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domingo, 30 de abril de 2017

Amazônia lar de uma grande civilização perdida

Um dos geoglifos visualizados por via aérea graças ao desmatamento
Um dos geoglifos visualizados por via aérea graças ao desmatamento
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Sabia-se, mas não era politicamente correto lembrar, que “as florestas da Amazônia foram moldadas pela ação humana ao longo de milhares de anos, num processo que transformou boa parte da mata em gigantescos ‘pomares’, repletos de espécies domesticadas de árvores.

“O manejo habilidoso dessas plantas pelos antigos habitantes da região acabaria criando deleites gastronômicos que hoje chegam ao mundo todo, como o cacau e a castanha-do-pará.

“Esses são os exemplos mais famosos, mas a lista completa é bem mais extensa: 85 espécies de árvores foram domesticadas em algum grau na floresta, calculam os autores de um estudo internacional que acaba de ser publicado na revista especializada ‘Science’”, escreveu a “Folha de S.Paulo. 

“Em alguns lugares da bacia do Amazonas – prossegue o matutino paulista – as espécies selecionadas e alteradas pela atividade humana chegam a ser as mais comuns da mata, apesar da gigantesca diversidade natural de vegetais da região.

“’A gente está falando de sistemas sofisticados de produção de alimentos, mas que são muito diferentes dos de hoje porque a diversidade em si era algo importante.

‘Você não tem o manejo de uma única espécie agrícola, mas de várias, mantendo a floresta em pé’, explica a bióloga Carolina Levis, uma das autoras da pesquisa, que está concluindo seu doutorado no Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) e na Universidade de Wageningen (Holanda).

“No estudo, Levis e dezenas de outros colegas do Brasil e do exterior conseguiram traçar o mais completo mapa da presença dessas plantas na região.

“O ponto de partida para essa tarefa foram os dados da chamada ATDN (sigla inglesa de Rede de Diversidade de Árvores da Amazônia), que reúne informações sobre a distribuição de quase 5.000 espécies arbóreas amazônicas.

Infográfico elaborado pela 'Folha de S.Paulo' com a parte da mata
transformada em grandes pomares pela ação humana
“Usando esses dados, um dos colaboradores da nova pesquisa, o holandês Hans Ter Steege, já tinha mostrado que, apesar dessa imensa variedade de espécies, a Amazônia abriga algumas árvores ‘campeãs’, conhecidas como hiperdominantes.

“São 227 espécies que, somadas, são muito mais comuns que a média das demais plantas, correspondendo a uns 50% de todas as árvores amazônicas.

“Ocorre que, das 85 árvores domesticadas, 20 espécies fazem parte dessa lista das hiperdominantes – cinco vezes mais do que o esperado, quando se considera o número total de espécies arbóreas da região.



“Outro detalhe importante é que essas plantas domesticadas hiperdominantes são muito comuns na Amazônia: ao menos algumas delas estão presentes em 70% da região, enquanto as outras espécies hiperdominantes (as não domesticadas) só ocorrem em 47% da bacia.

“Isso sugere que a ação humana as espalhou Amazônia afora, uma vez que estudos genéticos mostram que muitas dessas plantas domesticadas hoje florescem em lugares muito distantes de seu ambiente original – como é o caso do próprio cacaueiro, nativo do noroeste amazônico, mas hoje mais comum no sul da região.

Estruturas civilizadas no Acre
Estruturas civilizadas no Acre
“E, de fato, na maioria das áreas, a concentração de espécies moldadas pelo uso humano aumenta nas proximidades de sítios arqueológicos e dos rios – ou seja, áreas que comprovadamente foram ocupadas por pessoas no passado ou que serviam (e ainda servem) como as principais estradas para quem circulava pela mata.

“Para onde os antigos indígenas iam, as plantas iam junto – e esse processo foi fazendo com que elas se tornassem cada vez mais comuns, alterando a composição natural de espécies da floresta para que ela se tornasse cada vez mais útil para membros da nossa espécie.”

Veja mais em: Arqueólogos e linguistas revelam civilização urbana no Alto Xingu, Amazônia

Charles Clement, biólogo do Inpa e coautor do novo estudo, explica:

Os índios também consumiam uma grande variedade de cervejas, incluindo as feitas com o fruto da pupunha, que pode ser selecionado para ser muito rico em amido, o que favorece a fermentação”.

“O arqueólogo Eduardo Góes Neves, da USP, que também assina a pesquisa, calcula que essa grande processo de ‘engenharia florestal’ amazônica começou há pelo menos 6.000 anos, mas pode ter se intensificado de uns 2.500 anos para cá.

“É quando a região fica repleta de sítios com a chamada terra preta –um solo muito fértil produzido pela ação humana, em parte graças à queima controlada de restos de vegetais.

“Para o arqueólogo, o estudo mostra que, além de serem um patrimônio natural, as florestas da região também são um patrimônio cultural, por sua ligação estreita com a intervenção humana”, concluiu.

Desse atualíssimo trabalho científico tira-se uma conclusão de interesse para julgar a subversão comuno-tribalista promovida no Brasil por organismos como o CIMI: o índio “selvagem” como é apresentado pela propaganda comuno-indigenista não vive no estado “ideal” “primigênio” do homem em contato com a natureza.

Reconstituição artística de uma dessas cidades amazônicas em Llanos de Mojos, Bolívia.
Reconstituição artística de uma dessas cidades amazônicas em Llanos de Mojos, Bolívia.
Ele é um resto decadente de antigas estirpes que modelaram a selva amazônica com uma civilização própria.

E a “mata selvagem” não é a originária, mas sim uma consequência de séculos de trabalho civilizatório de seus antigos moradores e que agora está abandonada a si própria.

Nada de mais justo e razoável que os brasileiros de hoje penetrem nessa mata entregue a sim própria e voltem a fazê-la produzir ordenadamente.

O jornal espanhol “El Mundo”, cegado pela propaganda indigenista de ONGs internacionais e até mais remotamente pelos devaneios fantasiosos de Rousseau sobre o “bon sauvage”, publicou pasmo extensa matéria sob o titulo “La selva amazónica, no tan virgen como se creía”.

O trabalho publicado na conceituada revista Science pegou o jornal de surpresa.

Esse estudo desafia a visão que tivemos – a ainda temos – muitos dos ecólogos sobre essa enorme área”, reconheceu Hans ter Steege, cientista do Naturalis Biodiversity Center e coordenador da Amazon Tree Diversity Network.

O mesmo jornal espanhol já tinha dedicado longa matéria às figuras geométricas perfeitas inscritas na superfície da terra amazônica e agora visíveis graças ao desmatamento.

Essas figuras – retângulos, hexágonos, etc. – foram feitas há 3.000 anos pelos antigos habitantes da Amazônia. Há mais de 300 delas no Acre, junto à fronteira com o Peru e a Bolívia.

Trata-se de cuidados canais ou fossas de quatro metros de profundidade por 12 de largura formando desenhos em relevo com diversas formas das mais simples às mais complexas.

A descoberta é atribuída ao professor Ondemar Dias, do Instituto Brasileiro de Arqueologia de Rio de Janeiro, mas o silêncio oficial e midiático desceu sobre ela.

Até que o geólogo e paleontólogo da Universidade Federal de Acre (UFAC) ,Alceu Ranzi, discípulo de Ondemar, viajando em voo comercial entre Porto Velho e Rio Branco, foi percebendo que à medida em que o desmatamento avançava, novas figuras geométricas apareciam no chão.

Só una civilização avançada poderia ter escavado formas geométricas tão perfeitas. Desde 2007, o satélite taiwanês Formosat-2 permitiu identificar numa área de 25.000 quilômetros quadrados um grande número delas, e calcula-se que foram localizados apenas 20% do total.

O nome técnico é geoglifos, estando os do Acre aguardando para serem catalogados pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade.

Os geoglifos estão conectados por caminhos, alguns deles protegidos.

“As crônicas dos primeiros conquistadores – de Orellana a Schnidel, por exemplo – descrevem aldeias defendidas por altas paliçadas de madeira”, garantiu o arqueólogo Marcos Vinicius das Neves, uno dos pioneiros na investigação.

Geoglifos no Alto Xingu
Geoglifos no Alto Xingu
Estudos finlandeses falam de praças tribais no centro dos geoglifos para realizar cerimônias, encontros especiais, cultos religiosos ou debates sobre a aldeia, como nas antigas cidades gregas.

Os geoglifos amazônicos foram comparados com as famosas figuras de Nazca no Peru, descobertas em 1927 com o desenvolvimento da aviação comercial.

Pelo número e tamanho das estruturas, deduz-se que os povoadores eram sedentários e organizados, trabalhando em cooperação. Em alguma dessas cidades a população girou por volta de 70.000 pessoas. Tamanho de muitas cidades brasileiras modernas.

Foram resgatados alguns escassos artefatos associados de cerâmica, que o teste do Carbono 14 diz serem de por volta do ano 1.294 d.C. Mas os trabalhos nesta matéria e as polêmicas científicas são incipientes.

“El Mundo” conclui que “a Amazônia foi lar de grandes povos” e cenário de “uma grande civilização perdida”, todo o contrário do que pretendem fazer nos crer os ativistas do ecologismo radical, para os quais o pobre indígena mais decadente é o “autêntico” homem da Amazônia.

Segundo Martti Pärssinen, diretor do Instituto Iberoamericano da Finlândia, a zona do Acre foi um ponto de encontro cosmopolita entre a Amazônia oriental e as Cordilheiras dos Andes.

Um cosmopolitismo ou globalismo incipiente que os fanáticos ambientalistas trabalhariam para revolucionar e demolir.

Engraçado. Eles se voltariam contra essas civilizações em nome de um pretenso “autêntico” ideal tribal e da natureza impoluta, forjado nos laboratórios ideológicos das esquerdas europeias ou norte-americanas.


domingo, 23 de abril de 2017

Descoberta exorciza pânico de falta de água doce

O óxido de grafeno permite criar membranas altamente eficiente e econômica para dessalinizar a água do mar.
O óxido de grafeno permite criar membranas
altamente eficientes e econômicas para dessalinizar a água do mar.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Felizmente, mais um pesadelo maquinado nos laboratórios do ambientalismo neocomunista parece ter-se desfeito como um pesadelo à luz do sol. E isso em virtude do talento humano aplicado, da ciência e da tecnologia bem ordenadas a seus fins.

“Verdes”, mas também alumbrados das esquerdas e Campanhas da Fraternidade, entre outros, ficavam martelando que a água doce escasseia, é rara e cara. E jogavam a culpa na civilização moderna, que a usaria inescrupulosamente.

A ficção vem acompanhada de ilustrações propagandisticamente aterradoras e projeções para um futuro que nenhum dos homens hoje vivos poderá conferir.

Porém, o bom senso e a ciência objetiva falavam outra linguagem: água há à vontade no planeta. E se ela vier a faltar, a inteligência que Deus deu ao homem aí está para resolver os problemas até nas regiões naturalmente mais secas.

Mais de 70% da superfície do planeta está coberta pela água salgada dos mares. Ela não poderia ser dessalinizada e aproveitada?

A dificuldade consistia em que as técnicas para dessalinizar em grande escala são caras.

Agora, pesquisadores da Universidade de Manchester, no Reino Unido, excogitaram uma ‘peneira’ de grafeno que remove o sal da água do mar a baixo custo. A invenção, segundo a BBC, tem o potencial de ajudar milhões de pessoas sem acesso direto à água potável.

Os resultados da pesquisa foram divulgados na renomeada publicação científica Nature Nanotechnology.

O grafeno é uma das formas cristalinas do carbono, como o diamante e o grafite, mas muito fácil e barato de produzir.

Seu derivado químico, o óxido de grafeno, é altamente eficiente na filtragem do sal, muito melhor que as membranas de dessalinização existentes.

O grafeno, descoberto em 1962, foi pouco estudado até que pesquisadores da Universidade de Manchester, analisando em 2004 sua estrutura, verificaram que consiste em uma camada fina de átomos de carbono organizada em uma espécie de treliça hexagonal.

Filtro de grafeno é tão fino que deixa passar as moléculas de água mas bloqueia os sais.
Filtro de grafeno é tão fino que deixa passar as moléculas de água mas bloqueia os sais.
Sua força elástica e condutividade elétrica tornaram-no um dos metais mais promissores para futuras aplicações.

Rahul Nair, que liderou a pesquisa, revelou, no entanto, que o óxido de grafeno pode ser feito facilmente em laboratório, informou “La Nación” de Buenos Aires.

Nair e seus colegas puderam ajustar as membranas de grafeno para deixar passar mais ou menos sal de modo mais eficiente e muito mais econômico que os filtros conhecidos até agora.

O grafeno já começava a ser considerado o material do futuro quando a equipe criou o filtro que resolveria a escassez de água potável e que é capaz de ser produzido em escala industrial.

“O óxido de grafeno pode ser produzido por simples oxidação em laboratório", explicou à BBC Rahul Nair, chefe da equipe. “Para produzi-lo em grande volume e pelo custo, o óxido de grafeno tem uma vantagem potencial”.

“Nós conseguimos controlar a dimensão dos poros na membrana e efetivar a dessalinização que antes não era possível”, sublinhou Nair.

A descoberta deverá ainda passar pelo crivo da indústria de baixo custo e da resistência ao contato com a água do mar.

Porém, segundo a BBC, seu desenvolvimento é promissor.


domingo, 16 de abril de 2017

Biomas preocupam a CNBB,
mas não as dezenas de milhões de católicos
que abandonaram a Fé

Igreja de Nossa Senhora de Nazaré, São Cristóvão. Abandonada como muitas outras, mas o que importa é o bioma!
Igreja de Nossa Senhora de Nazaré, São Cristóvão.
Abandonada como muitas outras, mas o que importa é o bioma!
Luis Dufaur
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A Campanha da Fraternidade de 2017 abordou mais uma vez a questão ambiental, como já fez em edições anteriores. O tema foi “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”.

Quando falei isto a meus amigos, aliás muito enfronhados na problemática ambientalista brasileira, iniciou-se uma conversa amável que degenerou na máxima confusão.

Afinal de contas o que e que é a CNBB entende como bioma e o que tem a ver essa campanha com a religião católica, perguntavam todos.

Por isso quando vi o artigo “Biomas brasileiros — cultivar e cuidar” do Emmo. Cardeal arcebispo de São Paulo D. Odílio Scherer, achei que iria a ouvir algo bem definido e esclarecedor.

E acabei estarrecido pela radicalidade dos propósitos expostos com dulçurosa redação.

A escolha do tema foi influenciada, escreveu o prelado, pela encíclica ‘Laudato si’, do papa Francisco (2015).

Voltou-me à mente a euforia das esquerdas latino-americanas mais extremadas com dita exortação.

Veja: Encíclica Laudato Si’ causa perplexidades entre os católicos e regozijo nos extremismos de esquerda

Mas, o alto eclesiástico, explicou que a CNBB com essa campanha na Quaresma visou convidar os cristãos a refletirem sobre as implicações da sua fé em Deus.

Fazenda Buriti invadida e incendiada por índios teleguiados pelo CIMI
Fazenda Buriti invadida e incendiada por índios teleguiados pelo CIMI
Ele reconhece que o tema soa abstrato e distante da religião, objeto de ocupação apenas para especialistas e ambientalistas de carteirinha.

Leia-se MST, CIMI, ONGs nacionais e internacionais, Funai e outros tentáculos mais ou menos combinados com a CNBB para fazer a revolução no Brasil.

O arcebispo paulista também reconhece que “para a maioria das pessoas, talvez o conceito ‘bioma’ seja até desconhecido”.

E explica que “trata-se de um ambiente da natureza que tem um conjunto de características próprias e hospeda diversas espécies vivas bem harmonizadas com esse ambiente”.

Como é que as invasões das fazendas por indígenas atiçados pelo CIMI e denunciadas documentadamente na CPI de Mato Grosso do Sul servem para “harmonizar” as ‘espécies vivas do ambiente’ jogando num luta fratricida uns brasileiros contra outros? Visivelmente há muitas coisas que não colam.

Quanto mais lia, menos entendia... É um modo de dizer, acho que entendia cada vez mais.

Prosseguindo me deparei com que “todos os biomas brasileiros estão ameaçados e a principal ameaça é representada pela interferência indevida do homem neles. (...)

Campanha da Fraternidade 2017 se preocupou dos 'biomas'. E das dezenas de milhões de católicos que deixaram a religião?
Campanha da Fraternidade 2017 se preocupou dos 'biomas'.
E das dezenas de milhões de católicos que deixaram a religião?
“certas formas de manejo florestal, agricultura ou criação de gado, e mesmo de urbanização, podem produzir profundas alterações no delicado equilíbrio dos biomas.

“Por motivos econômicos, a natureza acaba sendo vista como fonte de recursos disponíveis, sobre os quais o homem avança com a vontade de se apropriar, sem considerar as consequências presentes e futuras de sua intervenção no ambiente da vida.

“A natureza ferida e desrespeitada pode voltar-se contra o próprio homem, que se torna a sua vítima”.

Simples: a gloriosa sucessão de gerações de produtores agropecuários que regaram o solo brasileiro com seu sangue, com seu suor e suas lágrimas para tirar o Brasil da incultura e da barbárie são os maiores inimigos do País (ou de seus biomas)!

E Deus que mandou os homens ocuparem a Terra toda, será por caso inimigo dos biomas?

Então a Campanha da Fraternidade 2017 visa conscientizar os cristãos dessa realidade execrada pela CNBB após piruetas verbais bem do gosto dos “verdes” e das esquerdas subversivas.

Dita conscientização, acrescenta o artigo comentado, não fica no campo. Deve ir por cima das cidades e de seus habitantes que constituem a larga maioria da população nacional.

E como na cidade não existe o famoso “bioma” na acepção adotada pela CNBB, o artigo excogita a existência de um “bioma urbano” . Nele ‘o ser humano é seu principal agente ativo e passivo’.

Por que não mencionar também os passarinhos, animais de afeição, e em ultima análise, insetos, baratas e ratos que pululam desagradavelmente nas cidades, se a acepção adotada é para ser levada a sério?

O Exmo. arcebispo reconhece por fim que haverá “quem pergunte: por que motivo a Igreja Católica se preocupa com uma questão que não é propriamente religiosa? E por que promove essa reflexão justamente no tempo da Quaresma, marcadamente religioso e cristão?”

Nesta capelinha de Barra do Guaicu, MG, o bioma parece ter progredido.
Nesta capelinha de Barra do Guaicu, MG,
o bioma parece ter progredido.
É a pergunta de todo mundo que tem um resto de fé e de lógica.

E responde que “a atitude religiosa decorrente da fé cristã não se expressa apenas em cultos, ritos, preces e exercícios propriamente espirituais. A fé cristã integra todas as dimensões da vida e da ação humana e as realidades do mundo”.

Mas é essa fé católica que está sendo abandonada no Brasil, não só na prática nas igrejas mas em “todas as dimensões da vida e da ação humana e as realidades do mundo”!

A grei confiada à CNBB está se dispersando a ponto de ficar reduzida a um mero 50% – segundo dados do IBGE e da Datafolha – quando em 1940 os católicos eram 95% segundo o mesmo IBGE? 

Essa perda massiva da fé católica não pede uma retomada fervorosa da pregação que inspirou o nascimento do Brasil e seu desenvolvimento através dos séculos de sua história?

A CNBB não responde ao clamor dessas dezenas de milhões de almas que se perdem no materialismo ambiente e prefere ficar na encíclica Laudato si’ levada como bandeira pelo bolivarianismo e populismo subversivo latino-americano!

E nos quase divinizados biomas.... que são explorados como ‘slogans’ do ambientalismo radical!


domingo, 2 de abril de 2017

Devaneios ambientalistas-ocultistas no “L’Osservatore Romano”

Práticas ocultistas de Rudolf Steiner, pregadas pelo seu discípulo Carlo Triarico no jornal criado para defender a Igreja!
Práticas ocultistas de Rudolf Steiner, pregadas pelo seu discípulo Carlo Triarico
no jornal criado para defender a Igreja!
Luis Dufaur
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Em editorial do dia 4 de janeiro de 2017, com o pretexto de libertar a cidade de Aleppo e a Síria da pobreza, das mudanças climáticas e do desequilíbrio demográfico, o jornal “L’Osservatore Romano” estampou uma apologia de métodos ocultistas pretensamente ambientalistas.

O autor da proposta anticristã é Carlo Triarico, presidente da Associação para a Agricultura Biodinâmica. Essa divulga o método de cultivo inventado há um século pelo austríaco Rudolf Steiner (1861-1925), idealizador da “antroposofia”, sistema derivado da Teosofia, com liturgias e rituais próprios voltados para as ciências ocultas.

Veja mais sobre essa forma de macumba ambientalista em:

O que é a ecologia? 3. O ecologismo no cerne do nacional-socialismo

O que é a ecologia? 4. O ambientalismo do pós-guerra trabalha para impor a vida tribal

Governo italiano promove esoterismo ecológico

domingo, 26 de março de 2017

Medo de extinção de espécies não é proporcionado, mostram pesquisas

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Philippe Bouchet, zoólogo
Philippe Bouchet
A se prestar ouvidos ao catastrofismo ecologista, as espécies vivas vegetais e animais estariam no risco de desaparecer mais cedo ou mais tarde por culpa da intromissão da civilização criada pelos humanos.

Nesse contexto, toda medida, até a mais descabelada, para se salvar alguns insetos ou parasitas estaria justificada.

Entretanto, os pesquisadores especializados na classificação dos seres vivos apresentam um panorama muito mais objetivo, e por isso mesmo mais otimista.

Eles julgam que no nosso planeta há ainda nada mais e nada menos que entre 8 e 30 milhões de espécies a serem descobertas, já havia noticiado o jornal “Le Monde” de Paris.

Recente expedição na selva colombiana anunciou a feliz descoberta de mais cem espécies, notadamente de borboletas.

domingo, 12 de março de 2017

Profecias ambientais alarmistas da ONU erraram, constatou cientista

Patrick Michaels
Luis Dufaur
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Quando nossos amigos “verdes” da ONU perceberão que não é boa ideia fazer predições de desastres vindouros?, indagou o cientista Patrick Michaels, do Cato Institute, em seu blog em Forbes.

De fato, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP) em 2005 predisse que em 2010 haveria 50 milhões de “refugiados climáticos” ‒ população que emigra pela deterioração climática. O UNEP até elaborou um mapa mostrando exatamente de onde emigrariam todos esses milhões.

Foi um erro mortal, segundo os censos recentes, diz Michaels. Pior ainda, a população está crescendo rapidamente onde o UNEP dizia que iria emigrar.

O realejo “verde” insistia que fluxos de refugiados ambientais sairiam das ilhas tropicais de nível pouco acima do mar, por causa dos furacões cada vez piores e mais frequentes.

domingo, 5 de março de 2017

Comer a barata no pão, ou na farinha?
Rumo ao pesadelo da alimentação ecológica tribal

Comer barata está no cardápio do nojo verde.
Comer barata está no cardápio do nojo do mundo "verde".
Luis Dufaur
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Pesquisadoras estudantes da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) acertaram o passo com o bafo das centrais ambientalistas mais radicais favorecidas pela ONU e ONGs.

As alunas de Engenharia Química de Alimentos, desenvolveram uma farinha feita de baratas ! (sic!), noticiou a revista Galileu da Editora Globo.

O pretexto é que essa farinha possui 40% mais proteínas do que a farinha de trigo.

O sofisma é reforçado com o espantalho bem do gosto do extremismo ambientalista de que a Terra ou diminui drasticamente a população ou a humanidade passará fome.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Físico do MIT pede fim do “doutrinamento com doidices” do alarmismo climático

Richard S. Lindzen: “histerias” ambientalistas obedecem a uma maliciosa “guerra” montada por propagandistas das esquerdas
Richard S. Lindzen: “histerias” ambientalistas obedecem
a uma maliciosa “guerra” montada por propagandistas das esquerdas
Luis Dufaur
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O físico da atmosfera Richard S. Lindzen, professor emérito da cátedra Alfred P. Sloan de Meteorologia no famoso Massachusetts Institute of Technology (MIT), voltou a refutar com abundante documentação os mitos catastrofistas contidos no pânico do “aquecimento global”, informou o jornal The Telegram, de Worcester, Massachusetts.

Na sua palestra, intitulada “Aquecimento Global ou Alarmismo Climático?”, ele desfez as demagógicas manchetes midiáticas que anunciam que “o mundo está chegando a seu fim”.

Isso absolutamente não está acontecendo, disse o Prof. Lindzen.

Um “aumento completamente insignificante” da temperatura global num décimo de grau centígrado constatado em 2016 serviu para o banzé midiático aterrorizar o mundo com a afirmação de que foi “o ano mais quente desde que se tem registro”.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Verdes apanicados pela abertura de institutos e arquivos sobre o clima

Se as instituições científicas até agora instrumentalizadas por militantes ambientalistas passam a fornecer dados certos, as ofensivas aquecimentistas ficarão sem base crível
Se as instituições científicas até agora instrumentalizadas por militantes ambientalistas
passam a fornecer dados certos, as ofensivas aquecimentistas ficarão sem base crível
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A ascensão de Donald Trump à presidência americana trouxe um efeito inesperado: a corrida para apagar registros e provas por parte de cientistas alarmistas que até agora agiam impunemente sob a administração Obama.

Esses alarmistas agora alarmados alegam temer que o novo presidente ordenasse um “expurgo” de milhares de relatórios elaborados por eles quando ocupavam altos cargos na NASA, na NOAA (Agência Nacional Atmosférica e Oceânica) e outras instituições federais.

Esse medo parece mais provir de suas consciências. Mas por causa dele eles teriam passado “a proteger, duplicar e salvar a ‘evidencia’ do aquecimento global”, segundo o jornal espanhol “El Mundo”.

A verdade histórica aponta até berrantemente o contrário. Cientistas com viés ideológico de esquerda em virtude de apoios políticos ou outros galgaram posições em instituições ou funções desde as quais ficaram distorcendo os dados climáticos e promovendo pânicos infundados.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Físico ateu quer sair da Terra,
de pânico dos bichos papões ambientalistas

Espantado pelos pânicos ambientalistas Stephen Hawking propõe fugir da Terra.
Espantado pelos pânicos ambientalistas Stephen Hawking propõe fugir da Terra.
Luis Dufaur
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Louvado pela moda, o físico e cosmólogo britânico Stephen Hawking encheu de gáudio o catastrofismo ambientalista em debate organizado pela Oxford Union Society.

Segundo esse militante do ateísmo, nós só teremos 1.000 anos para fazer as malas e migrarmos para outro astro. Desse destino fatídico adviria a necessidade de acelerar a conquista espacial.

Ele explicou a causa de sua predição apocalíptica: “Eu acredito que não sobreviveremos mais 1.000 anos sem fugirmos de nosso frágil planeta”, informou o jornal londrino “The Independent”.

Para identificar os cânceres que devorarão esse “frágil planeta”, ele apelou para os pânicos ambientalistas:

O primeiro é a mudança climática; o segundo é o desenvolvimento da energia nuclear; e, por fim, o progresso da inteligência artificial.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Para Prêmio Nobel
o “ aquecimento global é uma nova religião”

Ivar Giaever, Prêmio Nobel de Física 1973.
Ivar Giaever, Prêmio Nobel de Física 1973.
Luis Dufaur
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Ivar Giaever, Prêmio Nobel de Física 1973 renunciou à famosa American Physical Society (APS) em 13 de setembro de 2011 como forma de condenar a posição oficial da associação em favor do "aquecimento global".

Giaever é professor emérito do Rensselaer Polytechnic Institute, em Troy, Nova York, e da Universidade de Oslo.

Em 2007, a APS adotou uma declaração oficial segundo a qual as atividades humanas estão mudando o clima da Terra.

“As evidências são incontestáveis: O aquecimento global está ocorrendo”, afirmava o documento repelido pelo Prêmio Nobel.

“Se não forem empreendidas ações mitigadoras provavelmente acontecerão rupturas significativas nos sistemas físicos e ecológicos da Terra, nos sistemas sociais, atingindo a segurança e a saúde humana. Precisamos reduzir as emissões de gases de efeito estufa a partir de agora”, martelava o documento.

Giaever enviou na oportunidade um e-mail para Kate Kirby, chefe da APS, explicando que “ele não pode conviver com essa declaração” quando a temperatura global continua “surpreendentemente estável”.

Na APS, explicou o cientista, pode-se discutir todos os temas científicos, menos um que é tratado como tabu intocável: “o aquecimento global deve ser tratado como evidência indiscutível?”

“A alegação de que a temperatura da Terra passou de 288,0 para 288,8 graus Kelvin em cerca de 150 anos, se for verdade significa que a temperatura tem sido surpreendentemente estável, e a saúde humana e a felicidade melhoraram indiscutivelmente neste período de 'aquecimento'”, acrescentou o Prêmio Nobel.

domingo, 22 de janeiro de 2017

Aquecimento e esfriamento do clima
são humanamente imparáveis

Atividade na superfície solar
Atividade na superfície solar
Luis Dufaur
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No fim de 2016, o Met Office, instituto de meteorologia do Reino Unido, previu que 2016 desbancará 2015 como o ano mais quente desde o início dos registros, em 1880.

A previsão é de que a temperatura média global será 1,14ºC acima da observada antes da Revolução Industrial.

O jornal “O Globo” carregava a manchete dizendo: “2016 será o ano mais quente da História, diz instituto”. Entre o início dos registros, acontecido quase 140 anos atrás, e o início da História há uma diferencia de não se sabe bem quantos milhares, milhões ou bilhões de anos – os cientistas discutem isso. Por certo, um aluno que confundir esses termos em qualquer escola séria pode levar estrepitosa nota zero.

Mas isso pouco importa na hora de semear pânico com o ritornelo do “aquecimento global”.

Dois cientistas líderes no estudo do clima, os Dres. David Russell Legates, professor de Geografia na Universidade de Delaware e ex-diretor do Centro de Pesquisa Climática dessa universidade e Wei-Hock “Willie” Soon, pesquisador da Divisão de Física Solar e Estelar (SSP) do Centro para Astrofísica do Harvard-Smithsonian, prepararam um vídeo para explicar que a contestada tendência ao aquecimento global, se existe é devida a fenômenos naturais cíclicos alheios ao homem.