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quarta-feira, 4 de setembro de 2019

A ‘humanofobia’ tem algo a ver com a ‘ecologia integral’ ou a ‘mística indígena’?

Máscara do deus mexicano Tezcatlipoca. Museu Britânico. A morte ritual voluntária era tida como uma salvação entre esses índios. A humanofobia retoma o demoníaco costume
Máscara do deus mexicano Tezcatlipoca. Museu Britânico.
A morte ritual voluntária era tida como uma salvação entre esses índios.
A humanofobia retoma o demoníaco costume
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







No post anterior (Sínodo age com base em mitos em que nem Boff acredita), comentamos o ódio filosófico-teológico contra o ser humano pregado pelo tal vez maior teólogo da “libertação da Terra”, o franciscano renegado Leonardo Boff.

O anti-humanismo do ex-frade não é exclusivo dele. No nosso blog temos reproduzido inúmeros outros exemplos nesse sentido provenientes da Europa e dos EUA.

Eis alguns outros dados mais ou menos próximos ou relacionados com o Sínodo Pan-amazônico de outubro de 2019.

No site Religión en Libertad, o escritor e ex-âncora de TV e rádio, Luis Antequera, afirma que se revela cada vez mais a existência de um lobby que ele define como humanófobo, ou que despreza o ser humano.

Esse professa uma ideologia humanofóbica porque é teológica e filosoficamente contra o homem, qualquer que seja sua condição, de selvagem ou de civilizado.



Esse lobby dispõe dos mais poderosos órgãos de comunicação e é abundantemente regado com dinheiro público, nacional e internacional, e de ONGs privadas.

Grupúsculo extremista ambientalista pede a extinção dos humanos
Grupúsculo extremista ambientalista pede a extinção dos humanos
A conduta desse lobby, segundo o escritor, é própria de una religião que cultua uma “nova deidade laica, a ‘pacha mama’, ‘a mãe terra’, voltada contra o ‘monstro’, o ‘parasita’ que a povoa e a transforma para o bem: o ser humano.

Tudo nessa religião visa extingui-lo: o aborto, o feminismo que leva as mulheres a odiarem os homens; a agenda LGBT que esteriliza as uniões; os ataques contra o matrimônio e a família, a eutanásia, etc.

A ‘mudança climática' é manipulada para apresentar o homem como o grande criminoso que causa um dano irreversível ao divinizado planeta.

Essa nova ideologia de fundo panteísta religioso, escreve Antequera, teve a astúcia de não se apresentar como um bloco ideológico.

Perverso cartaz apelando a matar um feto para oferece-lo a Jesus (sic!)
Perverso cartaz apelando a matar um feto para oferece-lo a Jesus (sic!)
Não incorreu no erro tático em que caíram o nacional-socialismo na Alemanha ou o comunismo na Rússia, embora não seja uma ideologia menos totalitária.

Velhacamente não apresenta um líder carismático como Hitler ou Lenin que personifique o movimento.

O lobby humanofóbico avança exigindo uma salada de reivindicações aparentemente desconexas: “salvem a baleia”, “não ao nuclear”, “acabem com o CO2”, “água doce”; “não à barragem”, “amo meu pet”, etc.

Só após certo tempo, após ter seduzido muitas pessoas, alguns observadores mais argutos começaram a ligar que todas essas bandeiras servem a um objetivo superior e premeditadamente oculto.

E esse objetivo que os orienta não mostra claramente seu rosto, mas inspira o cerne desse lobby humanófobo.

Uma amostra sugestiva. No último mês de julho, aconteceu um Seminário de Estudo do Documento de Trabalho do Sínodo para a Amazônia, em Brasília, com presença, entre outros, de diversos bispos.

Experiências de 'místicas indígenas' rumo ao Sínodo da Amazônia, Repam
Experiências de 'místicas indígenas'
rumo ao Sínodo da Amazônia, Repam
O seminário foi promovido pela Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM-Brasil) e Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (CESEEP), na sede do Centro Cultural Missionário, na capital, segundo noticiou ACIDigital.

O evento visou a promoção de uma “mística indígena”, aliás um dos objetivos anunciados pelos documentos preparatórios do Sínodo Pan-amazônico.

Mas essa “mística indígena”, achincalhante para um católico, deixou desconcertados aos fiéis que tomaram conhecimento dela pela página Facebook da REPAM.

Entre as fotos se lê a seguinte descrição: “com uma mística indígena, pedindo proteção e bênçãos sobre a caminhada sinodal, seguiu-se os trabalhos no Seminário em Brasília”.

Para o blogger católico de Minas Gerais, Bruno Braga, se tratou de um “ritual escabroso” próprio do “paganismo indigenista”.

O Pe. Renato Gonçalves, da diocese de Santo Amaro (SP), também compartilhou a publicação da REPAM e questionou:

“A Igreja Católica não tem a Mística dela? Será que é preciso tomar este tipo de atitude, Repam? Veja a maioria dos comentários dos nossos leigos! Com toda a razão, estão escandalizados!”

Mas, nos antros remotos que conduzem o movimento humanofóbico, a reação deve ter sido de regozijo.


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