domingo, 1 de março de 2026

BYD prevê falência em massa de montadoras de carros na China

Degringolada de montadoras de carros elétricos preocupa a BYD
Degringolada de montadoras de carros elétricos preocupa a BYD
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Haverá falências em massa de montadoras de carros elétricos na China, julga a BYD.

Para ela, só ficarão umas 15 das perto de 100 atuais.

Elas já foram mais de 500 inchadas por subsídios do regime marxista ávido de abocanhar o mercado dos carros elétricos que a agenda ambientalista da ONU quer impor.

Os EUA proibiram a entrada de marcas chinesas e a União Europeia aumentou tarifas de importação.

No Brasil, prejudicando a indústria nacional 92% desses carros vendidos em 2025 foram chineses, embora esse mercado se retraiu 51%, registrou o “Jornal Opção”. 

A importação de veículos elétricos e híbridos conforme o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), se retraiu 51%.

Nos carros 100% elétricos a redução chegou a 74,9%, somando US$ 104,8 milhões. Os híbridos caíram 29,1%. Em volume, a queda foi de 46,4%: 5.849 unidades de elétricos (queda de 69,8%) e 12.965 híbridos (menos 17,4%).

Para a Anfavea, a entrada massiva de veículos elétricos chineses é uma das maiores ameaças ao setor produtivo brasileiro.

A entidade alega que os veículos da marca BYD, por exemplo, contam com forte subsídio estatal no país asiático, o que configura concorrência desleal.

Em fevereiro de 2025 a montadora chinesa BYD desembarcou cerca de 5.500 automóveis eletrificados no Brasil, visando nacionalizar os veículos antes que o novo aumento das alíquotas. “Noticias automotivas”. 

Na China pela crise já iniciada apontada pela BYD hoje comprar um carro novo envolve uma realidade sombria.

Num shopping de Chengdu, cidade com mais de 21 milhões de habitantes, a loja Zcar oferecia SUVs de sete lugares zero quilômetro com descontos que desafiam a lógica e Audis nacionais pela metade do preço.

De fato, o colapso da indústria automotiva elétrica chinesa se encontra nnum “ciclo vicioso”.

Dezenas de milhões de carros elétricos empilhados são argumento evidente
Dezenas de milhões de carros elétricos empilhados são argumento evidente
Durante anos, o governo incentivou a produção desenfreada de veículos com subsídios, metas agressivas e políticas públicas que privilegiaram volume e não demanda.

O objetivo foi transformar a China em uma potência global no setor automotivo.

O país agora enfrenta um excesso de marcas, fábricas e estoques, segundo a Reuters. Esse sufoca as concessionárias, afunda os lucros e empurra modelos novos para revendas como “carros usados” com zero quilômetro no odômetro.

As montadoras chinesas continuam produzindo como se o mercado estivesse crescendo — e não está.

Hoje, a capacidade instalada na China permitiria fabricar o dobro dos 27,5 milhões de carros produzidos no ano passado.

Elas trabalham em virtude dos bônus do governo às montadoras.

As concessionárias registram e seguraram carros que não foram vendidos, apenas para constar como “comercializados” e receber o subsídio estatal.

Esses carros são vendidos no mercado paralelo como “seminovos”, mesmo que nunca tenham rodado um metro.

Apenas 30% das concessionárias chinesas operam com lucro. Algumas vendem com até 20% de prejuízo para receber um bônus que compensa a perda.

As montadoras que seguem produzindo sem considerar a demanda, geram bolhas que lembram as que precederam as crises do setor imobiliário e da indústria solar.

Leilões judiciais tentam limpar os estoques mortos de empresas falidas, com lotes inteiros de veículos zero km sendo vendidos por um quarto do preço original, escreveu “Exame”. 

Até mercado europeu sofre já as primeiras consequências
Até mercado europeu sofre já as primeiras consequências
A Berkshire Hathaway Energy, subsidiária do grupo do investidor multibilionário Warren Buffet zerou sua participação na BYD em 2025.

De acordo com a Reuters, Buffett aplicou US$ 230 milhões em 225 milhões de ações da BYD em 2008, ou 10% da companhia na época.

A notícia derrubou os papéis da BYD em Hong Kong onde a empresa acumula queda de 30% pressionada pela guerra de preços no hipersaturado setor automotivo chinês.

A saída ocorre quando o lucro da BYD caiu pela primeira vez e a companhia reduziu sua meta anual de vendas em até 16%.
Suas vendas domésticas, ou 80% dos embarques globais, recuaram pelo quarto mês consecutivo.


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