eletricidade.

Energia economicamente acessível pode ajudar milhões de pobres a saírem da pobreza

Ao mesmo tempo que os modelos climáticos informatizados exageram o efeito de aquecimento causado na atmosfera pelo dióxido de carbono, plausivelmente simulam que um maior desenvolvimento econômico impulsionado pelo uso crescente de combustíveis fósseis adicionará mais dióxido de carbono na atmosfera.

Em consequência, o Grupo de Trabalho 3 do IPCC considera que os cenários de maior aquecimento no futuro se darão em sociedades mais ricas, e especialmente nas que são agora as mais pobres.

Os riscos de pobreza e políticas energéticas equivocadas que a prolongariam superam de longe os riscos da mudança climática.

Uma riqueza adequada habilita os homens a prosperarem em uma grande variedade de climas, quentes ou frios, úmidos ou secos.

A pobreza prejudica o desenvolvimento humano, mesmo no melhor dos climas.

A conclusão é que reduzir o uso de combustíveis fósseis significa reduzir o desenvolvimento econômico, condenando sociedades pobres a continuarem pobres e exigindo que os pobres de hoje se sacrifiquem em prol dos ricos de amanhã – uma evidente injustiça.

O aumento de dióxido de carbono na atmosfera ajuda o crescimento das plantas

Ao mesmo tempo que o aumento do dióxido de carbono na atmosfera provoca muito menos aquecimento do que se pensava, ele exerce um efeito positivo na vida das plantas.

Com mais dióxido de carbono no ar as plantas crescem melhor, tanto nas temperaturas mais quentes quanto nas mais frias, tanto nos solos mais úmidos quanto nos mais secos, com melhor aproveitamento dos nutrientes do solo, resistindo melhor às doenças e pragas, aumentando a produção de frutas, expandindo-se e esverdeando a terra com sua folhagem.

Tudo isso aumenta a quantidade de alimentos disponíveis e acessíveis a todo mundo, especialmente aos pobres, na medida em que favorece e aumenta a produção agrícola.

Portanto, substituir carvão, petróleo e gás natural por energia eólica, solar e outras fontes energéticas de baixa densidade, prejudica os pobres não somente por aumentar o preço da energia (e com ela o de todos os outros produtos), mas também por reduzir a produção de alimentos. Isso prejudica a vida na Terra inteira, privando-a do efeito fertilizante do dióxido de carbono.

“Narram os céus a glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra de suas mãos” (Salmos, 18,2).

Ao utilizar combustíveis fósseis para gerar energia e tirar da pobreza bilhões de preciosos filhos de Deus, liberamos do túmulo da terra o dióxido de carbono de que dependem as plantas e, portanto, toda a vida do planeta.

Este fato revela esplendidamente a sabedoria e o cuidado do Criador para com toda a criação: pessoas, animais, plantas, e a própria Terra.

À luz destas considerações, cremos ser insensato e injusto adotar políticas que exijam a redução do uso de combustíveis fósseis para fins energéticos.

Tais políticas condenariam centenas de milhões de nossos irmãos a uma situação de contínua pobreza.

Apelamos respeitosamente a Vossa Santidade que aconselhe os líderes mundiais a rejeitá-las.



A diplomacia vaticana submissa a um projeto de governo global “verde” anticristão?

O Papa Francisco com os líderes das grandes multinacionais do petróleo.
Fonte: Quartz 9-6-2018.
Rockefeller: a Igreja “deve reconstruir sua visão do mundo
e da ética à luz do pensamento ecológico”
O ecologismo em seu nascedouro se manifestou como uma nova religiosidade que eleva a natureza à categoria de divindade de tipo panteísta.

Esse substrato visceralmente anticristão é habilidosamente ocultado para o grande público. Para esse, os militantes do ecologismo radical apresentam uma careta simpática de defensores da natureza.

Mas em seus ambientes fechados e em seus escritos restringidos a conversa é outra: o panteísmo. Em algumas circunstâncias deixam transluzir esse fundo.

Foi o que se verificou por ocasião de recente encontro dos grandes potentados das multinacionais do petróleo com o Papa Francisco e altas personalidades do Vaticano.

A surpresa geral não foi pequena, pois esses dirigentes do negócio mundial dos combustíveis fósseis são apresentados pela propaganda “verde” como os piores responsáveis de uma futura morte do planeta.

Por outro lado, o pontificado do Papa Francisco adotou uma política acintosamente oposta a esses líderes do capitalismo. E se engajou numa política que vai de mãos dadas com a propaganda ecologista radical, e que está expressa na encíclica ‘Laudato Si’.

Porém, no referido encontro verificou-se que em lugar de oposição há um fundo de cooperação. E para fazer o que?

O site italiano “La Nuova Bussola Quotidiana” que acompanha atentamente o andamento das políticas vaticanas com olho crítico apontou o princípio geral que inspiraria esse conjunto macrocapitalista formulado por Steven C. Rockefeller em 1997:

“Se as religiões querem ter um papel construtivo como membros da nova comunidade mundial que está emergindo, devem reconstruir sua visão do mundo e da ética à luz do pensamento ecológico”.

Mons. Cristian Contreras, bispo de Melipilla, Chile,
ajoelhado diante do altar pagão com sacrifícios oferecidos por bruxo andino
à Pachamama (“Mãe Terra”, ou Gaia). 17 de janeiro 2015.
Imagem de uma igreja que se adapta à imposição ecologista de S.Rockefeller.
Steven C. Rockefeller, segundo o site italiano, é o patriarca da quarta geração de uma histórica dinastia americana que dominou o desenvolvimento da indústria petrolífera. E não só isso.

De acordo com o site que citamos, as palavras desse potentado dos negócios planetários exprimem um programa, aliás visceralmente anticatólico.

Porque a Igreja de Jesus Cristo jamais poderá reformar “sua visão do mundo” como pediu o Sr. Rockefeller. Essa lhe foi revelada por Deus e lhe foi confirmada pelo próprio Filho de Deus como o mais preciosos depósito a custodiar.

Tampouco poderá “reconstruir sua ética à luz do pensamento ecológico”. Pois essa ética se baseia nos Mandamentos da Lei de Deus revelados a Moisés, e no ensinamento contido na Bíblia, na Tradição e no Magistério da Igreja.

Porém, a política vaticana há algumas décadas e especialmente no atual pontificado parece ter aceito proceder à “reconstrução” exigida pelo Creso sob ar de “modernização”.

Tornou-se assim explicável o referido ‘summit’ a portas fechadas na Pontifícia Academia das Ciências.

O encontro transcorreu nos dias 8 e 9 junho tendo como tema “A transição energética e o cuidado de nossa casa comum”, sob a perspectiva da encíclica do papa Francisco “Laudato Si”.

Desde a publicação dessa encíclica em 2015 acontecem regularmente no Vaticano encontros de alto nível visando a aplicação das propostas do documento pontifício rigidamente a portas fechadas.

Não há debate nem sinodalidade, nem participação, modos de proceder promovidos pelo atual pontificado.

“Não – escreve a “La Nuova Bussola Quotidiana” – aqui se quer simplesmente promover uma agenda, e toda a Igreja é convidada a se mobilizar sobre os temas do ambiente especialmente as mudanças climáticas”.

Sintomático da adoção dessa plataforma anticristã, segundo o site citado, foi a Jornada da Criação promovido em Turim, pela Congregação do Padres Barnabitas, com apoio da Conferência Episcopal Italiana, com o tema “Retorno ao manicômio: o negacionismo climático na era de Trump”.

Francisco I em Puerto Maldonado, Amazônia peruana em janeiro 2018.
A "nova igreja amazônica" não visa tirar os índios do paganismo,
nem do primitivismo, nem da superstição.
Está em andamento um novo e imenso plano que rompe com Jesus Cristo.
O relator foi o falsário, mas ainda ativo fundamentalista do aquecimentismo, Michael Mann. A diocese de Turim e os padres Barnabitas, louvaram-no por vituperar como doido filonazista a quem põe em dúvida a mudança climática antropogênica.

O encontro foi combinado por Mons. Marcelo Sanchez Sorondo, presidente da Academia das Ciências, pelo cardeal Peter Turkson, chefe da nova Congregação vaticana para a promoção do desenvolvimento humano e a Universidade americana de Notre Dame.

Da parte das macroempresas do petróleo participaram delegados da Exxon Mobil, Eni, BP, Royal Dutch Shell, Pemex, a norueguesa Equinor e sociedades de investimento.

A instrução de Steven C. Rockefeller citada, escreve o site italiano, inspira uma grande sintonia entre a Santa Sé e a ONU, a ponto de a política vaticana achar que a liderança da República Universal partilha as mesmas posições da Santa Sé.

Dessa maneira, a diplomacia vaticana se abre ao projeto de as religiões – e sua convergência no ecumenismo – se encaminham para uma “conversão ecológica”.

O ponto central dessa seria a tomada de consciência de que o homem é parte de uma “comunidade de vida” que abraça animais e vegetais segundo está assinado na ‘Carta da Terra’ da Rio-92 e está referendado na encíclica ‘Laudato Si’.

Assim, conclui o site italiano, a Santa Sé está acertando o passo à uma ideologia profundamente anticristã.

O protótipo dessa “nova Igreja” verde-vermelha já está sendo modelado no projeto de constituir uma Igreja amazônica integrada com a natureza e a cultura – incluídas as superstições – das tribos locais mais degradadas.



Sínodo da Amazônia: rumo a uma Igreja ecológica que enxota Jesus Cristo e desagrega o Brasil?

Cultura e crenças pagãs e primitivas inspirariam nova Igreja mais 'cristã' e 'ecologicamente correta'. Maloca na fronteira com o Peru
Cultura e crenças pagãs e primitivas inspirariam
nova Igreja mais 'cristã' e 'ecologicamente correta'.
Maloca na fronteira com o Peru
A jornalista holandesa Jeanne Smits ficou estarrecida quando tomou conhecimento do documento preparatório do Sínodo especial sobre a Amazônia.

Esse será realizado em outubro de 2019, em Roma, reunindo os bispos da “Pan-Amazônia” – portanto, dos nove países que dividem a soberania sobre essa imensa região geográfica.

Jeanne está acostumada a ler os documentos comuno-católicos mais radicais, dos quais, aliás, não comparte nem os pressupostos nem os fins.

Porém, o que se está preparando em ambientes católicos “progressistas” para a Amazônia superou todos os erros e horrores filosóficos e morais que já viu, escreve pormenorizadamente em seu site.

A nota dominante, segundo ela, é seu “caráter horizontal”, quer dizer, seu igualitarismo extremado. Pois não é a mera igualdade niveladora da sociologia marxista que, infelizmente, desabrocha em tantos documentos eclesiásticos de nova data.

Trata-se de um igualitarismo materialista e evolucionista ecológico – e nisto nos adiantamos na apresentação – que nivela radicalmente todos os seres.

O homem fica no nível do animal, da planta, do minério, a ponto de desaparecer num magma erigido em divindade: a “Mãe Terra”, a “Pachamama”, “Gaia” ou qualquer outro nome usado nas utopias panteístas, pagãs ou ecologistas.

O Sínodo especial, segundo aponta o Documento Preparatório do Sínodo dos Bispos para a Assembleia Especial para a Pan-Amazônia [outubro de 2019], visa a “conversão pastoral e ecológica” para essa nova pan-religiosidade.

Segundo ele, não se trataria mais de levar o Evangelho aos pobres povos indígenas, como fizeram heroicos – e quantos santos e mártires! – missionários durante séculos.

Pelo contrario, a “melhor maneira de contribuir à salvação e à redenção (sic!) dos povos autóctones da bacia pan-amazônica” é a Igreja “conscientizá-los” do ambientalismo esotérico, da luta pela biodiversidade e do valor sagrado de suas primitivas “cosmovisões” e espiritualidades supersticiosas.

Smits discerne, “navegando sem cessar” nessas páginas do Vaticano, o mito iluminista e anticristão do bom selvagem de Jean-Jacques Rousseau!

Mas não é só isso. O documento transuda uma permanente denúncia da evangelização dos séculos passados, ainda viva em sacrificados e isolados missionários do presente.

A evangelização tradicional foi acompanhada da natural e indispensável civilização, levada a cabo por religiosos portugueses e espanhóis, em sua maioria, à custa de ingentes esforços que lhes consumiram por vezes a própria vida.

O fato pasmoso é essa meritória obra ser apresentada como um funesto prelúdio da globalização neoliberal, filha dos piores defeitos do capitalismo, inoculada facinorosamente pela Igreja e que agora se trataria de reparar.

Em suma, jogar novamente os índios no primitivismo.

Em janeiro de 2018, o Papa Francisco I abriu o Sínodo pan-amazônico em Puerto Maldonado, Peru.
Em janeiro de 2018, o Papa Francisco I
abriu o Sínodo pan-amazônico em Puerto Maldonado, Peru.
A inversão de doutrinas e metas em relação à Igreja é radical, como se patenteia nestes parágrafos do líder católico Plinio Corrêa de Oliveira em seu livro Tribalismo Indígena, ideal comuno-missionário para o Brasil no século XXI:

“Trazer os homens para a Igreja é, pois, abrir-lhes as portas do Céu. É salvá-los. É este o fim da Missão.

“Esta salvação tem por supremo fim a glória extrínseca de Deus. Se salva a alma que tenha alcançado assemelhar-se a Ele pela observância da Lei nos embates desta vida. E que assim Lhe dará glória por toda a eternidade”.

“A glória de Deus e a perpétua felicidade dos homens (...) não impede que a Missão tenha efeitos terrenos, também dos mais elevados.

Cristianizar e civilizar são, pois, termos correlatos. É impossível cristianizar seriamente sem civilizar. Como, reciprocamente, é impossível descristianizar sem desordenar, embrutecer e impelir de volta, rumo à barbárie”. (Apud Tribalismo Indígena, ideal comuno-missionário para o Brasil no século XXI, Editora Vera Cruz,, São Paulo, 7ª ed., 1979).

Mas o Documento Preparatório analisado por Jeanne Smits propõe como corolário jogar a nós, homens “viciados” pela Civilização Cristã ordeira, sacral e anti-igualitária, num mesmo abismo tribal atribuído aos índios, mas arquitetado em ambientes teológicos europeus.

Jeanne diz que foi preciso descodificar o substrato teológico do documento, pois ele está habilmente redigido para a compreensão dos iniciados e para despiste dos ingênuos.

Mas o resultado é incontestável: trata-se de instalar, em nome do catolicismo e de uma “teologia índia”, os rudimentos pagãos dos povos nativos da floresta amazônica, apagando a milenar mensagem cristã tal como nós a conhecemos.

“Esse olhar especifico sobre Deus e a natureza conduz a uma forma de imanentismo”, explica Jeanne.

A divindade não está fora de nós – no Céu, no Criador soberano de todas as coisas –, mas palpita na matéria, na floresta, no cosmos, como dizem, de maneira mais ou menos explícita, o Documento Preparatório e a encíclica verde de Francisco “Laudato si”, salpicada de ensinamentos de místicos pagãos.

Jeanne exemplifica com um trecho do Documento que ela achou revelador:

“Para os povos indígenas da Amazônia, o bem viver existe quando estão em comunhão com as outras pessoas, com o mundo, com os seres de seu entorno e com o Criador. (...)

“Suas diversas espiritualidades e crenças os levam a viver uma comunhão com a terra, a água, as árvores, os animais, com o dia e a noite.

Agitadores indígenas atacam a policia, diante do Congresso em Brasília
Agitadores indígenas atacam a policia, diante do Congresso em Brasília
“Os anciãos sábios, segundo as diferentes culturas, chamados de pajé, curandeiro, mestre, wayanga ou xamã, entre outros, promovem a harmonia das pessoas entre si e com o cosmo. Todos eles são «memória viva da missão que Deus nos confiou a todos: cuidar da Casa Comum»“. Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral – Documento Preparatório do Sínodo dos Bispos para a Assembleia Especial para a Pan-Amazônia [outubro de 2019], nº 31.

Fazer do curandeirismo, do ensino do pajé, a sabedoria inspiradora da nova Igreja, identificada gnosticamente com a natureza? A Sabedoria eterna e encarnada, Nosso Senhor Jesus Cristo, assim fica proscrita!

E a advertência da Escritura “todos os deuses dos gentios são demônios” (Sl 95,5) é calcada aos pés.

A extensão da análise e a riqueza de dados reveladores da revolução comuno-progressista contidos no referido Documento Preparatório nos levam a prosseguir o tema nos próximos subtítulos.



Igreja ecológica amazônica dispensa a Redenção. Os únicos pecados são a catequização e a civilização

Pajé em transe místico (esquerda), jornalista recebe unção do pagé (direita).
Modelo da 'conversão ecológica' ensinada pela 'igreja panamazônica'
A jornalista holandesa Jeanne Smits, embora muito conhecedora dos mais obscuros meandros do progressismo e do ambientalismo radical, ficou pasma vendo as propostas avançadas no Documento Preparatório do Sínodo dos Bispos para a Assembleia Especial para a Pan-Amazônia [outubro de 2019].

Esse Sínodo visaria a “conversão pastoral e ecológica” para uma nova interpretação da religião católica que acaba dando no contrário do Antigo e do Novo Testamento.

Prosseguindo na análise das observações da jornalista, verificamos que Jeanne sublinha a total ausência da noção da Salvação, básica no cristianismo, até em suas versões mais deturpadas.

Não há pecado, exceto as desigualdades entre os homens, o capitalismo, a propriedade privada, o agronegócio, a alteridade dos seres, a família monogâmica, o sacerdócio hierárquico, a lei moral objetiva, etc., etc.

Na utopia da 'igreja pan-amazônica' esses ‘pecados’ seriam banidos.

O raciocínio é simplista: se na vida ecológca-tribal não há pecado, não há necessidade de Redenção nem de Salvação.

Se não precisa de Salvação, para que serve o Sacrifício do Calvário do Divino Redentor?

Exemplo de evangelização tradicional repudiada pelo projeto de Sínodo pan-amazônico: missionários capuchinhos na Amazônia, Roraima
Exemplo de evangelização tradicional repudiada
pelo projeto de Sínodo pan-amazônico:
missionários capuchinhos na Amazônia, Roraima
A verdadeira salvação – descobre a jornalista holandesa no Documento do Vaticano – consistiria na “conscientização da realidade segundo as percepções pagãs pré-cristãs, fortemente impregnadas de práticas espíritas e, portanto, diabólicas, típicas dos pajés, mestres, wayanga ou xamãs que pretendem comandar a natureza invocando forças sobrenaturais”.

Jeanne conta que seu pai ouviu de um missionário holandês em terras remotas o relato da incessante hostilização por parte de um bruxo local – equivalente ao “pajé, curandeiro, mestre, wayanga ou xamã” louvado pelo Documento Preparatório.

Aquele bruxo exibia poderes surpreendentes: trocava de local de maneira incompreensível; o missionário se afastava, navegando pelo rio, e o reencontrava no local de chegada.

E sempre o bruxo insultando-o copiosamente no dialeto da região de Brabante, Países Baixos, onde o sacerdote nasceu!

O religioso não tinha dúvida alguma: os poderes do bruxo estavam ligados ao demônio. O anjo das trevas percebia o que perderia caso os indígenas se convertessem.

Eis para onde parece rumar a 'nova evangelização' sonhada pela Igreja pan-amazônica!
Mas as preocupações dos articuladores do Sínodo de 2019 se voltam com obsessivo realejo contra a ordem civilizada, próspera e dinâmica. Esta é descrita de modo tendencioso, como se só possuísse defeitos, sem mencionar que os mesmos são corrigíveis:

“Na selva amazônica (...) desencadeou-se uma profunda crise, devido a uma prolongada intervenção humana na qual predomina a ‘cultura do descarte’ (Laudato Si’, 16) e a mentalidade extrativista.

Pajés e bruxos diversos são membros naturais da casta sacerdotal da 'igreja panamazônica'.
Pajés e bruxos diversos são membros naturais
da casta sacerdotal da 'igreja panamazônica'.
“A Amazônia, uma região com rica biodiversidade, é multiétnica, pluricultural e plurirreligiosa, um espelho de toda a humanidade que, em defesa da vida, exige mudanças estruturais e pessoais de todos os seres humanos, dos Estados e da Igreja.” (nº2, id. ibid)

Dessa diatribe Jeanne extrai a consequência lógica não só para a região, mas para o mundo inteiro:
Vai ser necessário mudar o mundo inteiro, e até a Igreja de Cristo; e em grande escala, porque o texto não esconde que a Amazônia é um modelo exemplar, e que aquilo que é bom para ela vai ser bom para o planeta”, escreve.

Em poucas palavras, todos nós deveremos ser empurrados para uma vida tribal ecologista-tribalista marcada pela infelicidade, a dor e a carência. E nossa vida civilizada deverá ser extinta.

A jornalista escolhe um exemplo do Documento Preparatório entre muitos outros, repetitivos por sinal:
“Como podemos colaborar na construção de um mundo capaz de romper com as estruturas que sacrificam a vida e com as mentalidades de colonização para construir redes de solidariedade e interculturalidade?” (nº 4, id. ibid).

Sim, trata-se de “romper com as estruturas” hodiernas, com nossa vida quotidiana, com nosso bem-estar, com nosso progresso, com nossa cultura, para afundar na utopia de uma selva virgem e benfeitora, na verdade inóspita e cheia de males latentes e reais.

Foto: freiras salesianas com crianças Bororo, Mato Grosso. Museu do Índio, Funai.
As missões tradicionais, além da catequizar, 
alfabetizavam crianças e adultos, os fixavam em suas terras
abandonando a degradante vagabundagem sem rumo.
Formavam também nos valores pátrios, ensinavam ofícios manuais,
a pecuária e a agricultura que ignoravam totalmente.
Introduziam cuidados corporais básicos, o uso de vestimentas dignificantes
e a higiene com melhora da saúde e nível de vida. Civilizavam...
Tudo isso agora é rejeitado com horror pela ‘igreja pan-amazônica’.
A mencionada “interculturalidade” só exclui uma cultura: a brasileira e cristã, e só admite – explica a autora – a “admiração sem limites da visão da natureza segundo os índios da Amazônia”.

O documento não fornece nenhuma explicação do que é que é essa “visão da natureza segundo os índios da Amazônia”, embora diz que são muitas etnias e 'culturas'.

A omissão e as alusões idílicas insinuadas da vida indígena -- em verdade de um sofrimento sem limites -- não provém dos índios, mas de utopistas radicais no estilo de Jean-Jacques Rousseau que conduzem o mundo a um desastre maior que o precipitado pelo utopista suíço.

Se essa meta for atingida, o Brasil e as nações limítrofes desaparecerão do concerto das nações civilizadas. E o que será então de cada um de nós, civilizados e cristãos?



O materialismo da Igreja ecológica amazônica deixa Karl Marx atrás

O Documento Preparatório, comentado por Jeanne Smits evidentemente não foi escrito por índio algum, mas sim por teólogos de cenáculos fechados com forte predominância europeia.

Ele adota um vocabulário e modos pagãos para definir a “admiração sem limites pela natureza”. E a põem no cerne da religiosidade da Igreja ecológica-panteísta amazônica que excogitaram em seus conventículos:

“É a água, através de suas cachoeiras, rios e lagos, que representa o elemento articulador e integrador, tendo como eixo principal o Amazonas, o rio mãe e pai de todos.

“Num território tão diverso, pode-se imaginar que os diferentes grupos humanos que o habitam precisavam adaptar-se às distintas realidades geográficas, ecossistêmicas e políticas”. (nº 8, Documento Preparatório do Sínodo dos Bispos para a Assembleia Especial para a Pan-Amazônia [outubro de 2019])

Segundo a concepção panteísta do Documento, o elemento “integrador” do homem com a natureza é a matéria, a água. Mas não se trata do materialismo grosseiro de Marx.

As esquerdas há anos vem preparando a imensa paganização e o rebaixamento socio-cultural que se anuncia com a Igreja panamazônica
As esquerdas há anos vem preparando a imensa paganização e o rebaixamento socio-cultural
que se anuncia com a Igreja panamazônica
É algo mais avançado: a matéria tem vida! Essa água e parte de uma divindade absoluta que tudo rege e à qual o Documento Preparatório atribui a paternidade e a maternidade simultânea (sic!). Uma divindade no gosto da agenda LGBT!

Não se fala da inteligência nem da alma espiritual humana, feita à imagem e semelhança de Deus, que é um puro espírito. Quem conduz as células do novo deus é a atividade material de um elemento primordial: a água, abundante no Amazonas.

Os homens, o que têm de fazer? Deixarem-se levar como folhas que boiando no rio.
Na concepção da neomissiologia agora travestida de ecologia, advertiu o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira há 40 anos no profético livro Tribalismo Indígena, ideal comuno-missionário para o Brasil no século XXI (Editora Vera Cruz Ltda, São Paulo, 7ª edição, 1979):

“O homem não é uma pessoa que tem uma finalidade imediata em si mesmo, e outra transcendente em Deus. Mas é como a peça em um todo.

“A peça vive para o todo. Destacada do todo, ela nada vale e, por assim dizer, nada é. Do todo lhe vem por inteiro a inspiração, o impulso, a vida.”

Por isso, a jornalista Jeanne Smits repara com espanto a frase ‘o rio dirige a vida’:

“Os camponeses da Amazônia e suas famílias utilizam as várzeas, em sintonia com o movimento cíclico de seus rios – inundação, refluxo e período de seca –, numa relação de respeito por entenderem que ‘a vida dirige o rio’ e ‘o rio dirige a vida’.

“Ademais, os povos da selva, recolhedores e caçadores por excelência, sobrevivem com aquilo que a terra e a floresta lhes oferecem.” (nº 12, id. ibid).

A ruptura com o passado evangelizador da Igreja, missão ordenada por Jesus Cristo,  há décadas se operou na CNBB. Dom Roque Paloschi, presidente do CIMI - Conselho Indigenista Missionário, na Assembleia Geral da CNBB em Aparecida. Foto: Augusta Eulália Ferreira - ABR
A ruptura com a missão evangelizador da Igreja ordenada por Jesus Cristo,
se operou há décadas na CNBB. Dom Roque Paloschi, presidente do CIMI -
Conselho Indigenista Missionário, na Assembleia Geral da CNBB em Aparecida.
Foto: Augusta Eulália Ferreira, 2017
Essa dependência visceral bane o papel diretor do homem sobre a criação material, determinada pela vontade de Deus  quando lhe ordenou segundo registra a Bíblia:

“Frutificai, disse Ele, e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a. Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra” (Gênesis, 1-28).

“A terra cuida deles”. Imagine o leitor um governante que dissesse aos cidadãos: para suas necessidades, fiquem aguardando que a terra lhes dê espontaneamente o que precisam! Não há mais governo e não estará aqui quem lhes fala!

Talvez os mesmos teólogos anticapitalistas verdes e vermelhos se insurgiriam contra o imaginário governante que propusesse essa insensatez. Poderiam até pregar uma revolução.

Mas não é o que eles postulam para o “mundo de Alice” e as mil maravilhas que imaginam para a igreja panamazônica.

O Documento Preparatório nunca se esquece de voltar ao inimigo número 1 de sua utopia: a atividade econômica e civilizadora humana, apresentada como predadora:

“Hoje, a riqueza da selva e dos rios da Amazônia está ameaçada pelos grandes interesses econômicos que se alastram sobre diferentes regiões do território” (nº 13, id. ibid)

Segundo Jeanne Smits, o que há por detrás dessa incongruência pensada “é a noção fundamental da espiritualidade imanentista que atribui à natureza um poder e, sobretudo, uma ‘maternidade’ que nada tem a ver com a paternidade divina e sobrenatural que absolutamente não está em odor de santidade entre os adoradores da ‘Pachamama’, a Mãe Terra”.

Irmãs Salesianas em Porto Velho, 1940, promoveram escolas e hospitais.
Hoje são lembradas como próceres.
Após a "mudança de paradigma", essa obra apostólica será tida como cúmplice do "mal".
Para quem entrou na utópica fusão panteísta, na mata amazônica não há obviamente mal algum.

O mal existente vem de fora, como consequência de um fato também material: o aproveitamento das riquezas naturais pelo homem civilizado.

Esse é culpado pelo sofrimento da ‘floresta primigênia’, dotada de uma imaculada inocência e de uma esquisita sensibilidade. Os demais males sociais, institucionais, climáticos, etc. são gerados por esse capitalismo extrator.

A velha teoria da luta de classes como motor da evolução da matéria de Marx e Engels ganha um inesperado rejuvenescimento: do proletário em luta contra o burguês pulamos para a mata virgem explorada contra o ser humano explorador.

Eis o novo proletariado e o novo opressor! Eis o supremo conflito dialético planetário que trabalha nas vísceras da matéria divinizada!

Smits se sente chocada pelo esquerdismo igualitário – aliás, primário – das soluções propostas no Documento:

“As cidades também se caracterizam pelas desigualdades sociais.

“A pobreza produzida ao largo da história gerou relações de subordinação, de violência política e institucional, aumento do consumo de álcool e drogas – tanto nas cidades como nas comunidades –, e representa uma ferida profunda nos corpos dos povos amazônicos” (nº 14, id. ibid).

Fazenda Buriti invadida e incendiada por índios teleguiados pela nova missiologia de luta de classes, em Sidrolândia, MS
Fazenda Buriti invadida e incendiada por índios
teleguiados pela nova missiologia de luta de classes, em Sidrolândia, MS
Desigualdades sociais, submissão de alguns homens a outros. Esses males, supremos para o comunismo, são apontados na continuidade lógica do pensamento marxista-leninista.

E misturados com os males da prostituição, da miséria, das exações injustas, bem ao estilo da propaganda subversiva socialo-comunista.

A sociedade capitalista é descrita como inumana porque aprova o lucro, o acúmulo de bens, a propriedade, o capital (que é trabalho acumulado), e a família, que tem no pai um rei doméstico.

Essa sociedade anti-igualitária de raízes cristãs, recomendada até agora pela Igreja, é definida como sendo na sua essência uma criminosa “ferida profunda nos corpos dos povos amazônicos”.

Um comunista, até mesmo do caduco estilo soviético, não faria afirmações diversas, mas talvez não fosse tão longe.



Por trás da utopia pan-amazônica:
luta de classes planetária,
“liturgia esotérica” e ruptura com a Igreja,
ingentes danos aos índios

Manifestação indígena com armas primitivas na região amazônica
Manifestação indígena com armas primitivas na região amazônica
Os redatores do Documento Preparatório do Sínodo dos Bispos para a Assembleia Especial para a Pan-Amazônia [outubro de 2019], visam a “conversão pastoral e ecológica” para uma nova religiosidade panteísta.

A analista holandesa Jeanne Smits observa que embora eles não revelem seus nomes, ela acha razoável atribuir a iniciativa, pelo menos em parte, ao Secretariado do Sínodo, presidido pelo Cardeal Lorenzo Baldisseri no próprio Vaticano.

Esses redatores se mostram admirados pela diversidade dos grupúsculos tribais cada um deles afundado em seu primitivismo, sem cultura e com crenças rudimentares peculiares:

“390 povos e nacionalidades diferentes. (...) Cada um desses povos representa uma identidade cultural particular, uma riqueza histórica específica e um modo próprio de ver o mundo e de relacionar-se com este, a partir de sua cosmovisão e territorialidade específica”, diz. (nº 17, id. ibid)

Obviamente esses matizes diferenciadores geram a também admirada multiplicidade de “pajés, curandeiros, mestres, wayangas ou xamãs entre outros”, mencionada no nº 31.

Mas a obsessão anticivilizatória e anticapitalista supera qualquer outra reflexão.

Índios sem contacto com a civilização no Acre. Mantê-los nesse estado miserável é objetivo do comuno-tribalismo
Índios sem contacto com a civilização no Acre.
Mantê-los nesse estado miserável
é objetivo do comuno-tribalismo
“O mal que os fere só tem um nome: colonização”, escreve a jornalista. “Como na Teologia da Libertação, mas na sua versão menos marxista e mais populista, a famosa Teologia do Povo, amada pelo Papa Francisco.

“Trata-se de valorar essas comunidades (...) depositárias de uma riqueza que faz falta nos países civilizados após séculos de cristianismo”, deduz Jeanne.

Da visão idílica da vida indígena, o Documento passa à beligerância contra 500 anos de evangelização e séculos de laboriosa tarefa colonizadora e civilizatória pelos portugueses e espanhóis primeiro, e depois pelas nações sul-americanas.

“Lamentavelmente, diz o Documento Preparatório , ainda hoje existem restos do projeto colonizador que criou manifestações de inferiorização e demonização das culturas indígenas.

“Tais resquícios debilitam as estruturas sociais indígenas e permitem o desprezo de seus saberes intelectuais e de seus meios de expressão.

“O que assusta é que até hoje, 500 anos depois da conquista e mais ou menos 400 anos de missão e evangelização organizadas, depois de 200 anos da independência dos países que configuram a Pan-Amazônia, processos semelhantes continuem se alastrando sobre o território e seus habitantes, hoje vítimas de um novo colonialismo feroz com máscara de progresso” (nº 24, id. ibid)
Dessa maneira o missionário “atualizado”, quer dizer ecologista como o Documento Preparatório o deseja, tem outras metas radicalmente opostas à de seus gloriosos predecessores.

Mons. Clemente Geiger CPPS, Prelado do Xingu conduz imagem de Nossa Senhora de Fátima para os fiéis. Na igreja ecológica-tribal isto é uma evangelização condenável
Mons. Clemente Geiger CPPS, Prelado do Xingu
conduz imagem de Nossa Senhora de Fátima para os fiéis.
Na igreja ecológica-tribal isto é uma evangelização condenável
Essas metas, como denunciou o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira na obra citada, “consistem em defender estas comunidades indígenas ainda ‘limpas’ do contágio de nossa civilização, isto é, da civilização do egoísmo.

“’Conscientizá-las’ para a excelência da situação em que vivem e para a necessidade de recusarem o estado ao qual as chamam os homens que hoje vão à cata de riquezas e de mão de obra índia na mata, levando dinheiro, cachaça, vícios, máquinas, leis, estruturas etc. de recusarem especialmente o macrocapitalismo multinacional, que quer cultivar a terra e negociá-la.

“A todo preço – alegam tais missionários – cumpre que os índios não sofram, em nosso século, o que já sofreram seus maiores, quando os nossos antepassados brancos aqui vieram ter, e entraram em contato com eles”.

(Plinio Corrêa de Oliveira, Tribalismo Indígena, ideal comuno-missionário para o Brasil no século XXI, Editora Vera Cruz,, São Paulo, 7ª ed., 1979)

A afinidade do Documento Preparatório com a teologia subversiva denunciada dispensa comentário. Ele acrescenta:

“Em sua história missionária, a Amazônia tem sido lugar de testemunho concreto de estar na cruz, inclusive, muitas vezes, lugar de martírio” (nº 25, id. ibid).

Houve gloriosos missionários martirizados por tribos adoradoras de ídolos, algumas canibais e/ou redutoras de cabeças. Eles tiveram mortes atrozes, atiçadas por algum honrado “pajé, curandeiro, mestre, wayanga ou xamã”.

Mas não está na lógica do Documento referir-se a esses últimos, mas sim a subversivos que agitam a região amazônica contra o progresso do Brasil e das nações vizinhas.

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Lago do Acajatuba, Amazonas. Um abençoado fruto da evangelização condenada pelo Sínodo amazônico.
Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Lago do Acajatuba, Amazonas.
Um abençoado fruto da evangelização condenada pelo Sínodo amazônico.
Jeanne Smits a julga chave esta passagem do Documento Preparatório:

“A cultura dominante de consumo e de descarte converte o planeta num lixão.

“O Papa denuncia esse modelo de desenvolvimento anônimo, asfixiante, sem mãe, com sua obsessão pelo consumo e seus ídolos de dinheiro e poder. Impõem-se novos colonialismos ideológicos disfarçados pelo mito do progresso que destroem as identidades culturais próprias.

“Francisco apela para a defesa das culturas e a apropriação de sua herança, que é portadora da sabedoria ancestral. (...)

“A terra deve conservar-se terra santa: ‘Esta não é uma terra órfã! Tem Mãe!’” (Francisco, saudação à população de Puerto Maldonado) (nº 27, id. ibid).

Em Puerto Maldonado (Peru, janeiro 2018), o Papa Francisco celebrou o que ele qualificou de primeira sessão do Sínodo Pan-Amazônico.

O Documento Preparatório cita abundantemente as palavras do Pontífice e lhe atribui o mesmo pensamento que professa.

Bebe índia enterrada viva, mas resgatada em tempo. Repetidos casos mostram ser costume enraizado que desmente devaneios comuno-ecologistas sobre as culturas indígenas.
Bebe índia enterrada viva, mas resgatada em tempo.
Repetidos casos mostram ser superstição cultual enraizada que desclassifica
devaneios comuno-ecologistas sobre as culturas indígenas.
A propósito da posição contida no nº 27 citado, o Dr. Plinio previu com antecipação de quase meio século: “o menosprezo ou a negação do conceito de Pátria é elemento essencial da doutrina comunista.

“A propriedade tribal não é individual, mas coletiva”.

E cita a D. Tomás Balduíno, um proeminente precursor da atual revolução comuno-indigenista, para quem os índios “vivem uma vida de comunidade, de respeito mútuo, eles vivem uma perfeita distribuição de bens entre si, sem acumulação’ E este é exatamente o elogio que a propaganda comunista faria da sociedade russa, cubana ou de qualquer outro país satélite”.

A “santidade da terra” erigida em espécie de deus imanente não é nova no comuno-tribalismo. O Dr. Plinio já tinha discernido essa crença pagã nas conclusões da 1ª Assembleia Nacional de Pastoral Indigenista:

“Os índios ainda não estão corrompidos por este sistema em que vivemos. A Igreja precisa trazer uma esperança real para o oprimido. (...)

“Os índios já vivem as bem-aventuranças. Não conhecem a propriedade privada, o lucro, a competição. Possuem uma vida essencialmente comunitária em equilíbrio perfeito com a natureza.

“Não são depredatórios, não atentam contra a ecologia. Vivem a harmonia. As comunidades indígenas são uma profecia futura para esse jeito novo de viver, onde o mais importante é o homem” (1ª Assembleia Nacional de Pastoral Indigenista: em debate a situação indígena em nível nacional. “Boletim do CIMI”, ano 4, no. 22, julho-agosto de 1975, p. 7, apud Tribalismo... op. cit.).

A pregação tradicional fez vibrar as almas dos indígenas que fizeram obras de arte,
musical e pictórico surpreendentes.
Na foto, igreja da missão jesuítica de Concepción, em Moxos, Amazônia boliviana.
As colunas são toras entalhadas e pintadas.
A música barroca local levada pelos missionário europeus jesuítas,
assimilada e desenvolvida pelos indígenas civilizados é muito prezada até na Europa.
A missiologia do Documento Preparatório impediria esse progresso cultural nobilitante.



Jeanne Smits fica desconcertada com a expressão do pontífice romano “desenvolvimento sem mãe”. Nela só discerne uma imensa, e quiçá proposital confusão nas traduções.

O Documento Preparatório volta à ideia de que a Terra é a Mãe panteísta que determina o desenvolvimento de cada célula de cada ser que leva em seu ventre.

Mas o Papa, nesse momento em Puerto Maldonado, falava explícita e extensamente da maternidade de Maria, Mãe de Deus. Todo o contrário do que prega o Documento.

A menos que se veja em Nossa Senhora uma alegoria, como podem ser outras deusas pagãs da Mãe Terra, que gera e modela o pan cósmico.

Nessa hipótese, estaríamos diante de uma imensa blasfêmia.



Liturgia esotérica para cultuar a divindade dos abismos da “Mãe Terra”

Bruxo prepara alucinogeno ayahuasca para ritual em Novo Segredo, Acre. Os 'brancos' deverão modelar o culto segundo misturas de crenças ecológicas esotéricas xamânicas indígenas para entrar em comunhão com a natureza.
Bruxo prepara alucinogeno ayahuasca para ritual em Novo Segredo, Acre.
Os 'brancos' deverão modelar o culto segundo misturas
de crenças ecológicas esotéricas xamânicas indígenas
para entrar em comunhão com a natureza.
Em subtítulos anteriores, reproduzimos análises e comentários da escritora Jeanne Smits sobre o Documento Preparatório do Sínodo previsto para 2019, nos quais ela o vê como fundador de uma igreja pan-amazônica modelo para a humanidade na crise atual (Documento Preparatório do Sínodo dos Bispos para a Assembleia Especial para a Pan-Amazônia [outubro de 2019]).

Na medula desse documento-chave Smits identifica a tentativa de “uma conversão pastoral e ecológica” visceralmente panteísta e comunista.

Um aspecto central dessa tentativa consiste em criar confusão entre a ordem natural e sobrenatural, citando abundantemente a encíclica Laudato si’, do Papa Francisco, e lhe atribuindo os mais espantosos erros:

“No mistério pascal de Cristo, a criação inteira se estende até um cumprimento final, quando ‘as criaturas deste mundo já não nos aparecem como uma realidade meramente natural, porque o Ressuscitado as envolve misteriosamente e guia para um destino de plenitude.

“As próprias flores do campo e as aves que Ele, admirado, contemplou com os seus olhos humanos agora estão cheias da sua presença luminosa’ (Laudato Si’, 100)” (nº 41, id. ibid).

A nova liturgia amazônica 'inculturada' adotará costumes tirados da bruxaria local
A nova liturgia amazônica 'inculturada' adotará costumes tirados da bruxaria local
Nessa visualização, o “mistério pascal de Cristo”, que é posto como o epicentro da Missa, estaria se realizando na evolução ecologista-panteísta do pan, ou totalidade da Criação.

Já o dissera há décadas D. Henrique Froehlich S.J., quando comemorou que “haviam cessado as comunhões, os trabalhos de doutrinação, as missas coletivas no meio das tribos.

“O trabalho religioso foi deixado de lado e os índios passaram a ser tratados cientificamente.

“ – Nós descobrimos [é um dos Padres da Missão quem fala] que os princípios religiosos dos próprios índios eram naturais e o que é natural é de Deus.

“Portanto, do modo deles, com suas ideias, suas cerimônias, eles amavam a Deus e assim não havia razão para nós mudarmos tudo em sua cabeça só para que eles passassem a amar a Deus pelo nosso modo” (“Deixar o índio com sua cultura, o novo método missionário, “O Globo”, 8.3.1973, apud Plinio Corrêa de Oliveira, Tribalismo... op. cit.)

A divindade está presente em cada célula do pan, impulsionando sua evolução rumo a um “destino de plenitude” mal explicado no Documento. Entrando em comunhão com esse impulso evolutivo no frenesi de “suas cerimônias” os índios amam a Deus convenientemente, segundo D. Henrique Froehlich.

“Na Eucaristia, a comunidade celebra um amor cósmico” (cf. Laudato Si’ 236)” cita o Documento Preparatório (nº 58, id. ibid).

Mas e se o cosmos – Gaia ou Pachamama – está num estado de missa permanente, para o que é que serve o Santo Sacrifício da Missa?

No máximo para nos conscientizarmos dessa evolução do pan e nos sintonizarmos com seus impulsos espontâneos.

Missa de fundação de São Paulo, Antônio da Silva Parreiras (1860-1937). Coleção Prefeitura Municipal
Missa de fundação de São Paulo, Antônio da Silva Parreiras (1860-1937).
Coleção Prefeitura Municipal
O Dr. Plinio, na profética obra citada, desmonta a charada:

“A Igreja ensina que o Sacrifício da Missa é a renovação incruenta do Sacrifício do Calvário.

“E num dos valiosos documentos comuno-missionários citados, aponta que a liturgia se reduz ‘à ‘expressão’ de um ‘impulso religioso’.

“Neste sentido, ela ‘é boa para nós’ [N.R.: católicos racionais e civilizados]. Isto é, exprime nossos impulsos.

“Mas pode perfeitamente ser substituída entre os índios por outras cerimônias – prossegue o Dr. Plinio –, pois o ‘mesmo impulso religioso’ que exprimimos na Missa, eles o exprimem ‘dançando com um maracá, pintado de urucum’.

“É difícil ser mais ultrajante para com a Santa Missa. Ademais, se a ‘liturgia münkü’ equivale a esta, qual a razão religiosa de uma Missão católica?” (Plinio Corrêa de Oliveira, id. ibid.)
Nas experiência ecológico-tribais desaparecem todas as formas de cultura, ordem e dignidade. Reina o prosaísmo, a igualdade, a imoralidade e a superstição.
Nas experiência ecológico-tribais desaparecem todas as formas de cultura, ordem e dignidade.
Reina o prosaísmo, a igualdade, a imoralidade e a superstição.

Jeanne não enxerga tão longe, mas percebe que tudo encaminha nessa direção.

“Tudo isso serve de prelúdio à recomendação de mudanças – para não dizer revoluções – ao mesmo tempo políticas e religiosas:

“A ecologia integral nos convida a uma conversão integral. Isto exige [...] reconhecer os próprios erros, pecados, vícios [...] negligências’ e omissões com as quais ‘ofendemos a criação de Deus’ (...) (Laudato Si’ 218)”.

O Documento Preparatório não faz muita distinção entre o combate ao mundo da propriedade privada e a promoção de um conjunto litúrgico pagão.

A distinção entre ordem temporal e espiritual não existe na visualização panteísta dos teólogos indigenistas. Isso é a essência da “ecologia integral” alegada.

“Uma mudança profunda do coração – prossegue o Documento – que se expressa em mudanças de hábitos pessoais, é tão necessária quanto uma mudança estrutural que esteja embutida em hábitos sociais, em leis e em programas econômicos convencionados.

“Na hora de se promover essa transformação radical de que a Amazônia e o planeta necessitam, os processos de evangelização têm muito a contribuir, sobretudo pela profundidade com que o Espírito de Deus atinge a natureza e os corações das pessoas e dos povos” (nº s. 53 e 54, id. ibid).

A entrada da civilização foi inseparável da evangelização. Elevação da Cruz em Porto Seguro, Pedro José Pinto Peres (1841 -- 1923), Museu Nacional de Belas Artes, RJ
A entrada da civilização foi inseparável da evangelização.
Elevação da Cruz em Porto Seguro, Pedro Pinto Peres (1841-1923),
Museu Nacional de Belas Artes, RJ
Revolução socioeconômica planetária e adoção de um culto pagão “aborigem” constituem uma só coisa.

O realejo panteísta não se interrompe: é preciso superar o “individualismo” – aliás, inimigo do pan amalgamado –, parar de consumir para não destruir a natureza.

Segundo este sonho tóxico, obtendo a despersonalização e adotando o miserabilismo, o homem poderia afundar numa “mística da interligação e interdependência de tudo que foi criado” (nº 74, id. ibid).

Algo muito na linha das crenças budistas, que levam o monge a parar de viver, conscientizando-se de que não é senão parte de um fluxo impessoal.

Nas longas tiradas citadas, a estudiosa volta a encontrar uma confusão proposital entre o Criador e o criado, entre a dimensão “mística” atribuída à mera matéria e a perspectiva holística da Nova Era professada por sociedades secretas, diz Jeanne.

Na confusão entre mística e matéria, missa e evolução cósmica deve-se também perguntar que sentido tem o celibato sacerdotal.

Os incensados “pajé, curandeiro, mestre, wayanga ou xamã” não têm necessidade disso.

Podem ate praticar todas as perversões condenadas pelo 6º Mandamento.

Padres casados (no caso impropriamente rotulados de viri probati) ou mesmo sacerdotisas, desde que participem dessa mística, não tem qualquer problema!

Se a Missa ou cerimônia que a substitua visa nos colocar em comunicação com o todo, do que adiantaria receber em estado de graça a Eucaristia – o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo – sob as espécies de pão e de vinho, produtos, aliás, estranhos à biodiversidade amazônica?

Religiosa sendo preparada para iniciação em rito indígena
Religiosa sendo preparada para iniciação em rito indígena:
inversão de valores e finalidades da missão. E inversão do deus!
De Jesus Cristo ao príncipe das trevas! Foto: Prof.s J.B.Botelho; V.A.C.M. Weigel

Em vez de culto católico: ritual da Tucandeira!
Mas próprio da religiosidade da igreja pan-amazônica seria a distribuição de algum produto alucinógeno como a ayahuasca ou “cipó dos espíritos”, “usado para adivinhação, mistificação e enfeitiçamento“, segundo os padres jesuítas Pablo Maroni em 1737 e Franz Xaver Veigl em 1768. Cfr. Wikipedia, verbete Ayahuasca.

Essa Comunhão nascida da cultura indígena nos tiraria a consciência, ajudaria a apagar em nós a noção da própria individualidade e nos jogaria nos alucinantes devaneios comunitários do pan, da Pachamama ou de qualquer superstição indígena local!

E nos afastaria, pelo menos durante o "sonho" místico, do capitalismo, da propriedade privada, do consumismo e outros "males" execrados pela nova religiosidade.

Seria a fina ponta da missa – ou anti-missa cósmico-ecologica – cuja liturgia seria a convergência das teologias europeias com alguns costumes indígenas supersticiosos e degradados.



Convite a uma revolução de fundo comunista e de espírito supersticioso abismal

Índios invadem sede do IBAMA em Altamira.
Índios de jeans invadem sede do IBAMA em Altamira.
Continuação do post anterior: Liturgia esotérica cósmica para celebrar a divindade que vive nos abismos da Mãe Terra



O Documento Preparatório do Sínodo dos Bispos para a Assembleia Especial para a Pan-Amazônia [outubro de 2019], não fica em afirmações teóricas. Ele pede um engajamento concreto, reclamando “uma hierarquia de urgências da Amazônia”.

Para isso, cita “o Documento de Aparecida [que] menciona a necessidade de uma ‘coerência eucarística’ (nº 436) para a região amazônica, ou seja, que não exista somente a possibilidade de que todos os batizados possam participar da Missa dominical, mas também que cresçam novos céus e nova terra como antecipação do Reino de Deus na Amazônia” (nº 80, id. ibid).

Que “novos céus e nova terra são esses”? Que “Reino de Deus na Amazônia”? Seria aquele em que Cristo, a Igreja e seus autênticos representantes foram denegridos e enxotados ao longo do Documento Preparatório?

Não se demora muito a entender.

Notam-se há décadas por todo o País, em diversos campos da atividade católica, impulsos que tentam conduzir clara ou veladamente a opinião pública para uma posição sempre mais receptiva à doutrina comunista.

Mais de uma década de petismo patenteou isso de um modo irrefutável entre nós. Mas não é só o Brasil.

Índios atacam policias no Congresso Brasília, 16.12.2014.
Índios atacam policiais no Congresso Brasília, 16.12.2014.
Basta, como exemplo, o vertiginoso miserabilismo induzido na Venezuela, país também amazônica e outrora o mais rico do continente.

E, mutatis mutandis, as revoluções promovidas pelos êmulos do bolivarianismo no continente sul-americano.

Com estas ou aquelas designações, as “reformas de base” esquerdistas, e a Reforma Agrária socialista e confiscatória notadamente, sempre propugnadas pela “esquerda católica”, visaram uma marcha para assentamentos, verdadeiras favelas rurais, onde já se vivia por antecipado a miséria das tribos indígenas.

Qual cereja “adoçada” com droga sobre chantilly comuno-petista, a pregação da igreja amazônica ecológica e indigenista, de que fala o Documento Preparatório, vem coroar essa revolução devastadora.

Resumindo, estamos diante de uma imensa agitação.

Documento Preparatório cita em seu apoio o Concílio Vaticano II, dizendo que “nos lembra que todo o povo de Deus participa do sacerdócio de Cristo, embora distinguindo sacerdócio comum do sacerdócio ministerial (cf. Lumen Gentium 10)”.

Partindo daí, o Documento volta a insistir “numa Igreja com rosto amazônico e uma Igreja com rosto indígena» (Francisco, Puerto Maldonado) (...) uma pastoral inculturada, (...) novos ministérios e serviços (...) levando em conta o papel central (...) das mulheres na Igreja amazônica (...) o clero indígena (...) novos caminhos para que o Povo de Deus tenha melhor e frequente acesso à Eucaristia (cf. Documento de Aparecida, 251)” (nº 81, id. ibid)

Dom Leonardo Ulrich, secretário geral da CNBB e Tito Vilhalva, da etnia Guarani Kaiowá. Foto: Antonio Cruz, Agência Brasil
Dom Leonardo Ulrich, secretário geral da CNBB e Tito Vilhalva,
da etnia Guarani Kaiowá. A CNBB é líder na revolução indigenista.
Foto: Antonio Cruz, Agência Brasil
Para Jeanne Smits, neste ponto do  Documento Preparatório, sob o pretexto de “sacerdócio comum”, dever-se-ia identificar a admissão de sacerdotisas, desordem que seria rapidamente retomada pelo conjunto da igreja progressista, considerando a sua esterilidade para atrair novas vocações no mundo inteiro.

A conclusão se impõe para a jornalista holandesa e está escrita com clareza, não obstante o linguajar enganoso:

“Trata-se de 'construir uma Igreja com rosto amazônico' inspirada nas superstições mais ou menos diabólicas dos indígenas, mudando os ministérios, a liturgia e a teologia (Teologia Índia)” (nº 82, id. ibid).

A nova frente de ataque – continua Smits –, aberta pelo Papa Francisco, apresenta-se como uma Revolução planetária baseada na inversão do que a Igreja Católica sempre foi e nunca deixará de ser.

Smits conclui que o Sínodo panamazônico poderá ser mais danoso à Igreja e à humanidade do que o Sínodo da Família segundo a versão da polêmica exortação Amoris laetitia.

O Sínodo panamazônico acontecerá em outubro de 2019.

Até lá, passamos por um Sínodo ordinário sobre os jovens que, como o da família, trouxe abalos à estrutura tradicional da Igreja e deixou o campo trabalhado para a visão ecologista-tribalista do Documento Preparatório.



O Sínodo da Amazônia visto desde a Alemanha: caminhada para o socialismo ecológico

A revolução comuno-indigenista vem sendo preparada há muito pelo lulopetismo e pelos tentáculos da CNBB. Na foto índígenas mundurukus reunidos pelo governo Dilma Rousseff Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom-ABr
A revolução comuno-indigenista foi sendo preparada pelo lulopetismo e pelos tentáculos da CNBB.
Na foto(Fabio Rodrigues Pozzebom-ABr) índígenas mundurukus reunidos pelo governo Dilma Rousseff
Já se suspeitava que o Sínodo da Amazônia ia virar um festival progressista. Sua palavra-talismã: “a abolição do celibato”, por razões pseudo-pastorais.

Mas faltavam ainda provas concretas, que agora começam a aparecer gradualmente, para documentar essa suspeita.

Georgetown, a Universidade dos jesuítas em Washington, conhecida por suas extravagantes experiências teológicas, está promovendo um simpósio para preparar o Sínodo da Amazônia.

A esse respeito, relata a Agência de Notícias Católica (KNA): “Adveniat, organização de ajuda à América Latina,manifestou-se a favor de objetivos claros.

‘A proteção abrangente dos pobres marginalizados e da criação ferida tem prioridade absoluta’, declarou seu presidente-executivo Michael Heinz”.

Concretamente isso significa que objetivos supostamente pastorais estão sendo empacotados em um programa para proteger a “classe social marginalizada” e proteger uma “criação” supostamente “ferida.”

Para o leitor pode parecer estranha essa ligação. No entanto, tal conexão é bastante comum nos círculos católicos reformistas na América Latina.

Trata-se de uma evolução da “Teologia da Libertação” clássica (adoção do método da luta de classes para objetivos comunistas sob o disfarce da religião católica) no sentido de uma fusão com o ecologismo neo-pagão e socialista.


A ação civilizadora da Igreja e do Estado brasileiro foi tirando os mundurukus da selvajaria. Hoje o comuno-missionarismo quer precipita-los de novo no primitivismo
A ação civilizadora da Igreja e do Estado brasileiro foi tirando os mundurukus da selvajaria.
Hoje o comuno-missionarismo quer precipita-los de novo no primitivismo
Especialmente na América Latina, essas duas correntes socialistas entraram em uma aliança nos últimos 30 anos (reforçada ainda mais depois da condenação da “Teologia da Libertação” em 1984 pelo Cardeal Ratzinger): não apenas o assim chamado proletariado, que seria explorado pela economia de mercado, mas também o meio ambiente.

Após sua condenação pela Congregação para a Doutrina da Fé, a “Teologia da Libertação” se escondeu sob o manto da proteção ambiental.

Mas sempre manteve em vista seu velho objetivo: a construção de uma sociedade socialista, camuflada de aparências católicas.

A superação dessa “exploração” dá-se, segundo o entendimento dos progressistas, através da abolição da propriedade privada e pela introdução de um sistema marxista.

Tal sociedade reconduzirá os homens ao seu “estado primordial”, onde de fato viverão primitivamente e sem qualquer civilização, mas em harmonia com a natureza.

No fundo, para uma espécie de religião da natureza com pintura católica.

É óbvio que nisso estão sendo perseguidos objetivos políticos marxistas sob o manto “católico”.

Mas a revolução marxista pode ser ainda proclamada de modo muito mais universal. Por que deveria ser aplicada apenas aos moradores da Amazônia?

A esse respeito a Agência de Notícias Católica (KNA) cita Thomas Wieland, que participa em nome da Adveniat no simpósio em Washington:

“Os direitos dos povos indígenas veem sendo regularmente espezinhados quando se retira petróleo da Amazônia para nossos carros, quando se extrai carvão para nossas usinas ou quando o gado é engordado para saciar a nossa fome de carne”.

Aqui aparecem nitidamente as clássicas associações de ideias socialistas-populistas, segundo as quais o Sul pobre é explorado pelo Norte rico. Um clássico clichê socialista dos anos 1960 e 1970.

A verdade é bem diferente: graças às reformas de livre mercado (copiadas dos países do “Norte”) e aos investimentos do “odiado Norte”, os países latino-americanos acertaram o passo econômica e tecnologicamente com os países industrializados.

Isso aconteceu através da aproximação econômica com países capitalistas como os Estados Unidos, Alemanha e Japão.

O socialismo em crise e a “Teologia da Libertação” se esconderam sob o manto da proteção ambiental.
O socialismo em crise e a “Teologia da Libertação” se esconderam sob o manto da proteção ambiental.
Enquanto os países da América Latina estiveram na periferia de ditaduras comunistas, como a União Soviética ou Cuba, permaneceram subdesenvolvidos e alcançavam taxas mínimas de crescimento.

Isto é especialmente verdadeiro para os países da bacia amazônica.

Foi apenas através das reformas da economia de mercado nos anos 80 e 90 que os pobres foram capazes de ascender em massa à classe média.

Os progressistas nunca mencionam isso na Europa, porque querem cultivar a imagem de uma América Latina subdesenvolvida e pobre.

O cardeal Reinhard Marx também falará em Berkeley. A respeito dele escreve a KNA:

“O cardeal Reinhard Marx, presidente da Conferência Episcopal Alemã, sublinhou a importância política do Sínodo da Amazônia no outono.”

Com isso, por assim dizer, o “gato saiu fora do saco”. Tudo gira sobretudo em torno de política e, de fato, política socialista.

Não se trata da conversão dos povos à Igreja Católica ou da difusão da fé católica na Amazônia.

Não, trata-se no Sínodo da Amazônia da criação de um novo paradigma socialista, ecológico e antieuropeu: uma igreja primitiva na selva como modelo para a Igreja universal.

E um abandono do ideal beneditino de Igreja, que sempre ligava a promoção da fé católica à promoção do progresso civilizatório da humanidade.


(Autor: Mathias von Gersdorff, diretor da campanha Crianças em Perigo da Associação Alemã pró-Civilização CristãTradução do original alemão por Renato Murta de Vasconcelos



Sínodo amazônico: plano há muito acalentado em secreto pelo comuno-progressismo

Mons Franz-Josef Overbeck: depois do Sínodo Panamazônico na Igreja “nada voltará a ser igual ao que foi”
Mons Franz-Josef Overbeck: depois do Sínodo Panamazônico
na Igreja “nada voltará a ser igual ao que foi”
O bispo alemão Mons. Franz-Josef Overbeck, diocesano de Essen, militante ativo das causas LGBT, comemorou uma planejada ruptura da Igreja Católica com seus dois mil anos de história.

O pretexto seria elaborar uma pastoral amazônica no próximo Sínodo Pan-amazônico que se reunirá no Vaticano no mês de outubro.

O bispo prevê capitulações “positivas” – em verdade desgarramentos assustadores – a respeito de moral sexual, celibato sacerdotal e aproximações a um “sacerdócio feminino”, segundo informou o site oficial da Conferência Episcopal dos Bispos Alemães Katholische.de, citado por Lifesitenews.

Segundo essa fonte oficial, o bispo de Essen declarou à imprensa que o Sínodo provocará uma “quebra” na história da Igreja em virtude da qual “nada voltará a ser igual ao que foi”.

Mons. Overbeck arremeteu contra a estrutura hierárquica da Igreja, sua moral sexual, e abriu caminho para uma “reconsideração” de funções sacerdotais para mulheres.

Isto parece ter pouco ou nada a ver com a motivação ecológica alegada para reunir tal Sínodo.

A menos que se leve em conta, como há muito estamos fazendo neste blog, que as bandeiras verdes ambientalistas estão sendo manipuladas para esconder causas revolucionárias.

Essas causas destruidoras com suas bandeiras vermelhas estavam em crise: a saber o comunismo e seu “companheiro de estrada”, o progressismo católico prenhe de Teologia da Libertação.

O bispo alemão aduziuque o declínio do número de fiéis católicos na Europa e na América Latina será discutido em correlação com “a imensa exploração” do meio ambiente e as violações dos direitos humanos.

Bandeira do PC de Kerala, Índia, onde comunismo, ecologismo e anticristianismo se sentem uma coisa só
Bandeira do PC de Kerala, Índia, onde comunismo, ecologismo
e anticristianismo se sentem uma coisa só
O que tem a ver as defecções massivas na Igreja estimuladas pelas reformas pós-conciliares com a “exploração do meio ambiente”, ou ainda com as “violações dos direitos humanos”?

Parece uma associação artificiosa de fenômenos revolucionários: uns eclesiásticos, outros ecológicos e outros meramente políticos, numa salada bem no gosto das esquerdas comunistas ou lulopetistas.

Mas, em verdade, por baixo das aparências, essas bandeiras são agitadas pelas mesmas mãos para promover uma mesma causa.

Em certo sentido, podemos agradecer ao bispo de Essen que tenha tido a franqueza de deixar aparecer essa unidade de revoluções e de mãos.

O Sínodo Pan-amazônico terá lugar em Roma dos dias 6 a 27 de outubro. Os temas centrais anunciados serão a ecologia, a teologia e o atendimento pastoral dos pobres, as necessidades dos povos indígenas e os direitos humanos.

A essência das conclusões já está escrita na encíclica do Papa Francisco “Laudato Si’”.

De acordo com o citado site episcopal Katholische.de, Mons. Overbeck defendeu que o Papa Francisco quer garantir que a Igreja mundial “tome consciência desses desafios”.

Um dos principais desafios consistirá em extirpar da Igreja sua “estrutura eurocêntrica”, disse o bispo alemão.

Confira: “Encíclica Laudato Si’ causa perplexidades entre os católicos e regozijo nos extremismos de esquerda”

“No IPCO, Molion faz crítica científica da encíclica Laudato Si’”

“Totalitarismo verde e planetário impulsionado por uma Igreja nova? Reflexões sobre a Laudato Si’”

Esse velho projeto anticatólico sempre teve em vista apagar a centralidade da Cidade dos Papas jogando para baixo a importância religiosa de Roma.

Derrubar a “estrutura eurocêntrica” também terá como consequência desconhecer ou renegar a primazia natural dos povos que nos precederam na Fé.

Povos que nos trouxeram a Fé com o sacrifício de incontáveis mártires missionários e o trabalho colossal dos imigrantes europeus que nos comunicaram sua cultura e civilização modeladas por séculos de prática dos ensinamentos evangélicos.

O bispo de Essen ecoa a subversiva promessa de que o clero será cada vez mais independente nas igrejas da América Latina do gênero da amazônica vindoura. Assim, a cartilha da Teologia da Libertação será completamente aplicada.

E como sinal do que sairá dessa “independência” – que seria mais correto etimologicamente chamar de “cisma” – o bispo pressagia que mulheres oficiarão cultos religiosos e conduzirão a vida diocesana.

“O rosto da igreja local é feminino”, sintetizou, assaz arbitrariamente Mons. Overbeck.

Vídeo: Do Pacto das Catacumbas a Francisco
Depoimentos de bispos brasileiros que participaram do Concílio Vaticano II.


Nada disto é muito novo. Já vinha sendo “cozinhado” há pelo menos décadas, por exemplo, no secreto “Pacto das Catacumbas” promovido por Dom Helder Câmara durante o Concílio Vaticano II.

O Pacto é renovado ciclicamente em celebrações catacumbais em Roma. Nele foram sendo iniciadas novas gerações de bispos. Suas subversivas ideias religiosas penetraram os documentos conciliares e incendiaram as turbulentas comoções do período pós-conciliar.

Para evitar que qualquer bispo saia da linha pré-escrita os organizadores do Sínodo, cujo relator geral é o Cardeal Claudio Hummes por indicação do Papa Francisco, elaboraram um Documento Preparatório do Sínodo dos Bispos para a Assembleia Especial para a Pan-Amazônia.

O bispo de Essen apresentou como argumento a vertiginosa queda da proporção de católicos no Brasil.

O ex-jesuíta Thomáz de Aquino Lisboa, que largou a religião para viver com os índios em MT, representa a Igreja irreconhecível que querem produzir no Sínodo
O ex-jesuíta Thomáz de Aquino Lisboa,
que largou a religião para viver com os índios em MT,
representa a Igreja irreconhecível que querem produzir no Sínodo
Queda que só não impressiona à CNBB que considera que o engajamento em causas sociais justifica e até supera a perda da Fé de dezenas de milhões de fiéis.

Enquanto dito Sínodo não começa, Mons. Overbeck prossegue com sua campanha para mudar o ensinamento católico sobre o homossexualismo.

Em janeiro, segundo o mesmo site dos bispos alemães Katholische.de o bispo propôs em artigo para o jornal católico Herder Korrespondenz uma mudança no conceito tradicional católico.

Ele excogitou uma “despatologização” do homossexualismo, preconceito de sua lavra, que atribui aos católicos em geral.

Ele reclama uma “liberação há tempo necessária” para as pessoas com atração pelo mesmo sexo.

Enquanto essa dívida libertária não for paga, o prelado imagina que vigorará uma “marginalização intelectual do ensinamento moral católico”.

Leia-se continuará a hostilização e até a perseguição aos verdadeiros ensinamentos da Bíblia, Antigo e Novo Testamentos sem exceção.

Em poucas palavras, ou se aceita o cangaço do erro imoral contrário a Cristo ou ... chibata!

Essa parece ser a atitude de fundo que inspira as metas “cozinhadas” pelos teólogos do comuno-progressismo para o próximo Sínodo Pan-Amazônico.

O incrível é que esse anticristianismo todo esteja sendo promovido com o pretexto de trabalhar pela ecologia!



“Ódio teológico” na apologia ambientalista dos “povos originários” de América

O presidente eco-comunista do México Andrés López Obrador quis ser investido em cerimônia de “povos mexicanos originários”.
O presidente eco-comunista do México Andrés López Obrador
quis ser investido em cerimônia de “povos mexicanos originários”.
O novo presidente do México Andrés Manuel López Obrador, alinhado os regimes socialo-comunistas da família Castro, de Maduro e de Ortega exigiu que a Espanha pedisse perdão pela evangelização e civilização do seu país, alegando crimes contra os “povos mexicanos originários”.

O ponto de partida da exigência é um velho sofisma desenvolvido pela Teologia da Libertação e que mais recentemente foi remoçado pelo missionarismo comuno tribal e seu sócio o ambientalismo radical.

Em síntese, o sofisma diz que a Cruz de Cristo e a Civilização Cristã arrancaram os indígenas, ou “povos originários”, de sua mística integração na natureza e extirparam suas crenças – idolátricas, sanguinárias e até canibais – produzindo um desgarramento na Mãe Terra, também chamada Pachamama ou Gaia.

Mas López Obrador não imaginou a vergonha que iria passar e o desnudamento de seus erros nas respostas que recebeu da Espanha.

No quotidiano “ABC” de Madri, o premiado escritor Juan Manuel del Prada pôs em evidência que a atual propaganda de uma mitificada vida tribal integrada no meio ambiente resulta apenas de um “ódio teológico”, voltado contra o cristianismo e a civilização.

A expressão “ódio teológico” é o nome dado ao furor e à ira gerados por controvérsias envolvendo teologia. A expressão também descreve disputas não-teológicas de natureza rancorosa. Cfr. Wikipédia, “Odium theologicum”.

Sacrifício incruento da Santa Missa: o culto verdadeiro a Deus na Igreja verdadeira colide com os ritos pagãos de inspiração demoníaca
Sacrifício incruento da Santa Missa:
o culto verdadeiro a Deus na Igreja verdadeira
colide com os ritos pagãos de inspiração demoníaca
típicos dos “povos originários”
Trata-se de um ódio religioso que apela à violência porque não só é verbal ou intelectual, mas em muitas ocasiões passa à agressão física, incluindo o extermínio e a perseguição judicial, com destaque para seu caráter rancoroso e a utilização de recursos de baixa política, segundo registra o verbete em espanhol da Wikipédia “Odium theologicum”.

O premiado escritor que citamos destaca que tirar os pobres indígenas da situação miserável de ignorância e crueldade na vida da selva constituiu “o maior avanço civilizador da história da Humanidade”.

O espírito evangelizador e civilizador se funda no fato que Deus fez que todos os homens fossem descendentes de um mesmo casal, fato que os irmana.

E, depois, ter enviado Seu Filho encarnado para se passear entre os homens cuja carne, sangue e alma partilhava enquanto descendente desse casal.

Por fim, o mesmo Jesus Cristo legou ao Papa seus direitos com a obrigação de levar seus ensinamentos a todos os povos, para que esses atingissem a plenitude de bem possível nesta Terra, e depois a bem-aventurança eterna.

Essa ideia de unidade de todos os homens é a pedra básica que fundamenta o Direito, o respeito dos todos os direitos dos homens e a Justiça bem entendida.

Mas essa ideia não existia nos endeusados “povos originários” da América.

O que vigorava neles era bem o contrário: hediondos crimes massivos e sacrifícios humanos.

Exemplo arquetípico foram os cometidos pelos astecas sobre dezenas de milhares de seres humanos com objetivos adivinhatórios, mágicos e de escravidão.

Estrutura de caveiras do Gran Tzompantli da antiga Tenochtitlán inclui de mulheres e crianças sacrificadas à Mãe Terra. Foto: National Geographic
Estrutura de caveiras do Gran Tzompantli da antiga Tenochtitlán
inclui de mulheres e crianças sacrificadas à Mãe Terra. Foto: National Geographic
Veja mais em Pirâmides macabras no México e o juízo bíblico dos deuses pagãos: “são demônios”

O escritor dá numerosos exemplos da preocupação dos reis espanhóis pelo bem dos indígenas e pela punição dos abusos cometidos cá e lá contra eles. Poderíamos falar ainda do bem feito pelos reis portugueses.

É inevitável então que López Obrador apele ao “ódio teológico”, por ira ou ódio resultantes de querelas teológicas, ou de disputas não-teológicas de natureza rancorosa, e de modo visceralmente anticientífico.

E, acrescenta Juan Manuel del Prada, o esquerdista presidente mexicano responsabiliza por igual à Igreja à Espanha repetindo os arcaicos estereótipos da Lenda Negra onde só se acha mais ódio teológico, hoje também ecológico contra a divina religião de Jesus Cristo.

Mais uma vez, o Portugal e nossos indígenas, especialmente os da Amazônia são encaixados nessa propaganda anticristã.

A religião do Evangelho transmitida por heroicos missionários e conquistadores “liberou” os “povos originários” de Montezuma e seus sacerdotes.

Quer dizer desses “bondosos selvagens” que arrancavam os corações ainda batendo e bebiam o sangue que faziam jorrar das carótidas de suas vítimas.

A também escritora Maria Luísa Cruz Picallo, em ‘Carta aberta a López Obrador’ no mesmo “ABC”, após enunciar os bens que o catolicismo dos Papas derramou com mãos largas sobre a Espanha, especialmente liberando-as do fanatismo maometano, acaba patenteando que os alegados quiméricos do presidente esquerdista só se entendem em função de um ódio ideológico preconcebido.

Presidente eco-comunista mexicano quis bastão de mando indigenista
Presidente eco-comunista mexicano quis bastão de mando indigenista
Lhe ensina – pois o presidente ecolo-esquerdista parece ignorá-lo de todo – que os muros dos templos astecas não estavam pintados de negro como parecia.

“Eram camadas e camadas de sangue coagulado tirado do coração arrancado das vítimas vivas nos sacrifícios humanos em abjetas cerimônias religiosas”, tal vez hoje não tão reprovadas pelo ecumenismo e pelo comunismo ecotribalista.

O Direito, as leis equânimes, o ensino, a alfabetização, as universidades, as escolas, as igrejas, os conventos, as fazendas, os ateliês, os engenhos, médicos, veterinários, mestres, entraram sob a luz abençoada da Cruz e do brasão dos civilizadores erradicando o primitivismo, a barbárie e a crueldade.

No fim, a douta escritora atirou-lhe em rosto: “O senhor não conhece e até despreza a história da Espanha, da Europa e até a de seu próprio país”.

No Brasil, análogas explosões desse “ódio teológico” parecem acontecer nas cabeças de eclesiásticos promotores do Sínodo da Amazônia.

López Obrador não teve o que responder e se encolheu no silêncio.

Porém, os propagandistas de um Sínodo Pan-amazônico ecologista e místico tribal não dão sinais de quererem aprender a lição.

Eles se voltam com admiração cega para um futuro ecológico-religioso quimérico que evoca as páginas mais degradantes da pré-história indígena.



O Sínodo a serviço da agenda neopagã

Ex-frei Leonardo Boff colaborou na redação da Laudato si'. Sínodo Amazônico traz a Teologia de Libertação com cores de índio
Ex-frei Leonardo Boff colaborou na redação da Laudato si'.
Sínodo Amazônico traz a Teologia de Libertação com cores de índio
O jornalista Edward Pentin, do National Catholic Register, solicitou amavelmente minhas primeiras impressões sobre o Instrumentum laboris para a próxima Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos, divulgado ontem. Eu o faço com muito gosto, como editorial para este observatório.

Em minha opinião, o Instrumentum laboris representa a abertura de par em par das portas do Magistério à Teologia Indígena e à Ecoteologia, dois derivados latino-americanos da Teologia da Libertação, cujos corifeus, após o desmantelamento da URSS e do fracasso do “socialismo real”, atribuíram aos povos indígenas e à natureza o papel histórico de força revolucionária, em clave marxista.

Tal como a Teologia da Libertação, o Instrumentum laboris toma como base de suas elucubrações não a Revelação de Deus contida na Bíblia e na Tradição, mas a realidade da suposta “opressão” a que estaria sujeita a Amazônia, que de simples área geográfica e cultural passa a ser “interlocutor privilegiado”, “lugar teológico”, “lugar epifânico” e “fonte de revelação de Deus” (números 12, 18 e 19).

Do ponto de vista teológico, o Instrumentum laboris não só recomenda o ensino da Teologia Indígena “em todas as instituições educativas” com vistas a “uma melhor e maior compreensão da espiritualidade indígena” e para que “sejam tomados em consideração os mitos, tradições, símbolos, ritos e celebrações originais” (nº 98), como repete ao longo do documento todos os seus postulados.

Ou seja, que as “sementes do Verbo” não apenas estão presentes nas crenças ancestrais dos povos aborígenes, mas que já “cresceram e deram frutos” (nº 120), pelo que a Igreja, em lugar da evangelização tradicional que procura convertê-los, deve se limitar a “dialogar” com eles, uma vez que “o sujeito ativo da inculturação são os mesmos povos indígenas” (nº 122).

Nesse diálogo intercultural, a Igreja deve também enriquecer-se com elementos claramente pagãos e/ou panteístas de tais crenças, como “a fé em Deus-Pai-Mãe Criador”, as “relações com os antepassados”, a “comunhão e harmonia com a terra” (nº 121) e a conectividade com “as diferentes forças espirituais” (nº 13).

Luta do indigenismo miserabilista contra o progresso 'devastador'
Luta do indigenismo miserabilista contra o progresso 'devastador'
Nem sequer o curandeirismo fica à margem de tal “enriquecimento”.

Segundo o documento, “a riqueza da flora e da fauna da selva contém verdadeiras ‘farmacopeias vivas’ e princípios genéticos inexplorados” (nº 86).

Nesse contexto, “os rituais e cerimônias indígenas são essenciais à saúde integral, pois integram os diferentes ciclos da vida humana e da natureza.

Criam harmonia e equilíbrio entre os seres humanos e o cosmos.

Protegem a vida contra os males que podem ser provocados tanto por seres humanos como por outros seres vivos.

Ajudam a curar as enfermidades que prejudicam o meio ambiente, a vida humana e outros seres vivos” (nº 87).

No plano eclesiológico, o Instrumentum laboris é um verdadeiro terremoto para a estrutura hierárquica que a Igreja possui por mandato divino.

Em nome da “encarnação” na cultura amazônica, o documento convida a reconsiderar “a ideia de que o exercício da jurisdição (poder de governo) deve estar vinculado em todos os âmbitos (sacramental, judicial, administrativo) e de forma permanente ao sacramento da ordem” (nº 127).

Os índios que queriam progredir em Roraima foram jogados na miséria: mais um fruto péssimo da Teologia que quer se impor no Sínodo
Os índios que queriam progredir em Roraima foram jogados na miséria:
mais um fruto péssimo da Teologia que quer se impor no Sínodo
É inconcebível que o documento de trabalho de um Sínodo possa questionar uma doutrina de fé, como é a distinção, na estrutura da Igreja, entre clérigos e leigos, afirmada desde o Primeiro Concílio de Niceia e baseada na diferença essencial entre o sacerdócio comum dos fiéis e o sacerdócio ministerial dos clérigos, dotado de um poder sagrado que tem sua raiz na sucessão apostólica.

Insere-se nessa diluição do sacerdote católico em algo similar a um pastor protestante o apelo para se reconsiderar a obrigatoriedade do celibato (nº 129 § 2) e, mais ainda, o pedido de identificar que tipo de “ministério oficial” pode ser conferido à mulher (§ 3).

O Cardeal Joseph-Albert Malula, do Zaire, e Dom Samuel Ruiz, de Chiapas, devem estar se agitando no túmulo ao verem que os projetos que procuraram implementar (e que foram rapidamente interrompidos pela Santa Sé) estão sendo agora propostos em um Sínodo que, segundo seus organizadores, tem valor universal.

Do ponto de vista ecológico, o Instrumentum laboris representa a aceitação pela Igreja da divinização da natureza promovida pelas conferências da ONU sobre o meio ambiente.

Com efeito, já em 1972, em Estocolmo, seus registros oficiais diziam que o homem administrou mal os recursos naturais principalmente devido a “uma determinada concepção filosófica do mundo”.

Enquanto as “teorias panteístas […] atribuíam aos seres vivos uma parte da divindade […], as descobertas da ciência conduziram […] a uma espécie de dessacralização dos seres naturais”, que haure a sua melhor justificação “nas concepções judaico-cristãs, segundo as quais Deus teria criado o homem à sua imagem e lhe dado a terra para que a submeta”.

Agendo neopagã da ONU se prepara para triunfar
no Sínodo Amazônico pretextando defender os índios e a ecologia
Pelo contrário, dizia a ONU, as práticas dos cultos aos ancestrais “constituíam um baluarte para o meio ambiente, na medida em que as árvores ou cursos d’água eram protegidos e venerados como a reencarnação dos ancestrais” (Aspects éducatifs, sociaux et culturels des problèmes de l’environnement et questions d’information, ONU, Assembleia Geral de Estocolmo, 5-6 de junho de 1972, A / CONF.48.9, pp. 8 e 9).

E no discurso de encerramento da Eco92, no Rio de Janeiro, o secretário-geral da ONU, Boutros Boutros-Ghali, declarou que “para os antigos, o Nilo era um deus venerável, assim como o Reno, fonte infinita de

Mitos europeus, ou a selva amazônica, mãe de todas as selvas. Em todos os lugares, a natureza era a morada das divindades. Elas conferiram à selva, ao deserto, à montanha, uma personalidade que impunha adoração e respeito.

A terra tinha uma alma. Reencontrá-la, ressuscitá-la, tal é a essência da [Conferência Intergovernamental] de Rio “(A / CONF.151 / 26, vol.IV, p. 76).

Essa agenda neopagã da ONU é agora reproposta por uma Assembleia Sinodal da Igreja Católica!

O Instrumentum laboris, citando um documento da Bolívia, afirma que “a selva não é um recurso para explorar, é um ser ou vários seres com quem se relacionar” (nº 23), e prossegue afirmando que “a vida das comunidades amazônicas ainda não afetadas pelo influxo da civilização ocidental [sic!] se reflete na crença e nos ritos sobre a ação dos espíritos, da divindade — chamada de múltiplas maneiras — com e no território, com e em relação à natureza. Essa cosmovisão se reflete no ‘mantra’ de Francisco: ‘tudo está conectado’” (n ° 25).

Do ponto de vista econômico-social, o Instrumentum Laboris é uma apologia do comunismo, disfarçado de “comunitarismo”.

E da pior forma de comunismo, que é o coletivismo das pequenas comunidades. Com efeito, segundo o documento, o projeto de “bem viver” dos aborígenes (sumak kawsay) supõe “que haja uma intercomunicação entre todo o cosmos, onde não há excludentes nem excluídos”.

A nota explicativa da expressão indígena remete para uma declaração de várias entidades indígenas, intitulada “O grito do sumak kawsay na Amazônia”, a qual afirma que dita expressão “é uma Palavra mais antiga e atual” (com “P” maiúsculo no texto, isto é, uma revelação divina) que propõe “um estilo de vida comunitária com o mesmo SENTIR, PENSAR e AGIR” (as maiúsculas são do texto).

Plinio Corrêa de Oliveira
Plinio Corrêa de Oliveira
Essa frase nos recorda a denúncia feita por Plinio Corrêa de Oliveira em 1976 do tribalismo indígena como sendo uma etapa nova ainda mais radical da Revolução anárquica:

“O estruturalismo vê na vida tribal uma síntese ilusória entre o auge da liberdade individual e do coletivismo consentido, na qual este último acaba por devorar a liberdade.

“Em tal coletivismo, os vários ‘eus’ ou as pessoas individuais, com sua inteligência, sua vontade e sua sensibilidade, e consequentemente seus modos de ser, característicos e conflitantes, se fundem e se dissolvem na personalidade coletiva da tribo geradora de um pensar, de um querer, de um estilo de ser densamente comuns” (Revolução e Contra-Revolução, Parte III, cap. III, item 2 “IV Revolução e tribalismo: uma eventualidade”).

O que o Instrumentum laboris em definitiva propõe é um convite para que a humanidade dê o último passo rumo ao abismo da Revolução anticristã: o anarco-primitivismo de John Zerzan [quem postula modos de vida pré-históricos]e do terrorista Unabomber [Theodore J. Kaczynski, pregador de um anarquismo centrado na natureza].





Sínodo Pan-amazônico: lance chave na metamorfose do comunismo?

Sínodo Pan-amazônico: lance chave na metamorfose do comunismo
Sínodo Pan-amazônico: lance chave na metamorfose do comunismo?
Certas propostas do ambientalismo radical – contra as quais temos alertado no nosso blog –soam tão estapafúrdias que compreendemos que muitas pessoas razoáveis, as julguem coisas de doidos sem futuro.

Muitas propostas – teológicas ou não – que estão sendo baralhadas a propósito do próximo Sínodo Pan-amazônico caem nessa categoria.

Desfazer o Brasil e mais oito países vizinhos com uma área de oito milhões de quilômetros quadrados para ali estabelecer, como postulam os documentos oficiais pré-sinodais, uma área ecológica, cultural e religiosa inspirada no primitivismo das últimas, minúsculas e mais decadentes tribos que ainda subsistem, soa a sonho doentio.

Em qualquer caso, não é uma novidade.

Esse sonho alucinado já estava contido nos utopistas do comunismo e do socialismo anárquico.

Segundo eles o homem deveria viver como o “bon sauvage” de Jean-Jacques Rousseau pulando nu na natureza.

Malgrado o fracasso repetido das “experiências”, essa fantasia essencialmente anticristã nunca abandonou os antros mais recônditos do comunismo.

Crianças hippies fumam maconha numa comuna anarquista dos anos 60-70 na Califórnia.  O sonho do homem vivendo livre como um animal inspirava o caminho para a tribo
Crianças hippies fumam maconha numa comuna anarquista dos anos 60-70 na Califórnia.
O sonho do homem vivendo livre como um animal inspirava o caminho para a tribo
Tampouco esteve ausente na Igreja infiltrada pelo comunismo e pautada pela Teologia da Libertação.

Porém, seja na falida União Soviética, seja nas sacristias cultuadoras dessa teologia libertária, ficou patente que o Brasil, a América latina e o mundo em geral não acompanhariam esses delírios.

Esses precisavam de outras roupagens e de outras cores, quanto mais enganosas melhor.

Assim o comunismo vermelho e sua ‘companheira de estrada' teológico-libertária sentiram a imperiosa necessidade de se metamorfosear.

Quer dizer passar por um estágio em que elas pareceriam se desencarnar dos grupos que elas usavam para se propagar e existir.

Foi o tempo da “morte do comunismo” com a extinção da URSS e a queda da Cortina de Ferro. Tempo em que, no ambiente religioso, se repetia a condenação aliás pouco sólida da Teologia da Libertação.

Em ambos os casos, o mundo comemorou aliviado o fim desses pesadelos. Mas, a limpeza da casa comum assombrada por esses erros nunca foi feita.

Patrick Moore: “migraram para o movimento ambientalista trazendo seu neo-marxismo consigo”
Patrick Moore: “migraram para o movimento ambientalista trazendo seu neo-marxismo consigo”
Ficou espalhado difusamente, pairando como um fantasma, um estado de espírito que aguardava o momento de voltar a descer.

E haveria de se pousar numa pessoa ou num movimento que liderasse astuciosamente os homens anestesiados rumo à velha utopia libertária de Rousseau, de Marx ou da Teologia da Libertação.

Isso obtido, o movimento vermelho pretenderia tomar conta de um país, ou de vários, e renascer como se não tivesse havido nada.

Astuciosamente, esse fantasma começou a possuir o movimento “verde”. Então a ecologia se apresentou como a encarnação ideal do velho fantasma comunista que não ousava dizer seu nome.

Poderíamos citar muitos testemunhos.

Como Patrick Moore, co-fundador de Greenpeace, a maior ONG ambientalista planetária, que saiu espantado dessa organização percebendo que fora infiltrada e dominada por ex-militantes comuno-anarquistas desempregados das velhas organizações soviéticas e que trabalhavam para os  objetivos revolucionários de sempre:

O ex-frei Leonardo Boff, da Teologia da Libertação dos “pobres” oprimidos  migrou para a Teologia da Libertação da Terra 'oprimida' pelo homem!
O ex-frei Leonardo Boff, da Teologia da Libertação dos “pobres” oprimidos
migrou para a Teologia da Libertação da Terra 'oprimida' pelo homem!
“Migraram para o movimento ambientalista trazendo seu neo-marxismo consigo”, explicou.

Ou Lord Lawson of Blaby, ex-secretário de energia da Grã-Bretanha:

“A esquerda ficou fortemente desorientada pelo fracasso manifesto do socialismo e, mais ainda, do comunismo como ele foi implantado.

"Em consequência eles tiveram que encontrar outra via para canalizar seu anticapitalismo”.

No ambiente da subversão teológica sobram os exemplos.

Baste mencionar o ex-frei franciscano Leonardo Boff, outrora badalado arauto da Teologia da Libertação dos “pobres” postos em pé de guerra de classe contra os “ricos” opressores.

Agora, reciclado, prega uma Teologia da Terra para libertar a “Gaia” ou o planeta da opressão dos homens.

E, embora tenha abandonado o catolicismo há anos, foi destacado redator da encíclica ecologista do Papa Francisco “Laudato si'” que fornece o substrato doutrinário do Sínodo Pan-amazônico.

Estamos, portanto, diante de uma metamorfose astuta pela qual já passaram – em termos e circunstâncias diversas – outros grandes movimentos revolucionários impossibilitados de avançar mostrando seu verdadeiro rosto.

Aliás, o professor Plinio Corrêa de Oliveira já discerniu em 1977 que viria esta metamorfose e a denunciou em seu livro “Tribalismo indígena, ideal comuno-missionário para o Brasil no século XXI”.

Livro esse que as mais variadas fontes não hesitam em qualificar de “profético”.

O neomarxismo acobertou as apetências da vida tribal, igualitária, comunista, indigenista.  Não desistiu com os fracassos e agora tenta o Sínodo Pan-amazônico.
O neomarxismo acobertou as apetências da vida tribal, igualitária, comunista, indigenista.
Não desistiu com os fracassos e agora tenta o Sínodo Pan-amazônico.
O Dr. Plinio também previu que a queda da URSS iria levar a uma ditadura ou, em seu defeito, a um caos que desfecharia no neotribalismo.

O que é um neotribalismo?, perguntava ele.

Tribalismo vem de tribo. É o sistema de vida e de governo adotado pelas tribos, mas atualizado.

A manobra da “perestroika” impulsionada por Mikhail Gorbachev deveria ter se encaminhado para isso, se autodenominando de início de “autogestão”, na qual os velhos sovietes seriam substituídas por pequenas células que se autogovernariam.

Quer dizer, uma marcha para a dispersão das populações das cidades grandes e médias, rumo a concentrações de poucos habitantes.

Nas esquerdas mais intelectualizadas, há muito a vida tribal é apresentada como a salvação do mundo
Nas esquerdas mais intelectualizadas, há muito a vida tribal
é apresentada como a salvação do mundo
Nesses grupos a propriedade e o lucro seria comum para todos – não haveria lucro individual – e não haveria governo que dirige. O comunismo utópico sonhado por Marx em seus horas mais delirantes.

Assim como a tribo é independente, assim também o neotribalismo que viria pela “perestroika” constituiria microcentros independentes que se governam a si próprios, aceitando algum governo do país só para assuntos alheios à tribo.

Fora dessa exceção ou tolerância, a tribo viveria como queria e como poderia. Comeria o que achar por ai e como roupa só teria algumas folhas, cipós ou peles.

A “perestroika” de Mikhail Gorbachev fracassou. Então a Rússia entrou em anos de caos e desgoverno. E do caos saiu o gemido por uma ditadura inevitável: foi o que explicou a ascensão de Vladimir Putin.

Mas, na Igreja Católica a metamorfose da Teologia da Libertação continuou progredindo.

E hoje está querendo passar seu tóxico sonho comuno-tribalista no Sínodo Pan-amazônico e desintegrar o Brasil e os países vizinhos e irmãos.

A “igreja” tribal, ecológica e igualitária implantada serviria de modelo para o resto da Igreja e do mundo.



Sínodo Pan-amazônico debate extinguir as missões católicas pretextando ecologia

A verdadeira missão: entre morrer mártires ou salvar batizando as almas dos índios.
Anchieta e Nóbrega pregam na cabana de Pindobuçu, Benedito Calixto (1853 — 1927)
Entre os dias 6 e 27 de outubro realizar-se-á em Roma a Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para região Pan-Amazônia, englobando o Brasil e oito países vizinhos.

Apesar de ser uma assembleia voltada para a Amazônia, esse Sínodo tomou uma dimensão universal, sendo apresentado pelos seus organizadores como um modelo para outras regiões e até para o mundo inteiro.

Seu documento preparatório “Amazônia: novos caminhos para a Igreja para uma ecologia Integral” é eloquente nesse sentido.

Ele afirma seu caráter universal: “As reflexões do Sínodo Especial superam o âmbito estritamente eclesial amazônico, por serem relevantes para a Igreja universal e para o futuro de todo o planeta”.

Os organizadores da reunião episcopal pretendem utilizá-la como plataforma para lançar uma Igreja-nova.

Uma “igreja” mistura de cristianismo com paganismo indígena, dedicada ao culto panteísta da mãe-terra, à preservação da mata virgem e à promoção do tribalismo comunitário.

Seria uma alternativa, aliás falsa, à nossa sociedade industrializada, consumista e predatória do meio ambiente.

A pregação do Evangelho nas selvas diminuiu o influxo dos demônios que as infestam.
Padre Anchieta, Benedito Calixto (1853 — 1927)
Os temas de tal Sínodo são vastos, e suas rupturas com a doutrina católica em pontos inegociáveis são numerosas.

Neste artigo, apenas tratarei das rupturas missionárias e da verdadeira doutrina católica sobre a evangelização da América.

Ruptura com a visão tradicional das missões

As novas missões põem de lado qualquer ideia de evangelização, limitando-se a dar apoio material aos indígenas e promover um “diálogo intercultural” com eles.

Isso equivale a enclausurar as populações indígenas em seus próprios costumes, uma atitude muito valorizada pelos antropólogos pós-modernos.

Acima de tudo, equivale a privar os nativos da fé católica, dos meios sobrenaturais de salvação, contrariando o que foi ordenado por Nosso Senhor Jesus Cristo: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a todas as criaturas” (Mc 16, 15-16).

Um exemplo disso vem do missionário italiano Pe. Corrado Dalmolego, responsável pela missão Catrimâni do Instituto de Missões Consolata em terras indígenas yanomamis.

Em entrevista ao portal espanhol Religión Digital, ele se gabou de dirigir “uma missão de presença de diálogo”, na qual “há 60 anos ninguém foi batizado”...

O Documento Preparatório do Sínodo elogia a espiritualidade e as crenças dos povos amazônicos como fonte do “bem viver” e de respeito pela natureza.

Também apresenta seus líderes religiosos como “os anciãos sábios, chamados segundo culturas as diferentes culturas pajé, curandeiro, mestre, ou xamã, porque eles promovem a harmonia das pessoas entre si e com o cosmos”.

O Pe. Corrado Dalmolego adota costumes selvagens e comemora que na missão “há 60 anos ninguém foi batizado”.
Comuno-tribalismo sinodal: o Pe. Corrado Dalmolego adota costumes selvagens
e comemora que na missão “há 60 anos ninguém foi batizado”.

A doutrina católica sobre a evangelização da América

Em face das novidades que esses neomissionários do Sínodo da Amazônia querem nos inculcar, cumpre conhecer a verdadeira doutrina católica a respeito.

Os Romanos Pontífices, de Alexandre I até João Paulo II, pronunciaram-se numa continuidade impressionante sobre o tema, à margem das controvérsias históricas, de modo a não deixar dúvidas.

A Livraria Editora Vaticana publicou, sob os cuidados do Pe. Josef Meztzler, diretor da Escola Vaticana de Paleontologia, uma coletânea de 837 documentos papais, intitulada Americae Pontificiae – Primi Saeculi Evangelizationis, englobando somente o período 1493-1591.

Ela reúne as Bulas de Alexandre VI até Gregório XVI sobre a evangelização das Américas e estão conservadas nos Arquivos Vaticanos.

Em sua célebre Bula Inter Caetera, de 3 de maio de 1493, Alexandre VI afirmava que “a Fé católica e a Religião Cristã sejam exaltadas sobretudo em nossos tempos e por onde quer se ampliem e delatem, e se preocupem com a salvação das almas, e as nações bárbaras sejam submetidas e reduzidas à Fé Cristã”.

Em 29 de maio de 1537, o Papa Paulo III, com sua Pastorale officium, condenava o comércio de escravos e afirmava que os indígenas deveriam ser considerados homens, e não animais.

Pouco depois, o mesmo Papa Paulo III, no documento Exponi nobis superfecisti, concedia aos sacerdotes que trabalhavam nas Américas a faculdade de denunciar às autoridades os colonos que escravizavam os silvícolas do novo Continente.

São Juan Diego, a quem apareceu Na. Sra. de Guadalupe. Cooperou decisivamente no batismo do povo mexicano.
Índio São Juan Diego, a quem apareceu Na. Sra. de Guadalupe.
Cooperou decisivamente no batismo das tribos mexicanas.
São Pio V, em carta de 10 de agosto de 1568, elogiava o zelo pela conversão dos índios manifestado pelo Rei da Espanha, Felipe II.

O Papa acompanhava com vigilante atenção a idoneidade das nomeações de vice-reis e autoridades menores responsáveis pela evangelização e proteção dos aborígenes americanos contra possíveis excessos cometidos pelos colonizadores.

Confirmando a doutrina corrente na época, os Pontífices ratificaram os direitos das nações ibéricas de colonizar a América e evangelizar seus habitantes.

Para isso, delegavam responsabilidades e faculdades aos reis de Portugal e Espanha, cuja reconhecida vocação apostólica exaltavam.

Quem percorrer os documentos papais do primeiro século de colonização constatará o elogio feito à magna obra civilizadora.

E também o minucioso cuidado da Igreja na correção dos abusos cometidos, pelo respeito aos direitos naturais dos índios e seu modo de vida no que este tivesse de legítimo ou resgatável.

O Papa Gregório XIII publicou nada menos que 155 documentos e Sisto XV, 102, quase todos destinados a fixar normas para favorecer a conversão dos índios.

O IV Centenário do Descobrimento da América mereceu ser consignado pelo Papa Leão XIII na Encíclica Quarto abunte saeculo, de 16 de julho de 1892.

Pio XII, em mensagem de 8 de janeiro de 1948, chamou o processo de evangelização da América de“epopeia missionária”.

Por fim, João Paulo II, ao encerrar em 14 de março de 1992 no Vaticano o Simpósio Internacional sobre a História da Evangelização da América, reafirmou os ensinamentos de seus predecessores e recapitulou “os fundamentos de uma colonização cristã” desenvolvidos por Frei Francisco Vitória (1480-1546), dominicano espanhol da famosa Escola de Salamanca.

São Francisco Solano, modelo de missionário.
Hoje seria condenado pelos documentos preparatórios do Sínodo.
(Anônimo, século XVIII, Convento de San Francisco, Lima)
O Papa lembra que o mestre dominicano explanou os diretos naturais dos índios como “seres racionais e livres criados à imagem e semelhança de Deus, com um destino pessoal e transcendente pelo qual podiam salvar-se ou condenar-se”.

Destaca ainda que, “conforme a doutrina exposta por Vitória, em virtude do direito de sociedade e de comunicação natural, os homens melhor adotados tinham o dever de ajudar os mais atrasados e subdesenvolvidos”.

Assim justificava Vitória a intervenção da Espanha na América.

Nada mais contrário, pois, à posição dos neomissionários do Sínodo da Amazônia, dos que o firme e ininterrupto ensinamento dos Papas a respeito da evangelização na América.

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Bibliografia:

Plinio Corrêa de Oliveira – Tribalismo indígena,ideal comuno-missionário para o Brasilno século XXI, Editora Vera Cruz, São Paulo, 1979

Alberto Caturelli, El Nuevo Mundo – Descubrimiento, Conquista y Evangelización de América – Centro Cultural Edamex, Cidade do México,1991

Revista Catolicismo, “Há 500 anos as nausde Colombo aportaram na América”, setembro/1992

Revista Catolicismo, “O Sínodo das grandes rupturas” – José Antonio Ureta, agosto/2019.



A ‘humanofobia’ tem algo a ver com a ‘ecologia integral’ ou a ‘mística indígena’?

Máscara do deus mexicano Tezcatlipoca. Museu Britânico. A morte ritual voluntária era tida como uma salvação entre esses índios. A humanofobia retoma o demoníaco costume
Máscara do deus mexicano Tezcatlipoca. Museu Britânico.
A morte ritual voluntária era tida como uma salvação entre esses índios.
A humanofobia retoma o demoníaco costume
No post anterior (Sínodo age com base em mitos em que nem Boff acredita), comentamos o ódio filosófico-teológico contra o ser humano pregado pelo tal vez maior teólogo da “libertação da Terra”, o franciscano renegado Leonardo Boff.

O anti-humanismo do ex-frade não é exclusivo dele. No nosso blog temos reproduzido inúmeros outros exemplos nesse sentido provenientes da Europa e dos EUA.

Eis alguns outros dados mais ou menos próximos ou relacionados com o Sínodo Pan-amazônico de outubro de 2019.

No site Religión en Libertad, o escritor e ex-âncora de TV e rádio, Luis Antequera, afirma que se revela cada vez mais a existência de um lobby que ele define como humanófobo, ou que despreza o ser humano.

Esse professa uma ideologia humanofóbica porque é teológica e filosoficamente contra o homem, qualquer que seja sua condição, de selvagem ou de civilizado.

Esse lobby dispõe dos mais poderosos órgãos de comunicação e é abundantemente regado com dinheiro público, nacional e internacional, e de ONGs privadas.

Grupúsculo extremista ambientalista pede a extinção dos humanos
Grupúsculo extremista ambientalista pede a extinção dos humanos
A conduta desse lobby, segundo o escritor, é própria de una religião que cultua uma “nova deidade laica, a ‘pacha mama’, ‘a mãe terra’, voltada contra o ‘monstro’, o ‘parasita’ que a povoa e a transforma para o bem: o ser humano.

Tudo nessa religião visa extingui-lo: o aborto, o feminismo que leva as mulheres a odiarem os homens; a agenda LGBT que esteriliza as uniões; os ataques contra o matrimônio e a família, a eutanásia, etc.

A ‘mudança climática' é manipulada para apresentar o homem como o grande criminoso que causa um dano irreversível ao divinizado planeta.

Essa nova ideologia de fundo panteísta religioso, escreve Antequera, teve a astúcia de não se apresentar como um bloco ideológico.

Perverso cartaz apelando a matar um feto para oferece-lo a Jesus (sic!)
Perverso cartaz apelando a matar um feto para oferece-lo a Jesus (sic!)
Não incorreu no erro tático em que caíram o nacional-socialismo na Alemanha ou o comunismo na Rússia, embora não seja uma ideologia menos totalitária.

Velhacamente não apresenta um líder carismático como Hitler ou Lenin que personifique o movimento.

O lobby humanofóbico avança exigindo uma salada de reivindicações aparentemente desconexas: “salvem a baleia”, “não ao nuclear”, “acabem com o CO2”, “água doce”; “não à barragem”, “amo meu pet”, etc.

Só após certo tempo, após ter seduzido muitas pessoas, alguns observadores mais argutos começaram a ligar que todas essas bandeiras servem a um objetivo superior e premeditadamente oculto.

E esse objetivo que os orienta não mostra claramente seu rosto, mas inspira o cerne desse lobby humanófobo.

Uma amostra sugestiva. No último mês de julho, aconteceu um Seminário de Estudo do Documento de Trabalho do Sínodo para a Amazônia, em Brasília, com presença, entre outros, de diversos bispos.

Experiências de 'místicas indígenas' rumo ao Sínodo da Amazônia, Repam
Experiências de 'místicas indígenas'
rumo ao Sínodo da Amazônia, Repam
O seminário foi promovido pela Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM-Brasil) e Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (CESEEP), na sede do Centro Cultural Missionário, na capital, segundo noticiou ACIDigital.

O evento visou a promoção de uma “mística indígena”, aliás um dos objetivos anunciados pelos documentos preparatórios do Sínodo Pan-amazônico.

Mas essa “mística indígena”, achincalhante para um católico, deixou desconcertados aos fiéis que tomaram conhecimento dela pela página Facebook da REPAM.

Entre as fotos se lê a seguinte descrição: “com uma mística indígena, pedindo proteção e bênçãos sobre a caminhada sinodal, seguiu-se os trabalhos no Seminário em Brasília”.

Para o blogger católico de Minas Gerais, Bruno Braga, se tratou de um “ritual escabroso” próprio do “paganismo indigenista”.

O Pe. Renato Gonçalves, da diocese de Santo Amaro (SP), também compartilhou a publicação da REPAM e questionou:

“A Igreja Católica não tem a Mística dela? Será que é preciso tomar este tipo de atitude, Repam? Veja a maioria dos comentários dos nossos leigos! Com toda a razão, estão escandalizados!”

Mas, nos antros remotos que conduzem o movimento humanofóbico, a reação deve ter sido de regozijo.



Molion fez crítica científica da encíclica que antecipa as conclusões do Sínodo Pan-amazônico

Molion: a encíclica acolhe mistificações sem base na ciência
Molion: a encíclica acolhe mistificações sem base na ciência
No dia 16 de julho de 2015, por iniciativa do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, palestraram no Club Homs da capital paulista o Prof. Luiz Carlos Molion e o autor deste post.

O Prof. Molion é meteorologista, pesquisador da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), PhD em Meteorologia e pós-doutor em Hidrologia de Florestas. Ele assestou o foco nos aspectos científicos da Encíclica Laudato Si'.

Suas observações continuam mais atuais do que nunca. Não somente os fenômenos climáticos e ecológicos em pauta continuam os mesmos pois se estendem com grande durabilidade no tempo.

Mas a agitação ideológica "verde" cresceu em insuspeitadas proporções.

Criou-se também um coro de vozes, aliás muitas anticristãs, que sintoniza com o Sínodo Pan-amazônico que se desenvolverá em Roma no próximo mês de outubro (2019).

E o cerne das conclusões desse Sínodo já está inscrito com antecedência na referida encíclica.

O professor Molion observou múltiplas impropriedades, do ponto de vista da ciência, contidas nessa Encíclica, pois adota hipóteses controvertidas ou falsas como se fossem resultantes de um consenso entre os especialistas.

Também sublinhou que o termo “consenso” jamais pode ser usado na ciência. Ele é aplicável na política e em seus conchavos. A ciência é questionadora por natureza.

Molion explicou que a análise dos dados dos últimos 420 mil anos registra sucessivas eras glaciais com cerca de 100 mil anos de duração cada uma, interrompidas por períodos quentes, ou interglaciários, de 10 a 12 mil anos de duração.

A última glaciação ocorreu há 130 mil anos. Nesse período, pode-se constatar que o CO2 nunca causou alteração da temperatura. Pelo contrário, ele acompanhou as mudanças da temperatura com um atraso de 800 a mil anos, ou até 5 mil.

O auditório encheu para ouvir as explicações do prof. Molion sobre a Laudato Si'
O auditório encheu para ouvir as explicações do prof. Molion sobre a Laudato Si'
O CO2 é um seguidor e não um condutor. O grande controlador do CO2 na atmosfera são os oceanos, que ocupam 71% da superfície da Terra. Dos 510 milhões de quilômetros quadrados do Planeta, 361 milhões são cobertos pelos oceanos.

Segundo o abalizado especialista, vivemos hoje num período interglacial iniciado há cerca de 15 mil anos. Nos interglaciários anteriores, a temperatura atingiu de 6º a 10º acima da atual.

Qual era a atividade humana que aqueceu o planeta? perguntou o palestrante. Nessas épocas nem existia o Homo Sapiens!

Esse aquecimento apenas se explica por processos físicos naturais, independentes de qualquer presença ou atividade humana.

A história da civilização humana transcorreu nos últimos 10 mil anos, tendo havido quatro períodos muito mais quentes que o atual:
  • o ótimo do Holoceno, há 8 mil anos; 
  • o Minuano quente, ocorreu 3.500 anos atrás e correspondeu à civilização de Minos; 
  • o Romano quente — entre 400 a.C. a 300 d.C. — que inclui a época da vida de Cristo; 
  • e o Medieval quente, entre 900 e 1250 ou 1300 d.C.
Entre 1350 e 1850, quiçá até inicio do século XX, houve um período frio em que a temperatura média da Europa ficou 2ºC abaixo da atual.

O interglacial em que vivemos tende ao resfriamento. Já passamos pelo máximo de calor 6 mil anos atrás e estamos rumando bem devagar para uma nova era glacial.

Ninguém precisa se preocupar, pois para se chegar a 8º ou 10º abaixo do que está hoje levará cem mil anos.

De acordo com o Prof. Molion, fica assim claro que o Papa Francisco foi muito mal assessorado na redação da Encíclica.

Vídeo: Mitos e fraudes falsamente científicos continuam sendo os mesmos. A prova? Veja esta entrevista-aula de 2010 !!!


O documento papal também recolhe a ideia de um aumento catastrófico do nível dos mares.

Em 2007, o Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas (IPCC), da ONU, previa um aumento de 59 cm até 2100. Em 2013 sua previsão saltou para 98 cm.

E o líder aquecimentista Al Gore afirma em um laureado trabalho que o aumento será de 6 metros! Só que, apesar desse salto vertiginoso, ele comprou uma mansão em Montecito, na Califórnia, pelo valor de 9 milhões de dólares, bem junto à praia...!

O palestrante mostrou que é impossível medir o nível do mar, pois ele não é um sólido contínuo e está exposto a mudanças determinadas por fenômenos astronômicos!

A Encíclica trata também de “eventos extremos" de natureza climática. O que é isso?

 Um evento extremo é um estado atmosférico momentâneo, não é clima! No clima, o que se considera é a média de tudo, e não apenas um momento extremo.

“Eventos extremos” sempre ocorreram. A pior seca do Nordeste foi em 1877-1879. Na região metropolitana de São Paulo, segundo os pluviômetros, a década com maiores tempestades foi de 1941 a 1950. E a pior enchente que São Paulo já teve foi em janeiro de 1929!

Não tem nada a ver com o aquecimento global!

O professor Molion ilustrou os pontos falhos da Laudato Si' do ponto de vista científico.
O professor Molion ilustrou os pontos falhos da Laudato Si'
do ponto de vista científico.
O Prof. Molion também desmitificou outras frases soltas no documento que não se sabe de onde saíram, tais como o medo de descongelamento do permafrost (terra congelada no Ártico) e a liberação de quantidades catastróficas de gás metano por essa e outras vias.

Também neste ponto, a Encíclica acolhe uma mistificação sem base na ciência.

Segundo o expositor, em matéria de efeito estufa o documento papal está totalmente equivocado e deve ser completamente repensado em função dos conhecimentos básicos da física.

Outra questão afirmada sem fundamento é a acidificação dos oceanos. Quanto ácido seria preciso para acidificar os oceanos? É inimaginável.


Resumidamente, o professor Molion voltou a sublinhar verdades básicas na matéria: 
  • o clima varia por causas naturais; 
  • “eventos extremos” sempre ocorreram; 
  • o CO2 não controla o clima global e é o gás da vida; sem CO2 acabariam as plantas, os animais e os homens; 
  • sem energia, inclusive a nuclear, os países pobres não sairão da pobreza.

O renomeado professor concluiu que é muito preocupante o Papa defender na Encíclica uma governança mundial para se controlar as emissões de gás.


Vídeo: No IPCO, Molion faz crítica científica da Laudato Si’




Sínodo: ambientalismo anticristão pediu ao Vaticano alavancar a revolução do neocomunismo “verde”

Mons Marcelo Sánchez Sorondo, chanceler das Pontifícias Academias de Ciências foi o anfitrião do workshop
Mons Marcelo Sánchez Sorondo,
chanceler das Pontifícias Academias de Ciências
foi o anfitrião do workshop
O ambientalismo radical e suas teorias catastrofistas ressoaram como um angustiado pedido de auxílio no Vaticano em abril de 2015.

Foi durante o encontro promovido pelas Pontifícias Academias de Ciências e de Ciências Sociais.

Segundo o grande jornal de Turim La Stampa  o círculo de eclesiásticos que fecha fileiras em torno do Papa Francisco acolheu o apelo do secretário geral da ONU Ban-ki-moon e numerosos ativistas radicais com beneplácito.

Os ativistas e macro-capitalistas representados exigiram uma “revolução moral” em favor de suas metas, que por trás de uma fachada naturalista, são visceralmente anticristãs.

Todos os esforços tocados na base de projetos e propagandas milionárias não estão convencendo os homens. É preciso que a Igreja Católica com seu imenso prestígio passe a promover uma “revolução religiosa" rumo à ecologia integral neocomunista.

O relato do acontecido manifestou a séria crise que aflige o movimento “verde”: ele não está conseguindo convencer à opinião pública. Em desespero de causa acorreu ao Vaticano a pedir um novo impulso:

“As religiões institucionalizadas -- diz o documento -- podem e devem assumir a liderança e uma nova atitude em relação à criação”.

“A Igreja Católica, trabalhando com os líderes das outras religiões, poderá exercer um papel decisivo”, acrescentaram, noticia La Stampa .

Segundo La Stampa  ele quer o impulso de uma “revolução moral”, leia-se religiosa, que acabará implicando numa transformação visceral da Igreja.

O objetivo, é claro, vem revestido pelo véu de enfrentar as mudanças climáticas, respeitar o meio ambiente e reduzir a “ameaça potencialmente catastrófica” que pairaria sobre a humanidade, especialmente sobre os mais pobres e sobre as futuras gerações.

O catastrofismo se exibiu na hora de pedir o apoio do Papa. O documento conclusivo do workshop internacional na famosa Casina Pio IV professa o alarmismo. Ele se apoiou na presença do Secretário Geral da ONU Ban Ki-moon, aceso arauto dos temores apocalípticos sem base científica.

O tema do encontro foi “Protect the Earth, Dignify Humanity. The Moral Dimensions of Climate Change and Sustainable Development” (“Proteger a terra, tornar digna a humanidade. A dimensão moral da mudança climática e o desenvolvimento sustentável”).

A ONU habitualmente oposta à Igreja e a seus ensinamentos morais familiares lançou um forte S.O.S.

Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, foi pedir o auxílio do Papa para a claudicante revolução ambientalista.
Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU,
foi pedir o auxílio do Papa para a claudicante revolução ambientalista.
Os porta-vozes do alarmismo reconheceram que embora promovam reformas institucionais, políticas e tecnológicas, sentem “uma necessidade fundamental” de mudar as cabeças dos homens para que se relacionem com a natureza segundo a utopia verde.

Eles precisam inocular novas atitudes morais, “em definitiva – diz o documento final aprovado no workshop – uma revolução moral. As religiões institucionais podem e devem assumir a liderança de essa nova atitude em relação à criação”.

Para tirar vantagem, nessa hora os sinceros ambientalistas lembraram-se do que tripudiam, e, invocam conceitos como “criação”.

O Papa não arriscou se apresentar nem dirigir a palavra nem mesmo por meio de um porta-voz, mas já deu muitas sinais de sintonia com essa meta.

Francisco havia dispensado um tratamento muito mais largo aos movimentos subversivos mundiais do gênero MST também engajados de recente data na revolução ambientalista.

Os participantes do encontro também estavam aguardando a encíclica ecológica do Papa Francisco como uma tábua de salvação e quiçá gestos mais ousados. Quando consideramos, a posteriori, a convocação do Sínodo Pan-amazônico as expectativas se esclarecem.

Não estiveram ausentes os repetitivos chavões “verdes” que embutem as velhas reivindicações “vermelhas” socialistas ou comunistas contra a propriedade privada, o agronegócio, a mineração, etc. e tudo o que vai no sentido do progresso da civilização.

Mas, repetir esses chavões uma enésima vez não era o objetivo.

O catastrofismo quer o engajamento da Igreja Católica na imensa revolução que pretende fazer, mas que não está conseguindo executar tão rápido nem tão a fundo como pretendia.

Por isso o documento final auspiciou que “a Igreja Católica trabalhando junto com os líderes de outras religiões poderia desenvolver um papel decisivo para ajudar a resolver os problemas”.

Quais são os “problemas”?

Todos se resumem num problema essencial: os homens não querem saber da monstruosa revolução que o radicalismo neocomunista ambientalista planeja. A humanidade não quer retroceder à pré-história em nome de uma utopia tribalista.

Porém, segundo os arautos da extinção da civilização, “a Igreja poderia fazer isso mobilizando a opinião pública e os fundos públicos para (...) não contribuir ao aquecimento global e se preparar melhor para os desafios do inevitável mudança climática. Devemos reduzir a ameaça potencialmente catastrófica que paira sobre tantas pessoas”.

Índios, ONGs internacionais, sem-terra, quilombolas, teologia da liberação entre outros
seriam os agentes preferidos da "Igreja pan-amazônica" ecologicamente integrada na natureza.
O Brasil seria despedaçado e iria ficando de lado até cair no esquecimento.
Leia-se convencer os homens a aceitar um padrão de vida muito inferior numa sociedade igualitária que é a velha meta marxista.

Para fazer engolir o que o marxismo e a teologia da libertação não conseguiram, eles inflacionam o bicho papão de um crise emergente climática que não existe.

Insuflam eles o medo de uma “inevitável catástrofe climática” como se o clima não estivesse sempre mudando naturalmente e como se o homem pudesse determinar essas mudanças com leis ou reformas de estrutura planetárias, ou reformando a Igreja.

Em suma, o workshop pediu abaixar a resistência dos homens para que aceitem a utopia igualitária verde apavorados pelo terror de calamidades planetárias apavorantes descritas nas cartilhas da propaganda de seitas apocalípticas, filmes e literatura tipo science-fiction.

O brado pediu o engajamento do Papa Francisco.

Foi atendido?

Tudo o que está sendo dito e feito em torno do Sínodo Pan-amazônico parece conter uma resposta espantosamente positiva ao apelo anticientífico e visceralmente anti-civilização cristã.


Pedido aos Padres Sinodais: que a Igreja na Amazônia espelhe a Santa Face de Cristo!

Prezados leitores de “Verde: cor nova do comunismo”:

Não é costume deste blog veicular petições ou abaixo assinados, ainda que muito bem-intencionados.

Porém, desta vez, o Brasil e a América do Sul sofrem uma ameaça até agora nunca imaginada.

Corremos o risco de cair numa das piores formas de comunismo e de Teologia da Libertação, travestidas de verde e “ecologia integral”.

Por isso convidamos a quem deseje, a assinar a petição promovida pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira.




Para isso basta clicar nos links e proceder a assinatura.




ASSINE AQUI


Excelências Reverendíssimas,

Nós, abaixo-assinados, unimos nossas vozes à dos mais de 20 mil habitantes da Amazônia visitados pela caravana de jovens voluntários do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira e associações coirmãs.

Essas dezenas de milhares de brasileiros que estão lutando para expandir o Brasil dentro de seus limites legais:

SIM
Nossa Senhora de Fátima levada por Mons. Clemente Geiger, CPPS,
Prelado do Xingu, ano 1966 ©Agencia Fides
• exprimiram sua gratidão aos missionários que levaram às suas remotas paragens a Boa Nova de Jesus Cristo;

• também agradeceram profundamente os benefícios da civilização cristã e brasileira levada pelos desbravadores.

• eles querem uma Amazônia cristã e próspera;

• eles não querem uma imensa favela verde;

• eles recusam uma Amazônia dividida em guetos étnico-culturais

• eles recusam os sonhos tóxicos dos antropólogos pós-marxistas e dos teólogos da libertação.



ASSINE AQUI

Unimos nossas vozes à dos nossos irmãos da Amazônia.

Partilhamos seu amor a esta Terra da Santa Cruz.

Queremos que se cumpra seu desejo de se integrar cada vez mais na grande família brasileira.

Com eles rejeitamos a internacionalização da Amazônia com grave amputação ou destruição da soberania do Brasil e de seus países irmãos.

Recusamos o sofisma da Amazônia como patrimônio ecológico da humanidade que justifica essa espoliação.

Repelimos com patriótica inconformidade a pretensão de transferir seu governo a um poder camuflado em ONGs e em órgãos internacionais, sejam eles sedeados na ONU, no Vaticano, no Kremlin ou em Pequim.

Unimos também nossas vozes à dos altos prelados que denunciaram as heresias contidas nos documentos preparatórios do próximo Sínodo Pan-Amazônico.

Repelimos com horror o convite para à apostasia da fé católica e o retorno ao paganismo em nome de uma ecologia integrada na Mãe Terra, Gaia ou Pachamama.



Pedimos ao Sínodo Pan-amazônico:

que ratifique a disciplina tradicional da Igreja Católica latina

NÃO
Bruxo Isidoro Jajoy da Colombia "abençoa"
em cerimônia preparatória do Sínodo Pan-amazônico, Bogotá

que confirme o sacerdócio exclusivo a homens celibatários, afastando a hipótese blasfema de admitir nele alguns tipos de pages ou análogos;

que reforce no clero a imagem viva de Nosso Senhor Jesus Cristo em cujo nome oferecem o Santo Sacrifício e distribuem os sacramentos, longe dos pseudo-ritos “originários”, ecos da superstição e dos abismos infernais.



Que Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, ilumine Vossas Excelências:

para que, promovendo uma ação evangelizadora nos moldes dos grandes missionários do passado, como

São José de Anchieta SJ;

São Luis Beltrán OP,

São Francisco Solano OFM,

Santo Toribio de Mogrovejo, arcebispo de Lima;

São Pedro Claver SJ;

os santos mártires riograndenses e tantos outros.

Quee o rosto da Igreja na Amazônia seja purificado e espelhe a Sagrada Face de Nosso Redentor e não a imagem deformada de uma ínfima minoria de indígenas em contato com luciferinas trevas mas muito mediatizados pelos inimigos internacionais da Civilização Cristã.





Vídeo: PELA SANTA FACE DE CRISTO
Mais de 20.000 equatorianos, peruanos, brasileiros e colombianos da Amazônia apelam contra os excessos revolucionários anunciados para o Sínodo




Vídeo: CONTRA A SANTA FACE DE CRISTO
Sínodo Pan-amazônico já adianta resultados: bispo brasileiro é "sagrado" pai de santo




Sínodo Pan-amazônico se baseia em mitos
em que nem Boff acredita

Casamento de Martín García de Loyola (descendente indireto de Santo Inácio) e Beatriz Clara Coya (da famía real dos Incas). Igreja da Compañía, Cuzco, século XVII
Casamento de Martín García de Loyola (descendente indireto de Santo Inácio)
e Beatriz Clara Coya (da família real dos Incas).
Igreja da Companhia de Jesus, Cusco, Peru, século XVII.
Em seu blog pessoal, o ex-frade Leonardo Boff, incensado “teólogo da libertação da Mãe Terra” e redator entre outros da encíclica ‘Laudato si’’ do Papa Francisco, increpou o próximo Sínodo Pan-amazônico por desconhecer o ecossistema amazônico.

E se propôs desfazer mitos que deturpariam as noções e os objetivos dos padres sinodais que entretanto o Papa quer ver concretizados.

Quando comentei o artigo com meus amigos, esses não conseguiam acreditar. O Boff falando contra esses mitos?

A surpresa – como a minha também – foi maiúscula ouvindo os sofismas do guru da mística verde alucinada. Mas, logo apareceram incubados abismos ideológicos inimagináveis. Vejamos.

1. Boff: índio não é um ser consubstanciado com a natureza


Segundo ele, o “primeiro mito” é acreditar no “indígena como selvagem genuinamente natural e por isso em perfeita sintonia com a natureza”.

Espantou-me o ulemá da ecologia dizer isso. Mas não a tese em si mesma.

Aprendi de Plínio Corrêa de Oliveira, professor de História Moderna e Contemporânea na PUC, grande conhecedor do Brasil, que o índio não é o “homem da selva puro de toda influência da civilização” como diz Boff, ou da religião cristã.

Segundo o Dr. Plínio o selvagem das selvas é um infeliz decadente moral e cultural que tocou o fundo do poço.

Reconstituição artística de cidades amuralhadas na região amazônica descobertas por arqueólogos e descritas por missionários. A decadência moral e cultural jogou as tribos a miseráveis malocas.
Reconstituição artística de cidades amuralhadas na região amazônica
descobertas por arqueólogos e descritas por missionários.
A decadência moral e cultural jogou as tribos a miseráveis malocas.
Mas, heroicos missionários e desbravadores, militares incluídos, foram resgatando-os do abismo de perdição e reconduzindo-os para a maravilha da igreja, da civilização e da brasilidade.

O guru “verde” diz algo parecido, mas logo depois envereda para o pior oposto possível.

Esse primeiro mito que inspiraria o Sínodo Pan-amazônico, segundo Boff, seria achar que enquanto ‘selvagem genuinamente natural em sintonia perfeita com a natureza’ o índio “regular-se-ia por critérios não-culturais, mas naturais”.

Segundo este mito “ele estaria numa espécie de sesta biológica face à natureza, numa perfeita adaptação passiva aos ritmos e à lógica da natureza”.

Portanto, andaria no meio da selva numa espécie de inconsciência deliciosa sem aplicar a inteligência e a vontade. Algo que faz sentido no mundo da hipnose e da droga, e notadamente de uma mística incompatível com a natureza humana.

Mas essa visão não corresponde à realidade. Boff explica: “esta ecologização dos indígenas é fruto do imaginário urbano, fatigado pelo excesso da tecnificação e da artificialização da vida”.

Quer dizer, essa visualização é falsa.

E se compreende, porque provém de filosofias e teologias panteístas condenadas repetidamente pela Igreja, mas que refloram periodicamente nas heresias da história na própria Europa.

A luxuriante vegetação da floresta amazônica não engana os entendidos: a Amazônia não é o pulmão do mundo
A luxuriante vegetação da floresta amazônica
não engana nem ao alucinado teólogo verde:
a Amazônia não é o pulmão do mundo, confessa ele
O insuspeito Boff defende, porém, uma posição que Dr. Plínio adotou desde um ponto de vista totalmente oposto: “os indígenas amazônicos são humanos como quaisquer outros humanos”.

“A pesquisa, diz Boff, comprova o jogo de interação entre os indígenas e a natureza. As relações não são ‘naturais’, mas culturais, como nós, numa teia intrincada de reciprocidades”.

O indígena como todos os homens, foi criado por Deus para dominar a natureza e pô-la sabiamente a seu serviço, ensinou sempre a Igreja.

E nesse sentido Deus lhe ordenou submete-la. É um domínio de origem religiosa que gera culturas.

Mas, Boff adota contraditoriamente a tese panteísta do missionarismo tribal-comunista: o índio é um mero prolongamento pessoal e social da natureza.

2. Até Boff diz: “a Amazônia não é o pulmão do mundo”


O segundo mito que o ex-frade recusa está sendo repetido ao cansaço a propósito das queimadas que acontecem todos os anos: “a Amazônia é o pulmão do mundo”.

O teólogo libertador da Mãe Terra pede a seus colegas que parem com essa mentira, lhes lembrando: “o oxigênio liberado de dia pela fotossíntese das folhas é consumido pelas próprias plantas de noite e pelos demais organismos vivos. Por isso a Amazônia não é o pulmão do mundo”.

Ele então desestima o mito de que a floresta absorve CO2 “principal causador do efeito estufa”, falso primário refutado pelos científicos objetivos.

3. A floresta amazônica jamais poderá ser o celeiro do mundo


O terceiro mito, prossegue o teólogo subversivo, é o da “Amazônia como o celeiro do mundo. (...) Não é. (...) é luxuriante, mas num solo pobre em húmus. (...)

“O humus não atinge, comumente, mais que 30-40 centímetros de espessura”, prossegue. “Com as chuvas torrenciais é carregado embora. Em pouco tempo aflora a areia. a Amazônia jamais poderá ser o celeiro do mundo”.

Eventual desertificação da Amazônia pelo desmatamento só seria possível se não fosse a mão sábia dos proprietários rurais que recuperaram até solos mais ingratos. Mas isto Boff não diz porque é uma verdade odiada pelo comunismo tribalista.

Índios paresi querem tecnologias do agronegócio para sobreviver.
Os produtores rurais vão substituindo a floresta velha por novos bosques, plantando pastos, criando gado e favorecem o aumento do humus, a absorção primaria do CO2 e liberando oxigênio; canalizam e irrigam segundo a necessidade.

Dessa maneira estimulam a vida e melhoram a terra. Assim a Europa foi sendo civilizada pelas abadias medievais, para citar apenas um exemplo dos omitidos pelo ‘teólogo’ niilista.

Boff, porém, adota a tese anticivilizadora: “com a introdução dos grandes projetos de hidrelétricas e do agronegócio e hoje sob o anti-ecologismo do governo Bolsonaro, continua a brutalização e devastação da Amazônia”.

Em poucas palavras, o ex-frade outrora ultra vermelho e hoje super verde, desqualifica os exageros, pânicos e mentiradas de seus desatualizados colegas do Sínodo Pan-amazônico como sendo uns ‘moderados’.

O que visa ele?

Uma ideia muito simples: o homem, inclusive o índio, é incompatível com a ecologia.

Nem o aborígene atinge o ideal sonhado pelos filósofos verdes. Não há ser humano que preste, segundo ele.

O fundo anti-humano do ecologismo radical evoca o atribuído por santos ao Anticristo. Luca Signorelli (1445 - 1523), basílica de Orvieto, Itália.
O fundo anti-humano do ecologismo radical
evoca o atribuído por santos ao Anticristo.
Luca Signorelli (1445 - 1523), basílica de Orvieto, Itália.
O site espanhol “La voz libre”, reproduz aquilo que pensa em última análise o teólogo de referência na redação e interpretação do Instrumentum Laboris, documento básico do Sínodo Pan-amazônico.

Seu pensamento ficou registrado em livro que escreveu em 1995 Cry of the Earth, Cry of the Poor. (Grito da Terra, grito dos pobres).

Ali, Boff chega à conclusão de que o ser humano não tem conserto. Portanto, é um empecilho para a evolução!

Segundo suas palavras, o homem é “um verdadeiro Satanás da Terra”. Portanto, a tintura mãe do mal.

Confira: Ideólogo ‘verde’ condena homem como 'assassino serial' da Criação

A conclusão está de acordo com a lógica anarco-tribal porque o homem é filho de Deus criado a Sua imagem e semelhança, portanto do Deus que ele renegou.

Para a visão de Boff, a ecologia integral que deve pregar o Sínodo ensina que todos os seres, humanos e não humanos, são entes iguais.  Portanto, o homem é igual à serpente, o padre ao pajé, e Deus ao diabo.

O universo seria uma massa material em perpetua evolução que só pode ser regida por um governo global inspirado numa nova religião ecumênica, igualitária, gnóstica e universal.

É uma visão muito parecida àquela que o bem-aventurado pregador espanhol Francisco Palau via ir tomando conta do mundo por obra de forças ocultas no século XIX: o reinado do Anticristo!

Mas isso já não tem nada a ver com a ecologia, é uma manipulação da ciência para pô-la a serviço de uma seita religiosa radical.



Encíclica Laudato Si’ regozijou as esquerdas e preparou o Sínodo Pan-amazônico




No dia 16 de julho de 2015, por iniciativa do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, no Club Homs da capital paulista o autor deste post pronunciou uma palestra sobre a Encíclica do Papa Francisco  Laudato Si' .

Naquela oportunidade estávamos longe de imaginar a atualidade que viria a ter, especialmente diante de um Sínodo pan-Amazônico que ruma a abalar a Igreja e a civilização.

Relembrando que é um documento de grande autoridade magisterial dirigido a todo o orbe católico, destaquei a minha surpresa vendo o entusiasmo com que ele foi acolhida pelo comunismo, não só o velho saudosista da URSS mas o "novo" verde, tribalista, anarquista, e extremistas afins no mundo todo.

Tal vez no momento atual seja ainda mais oportuno relermos essas inacreditáveis afirmações da esquerda vermelha, hoje tão tingida por fora de verde com ares eclesiásticos, num contexto "sinodal" e "amazônico"!


A Laudato Si'  não se dirige só aos católicos, mas, segundo explicou o Prof. Alberto Gambino, da Universidade Europeia de Roma, “a todos os que têm sensibilidade pela [...] deterioração do meio ambiente”, crentes ou não.

Esse caráter plurirreligioso e pluricultural ficou evidente na mesa que apresentou a Encíclica.

Ao lado do Cardeal Peter Turkson estavam o metropolita cismático John Zizioulas; o prof. Hans Joachim Schellnhuber, ativista que veicula teses malthusianas das mais radicais; e a professora chinesa Carolyn Woo, presidente do Catholic Relief Services, agência internacional que financia ONGs opostas ao ensinamento católico, promovem o aborto e recrutam ativistas LGBT.

A Encíclica reproduz também “ensinamentos” de fonte não católica, como os do sufi muçulmano Ali Al-Khawwas, apresentado como “mestre espiritual”.

E, como contabilizou o Prof. Evaristo Eduardo de Miranda, pesquisador da Embrapa e doutor em Ecologia, ela emprega 74 vezes a palavra “natureza”, 55 vezes “meio ambiente” e uma só vez “Jesus Cristo”.

O Papa recebeu de Nosso Senhor Jesus Cristo o dom da infalibilidade, dom cuja extensão ficou muito bem expressa em Pastoral coletiva dos bispos da Suíça de 10 de agosto de 1871 nos seguintes termos:
“O Papa não é infalível nem como homem, nem como sábio, nem como sacerdote, nem como bispo, nem como príncipe temporal, nem como juiz, nem como legislador.

“Não é infalível nem impecável na sua vida e procedimento, nas suas vistas políticas, nas suas relações com os príncipes, nem mesmo no governo da Igreja.

“É única e exclusivamente infalível quando, como Doutor supremo da Igreja, pronuncia em matéria de fé ou de costumes uma decisão que deve ser aceita e tida como obrigatória por todos os fiéis” (Mons. Joseph Fessler, La vraie et la fausse infaillibilité des papes, Plon, Paris, 1873).

Também observei que a Laudato Si' contém três partes principais apoiadas umas nas outras. Sobre a primeira, de natureza científica, falou o Prof. Molion com toda autoridade e suma competência.

Na segunda parte, a Encíclica correlaciona o estado do meio ambiente com reflexões de natureza econômica, social e política. É também um campo ao qual a infalibilidade do Papa não se estende.

Na terceira parte, a Encíclica faz longas reflexões morais, filosóficas e religiosas com base nas duas primeiras partes.

A segunda parte, econômica, social e política, suscitou inúmeras repercussões no mundo inteiro.

Para Miguel Angel Belloso, diretor da revista espanhola “Actualidad Económica”, de Madri, falando como católico, o documento é a expressão de “um Papa pessimista e injusto”.

Segundo ele, o Papa Francisco lança “ideias sem o acompanhamento de um único dado, como se fossem um dogma de fé, que não resistem à menor análise empírica e estão completamente erradas. [...]

“Francisco é um Papa decididamente político, um socialista convencido [...] Nesta desastrosa encíclica, Francisco [...] converteu-se num poderoso aliado das teses errôneas da esquerda” (“Diário de Noticias”, Lisboa, 26-6-2015).

No mesmo sentido o “Catholic Herald”, a mais antiga revista católica inglesa, estimou que “as análises de Francisco” ignoraram o “cenário de um incremento colossal da esperança de vida e da saúde como consequência do desenvolvimento econômico. E em muitas zonas do mundo, o ambiente está a melhorar espetacularmente” (“Diário de Noticias”, Lisboa, 26-6-2015).

O Prof. Denis Lerrer Rosenfield, da UFRGS, observou que sob a governança mundial propiciada pela  Laudato Si' , “o Brasil deveria abdicar de sua soberania. [...] As ONGs ambientalistas e indigenistas são erigidas em novo poder mundial.

“A decisão última seria transferida para elas, contando, internamente, com a participação ativa — e decisiva — da CNBB e de seus órgãos, como a CPT e o Cimi. Ou seja, um país como o Brasil poderia perder ‘religiosamente’, ‘moralmente’, ‘ecologicamente’ e ‘socialmente’ a Amazônia” (“O Estado de S. Paulo”, 29-06-2015).

O filósofo hebreu Guy Sormann concluiu seu artigo intitulado Vade retro perguntando:

“O homem tem que se submeter à Natureza ou o inverso? O homem é um pecador quando não se prosterna diante da deusa Terra? Esta encíclica, parece-me, não é um manifesto político, mas uma bomba teológica” (“ABC de Sevilla”, 29-6-2015).

Para o Prof. José Manuel Moreira, da Universidade de Aveiro, a “encíclica pró-verde” apresenta uma “preocupante mistura de slogans da esquerda radical”.

E o “Investors Business Daily” conclui que “o Vaticano está infiltrado por seguidores de um movimento radical verde que é, no seu âmago, contrário ao Cristianismo” (Sapo.pt, 02-07-2015).

Na Argentina, o Prof. Roberto Cachanosky explicou que “a mensagem de Francisco deixa aberta a porta para o conflito social. [...]

“mal assessorado, ou talvez por ter uma ideologia peronista, Francisco incrementa a pobreza, a indigência e o desemprego. [...]

“Grande favor faria se denunciasse com firmeza os governos corruptos e autoritários que pululam na América Latina” (URGENTE24, 13-07-2015).

Acrescentei que obviamente a Laudato Si' também colheu aplausos de outros pontos do horizonte mundial, notadamente do macrocapitalismo publicitário, dos ambientes científicos alarmistas e das esquerdas em geral.

A partir de Galileu, no século XVI, o ambiente científico repelia a opinião da Igreja sobre as ciências como sendo ingerência inquisitorial.

Mas agora, segundo o “Estado de S. Paulo”, cientistas engajados no ambientalismo alarmista radical estão “dando ‘graças a Deus’ por ter uma figura carismática e forte como papa Francisco falando sobre assuntos que para eles nem sempre são tão fáceis” (edição de 15-6-15).

O ex-frade Leonardo Boff elogiou a Encíclica porque “nem a ONU produziu um texto desta natureza” e por pregar uma “ecologia integral [...] que supõe uma visão evolucionista do universo” (UNISINOS, 18-06-2015).

Para Frei Betto, “o Papa faz eco à produção da Teologia da Libertação sobre a questão ambiental [...].

“Ao citar Teilhard de Chardin, censurado pela Igreja enquanto viveu, o Papa [...]

“enfatiza que, em definitivo, a Igreja Católica abraça a teoria evolucionista e a visão holística do Universo” (Adital, 16-07-2015)

“Sem ânimo de desmerecer o discurso e o esforço de Jorge Mario Bergoglio”, Ignacio Denis Del Rosario, venezuelano graduado no Instituto Latinoamericano de Agroecologia Paulo Freire (IALA), disse que a encíclica nada acrescenta aos ensinamentos do “comandante” Fidel Castro desde os anos 60 e notadamente na Eco-92, no Rio de Janeiro.

Ele auspiciou “uma complementariedade entre ambos, confiando plenamente na extraordinária coragem do Papa Francisco” (Aporrea, 01-07-2015).

Não espanta então que o líder do MST, João Pedro Stédile, tenha declarado à “Folha de S. Paulo”:

“Os trabalhadores têm quem? Chávez morreu, Fidel está doente.

O Francisco tem assumido esse papel de liderança, graças a Deus. Ele tem acertado todas”.

O lobo vermelho ficou verde

Para "Il Corriere della Sera" há uma relação profunda ente o presente de Evo a Francisco I e o marxismo do governo do Tsipras: os dois são filhos de um erro histórico: acreditar que o comunismo tinha morrido com a queda da URSS e do Muro de Berlim.
Para "Il Corriere della Sera" há uma relação profunda ente o presente de Evo a Francisco I
e o marxismo do governo do Tsipras: os dois são filhos de um erro histórico:
acreditar que o comunismo tinha morrido com a queda da URSS e do Muro de Berlim.
Em resumo, lembrei que o astuto lobo vermelho comunista, que andava sumido e foi considerado morto, na realidade tingiu seus pelos de verde e retornou.

Acolheram-no a “Teologia da Libertação”, a grande mídia e muitas ONGs, e ele infelizmente se infiltrou no Vaticano, onde tenta realizar seu tóxico sonho disfarçado de ambientalismo.

Em face desse problema, nada me parece mais apropriado do que as palavras dirigidas pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira ao Papa Paulo VI, engajado no século passado numa política de aproximação com o comunismo vermelho:

“De joelhos, fitando com veneração a figura de S.S. o Papa Paulo VI, nós lhe manifestamos toda a nossa fidelidade.

“Neste ato filial, dizemos ao Pastor dos Pastores:

“Nossa alma é Vossa, nossa vida é Vossa. Mandai-nos o que quiserdes.

“Só não nos mandeis que cruzemos os braços diante do lobo vermelho que investe.

“A isto nossa consciência se opõe” (“Folha de S. Paulo, 10-4-1974).

Esta é a posição mais respeitosa e equilibrada diante do lobo vermelho que avança travestido de verde.

Após os palestrantes responderem a numerosas perguntas, a sessão foi encerrada pelo Dr. Adolpho Lindenberg, presidente do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira.

Em seguida houve um animado coquetel, no qual os participantes tiveram ocasião de manifestar sua satisfação com as matérias expostas.


Video: Encíclica Laudato Si’ causou perplexidades entre os católicos e regozijo nos extremismos de esquerda




Karl Marx: o profeta anticristão da vida tribal,
e o Sínodo Pan-amazônico

Voltar à vida tribal – e por que não na caverna? – é o objetivo da evolução sonhada por Karl Marx como desfecho da luta de classes.

Como ?

A explicação foi fornecida pelo psicanalista marxista Erich Fromm (1900-1980), célebre entre os comunistas mais iniciados.

Fromm dirigiu a Escola de Frankfurt desde 1930 (o Frankfurter Institut für Sozialforschung).

Também foi um dos homens chaves na criação do marxismo freudiano, doutrina enquistada na Revolução Cultural que está demolindo nossa civilização.

A afinidade do pensamento do fundador do comunismo – e, de Fromm é claro – com o ecologismo mais extremado e com o comuno-progressismo que está tirando a máscara no Sínodo Pan-amazônico não poderia ser mais plena.

Fromm acrescenta uma grossa e apimentada dose de liberalismo sexual tirada de Sigmund Freud, para destruir a moral e a família.

Com essa fedorenta mistura ele formula teses que hoje saem das bocas dos propugnadores da revolução ambientalista e do progressismo instalado nas mais altas cátedras da Igreja Católica.

Se Fromm tem algum mérito é o da clareza anticristã. Por isso mesmo é facilmente glosado pelos fautores do comunismo tribalista.

Cerimônia evoca divindades primitivas no jardim vaticano em prévia do Sínodo Pan-amazônico
Cerimônia evoca divindades primitivas no jardim vaticano
em prévia do Sínodo Pan-amazônico
Lendo os textos de Fromm, embora escritos há meio século, por vezes temos a impressão de estar diante dos mais autorizados arautos da revolução eclesiástica e do ecologismo mais descabelado.

Assim, não estamos citando os místicos mencionados na encíclica ‘Laudato si’ quando reproduzimos a Fromm que escreveu:

“A luta de Marx contra Deus é contra o ídolo que chamam de Deus.

“O ateísmo de Marx é a forma mais adiantada de misticismo racional, mais próximo de Meister Eckhart ou do Budismo Zen”.

E eis ainda o freudo-marxista nos descrevendo o idílico, mas falso, estado “do homem originário”, isto é, o indígena sonhado pelo comuno-tribalismo (ou pelo homem das cavernas de Marx):

O homem, antes de ter consciência de si próprio vive em união com a natureza (...).

“O processo da História é aquele graças ao qual o homem desenvolve suas qualidades (...), e uma vez haja atingido a plenitude da humanidade, pode regressar à perdida união com o mundo”.

Em poucas palavras, a revolução freudo-marxista pensa em cair no estado mais primitivo que imaginar se possa.

Mas a recaída no primitivismo irracional dos “povos originários” terá um novo componente, segundo elucubra Marx gratuitamente.

Por vezes o ouvimos mencionar nas homilias progressistas mas em termos enigmáticos: “a reconciliação do homem consigo mesmo, com a natureza e com seu semelhante, baseada no fato de o homem ter gerado a si próprio no decurso da História”.

Essa esotérica formulação é esclarecida pelo próprio Fromm. Ele põe como exemplos as revoluções que o prof. Plinio Corrêa de Oliveira, de um ponto de vista diametralmente oposto, mostra serem um único processo.

Isto é, o processo revolucionário para a implantação do igualitarismo filho do orgulho e da imoralidade mais extremados, que os antros revolucionários consideram imperativo de uma doutrina “messiânica”. De um messianismo infernal, é claro.

Erich Fromm
Erich Fromm
Não é um erro tão novo. Já germinava nas explosões das seitas heréticas mais perversas da História, como reconhece o autor que citamos.

“A ideia messiânica – desenvolve Fromm – foi expressa em formas ainda mais radicais nas seitas cristãs anteriores à Reforma.

“Sem embargo, o curso principal do pensamento messiânico após a Reforma (...) exprimiu-se nas grandes utopias do Renascimento, (...).

Foi manifestado no pensamento dos filósofos do iluminismo e das revoluções francesa e inglesa.

“Encontrou sua última e mais completa expressão na conceituação do socialismo feita por Marx”.

Três Revoluções: a Protestante, a Francesa e a Comunista, cada uma engendrando a outra, para implantar uma utopia igualitária e sensual. Faltou acrescentar a última evolução do comunismo: a revolução ecologista.

Quiçá Fromm já tivesse falecido ou ainda não era a hora de revelar seus segredos ao público.

Este processo conduzido hoje pelo ecologismo comuno-tribalista rumo à utopia de Marx e de Freud é o bem, para ele.

Então, onde está o mal?

Fromm ecoa Marx e não deixa dúvidas: o mal atingiu sua plenitude na autoridade espiritual que tinha a Igreja Católica na Idade Média.

Fromm, embora ateu, não teme se assemelhar a certos discursos do Papa Francisco.

Papa Leão XIII
Papa Leão XIII
E então se volta contra o caráter sacral e hierárquico da Igreja naquela época feliz que o Papa Leão XIII definiu com toda justiça e propriedade:

“Tempo houve em que a filosofia do Evangelho governava os Estados.

“Nessa época, a influência da sabedoria cristã e a sua virtude divina penetravam as leis, as instituições, os costumes dos povos, todas as categorias e todas as relações da sociedade civil.

“Então a Religião instituída por Jesus Cristo, solidamente estabelecida no grau de dignidade que lhe é devido, em toda parte era florescente, graças ao favor dos Príncipes e à proteção legítima dos Magistrados”.

(Encíclica “Immortale Dei”, 1º-XI-1885, Bonne Presse, Paris, vol. II, p. 39)

Fromm não cessa de sublinhar a importância da concatenação das Revoluções Protestante, Francesa e Comunista para combater toda autoridade, estabelecer o liberalismo moral mais absoluto.

Essa é a via de Marx para fazer desaparecer o Estado e estabelecer uma autogestão de indivíduos cooperando voluntariamente como na tribo primigênia por eles inventada.

Para o que?

Para fazer o que Marx formulou rombudamente: que o homem “gire em torno de si mesmo e, portanto, de seu verdadeiro sol”. O extremo do orgulho e da revolta contra Deus.

Exaltação do primitivismo na prévia do Sínodo Pan-amazônico
Exaltação do primitivismo na prévia do Sínodo Pan-amazônico
A religião é apenas um sol fictício que se desloca em torno do homem enquanto este não se move em torno de si mesmo (...)

A crítica da religião termina com a ideia do homem como ser supremo para si próprio”. (“Introdução à crítica da ‘Filosofia do Direito’ de Hegel. Crítica da Religião”, pág.189).

Em soma, a utopia místico tribalista que hoje se fala como sendo inspirada pelo Sínodo Pan-amazônico.

Não é uma mera glosa verde de Karl Marx, mas um eco coletivo do “Não servirei” que se ouviu no Céu, logo antes de seu formulador ser precipitado nos abismos dos quais não saiu mais...

Karl Marx teceu uma fantasia a respeito dos homens vivendo como cavernícolas em tempos pré-históricos.

Esse deveria ter sido, segundo seu gosto, o ponto de partida idílico da atual fase da evolução humana rumo ao comunismo utópico.

A imagem coincide de cheio com o sonho que faz delirar o ambientalismo mais radical.

No fim das contas muitos ecologistas procedem do próprio ambiente comunista, reorganizados revolucionariamente sob a bandeira verde após a queda da URSS.

Marx adotou os devaneios de místicos ateus ou pagãos que encontraram guarida em documentos como a encíclica ‘Laudato si’ do Papa Francisco.

Ele foi também ecoado por teólogos ‘católicos’ evolucionistas como Teilhard de Chardin SJ. E, nem é preciso dize-lo, por teólogos da libertação das mais variadas tendências.

A fantasia de Marx nos faz ver o grau de primitivismo e degradação em que seus seguidores – vermelhos ou verdes – querem jogar a humanidade.

Marx acha que elogia a tribo pré-histórica descrevendo-a assim:

“Aqueles antigos organismos sociais eram (...) baseados, seja no desenvolvimento imaturo do homem individualmente que ainda não cortou o cordão umbilical que o liga a seus semelhantes em uma comunidade tribal primitiva, seja em relações de submissão”.

Santão indiano procura "místicamente" se confundir com a natureza, em Biogue, Allahabad.
A encíclica ecolo-libertária 'Laudato si' acenou exemplos 'místicos' do gênero.
Os homens então não passariam de primatas que não tendo se diferenciado do funcionamento de bando animal próprio das outras espécies, seguiam os impulsos primários coletivos.

Eram ao pé da letra animais, pois não tinham razão, ou não a usavam, e faziam o que as necessidades impulsivas lhes impunham.

Marx, porém, ficava atrás dos atuais teólogos da “libertação da Terra”.

O ex-frei Boff, por exemplo, execra a crença mítica do “indígena como selvagem genuinamente natural e por isso em perfeita sintonia com a natureza”. Cfr. Sínodo Pan-amazônico se baseia em mitos em que nem Boff acredita

A doutrina ecologista mais desenvolvida foi bem rotulada de “humanofóbica” pois teológica e filosoficamente odeia o homem, seja ele selvagem ou civilizado. Cr. A ‘humanofobia’ tem algo a ver com a ‘ecologia integral’ ou a ‘mística indígena’?

Por isso, entre muitos outros citados neste blog, Yuval Noah Harari, professor da Universidade Hebraica de Jerusalém, acusa o Homo Sapiens como grande culpado da extinção das espécies vegetais e animais e dos outros homens.

Para ele é falso achar que pode haver um “bom selvagem” ou a quimera comuno-progressista de índios que viveriam “em plena harmonia com a natureza”. Todos os homens são malignos, e aquele que raciocina é o pior deles. Cfr. Ideólogo ‘verde’ condena homem como 'assassino serial' da Criação (sic!)

Ideal de Marx e do comuno-tribalismo: adorar-se a si próprio pragmaticamente sem Deus ou deuses
Ideal de Marx e do comuno-tribalismo:
adorar-se a si próprio pragmaticamente sem Deus ou deuses
Na ideologia marxista, a vida tribal não resultava de vontade ou inteligência pessoal alguma. O grupo reage como o bando dos macacos ou a manada de bois que vai para aqui ou para lá sem saber por quê nem para onde.

Cada homem é massacrado por outros bandos, devorado pela doença, envenenado por animal peçonhento e ele agoniza sem entender e sem auxílio, no andar cego da evolução.

Mas o ódio de Marx contra as desigualdades atinge profundezas insondáveis. Ele descobre nesses bandos de sofridos primatas imaginários “relações de submissão”, como citado acima.

Trata-se de acabar até com essas “relações de submissão”: esse e o sentido da evolução comunista que ele prega. E explica:

“Elas só podem surgir e existir onde o desenvolvimento do poder produtivo do trabalho não tenha saído de um estágio baixo e quando as relações sociais entre os homens e entre o homem e a natureza sejam mesquinhas”.

As relações sociais entre aqueles macacoides entre si e com a natureza não são todo o igualitárias que ele aspira e por isso “seguem sendo mesquinhas”. Não importa quão torpes e degradadas sejam: Marx quer pior.

No que é que consiste essa mesquinhez?

Em adorar a Deus ou qualquer ser superior!

Marx vibra de ódio contra esse resquício de Deus ou dos deuses na mais primitiva caverna e na mais degradada tribo! Eis falando o profeta do comuno-tribalismo:

“Esta mesquinhez reflete-se na antiga adoração da Natureza e nos outros elementos das religiões populares”, aponta.

Hippismo anárquico em Woodstock: etapa rumo ao anarquismo tribal perfeitamente ateu
Hippismo anárquico em Woodstock:
etapa rumo ao anarquismo tribal perfeitamente ateu
Então, o ideal comuno-tribal de Marx tem um objetivo específico: eliminar o resquício de religião que ele fantasia existir na caverna pré-histórica.

Para o que? Para substituí-lo por um ateísmo sem mácula:

“O reflexo religioso do mundo real só pode desaparecer quando as relações práticas da vida cotidiana não oferecem senão relações perfeitamente inteligíveis”.

Para isso propõe o pragmatismo absoluto autogestionário que há também em teologias como da Libertação: “o processo vital não rompe seu véu místico até ser tratado por homens livremente associados e conscientemente regulado de acordo com um plano assentado” (“O Capital”, t.I, pág. 91-92, in pág. 25).

Marx e a caverna, a ecologia e a extinção do ser humano

Marx também vê no relacionamento na caverna um lado elogiável. E aí encontramos o ambientalista radical antes mesmo de Ernst Haeckel fundar a ecologia e da Teologia do Índio ter pulado no Sínodo Pan-amazônico:

“O selvagem em sua caverna (um elemento natural que lhe é livremente oferecido para uso e proteção) não se sente um estranho, pelo contrário, sente-se tão em casa quanto um peixe na água”, louva o pai do comunismo.

Mas nessa tribo ou caverna ainda habitava o mal. Quer dizer, havia um chefe, a desigualdade, a subordinação contra a qual Lúcifer se revoltou no Céu.

Acampamento Terra Livre contra barragem Belo Monte: passo 'profético' rumo ao Sínodo e à miséria tribal
Acampamento Terra Livre contra barragem Belo Monte:
passo 'profético' rumo ao Sínodo e à miséria tribal
A caverna, a maloca, é “a casa de um estranho que está a sua espera diariamente e o despeja se não pagar o aluguel”.

“Ele também percebe o contraste entre sua própria morada e uma residência humana, como as que existem naquele outro mundo, o paraíso dos ricos" (p. 135).

E pensando na casa dos ricos, sonha com o Céu dos bem-aventurados, com a Corte celestial de Deus e seus anjos.

Eis por que Marx quer descer mais. Não vê até onde. Mas os inefáveis verdes já o excogitaram: extinguir o ser humano que se obstina em ser desigual.

Ali onde Marx não enxerga o fundo do abismo, sim o faz o ex-frei Boff, que participou na redação da encíclica Laudato si’.

No Congresso Continental de Teologia, auspiciado pela UNISINOS, em São Leopoldo, em outubro de 2012 ele explicou que entramos de cheio numa nova luta de classes tocada pela “religião verde”.

Nela, “esse organismo que chamamos Terra e da qual fazemos parte” pode, a qualquer hora, “nos expulsar como se fôssemos células cancerígenas”. Seria o fim da humanidade.

Nessa perspectiva, a “Mãe Terra” estaria preparando um novo ser capaz de “receber o espírito”.

Lula gigante habitada pelo "espírito" substituiria a humanidade
que seria expelida da Terra: devaneios panteístas
da "ecoteologia", ou nova "religião verde"
Esse novo ser dotado de espírito poderia ser, por exemplo, uma lula gigante. Cfr.: Teólogos da Libertação desvendam segredos da nova “religião” verde

Poucos sofismas seriam mais apropriados para nos preparar para a visão face-a-face do rei dos abismos infernais?

Da vontade de segurar o riso. Porém, pode haver algo mal contado.

Aguardemos as sugestões, entrelinhas e notas ao pé de página da Exortação Sinodal Pan-amazônica.


(As citações de Marx foram tiradas de: Erich Fromm, “Conceito marxista do homem - Manuscritos Econômicos e Filosóficos de 1844 de Karl Marx”, Zahar Editores, Rio, 1975, 222 págs., 6ª ed.)



Algumas ONGs ambientalistas mais ativas ‒ e mais perigosas ‒ para o Brasil

Muito se fala das ONGs ambientalistas radicais, porém pouco se diz claramente sobre elas. Sem dúvida são muito numerosas, mas, o prof. Denis Lerrer Rosenfield, fez um elenco das mais ativas. E por isso mesmo mais perigosas para o Brasil

Apresentamos a seguir excertos de matérias por ele publicadas em grandes órgãos da mídia nacional:

WWF Brasil, ONG sediada nos EUA, tem fortes financiadores e apoiadores. Sua atuação no Brasil, além de militar contra a revisão do Código Florestal, situa-se na área de infraestrutura e agricultura.

É contra a construção do Terminal Portuário de Morrinhos (MT), a construção do Terminal Portuário de Bamin, do Porto do Sul (BA), e a soja produzida no país.

O Greenpeace, ONG cada vez mais acusada de fraudes na Europa e de utilização dos recursos coletados para os seus dirigentes, é contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte, os transgênicos, a pecuária na Amazônia, além de ser evidentemente contra a revisão do Código Florestal. Seus financiadores e apoiadores são expressivos.

Acampamento Terra Livre, Altamira, contra Belo Monte
O ISA (Instituto Socioambiental), ONG ambientalista e indigenista, além de ser contra a revisão do Código Florestal, é contra a construção de novas hidrelétricas, centrando seus ataques em Belo Monte.

Seus apoiadores e financiadores se dizem defensores dos “povos da floresta”. Entre eles, além de empresas e fundações, temos governos estrangeiros.

O Centro de Apoio Socioambiental (Casa), por sua vez, segue a orientação da Teologia da Libertação, no sentido de promover no país as “nações indígenas”.

Além de suas ações contrárias à revisão do Código Florestal, ele se posiciona contra a construção de hidrelétricas, em particular a de Belo Monte. Procura igualmente condicionar os financiamentos do BNDES às suas próprias condições, evidentemente apresentadas como de “preservação da natureza”. Seus apoiadores internacionais são importantes, misturando-se igrejas, empresas, ONGs e fundações.

MST
O Movimento dos Atingidos pelas Barragens (MAB), braço do MST, além de ser contra a revisão do Código Florestal, é contra a transposição do Rio São Francisco e a construção das hidrelétricas em geral. Centra suas ações nos projetos de Jirau e Santo Antônio no Rio Madeira, de Belo Monte, Riacho Seco e Pedra Branca, na Bahia, de Itapiranga, na divisa de Rio Grande do Sul e Santa Catarina, entre outras.

A Via CampesinaMST, por sua vez, atua também contra a revisão do Código Florestal, os transgênicos, o agronegócio, a cultura de cana-de-açúcar e produção de etanol, florestas de eucaliptos e a cultura da soja. Ademais, tem forte atuação junto aos movimentos indigenistas e quilombolas.

Conservation International tem vasta atuação internacional, estando presente no Peru, no Equador, na Selva Lacandona, México, centro operacional dos zapatistas. No Brasil, posicionase contra a revisão do Código Florestal, contra a agricultura em Minas Gerais e Bahia, através da ampliação em 150 mil hectares do Parque Nacional Grande Sertão Veredas. É contra a construção do Terminal Portuário de Bamin, do Porto do Sul (BA), e do traçado final da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). Tem fortes apoiadores empresariais, fundações e governos estrangeiros.


Amigos da Terra, forte ONG internacional, tem, entre seus fundadores, Brice Lalonde, que foi ministro do Meio Ambiente de Mitterrand. Ele chegou a declarar que o Brasil deveria “renunciar a parcelas de sua soberania sobre a região amazônica”. Destaca-se, na Europa, por sua campanha contra o etanol brasileiro. A lista apresentada não é, evidentemente, exaustiva. Ela permite, porém, um olhar um pouco mais abrangente dos interesses em jogo. Todas lutam pela preservação da “reserva legal”, isentando-se de toda ação do mesmo tipo em seus países de origem.

Observe-se que a ONG Conservation International reaparece como parceira da WWF. Ora, essa mesma consultora é sócia-fundadora do Instituto Socioambiental ‒ ISA, ONG ambientalista e indigenista.

A atuação dessa ONG nacional está centrada na luta dita pelo meio ambiente e pelos “povos da floresta”. Advoga claramente pela constituição de “nações indígenas” no Brasil, defendendo para elas uma clara autonomia, etapa preliminar de sua independência posterior, nos termos da Declaração dos Povos Indígenas da ONU.

Dom Erwin Krautler, presidente do CIMI, Acampamento Terra Livre, Antonio Bonsorte
Ela, junto com o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), possui o mais completo mapeamento dos povos indígenas do Brasil. Sua posição é evidentemente contrária à revisão do Código Florestal.

Dentre seus apoiadores e financiadores, destacam-se a Icco (Organização Intereclesiástica de Cooperação para o Desenvolvimento), a NCA (Ajuda da Igreja da Noruega), as Embaixadas da Noruega, Britânica, da Finlândia, do Canadá, a União Europeia, a Funai, a Natura e a Fundação Ford (dados foram extraídos de seu site).

O ISA compartilha as mesmas posições do Cimi, da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e do MST. 

Presidentes Lugo, Morales, Lula e Correa, Foro Social Mundial, Belém 2009
Ora, esses “movimentos sociais”, verdadeiras organizações políticas de esquerda radical, por sua vez, seguem os princípios da Teologia da Libertação, advogando pelo fim do agronegócio brasileiro e da economia de mercado, contra a construção de hidrelétricas e impondo severas restrições à mineração.

Junto com as demais ONGs, lutam por uma substancial redução da soberania nacional.



O Código Florestal e o futuro do Brasil

Íntegra da matéria distribuída aos agropecuaristas em Brasília 

 

x Ceder para não perder ou

Resistir para vencer? x

Na hora “H” é comum entrar em cena o “ceder para não perder”! É preciso rejeitá-lo com todo vigor, pois meia verdade equivale a uma mentira inteira.
x
O choque de civilizações

x A discussão sobre o novo Código Ambiental não se restringe a uma disputa entre ambientalistas e produtores rurais. O homem do campo ama e defende a natureza criada por Deus, depende do meio ambiente e da preservação da água e do solo.

x Embora a grande poluição venha das cidades, só o ruralista é criminalizado. O debate apaixonado sobre o tema revela apenas a ponta do iceberg de divergências profundas e pouco explicitadas sobre a civilização e o progresso. x

De um lado, a pretexto de uma sociedade solidária, uma concepção tribalista – defendida pela corrente comuno-missionária contrária ao desenvolvimento e ao verdadeiro progresso – diviniza a natureza e chega a desprezar o homem.

x De outro, a Civilização Cristã – baseada no direito de propriedade, na livre iniciativa e no princípio da subsidiariedade – deve ser respeitada pelo Estado.

x Em torno da celeuma do novo Código Ambiental encontram-se duas concepções de vida:

x 1ª - A da corrente que abarca religiosos seguidores da Teologia da Libertação, indigenistas, ambientalistas radicais e ONGs estrangeiras, articulados para demolir o agronegócio e a sociedade atual.

x 2ª – A dos que postulam a Paz no Campo e, por isso, lutam em defesa dos fundamentos da civilização cristã, sobre os quais desejam restaurar a sociedade verdadeiramente cristã e levá-la ao seu apogeu de autêntico progresso. x Momento histórico da agropecuária x Nosso produtor rural é um herói! Apesar de todas as perseguições ideológicas, ele projetou a agropecuária brasileira para o mundo como grande celeiro do futuro.

x Alimentamos nossa população com comida farta e cada vez mais barata, tornando-nos com o excedente o segundo maior exportador de grãos do mundo. x

Produzimos 80% de todo o suco de laranja do mundo e 40% de todo o café; somos o maior exportador de soja e de 40% de todo o açúcar exportado no mundo; produzimos 500 mil barris de etanol (equivalente) por dia.

x E ainda nos tornamos o maior criador de rebanho bovino do mundo, o maior exportador de carne bovina e o segundo e o terceiro maior exportador de frangos e suínos.

x Em 10 anos, acumulamos superávit da balança comercial de mais de 400 bilhões de dólares. Graças à agropecuária, o Brasil superou sem maiores percalços a crise econômica que assolou o resto do mundo.

x A FAO declarou que o Brasil é o país com maior potencial de crescimento agrícola para suprir as necessidades mundiais de alimentos nos próximos 40 anos! x As ameaças contra a agropecuária

x Ainda assim, nossa agropecuária continua ameaçada!

x Ameaça da Reforma Agrária com desapropriações do INCRA e invasões do MST. Embora o fracasso da Reforma Agrária seja assombroso, não consegue abrir os olhos nem os ouvidos dos agro-reformistas. x

Os assentamentos ocupam 83 milhões de hectares, área superior a de toda plantação de grãos, de cana e da silvicultura. E os assentados ainda recebem Bolsa Família e cestas básicas para não morrerem de fome!

x Ameaça quilombola – Falsos quilombolas reivindicam 25 milhões de hectares, quase a área do Estado do Rio Grande do Sul.

x Ameaça indígena - As terras indígenas correspondem a 13% do território nacional – ou 1,1 milhões de km² – para uma população estimada em 250 mil silvícolas na área rural! x

Ou seja, mais de quatro vezes o território do Estado de São Paulo, que nos seus 248.808,8 km2 abriga 40 milhões de habitantes.

x E tais demarcações parecem estar longe do fim, pois a FUNAI anunciou mais 129 áreas a serem delimitadas!

x Há ainda a Ameaça dos “índices de produtividade”, a ameaça do uso político do georreferenciamento, além da ameaça feita a propósito da mentira do “trabalho escravo”. x

Isso sem contar as leis trabalhistas e ambientais, totalmente alheias a vida do campo e inteiramente impraticáveis, que tornaram a vida do homem do campo um inferno! x Modificação arbitrária das leis

x O Estado brasileiro – grande produtor de leis e eficientíssimo cobrador de impostos – transfere de modo insensato para o produtor rural todo o ônus da pretensa melhoria do meio ambiente, quando tal custo deveria recair sobre toda a sociedade.

Assim, o antigo Código Florestal Brasileiro (Decreto 23793/34) já passou por sete alterações. O Código atual (lei 4771/65) estabeleceu limites ao direito de propriedade no uso e exploração do solo e das florestas. x
Inicialmente, a Reserva Legal era de 25% das florestas existentes. Depois foi alterada para 20% da propriedade. E posteriormente passou a ser de 80% na região amazônica, 35% no Cerrado e 20% nas demais. Além disso, em 1986, foi criado e acrescentado o conceito de Áreas de Preservação Permanente (APPs).

x Em 1996, sob a influência do Ministério do Meio Ambiente, ambientalistas radicais, perseguidores do agronegócio e da propriedade privada passaram a “legislar” através de Medidas Provisórias, Decretos, portarias, instruções normativas, resoluções do CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente.

x Chegamos assim ao absurdo de um verdadeiro entulho ambientalista, com mais de 16.000 dispositivos!

x A partir de 1998, o Código passou a incorporar a Lei de Crimes ambientais (9605/98), que transformou em crime diversas infrações administrativas. A mudança permitiu aos órgãos da fiscalização ambiental aplicar aos “infratores” multas monstruosas, além do espectro da prisão.

x Usando de uma retroatividade jurídica absurda, produtores rurais – homens de bem – viraram da noite para o dia os vilões do meio ambiente e foram postos à margem da lei. x

É proibido produzir x Todo este cipoal de Medidas Provisórias e Portarias “engessa” e faz retroceder substancialmente a produção, o emprego, a renda do campo e a arrecadação dos municípios. x

A Embrapa Monitoramento por Satélite realizou pesquisa a pedido do governo. Tal investigação concluiu que “em termos legais, só 24% do País seriam passíveis de ocupação agrícola”. x

Por que isso? Porque 76% do Brasil estão legalmente destinados à “preservação ambiental” e às assim chamadas “minorias”.

x A EMBRAPA concluiu que a produção rural já se encontra na ilegalidade, desde o cultivo de arroz de várzea no RS, em SP e no MA, até o de soja em MT, MS, GO, SP e PR!
x

Ceder para não perder ou Resistir para vencer? x

Vamos unir as nossas forças para afastar tais ameaças de nossa agropecuária. Vamos garantir o nosso futuro com alimentação abundante para o nosso povo.

x Se não houver reação, o Brasil passará num futuro próximo de exportador de alimentos a importador, exatamente no momento em que o mundo mais precisa de nossa produção. x

Não permitamos que mais de 76% das terras fiquem “engessadas” pelas mãos do Estado, em nome de um absurdo ambientalismo sem nenhum fruto para o nosso povo.

x Envie sua mensagem aos deputados e senadores de seu Estado para impedirmos esse malfadado entulho ambientalista. x

Não perca tempo! Entre no site Paz no Campo e participe da Campanha enviando logo a sua mensagem.

x Paz no Campo Rua Avaré 359 – CEP 01243-030 – São Paulo – SP Tel.: (11) 3667-1587 begin_of_the_skype_highlighting            (11) 3667-1587      end_of_the_skype_highlighting
       Site: www.paznocampo.org.br x x

Leia e divulgue o livro Reforma Agrária – Questão de Consciência Edição especial de 50 anos x


Este livro marcou profundamente o Brasil, e seus efeitos se fazem sentir ainda em nossos dias. x

Quando as agitações socialo-comunistas tumultuavam o País no fim da década de 50 e a ameaça de uma danosa Reforma Agrária socialista e confiscatória se tornara insistente, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira decidiu publicar esse estudo solidamente fundamentado, que servisse de barreira ao movimento contrário aos interesses nacionais.

x Muito do êxito atual do agronegócio só foi possível pela manutenção do direito de propriedade e da livre iniciativa em nossa legislação, apesar de todas as mutilações e ameaças que vêm sofrendo.

x E este é um crédito em grande parte devido aos autores e difusores de Reforma Agrária – Questão de Consciência.

x Para onde teria resvalado o Brasil, sem essas garantias legais? Talvez para a situação de miséria em que se debate a infeliz Cuba, similar à dos países comunistas que implantaram a Reforma Agrária.

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Verdes que são vermelhos e índios que não são índios mas verdes e vermelhos

Pode queimar em nome do indigenismo aliado do ambientalismo
Ouvimos com frequência que antigos socialistas, comunistas, ou teólogos da libertação se tornaram radicais ambientalistas. Neste blog há muitos testemunhos e confissões.

Ainda com maior frequência ouvimos também que “indígenas” envolvidos em lutuosos incidentes até recentemente não são tais.

Ou que nem mesmo são brasileiros, mas trazidos de países vizinhos, sem sequer falarem rudimentos de português.

E eis que alguns desses imergem ousadamente em questões meio-ambientais, relativas às florestas, deforestação, demarcação de reservas, proteção de espécies, etc.

E até circulam com fortes apoios de partidos, do CIMI, Funai, etc.

O que pensar?

Eis um artigo da “Folha de S.Paulo”, assinado por Kátia Brasil, de Manaus, que fornece dados muito ilustrativos a respeito.


Líder indígena do AM falsificou registro na Funai, afirma PF

Um líder indígena do Amazonas, habitué de cerimônias com autoridades como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua sucessora, Dilma Rousseff, não é índio, segundo a Polícia Federal.

Dilma Rousseff e Lula exibindo cocar dado por 'índio',
24-10-2011. Foto Roberto Stuckert/PR
Para a PF, Paulo José Ribeiro da Silva, 39, o Paulo Apurinã, fraudou o Rani (Registro Administrativo de Nascimento de Índio), RG indígena emitido pela Funai (Fundação Nacional do Índio).

Após um ano e meio de apuração, ele e a mãe, Francisca da Silva Filha, 56, foram indiciados sob suspeita de falsificação de documento público.

Entre os indícios de fraude, diz a PF, estão a ausência de dados genealógicos e de estudos antropológicos, além de depoimentos de índios que negaram a origem dos dois.

A própria mãe de Silva, em depoimento à PF, disse ter tirado os nomes indígenas dela e do filho – “Ababicareyma” (mulher livre) e “Caiquara” (o amado) – de um dicionário de tupi-guarani. Eles não falam a língua apurinã.

E o lider indígena, nem índio era, mas invadia terras para sem-teto
e deplumava aves ameaçadas de extinção.
“Esses documentos foram adquiridos mediante fraude com colaboração de uma funcionária da Funai”, afirmou Sérgio Fontes, superintendente da PF no AM, sobre os registros obtidos em 2007.

Documento administrativo da Funai, o Rani não confere direitos por si só, mas na ausência da certidão de nascimento serve como subsídio para inclusão em programas sociais, como o Bolsa Família e cotas em universidades.

Com o Rani, a mãe de Silva entrou como cotista no curso de turismo da Universidade Estadual do Amazonas.

Dilma Rousseff em cerimônia de inauguração de ponte
sobre o Rio Negro, 24-10-2011. Foto Roberto Stuckert/PR
Um dos critérios para emissão do registro é o autorreconhecimento – a comunidade indígena tem de reconhecer a pessoa como índio. Caso a Funai tenha dúvidas sobre a etnia, deve pedir laudo antropológico, o que não ocorreu.

CERIMÔNIAS

Porta-voz do Mirream (Movimento Indígena de Renovação e Reflexão do Amazonas), Silva ganhou notoriedade em 2009, após liderar invasões de terras públicas para assentar índios sem teto.

Em outubro de 2011, presenteou Dilma e Lula com cocares na inauguração de ponte sobre o rio Negro. “O meu cocar está com a Dilma”, disse à Folha nesta semana. Ele nega ter fraudado o registro.

A investigação começou em dezembro de 2011, após ele ser detido por desacato no aeroporto de Manaus.

Tentava embarcar com cocar de penas de ave ameaçada de extinção e insultou um fiscal do Ibama e um agente da PF. Foi condenado à prestação de um ano de serviços comunitários.

O cacique apurinã José Milton Brasil, 48, da comunidade Valparaíso, em Manaus, disse ter dúvidas sobre a origem de Silva. “Precisamos saber qual é a linhagem dele para não sermos enganados.”



Totalitarismo verde e planetário impulsionado por uma Igreja nova? Reflexões sobre a Laudato Si’

A encíclica Laudato Si' aponta contra os ricos, a propriedade privada
e a soberania nacional, diz Rosenfield
O professor e articulista Denis Lerrer Rosenfield teceu atualizados comentários sobre a encíclica Laudato Si’, do papa Francisco, dedicada a questões ambientais.

O prof. Rosenfield tem-se posicionado contra a interferência do Estado na vida dos cidadãos. Porém, lendo a encíclica chegou à conclusão que essa abre o caminho para um intervencionismo ainda maior.

Um intervencionismo planetário que desconhece as soberanias nacionais. E a fortiori, a do Brasil. E estabelece uma espécie de ditadura universal como até agora nunca se tentou.

Utopia com tonalidades religiosas, cujo Evangelho se encontraria nas pregações subversivas indigenistas, e teria nas ONGs e nos 'movimentos sociais' os agentes de uma nova KGB verde sob as bênçãos de uma Igreja também ‘nova’ que não mais cultua Jesus Cristo, mas a Mãe Terra.

Reproduzimos a continuação excertos do artigo “O papa e a Amazônia” publicado no O Estado de S. Paulo, 29.06.15.




O papa e a Amazônia

O papa critica fortemente as grandes empresas internacionais que estariam preocupadas só em saquear os recursos naturais de regiões de grande biodiversidade como a Amazônia, a bacia do Congo e os grandes lençóis freáticos e glaciares. Aliás, são as três únicas regiões do mundo referidas no documento.
Denis Lerrer Rosenfield, professor de Filosofia na UFRGS
Denis Lerrer Rosenfield,
professor de Filosofia na UFRGS

Nesse sentido, ele seria contra a “internacionalização” política dessas áreas do planeta. Aparentemente, ele seria contra a internacionalização da Amazônia, entendida como uma forma de dominação de grandes empresas e dos países mais desenvolvidos.

A imprensa nacional tomou essa formulação pelo valor de face, ressaltando o fato de o Santo Padre defender a soberania nacional, no caso brasileiro, da Amazônia.

Logo, o Brasil não teria com o que se preocupar.

Uma leitura atenta do documento, contudo, permite desvelar outra concepção.

A Amazônia, mais especificamente, é considerada um dos grandes pulmões do planeta. É vital para o conjunto da Terra, enquanto Criação divina, e para o futuro da humanidade.

Ou seja, ela não pode ficar à mercê dos grandes “interesses econômicos internacionais” — nem, poderíamos acrescentar, da soberania do Brasil, pois ela é, na verdade, um patrimônio internacional, da humanidade, uma obra-mestra da Criação, foi Deus o seu artífice.

Atentar contra a Amazônia significaria atentar contra um pulmão do mundo, talvez o mais importante, e, teologicamente, contra a Criação.

Isto é, moral e religiosamente o Brasil se veria destituído de soberania sobre essa porção de seu território.

Em linguagem papal, “torna-se indispensável criar um sistema normativo que inclua limites invioláveis e assegure a protecção dos ecossistemas, antes que as novas formas de poder derivadas do paradigma tecno-económico acabem por arrasá-los não só com a política, mas também com a liberdade e a justiça” (a ortografia é de português de Portugal).

Índios, ONG, teologia da liberação entre outros seriam os agentes preferidos do governo mundial verde auspiciado pela nova religião universal
Índios, ONG, teologia da liberação entre outros seriam os agentes preferidos
do governo mundial verde auspiciado pela nova religião universal

O novo sistema normativo, moralmente fundado, passaria a ser exercido por organismos internacionais e ONGs nacionais e internacionais, ambientalistas e indigenistas, que passariam a ditar o que pode ou não ser feito neste enorme território nacional.

A decisão última seria transferida do Estado nacional para elas, contando, internamente, com a participação ativa — e decisiva — da CNBB e de seus órgãos, como a CPT e a Cimi.

Ou seja, um país como o Brasil poderia perder “religiosamente”, “moralmente”, “ecologicamente” e “socialmente” a Amazônia, que passaria a ser controlada por essa nova espécie de poder.

A construção da Usina de Belo Monte e outras na Amazônia se tornariam inviáveis.

Na perspectiva papal, os interlocutores privilegiados seriam os indígenas e, principalmente, seus porta-vozes de ONGs e movimentos sociais, pois deveria caber essencialmente às “populações aborígines” o cuidado da “Casa Comum”.

Não poderia um país decidir o que fazer com o pulmão do mundo, que seria, moralmente e religiosamente, propriedade de todos os membros do planeta, da Obra divina.

O Brasil deveria, realmente, abdicar de sua soberania.

Seguindo a linha dos movimentos sociais, centra sua crítica no agronegócio em geral, principalmente na monocultura e nas empresas proprietárias de grandes extensões de terra.

Seu elogio reside no acolhimento da agricultura familiar, da pequena propriedade e das populações aborígenes.

O “clamor da natureza” se identificaria com o “clamor dos pobres”.

Salientem-se igualmente suas constantes investidas contra o “lucro” e o “egoísmo”.

Sua concepção está baseada numa relativização da propriedade privada.

No Rio, durante a JMJ 2013. As ONGs ambientalistas e indigenistas  serão erigidas em novo poder mundial com o beneplácito da Igreja
No Rio, durante a JMJ 2013. As ONGs ambientalistas e indigenistas
serão erigidas em novo poder mundial com o beneplácito da Igreja
Há, portanto, nesse documento uma confluência de questões ambientais, religiosas, morais e sociais, fazendo dos porta-vozes dos pobres e de questões ambientais os verdadeiros representantes de uma nova humanidade a ser construída.

As ONGs ambientalistas e indigenistas são, então, erigidas em novo poder mundial — entendido como se fosse uma espécie de poder moral.

Elas se estariam tornando uma espécie de novo Evangelho, como se suas concepções pudessem ser, de certa maneira, identificadas como uma nova forma de religiosidade universal.

Isso é, elas passariam a ser um tipo de poder supranacional que contaria com o beneplácito da Igreja, que as sustentaria nas críticas que recebem dos países onde operam.

Os movimentos sociais de esquerda e as ONGs ambientalistas e indigenistas nacionais e internacionais seriam, nessa perspectiva, não apenas os representantes dessa nova humanidade, mas os interlocutores privilegiados do mundo político em escala planetária.

Teríamos, aqui, uma nova forma de poder político, tido por moral em sua essência, que não poderia ser limitado por nenhuma forma de poder nacional.



Dogma, sacerdócio e ditatorialismo na “religião” ambientalista

João Luiz Mauad: esquerdismo e radicalismo verde geram atraso e pobreza
João Luiz Mauad:
ambientalistas pretendem impor seus planos pela força do governo
João Luiz Mauad,  articulista dos jornais “O Globo” e “Diário do Comércio” apresentou oportunas considerações sobre o dogmatismo e o ar de sacerdócio infalível que assumem figuras do ambientalismo badaladas pela imprensa.


Ele o fez em artigo para “O Globo” de 14/10/2012, e do qual extraímos alguns parágrafos mais significativos:

O uso da ciência

Ciência não é matéria sujeita a consensos ou escrutínios. Ao contrário, espera-se que as teorias sejam constantemente testadas e, se for o caso, falseadas. (...)

É assim que as ciências da natureza trabalham. Observações levam a hipóteses. Hipóteses são testadas através de experimentos. Os resultados são divulgados, examinados e duplicados antes que uma boa teoria seja divulgada.

Certezas são raras, leis são muito poucas. Ciência não é fonte de autoridade, mas de conhecimento.

Cientistas não são deuses. São seres humanos sujeitos aos mesmos impulsos que todos nós.

Einstein, por exemplo, queria tanto demonstrar que a teoria quântica era determinística e não probabilística que chegou a invocar o Todo-Poderoso: “Deus não joga dados com o universo”, teria dito o alemão, gerando a resposta jocosa de seu colega Nils Bohr: “Einstein, pare de dizer a Deus o que fazer”. (...)

Muitos cientistas subscrevem a teoria do Aquecimento Global Antropogênico sem que tenham feito qualquer pesquisa ou estudo mais aprofundado a respeito.

Adotam tal postura simplesmente porque este seria o lado “in” da questão. Na maioria dos casos, é assim que o chamado “consenso” científico é estabelecido.

Infelizmente, estamos cercados de gente que diz saber muito mais do que realmente sabe. (...)

O problema é que muitas dessas pessoas confiam tanto na própria sabedoria que pretendem impor aos demais os seus planos, utilizando-se para isso da força dos governos.

Esses indivíduos sentem-se capazes de planejar cada detalhe de nossas vidas, não importa quão bem (ou mal) planejem as suas. (...)

Não é justo, nem inteligente, sair por aí chamando de herético quem desconfia da atividade humana como causa do aquecimento global, ou duvida das catastróficas previsões dos computadores.

Heresia tem a ver com fé, e ciência não é assunto de fé. A ciência não prescreve dogmas, nem evolui conforme a opinião da maioria.



Relatório final da “CPI do CIMI” desvenda estarrecedora subversão comuno-missionária pintada de verde ambientalista


Fazenda Buriti invadida e incendiada por índios, em Sidrolândia (MS)
Fazenda Buriti invadida e incendiada por índios, em Sidrolândia (MS)
O verde é a nova cor do comunismo? Isso não é muito exagero? – comenta por vezes algum objetante.

Pode ser que alguns tresloucados falem ou façam coisas amalucadas a propósito de ecologia e meio ambiente, mas sempre será algo individual, ou colateral, ou episódico, acrescenta!

Não! – pode dizer ainda um leitor enganado – não se pode achar que por trás do ambientalismo radical possa haver uma ideologia de tipo comunista, algo assim como um marxismo travestido após a degringolada da União Soviética - URSS!

Tampouco pode se supor uma organização com milionário financiamento internacional, uma articulação que usa a fraude e a malícia para introduzir uma nova religião afim com o marxismo, e que para isso manipula as causas da natureza e das tribos indígenas para subverter o Brasil e o mundo!

Ainda mais irreal, continua o imaginário objetante, é supor que essa crença, ou religião, de fundo comunista pretenda acabar com o progresso, extinguir a civilização e a cultura como nós a conhecemos, e reduzir a humanidade a uns míseros bandos que vagueiam pelas florestas ou pelos desertos desnutridos, adoentados, como se esse fosse o ideal dos filhos de Deus!

Também soa absurda e inexequível a compensação que seria oferecida pelos arautos dessa utopia malsã.

Quer dizer, a promessa ébria de um homem integrado na natureza que é cultuada como se fosse um deus, panteísta e ecumênico. Um novo relacionamento com o planeta pautado por gurus-profetas que auscultariam as mensagens que vêm das entranhas mais profundas e quentes da Mãe Terra enviados por um espírito que os habitaria!

Ah!, não, não, não! Isso é muito exagero, positivamente há muito engano no blog “Verde: a nova cor do comunismo”!

Em numerosos posts, anos a fio, temos procurando atender a essa compreensível dificuldade. Compreensível, pois quem iria imaginar que bandeiras de defesa da ordem natural, em si mesmas tão simpáticas, iriam ser manipuladas para conduzir ao polo oposto daquele a que deveriam levar.

CPI do CIMI aprovou relatório final.
CPI do CIMI aprovou relatório final.
Entrementes, das centenas de documentos que temos reproduzido, citado ou comentado em nosso blog, nunca tivemos em mãos um de uma tal gravidade, autoridade e com um tal volume de informações como o Relatório Final da “CPI do CIMI”, do qual apresentamos as conclusões a continuação, dentro do espaço limitado de um blog.

A “CPI do CIMI”


A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul criou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (“CPI do CIMI”) sobre as atividades naquele estado do Conselho Missionário Indigenista (CIMI) órgão ligado à Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

O texto completo pode ser lido ou descarregado no site da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul neste endereço em PDF.

O Relatório final teve como Relator o deputado estadual Paulo Correa – (PR/MS). Integraram a Comissão os deputados Mara Caseiro (presidente, PSDB-MS), Marquinhos Trad (vice-presidente, PSD-MS), Onevan de Matos (PSDB-MS) e Pedro Kemp (PT-MS), com a assessoria jurídica dos advogados Gustavo Passarelli da Silva (OAB/MS 7602) e Pedro de Castilho Garcia (OAB/MS 20.236).

O inquérito foi aberto em setembro de 2015. O colegiado realizou 25 reuniões de trabalho e 36 depoentes passaram pelo plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALMS).

O Relatório final foi aprovado pelo plenário do Legislativo sul-mato-grossense na terça-feira 10 de maio de 2016.

Reproduzimos a continuação as CONCLUSÕES FINAIS.


CONCLUSÕES FINAIS E ENCAMINHAMENTOS


Como fiz questão de ressaltar no início do relatório, as provas inicialmente encaminhadas e que serviram para a constituição do fato determinante, já eram [página 205] indícios fortíssimos da participação do CIMI na incitação à violência e a invasão de propriedades privadas

A análise de todas as demais provas do processo, notadamente os depoimentos prestados em audiências realizadas nesta Casa de Leis, foi importantíssima na formação do convencimento deste relator da efetiva participação do CIMI nos atos mencionados na denúncia.

Mais do que isso, foram importantes para desvendar um nefasto plano de desestabilização do agronegócio, das instituições, dos poderes constituídos, por parte do CIMI.

Um plano muito bem arquitetado, que teve início em 1972 com a Convenção de Barbados, em que foram definidas as molas mestras da atuação do CIMI no Brasil, e por conseguinte, no Mato Grosso do Sul.

Em consulta ao site do CIMI é possível verificar sua forma de atuação:

Dom Leonardo Ulrich, secretário geral da CNBB, antropóloga Lúcia Helena Rangel e Tito Vilhalva, da etnia Guarani Kaiowá, no lançamento do Relatório de Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil. Foto: Antonio Cruz /Agência Brasil
Dom Leonardo Ulrich, secretário geral da CNBB, antropóloga Lúcia Helena Rangel
e Tito Vilhalva, da etnia Guarani Kaiowá, no lançamento do Relatório de
Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil. Foto: Antonio Cruz /Agência Brasil
O CIMI é um organismo vinculado à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) que, em sua atuação missionária, [página 206] conferiu um novo sentido ao trabalho da igreja católica junto aos povos indígenas.

Criado em 1972, quando o Estado brasileiro assumia abertamente a integração dos povos indígenas à sociedade majoritária como única perspectiva, o CIMI procurou favorecer a articulação entre aldeias e povos, promovendo as grandes assembleias indígenas, onde se desenharam os primeiros contornos da luta pela garantia do direito à diversidade cultural.

O objetivo da atuação do CIMI foi assim definido pela Assembleia Nacional de 1995:

“Impulsionados(as) por nossa fé no Evangelho da vida, justiça e solidariedade e frente às agressões do modelo neoliberal, decidimos intensificar a presença e apoio junto às comunidades, povos e organizações indígenas e intervir na sociedade brasileira como aliados (as) dos povos indígenas, fortalecendo o processo de autonomia desses povos na construção de um projeto alternativos, pluriétnico, popular e democrático.”

Os princípios que fundamentam a ação do CIMI são:

– o respeito à alteridade indígena em sua pluralidade étnico-cultural e histórica e a valorização dos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas;

– o protagonismo dos povos indígenas sendo o CIMI um aliado nas lutas pela garantia dos direitos históricos;

– a opção e o compromisso com a causa indígena dentro de uma [página 207] perspectiva mais ampla de uma sociedade democrática, justa, solidária, pluriétnica e pluricultural.

E para esta nova sociedade, forjada na própria luta, o CIMI acredita que os povos indígenas são fontes de inspiração para a revisão dos sentidos, da história, das orientações e práticas sociais, políticas e econômicas construídas até hoje.

Verifica-se que dentre os princípios fundamentais do CIMI não está o respeito à ordem estabelecida, aos poderes constituídos, à legislação e à Constituição Federal da República.

O desrespeito à soberania, aos poderes constituídos, às instituições, a utopia, a teimosia e a ousadia, condutas assumidamente adotadas pelo CIMI, são a marca indelével de sua atuação.

No caso do Mato Grosso do Sul verifica-se que o plano de atuação começa com a chegada dos membros Nereu Schneider, Olivio Mangolin e Maucir Pauletti.

Dom Roque Paloschi, atual presidente do CIMI, durante a 54ª Assembleia Geral da CNBB, Aparecida. Foto: Augusta Eulália Ferreira
Dom Roque Paloschi, atual presidente do CIMI,
durante a 54ª Assembleia Geral da CNBB, Aparecida.
Foto: Augusta Eulália Ferreira
Através da solicitação de vultosos recursos para a invasão de propriedades [página 208], passaram a frequentar as comunidades indígenas para causar a cizânia, a descrença, a desesperança.

Ao mesmo tempo, cuidam de fomentar publicações, como a de Antônio Brant, a respeito da Nação Guarani, um texto pouco ou quase nada ufanista, mas extremamente perigoso, porque serviu de base para vários antropólogos elaborarem seus laudos em processos demarcatórios.

O mesmo se pode dizer para a publicação realizada por Maucir Pauletti, membro do CIMI, em que tenta atribuir a causa dos suicídios pelos indígenas à falta de terras, como que a profetizar que a salvação estava no aumento de suas territorialidades para, posteriormente, apresentar a solução: isso se dá através da luta, da desconsideração das legislações nacionais, enfim, da desobediência.

Foi através de atos como esses que na década de 90 iniciam-se esse conjunto de ações concatenadas cujo nefasto efeito agora é notado.

O Estado Brasileiro não pode se quedar inerte, impávido, diante de tamanha agressão a sua soberania.

As condutas constatadas e provadas no presente procedimento [página 209] são da mais alta gravidade.

Trata-se de incitação ao crime, à desobediência, ao ódio, ao sectarismo, enfim, todos os ingredientes necessários para que uma nação democrática sucumba, como em muitos outros exemplos na história já foi possível notar.

E não se esmoreçam os que ouvirem os gritos, lamúrias e ironias em sentido contrário, de que não se passam, conclusões como as alcançadas neste relatório, de um cenário fantasioso, excessivo e conspiratório, pois é justamente esse o argumento sempre utilizado em todas as ditaduras, sistemas autoritários, para dissipar a resistência da sociedade.

Faço aqui uma consideração em relação às comunidades indígenas, que também julgo, como os produtores rurais, os grandes prejudicados pelas condutas praticadas pelo CIMI.

Os produtores rurais, de quem cuidarei mais a seguir, foram e estão sendo prejudicados de forma irreversível pelo CIMI. [página 210]

O texto completo pode ser lido ou descarregado no site da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul neste endereço em PDF.



Produtores e indígenas vitimados
pela conduta subversiva do CIMI

Invasão de fazenda em Mato Grosso do Sul.
Invasão de fazenda em Mato Grosso do Sul.
O texto completo pode ser lido ou descarregado no site da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul neste endereço em PDF.


Prossegue a conclusão da CPI do CIMI:

Mas, depois de analisar todos os depoimentos e provas do processo, sou forçado a concluir que também os indígenas foram prejudicados, igualmente de forma irreversível, pela conduta ilícita do CIMI.

Foram gerações de indígenas criadas com base no sentimento sectário, tendo incutido o ódio e o desrespeito às instituições, através de uma travestida defesa de seus interesses.

O CIMI não conseguiu trazer para o processo um único projeto realizado em prol da comunidade indígena, de educação, saúde, enfim, nada.

E, importante frisar, somente no ano de 2013 foram mais de R$ 7.000.000,00 recebidos de instituições estrangeiras.

Segundo dados de seus balanços, mais de R$ 4.000.000,00 seriam destinados ao pagamento de pessoal.

Ora, mas como se todos os integrantes e ex-integrantes do CIMI, inclusive o Sr. Cleber Buzato, informaram que prestavam trabalho praticamente voluntário?

Para onde vão esses recursos. De outro lado, verifica-se que há depoimento de indígenas afirmando categoricamente que Flávio Machado [página 211] forneceu recursos para a aquisição de armas no Paraguai para suportar invasões de propriedades privadas.

Os índios vêm sendo, em verdade, iludidos, ludibriados, enganados pelo CIMI.

Manipulados em sua miséria, infelizmente, e da qual não podem ser responsabilizados os produtores rurais, para atuarem conforme os escusos interesses do CIMI e de organizações internacionais, que certamente compromisso algum possuem para com o Brasil.

Não é justo, em verdade é cruel utilizar-se da miséria humana, ainda mais em nome de Deus, da bandeira da Igreja Católica, para manipular interesses em prol de interesses próprios, escusos e espúrios.

Por certo que não terão as autoridades constituídas, tão questionadas pelo CIMI em todos os seus atos, a mínima clemência quando da análise das responsabilidades.

CPI: não há dúvidas de que o CIMI incita e estimula a invasão de propriedades
CPI: não há dúvidas de que o CIMI incita e estimula a invasão de propriedades
Os produtores rurais, de outro lado, os grandes prejudicados, as inegáveis vítimas da ilegalidade praticada pelo CIMI.

Famílias com sonhos desperdiçados. Também vítimas da desesperança, causada pela interrupção dos [página 212] sonhos, dos projetos, do empreendedorismo.

Questionados em um dos direitos mais importantes e caros ao Estado de Direito, a propriedade, no caso livremente constituída.

Acusados constantemente de grileiros por membros do CIMI, em todas as mídias sociais, inclusive no exterior.

Recentemente acusados, também pelo CIMI, de que seus produtos, soja e carne, possuem sangue de crianças indígenas.

Nada mais ignominioso, ultrajante.

Como se não bastasse toda a conduta praticada pelo CIMI contra o agronegócio, de forma deliberada, dolosa, houve ainda, no final do ano de 2015 uma leviana campanha difamatória da qual efetivamente o CIMI participou.

Divulgou-se aos quatro ventos, em todos os meios de comunicação, que a carne e a soja do Mato Grosso do Sul estariam contaminados com sangue de crianças indígenas.

O CIMI foi um desses órgãos que fez questão de divulgar, em todos os meios possíveis, o ataque leviano, desonesto ao agronegócio.

Sessão do CIMI na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul
Sessão do CIMI na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul
Fora realizado um culto ecumênico na Assembleia Legislativa em que fora lançada oficialmente a campanha, em que D. Roque Paloschi, de forma expressa, [página 213] menciona a necessidade de boicote, sendo que na ocasião estavam igualmente presentes vários membros do CIMI, dando suporte à campanha.

Ora, não se pode aceitar que uma campanha desse nível seja realizada sem a devida responsabilização de todos os envolvidos.

É uma absoluta inverdade que tem por objetivo única e exclusivamente denegrir o agronegócio no Estado, inviabilizar a atividade, tudo com vistas a provocar um estado de insegurança jurídica, o que, aliás parece ser a cartilha seguida pelo CIMI.

Os responsáveis pela campanha, embora não totalmente identificados, ganharam o apoio de várias instituições, que auxiliaram na divulgação da infâmia contra o agronegócio do Mato Grosso do Sul e contra os produtores rurais de nosso Estado.

E, com relação a essa campanha difamatória contra o agronegócio, ao ser inquirido nesta CPI, o Secretário Geral do CIMI, Cleber Buzato, expressamente confessou ter sido a entidade um dos meios de divulgação das falsas notícias contra o Agronegócio.

Ainda Cleber Buzato declarou [página 214] ainda sem qualquer tipo de constrangimento que a entidade apoiou a iniciativa.

Como mencionado acima, trata-se de uma campanha mentirosa. Não guarda qualquer relação com a realidade.

Através dessa ignominiosa campanha acabaram todos os produtores rurais do Estado sendo tachados de assassinos de crianças indígenas!

Isso é um absurdo.

D. Roque Paloschi foi desmentido, desmascarado nesta CPI quando afirmou que havia assassinatos de indígenas por produtores rurais, pois dos números apresentados verifica-se que os responsáveis pelas mortes de indígenas são os próprios indígenas, e não produtores rurais.

Cléber César Buzatto, secretário geral do CIMI e Dom Erwin Kräutler anterior presidente do órgão.  Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil
Cléber César Buzatto, secretário geral do CIMI e Dom Erwin Kräutler
anterior presidente do órgão.  Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil
São dados oficiais, da Secretaria de Segurança Pública do Estado, não sendo possível que se venha a afirmar em público que há crianças indígenas sendo assassinadas por produtores rurais.

Essa campanha ultrapassa em muito a irresponsabilidade, a temeridade.

Trata-se de um ato doloso, da mais vil pretensão, que deve ter a maior reprimenda possível.

Há lucros cessantes a serem apurados, produtores rurais que foram prejudicados em suas atividades por força da difamação [página 215] da uma campanha mentirosa que, como visto, contou com o apoio do CIMI.

Há ainda outra consideração que entendo importante a respeito das conclusões decorrentes dos trabalhos realizados e das provas coletadas na presente CPI.

Não se pode negar que pelo acervo probatório dos autos resta inequívoco que houve atuação direta do CIMI na incitação à violência e invasão de propriedades rurais.

Vários indígenas, inclusive, espontaneamente prestaram depoimentos nesta CPI, atestando de forma cabal que havia influência do CIMI nas comunidades indígenas, para a invasão de propriedades.

Em verdade, como restou demonstrado, a tática perversa do CIMI era justamente identificar as necessidades, as mazelas das comunidades indígenas e prometer recursos financeiros para as áreas invadidas.

Ou seja, expressamente passava aos indígenas que, se invadidas propriedades, haveria recursos financeiros.

Para aqueles que sofrem todo tipo de privação, agora açodados pela desesperança provocada pelo CIMI, não há dúvidas de que [página 216] uma postura como essa incita e estimula, quase que como condição de sobrevivência, a invasão de propriedades.

Pois bem. Constatado que houve essa atuação ilícita do CIMI, como mencionado acima, há a necessidade de responsabilização do órgão. 

A responsabilização civil pelos danos e prejuízos causados, individual e coletivamente, e a criminal de seus membros, conforme as apurações a serem realizadas.

O texto completo pode ser lido ou descarregado no site da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul neste endereço em PDF.



Responsabilidade civil da CNBB na ação do CIMI contra o Estado de Direito

Dom Leonardo Ulrich, secretário geral da CNBB e Tito Vilhalva, da etnia Guarani Kaiowá. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil.
Dom Leonardo Ulrich, secretário geral da CNBB
e Tito Vilhalva, da etnia Guarani Kaiowá.
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil.
O texto completo pode ser lido ou descarregado no site da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul neste endereço em PDF.



Prossegue a conclusão da CPI do CIMI:

Todavia, ainda se tratando de responsabilidade civil, é de se considerar quem mais poderá responder pelos prejuízos causados pelo CIMI, além da própria entidade.

O CIMI inegavelmente é vinculado à Igreja Católica.

Consta expressamente em seu site que se trata de uma instituição ligada à Confederação Nacional dos Bispos Brasileiros que, por via de consequência, é vinculada à Igreja Católica.

No sitio eletrônico da CNBB é possível encontrar, no tópico que trata das missões ou finalidades do órgão que: [página 217]

A CNBB, no âmbito de suas finalidades e competência:

• manifesta solicitude para com a Igreja e sua missão universal, por meio de comunhão e colaboração com a Sé Apostólica e pela atividade missionária, principalmente ad gentes;

• favorece e articula as relações entre as Igrejas particulares do Brasil e a San ta Sé;

• relaciona-se com as outras Conferências Episcopais, particularmente as da América, e com o Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM).Resta inequívoco que a atuação da CNBB é vinculada à Igreja Católica e, por conseguinte, o mesmo se pode concluir em relação ao CIMI.

Ainda, no depoimento prestado por D. Roque Paloschi a essa CPI, perguntado a respeito de seu incompreensível (ou conveniente) estado de ignorância quanto aos ilícitos praticados por membros do CIMI no Estado de Mato Grosso do Sul, expressamente afirmou que seria a Igreja Católica a responsável pelo acompanhamento de suas ações no Estado, devido à impossibilidade de controlar todos os seus colaboradores.

Inclusive nesse momento de seu depoimento [página 218] D. Roque Paloschi expressamente referenciou o Bispo Dom Dimas, como sendo um dos responsáveis pela orientação desses missionários no Mato Grosso do Sul, na qualidade de Bispo da Igreja Católica.

Dom Roque Paloschi, atual presidente do CIMI
Dom Roque Paloschi, atual presidente do CIMI
De modo que, nos termos do que estabelece o art. 932, III e art. 933 do Código Civil, entendo que poderá a Igreja Católica ser responsabilizada pelos prejuízos causados pelo CIMI, tendo em vista a vinculação das entidades, a utilização de estruturas em comum, do apoio mútuo, enfim, da cumplicidade nos atos praticados, por ação ou omissão.

Por fim, entendo que há a pertinência de apuração de outras responsabilidades além dos membros do CIMI.

Verifica-se pelos documentos acostados ao presente procedimentos que membros de outros órgãos e instituições podem, potencialmente, estar interferindo nas condutas adotadas pelos indígenas, o que seria, no entendimento deste relator, identicamente ilegal.

De modo que é necessário que todos os crimes e ilícitos cometidos sejam apurados com rigor e severidade máximos, pelas autoridades competentes. [página 219]

Os encaminhamentos propostos por este relator são o envio do relatório para os seguintes órgãos e autoridades, com requisição por parte da CPI, para a tomada das medidas e providências cabíveis em relação aos membros do CIMI mencionados no tópico anterior:

1. Governador do Estado de Mato Grosso do Sul.

2. Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul.

3. Ministério Público Federal, na pessoa do Procurador-Geral da República.

4. Conselho Nacional de Justiça.

5. Conselho Nacional do Ministério Público.

6. Polícia Federal.

7. Secretaria de Segurança Pública do Mato Grosso do Sul.

8. Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil.

9. Seccional de Mato Grosso do Sul da Ordem dos Advogados do Brasil. [página 220]

10. Presidência da República.

11. Ministério da Defesa.

12. Comissão Parlamentar de Inquérito da FUNAI e do INCRA, no Congresso Nacional.

13. Senado Federal.

14. Vaticano.

15. Representação da Santa Sé no Distrito Fe-deral.

16. CAFOD. [CAFOD= Agência Católica para o Desenvolvimento Exterior, fundo católico de Inglaterra e Gales, parte da Cáritas Internacional, que financia o CIMI desde o exterior]

Órgãos católicos como o CAFOD financiam  muitos agentes da revolução esquerdista no Brasil.  Fotos do site do CAFOD. CPI: "um plano, um agir contrário ao Estado de Direito, em âmbito nacional e internacional"
Órgãos católicos do exterior como o CAFOD financiam
muitos agentes da revolução esquerdista no Brasil.
Fotos do site do CAFOD.
'CPI do CIMI' denuncia "um plano contrário ao Estado de Direito,
em âmbito nacional e internacional"
Em meu entendimento, o envio de documentos desta CPI com requisição de providências é ato da maior importância, porquanto o que se requer é a tomada efetiva de providências por parte dos órgãos competentes, com base no poder de polícia de que é investida a Comissão Parlamentar de Inquérito.

O envio do presente relatório aos órgãos acima mencionados tem por finalidade que estas nominadas instituições, no âmbito de suas competências e atribuições, possam [página 221] tomar as medidas necessárias e cabíveis para a apuração das responsabilidades de todos os envolvidos.

Nesse ponto entendo que é importante inclusive haver uma investigação mais rigorosa a respeito do ingresso de valores de organizações internacionais para projetos deliberadamente contra o desenvolvimento do país, pois trata-se de um ataque que vem sendo realizado contra a soberania do país, na clandestinidade e por meios aparentemente legais, mas que chama a atenção no que tange aos volumes de recursos e também na organização dos movimentos.

Pude constatar, ao longo dos trabalhos, que o alcance das conclusões dessa CPI acabaram por ultrapassar a conduta de uma pessoa jurídica de direito privado e seus membros (CIMI) na segurança pública do Mato Grosso do Sul, mas descobrimos, em meu entendimento, muito mais do que isso, um plano, um agir contrário ao Estado de Direito, em âmbito nacional e internacional, que precisa ser tornado público, do conhecimento de todas as autoridades competentes, para que as providências urgentes e veementes possam ser tomadas para a preservação da soberania nacional. [página 222]

Por ser este o entendimento deste relator, notadamente no que diz respeito à responsabilidade de membros do CIMI pelos ilícitos praticados, conclui-se pela pertinência do encaminhamento do presente relatório, para a tomada das medidas cabíveis.

É o relatório.

PAULO CORREA
Deputado Estadual –Relator

O texto completo pode ser lido ou descarregado no site da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul neste endereço em PDF.




A religião ambientalista vista por um professor de filosofia

Cultos extravagantes na Rio+20:  o que tem a ver ambientalismo com religião?
Cultos extravagantes na Rio+20:
o que tem a ver ambientalismo com religião?
Com frequência neste blog temos focalizado a existência de uma estranha religião imanente no ambientalismo.

E nos referimos ao tipo de ambientalismo que pretende ser o mais coerente com os princípios básicos do movimento.

Também, com relativa frequência, ouvimos indagar o por quê dessa insistência em dita religião incubada, ou em questões religiosas. Porque, a primeira vista, a problemática ambientalista é basicamente científica.

Compreendemos perfeitamente esta dificuldade e a olhamos até com simpatia.

Pois, essa dificuldade foi também a nossa. E, em certo sentido continua sendo.

Tivemos dificuldade em admitir a ideia de uma religião singular por trás do ambientalismo mais “genuíno”.

Porém, com o tempo, foi ficando evidente para nós que o movimento ambientalista só se compreende bem pressupondo uma crença peculiar que o explica.

Panteismo que amalgama todos os seres?
Panteismo que amalgama todos os seres?
A aplicação desta hipótese, revelou-se ordenadora e, depois, indispensável.

Dizemos que seguimos tendo dificuldades com essa “religião”, não só porque não a compartilhamos.

Mas, sobre tudo, porque não conseguimos abarcar alguns de seus aspectos.

Esses parecem ser de tal maneira profundos e escuros que precisaríamos do talento de um Dante descrevendo o inferno para formulá-la.

Quiçá um dia chegaremos, sem o talento de Dante sem dúvida!

Denis Lerrer Rosenfield, professor de Filosofia na UFRGS, desde seu ponto de vista, apontou alguns aspectos dessa “religião” verde que não ousa dizer seu nome abertamente.

Por isso, julgamos de interesse para nossos leitores relembrar alguns excertos do artigo “O mal e o capitalismo” da lavra do professor gaúcho, publicado no “O Estado de S. Paulo”, 02.07.12:


O mal e o capitalismo

Denis Lerrer Rosenfield, professor de Filosofia na UFRGS
Denis Lerrer Rosenfield,
professor de Filosofia na UFRGS
Para que se possa melhor compreender os atuais debates em torno das questões ambientais, com reflexos na vida das cidades e do campo, torna-se necessário compreender a mentalidade dos ambientalistas radicais.

Argumentos científicos são cada vez mais relegados a segundo plano, embora, sob a forma do disfarce, esse tipo de ambientalista diz representar avanços científicos.

O que está, na verdade, em questão é uma mentalidade teológico-política, em tudo avessa ao pensamento crítico.

Vejamos os pontos estruturantes dessa mentalidade: 1) o fim do mundo; 2) os profetas; 3) o mal; e 4) a salvação.

O fim do mundo — Os ambientalistas radicais ou religiosos — o que é a mesma coisa — vivem anunciando o fim do mundo. Se não forem ouvidos ou atendidos, o planeta estará caminhando inexoravelmente para a catástrofe final. Um dos seus cavalos de batalha reside no anúncio do “aquecimento global”, que estaria produzindo resultados que confirmariam suas profecias.

Curioso nesse caso é que exercem tal influência sobre a opinião pública que nenhuma contestação é autorizada, principalmente as científicas. Tornou-se “normal” falar do aquecimento global planetário como se fosse uma verdade inconteste.

Quem discorda é anatematizado.

Cientistas que defendem essas posições, também chamados ecocéticos, têm, mesmo, dificuldades em publicar seus artigos. Os ecorreligiosos procuram, de todas as maneiras, fazer valer as suas posições.

Em entrevista a O Globo (20/6/2012), Richard Lindzen, cientista renomado do MIT, antes defensor das previsões alarmantes do aquecimento global, contesta atualmente esse catastrofismo, tendo se tornado um ecocético, ou seja, assumindo posições propriamente científicas.

Entre outros pontos, assinala que não houve um aquecimento significativo nos últimos 15 anos e, desde 1995, a temperatura média global do planeta pouco variou. No entanto, os anúncios proféticos do aquecimento global não cessam, embora não exista aquecimento que conduza ao anunciado desastre final.

Profetas — Nos últimos 150 anos, a temperatura média global variou entre 0,7 grau e 0,8 grau Celsius, o que invalidaria qualquer catastrofismo. No entanto, os profetas do fim do mundo continuam com previsões cada vez mais sombrias.

Essas previsões são incessantemente desmentidas pelos fatos, porém sempre inventam novas, com supostos aquecimentos progressivos que tornarão o planeta inabitável em poucas décadas. Num curto espaço de tempo, catástrofes naturais tomariam conta do mundo.

Não houve nenhuma grande catástrofe natural, mas seus anúncios apocalípticos continuam. A mentalidade religiosa se reveste, contudo, de uma roupagem científica. Agem religiosamente e procuram lhe conferir um ar de cientificidade.

O mal — Note-se que essas previsões do desastre final têm um foco determinado, um objetivo que estrutura sua ação política: o capitalismo. Ou seja, o fim do mundo é conseqüência do pecado, do fato de as pessoas viverem e agirem segundo os valores de uma sociedade baseada na economia de mercado, no direito de propriedade e no ganho, denominado pejorativamente de lucro.

Os ecorreligiosos se estruturam em ONGs nacionais e internacionais respaldadas militantemente pelos movimentos sociais. Observe-se que estes, por exemplo, são apoiados, inclusive organizativamente, pela Igreja Católica e, em menor medida, pela Luterana.

A pobreza franciscana admirável nos religiosos,
se imposta à sociedade em nome do anticapitalismo
vai produzir uma miséria monstruosa
No Brasil, a CPT e o Cimi verbalizam, mesmo, essa postura profética, advogando pela eliminação da propriedade privada como o grande mal. O MST e organizações afins seguem a mesma posição.

A propriedade privada e a economia de mercado seriam responsáveis pela pobreza e pelo desastre ambiental.

Uma vez o capitalismo eliminado, o mal, extirpado, o fim do mundo não se consumaria e o socialismo/comunismo ocuparia o seu lugar. A catástrofe ambiental, o apocalipse, seria evitada.

Note-se que símbolos do mal são o agronegócio e a produção de energia.

As lutas desses ambientalistas e movimentos sociais se estruturam segundo essas bandeiras. Na verdade, pretendem aumentar a pobreza com alimentos mais caros, o que poderia tornar a vida humana insustentável no planeta.

Querem que se produza menos, quando há mais bocas no mundo para ser alimentadas. Defendem uma energia mais cara, combatendo Belo Monte, que oferecerá energia renovável e barata. Posicionam-se contra as plantações de cana-de-açúcar e a produção de etanol, outro exemplo de energia renovável.

Rio+20: moça índigena "consumista" terá que mudar de estilo de vida
Os ecorreligiosos têm, também, a versão dos ambientalistas chiques, que adotam essas posições em nome do politicamente correto. Gostam de aparecer como corretíssimos, em seus carros poluidores, utilizando celulares e vivendo em grandes apartamentos e mansões.

Não deveriam ler jornais nem livros, nem utilizar papéis de qualquer espécie, pois são feitos de celulose, oriunda de florestas plantadas. Não se esqueçam de que o agronegócio é símbolo do mal.

Salvação — A salvação está, no entanto, à mão de todos os que seguirem os profetas. Basta lutar contra o capitalismo, desrespeitar a propriedade privada, organizar-se militantemente contra as hidrelétricas, invadir grandes propriedades, pois, assim, o novo mundo estará ao alcance de todos.

Outro mundo é possível, eis o lema que é a todo momento realçado. Todos os habitantes do planeta se deveriam dispor à conversão para a vida simples e primitiva, aquela que ganha, inclu-sive, a forma utópica — e falsa — da solidariedade originária.

Abandonem a civilização e nos sigam: nós somos o caminho, a floresta originária, o destino.



Quando um cacique fala toda a verdade, brilha a falácia da “revolução ambientalista”

O índio Silvestre Leocádio da Silva viu injustiças verde-vermelhas contra os índios e a natureza
Índio Silvestre Leocádio da Silva: há injustiças verde-vermelhas contra os índios e a natureza
A questão indígena no Brasil tem servido a movimentos de esquerda e a certas ONGs como pretexto na luta contra o direito de propriedade, o que tem prejudicado os próprios indígenas.

É uma das revelações que narra nesta entrevista Silvestre Leocádio da Silva, 66, antigo tuxaua (cacique, na língua macuxi).

Ele dá o exemplo da reserva indígena Raposa/Serra do Sol, que se transformou — após sua demarcação e consequente expulsão dos antigos moradores — numa verdadeira “favela indígena”.

A mídia vezeira em noticiar alarmismos eco-ambientalistas, ela não o é quando se trata de denúncias sobre a ação criminosa de ONGs, por vezes ditas católicas, e organizações oficiais que manipulam os índios para investirem contra propriedades particulares.

Eis um depoimento revelador do caráter subversivo “vermelho” comuno-tribalista da revolução ecologista que está sendo feita no Brasil, “para salvar o planeta”.


Revolução Tribalista sob investigação


Catolicismo — O senhor é índio macuxi?

Silvestre — Sim, tenho duas etnias no meu sangue: meu pai é macuxi e minha mãe é ingaricó.

Catolicismo — Qual é a situação hoje da Raposa/Serra do Sol, depois da saída dos arrozeiros e dos senhores de lá?

Silvestre — Uma tragédia. Se não fosse essa tragédia, hoje os índios estariam muito bem, ganhando dinheiro, recebendo projetos do Governo Federal, do Governo do estado, na Raposa/Serra do Sol, com 1.750.000 hectares.

Mas o Governo Federal simplesmente abandonou a população indígena. E não foi só a da Raposa/Serra do Sol não, foi em todo o estado de Roraima.

Catolicismo — E os ianomâmis, o senhor tem notícias deles?

Silvestre —  Os ianomâmis estão aí ao léu, andando pelas ruas de Boa Vista com vassouras no ombro para trocar por um calção, por uma camisa, por vestidos para suas mulheres.

O futuro era promissor. Mas, subitamente, em nome do índio
os índios foram jogados na pior das misérias
Eles andam em grupos o dia todo aí pelas ruas da cidade. Então, cadê o dinheiro do Governo Federal? Demarcaram aquelas terras para os índios, ou para o Governo Federal ou para as ONGs?

Como índio, eu queria ter o prazer de hoje dar uma entrevista e dizer que o índio está muito bem com as terras demarcadas, que o índio está ganhando dinheiro, que o índio está na tecnologia, que o índio está participando do progresso brasileiro, do progresso de Roraima.

O que se passa é o contrário. Os índios estão abandonados, e não são só os da Raposa/Serra do Sol. É triste quando você vê os ianomâmis aí passando fome, passando necessidade, sem remédio e sem educação.

Catolicismo —  E as ONGs não têm feito nada por eles? Pois, além do Governo Federal, através da FUNAI havia ONGs fazendo muito barulho...

Silvestre — Eu não conheço vocês e vocês não me conhecem... A gente está aqui conversando, mas se vocês pegarem um avião e forem a Santa Rosa ou ao Maracá, lá em cima, de onde eles tiraram os garimpeiros por duas ou três vezes, lá está um grupo de americanos, instalado lá com casa, rádio, televisão, tem de tudo.

Eles estão lá, mas os brasileiros não podem se instalar lá. Há um grupo lá que se diz missionário...

Os índios da Raposa/Serra do Sol estão todos aí pedindo educação, pedindo saúde, pedindo estrada, porque eles não têm estrada, não têm pontes; eu os vi fazendo essa reivindicação para a governadora daqui do estado. Com um monte de papel na mão, fazendo pedido: querem estrada, querem ponte, não têm dinheiro.

E quem criou o problema com a demarcação foi o Governo Federal. Agora, por que o Governo Federal não aperta as ONGs, os padres, os missionários?

Cadê o dinheiro que eles trouxeram para demarcar e por que não continuam aplicando esse dinheiro lá dentro? Porque lá dá de tudo! Se plantar, dá!

Mas como é que o índio vai plantar se não tem apoio? Se não tem maquinário? Se não tem técnica? O índio está lá abandonado!

O governo federal simplesmente demarcou e abandonou!

Índio macuxi Adalto da Silva num lixão sem emprego,  teve que deixar Raposa/Serra do Sol
Índio macuxi Adalto da Silva num lixão sem emprego,
teve que deixar Raposa/Serra do Sol
Aqui no município de Alta Alegre, próximo de Boa Vista, nós temos 11 comunidades com terras demarcadas em ilhas, não tem nada dado pelo Governo Federal para que esse povo tenha dias melhores, para que esse povo tenha um bom relacionamento, que não tem.

Catolicismo — Tivemos informações de que na Raposa/Serra do Sol — talvez o senhor conheça mais especialmente o assunto — o Conselho Indigenista de Roraima, ligado à CNBB, estaria ajudando os índios. O senhor sabe como vão funcionando as coisas por lá?

Silvestre — Na verdade é assim: quem tem, tem, quem não tem, não vai ter. Há um gado que foi doado pela Igreja Católica, que na época ficou para poucas comunidades, para algumas comunidades. E a maioria ficou sem nada.

O Governo do estado, na ocasião também doou um pouco para cada um, mas hoje eles estão vendendo tudo para se manter, para comprar arroz, açúcar, feijão, comprar de tudo.

Eu vejo eles vindo aqui na cidade; vão aí nesses mercados, e têm que comprar de tudo, até a banana eles levam. É triste!

Catolicismo —  Extrativismo eles não fazem mais? Extrativismo, caça, pesca...

Silvestre — Olha, não tem mais nada lá. Tem para aqueles que moram perto do rio, aqui próximo de Boa Vista. Porque esses rios lá em cima são rios de cachoeira, não têm peixe.

E a caça não existe mais, acabou. Existe muito pouquinho. Eles têm de comprar aqui. No Uiramutã, por exemplo, os marreteiros levam de tudo daqui para vender para eles lá.

Levam peixe, levam galeto e eles são obrigados a pagar um preço absurdo. Aqui na capital já está tudo caro.

O marreteiro que sai daqui pra vender lá, só pode vender caro. Então, agora está difícil a vida para os índios de lá.





Como a revolução comuno-ambientalista está destruindo o Brasil e até os próprios índios


Agitações e pressões em Brasília. A população honesta e trabalhadora foi um das primeiras vítimas.
Agitações e pressões em Brasília.
A população honesta e trabalhadora foi um das primeiras vítimas.

Catolicismo —  Como vem sendo a atuação do Conselho Indígena de Roraima (CIR) lá na Raposa/Serra do Sol?

Silvestre — O CIR sempre atuou, mas para desmoronar. Os cabeças da entidade estão todos empregados na Secretaria do Índio, do INCRA, com bons salários, eles sempre viveram assim, sempre viveram por trás da população indígena que está lá sofrendo.

Catolicismo — Essa Secretaria do Índio é do Governo do Estado ou do Governo Federal?

Silvestre —  É do Governo do Estado, embora não seja da competência dele. O estado vem se obrigando a fazer coisas que seriam da competência do Governo Federal. A Secretaria do Índio ajuda um aqui, outro ali, porque não dá pra ajudar todo mundo.

No caso da energia elétrica, numa recente entrevista eu até citei o senador Romero Jucá.

Ele vai à televisão e fala assim: “A luz para todos em Roraima está consumada, a luz para todos atingiu todo mundo em Roraima”. Apesar de dizer “energia para todos”, a 100 km daqui, no Boqueirão, onde eu morei, eles negociaram para a luz passar dentro de Guri e descer 15 km com a rede, pois hoje estão lá 19 pais de família sem energia.

A luz foi colocada só no centro da comunidade e o resto ficou sem nada. Eles estão falando que vão colocar.

Catolicismo — E na Raposa/Serra do Sol, não tem energia?

Silvestre — Alguns têm, porque o governo deu um motor de luz pra eles lá. Ou aqueles que têm uma condiçãozinha para comprar um motorzinho. Mas os outros estão lá sem energia! É brincadeira...

Fazenda de produção de arroz demolida após expulsão dos fazendeiros de Raposa Serra do Sol.
Fazenda de produção de arroz demolida
após expulsão dos fazendeiros de Raposa Serra do Sol.
Catolicismo — Para a Raposa/Serra do Sol não vai energia?

Silvestre — Para lá não vai.E temos lá uma grande cachoeira possibilitando a construção de uma hidrelétrica para abastecer Roraima e outros estados, até outros países, mas a luz aqui vem da Venezuela.

Pode parecer que eu estou mentindo, mas vá lá para ver... Se fizerem a hidrelétrica ali, vai ser a vida para as comunidades indígenas, vai gerar dinheiro, vai gerar luz, vai gerar tudo de bom para aquelas comunidades.

Eu me lembro de um ex-governador que já se foi. Ele dizia: “O desenvolvimento do Estado e do País chama-se estrada e energia”.

As terras eram plantadas com arroz, do Genor Faccio, do Paulo César Quartiero, daqueles arrozeiros todos que foram retirados de lá.

Num dia desses o Dr. Juiz Hélder Girão Barreto me perguntou: “Silvestre, me diga uma coisa, como é que está a Raposa/Serra do Sol?”.

Eu respondi: “Está abandonado, doutor.”

Aí ele disse: “A gente sabia. Eu estou fora disso agora.”

Ele disse desse jeito pra mim! Mas na época ele foi a favor da demarcação... Hoje o índio deveria estar plantando, colhendo, ganhando dinheiro e abastecendo o Estado.

Catolicismo — Parece que o Estado perdeu 4% do PIB com a saída dos arrozeiros de lá. É isso mesmo?

Silvestre — Só o Paulo César tinha 5.000 funcionários trabalhando na empresa de arroz dele. Ele foi retirado, e então essas 5.000 pessoas estão aí hoje quase todas desempregadas, porque o desemprego é grande aqui. O índio continua abandonado mesmo!

Catolicismo — Qual é a sua formação escolar?

Índio Silvestre Leocádio da Silva falando
Índio Silvestre Leocádio da Silva falando
Silvestre — Eu só tenho o ensino fundamental. Vou relatar o que aconteceu recentemente comigo e com a minha família. Os garimpeiros sobem para a mina Santa Rosa — como hoje está tudo difícil, então muita gente está aí desempregada e vai atrás de dinheiro seja onde for —, os garimpeiros estão sempre entrando no Santa Rosa para tirar ouro e diamante.

Então, minha filha que mora lá na comunidade do Boqueirão — os garimpeiros passam lá na ida e na volta — ela vende comida para eles. Ela vende comida lá e vive disso.

Depois a Polícia Federal foi lá prendê-la juntamente com o marido. Em seguida, veio aqui na minha casa me prender. Só não me prendeu porque eu não me encontrava no momento.

E sabe qual a razão? Alegava que eu estava apoiando os garimpeiros, estava comprando arma, estava dando todo o apoio aos garimpeiros.

E minha filha, os estava alimentando quando eles passavam pelo Boqueirão... E eu nem conheço esses tipos...

Minha filha tem um telefone rural. O delegado disse para mim que ela não pode ter telefone, porque ele é via satélite.

Eu disse para ele: “Sr. delegado, isso aqui é um telefone! Eu sou índio, será que não posso ter um telefone?” Ele respondeu: “Telefone que custa R$ 1.300,00, ela não pode ter..”. Mas o que é isso!?

PF numa primeira incursão na área da Raposa/Serra do Sol em 2008, Foto Roosewelt Pinheiro-ABr.
PF numa primeira incursão na área da Raposa/Serra do Sol
em 2008, Foto Roosewelt Pinheiro-ABr.
A Polícia Federal prendeu minha filha e foi preciso pagar um advogado para soltá-la. A PF foi bater na penitenciária, porque disse que ela e seu marido estavam traficando gasolina, traficando ouro.

É triste, hoje as comunidades não podem ter nada, eles querem os índios lá andando nus, pedindo as coisas. É complicado! Eu discordo disso aí, eu como indígena discordo.

Eu acho que nós indígenas temos que acompanhar o progresso do Brasil e de todo o mundo, temos que acompanhar o branco, o preto, temos que acompanhar a política brasileira, a política estrangeira, tudo nós temos que ter conhecimento. Se não, para onde nós vamos?

Eu trabalhei com os padres durante 20 anos. Por isso, eu aprendi muita coisa, estudei. Era para eu ter ido à Itália me formar; mas então eu não quis. É por isso que não sou formado.

Eu comprei muito gado pra Igreja Católica distribuir às comunidades indígenas no município de Alto Alegre. Depois eu saí fora, porque chegou um momento em que eu entendi que não era o que eu queria, era o que os padres queriam.

Depois fui para a SODIUR [Sociedade de Defesa dos Índios Unidos de Roraima], tornei-me presidente dela e nos colocamos contra a demarcação da Raposa/Serra do Sol.

Catolicismo — A SODIUR ainda existe?

Silvestre — Existe. Hoje a FUNAI mudou um pouco. Numa época anterior a FUNAI não me considerava como índio porque eu estava na cidade.

Eu não tinha direito a fazer um registro indígena, minha mulher não tinha o direito de fazer o “salário maternidade”, minha família não tinha direito de tirar o registro indígena, porque já estávamos na cidade. A discriminação é grande!

A discriminação vem da política, vem da FUNAI, vem das ONGs, vem de todo mundo, é muito triste.

E quando falo dessa maneira, as pessoas falam assim: “Você fala demais”.

Expulsão dos moradores de Raposa/Serra do Sol
Expulsão dos moradores de Raposa/Serra do Sol
Eu falo a verdade, a dor quem sente sou eu, não posso ser discriminado. Se eu não aprender como o branco procede, ele vai passar por cima de mim, tenho de aprender, tenho de me defender.

Se tivéssemos uma FUNAI que nos desse condições para evoluir, hoje não estaríamos sendo tão discriminados. Contrariamente, a FUNAI existe para ganhar dinheiro em nome do índio, só isso.

A FUNAI me dizia: “Aqui na FUNAI não tem coisa para os índios aculturados, só tem para os ianomâmis, eles estão lá isolados.”

A FUNAI tinha que ir à Raposa/Serra do Sol e, juntamente com o Governo Estadual e o Federal, fazer escola, fazer posto médico, fazer hospital, fazer estrada, fazer uma agricultura com tecnologia. Penso que a FUNAI existe para isso.

Mas ela quer isolar o índio. Se não fosse o governo do estado de Roraima, os índios morreriam de indigência.

A FUNAI abandona o índio. Já ficou claro que a Raposa/Serra do Sol foi demarcada para acabar com os índios, pois os índios estão vindo pra cidade!

Toda a verdade sobre Roraima






Cardeal Müller: “os fiéis não são obrigados a seguir a agenda eco-esquerdista do Papa”

Cardeal Müller: o Papa não é infalível em ecologia ou meio ambiente
Cardeal Müller: o Papa não é infalível em ecologia ou meio ambiente
O Cardeal Gerhard Müller que se desempenhou como máximo guardião da ortodoxia católica até o Papa Francisco não lhe renovar o encargo, voltou a reafirmar uma evidência de todo tamanho:

os católicos não são obrigados a seguir a agenda eco-esquerdista do Papa Francisco de se opor a combustíveis fosseis e de favorecer acordos acerca de assuntos ambientais.

O Cardeal alemão reafirmou essa evidência, pois não se trata de matéria religiosa mas de assunto climático sobre o qual o sucessor de Pedro não tem autoridade e ainda menos infalibilidade.

E o fez em entrevista ao conceituado jornal australiano The Australian durante visita a Sidney no mês de julho do presente ano.

Obviamente, a sensata opinião caiu mal nos ardidos amigos “verdes” do pontífice argentino que viu sua ‘encíclica’ ecologista posta em seu devido lugar.

O Cardeal Müller esteve em Sydney para discursar na conferência da Confraternidade Australiana do Clero Católico, hoje engajada em defender o sigilo canônico da confissão ameaçada por leis anticlericais. Cfr.: Sacerdotes australianos preferem prisão a violar o secreto da confissão

“Não somos um partido verde”, acrescentou. E sublinhou:

“Política ambiental não tem nada a ver com a fé e moral. Esses assuntos são para políticos e para o povo votar no partido ao qual adere”.

“Os bispos não são cientistas, especialistas em meio-ambiente ou políticos”. Müller recomendou que os líderes da Igreja se concentrassem na religião.

Segundo Müller o Papa Francisco e os cardeais e bispos que o rodeiam, aliás em sempre menor número, precisam “dar clareza, baseada na palavra de Deus” para curar o “cisma” existente entre “conservadores” e “progressistas” na Igreja.

As incursões pontifícias na ecologia baseadas em cientistas militantes anarco-tribalistas e teólogos desqualificados como o ex-frei Leonardo Boff, tiram toda seriedade às propostas do clero “progressista”.

E constituem mais um fator de confusão na Igreja e na sociedade.

Cardeal Coccopalmerio: até se envolver em escândalo repugnante foi arauto ecologista no Vaticano
Cardeal Coccopalmerio: até se envolver em escândalo repugnante foi arauto ecologista no Vaticano
O jornal australiano evocou as propostas do Cardeal Francesco Coccopalmerio, presidente emérito do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos no Vaticano.

Ele chegou a propor o disparate de incluir no Código de Direito Canônico (máximo código de leis da Igreja) a condenação da ‘conduta anti-ecologista’ e que ‘seja instaurada como nova obrigação legal uma atitude de respeito, prevenção e tutela do meio ambiente’.

Em segundo lugar postulou que seja instituído um serviço que elaboraria um rating com critérios ambientalistas classificando as empresas pela atenção dada à doutrina social da Igreja, segundo informou o site “La Nuova Bussola Quotidiana”.

Obviamente as empresas que tentassem ou dissessem tentar aplicar as teorias extravagantes da ‘Laudato si’ seriam premiadas ‘a priori’.
br /> A China com seu tráfico de órgãos humanos já ganhou o recorde do rating nas palavras de Mons. Marcelo Sánchez Sorondo, chanceler da Pontifícia Academia das Ciências e da Pontifícia Academia das Ciências Sociais. Cfr.: Apoio a nossos irmãos católicos perseguidos na China

Segundo o Cardeal Mueller, os líderes da Igreja deveriam se concentrar no ensino e na prática de religião.

Especialmente evangelizar os jovens e não transformar as igrejas em locais de festas litúrgicas onde a Missa é um mero “entretenimento religioso”.

Imagine-se o que virariam essas igrejas e Missas com a implantação das propostas ambientalistas não obrigatórias porque não católicas do Papa Francisco, do hoje afastado Cardeal Coccopalmerio, de Mons. Sánchez Sorondo ou do ex-frei Boff.



Cardeal Pell: “A Igreja não tem mandato divino para falar sobre questões científicas

Cardeal George Pell, “ministro da Economia” do Vaticano: “A Igreja não tem um mandato do Senhor para se pronunciar sobre questões científicas”
Cardeal George Pell, “ministro da Economia” do Vaticano:
“A Igreja não tem um mandato do Senhor
para se pronunciar sobre questões científicas”
O cardeal George Pell, Arcebispo de Sydney e “ministro da Economia” do Vaticano, foi entrevistado pelo jornal econômico “Financial Times” no mesmo dia em que apresentou o estado das contas da Santa Sé.

Na oportunidade, falando a propósito da encíclica “Laudato si'”, o purpurado esclareceu que “a Igreja não tem mandato do Senhor para se pronunciar sobre questões científicas”, segundo noticiou o site Vatican insider.

O “Financial Times” entendeu que o cardeal se distanciou assim da “revolucionaria encíclica do Papa, que pede uma ação global contra a mudança climática”.

O cardeal afirmou sobre a Laudato si': “Há partes que são belíssimas. Mas a Igreja não tem competência alguma especial em matéria de ciência. A Igreja não tem um mandato do Senhor para se pronunciar sobre questões científicas. Nós acreditamos na autonomia da ciência”.
Na mesma ocasião, o Cardeal Pell concedeu entrevista ao site Crux sobre outro aspecto da Encíclica: o agudo anticapitalismo da ‘Laudato si’, acentuado pela subsequente viagem pontifícia à América do Sul.

“O mercado está longe de ser perfeito, mas temos assistido a níveis historicamente sem precedentes de prosperidade atingidos por causa da disseminação global do capitalismo e pelo aumento da liberdade para os mercados. O crescimento na China e na Índia, por exemplo, é real e maravilhoso”, defendeu o “ministro de Economia” designado pelo Papa Francisco.

Ele afastou-se assim do anticapitalismo ecoado em diversos parágrafos da ‘Laudato si’.

“Não podemos nos considerar garantidos no ‘Primeiro Mundo’, mas nas linhas gerais atingimos um bom nível de vida e não podemos esquecer isso”, acrescentou o cardeal.

Papa Francisco com presidente Evo Morales em encontro dos movimentos sociais, Santa Cruz de la Sierra
Papa Francisco com presidente Evo Morales em encontro dos movimentos sociais, Santa Cruz de la Sierra
O site Crux, de tendência anticapitalista, observou para o Cardeal Pell que o Papa Francisco usou na América Latina uma retórica carregada do que ele próprio qualificou de “falhas do sistema capitalista”.

O cardeal respondeu que isso podia ser atribuído a “fracassos pontuais” na América do Sul, como na Argentina.

De fato, se há falhas pronunciadas na economia argentina, elas não devem ser atribuídas ao capitalismo, mas ao socialismo populista que avança na nação platina, associado às diversas correntes da Teologia da Libertação – entre elas a teologia do povo, do Papa Francisco –, apesar de desacordos pontuais entre uma tendência e outra.

O purpurado também refutou aspectos negativos da “Igreja pobre para os pobres”, enfatizada pelo Papa.

“Uma das melhores maneiras de elevar os pobres consiste em melhorar a economia. Mas se somos desorganizados, incompetentes e, além dos mais, pobres, não seremos capazes de auxiliar quem quer que seja”, completou o lúcido cardeal australiano.



Arcebispo refuta ideia tola sobre São Francisco e a Criação

Mons. André-Joseph Léonard, primaz da Bélgica explicou por que não está bem amar “esse espírito franciscano beato que celebra sem matizes a beleza do cosmos”.
Mons. André-Joseph Léonard, primaz da Bélgica
explicou por que não está bem amar “esse espírito franciscano beato
que celebra sem matizes a beleza do cosmos
”.
Mons. André-Joseph Léonard, arcebispo resignatário de Bruxelas e primaz da Bélgica, fez ressalvas a uma falsa interpretação do espírito de São Francisco de Assis e sua relação com a natureza. O prelado falou em entrevista a Le Vif/L’Express.

O arcebispo se disse “perplexo” com essa ilação de São Francisco com a natureza, porque “muitos o admiram pelo fato de que ele cantou a beleza da natureza e pregou aos pássaros difundindo uma concepção muito otimista da Criação”.

Mons. Léonard diz que o defeito não está em São Francisco, mas naqueles que tentam manipular sua imagem para passar uma mensagem ambientalista enganosa e profundamente danosa.
“Na realidade, a vida dos homens e dos animais é trágica. A vida animal é uma carnificina, um mata-mata. É muito bonito pregar aos pássaros, mas quando eles veem um verme na terra, eles o devoram. Quando um gato vê um rato, ele não lhe faz coisas muito simpáticas!”, observou.

O arcebispo continuou atraindo a atenção dos leitores para a realidade deste vale de lágrimas.
“‘Bendito sejas nosso irmão vento’, exclama São Francisco.
Embora esse vento – comentou D. Léonard –,
quando sopra a 300 quilômetros por hora, é um inimigo”.
Ele agradece a São Francisco por ter louvado em seu cântico o sol, a lua, as estrelas, a água, o fogo, o vento.

“‘Bendito sejas nosso irmão vento’, exclama ele.

“Embora esse vento – prosseguiu o prelado –, quando sopra a 300 quilômetros por hora, não é um irmão muito cômodo. É antes um inimigo.

“Nosso irmão fogo, a gente o aprecia na lareira esquentando a casa, mas não incendiando as florestas. Felizmente São Francisco não abençoou nossos irmãos crocodilos e serpentes!

Felizmente ele não disse ‘Louvado sejas Tu, Senhor, por todas as tuas criaturas, especialmente pela minha senhora irmã cobra. Tu a tens dotado de músculos poderosos, de um veneno ativo e de uma língua afiada que lhe permite afogar e envenenar sua pequena vítima em questão de minutos!”.
Mons. Léonard esclareceu sua atitude diante da natureza dizendo que ele é um ardoroso defensor dos versículos 18 e seguintes do capítulo VIII da carta de São Paulo aos Romanos. Ali está dito que a Criação, em seu estado atual, ‘foi sujeita à vaidade’ e ‘entregue ao cativeiro da corrupção’.
“Não esqueçamos nunca isso. São Francisco canta a beleza da Criação, embora ela seja terrivelmente cruel. A Criação nos alimenta, mas também nos mata. Ela contém todos os vírus que envenenam nossa vida. Eu não amo esse espírito franciscano beato que celebra sem matizes a beleza do cosmos”, concluiu o douto arcebispo.
Tubarão branco ataca surfista Mick Fannig na África do Sul.
“Não esqueçamos nunca que São Francisco canta a beleza da Criação,
embora ela seja terrivelmente cruel.
A Criação nos alimenta, mas também nos mata”, lembrou o arcebispo.
Como que confirmando a prudente observação do arcebispo belga, viralizou na internet a filmagem do ataque de dois tubarões brancos ao tricampeão mundial de surfe, o australiano Mick Fanning, que estava disputando uma final na África do Sul.

Na Austrália, o tubarão branco é bem conhecido como especialmente assassino, a ponto do governo sistematizar sua caça em águas territoriais.

Tubarão assassino cuja espécie e protegida multiplica mortes na Austrália

Austrália manda abater tubarões assassinos e ambientalistas fazem algazarra

Porém, militantes ambientalistas do gênero utópico e irracional reprovado por Mons. Léonard promovem manifestações para ‘salvar’ esse feroz habitante do mar.

Mick sobreviveu ao ataque na praia de Jeffrey's Bay dando fortes pontapés no nariz dos predadores assassinos que tentavam mordê-lo. Chegando lanchas de auxílio, os tubarões fugiram sem fazer mal ao surfista, noticiou o jornal argentino Clarin.

A final foi suspensa e Mick comemorou o feito fazendo um churrasco para amigos e participantes da competição.

Na falsa ideia da relação de São Francisco com a natureza, ao maltratar os tubarões Mick agiu como inimigo da Criação.

Na ótica correta explicada por Mons. Léonard, o surfista agiu em perfeita consonância com a ordem natural pregada por São Paulo e o grande Santo de Assis. Inclusive quando contribuiu para ‘aquecer o planeta’ com um merecido churrasco!



Agenda “verde”, governança mundial e mística ambígua no novo paradigma do Papa Francisco

O Papa Francisco privilegia indígenas na Jornada Mundial de Juventude do Rio
Segundo a doutrina social da Igreja reiterada muitas vezes —, há questões sobre as quais os católicos são obrigados a ter uma posição homogênea, como, por exemplo, em matéria de aborto, divórcio, estrutura natural do matrimônio. 

Outros temas, pelo contrário, são deixados ao julgamento da consciência bem formada dos fiéis. 

Abraçando a ideologia ambientalista, o Papa Francisco, porém, estabelece um novo paradigma.

Excerto do livro: “A mudança de paradigma do Papa Francisco: continuidade ou ruptura na missão da Igreja? Relatório de cinco anos do seu pontificado” Veja o texto completo no site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira


A encíclica Laudato Sì assume as teorias ecológicas catastrofistas — apesar de não existir um fundamento científico definitivo em apoio delas — e convida os fiéis a se empenharem prioritariamente nessas causas, em lugar daquelas nas quais eles devem falar com uma só voz, como a defesa da vida. 
 
A Santa Sé vem organizando nos últimos anos congressos internacionais, oferecendo uma tribuna a expositores que sempre promoveram a redução da população mundial (mediante a contracepção e o aborto) para “poupar” o planeta Terra. 

E não apenas isso. Como afirmou uma alta figura do Vaticano, pela primeira vez na história a agenda do Vaticano coincide com a das Nações Unidas, a qual se opõe em muitos pontos à verdade católica.

Em julho de 2014 o Papa Francisco caracterizou a preocupação pelo meio ambiente como “um dos maiores desafios de nossa época”, dando-lhe uma nota teológica: é preciso “converter-se a um desenvolvimento que saiba respeitar a criação [...] Esse é o nosso pecado: explorar a terra e não deixar que ela nos dê aquilo que ela tem dentro”[1].

Lançamento de encíclica ecológica de mãos dadas com a ONU


Lançamento da encíclica Laudato Si', Vaticano, 18 de junho de 2015
Lançamento da encíclica Laudato Si', Vaticano, 18 de junho de 2015
Poucos meses antes de três reuniões cruciais da ONU sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, o Papa Francisco publicou a encíclica Laudato Sì[2], fazendo de um lado ouvidos moucos às recomendações de um grupo consistente de teólogos, cientistas e economistas[3] e, de outro lado, pedindo a colaboração de intelectuais controvertidos como o ex-frade Leonardo Boff[4], adepto da Teologia da Libertação, ou Hans Schellnhuber[5], um membro do fracassado Club de Roma, simpático à “teoria Gaia”[6], promotor de uma Constituição da Terra, de um Conselho Global eleito pela população mundial e de uma Corte Planetária com jurisdição universal[7], além de defensor da ideia de que a população humana da terra não deveria passar de 1 bilhão. 

Em 1970 Schellnhuber previu que o fim dos recursos renováveis se daria em 1990 (!). 

Suas propostas são tão radicais, que o insuspeito New York Times o descreveu como “um cientista conhecido por sua posição agressiva em políticas relativas ao clima”[8].

Como preparação ao lançamento da encíclica, o Vaticano sediou uma jornada consagrada às mudanças climáticas, com a finalidade de “chegar a um consenso sobre o fato de que os valores do desenvolvimento sustentável são coerentes com os valores das principais tradições religiosas” [9]

O colóquio teve como expositores, entre outros, o então Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, o ex-presidente esquerdista do Equador, Rafael Correa, e o já citado economista Jeffrey Sachs, favorável ao controle da população através do aborto.


Visão apocalíptica fundada em “dogmas” sem base científica


Hans Schellnhuber veicula ideias de reduzir a humanidade até em 80%
Na referida encíclica, extrapolando sua função de guardião da fé e da moral, o Papa Francisco tomou abertamente partido em um debate altamente técnico, e propôs soluções que amplos setores do mundo científico, econômico e político consideram perniciosas para a humanidade, em particular para as regiões e camadas mais pobres da população do planeta. 

E isso apesar de na exortação Evangelii Gaudium ele ter escrito que “os crentes não podem pretender que uma opinião científica que lhes agrada — e que nem sequer foi suficientemente comprovada — adquira o peso de um dogma de fé”[10], e de reconhecer, na própria Laudato Sì, que “há discussões sobre problemas relativos ao meio ambiente, onde é difícil chegar a um consenso”, pelo que convida “a um debate honesto e transparente” [11].

Em que pese o anteriormente dito, o Papa afirma que “há um consenso científico muito consistente, indicando que estamos perante um preocupante aquecimento do sistema climático”, que “numerosos estudos científicos indicam que a maior parte do aquecimento global das últimas décadas é devida à alta concentração de gases com efeito de estufa [...] emitidos sobretudo por causa da atividade humana”, e que isso “é particularmente agravado pelo modelo de desenvolvimento baseado no uso intensivo de combustíveis fósseis”[12].

Com base nessas asserções, sem apoio em qualquer fonte, nem sequer em pé de página[13], a encíclica fornece uma visão apocalíptica dessas ameaças ao meio ambiente[14]

“O ritmo de consumo, desperdício e alteração do meio ambiente superou de tal maneira as possibilidades do planeta, que o estilo de vida atual — por ser insustentável — só pode desembocar em catástrofes, como aliás já está acontecendo periodicamente em várias regiões”[15].

Promoção de um estilo de vida miserabilista que prejudicará sobretudo os pobres


Para o Papa Francisco, “as raízes mais profundas dos desequilíbrios atuais” têm a ver com “a orientação, os fins, o sentido e o contexto social do crescimento tecnológico e econômico”[16], que procura um aumento indefinido da riqueza. 

Seria preciso, pelo contrário, uma “nova síntese”[17], uma “mudança radical”[18] e uma “corajosa revolução cultural”[19]

Sem querer “o regresso à Idade da Pedra”[20], ele sustenta, porém, que a “humanidade é chamada a tomar consciência da necessidade de mudanças de estilos de vida, de produção e de consumo, para combater este aquecimento ou, pelo menos, as causas humanas que o produzem ou acentuam”[21].

Essa nova cultura ecológica “deveria ser um olhar diferente, um pensamento, uma política, um programa educativo, um estilo de vida e uma espiritualidade que oponham resistência ao avanço do paradigma tecnocrático”[22]

Como exemplo de “hábitos nocivos de consumo” perniciosos para o meio ambiente, o Papa cita “o crescente aumento do uso e intensidade dos condicionadores de ar”[23], esquecendo que eles não são um luxo frívolo (se tivessem ar condicionado em casa, 14 mil anciãos provavelmente não teriam morrido na onda de calor que assolou o sul da França em 2003), mas uma necessidade para as condições de vida e de trabalho de milhões de pessoas em regiões tropicais.

O Papa Francisco parece esquecer que por volta de 1815 havia na Terra cerca de 1 bilhão de habitantes (a cifra ideal de Hans Schellnhuber), mas que nessa época a esperança de vida era de apenas 30 anos, e o ingresso per capita, em moeda constante, por volta de US$ 100, ou seja, que em nível mundial, por causa do progresso industrial, a esperança de vida mais do que dobrou (hoje é de 71 anos) e o ingresso multiplicou-se mais de cem vezes (hoje é US$ 12,000)[24].

Segundo o Papa Francisco, a “abordagem ecológica” é indispensável para “ouvir tanto o clamor da terra como o clamor dos pobres”, principais vítimas do desenvolvimento, uma vez que eles são “maioria no planeta, milhares de milhões de pessoas”[25]

De um lado, ele também parece esquecer que a redução da extrema pobreza tem sido um grande sucesso — de 1990 a 2010 ela foi dividida pela metade, segundo o insuspeito relatório da ONU sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, do ano 2014 — e, de outro lado, que se as propostas da encíclica fossem aplicadas, as maiores vítimas seriam os pobres da periferia, ou seja, os residentes nas regiões menos desenvolvidas do mundo, condenados a permanecer no subdesenvolvimento.

É igualmente demagógico afirmar, no que se refere ao “clamor da terra”, que deixaremos às gerações futuras somente “ruínas, desertos e lixo”[26]

Como bem apontou o colunista George Will, basta comparar os níveis de poluição em Londres nos romances de Charles Dickens ou olhar para a notável transformação do rio Tâmisa nos últimos 50 anos, para ver um eloquente desmentido[27]

E a realidade no que concerne ao lixo não é tão ruim, porque muito do “descarte” é reciclado, sendo a indústria da reciclagem uma fonte suplementar de muitos empregos e de riqueza[28].

Excerto do livro: “A mudança de paradigma do Papa Francisco: continuidade ou ruptura na missão da Igreja? Relatório de cinco anos do seu pontificado” Veja o texto completo no site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira




NOTAS
[2] O então Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, fez ele a ligação entre a encíclica e as iniciativas da ONU, dizendo num colóquio organizado pelo Vaticano: “Neste ano, com a próxima encíclica, a Cúpula sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e um Acordo global de mudança climática, temos uma oportunidade sem precedentes para articular — e criar — um futuro mais sustentável e uma vida com dignidade para todos” (https://www.un.org/sg/en/content/sg/statement/2015-04-28/secretary-generals-remarks-workshop-moral-dimensions-climate-change)
[4] “O Pontífice leu seus livros? ‘Mais do que isso. Pediu-me material para a Laudato Sì. Dei-lhe conselhos e enviei-lhe coisas que escrevi… De maneira que o Papa me disse diretamente: ‒ Boff, não me mande suas cartas diretamente. ‒ Por que não? Disse-me: ‒ Se não os subsecretários as interceptarão e não as receberei. É melhor enviar as coisas ao embaixador argentino junto à Santa Sé, com quem tenho um bom contato, e chegarão seguras em minhas mãos. O embaixador é um velho amigo do Pontífice. E depois, no dia prévio à publicação da encíclica, o Papa mandou chamar-me para agradecer-me pela ajuda’” (cf. http://www.ksta.de/kultur/leonardo-boff-im-interview--papst-franziskus-ist-einer-von-uns--25372660).
[5] Detalhes sobre suas posições e sua contribuição na redação da Laudato Sì em http://voiceofthefamily.com/professor-schellnhuber-climate-science-and-the-population-problem/
[10] Evangelii gaudium n° 243.
[12] Laudato Sì n° 23.
[13] O cardeal George Pell declarou a esse respeito: “A Igreja não tem nenhum mandato do Senhor para pronunciar-se em matérias científicas” (http://www.ft.com/cms/s/0/7f429c28-2bc6-11e5-acfb-cbd2e1c81cca.html )
[14] Por exemplo, apesar de o CO2 ser parte natural da atmosfera e necessário ao crescimento de qualquer vegetal, incluído o fito plâncton marinho, e à libertação de oxigênio na atmosfera, o Papa afirma que “a poluição (sic!) produzida pelo dióxido de carbono aumenta a acidez dos oceanos e compromete a cadeia alimentar marinha” (n° 24).
[15] Laudato Sì, n° 161.
[16] Ibid. n° 109.
[17] Ibid. n° 112.
[18] Ibid. n° 171.
[19] Ibid. n° 114.
[20] Ibid. n° 114.
[21] Ibid. n° 23.
[22] Ibid. n° 111.
[23] Ibid. n° 55.
[24] V. Steven W. Mosher, “Do the Pope and I live on the same planet?”, http://nypost.com/2015/07/05/do-the-pope-and-i-live-on-the-same-planet/
[25] Laudato Sì n° 49.
[26] Ibid. n° 161.
[28] Ver Fr James V. Schall sj, “Concerning the ‘Ecological’ Path to Salvation”  in http://www.catholicworldreport.com/2015/06/21/concerning-the-ecological-path-to-salvation/



Índios degradados: modelo da “conversão ecológica” postulada pelo Papa Francisco

Excerto do livro: “A mudança de paradigma do Papa Francisco: continuidade ou ruptura na missão da Igreja? Relatório de cinco anos do seu pontificado” Veja o texto completo no site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira



Os índios, modelo de respeito ecológico à natureza


O reverso da medalha das críticas ao desenvolvimento é a visão romântica que o Papa Francisco apresenta dos povos indígenas, os quais seriam modelos de sabedoria no seu relacionamento com a natureza: 
“Para eles, a terra não é um bem econômico, mas dom gratuito de Deus e dos antepassados que nela descansam, um espaço sagrado com o qual precisam interagir para manter a sua identidade e os seus valores. Eles, quando permanecem nos seus territórios, são quem melhor os cuida”[1].

Invasão de fazenda em Mato Grosso do Sul.
Invasão de fazenda em Mato Grosso do Sul.
Em outra passagem, falando das cooperativas e do autoabastecimento, Francisco afirma que assim “é possível gerar uma maior responsabilidade, um forte sentido de comunidade, uma especial capacidade de solicitude e uma criatividade mais generosa, um amor apaixonado pela própria terra”, e acrescenta: “Estes valores têm um enraizamento muito profundo nas populações aborígenes”[2].

Durante sua viagem ao México, em sermão para os índios de Chiapas, após afirmar que vivemos “uma das maiores crises ambientais da história”, ele declarou: 

“Nisto, vós tendes muito a ensinar-nos, a ensinar à humanidade. Os vossos povos […] sabem relacionar-se harmoniosamente com a natureza, que respeitam como ‘fonte de alimento, casa comum e altar do compartilhar humano’”[3].

Evidentemente esses elogios não são alheios aos conflitos existentes em várias partes do mundo entre ditas populações e as autoridades nacionais a propósito de projetos hidroelétricos ou extrativos de minerais em terras indígenas. 

Curiosamente, apesar de reconhecer, no início da encíclica, que “o princípio da subordinação da propriedade privada ao destino universal dos bens e, consequentemente, o direito universal ao seu uso é uma ‘regra de ouro’ do comportamento social e o ‘primeiro princípio de toda a ordem ético-social’”[4], esse princípio de subordinação da propriedade privada ao bem comum perde a validade quando se trata de populações indígenas.

Índios, ONGs e teologia da liberação: agentes preferidos do governo mundial verde auspiciado por Francisco.
Índios, ONGs e teologia da liberação:
agentes preferidos do governo mundial verde auspiciado por Francisco.
O direito ao território ancestral passa a ser absoluto, ainda que essa santuarização seja prejudicial ao desenvolvimento da respectiva nação e dos próprios povos aborígenes.
Assim, durante uma audiência com os participantes no 3° Fórum dos povos indígenas, organizado pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, o Papa Francisco afirmou que 

“deveria prevalecer sempre o direito ao consenso prévio e informado”, ao evocar o problema de “como reconciliar o direito ao desenvolvimento […] com a tutela das caraterísticas próprias dos indígenas e dos seus territórios”, especialmente nos casos de atividades econômicas “que podem interferir com as culturas indígenas e a sua relação ancestral com a terra”[5].

O Papa Francisco teve outros encontros com os povos aborígenes durante sua viagem de janeiro de 2018 ao Chile e ao Peru, tendo neste último país visitado a Amazônia.
Falando aos nativos dessa imensa região, após palavras de forte impacto retórico: 

“Nós, que não habitamos nestas terras, precisamos da vossa sabedoria e dos vossos conhecimentos para podermos penetrar — sem o destruir — no tesouro que encerra esta região, ouvindo ressoar as palavras do Senhor a Moisés: ‘Tira as tuas sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é uma terra santa’ (Ex 3, 5).

O pontífice reiterou sua preferência pelo estilo de vida indígena em confronto com aquele do Ocidente, no qual tudo seria condenável: 

“A verdade é que vós, com a vossa vida, sois um grito lançado à consciência de um estilo de vida que não consegue medir os custos do mesmo. Vós sois memória viva da missão que Deus nos confiou a todos: cuidar da Casa Comum”[6].

Lançamento da encíclica Laudato Si' só entusiasmou esquerdas
Lançamento da encíclica Laudato Si' só entusiasmou esquerdas
Surge no espírito a seguinte pergunta: — Esta contínua increpação ao modelo cultural e econômico do Ocidente, acompanhada de um simétrico elogio à sabedoria do estilo de vida aborígene, representa uma chave de leitura presumível das orientações do próximo Sínodo Especial sobre a Amazônia, convocado para 2019? 

A resposta deveria ser categoricamente afirmativa caso se leve em consideração a simpatia pela Teologia da Libertação de alguns dos 18 membros do Conselho pré-Sinodal que colaborará com a Secretaria Geral na preparação da Assembleia Especial, tais como o cardeal Cláudio Hummes e Dom Erwin Kräutler, prelado emérito de Xingu. 

Além dos preocupantes temas já explicitamente levantados por esses dois prelados sobre a ordenação sacerdotal de leigos casados (viri probati) e a simultânea revisão do celibato eclesiástico — o que inauguraria uma prática que a partir da Amazônia poderia dilatar-se por toda a Igreja.

Será preciso acompanhar com atenção se no referido Sínodo não se procurará também impor a todos os católicos a ideologia indigenista promovida por um setor pró-Teologia da Libertação do episcopado brasileiro, a qual já foi objeto quatro décadas atrás de uma documentada denúncia do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em seu livro Tribalismo indígena: Ideal comuno-missionário para o Brasil no século XXI[7].

A “governança mundial” para promover uma “comunhão universal” teilhardiana



Ela insiste em várias passagens sobre a necessidade de “conceber o planeta como pátria e a humanidade como povo que habita uma casa comum”[8], de “um acordo sobre os regimes de governança para toda a gama dos chamados bens comuns globais”[9], de “uma verdadeira Autoridade política mundial” dotada “de poder de sancionar”[10] e de “poder para punir os danos ambientais”[11].

Perfis pagãos projetados sobre São Pedro sublinham ecumenismo panteísta teilhardiano
Perfis pagãos projetados sobre São Pedro sublinham ecumenismo panteísta teilhardiano
Finalmente, é preciso destacar que, apesar de suas afirmações de que a defesa da natureza não requer “uma divinização da terra” nem “igualar todos os seres vivos e tirar ao ser humano aquele seu valor peculiar”[12], há passagens na encíclica que se colocam na linha do misticismo panteísta e evolucionista do Pe. Pierre Teilhard de Chardin, pessoalmente citado no documento (n° 83) [13].
O mundo é visto, de fato, como “sacramento de comunhão” no qual 

“o divino e o humano se encontram […] mesmo no último grão de poeira do nosso planeta”[14], pelo que “a meta do caminho do universo situa-se na plenitude de Deus, que já foi alcançada por Cristo ressuscitado, fulcro da maturação universal”[15], do que resulta que a “conversão ecológica” implica na consciência amorosa “de formar com os outros seres do universo uma estupenda comunhão universal[16].
Cabe destacar que, para a encíclica, o homem é fruto dos “processos evolutivos”, cuja “novidade qualitativa” pressupõe “uma ação direta de Deus”. 

Mas o egrégio autor nunca fala da alma humana racional, a não ser de passagem, em uma nota (§141) que diz: “o amor vive-se sempre com corpo e alma”.

Apoio à agenda anticristã sob o pretexto de “desenvolvimento sustentável”


Pondo em prática os princípios da encíclica, o Papa Francisco, no seu discurso à Assembleia Geral das Nações Unidas de 25 de setembro de 2015, disse que levantava sua voz “em conjunto com a de todos aqueles que aspiram por soluções urgentes e eficazes”, para denunciar o “caráter dramático de toda esta situação de exclusão e desigualdade” que resulta do “abuso e a destruição do meio ambiente”. 

Pelo que “a adoção da ‘Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável’, durante a Cúpula Mundial que hoje mesmo começa, é um sinal importante de esperança”[17].

Esse apoio incondicional à “Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável” é tanto mais grave e surpreendente quanto a Missão Permanente da Santa Sé nas Nações Unidas tinha feito registrar na sessão da Assembleia Geral de 1° de Setembro de 2015, ou seja, no começo do mesmo mês, uma declaração oficial exprimindo suas reservas quanto ao uso, no texto da referida Agenda, dos conceitos “saúde sexual e reprodutiva” e “direitos reprodutivos” (os quais, para serem aceitáveis, deveriam excluir explicitamente o aborto ou produtos abortivos de sua definição), assim como dos termos “contracepção”, “planificação familiar” (que deveriam incluir unicamente métodos moralmente lícitos) e, finalmente, “gênero” (o qual, para ser válido, deveria ser baseado na identidade sexual biológica).

Políticos comemoram Acordo de Paris recomendado pelo Papa Francisco.
Christiana Figueres (secretária-executiva); Ban ki-moon (secretário geral da ONU);
Laurent Fabius (presidente da COP21) e François Hollande presidente socialista da França.
Igualmente, a Santa Sé viu-se obrigada a reiterar que a “responsabilidade primária” e os “direitos primários” dos pais na educação dos filhos inclui seu direito à liberdade religiosa[18].

Nada disso impediu o arcebispo Marcelo Sánchez Sorondo, chanceler das duas academias de Ciências, de declarar com ufania que “pela primeira vez o magistério do Papa é paralelo ao das Nações Unidas[19].

Mais ainda, a mensagem pontifícia de 1° de setembro de 2016, para celebrar o “Dia Mundial de Oração pelo cuidado da Criação”, deu diretrizes de comportamento individual e aprovou iniciativas públicas contestáveis.

No plano individual, após citar o Patriarca Bartolomeu, para quem “todos nós, na medida em que causamos pequenos danos ecológicos”, somos chamados a reconhecer “a nossa contribuição — pequena ou grande — para a desfiguração e destruição do ambiente”, o Papa Francisco convidou cada um a arrepender-se “do mal que estamos a fazer à nossa casa comum”, como “indivíduos, acostumados a estilos de vida induzidos quer por uma cultura equivocada do bem-estar quer por um ‘desejo desordenado de consumir mais do que realmente se tem necessidade’”, assim como a fazer “um propósito firme de mudar de vida”, o qual “deve traduzir-se em atitudes e comportamentos concretos mais respeitadores da criação, como, por exemplo, fazer uma utilização judiciosa do plástico e do papel, não desperdiçar água, comida e eletricidade, diferenciar o lixo, tratar com desvelo os outros seres vivos, usar os transportes públicos e partilhar o mesmo veículo com várias pessoas, etc.”

Para tornar esse compromisso mais cogente, o Papa sugere “um complemento aos dois elencos de sete obras de misericórdia [espirituais e corporais], acrescentando a cada um o cuidado da casa comum” [20].

No plano institucional, a “proteção da casa comum requer um consenso político crescente”, motivo pelo qual o pontífice manifesta a sua satisfação pelo fato de que “em setembro de 2015, as nações da terra adotaram os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e, em dezembro de 2015, aprovaram o Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas, que se propõe o difícil mas fundamental objetivo de conter a subida da temperatura global”[21].

O apoio da Santa Sé à “Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável” é tanto mais desconcertante quanto ela já está sendo efetivada mediante a proliferação de iniciativas como a Innov8, da Organização Mundial da Saúde, que visa impor serviços de aborto, contracepção e educação sexual hedonista das crianças nos países menos desenvolvidos.

“Melodrama gnóstico e neopagão” na fachada da Basílica de São Pedro
Em nome da Sociedade pela Proteção da Criança Não-Nascida (SPUC), o pesquisador britânico Matthew McCusker declarou que “a aprovação pelo Papa Francisco e outros órgãos da Santa Sé [dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável] aumenta gravemente a ameaça para os mais inocentes e os mais vulneráveis entre nós”, pelo que “é absolutamente necessário que todos os Católicos resistam, da maneira mais apropriada à sua posição na Igreja, a esse alinhamento entre autoridades eclesiásticas e uma agenda internacional que visa a destruição de vidas inocentes e da própria estrutura da família”[22].

“Melodrama gnóstico e neopagão” na fachada da Basílica de São Pedro



A convergência do Papa Francisco com a agenda verde mais radical e pagã promovida pela ONU e por organizações internacionais ficou patente no dia 8 de dezembro de 2015, quando sobre a fachada da Basílica de São Pedro foi projetado o espetáculo Fiat lux: Illuminating Our Common Home, um verdadeiro “manifesto ecologista” financiado pelo World Bank Group com a intenção de traduzir em imagens a encíclica Laudato Sì.  

Ele projetava leões, tigres e leopardos lá mesmo onde os primeiros cristãos foram martirizados, e fazia pairar uma imensa coruja enquanto monges budistas em marcha pareciam indicar uma via de salvação alternativa ao cristianismo[23].

O jornalista Antonio Socci qualificou o espetáculo de “melodrama gnóstico e neopagão que tinha uma mensagem ideológica anticristã bem precisa”, observando que “em São Pedro, na festa da Imaculada Conceição, em lugar da celebração da Mãe de Deus preferiu-se a celebração da Mãe Terra, para fazer propaganda da ideologia dominante, essa ‘religião climática e ecologista’, neopagã e neomalthusiana que é sustentada pelos grandes poderes mundiais”[24].

Excerto do livro: “A mudança de paradigma do Papa Francisco: continuidade ou ruptura na missão da Igreja? Relatório de cinco anos do seu pontificado” Veja o texto completo no site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira



NOTAS

[1] Laudato Sì n° 146
[2] Ibid. n° 179.
[4] Laudato Sì n° 93.
[8] Laudato Sì n° 164.
[9] Ibid. n° 174.
[10] Ibid. n° 175, citando Bento XVI e João XXIII.
[11] Ibid. n° 214.
[12] Ibid. n° 90.
[13] Ver Arnaldo X. da Silveira, “Notas sobre Laudato Sì” in http://www.unavox.it/ArtDiversi/DIV1294_Da-Silveira_Note_su_Laudato-si.html Em 18 de novembro de 2017, a assembleia plenária do Conselho Pontifício para a Cultura aprovou uma moção para pedir ao Papa Francisco que remova o Monitum do Santo Ofício de 30 de junho de 1962 declarando que seus textos de caráter teológico e filosófico continham graves erros para a doutrina católica (http://www.disf.org/teilhard-de-chardin-petizione-monitum-consiglio-cultura).
[14] Laudato Sì n° 9, citando o Patriarca Bartolomeu, “Global Responsibility and Ecological Sustainability: Closing Remarks”, I Cúpula de Halki, Istambul.
[15] Ibid. n° 83.
[16] Ibid. n° 220.
[21] Ibid.
[22] Ver “The impact of the United Nations’ Sustainable Development Goals on children and the family, and their endorsement by the Holy See” in
[23] Ver Roberto de Mattei, “San Pietro: una basilica oltraggiata” in https://www.corrispondenzaromana.it/san-pietro-una-basilica-oltraggiata/



Cientista falsário aclama o Papa Francisco como “herói dos climatólogos”!

O prof. Michael E. Mann no tempo da polêmica pelo seu contestado gráfico
O prof. Michael E. Mann no tempo da polêmica pelo seu contestado gráfico
Michael E. Mann é o cientista criador de um dos maiores escândalos científicos do decadente século XX e do incipiente milênio. Ele forjou um quadro estatístico da evolução das temperaturas globais na Terra no último milênio.

Foi o controvertido “hockey stick graph” ou “gráfico do taco de hóquei” que acabou ganhando títulos de “ciência infame”. Tal vez hoje ganharia o apelativo de “fake science”.

O escândalo fez correr rios de tinta e montanhas de papel. Alguns de seus compinchas foram processados por impropriedade administrativa, pois tinham manipulado e feito desaparecer dados de grandes organismos públicos que estudam o clima.

O “gráfico do taco de hóquei” esteve no centro do “Climategate”, e serviu de “prova do revolver fumegante” das fraudes aquecimentistas.

Ele apresentava a forma de um taco de hóquei. As oscilações conhecidas da temperatura planetária durante mil anos forneciam uma figura estatística quase retilínea, respeitadas as mudanças havidas para cima e para abaixo.

Mas chegando a nossos tempos, o gráfico de Mann e colegas saía disparado para o alto em proporções inverossímeis a simples vista.

Por isso, criava a forma de um taco de hóquei em que a parte histórica constitui o mango do taco, e a invenção de Mann e compinchas se assemelha à parte inferior que serve para bater na bola.

O gráfico estava ideologicamente distorcido e assim o confirmaram as pesquisas independentes em meio à algazarra promovida pelos ativistas “verdes”.

Muitos colegas na fraude renunciaram a prestigiosas funções em organismos científicos, tiveram que responder ante a Justiça ou a administração pública, etc.

O controvertido e inacreditável "gráfico do taco de hockey"
Abafados os ecos do escândalo após quase vinte anos, Mann reapareceu publicamente como que ressuscitado pela encíclica ‘Laudato Si’ que veio lhe dar um inesperado empurrão anímico.

Tal vez Mann e compinchas esteja entre os cientistas citados, mas não nomeados no documento de Francisco I como fonte idónea de informação a respeito do ‘aquecimento global’.

Mann lançou em junho deste ano (2018) o livro “A Terra Arde” durante o “Festival de Radiopop” – aliás, muito pouco científico – na Itália.

O evento de medíocre dimensão foi promovido pela Radio Popolare emissora ligada historicamente à extrema esquerda peninsular.

Na ocasião foi entrevistado pelo quotidiano milanês “Corriere della Sera” sobre o futuro das esquerdas e sobre tudo da ecologista por ele representada.

“Deixai-me dizer antes de tudo – pediu – que o Papa Francisco é um verdadeiro herói e que é maravilhoso que esteja usando o imenso capital político e social à sua disposição para promover a conscientização da ameaça ao planeta representada pelas mudanças climáticas antropogênicas, quer dizer causadas pelos homens”.

O ativista de maculada fama se declarou “intrigado” pelo fato do Pontífice ter convocado a Roma os principais dirigentes da indústria dos combustíveis fósseis do mundo.

Mas ele supôs a hipótese mais simpática às esquerdas ambientalistas: que o Pontífice tenha criado a ocasião para influenciá-los num sentido revolucionário.

“Se alguém tem a capacidade de influenciar esses atores chave é exatamente o próprio Papa Francisco. Só ele pode pressionar esses grupos”.

Lamentou que as esquerdas perdessem o controle da presidência americana após os vitupérios de praxe contra o atual presidente.

Mann manifestou seu regozijo com a liderança da China e a União Europeia na impossível luta para conter o inexistente “aquecimento global”.

Ele aparentou desconhecer que a China não faz nada do que diz e se serve do tema como instrumento para tentar estabelecer sua hegemonia mundial.

O Papa Francisco com os líderes das grandes multinacionais do petróleo.
Fonte: Quartz 9-6-2018.
Mann: “O Papa é o herói de nós climatólogos”
Também se omitiu sobre os escândalos de falsas contribuições à dita luta constatados em grandes empresas da União Europeia.

Ele defendeu seu “gráfico taco de hóquei” de vinte anos atrás que o desmoralizou na comunidade científica.

Passou por cima da falsidade científica do gráfico e comemorou sua “dimensão simbólica” subversiva.

“[O gráfico] tornou-se um símbolo no debate sobre as mudanças climáticas por causa de sua poderosa mensagem”, disse menosprezando seus opositores, bajulando seus simpatizantes, sem fornecer algum elemento esclarecedor de sua posição.

A frase de Mann, malgrado sua reputação de falsário entre os cientistas objetivos, que mais impressionou ao jornal milanês foi: “O Papa é o herói de nós climatólogos”. O jornal a colocou como manchete.

Por certo, isso nada falou de bom sobre as teorias científicas pessoais do Pontífice contidas na encíclica ‘Laudato Si’.

Os fiéis católicos e os cientistas honrados interessados aguardam que a temática seja abordada com seriedade e sem apriorismos ideológicos.



Vaticano acolhe maiores inimigos da vida com pretextos ambientalistas radicais

Steven Mosher, presidente do Population Research Institute, denunciou que o Catholic Relief Services da Conferência Episcopal dos EUA promove abortivos e a contraceptivos no Quênia
Steven Mosher, presidente do Population Research Institute, denunciou
que o Catholic Relief Services da Conferência Episcopal dos EUA
promove abortivos e a contraceptivos no Quênia
O cientista social e escritor Steven Mosher, presidente do Population Research Institute, qualificou o sofisma do “aquecimento global” de inimigo da santidade das vidas humanas inocentes.

Ele falou durante o simpósio internacional “Ambientalismo e mudança climática: uma avenida para a limitação da população”, sobre a natureza anticristã do controle da população mundial.

Divulgada pelo “Life Site News”, sua palestra teve o seguinte título: “Como os inimigos radicais da vida estão tocando sua agenda global para acabar com a pobreza eliminando os pobres”,

Especialista em política interior da China, Mosher começou lembrando que a temperatura da Terra sempre está oscilando, por vezes de modo dramático.

“Fiz um estudo histórico das mudanças climáticas na China, o qual mostra que há 2.000 anos a temperatura média do país era vários graus mais quente do que hoje. E precisou passar muito tempo para que ocorresse a alguém falar em mudança climática e aquecimento global”.

O escritor, que se aprofundou em oceanografia pela Universidade de Washington, lembrou que no período jurássico a Terra tinha uma média de temperatura 15º acima da média atual.

Mosher lembra que os mesmos “especialistas” que nos anos 1970 espalhavam fanaticamente que a Terra estava entrando em uma nova “era glacial” viraram agora 180 graus.

“A verdade é que ninguém sabe o que acontecerá com o clima no futuro. Nós tivemos aquecimentos globais e eras glaciais bem antes de os homens inventarem os motores.

“Esta é a maior fraude científica jamais perpetrada no seio da família humana”.

Paul Ehrlich é o mais famoso pregador de uma redução drástica da humanidade, mas é acolhido no Vaticano como autoridade enquanto bane os defensores da vida
Paul Ehrlich é o mais famoso pregador de uma redução drástica da humanidade,
mas é acolhido no Vaticano como autoridade enquanto bane os defensores da vida
Mosher denunciou que os “especialistas” promotores da teoria do “aquecimento global” humanamente gerado estão “gastando bilhões de dólares em pesquisas financiadas e sendo pagos para isso. E se eles não provarem o ‘aquecimento global’, não terão os créditos renovados”.

O meteorologista Anthony Watts estima que para alimentar o “boato climático” foram gastos entre $1,5 e $2 trilhões de dólares.

Para Mosher, como para muitos estudiosos, uma elevação da temperatura global seria positivo, pois aumentaria muito a produção de alimentos. Havendo aquecimento, o Canadá e a Sibéria teriam enormes extensões de terra aproveitáveis pela agroindústria.

Mas o que se vê é o contrário, disse Mosher. É “politicamente correto” gastar um bilhão de dólares por ano num “gigantesco esforço de propaganda” contra a ciência e o bom senso.

“Eles manipulam o ‘aquecimento global’ como escusa para justificar sua guerra contra o homem promovendo abortos, a esterilização e a contracepção no mundo”.

Mosher deplorou ainda que “alguns dos participantes de recentes congressos no Vaticano tenham um longo histórico de promoção da limitação da natalidade e do aborto. Isso está em oposição ao ensinamento da Igreja.

“Eu fiquei surpreso que fosse dada pelo próprio Vaticano uma cátedra a essas pessoas para propagarem posições que violam diretamente o ensino católico”.

Segundo Michael Hichborn, presidente do Lepanto Institute, que promoveu o Congresso, ativistas pró-aborto estabeleceram uma cabeça de ponte dentro da Igreja Católica com o pretexto de salvar o meio ambiente.

Uma vez dentro, eles estão “trabalhando ativamente para minar e subverter a Igreja e seus ensinamentos”, num “ataque sem precedentes”.

Mosher acrescentou que está horrorizado com “certas pessoas no Vaticano que estão mais interessadas em ganhar aplausos do mundo do que em evangelizar e levar o maior número possível de almas para o Céu”.

Ele mencionou como exemplo de convidado do Vaticano seu ex-colega Paul R. Ehrlich, que divulga “pontos de vista extremistas sobre o crescimento da população, comparando-o ao crescimento de um câncer”.

Sobre as teorias anti-humanas de Paul Ehrlich clique aqui


Acrescentou que os alarmistas são “anti-humanos”, inspirados por um “ódio demoníaco contra os nossos colegas, os seres humanos. Eles derramam copiosas lágrimas quando um cachorro ou um gato é maltratado, mas nem olham para as 4.000 crianças brutalmente assassinadas nos ventres maternos todo dia nos EUA”.

A Pontifícia Academia das Ciências só deveria convidar católicos, completou Mosher. Mas ouvindo esses inimigos da vida, o Papa Francisco atribuiu a fome mundial às mudanças climáticas, o que “inverte totalmente os fatos”.

Hichborn, por sua vez, completou: “Se não combatermos isso agora, depois será tarde, porque não ficará civilização para defender”.



Biomas preocupam a CNBB, mas não as dezenas de milhões de católicos que abandonaram a Fé

Igreja de Nossa Senhora de Nazaré, São Cristóvão. Abandonada como muitas outras, mas o que importa é o bioma!
Igreja de Nossa Senhora de Nazaré, São Cristóvão.
Abandonada como muitas outras, mas o que importa é o bioma!
abordou mais uma vez a questão ambiental, como já fez em edições anteriores. O tema foi “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”.

Quando falei isto a meus amigos, aliás muito enfronhados na problemática ambientalista brasileira, iniciou-se uma conversa amável que degenerou na máxima confusão.

Afinal de contas o que e que é a CNBB entende como bioma e o que tem a ver essa campanha com a religião católica, perguntavam todos.

Por isso quando vi o artigo “Biomas brasileiros — cultivar e cuidar” do Emmo. Cardeal arcebispo de São Paulo D. Odílio Scherer, achei que iria a ouvir algo bem definido e esclarecedor.

E acabei estarrecido pela radicalidade dos propósitos expostos com dulçurosa redação.

A escolha do tema foi influenciada, escreveu o prelado, pela encíclica ‘Laudato si’, do papa Francisco (2015).

Voltou-me à mente a euforia das esquerdas latino-americanas mais extremadas com dita exortação.

Veja: Encíclica Laudato Si’ causa perplexidades entre os católicos e regozijo nos extremismos de esquerda

Mas, o alto eclesiástico, explicou que a CNBB com essa campanha na Quaresma visou convidar os cristãos a refletirem sobre as implicações da sua fé em Deus.

Fazenda Buriti invadida e incendiada por índios teleguiados pelo CIMI
Fazenda Buriti invadida e incendiada por índios teleguiados pelo CIMI
Ele reconhece que o tema soa abstrato e distante da religião, objeto de ocupação apenas para especialistas e ambientalistas de carteirinha.

Leia-se MST, CIMI, ONGs nacionais e internacionais, Funai e outros tentáculos mais ou menos combinados com a CNBB para fazer a revolução no Brasil.

O arcebispo paulista também reconhece que “para a maioria das pessoas, talvez o conceito ‘bioma’ seja até desconhecido”.

E explica que “trata-se de um ambiente da natureza que tem um conjunto de características próprias e hospeda diversas espécies vivas bem harmonizadas com esse ambiente”.

Como é que as invasões das fazendas por indígenas atiçados pelo CIMI e denunciadas documentadamente na CPI de Mato Grosso do Sul servem para “harmonizar” as ‘espécies vivas do ambiente’ jogando num luta fratricida uns brasileiros contra outros? Visivelmente há muitas coisas que não colam.

Quanto mais lia, menos entendia... É um modo de dizer, acho que entendia cada vez mais.

Prosseguindo me deparei com que “todos os biomas brasileiros estão ameaçados e a principal ameaça é representada pela interferência indevida do homem neles. (...)

Campanha da Fraternidade 2017 se preocupou dos 'biomas'. E das dezenas de milhões de católicos que deixaram a religião?
Campanha da Fraternidade 2017 se preocupou dos 'biomas'.
E das dezenas de milhões de católicos que deixaram a religião?
“certas formas de manejo florestal, agricultura ou criação de gado, e mesmo de urbanização, podem produzir profundas alterações no delicado equilíbrio dos biomas.

“Por motivos econômicos, a natureza acaba sendo vista como fonte de recursos disponíveis, sobre os quais o homem avança com a vontade de se apropriar, sem considerar as consequências presentes e futuras de sua intervenção no ambiente da vida.

“A natureza ferida e desrespeitada pode voltar-se contra o próprio homem, que se torna a sua vítima”.

Simples: a gloriosa sucessão de gerações de produtores agropecuários que regaram o solo brasileiro com seu sangue, com seu suor e suas lágrimas para tirar o Brasil da incultura e da barbárie são os maiores inimigos do País (ou de seus biomas)!

E Deus que mandou os homens ocuparem a Terra toda, será por caso inimigo dos biomas?

Então a Campanha da Fraternidade 2017 visa conscientizar os cristãos dessa realidade execrada pela CNBB após piruetas verbais bem do gosto dos “verdes” e das esquerdas subversivas.

Dita conscientização, acrescenta o artigo comentado, não fica no campo. Deve ir por cima das cidades e de seus habitantes que constituem a larga maioria da população nacional.

E como na cidade não existe o famoso “bioma” na acepção adotada pela CNBB, o artigo excogita a existência de um “bioma urbano” . Nele ‘o ser humano é seu principal agente ativo e passivo’.

Por que não mencionar também os passarinhos, animais de afeição, e em ultima análise, insetos, baratas e ratos que pululam desagradavelmente nas cidades, se a acepção adotada é para ser levada a sério?

O Exmo. arcebispo reconhece por fim que haverá “quem pergunte: por que motivo a Igreja Católica se preocupa com uma questão que não é propriamente religiosa? E por que promove essa reflexão justamente no tempo da Quaresma, marcadamente religioso e cristão?”

Nesta capelinha de Barra do Guaicu, MG, o bioma parece ter progredido.
Nesta capelinha de Barra do Guaicu, MG,
o bioma parece ter progredido.
É a pergunta de todo mundo que tem um resto de fé e de lógica.

E responde que “a atitude religiosa decorrente da fé cristã não se expressa apenas em cultos, ritos, preces e exercícios propriamente espirituais. A fé cristã integra todas as dimensões da vida e da ação humana e as realidades do mundo”.

Mas é essa fé católica que está sendo abandonada no Brasil, não só na prática nas igrejas mas em “todas as dimensões da vida e da ação humana e as realidades do mundo”!

A grei confiada à CNBB está se dispersando a ponto de ficar reduzida a um mero 50% – segundo dados do IBGE e da Datafolha – quando em 1940 os católicos eram 95% segundo o mesmo IBGE? 

Essa perda massiva da fé católica não pede uma retomada fervorosa da pregação que inspirou o nascimento do Brasil e seu desenvolvimento através dos séculos de sua história?

A CNBB não responde ao clamor dessas dezenas de milhões de almas que se perdem no materialismo ambiente e prefere ficar na encíclica Laudato si’ levada como bandeira pelo bolivarianismo e populismo subversivo latino-americano!

E nos quase divinizados biomas.... que são explorados como ‘slogans’ do ambientalismo radical!



Devaneios ambientalistas-ocultistas no “L’Osservatore Romano”

Práticas ocultistas de Rudolf Steiner, pregadas pelo seu discípulo Carlo Triarico no jornal criado para defender a Igreja!
Práticas ocultistas de Rudolf Steiner, pregadas pelo seu discípulo Carlo Triarico
no jornal criado para defender a Igreja!
Em editorial do dia 4 de janeiro de 2017, com o pretexto de libertar a cidade de Aleppo e a Síria da pobreza, das mudanças climáticas e do desequilíbrio demográfico, o jornal “L’Osservatore Romano” estampou uma apologia de métodos ocultistas pretensamente ambientalistas.

O autor da proposta anticristã é Carlo Triarico, presidente da Associação para a Agricultura Biodinâmica.

Essa divulga o método de cultivo inventado há um século pelo austríaco Rudolf Steiner (1861-1925), idealizador da “antroposofia”, sistema derivado da Teosofia, com liturgias e rituais próprios voltados para as ciências ocultas. 

O método apela para rituais de “adubação homeopática”. Estes incluem práticas supersticiosas como encher chifres de vaca com tripas de cervo macho para atrair “forças espirituais, cósmicas e astrais às plantas”.

O método foi definido de simples “magia” por quase todas as sociedades científicas que operam no setor agrícola italiano, em carta aberta ao ministro da Agricultura em novembro de 2015.

A publicação desses devaneios ocultistas no “L’Osservatore Romano” dá continuidade à pregação do mesmo autor. Em artigo de 28 de novembro, Triarico reivindicava com orgulho ter organizado uma conferência sobre a “Laudato Si”, a encíclica em favor da revolução ecológico-panteísta assinada pelo Papa Francisco I.

Triarico integrou as esquálidas dezenas de integrantes de “movimentos populares” que o pontífice recebeu no Vaticano no dia 5 de novembro de 2016.

Na ocasião, o Papa elogiou a revolução promovida por esses ativistas, entre os quais se encontrava João Pedro Stédile, líder do famigerado MST. Segundo o Pontífice, esses militantes da subversão fazem parte do “grande movimento de inovação pela casa comum que está crescendo no mundo”.

Agora é o jornal nascido para defender a Igreja e a boa ordem natural e social que se abre com frequência cada vez maior para esse ativista esotérico.

Foi também a Triarico que o “L’Osservatore Romano”, em artigo na edição de domingo, 18 de setembro, confiou a reprimenda apocalíptica à fusão entre a Bayer e Monsanto, lembrou o blog “Fratres in Unum”.

O editorial de janeiro estimulou um hino falacioso às virtudes milagrosas de um método de cultivo cheio de bruxedos “para acabar com a fome, criando condições para a resiliência camponesa às mudanças climáticas”, exorcizando a migração e as guerras, não só na Síria, mas em outros países como a “Jordânia, Irã, Egito, Argélia, Eritreia, Etiópia, Iêmen”, acrescentou “Fratres in Unum”.

O substrato comum à ecologia radical e à “teologia da libertação”, agora “teologia da libertação da Terra”, cheira fortemente a esoterismo ocidental, bruxaria oriental e satanismo planetário.

Durante sua longa existência, o quotidiano “L’Osservatore Romano”, editado pela Secretaria para a Comunicação da Santa Sé, manteve uma linha editorial independente que foi um farol da boa doutrina e da boa visualização dos problemas modernos.

Fundado em 1861 com o apoio do bem-aventurado Pio IX, então Papa felizmente reinante, sua finalidade explícita foi “apresentar com autoridade as posições da Santa Sé e opor-se eficazmente à imprensa liberal”.

A aprovação oficial do Estado Pontifício, do qual o Papa era rei, definia que o objetivo principal do jornal era “desmascarar e refutar as calúnias que são lançadas contra Roma e o Pontificado Romano”, com a certeza de que “o mal não terá a última palavra”.

Por isso “L’Osservatore Romano” tinha como dístico a promessa de Jesus Cristo ‘Non prævalebunt’ (“As portas do inferno não prevalecerão contra Ela”, São Mateus XVI, 18).

Entretanto, nova orientação foi imposta ao jornal no atual pontificado, adotando uma linha favorecedora dos movimentos e das ideologias tribalistas, subversivas, ambientalistas radicais afins com a teologia da libertação da Terra.

Para dor de inúmeros fiéis, essa orientação afina com a dos adversários anticatólicos que o jornal nasceu para combater.

Em recentes edições, essa nova tendência do “L’Osservatore Romano” vem superando os limites do acreditável. Não surpreendem então as informações de que os católicos já não mais o compram nas bancas, sua tiragem é mínima, e suas edições semanais em outras línguas beiram à extinção.



Governo italiano promove esoterismo ecológico

Agricultura biodinâmica entre a astrologia e a superstição.
Mas recusa da tecnologia agrícola racional.
A confraria “verde” é pródiga em montagens tapeadoras para dissimular até mesmo práticas esotérico-místicas. Na Itália, ela espalhou a “agricultura biodinâmica”, segundo relata Luciano Capone no jornal “Il Foglio” citado pelo site Infocatólica.

O nome faz pensar numa simpática nova forma de melhorar a produção agrícola. Mas a Rede Ibero-americana de Estudo das Seitas (RIES) denunciou que se trata de um artifício cuja estratégia é inocular o esoterismo.

O artigo acrescenta que o Ministério de Agricultura italiano, sabendo ou não do estratagema, acabou “aprovando a bruxaria”.

A “agricultura biodinâmica” foi apresentada na Universidade Comercial Luigi Bocconi, de Milão, como um método de cultura “paranormal” (sic!) inventado num castelo da Silésia em 1924, (Alemanha) pelo notório mestre ocultista Rudolf Steiner, fundador da Antroposofia.

Sobre as origens esotéricas do movimento ambientalista, veja: O que é a ecologia? 3 – O ecologismo no cerne do nacional-socialismo
Por causa dessa apresentação, o Reitor pediu desculpas por ter cedido essa prestigiosa universidade para servir de cenário a uma teoria fantasiosa, mas explicou ter recebido pressões até do Ministério da Agricultura, obviamente ligado a setores avançados da revolução cultural.

Segundo “Il Foglio”, o Ministério agiu por convicção ideológica. O governo italiano, que vem promovendo a demolição das instituições cristas italianas como a família, também promove a “agricultura biodinâmica”, tendo-a incluído no “Plano Estratégico Nacional para o desenvolvimento do sistema biológico”.

O vice-ministro Andrea Olivero e o ministro Maurizio Martina haviam anunciado que iam “criar cursos universitários específicos sobre a agricultura biodinâmica” com modalidades que não podem ser consideradas efêmeros gestos políticos à procura de votos e misturando os termos.

Pensador ocultista erigido em mestre de uma agricultura
puxada a bruxaria: Rudolf Steiner
A “agricultura biodinâmica”, explica o jornal, não é senão uma agricultura na qual seus adeptos aplicam substâncias e procedimentos tirados de uma filosofia que mistura astrologia, homeopatia e espiritismo.

Exemplos dessa singular mistura figuram num manual que recomenda preparados diluídos homeopaticamente dentro de bexigas de cervo macho cheias de flores penduradas do teto, ou enterrando chifres de vaca cheios de esterco, na certeza de que energias cósmicas e forças astrais influirão positivamente sobre as plantas e o meio ambiente.

Esta prática nada tem de científica, embora diga tê-lo e até manipule termos sisudos.

Não há sequer um só estudo que tenha demonstrado quais são essas energias do cosmos que entram no “chifre de esterco” enterrado, nem qual é o modo de ação e os efeitos dessa macumba sobre os vegetais.

Os defensores dos ritos biodinâmicos introduziram a antroposofia agrícola de Rudolf Steiner no referido “Plano estratégico nacional” italiano.

Esse Plano oficial, dotado de verbas governamentais, também prevê que a biodinâmica seja objeto de um “aprofundamento profissional e a experimentação em duas Universidades”, além da “constituição de um comitê permanente de coordenação para a investigação”.

Pareceria mais um esquema de corrupção de que o mundo da política está cheio um pouco por toda parte. Mas o apelo a forças ocultas está no coração da nova religiosidade comuno-tribalista que tenta impor-se sob formas ecológicas sedutoras.

O jornal italiano conclui que o mesmo governo que promove no Plano a investigação e desenvolvimento do “chifre de esterco” e dos ritos esotéricos dos discípulos de Rudolf Steiner, obstaculiza ao mesmo tempo com alegações ecológicas as pesquisas em biotecnologia, que poderiam seriamente até salvar culturas típicas em perigo de desaparecer por causa de vírus, bactérias e parasitas cada vez mais ameaçadores.

Enterrando um chifre cheio de esterco para atrair 'energias positivas'. Não é conselho de pajé. É bruxaria diz grupo anti-seitas
Enterrando um chifre cheio de esterco para atrair 'energias positivas'.
Não é conselho de pajé. É bruxaria diz grupo anti-seitas
A orientação de “caráter estratégico” do Ministério da Agricultura italiana servirá para direcionar a política de desenvolvimento rural financiado pela União Europeia a partir de agora até o ano 2020, com um investimento de aproximadamente 1,5 bilhões de euros.

O empresário Oscar Farinetti, fundador da maior rede italiana de supermercado no mundo – que comercializa massa de tipo capitalista contra o qual deblateram os ambientalistas mais radicais – anunciou que passaria a explorar muitos de seus vinhedos com o método biodinâmico.

Talvez, diz “Il Foglio”, trate-se de uma decisão comercial visando atrair clientes. Até lá a coisa passaria.

O problema, conclui o jornal, é que quando o Ministério da Agricultura ideologicamente ocupado promove a “agricultura biodinâmica” – quer dizer, essa mistura de magia, esoterismo, homeopatia e astrologia – como parte nova do futuro da investigação científica e da agricultura italiana, os empresários inteligentes sentem que, se não entrarem por aí, perderão os indispensáveis apoios de que necessitam.

Vai entrando assim o que alguns já estão chamando de ditadura verde, toda feita de extravagâncias ideológicas, pirâmides de leis e regulamentos que sufocam a verdadeira agricultura e empurra o país para a miséria tribal-comunista.



Americanos não acreditam na encíclica “Laudato Si”

Americanos não acreditaram na encíclica verde “Laudato Si”. Lançamento da encíclica no Vaticano.
Americanos não acreditaram na encíclica verde “Laudato Si”.
Lançamento da encíclica no Vaticano.
Caiu na insensibilidade e desinteresse geral, a encíclica “Laudato Si’” do Papa Francisco I. Com ela o Pontífice tenta amarrar o mundo católico no comboio de suposições apocalípticas do radicalismo ambientalista a respeito de um eventual colapso material do planeta.

Quem registra essa constatação é um vaticanista bem informado nos ambientes próximos do Pontífice: Marco Tosatti em seu blog “Stilum Curiae”.

Tal vez sentindo isso, a mal acolhida encíclica acrescentou uma segunda parte cuja inspiração provém da Teologia da Libertação, e uma parte final com considerações místicas engajando augures do panteísmo e do paganismo.

Tudo isso é matéria muito contestada nos ambientes católicos, e os seguidores da ‘Laudato Si’ insistiram mais em seus conteúdos supostamente científicos ou mais de acordo com o catastrofismo de moda entre os “verdes”.

Projeção 'Fiat Lux' sobre a basílica de São Pedro de sabor esotérico pareceu saldar o engajamento com o ambientalismo radical.
Projeção 'Fiat Lux' sobre a basílica de São Pedro de sabor esotérico
pareceu saldar o engajamento com o ambientalismo radical.
Tosatti cita uma sondagem feita nos EUA, segundo a qual o soado apelo do Pontífice não produziu até o presente um impacto eficaz na maioria do público americano.

Foi o que declarou ao jornal britânico “The Guardian”, o professor Nan Li, responsável da área de pesquisas da Texas Tech University.

“Os católicos conservadores que ficaram submetidos a uma pressão cruzada na dificuldade de conciliar seus pontos de vista e os de sua autoridade religiosa tendem a desvalorizar a credibilidade do Papa a respeito deste argumento”, disse Nan Li.

Não é de se espantar, pois as questões ambientais não pertencem à missão da Igreja e não é matéria para pronunciamentos da autoridade moral e religiosa do catolicismo.

O fiel não está obrigado a concordar com a autoridade religiosa em matérias extra-religiosas.

Ativos militantes de esquerda hoje reciclados ao ambientalismo, como Christiana Figueroa, que na época era a responsável da ONU nestes temas, comemorou como uma vitória porque o “Papa Francisco se engajou pessoalmente no tema como nenhum papa antes fizera”.

Hoje esse engajamento aparece vazio de consequências.

A pesquisa citada pelo vaticanista foi publicada na revista especializada Climatic Change. E aponta como disse a que o impacto do pronunciamento foi muito menor do que se previa.

Foram consultadas 2.755 pessoas, entre as quais 700 católicos num espectro que abarcava todos os EUA.

Apenas 22,5% dos entrevistados tinha ouvido falar da então trombeteada e agora esquecida encíclica.

Segundo os pesquisadores não se pode afirmar que a encíclica esteja relacionada com algum aumento de preocupação com a “mudança climática”.

Espetáculo Fiat Lux na basílica do Vaticano 8-12-2015. Católicos se afastaram do posicionamento da Encíclica sobre assunto não religioso
Espetáculo Fiat Lux na basílica do Vaticano 8-12-2015.
Católicos se afastaram do posicionamento da Encíclica sobre assunto não religioso
Quanto mais se avança à direita no espectro político americano, mais cai a credibilidade do Pontífice sobe o tema.

Como conclusão, o estudo afirma que tal vez “o apelo ecologista do Papa possa ter aumentado as preocupações de alguém sobre a mudança climática, mas atraiu contra si o público conservador, católico e não católico.

“Esses não só fizeram resistência à mensagem, mas defenderam suas opiniões prévias desvalorizando a credibilidade do papa sobre a mudança climática”.

Os pesquisadores americanos e o vaticanista Tosatti teriam encontrado alguns raros espécimenes de simpatizantes da “Laudato Si” no recente III Encontro dos Movimentos Populares” promovido pelo Papa Francisco no Vaticano.

Ali teriam encontrado a João Pedro Stédile e alguns punhados de agitadores do MST, e alguns subversivos antiprogresso e prosélitos do culto pagão da Mãe Terra.



Show “Fiat Lux” desvenda fundo oculto do ambientalismo no gosto comuno-progressista

Em numerosos posts deste blog temos documentado e comentado a existência de um fundo panteísta e evolucionista que crepita dissimuladamente no ecologismo radical.

Essa visão do mundo afino com o evolucionismo marxista e o de certas escolas teológicas, como a de Teilhard de Chardin ou místicos pagãos islâmicos, por exemplo.

Infelizmente, ela irrompeu num texto de grande repercussão mundial.

Esse texto que se apresenta como uma encíclica embora não pretenda sê-lo e virtualmente ignore o nome de Jesus Cristo é a Laudato Si’.

Também em numerosos posts publicamos autorizados comentários sobre a ausência de fundamentos científicos sólidos e a consonância ideológica desse quilométrico escrito com a teologia da libertação, na sua versão mais atualizada.

A Laudato Si’ versou sobre matéria para a qual – no parecer altamente autorizado do Cardeal Pell – a Igreja Católica não recebeu mandato de Jesus Cristo para pregar.

À luz dessa afirmação, a Laudato Si’ assume o caráter de opinião de um doutor privado falando a título pessoal.

Entretanto, a projeção do show “Fiat Lux” sobre a basílica de São Pedro que pretende ilustrar essa encíclica, estarreceu a um número incontável de romanos, civis e eclesiásticos, que amam entranhadamente o templo máximo do catolicismo.

O show aprovado por autoridades vaticanas e financiado pelo Banco Mundial foi apresentado como uma forma de pressionar a COP21 nesses dias reunida em Paris para tentar aprovar uma governança mundial radical.

No show o ambientalismo mais radical se exprimiu com imagens e sons que revelam essa religiosidade panteísta que propugna um regime anarco-tribalista para a humanidade.

Até admiradores do pontificado atual, como o vaticanista Andrea Tornielli do jornal “La Stampa”, escreveram que se deles dependesse o enviesado show não deveria ter sido projetado de tal maneira desvenda pressupostos para os quais o público comum não estaria preparado.

A continuação oferecemos um comentário do catedrático de História Roberto de Mattei, autor de inúmeros livros e ganhador de alguns dos mais prestigiosos prêmios acadêmicos da Itália.

Ele descreve e comenta com equilíbrio, respeito e competência o revelador espetáculo exibido nessa noite de 8 de dezembro no Vaticano, sob a bandeira da ecologia.



São Pedro: uma basílica ultrajada
Roberto de Mattei
(1948 - )
professor de História,
especializado nas ideias
religiosas e políticas no
pós-Concilio Vaticano II.


Basilica de Sao Pedro profanada
A imagem que ficará associada à abertura do Jubileu extraordinário da Misericórdia não é a cerimônia antitriunfalista celebrada pelo Papa Francisco na manhã de 8 de dezembro, mas o retumbante espetáculo Fiat lux: Illuminating Our Common Home, que concluiu a referida jornada, inundando de sons e de luzes a fachada e a cúpula de São Pedro.

Ao longo do show, patrocinado pelo Grupo do Banco Mundial, imagens de leões, tigres e leopardos de proporções gigantescas se projetavam sobre a fachada de São Pedro, que se eleva precisamente sobre as ruínas do circo de Nero, onde as feras devoravam os cristãos.

Graças ao jogo de luzes, a basílica dava a impressão de estar de cabeça para baixo, de dissolver-se e submergir-se. Sobre a fachada apareciam peixes-palhaço e tartarugas marinhas, quase evocando a liquefação das estruturas da Igreja, privada de qualquer elemento de solidez.

Uma enorme coruja e estranhos animais voadores sobrevoavam em torno da cúpula, enquanto monges budistas caminhando pareciam indicar uma via de salvação alternativa ao Cristianismo. Nenhum símbolo religioso, nenhuma referência ao Cristianismo; a Igreja cedia lugar à natureza soberana.

Basilica de Sao Pedro profanada
Andrea Tornielli escreveu que não é preciso escandalizar-se porque, como documenta o historiador da arte Sandro Barbagallo em seu livro Gli animali nell’arte religiosa. La Basilica di San Pietro (Libreria Editrice Vaticana, 2008), foram muitos os artistas que no decurso dos séculos representaram uma luxuriante fauna em torno da sepultura de Pedro.

Mas se a Basílica de São Pedro é um “zoo sagrado”, como a define com irreverência o autor dessa obra, não é porque os animais ali representados estejam recluídos num recinto sagrado, mas porque o significado que a arte atribuiu àqueles animais é sagrado, isto é, ordenado a um fim transcendente.

Com efeito, no Cristianismo os animais não são divinizados, mas valorizados em função do fim para o qual foram criados por Deus: o serviço do homem.

Diz o Salmista: “Deste-lhe o mando sobre as obras das tuas mãos, sujeitaste todas as coisas debaixo de seus pés: Todas as ovelhas e todos os bois e, além destes, os outros animais do campo” (Ps 8, 7-9).

O homem foi posto por Deus como vértice e rei da criação, e tudo deve ser ordenado em função dele, para que, por sua vez, ele ordene tudo a Deus como representante do universo (Gn 1, 26-27).

Deus é o fim último do universo, mas o fim imediato do universo físico é o homem. “De certo modo, nós somos o fim de todas as coisas”, afirma Santo Tomás (In II Sent., d. 1, q. 2, a. 4, sed contra), porque “Deus fez todas as coisas para o homem” (Super Symb. Apostolorum, art. 1).

Por outro lado, a simbologia cristã atribui aos animais um significado emblemático. Não preocupa ao Cristianismo principalmente a extinção dos animais ou o seu bem-estar, mas o significado último e profundo de sua presença.

O leão simboliza a força e o cordeiro a benignidade, para nos lembrar a existência de virtudes e perfeições diversas, que só Deus possui por inteiro.

Na Terra, uma gama prodigiosa de seres criados, da matéria inorgânica até o homem, possui uma essência e uma perfeição íntima, que se expressa mediante a linguagem dos símbolos.

Basilica de Sao Pedro profanadaO ecologismo apresenta-se como uma visão do mundo que transtorna essa escala hierárquica, eliminando Deus e destronando o homem.

Este último é posto em pé de absoluta igualdade com a natureza, numa relação de interdependência não só com os animais, mas também com os componentes inanimados do ambiente que o circunda: montanhas, rios, mares, paisagens, cadeias alimentares, ecossistemas. O pressuposto dessa cosmovisão é a dissolução de toda linha divisória entre o homem e o mundo.

A Terra forma com a sua biosfera uma espécie de entidade cósmica geoecológica unitária. Ela se torna algo mais que uma “casa comum”: representa uma divindade.

Há cinquenta anos, quando se encerrou o Concílio Vaticano II, o tema dominante naquela quadra histórica era um certo “culto ao homem”, contido na fórmula “humanismo integral” de Jacques Maritain.

O livro do filósofo francês, com esse título, é de 1936, mas sua maior influência foi sobretudo quando um leitor entusiasta, Giovanni Battista Montini, eleito Papa com o nome de Paulo VI, quis fazer dele a bússola de seu pontificado.

Na homilia da Missa de 7 de dezembro de 1965, Paulo VI recordou que no Vaticano II se produziu o encontro entre “o culto de Deus que quis ser homem” e “a religião — porque o é — que é o culto do homem que quer ser Deus”.

Cinquenta anos depois, assistimos à passagem do humanismo integral à ecologia integral; da Carta internacional dos direitos do homem à dos direitos da natureza. No século XVI, o humanismo havia recusado a civilização cristã medieval em nome do antropocentrismo.

A tentativa de construir a Cidade do Homem sobre as ruínas da Cidade de Deus fracassou tragicamente no século XX, e baldas foram as tentativas de cristianizar o antropocentrismo sob o nome de humanismo integral.

A religião do homem é substituída pela da Terra: o antropocentrismo, criticado por seus “desvios”, é substituído por uma nova visão ecocêntrica.

A Ideologia de Gênero, que dissolve toda identidade e toda essência, insere-se nessa perspectiva panteísta e igualitária.

É um conceito radicalmente evolucionista, que coincide em grande medida com o de Teilhard de Chardin. Deus é a “autoconsciência” do universo que, evoluindo, torna-se consciente de sua evolução.

Não é casual a citação de Teilhard no parágrafo 83 da Laudato sì, encíclica do Papa Francesco na qual filósofos como Enrico Maria Radaelli e Arnaldo Xavier da Silveira salientaram pontos em desacordo com a Tradição Católica.

E o espetáculo Fiat Lux foi apresentado como um “manifesto ecologista” que pretende traduzir em imagens a encíclica Laudato sì.

Antonio Socci o definiu no jornal “Libero” como “uma encenação gnóstica e neopagã com uma inequívoca mensagem ideológica anticristã”, observando que “em São Pedro, na festa da Imaculada Conceição, em vez de celebrar a Mãe de Deus, preferiram a celebração da Mãe Terra, para propagar a ideologia dominante, a da ‘religião do clima e da ecologia’, neopagã e neomalthusiana, apoiada pelas potências do mundo. É uma profanação espiritual (porque aquele lugar — lembremo-nos — é um lugar de martírio cristão)”.

Por sua vez, escreveu Alessandro Gnochi em “Riscossa Cristiana”: “Portanto, não foi o ISIS que profanou o coração da Cristandade, nem foram os extremistas do credo laico os que danificaram o credo católico, nem os artistas blasfemos e coprolálicos os que contaminaram a fé de tantos cristãos.

Não era preciso perquisição ou detectador de metal para impedir o ingresso dos vândalos na cidadela de Deus: eles estavam no interior das muralhas e já tinham acionado a sua bomba multicolor de transmissão via satélite no calor da sala de controle.”

Basilica de Sao Pedro profanadaOs fotógrafos, os desenhistas gráficos e os publicitários que realizaram o Fiat Lux sabem o que representa para os católicos a Basílica de São Pedro, imagem material do Corpo Místico de Cristo que é a Igreja.

Os jogos de luz que iluminaram a Basílica tinham uma meta simbólica, antitética àquela expressa por todas as luzes, lâmpadas e fogos que transmitiram ao longo dos séculos o significado da luz divina. Esta luz estava ausente no dia 8 de dezembro. Entre as imagens e luzes projetadas na Basílica, faltavam as de Nosso Senhor e da Imaculada Conceição, cuja festa se celebrava.

São Pedro foi imersa na falsa luz trazida pelo anjo rebelde, Lúcifer, príncipe deste mundo e rei das trevas.

A palavra “luz divina” não é apenas uma metáfora, mas uma realidade, como realidade são as trevas que envolvem hoje o mundo. E nesta vigília de Natal a humanidade aguarda o momento em que a noite se iluminará como o dia, “nox sicut dies illuminabitur” (Salmo 11), quando se cumprirão as promessas feitas pela Imaculada em Fátima.

(Fonte: Corrispondenza Romana. 11.12.2015. Este texto foi traduzido do original italiano por Hélio Dias Viana.)



Habemus papam ecologistum

Evaristo E. de Miranda é Pesquisador da Embrapa,
doutor em ecologia, diretor do Instituto Ciência e Fé.
A encíclica Laudato Sí, do Papa Francisco, emprega 74 vezes a palavra “natureza”, 55 vezes “meio ambiente” e uma só vez a expressão “Jesus Cristo”, aquela que designa a segunda pessoa da Santíssima Trindade.

Já o mestre galileu, não divinizado, chamado apenas de Jesus, aparece 22 vezes, o mesmo número de citações do termo “tecnologia” e menos de metade da “ciência”, evocada 55 vezes. Contudo, a Academia Pontifícia de Ciências, com mais de uma dezena de prêmios Nobel, parece não ter contribuído muito e não é evocada. A palavra democracia não existe no texto.

A encíclica é densa. Merece leitura, estudo e reflexão. Nela, a questão ecológica é abordada, não apenas em sua dimensão “natural” stricto sensu. O documento aborda seu contexto humano, social, político, religioso e cultural.

O texto não é dirigido apenas a bispos e católicos. Fato raríssimo, o Papa fala na primeira pessoa do singular. Ele deixa de lado o “Nós”, o plural majestático, característico de pronunciamentos pontifícios.

Ele se dirige aos crentes (judeus, muçulmanos...) e aos não crentes. Para falar à humanidade, o Papa evoca a responsabilidade de todos em gerir a terra como a nossa casa comum. Ele defende um crescimento econômico com temperança e sobriedade, fundado na mudança de comportamentos.

Novos “ismos”


A encíclica não usa uma única vez as palavras capitalismo e socialismo. Apenas ao evocar a história, menciona o nazismo e o comunismo. Já alguns “ismos”, de natureza eminentemente comportamental, são de uso amplo no texto: consumismo, individualismo, relativismo, antropocentrismo, realismo, condicionalismo e ceticismo.

A encíclica repercutiu positivamente na mídia. O dever jornalístico levou a muitos artigos e editoriais com pretensão de resumir o documento. Tarefa difícil. Outros ainda fizeram e fazem leituras seletivas do documento para sustentar, justificar ou ampliar suas teses tradicionais. Tem gente que não leu e gostou. Outros não leram e não gostaram. Sobre um documento que coloca muitos questionamentos, cabem algumas questões pouco lembradas.

Ciente da complexidade do tema abordado, o Papa Francisco reitera:
“Há discussões sobre problemas relativos ao meio ambiente, onde é difícil chegar a um consenso. Repito uma vez mais que a Igreja não pretende definir as questões científicas nem substituir-se à política, mas convido a um debate honesto e transparente, para que as necessidades particulares ou as ideologias não lesem o bem comum.” (188).
Pode-se indagar: os homens e as sociedades podem ser geridos por consenso? Existe alguma nação funcionando por consenso? Quais ideologias lesam o bem comum? Quem pode identificá-las? Qual a diferença entre necessidades (termo da encíclica) e interesses (termo na mídia) particulares na temática ambiental?


Faltou equilíbrio à encíclica.
Faltou equilíbrio à encíclica.

A geografia da poluição


O balanço ecológico do progresso planetário, logo no primeiro capítulo, é negativo, pessimista e pouco equilibrado. Ele fala de poluição generalizada provocando milhares de mortes prematuras.

Contudo, mais generalizado ainda foi o aumento da esperança de vida e da educação em todo o planeta, acompanhando o crescimento industrial e a tecnificação da agricultura. Nunca se viveu tanto, nunca se comeu tanto, nunca se estudou e se votou tanto em todo o planeta, como atualmente.

Os problemas de poluição não existiam nas sociedades pré-históricas. Se eles são constantes e concomitantes ao desenvolvimento, também foram e são resolvidos pelos avanços da ciência e da tecnologia.

Na linha dessa preocupação pontifícia, por que a exportação de indústrias poluidoras para países periféricos, como parte da estratégia de limpeza ambiental praticada há décadas em nações desenvolvidas, não foi lembrada?

Conversando com idosos

“Em muitos lugares do planeta, os idosos recordam com saudade as paisagens de outrora, que agora veem submersas de lixo.”(21).
Essa afirmação parece um pouco reducionista quando consideradas as condições insalubres nas quais se vivia até o começo do século XX na Europa e nas quais ainda vive grande parte da população mundial.

Não há razão para não se investir numa gestão mais eficiente dos resíduos e na redução de sua produção, mas as paisagens de outrora, mesmo na Europa, sem drenagem ou barragens, eram marcadas por enchentes, epidemias, doenças crônicas, períodos de fome, com pessoas subnutridas em habitats insalubres, sem aquecimento ou energia elétrica.

A memória desses idosos deve lembrar o que era a vida cotidiana em tais paisagens, sobretudo no inverno ou em tempos de seca. Seus filhos são mais altos e já perdem em estatura para seus netos, graças à nutrição adequada, como ocorre agora em muitos países em desenvolvimento.

Progresso e tecnologia


As sociedades economicamente desenvolvidas têm os meios para cuidar de sua biodiversidade, para reduzir a poluição da terra e do ar, para proteger e manter limpos os seus mares e rios. Elas universalizaram o saneamento básico com tecnologias avançadas de gestão de efluentes, incomparáveis às utilizadas em estações de tratamento de esgoto do Brasil, por exemplo.

Nos países ricos, o ciclo de vida das mercadorias é planejado; o lixo é classificado, tratado e reciclado; muitos ecossistemas estão preservados e são desfrutados por uma população com amplas garantias sociais e com acesso a uma intensa vida cultural.

A encíclica não faz justiça à segurança alimentar conquistada por recordes de produção Mercado Central SP
A encíclica não faz justiça à segurança alimentar conquistada por recordes de produção.
Mercado Central SP
Ao associar o uso de insumos modernos na agricultura apenas a seus possíveis efeitos tóxicos, a encíclica não faz justiça à segurança alimentar conquistada por recordes de produção. Nem aos ganhos de qualidade nutritiva e sanitária, e à queda no preço dos alimentos que esses mesmos insumos, frutos de ciência e tecnologia, permitiram obter beneficiando, sobretudo, os mais pobres.

Unilaterais, os oráculos consultados pelo Papa, não tiveram aqui e alhures o justo equilíbrio.

“Para os países pobres, as prioridades devem ser a erradicação da miséria e o desenvolvimento social dos seus habitantes” (172), diz o Papa. Como atingir esses objetivos sem crescimento econômico e novas técnicas e tecnologias? Por consenso?

O Papa Paulo VI já evocara o tema ambiental, em 1971, na Pacem in terris. João Paulo II foi o primeiro a convidar para uma conversão ecológica, apesar da mídia tratar a ideia como novidade da Laudato Sí. Ele o fez em 2002, ao assinar com o patriarca de Constantinopla, Bartolomeu I, uma declaração comum pela salvaguarda da Criação, em Veneza.

Bento XVI tratou de ecologia ao longo de todo o pontificado. Na Caritas in Veritate (2009), ele dizia: “Quando a Igreja Católica toma a defesa da Criação, obra de Deus, ela não deve apenas defender a terra, a água e o ar (...) mas também proteger o homem contra sua própria destruição”.

Sob seu pontificado, o menor Estado do planeta tornou-se neutro em emissão de carbono e adotou metas ambientais ambiciosas. Não há indústria poluidora em seus 44 ha (só faltava!). O papamóvel foi transformado em veículo flex. Painéis solares fornecem energia para a sala de audiências ao lado da Basílica de S. Pedro. Bento XVI também plantou uma floresta de 7.000 ha na Hungria, destinada a compensar as emissões de gases de efeito estufa do Vaticano.

Se o Papa Francisco pode dirigir injunções ambientais aos outros países é porque também, de certa forma, o Vaticano fez sua lição de casa.



Laudato Si’: regozijo na esquerda, perplexidade e crítica entre os que querem o bem dos pobres

Francisco I em Sarajevo onde um imprevisto quebrou sua férula
Francisco I em Sarajevo onde um imprevisto quebrou sua férula
Passados poucos dias da publicação da muito aguardada encíclica sobre o meio ambiente Laudato Si’ do Papa Francisco I, a expectativa vem deixando o lugar ao desinteresse, à decepção e, com inusitada força, à crítica pela imersão em matérias que não corresponde à Igreja se pronunciar.

Sem dúvida, os assessores do Papa Francisco se esforçaram para manipular realidades materiais, científicas e econômicas para encaixa-las num cenário passível de um juízo moral ou religioso.

Porém, o recurso foi mal sucedido e a Laudato Si’ parece ser ter virado contra a intenção original. O resultado tem sido uma crítica nutrida por parte de fontes católicas que desaprovam a distorcida intromissão na seara científica e econômica.

Do lado do ambientalismo radical e da teologia da libertação não faltaram carregados elogios ideológicos que duraram poucos dias.

Do lado católico, especialmente daqueles profundamente interessados pelo bem dos homens e especialmente dos pobres, vieram notáveis contravapores.

Fazemos votos para que elas ajudem a corrigir o tom verde-vermelho que assumiu a malograda redação final da Laudato Si’.

Nessa perspectiva reproduzimos a continuação uma dessas críticas formulada pelo jornalista Miguel Angel Belloso, diretor da revista ‘Actualidad Económica’ de Madri, vice-presidente do Observatório do Banco Central Europeu, membro da Fundação de Estudos Financeiros e do Conselho Econômico e Social da Comunidade de Madri.


Um Papa pessimista e injusto

Miguel Angel Belloso,
diretor de ‘Actualidad Económica’ de Madri,
vice-presidente do Observatório do Banco Central Europeu,
membro da Fundación de Estudios Financieros
e do Consejo Económico y Social de la Comunidad de Madrid.
Sempre considerei a fé como um motor de esperança e de alegria. Professei também uma grande admiração pelos papas João Paulo II e Bento XVI.

Nenhum deles deixou de assinalar os grandes desafios que a humanidade enfrenta, mas ambos mostraram uma grande confiança no indivíduo e contemplavam o mundo com o otimismo próprio do crente.

Em muito pouco tempo, o Papa Francisco impulsionou uma revolução na Igreja.

A sua nova encíclica, "Laudato si", a sua carta pastoral "Evangelii gaudium", assim como as suas frequentes intervenções nos foros públicos refletem um pessimismo ontológico perturbador.

Segundo Francisco, o mundo está a desmoronar-se à nossa volta sem que façamos qualquer coisa para o evitar. Os pobres são cada vez mais pobres. As desigualdades são maiores do que nunca e os bens necessários para sustentar a vida humana são cada vez mais inacessíveis.

Mas estas ideias, lançadas sem o acompanhamento de um único dado, como se fossem um dogma de fé, não resistem à mais pequena análise empírica e estão completamente erradas.

Se já é duvidoso do ponto de vista científico que estejamos em presença de uma mudança climática originada pelo homem, e não por circunstâncias relacionadas com a natureza do planeta, é falso que o crescimento econômico aumente a degradação do meio ambiente.

Num editorial publicado no Catholic Herald Philip Booth escreve:

"Como é habitual, as análises de Francisco sobre o estado econômico do mundo são tremendamente pessimistas.

“É correto dizer-se que a poluição origina mortes prematuras e muitos argumentam que as mudanças climáticas estão por trás dos efeitos nocivos.

“Mas, por outro lado, o cenário subjacente é um incremento colossal da esperança de vida e da saúde como consequência do desenvolvimento econômico. E em muitas zonas do mundo, o ambiente está a melhorar espetacularmente."

Francisco I recebe ao líder do MST, João Pedro Stédile
Francisco I recebe ao líder do MST, João Pedro Stédile
Assim é: se se quiser abordar com honestidade o problema, este não reside nos países ricos mas naqueles onde não funciona a economia de mercado ou não existe liberdade nem democracia.

A China, por exemplo, é dos mais contaminantes.

Durante a maior parte do século XX, os Estados comunistas foram os que tiveram mais poluição e um ambiente mais degradado, enquanto os capitalistas limpavam a atmosfera de elementos tóxicos.

Há solução para os problemas do meio ambiente mas esta não se encontra na ecologia, que com o pretexto de tornar-nos a vida mais agradável apoia o intervencionismo político e quer travar o progresso técnico e o desenvolvimento econômico.

A solução depende de que cada vez maiores partes do mundo se incorporem no mercado e se orientem para ele.

Um estudo recente do Banco Mundial indica que o número de pessoas que vivem com menos de 1,25 dólares por dia – o limiar da pobreza – diminuiu em mais de 30% desde 1981, e um relatório da Universidade de Oxford, que corrobora outro similar da ONU – pouco suspeita de ser capitalista –, confirma esta descida dramática e augura que a pobreza será completamente erradicada nos países em desenvolvimento nos próximos 20 anos se os progressos se mantiverem ao ritmo atual.

A Associação Americana para o Avanço da Ciência também assinala que a esperança de vida aumentou sustentadamente desde há 200 anos, devido à diminuição das doenças cardiovasculares nos países ricos e à menor mortalidade infantil nos pobres.

Se fizermos comparações estatísticas entre os países mais orientados para o mercado e os menos, comprovaremos que são os primeiros os que providenciam melhores condições aos desfavorecidos.

O que melhora os níveis de vida é a industrialização e o livre comércio e não as economias dirigidas ou autossuficientes.

E são também aqueles que impulsionam as migrações das zonas rurais para as cidades, que não são os lugares sujos e desagradáveis que Charles Dickens descrevia, mas antes uma oportunidade para ganhar um salário mais alto e viver confortavelmente.

Nos países emergentes, mil milhões de pessoas entrarão na incipiente classe média nas próximas duas décadas, de modo que a desigualdade global também está a diminuir.

Apesar de os meios de comunicação sugerirem o contrário, o número de conflitos civis e de guerras está no ponto mais baixo da história, segundo a ONU.

Estes são os dados, mas é como se a verdade fosse uma inconveniência para Francisco e para o conjunto da esquerda.

Francisco I e o ditador comunista cubano Raúl Castro
Francisco I e o ditador comunista cubano Raúl Castro
Francisco é um Papa decididamente político, um socialista convencido de que se a humanidade exibe resultados tão desastrosos é porque os seus dirigentes renunciaram ao seu papel executivo, que bem orientado daria lugar a um mundo melhor do que o governado pela força espontânea dos indivíduos atuando livremente no mercado.

Muitas das opiniões da sua última encíclica são inaceitáveis, inapropriadas ou infundadas.

Engana-se quando diz que a salvação dos bancos foi feita à custa da população, pois a falência foi evitada para garantir as poupanças dos mais necessitados.

A imaginária submissão da política aos poderes financeiros, às multinacionais ou à tecnocracia destila um aroma a um esquerdismo antiquado que não resiste a um único assalto: mesmo nos países mais livres e democráticos, o peso do Estado e a intervenção dos políticos na vida econômica são tão perniciosos como dispensáveis.

Francisco chega a ser ofensivo ao assegurar que a propriedade privada não pode estar acima do bem comum, quando é precisamente ela que o origina.

Só o que se considera próprio estimula o cuidado e a atenção das pessoas para o preservar e enriquecer, quer seja uma quinta ou uma reserva de elefantes, enquanto o público, como mostra a experiência, é habitualmente pasto da negligência e do saque dos que, não se sentindo envolvidos, o maltratam e exploram por o considerarem alheio.

Nesta desastrosa encíclica, Francisco segue a narrativa segundo a qual o chamado neoliberalismo despojou o mundo das suas naturais abundância e bondade.

A partir desta concepção nostálgica e pessimista incita os governos à ação para reverter as perdas materiais das últimas décadas.

Mas nem estas foram tão grandes nem a ação do governo é o meio mais conveniente para procurar o bem comum.

Os católicos tiveram muito azar com este Papa.

Converteu-se num poderoso aliado das teses errôneas da esquerda que nunca proporcionaram o bem-estar geral e sustenta umas posições infelizes que casam muito mal com o seu papel de líder religioso mundial.

(Fonte: Diario de Notícias, Lisboa, 26 junho 2015).
P.S.: no dia 8 de julho (2015) o presidente da Bolívia Evo Morales presenteou o Papa Francisco com um crucifixo entalhado sobre o símbolo anticristão da foice e o martelo, informou a imprensa internacional.

O símbolo comunista presidiu perseguições que fizeram centenas de milhares de mártires no mundo, e mais de cem milhões de assassinatos no século XX, conforme dados do Livro Negro do Comunismo. Ver também: O maior crime da História

Segundo Morales, conhecido por seu posicionamento anticapitalista, o crucifixo é uma réplica de um outro feito pelo Pe. Luis Espinal S.J., pregador da Teologia da Libertação engajado nas lutas subversivas dos anos 70 e 80.

“Tal vez, tem razão quando falam de ‘opio do povo’ porque nós desencarnamos nossa fé”, escreveu esse teólogo libertário segundo Infovaticana.

A deficiente gravação do som permitiu encontradas interpretações das palavras do pontífice nesse momento.

O Pe. Lombardi S.J., porta voz da Sala Stampa da Santa Sé e membro da comitiva vaticana esclareceu que “o papa não teve nenhuma reação particular a isso e nem me disse de manifestar reação particular diante disso”, noticiou a CNN em espanhol.

O Pontífice recebeu sorridente o presente e o levou consigo.

Por sua vez, o líder do MST, João Pedro Stédile, declarou à Folha:

“Os capitalistas têm lá o G7, o Obama, a Angela Merkel. Os trabalhadores têm quem? Chávez morreu, Fidel está doente. O Francisco tem assumido esse papel de liderança, graças a Deus. Ele tem acertado todas”.




Radicalismo verde na encíclica Laudato Si gera aflição

Lançamento da encíclica Laudato Si', Vaticano, 18 de junho de 2015
Lançamento da encíclica Laudato Si', Vaticano, 18 de junho de 2015
ROMA, 18 de junho de 2015 – A coalizão internacional Voice of the Family está profundamente preocupada pela ausência, na encíclica Laudato Si, de qualquer reafirmação do ensinamento da Igreja contra a concepção e pela procriação como fim primeiro do ato sexual.

A encíclica publicada nesta manhã afirma oportunamente que “a defesa da natureza não é compatível .... com a justificação do aborto” (no 120) e “que o crescimento demográfico é plenamente compatível com um desenvolvimento integral e solidário” (no 50).

Contudo, a omissão de qualquer referência ao ensinamento da Igreja sobre a contracepção deixa os católicos despreparados para resistir ao programa internacional de controle da população.

“Deus ordenou ao homem: ‘Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a’ (Gn 1, 28)”, declarou Maria Madise, porta-voz de Voice of Family, “mas o movimento ecológico vê o crescimento da população como uma ameaça”.

“Os países em desenvolvimento se desmoronam com os anticonceptivos e estão submetidos a fortes pressões para legalizar o aborto.

“Dado que a contracepção e a ecologia caminham com tanta frequência de mãos dadas, preocupa profundamente que o ensinamento da Igreja sobre a primazia da procriação não seja reafirmado”, deplorou.
Patrick Buckley, lobista da Sociedade de Proteção aos Nascituros (SPUC) na ONU, notou que:

“a encíclica convida, nos parágrafos 173-175, a reforçar a ação internacional em matéria de ambiente, mas esquece ao mesmo tempo de preparar os católicos para as consequências evidentes dessa ação: um recrudescimento das tentativas de impor ainda mais a contracepção e o aborto aos países em desenvolvimento”.


Hans Schellnhuber ecoa ideias de reduzir a humanidade até em 80%
O Prof. Hans Schellnhuber foi uma das pessoas escolhidas pela Santa Sé para apresentar a encíclica à imprensa nesta manhã.

Schellnhuber é conhecido por ter veiculado que a “‘capacidade de acolhimento’ do planeta” situa-se “abaixo de um bilhão de pessoas”. A população mundial deveria portanto ser reduzida em mais de 80% para alcançar esse objetivo.

John-Henry Westen, cofundador de Voice of the Family e redator-chefe de LifeSiteNews, comentou:

“O professor Schellnhuber é um ativista favorável à criação de um governo mundial dotado de poderes para impor medidas necessárias para resolver a crise do meio ambiente, a qual, segundo ele, exige uma diminuição da população.

“Neste contexto, as referências na encíclica à necessidade de uma ‘verdadeira autoridade política mundial’ com o poder de ‘sancionar’ são profundamente preocupantes.”

Ontem foi anunciado que o professor Schellnhuber acabava de ser nomeado membro da Academia Pontifícia de Ciências pelo Papa Francisco.

Em novembro próximo, a Academia Pontifícia de Ciências acolherá um colóquio para discutir sobre a utilização das crianças como “agentes da mudança”.

Ele prevê, na ordem do dia, refletir sobre as estratégias possíveis para convidar as crianças a se tornarem emissárias do programa ecológico mundial.

Tais ações parecem estar aprovadas pela encíclica nos parágrafos 209-215. Alguns dos implicados nos ateliês do colóquio, como Jeffrey Sachs, estão entre os mais veementes promotores da contracepção e do aborto como meios indispensáveis ao controle da natalidade.

John Smeaton: “Os pais católicos devem resistir a todos os ataques contra as nossas crianças, mesmo quando eles vêm do interior do Vaticano.”
John Smeaton: “Os pais católicos
devem resistir a todos os ataques
contra as nossas crianças, mesmo
quando eles vêm do interior do Vaticano.”
John Smeaton, cofundador de Voice of the Family e diretor do SPUC, declarou:

“O movimento ecológico internacional procura com frequência convencer as crianças de que o mundo está superpovoado e que isso deve ser resolvido pelo controle da natalidade por meio da contracepção e do aborto.

“Há hoje um grave perigo de nossas crianças serem expostas a esse programa, sob a roupagem de sensibilização para as questões ecológicas.

“Os projetos da Academia Pontifícia de Ciências e a ausência na encíclica de um ensinamento claro sobre esses perigos nos deixam em alerta.

“Os pais católicos devem resistir a todos os ataques contra as nossas crianças, mesmo quando eles vêm do interior do Vaticano.”

Quem é Voice of the Family?

Voice of the Family é uma coalizão internacional de organizações pela-vida e pela-família, animadas por leigos engajados, tendo como fim oferecer sua experiência e seus recursos aos responsáveis pela Igreja, à mídia, aos organismos com fim não lucrativo e aos governos, antes, durante a depois do Sínodo dos bispos católicos sobre a família.

Voice of the Family pode ser contatada por e-mail no endereço enquiry@voiceofthefamily.info ou por telefone em +44 (0)20 7820 3148 (linha fixa no Reino Unido).

Voice of the Family reúne 24 organizações nos cinco continentes.



Al Gore fala em “conversão” se Francisco adere à esquerda verde

O ex-vicepresidente americano é o mais notório ativista do jet-set verde. Sofreu processos e denúncias de fraude, mas agora acha que pode ser um outro São Paulo.
O ex-vicepresidente americano é o mais notório ativista do jet-set verde.
Foi condenado pela Justiça por fraudes, mas acha que pode ser um outro São Paulo.
O líder ambientalista mundial Al Gore saiu a público declarando-se fervoroso admirador do papa Francisco, para pasmo dos que conhecem sua sectária militância nas esquerdas americanas.

Falando o dia 29 de abril na Dean’s Speaker Series da Universidade de Califórnia Berkeley, ele disse que se o Papa Francisco continuar advogando pelo “aquecimento global” ele consideraria a hipótese de se tornar católico, noticiou o site Pewsitter.com.

Sua possível “conversão” não tem nenhum fundamento religioso, sendo motivada por conveniências da militância anarco-ecologista.

Al Gore chegou a perguntar em tom de brincadeira: “O Papa é católico?”

Muita brincadeira tem um fundo de verdade. Para se conhecer esse fundo, será preciso aguardar uma definição mais séria.

Para Al Gore, o Papa Francisco é uma fonte de inspiração: “Ele está agitando meu espírito, afetando-me espiritualmente”, explicou o ativista.

E acrescentou que Francisco é um ‘fenômeno’: “Ele tem uma qualidade sobrenatural que não pode ser nomeada ou explicada pela ciência.

“Fiquei assustado pela clareza da força moral que ele encarna. A sua é uma fala excelente de esquerda. Nele soava como algo sem sentido, mas serviu para os efeitos pretendidos.”

Al Gore não deixou de se comparar humildemente com São Paulo:

“Como São Paulo em seu cavalo, meu intelecto altamente esquerdista foi atingido e impactado de alguma forma pelo Papa Francisco.

Al Gore tem uma longa militância nas formas mais extremas de ativismo verde. Na foto: na ECO-92.
Al Gore tem uma longa militância nas formas mais extravagantes
de ativismo verde. Na foto: na ECO-92.
“Sabemos que a Igreja não é apenas uma fonte de leis morais, mas uma força que nós sempre atacamos, e não é nada mais do que uma sucessão de papas exercendo sua influência.

“O Papa Francisco encarna essa força moral, já que ele agora é a própria Igreja; só que desta vez essa força é clara e razoável, e não escura e confusa, e todos podem segui-la.

“Bem, eu já disse publicamente no ano passado, fui criado na tradição Batista do Sul, eu poderia tornar-me católico por causa deste Papa.

“Ele é um inspirador para mim. E eu sei que a grande maioria dos meus amigos católicos está emocionada até a medula dos ossos porque ele está fornecendo este tipo de liderança espiritual.”

Na verdade Al Gore não é mais católico do que batista, comentou o Pewsitter.com, devido à venalidade perpétua de suas posições. Mas agora não precisaria de nenhuma religião para bancar de grande bispo.

Talvez, comentamos nós, poderia bancar de Papa verde, ou pedir para ser canonizado antes mesmo de deixar esta vida.



Religião verde levanta ponta do véu e aparece um panteísmo anti-humano

Gaia: o deus, ou deusa, panteísta onde se desfazem todos os seres individuados
Gaia: o deus, ou deusa, panteísta e caótico onde se desfazem todos os seres individuados
A Associação Ecumênica de Teólogos e Teólogas do Terceiro Mundo (EATWOT ou ASETT) consagrou um número de sua revista “Voices” ao tema “Ecologia profunda, espiritualidade e liberação”, informou a agência ADISTA, que divulga entusiasmada a iniciativa.

Temos insistido neste blog que por detrás da aparência de proteção da natureza, a temática ecológica vem sendo explorada a partir da queda da URSS para operar uma revolução de tipo panteísta, neocomunista e libertária.

Aderiu a esse estratagema a decrépita Teologia da Libertação, que andava precisando de novos ares de mocidade, ou de algum botox ideológico.

Insistimos também que nesse ambientalismo fajuto se esconde uma religião oculta para os não iniciados.

E a matéria publicada por ADISTA fornece claras e patentes provas dessa manipulação.

A revista se sacia no ponto de partida em um dos mananciais mais desconhecidos do movimento “verde” radical. Trata-se da ‘ecosofia’, ou visão espiritual, definida pelo norueguês Arne Naess em 1972.

Para Naess, a ecologia não é o que todas as pessoas pensam, ou seja, um compreensível esforço para proteger belezas e tesouros da natureza, sejam geográficos, vegetais, animais, marítimos, etc.

Não, para a revista que glosa Naess, tal ecologia seria “superficial”, burguesa, que quer defender a natureza mantendo-a a serviço do homem.

Uma ecologia sensata que, sem necessidade de espalhafato, vem aliás sendo praticada nos países de cultura cristã, por exemplo pelos agricultores que melhoram a natureza, a embelezam e fazem-na dar o melhor de si.

Uma teologia panteísta contra Deus
Uma teologia panteísta contra Deus
Não se trata de nada disso. A visão da ‘ecosofia’ ou da ‘ecologia profunda’ exalta uma misteriosa interrelação subjacente entre tudo o que existe.

Essa interrelação poria a desigualdade entre os seres num patamar inferior e nivelaria o homem com qualquer outra forma de vida.

Nessa concepção, seria antiecológico colocar o homem acima do inseto. E se a agricultura mata insetos, ela é antiecológica.

Se o progresso da civilização pede a construção de uma barragem que pode prejudicar um tipo de sapo, a barragem e a civilização se tornam inimigas dessa interrelação panteísta.

A ‘sabedoria verde’ – a ecosofia – ensinaria que um e outro estão tão interconectados, que no fundo seriam como que uma só coisa.

E a interconexão suprema seria Gaia, um ser único com inúmeras manifestações, dentro do qual o homem não valeria mais do que um bacilo dentro do sistema intestinal.

Para justificar essa ideia de fundo evolucionista marxista e pagão, a ‘ecologia profunda’ manipula a ciência.

O importante para os teólogos libertários é “que a nova descrição cósmica que as ciências estão transmitindo, está transformando a consciência da humanidade”.

No que consiste essa transformação da consciência? Os teólogos libertários louvam Thomas Berry, que consideram o ecoteólogo máximo de nossos tempos.

Ele teria apontado essa via: convencer os homens de que eles não são seres individuados, mas pingos sem personalidade que andam dissolvidos num magma panteísta, onde no máximo lhes é concedido um “nicho ecológico” análogo ao de uma formiga na terra.

“A Terra em si mesma e todos os seres viventes e seus elementos anorgânicos constituem uma só comunidade”. O grão de poeira e o homem estão em paridade de condição, aliás como no evolucionismo marxista.

Reconhece-se ao homem apenas um “lugar próprio”: “promover essa comunidade”, isto é, convencer os outros homens de que eles são como que nada, e tudo nivelar com leis, decretos, códigos, impostos, etc. Como faz um mestre budista com seu aluno: tenta convencê-lo de que nada é nada.

O desfazimento dos seres num magma confuso de interrelacionamentos caóticos
A natureza não é o ambiente da “nossa vida autônoma racional”, segundo essa pregação anticristã.

O homem é um mero átomo da natureza. Esta, considerada no todo, é a única que segundo eles tem alma e é consciente de si mesma, como um deus, ou uma deusa.

A “nova espiritualidade ecocêntrica” faz pensar numa espécie de budismo em que o homem tenta se convencer de que ele não é nada e comemora a sua autodestruição como uma “libertação”.

E então, para esses teólogos que se dizem cristãos, onde ficaria Jesus Cristo? Em parte alguma.

Ele teria sido mais um iluminado que pregou, como Buda ou Maomé, o suicídio do homem dissolvido na natureza.

A chamada “hipótese Gaia” de James Lovelock – onde o planeta é tido como um único organismo vivo e a humanidade é tanto ou tão pouco quanto um formigueiro – é o novo Deus.

O homem que se afirma, que tem família, propriedade, cultura, preferências artísticas, estéticas, morais, gastronômicas, etc., é um “egoísta”, uma aberração que deve ser posta de lado, se não eliminada.

E Roger Haight atribui à “espiritualidade ecológica” a missão de “liberar” o homem desse ‘egoísmo’, impulsioná-lo no precipício do nada.

Para isso é necessário mudar até a linguagem religiosa, acrescenta Birgit Weiler, apagando as ideias e imagens que os homens têm de Deus nas suas cabeças, nas suas igrejas e nas suas formas artísticas.

E em seu lugar colocar a arte moderna e contemporânea, como a da Bienal de São Paulo, e apresentar a Deus como esse magma vivo indiferenciado.

“O Deus como grande arquiteto [conclui ele ofensivamente], que deu a todo o Universo criado um plano e um objetivo determinado e definitivo; o Deus que administra o Universo como o grande governante, ou [segundo a sua blasfema imagem] como um marionetista que move as suas marionetes, o Deus patriarca que exerce seu governo sufocante sobre as criaturas”: esse é o Deus [apresentado de modo caricato] que deve ser erradicado do fundo de cada alma e de cada coração.

“Écrasez l’infâme” [esmagai o infame], escrevia Voltaire no fim de suas cartas aos seus colegas de revolução, referindo-se a Jesus Cristo.

A assembleia de teólogos e teólogas verdes e libertários, que se sentem animados pela perspectiva de uma encíclica favorável, parece aplicar essa frase ímpia de Voltaire a todos os seres humanos.




Ambientalismo radical exibe fundo religioso e endossa aparências cristãs

Rajendra Pachauri teve que deixar o IPCC.
Rajendra Pachauri teve que deixar o IPCC.
Rajendra Pachauri, vinha ocupando a presidência do polêmico IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change). Esse órgão das Nações Unidas foi fautor de inúmeros exageros e deturpações científicas, hoje demostradas sobre o clima.

Pachauri pôs fim a 13 anos turbulentos no cargo, após sair a público uma denúncia contra ele por assédio sexual na Índia, informou a agência “Reuters”.

O mérito desse caso, que ainda aguarda julgamento na Índia, excede os limites deste blog.

Pachauri exercia essa função desde 2002. Juntamente com o senador e arauto ambientalista radical americano Al Gore, ganhou o Prêmio Nobel da Paz 2007, por suas contestadíssimas teorias sobre o meio ambiente.

O IPCC escolheu o vice-presidente Ismail El Gizouli para ocupar provisoriamente o cargo.

Na carta de renúncia endereçada a Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, Pachauri registra preto sobre branco este fato que vimos há tempos denunciando neste blog: por trás do ambientalismo radical há uma religião que usa a preocupação pela natureza como camuflagem.
“Para mim, a proteção do Planeta Terra, a sobrevivência e a sustentabilidade de nossos ecossistemas é mais do que uma missão. É minha religião e meu ‘dharma’”.

O “dharma” “pode ser considerado como o ‘Caminho para a Verdade Superior’, é a base das filosofias, crenças e práticas que se originaram na Índia”, diz a Wikipedia, verbete Darma
O jornalista Donna Laframboise, crítico do IPCC, explica:

“Sim, o IPCC! – que era levado a sério porque é uma entidade que devia produzir relatórios de base científica. Agora ficamos sabendo que de fato foi liderado por um ambientalista que cumpria uma ‘missão’. Por alguém que acha que proteger o planeta é uma vocação religiosa”, noticiou Climate Depot.

Para Marc Morano, diretor de Climate Depot, Pachauri se caracterizou pela falta de idoneidade moral:
“Se Pachauri tivesse alguma decência, deveria ter renunciado durante o escândalo do Climategate que estourou em 2009. Houve muitíssimas oportunidades para corrigir o rumo e apagar o passado. Afinal, coube à Justiça da Índia, num processo de assédio sexual, pôr um fim a Pachauri. As coisas poderão melhorar no IPCC agora que saiu seu câncer político e ético”.

Muitos ativistas da “mudança climática” reconheceram em diversas ocasiões professar uma convicção religiosa “verde”. Vários e autorizados praticantes dessa religião acenaram de modo claro para o fundo panteísta neopagão, Nova Era, e neocomunista.

Porém, nunca esclareceram suficientemente o seu conteúdo. Talvez agora, quando o Vaticano prepara uma encíclica sobre o ambientalismo, aproveitem a ocasião para desvendar esse fundo pagão, visceralmente anticristão e anti-humano.

O ativista da “mudança climática” e ator Harrison Ford justificou a “Religião Verde” dizendo:
“Eu preciso algo de fora de mim mesmo para acreditar nela e eu achei na natureza uma espécie de Deus”.

A deificação da matéria é um elemento essencial do ambientalismo escatológico. As alegações contra quiméricos fantasmas como o “aquecimento global” e as “mudanças climáticas” são as roupagens tapeadoras para tentar justificar o extremismo anticivilizatório.

Isso explica por que o próprio Harrison Ford, embora denunciado repetidas vezes por condutas anti-ecológicas, pouco se importa com a natureza que desrespeita, continuando a ser um coqueluche da mídia ambientalista.

E o ator é apenas um exemplo.

Outro caso confesso é do falecido escritor e produtor de filmes e programas de ficção científica John Michael Crichton (1942 — 2008), cuja obra mais conhecida, Parque dos Dinossauros, foi adaptada para o cinema por Steven Spielberg com o título Jurassic Park.
Crichton disse: “Uma das religiões mais poderosas do mundo ocidental é o ambientalismo. O ambientalismo parece ser a religião preferida pelos ateus urbanos”.

Explicando essa religião ateia, ele parodiou a Bíblia:

“Houve um Éden inicial, um Paraíso, um estado de graça e de unidade com a natureza, depois uma queda para um estado de poluição, como resultado de comer da árvore do conhecimento.

“Como resultado de nossas ações, há de vir para todos nós o dia do Juízo Final. Somos todos pecadores consumidores de energia, condenados a morrer, excetuados aqueles que buscam a salvação, agora denominada sustentabilidade.

“Sustentabilidade é a salvação na igreja do meio ambiente. O alimento orgânico é a sua Comunhão, um wafer sem pesticidas, que as pessoas certas com as crenças certas podem assimilar”, escreveu o cineasta. Climate Depot.

Não espanta, pois, que essa religião panteísta – que chega a usar o cristianismo como disfarce – apareça encravada em correntes católicas “progressistas”.

Ela é escancarada na pregação do ex-frei Leonardo Boff. O veterano defensor da Teologia da Libertação de fundo marxista, excogitou uma fôrmula aggiornata para o velho erro.

Ele até se gaba de ter influenciado os esquemas da próxima encíclica pontifícia sobre meio ambiente.
Consciente desse perigo religioso, o influente Cardeal George Pell, arcebispo de Sydney, constatou: “No passado, os pagãos sacrificavam animais e até humanos, na vã tentativa de aplacar deuses cruéis e arbitrários. Hoje eles pedem o sacrifício de reduzir as emissões de CO2”.

O analista Charles Krauthammer, da Fox News, também declarou recentemente que a “mudança climática não é uma questão política, mas uma religião”.

A militante ambientalista e escritora Rebecca Thistlethwaite também endossou os paramentos profético-sacerdotais verdes, para exigir de nós “arrependimento” por causa de nossos pecados, que teriam provocado o Tufão Haiyan, no Pacífico. Mais especificamente, exigiu que renunciemos ao “mal moral que há em negar a mudança climática” .
E ainda que pareça risível, o teorizador de esquerda e Prêmio Nobel de Economia 2008, Paul Krugman, desde o fundo de seu economicismo, invocou a maldição divina contra aqueles que negam a existência do “aquecimento global” e lhes desejou a condenação eterna:

“Que vocês sejam punidos na pós-vida por fazerem isso”. E acrescentou que o “negacionismo” é “quase um pecado inconcebível”.

Nos ambientes alarmistas e apocalípticos verdes, sempre proliferaram as alusões ao sagrado para denunciar o mundo atual e profetizar um desastre de proporções bíblicas ou apocalípticas stricto sensu.
O químico Richard J. Trzupek, especialista em questões ambientais ligadas às indústrias de grande porte em que trabalhou, também constatou o absurdo de uma religião disfarçada de cristianismo.

Com ironia, ele escreveu:

“A Primeira Igreja da Mudança Climática precisa ser reformada. Segundo seus líderes, para compreendermos as subtis nuances da ciência climática, nós, os simples humanos, não estamos mais capacitados do que estavam os servos na Europa medieval para entender os misteriosos movimentos dos céus. Então, pedem-nos para depositar nossa fé na versão atualizada do papa astrônomo, e jamais questionar a elite educada. Pois fazê-lo seria uma heresia, um pecado com as mais hediondas consequências”. 

Enquanto não desaparecermos num dilúvio universal provocado pelo “egoísmo capitalista” (carro, ar condicionado e progresso em geral), este tipo de alegações “religiosas” enganadoras continuará proliferando.

Os seus pregadores não deixarão de praticar o que condenam nos outros.

E as normas ambientalistas continuarão caindo sobre os cidadãos de bem que lutam pela sua família e pela sua pátria, tidos como escravos ignaros pelos “papas” da nova religião.



Teólogos da Libertação desvendam segredos da nova “religião” verde

Ecoteologia da libertação: marxismo + "religião" verde
Ecoteologia da libertação: marxismo + "religião" verde
O ex-frei franciscano Leonardo Boff vem sendo promovido como um dos principais propagadores da teologia da liberação agora reciclada em eco-teologia marxista com cores acentuadamente verdes e místicas panteístas pagãs.

Boff participa do esforço de reformulação do enferrujado marxismo numa nova filosofia que recolhe os postulados mais radicais de Karl Marx e os amalgama com os dogmas básicos do ambientalismo radical numa nova religião.

Qual é o conteúdo desta profunda metamorfose?

O próprio Boff encarregou-se de fornecer alguns avanços desta nova-velha Teologia da Libertação verde-vermelha, segundo informou a agência ACI prensa. IMPORTANTE: ver esclarecimento acrescentado no fim deste post.

No Congresso Continental de Teologia, realizado sob os auspícios da UNISINOS, em São Leopoldo, RS, de 7 a 11 de outubro deste ano (2012), o ex-frade definiu alguns dos parâmetros essenciais dessa teologia eco-marxista.

Boff relembrou o básico: a “marca registrada” de Teologia da Libertação é “a opção pelos pobres, contra a miséria e a opressão”, no contexto da luta de classes.

Mas ele encaixou o componente verde nesse chavão dialético.

O leitor tal vez ache que os seguintes pensamentos do eco-teólogo marxista são produtos de algum delírio, ou de uma embaralhada insensata de letras provocada involuntariamente por algum sistema informático. Mas não é nada disso.

“Dentro dessa opção pelos pobres, explicou Boff, é preciso inserir o grande pobre que é a Mãe Terra, que é Pachamama [a deusa dos povos andinos incubada na terra], é a Magna Mater, é a Tonantzin, é a Gaia, é o grande pobre devastado e oprimido”.
Lula gigante habitada pelo "espírito" substituiria a humanidade
que seria expelida da Terra: devaneios panteístas
da "ecoteologia", ou nova "religião verde"

Entramos assim de cheio na nova luta de classes segundo a “religião verde”.

Para o eco-teólogo, “esse organismo que chamamos Terra e da qual fazemos parte” pode, a qualquer hora, “nos expulsar como se fôssemos células cancerígenas”. Seria o fim da humanidade.

Ainda segundo este visionário profeta da “religião” verde, a “Mãe Terra” estaria preparando um novo ser capaz de “receber o espírito”.

Esse “novo homem” – alias, assaz diferente dele – não seria outra coisa senão uma lula gigante. IMPORTANTE: ver esclarecimento acrescentado no fim deste post.

O disparate suscita de imediato o riso ou convida a interromper a leitura. Esse ser que evoca certos deuses da Índia, mistura de homem e animal, estaria mais perto de certas representações diabólicas clássicas.

Seria um singular avatar gerado pelas entranhas do averno material mas habitado por um "espírito" vindo de não se sabe onde.

Leonardo Boff: profeta de um mundo verde irracional
povoado de entes de conotações demoniacas
A Terra se assemelharia a uma “deusa-Mãe” cruel disposta a exterminar a humanidade e, a seguir, comunicaria o 'espírito' que jaz nas suas profundezas a uma sorte de 'deus-demônio' repulsivo.

Teoria verdadeiramente a-científica,anticristã e carregada de concepções pagãs.

Explicando a nova teologia verde, o religioso renegado disse que o extermínio da humanidade resgataria a “Mãe Terra” que “está crucificada e é tarefa nossa descê-la da cruz, como fizemos durante décadas com os pobres”.

Boff se autodenomina “ecoteólogo de matriz católica” e defende com acentos subversivos que “o grito da terra é grito dos pobres e grito dos pobres é o grito da terra, nossa Mãe Terra”.

E insistiu para afastar dúvidas: “não só os pobres gritam, gritam as águas, gritam as árvores, gritam os animais, gritam os ventos, a terra grita”.

Em poucas palavras é marxista enquanto ambientalista e ambientalista enquanto marxista. Os dois movimentos seriam duas faces de uma mesma moeda, na mente da ecoteologia da libertação.

Para Boff, “o universo é autoconsciente” como se tivesse alma, como acreditavam as velhas concepções gnósticas e panteístas.

A Terra martelou ele: “começou a pensar, sentir e amar”, sem nunca explicar de onde tirou semelhante estapafúrdio.

O espírito divino panteísta teria se revelado em religiões pagãs,
segundo a ecoteologia da libertação. Na foto: santão da Índia.
O devaneio panteísta leva o ex-frei a entender o Deus Uno e Trino da Igreja Católica como “a grande energia fundamental” impessoal.

Ele pediu revisar o conceito de Revelação, sustentando que houve muitas revelações de Deus na história.

 Portanto, deve se abandonar a ideia de converter os pagãos. Muitas revelações pagãs atribuídas ao demônio seriam manifestações da Mãe Terra, deusa panteísta.

“Deus chega sempre antes dos missionários e sempre age antes que eles”, explicou parafraseando o comuno-tribalismo mais radical.

Em consequência, o “catolicismo atual” só mereceria sobreviver se se reformula e entra em harmonia com o deus ex-machina “Mãe Terra” que ele e os teólogos da libertação “aggiornati” estão revelando ao gênero humano.

Entre os participantes do evento em São Leopoldo também estavam o sacerdote peruano Gustavo Gutiérrez, considerando pai da teologia marxista da libertação, Jon Sobrino, e o bispo de Jales, D. Luiz Demétrio Valentini.

ACRESCIMO IMPORTANTE

Redigimos este post comentando matéria publicada pela agência ACIprensa http://www.acidigital.com/noticia.php?id=24351 que reputamos – e seguimos reputando – séria e respeitável.

Nesse endereço constava a estapafúrdia ideia do ex-frei Leonardo Boff de que a “Mãe Terra” estaria preparando um novo ser capaz de “receber o espírito” que não seria outra coisa senão uma lula gigante para substituir o homem.

No Peru a polêmica sobre a Teologia da Libertação vem crescendo com poderosos apoios eclesiásticos ao renovado erro.

E amigos peruanos que estavam traduzindo nosso post constataram que o parágrafo sobre a anticristã e evolucionista “lula gigante” (“calamar gigante” no original em espanhol) tinha desaparecido de todo, no endereço citado.

Conferimos ser certa a supressão. Nenhuma explicação de praxe nos meios jornalísticos vinha junto.

Compreendemos que algum erro possa se ter passado, mas não se entende que uma obrigatória explicação não tivesse sido anexada para esclarecimento dos leitores.

O procedimento de ACIprensa é próprio de quem recebeu uma pressão externa que obrigou a suprimir o texto contra sua vontade.

ORIGINAL NÃO CENSURADO - CLIQUE PARA AMPLIAR
e EXIBIR IMAGEM: 7º parágrafo
Felizmente, como é nosso costume, tínhamos conservado um snapshot da página original que mostra nossa perfeita boa fe. Ele foi tirado em domingo, 28 de outubro de 2012, 22:54:35, e o oferecemos a nossos leitores ao lado.

Também no cache do Google podia se ler a reprodução integral do artigo com a desumana teoria do “calamar gigante”. Este cache é atualizado periodicamente, mas o original ainda existia em: domingo, 25 de novembro de 2012, 18:27:38.

Para os interessados, procurar em Google a frase: “estaría preparando un nuevo ser capaz de “soportar el espíritu”, que no sería otro que un calamar gigante.”

Numerosos sites e blogs em espanhol reproduziram a versão original de ACIprensa, incluindo o parágrafo completo com a ímpia teoria do “calamar gigante” do ecoteólogo marxista.

Poderíamos reproduzir neste post a lista desses sites e blogs com a frase denunciadora do fanatismo da reverdecida Teologia da Libertação.

Aliás, já fizemos essa lista e enviamos a nossos amigos peruanos via email.

Porém, publicá-la poderia desencadear pressões indesejadas e censuras sobre sites e blogs católicos bem intencionados, que em geral lutam honrada e corajosamente com a falta de recursos e de apoios eclesiásticos.

Não queremos atirar sobre eles essas pressões, máxime nestes momentos em que a Teologia da Libertação, agora de mãos dadas com o ambientalismo radical, recupera poder, influência e intolerância, notadamente a partir das mais altas esferas eclesiásticas.


Luis Dufaur, 25.11.2012


Proposta da nova “religião” ambientalista é publicada, incomoda, e some!

O original antes da "censura" verde.
CLIQUE PARA AMPLIAR, e em EXIBIR IMAGEM
Comentando matéria publicada pela agência ACIprensa, redigimos o post “Teólogos da Libertação desvendam segredos da nova “religião” verde”, Reputamos então a ACIprensa – e continuamos reputando – uma agência séria e respeitável.

No endereço citado constava a estapafúrdia ideia do ex-frei Leonardo Boff de que, para substituir o homem, a “Mãe Terra” estaria preparando um novo ser capaz de “receber o espírito”, que não seria outra coisa senão uma lula gigante.

Amigos peruanos que traduziram e publicaram nosso post constataram que o parágrafo sobre a “lula gigante” (“calamar gigante” no original em espanhol) anticristã e evolucionista havia desaparecido do referido endereço.

No Peru, a polêmica sobre a Teologia da Libertação vem crescendo, com poderosos apoios eclesiásticos ao renovado erro.

Conferimos que de fato houve a supressão da “lula gigante”, sem que viesse dos meios jornalísticos qualquer explicação de praxe.

Compreendemos que algum erro possa ter havido, mas não se entende a inexistência de uma indispensável explicação anexa para esclarecimento dos leitores.

Além do mais, é preciso procurar muito longe os ventos com a quantidade, continuidade e força necessários para torná-las viáveis.

O procedimento de ACIprensa é próprio de quem recebeu uma pressão externa que a obrigou contra sua vontade a suprimir o texto.

Felizmente, como é nosso costume, tínhamos conservado um snapshot da página, comprovando a nossa perfeita boa fé.

Ele foi tirado no domingo, 28 de outubro de 2012, 22:54:35, e oferecemo-lo acima a nossos leitores.

Também, no cache do Google, podia-se ler a reprodução integral do artigo com a desumana teoria do “calamar gigante”.

Este cache é atualizado periodicamente, mas o original ainda existia no domingo, 25 de novembro de 2012, 18:27:38.

Para os interessados, procurar em Google a frase: “estaria preparando un nuevo ser capaz de “soportar el espíritu”, que no sería otro que un calamar gigante.” (em espanhol)


Numerosos sites e blogs em espanhol reproduziram a versão original de ACIprensa, incluindo o parágrafo completo com a ímpia teoria do “calamar gigante” do ecoteólogo marxista.

A nova "religião" verde, além do eco-marxismo libertário,
tem dimensões insuspeitadas que aparecem aos poucos,
e cumplicidades poderosas que estão assomand
Poderíamos estampar neste post a lista desses sites e blogs com a frase denunciadora do fanatismo da reverdecida Teologia da Libertação.

Aliás, já fizemos essa lista e a enviamos via e-mail aos nossos amigos peruanos.

Porém, publicá-la poderia desencadear pressões indesejáveis e censuras sobre sites e blogs católicos bem intencionados, que lutam em geral de modo honroso e corajoso contra a falta de recursos e de apoios eclesiásticos.

Não queremos atirar sobre eles essas pressões.

Máxime nestes momentos em que a Teologia da Libertação, agora de mãos dadas com o ambientalismo radical, recupera poder, influência e intolerância, notadamente a partir das mais altas esferas eclesiásticas.



Raposa/Serra do Sol estadeia a miséria e a injustiça da “religião verde”

Curiosa “religião” é a “verde”. Ela não visa tanto um “deus”, exceção feita da “deusa” Mãe Terra, ou Gaia.

Ela visa um mundo estranho para quem conhece a natureza e a vida real. Entretanto, segundo seus mais cegos adeptos, a tribo indígena é o modelo para o século XXI.

Para essa “religião”, as grandes aglomerações urbanas, a civilização de consumo, a prosperidade, representam o passado, a decrepitude e a morte. Enfim, tudo quanto deve desaparecer.

CNBB usa várias extensões para promover a utopia comuno-missionária
Essa “religião”, no Brasil, é espalhada pelo que há de mais moderno na atividade missionária católica. Quer dizer, dos missionários que se proclamam em dia com a Igreja-Nova, pós-conciliar.

Como prega o CIMI – Conselho Indigenista Missionário, órgão subordinado à CNBB – os índios não devem ser evangelizados nem civilizados.

Pelo contrário, devem ser “protegidos” contra o risco de serem assimilados pela “civilização” atual.

Nesse sentido, a demarcação de modo contínuo da reserva Raposa/ Serra do Sol, por decisão do Supremo Tribunal Federal, foi um importante e simbólico avanço.


Pois, para a utopia verde, não deve haver fazendeiros nem colonos, patrões nem empregados, proprietários nem marginalizados, ricos nem pobres; nem leis, regulamentos, repartições, taxas, impostos, como havia na referida reserva antes de os não-índios serem expulsos.

Seria o paraíso na terra.

Este “paraíso” também seria a solução para os brancos, viciados pelo dinheiro, pelo capital, pelo lucro, pelo luxo e pelas desigualdades.

Para atingir esse sonho utópico, tratar-se-ia de efetivar um desmantelamento “construtivo”: desmantelar o odiado agronegócio, dissolver as megalópoles e os países, e formar galáxias de grupos autônomos, espontâneos, livres, iguais e irmãos.

Índios banidos da reserva, catam lixo para sobreviver em Boa Vista
Padres e freiras, missionários, alguns leigos e muito notadamente bispos, como se pode ver na última Campanha da Fraternidade da CNBB, pregam essa “religião”.

E se alguém for lhes dizer que são comunistas, eles responderão com um sorriso enigmático:

“Que bobagem, comunismo é velheira! Ditadura do proletariado, capitalismo de Estado, tudo isso também tem que acabar. Em certo sentido, somos comunistas, é claro. Mas não paramos aí. Vamos além...”.

Fazendas em ruínas na reserva

Dois anos depois da implantação da utopia, a miséria impera na reserva Raposa/Serra do Sol e lança seus maus eflúvios para Roraima e todo o Brasil.

Uma série de reportagens preparadas pelo “Canal Livre” da Band puseram a nu a realidade para onde quer nos levar a “religião” verde.

Veja com seus próprios olhos a série de reportagens: 

 

 

 

FRONTEIRA DO ABANDONO. 

Roraima: miséria e dor dos banidos de Raposa Serra do Sol




Padre Djacy, sapos e cobras, o faraó e a Campanha da Fraternidade

“Acostumem-se com a idéia de amar
esse animal tão querido por Deus e pela Mãe Terra",
afirmou o padre Djacy
Segundo o Portal Terra (14/3/2011), padre na Paraíba promove aberrante campanha pela adoção de sapos, na missa e pela internet, muito de acordo com a nova “religião” verde.

Durante a habitual missa na Paróquia de Santa Cruz, município de Sertão na Paraíba, o Pe. Djacy Brasileiro fez o lançamento de uma campanha pela adoção de sapos, a qual inclui, sobretudo, o adquirir amor por tais anfíbios.

O pároco inspira-se no apelo ecológico da Campanha da Fraternidade de 2011, que tem como tema “Fraternidade e a Vida no Planeta”, recém-lançado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

O padre defende, numa retórica cheia de sentimentalismo, que o amor à natureza começa por animais como sapos, cobras e pássaros.

“O sapo só faz o bem à humanidade. Por que é tão desprezado? Vamos começar a amar o animal que por tanto tempo foi chutado, enojado, desprezado“, defende o sacerdote. “Amar o sapo, bicho tão agredido, chutado, é expressão maior de amor à natureza, que clama por socorro“.

Pe. Djacy afirma ainda que as pessoas precisam ter coragem para começar a amar o sapo pelo “bem” que ele faz ao homem. “Alguns de vocês, queridos amigos, têm medo de sapo? Então, acostumem-se com a idéia de amar esse animal tão querido por Deus e pela Mãe Terra”.

Na proposta do Pe. Djacy a “religião verde” mostra um de seus aspectos mais sorrateiramente dissimulados: é que ela é visceralmente anti-cristã.

Por exemplo, na Criação segundo a Bíblia Deus utilizou-se de símbolos para representar tanto o bem quanto o mal.

Aos animais deu formas diversas, a alguns deu belezas que representam virtudes e a outros permitiu a feiúra como símbolo do mal e do pecado original.

Símbolo do demônio na Bíblia,
animal amado no espírito da Campanha da Fraternidade

Ao nos depararmos com animais como os sapos, sente-se uma repulsa natural pelo animal e também uma repulsa implícita ao vício ou defeito que ele representa.

Nas Sagradas Escrituras não faltam exemplos. Quando Deus mandou uma ameaça ao faraó do Egito: “se não o deixares partir, infestarei todo o teu território com rãs, o Nilo fervilhará de rãs, que subirão e entrarão no teu palácio, nas casas e quartos e até na tua cama; o mesmo acontecerá na casa dos teus ministros e do teu povo, nos fornos e amassadeiras.” (Êxodo, Cap. 7,27). Deus parece não considerar esses gêneros de anfíbios tão bonzinhos quanto o ecologismo do padre Djacy.

Em outro trecho: “quando enviou moscas para os devorar e rãs que os infestaram”, (Salmos 77,45).

Em outras passagens Nosso Senhor é chamado de Cordeiro (São João 1,29), depois ele próprio se compara ao espírito de proteção maternal da galinha (São Mateus 23,37) e nesse mesmo capítulo compara os fariseus a serpentes e cobras venenosas (São Mateus 23,33).

Qual é o lugar reservado por Deus aos sapos? É o que Moisés comunicou ao faraó: se ele aceitasse libertar os judeus seria beneficiado com: “As rãs afastar-se-ão de ti, da tua casa, dos teus ministros e do teu povo. Ficarão somente no rio”. (Êxodo, Cap. 8,7).

Diante desse prêmio, o faraó se alivia, as rãs param de infestar e as línguas “ecologistas” deveriam emudecer.

Mas esse Deus da Bíblia é ecologicamente incorreto! Um Deus oposto a deusa Mãe Terra, a verdadeira divindade, “verde” é claro!



Japão, a religião panteísta verde e a Campanha da Fraternidade da CNBB

Verdes: aquecimento global "explica" tudo e qualquer coisa

O colunista da “Folha de S.Paulo” (15.3.11) João Pereira Coutinho publicou comentário sobre o trágico terremoto do Japão. E escreveu:

“Leio na imprensa do dia que o presidente do European Economic and Social Committee, órgão consultivo da União Européia com certa importância “científica”, aproveitou o momento para questionar se a catástrofe japonesa não seria um resultado do aquecimento global ou, uma vez que o mundo deixou de aquecer desde inícios do século 21, das “alterações climatéricas”.

“Não foi caso único: jornais e televisões foram invadidos por iguais interrogações, normalmente vertidas por políticos e fanáticos da causa ambientalista.

“A natureza, na visão dessa gente, não pode ser imprevisível, contingente, inexplicável. Como, na verdade, sempre foi ao longo da história. Isso seria um insulto para a nossa patética soberba.

“Se o Japão ficou parcialmente destruído, existe uma causa última.

“E na impossibilidade de a causa ser um deus monoteísta, talvez as respostas se encontrem num deus panteísta: uma mãe natureza indignada com os abusos dos seus filhos, que resolve assim puni-los de forma brutal para que eles deixem de cometer pecados contra ela.

Campanha da Fraternidade manipula catolicismo
em favor da religião panteísta verde
Os fanáticos da causa verde apenas pintaram Deus com outra cor; mas a atitude mental é a mesma: a atitude de quem explica os “males terrenos” como um castigo dos céus. Ou, melhor dizendo, da Terra.

Não parece ter sido a intenção do jornalista, mas ele chegou a uma conclusão que descreve o âmago da Campanha da Fraternidade 2011 da CNBB.

Nela, a CNBB, em vez de abordar equilibradamente, como lhe corresponde enquanto porta-voz do Episcopado católico, a relação de Deus com a natureza e as questões ambientais, adota a essência da “religião verde” panteísta e bane inteiramente Deus Nosso Senhor, Criador do Universo, das propostas que faz aos fiéis!

O fato é tão espantoso que não há espaço num post para abordá-lo com a extensão que merece. Dispondo de tempo, voltaremos ao assunto.



Neo-religião verde excogita ritos fúnebres “ecologicamente corretos”

Modelo para a "biocremação"
Modelo para a "biocremação"
A Bélgica e a Holanda querem aprovar um processo para dissolver os corpos humanos num rito fúnebre “ecologicamente correto” que substituiria o enterro, noticiou o jornal de Londres “The Telegraph”.

O rito da “biocremação”, conhecido tecnicamente como hidrólise alcalina, é apresentado como mais ‘reintegrador’ ao meio ambiente e já está em uso em algumas partes dos EUA e do Canadá.

Trata-se de dissolver o corpo do falecido utilizando uma solução quente à base de água alcalina submetida a altas pressões e temperaturas. O processo não deixaria escassas cinzas do finado e o líquido resultante seria ‘devolvido’ à natureza, ou vertido no esgoto.

A prática é ilegal nos dois países, mas já há iniciativas nos respectivos legislativos. Ativistas verdes também pressionam para obter uma aprovação da Comissão Europeia, chefatura suprema da UE.

A primeira biodegradação aconteceu em 2011, na Florida, e desde então teria sido escolhida por cerca de três mil pessoas nos EUA.

Bruno Quirijnen, do Serviço Fúnebre Flamengo, elogiou o sistema pelo fato de decompor inteiramente o corpo. “Se é verdade que o impacto ecológico é menor, então parece ser a opção lógica”, disse ao jornal Het Belang de Limburg.


Ele elogiou a economia de energia e a redução das emissões de CO2 e de mercúrio, além da preservação da terra, consumida pelos enterros tradicionais.

Nos países cristãos, o enterro e a guarda dos túmulos derivam da verdade de Fé.

Esta é professada, por exemplo, no Credo católico, segundo o qual as almas vão se unir novamente aos corpos na Ressurreição no fim dos tempos, e assim vão comparecer no Juízo Final. Almas e corpos novamente reunidos irão para o Céu Empíreo – no caso dos que se salvarem –, e para o inferno – no caso dos réprobos.

O ateísmo, e especialmente o panteísmo, negam essa verdade fundamental, e pregam que o homem não é senão matéria na qual ele se dissolve, para retornar em termos “ecologicamente corretos” à natureza.

A neo-religião ambientalista e panteísta está aplicando agora suas últimas consequências aos mortos. Amanhã será com os vivos “excedentes” do planeta, segundo suas mórbidas teorias referidas em numerosos posts deste blog que pregam uma drástica diminuição da população da terra para “salvar o planeta”.



Um “papa verde” abalaria a combalida união dos católicos e da humanidade

Card. Turkson: associando a linguagem ambientalista
com a da Teologia da Libertação.
Kate Galbraith, jornalista especializada em energia e clima, escrevendo para Foreign Policy, ficou estranhada quando ouviu o cardeal Peter Turkson, presidente do Pontifício Conselho Justiça e Paz no Vaticano, falando diante de uma plateia modesta numa universidade católica da Irlanda.

Estranhada naturalmente não porque estivesse falando numa instituição da Igreja, da qual ele é um hierarca, mas pelo teor de suas palavras.

Com efeito, ao acentuar a importância de cuidar do meio ambiente – que obviamente não pode ser descuidado por toda pessoa razoável, e máxime cristã –, a linguagem do prelado aproximou-se rapidamente da Teologia da Li