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domingo, 29 de março de 2026

Energia solar multiplica riscos de “apagões” eléctricos na Europa sem energia

Apagão na Espanha toda
Apagão na Espanha toda
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







A energia solar tida como panaceia pelo ambientalismo está levando o sistema elétrico da Europa “ao limite”, escreveu a rede Bloomberg. 

As redes eléctricas europeias não conseguem se virar nas intermitências dessa energia e os apagões gerais serão cada vez mais frequentes e generalizados.

A União Europeia (UE) com o Acordo de Paris de 2015 provocou ditatorialmente um ‘frenesi’ por essas energias pretextando atingir metas climáticas inatingíveis segundo os cientistas mais equilibrados.

Segundo Bloomberg, foram construídos parques solares numa velocidade que foi além das previsões.

Desde 2020, ano em que se instalaram na Europa 23 gigawatts de energia solar, todos os anos se têm registado novos recordes.

E pelo final de 2025, com 69,2 gigawatts terá quadruplicado na última década.

Intermitências das usinas solares e eólicas apagaram a Espanha
Intermitências das usinas solares e eólicas apagaram a Espanha
Em consequência desta ‘expansão’ nas salas de controle dispararam alarmes regularmente por sobrecarga da rede. Em 2009, os cenários eram de relativa acalmia e tranquilidade nessas mesmas salas.

Com dados do think tank Ember, Bloomberg observa a necessidade de “a Europa modernizar a sua rede eléctrica para evitar outro apagão dramático”, como o de abril de 2025, que afetou mais de 50 milhões de pessoas.

Os painéis solares provocam picos de tensão, com cada vez maior frequência, tendo-se registado em 2024 um recorde de 8.645 ocorrências, ou mais de 2.000% face a 2015, em que houve apenas 34 alertas, de acordo com a Rede Europeia de Operadores de Sistemas de Transmissão de Electricidade (Entso-e).

“É como receber um alerta quase a cada hora, em comparação com menos de três alertas por mês há uma década”, resume a Bloomberg.


domingo, 22 de fevereiro de 2026

EUA cortou energia eólica por ‘feia, cara e ineficiente’

Usina eólica em Los Angeles
Usina eólica em Los Angeles
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A Casa Branca cancelou em 2024 as verbas para energia eólica porque ‘feia, cara e ineficiente’.

Sean Duffy, secretário de Transportes, cortou US$ 679 milhões de “projetos perdulários”.

Para o Departamento de Saúde as eólicas fazem mal à saúde humana. Esse malefício, aliás, já foi verificado no Brasil.

Para a porta-voz Anna Kelly, os projetos atuais foram aprovados em “detrimento de fontes mais eficazes e confiáveis, como carvão, gás natural e nuclear”.

O Departamento de Defesa suspeita que as eólicas ponham em risco a segurança nacional.

“Poderia se lançar um ataque em massa explorando que os parques eólicos distorcem muito os radares defensivos” , noticiou “O Globo”. 

Desde 2006, o Exército americano estuda potenciais impactos sobre radares.

Robert F. Kennedy Jr., secretário de Saúde afirma que cabos submarinos de parques eólicos emitem campos eletromagnéticos prejudiciais a pessoas e baleias.

O parque Revolution Wind de US$ 4 bilhões na costa de Rhode Island, que estava 80% concluído, suscitou preocupações de segurança nacional.

O Departamento do Interior mandou suspender o parque de US$ 5 bilhões Empire Wind, na costa de Nova York.

E o presidente Trump quer reavaliar as permissões de campos análogos em Massachusetts e New England, malgrado os protestos dos governadores democratas.

Grupos conservadores, como a Texas Public Policy Foundation, também pressionam pela anulação desses projetos.



domingo, 8 de fevereiro de 2026

Bateria de lítio incendeia porta-malas de mão em pleno voo

Bateria de lítio pegou fogo em bagageiro de mão em voo da Air China
Bateria de lítio pegou fogo em bagageiro de mão em voo da Air China
Luis Dufaur
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Multiplicam-se os incêndios bizarros provocados por baterias de lítio, tecnologia não dominada mas que se quer impor para “salvar o planeta”.

O fogo ateado no compartimento de bagagem manual num voo da taiwanesa Air China com destino à Coreia do Sul foi apavorante, mas o piloto pode fazer um pouso de emergência em Xangai, noticiou “Clarín”. 

Incidentes semelhantes em voos entre cidades chinesas e outro na Coreia do Sul deixaram feridos leves.

Hong Kong proibiu essas baterias na cabine de passageiros e a China interditou embarcar com elas.





domingo, 1 de fevereiro de 2026

Bolha dos carros elétricos chineses prepara crise mundial

Cemitérios de carros elétricos crescem em muitas cidades chinesaas
Cemitérios de carros elétricos crescem em muitas cidades chinesaas
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A bolha dos carros elétricos chineses pode ser a próxima a explodir na economia mundial e atingir o Brasil.

O regime maoista via nessa indústria um tentáculo para dominar o mercado mundial e a sustentou com subsídios bilionários.

Resultado: pátios lotados de veículos encalhados e empresas quebrando às dúzias.

Os governos locais, acumularam uma dívida oculta que equivale a cinco vezes o PIB brasileiro e funciona como uma bomba-relógio, disse o site CPG. 

A partir do colapso do setor imobiliário, cidades inteiras ficaram com prédios inacabados, famílias perderam a confiança no futuro e o desemprego entre jovens disparou.

Cemitério de carros elétricos na China
Cemitério de carros elétricos na China
Diante dessa estagnação imobiliária, o comunismo chinês passou a apostar nos veículos elétricos como “nova locomotiva do crescimento”.

Marcas como BYD, Nio e Xpeng se expandiram, com generosos subsídios governamentais e crédito fácil. Entre 2009 e 2018, surgiram quase 500 montadoras de carros elétricos; hoje, menos de 130 permanecem ativas.

O problema é que a produção já supera em quase o dobro a demanda do mercado, criando uma guerra de preços insustentável.

Até gigantes como a BYD reconhecem que o setor viverá um “momento de inflexão”.

O Brasil será diretamente afetado porque mais de 90% dos carros elétricos importados têm origem na China, e a superprodução intensificará a invasão de veículos baratos, estrangulando a indústria automotiva nacional.

Carros elétricos chineses entopem portos europeus
Os brasileiros podem se beneficiar de preços baixos, mas a indústria nacional perde competitividade.

Na China bolha pode levar a um endurecimento ditatorial, com maior autoritarismo para reprimir as tensões sociais e econômicas.

Tarifas dos Estados Unidos sobre carros chineses, barreiras comerciais na Europa e receios em países emergentes mostram que o efeito dominó pode se espalhar rapidamente.


domingo, 23 de novembro de 2025

Fracassam maiores usinas de energia solar dos EUA

Crescent Dunes foi um dos mais fabulosos projetos de energia solar da história
Crescent Dunes foi um dos mais fabulosos projetos de energia solar da história
Luis Dufaur
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O projeto de energia solar Crescent Dunes que atenderia mais de 100.000 pessoas foi inaugurado há 10 anos no deserto de Nevada, EUA, na euforia do ambientalismo mundial.

Ele reunia 10.347 espelhos direcionados para uma torre central de 200 metros sendo a segunda usina de energia termossolar do mundo.

Mas não atingiu nenhuma das metas e agora foi fechada.

Também a gigante usina solar térmica de Ivanpah, no deserto de Mojave que custou 1,6 bilhão de dólares foi clausurada por inviável e por matar os pássaros da região.

Fonte: 

Teve um custo de cerca de 1 bilhão de dólares financiado pela empresa californiana SolarReserve e grandes investidores como Warren Buffet e o Citigroup, além de empréstimos do governo dos EUA.

A SolarReserve fechou contrato com a NV Energy para fornecer 500.000 MWh anuais durante 25 anos. Mas, em 2019, a NV Energy processou a SolarReserve por descumprimento contratual.

Os investidores, outrora crédulos na propaganda ambientalista, entraram com ações contra a empresa por má gestão. Em 2020, a Crescent Dunes foi declarada falida e expropriada.

Bill Gould, cofundador da SolarReserve, culpou a empresa espanhola ACS Cobra, responsável pela engenharia.

Quando inaugurada em 2015, a tecnologia de energia termosolar (CSP) já enfrentava desvantagens frente à energia fotovoltaica.

Enquanto esta converte diretamente a luz em eletricidade com painéis solares, a CSP usa heliostatos que concentram o calor do sol em sais fundidos para gerar energia.

Ivanpah, outrora maior usina de energia solar, acabou verificada como a pior do planeta
Ivanpah, outrora maior usina de energia solar, acabou verificada como a pior do planeta
Embora o sistema prometesse produção constante e flexível, o custo era alto. Um megawatt-hora de CSP custava cerca de 135 dólares, contra menos de 30 dólares da energia fotovoltaica.

Em 2022, a produção foi de apenas 80.236 MWh, muito abaixo da meta original de meio milhão de MWh anuais.

O projeto ficou como exemplo de altos custos e tecnologia defasada acabam num desperdício milionário.

Na época, Ivanapah foi considerada um marco da energia limpa, sendo a maior usina de energia solar do mundo até a inauguração de uma planta semelhante na Austrália.

Funcionava com milhares de espelhos, chamados heliostatos, que seguem o movimento do Sol e refletem sua luz para uma torre central.

O calor concentrado aquece a água e gera vapor, que movimenta turbinas e produz eletricidade.

O sistema se mostrou instável e manter os espelhos perfeitamente alinhados com o Sol dificultava a operação.

A energia solar fotovoltaica que capta diretamente a luz do sol ficou cada vez mais barata e eficiente.

Outro fator que pesou na decisão de encerrar a usina foi o impacto ambiental.

O fluxo solar dos paineis 'eletrocutava`os passarinhos em pleno vôo, algo sem dúvida nada ecológico
O fluxo solar dos painéis 'eletrocutava`os passarinhos em pleno voo em Ivanapah, 
algo sem dúvida nada ecológico
Diversos grupos denunciaram a morte de aves que ficaram presas nos feixes de luz concentrados pelos espelhos.

Os animais eram incinerados no ar. Além disso, organizações ambientais apontaram prejuízos ao habitat da tartaruga-do-deserto, espécie nativa da região.

Era como se o invento se voltasse contra o inventor. Ou o ambiente contra o ambientalismo.

A desativação da usina de Ivanpah marca o fim de um capítulo da energia renovável.

Ela mostra como tecnologias antes vistas como inovadoras podem se tornar obsoletas diante de avanços mais práticos e acessíveis.


domingo, 2 de novembro de 2025

Energias alternativas escureceram Espanha, Portugal e sul da França

Blackout na Espanha
Blackout na Espanha
Luis Dufaur
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Meses antes de iniciar a COP30, o ambientalismo nos forneceu mais uma escura mensagem da crise em que quer jogar a civilização.

A Red Eléctrica Espanhola (REE) empresa pública operadora única do sistema elétrico espanhol, reconheceu que o “colapso total” do sistema elétrico que pôs em pânico a Espanha e o vizinho Portugal foi causado pelas fontes de energia alternativa, registrou “El Mundo”. 

Em abril a mesma empresa garantia que em caso algum haveria uma interrupção nacional no fornecimento de energia.

Ela recusava o risco da perda de estabilidade do sistema, em consequência do fechamento das centrais nucleares espanholas. Semanas depois a Espanha entrou em pânico em virtude de um apagão inesperado que não podia acontecer.

O presidente da empresa os descartava e o governo socialista também o fazia enfaticamente.

Depois tudo mudou. Relatório da mesma operadora da rede elétrica reconheceu que havia riscos “graves” de cortes de energia ligados à “alta penetração de energia renovável” no país.

A causa do risco foi a muito alta dependência das “energias alternativas”, especialmente as eólicas.

A Redeia, havia alertado seus investidores no relatório financeiro de 2024, para cortes que “podem se tornar graves afetando significativamente o fornecimento de eletricidade”, “a curto e médio prazo”, registrou a AFP

Em breves termos as fontes de “energia alternativas” são intermitentes porque dependem do sol, vento, chuvas, que são impredecíveis.

E se essas fontes começam a ligar e desligar podem levar a um curto do sistema todo e provocar blackouts.

A “perda de produção firme” foi apontada por Redeia como podendo causar um “impacto no fornecimento” que poderia “afetar à Espanha toda”.

A empresa vinha alertando há cinco anos do perigo sendo desouvida e até abafada pelo fanatismo ecológico e socialista instalado no governo e na grande mídia.

Os relatórios eram conclusivos: a integração massiva de fontes energias renováveis ameaçava a estabilidade da rede na Espanha, escreveu, a posteriori “El Mundo”. 

Blackout também afetou Portugal e sul da França
Blackout também afetou Portugal e sul da França
Os técnicos da empresa pública pediam medidas “essenciais” para evitar desequilíbrios “inaceitáveis”.

Afinal aconteceu. Cinco anos depois do primeiro brado de alerta, essa foi a causa do apagão histórico que atingiu também o Portugal e o sul da França.

As medidas pedidas não foram implementadas ou a um ritmo lento, enquanto se acelerava a geração de energias “renováveis” causantes do desequilíbrio. Até que o sistema elétrico nacional ficou incapaz de amortece-los.

A Redeia alertava aos investidores o “risco de curto prazo” de “desconexões de geração devido à alta penetração de energias renováveis”.

O relatório também advertia que o fechamento de usinas de convencionais, como as a carvão, gás natural e nucleares, em decorrência de decisões políticas, “implicava na redução da capacidade firme e das capacidades de equilíbrio do sistema elétrico, bem como de sua robustez e inércia”.

A Redeia atribuiu o enorme blackout a um desligamento massivo de usinas fotovoltaicas. Essas geraram oscilações anômalas que causaram o apagão, “desconcertando o setor”.

Nos dias prévios ao apagão, as situações de alta instabilidade levaram a um alto funcionário do setor, a advertir que a Espanha “estava à beira de um apagão”.

O fanatismo ambientalista fez ouvidos surdos... e aconteceu mas continua igualmente fanático!!!


domingo, 10 de agosto de 2025

Suicídio alemão desintegrará a Europa?

Maior farmaceutica do mundo desafia o apagar de luzes, mas se prepara para cortes históricos
Maior farmacêutica do mundo se prepara para cortes históricos 
Luis Dufaur
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Angela Merkel, quando chanceler, enganou a Alemanha com as ideologias da “energia verde” e do “CO2 zero”. Esse ‘fuhrer’ verde que não parecia extremista da esquerda ecológica, hoje é vista assim embora eleita por um partido de “centro-direita”.

O jurista Drieu Godefridi, autor de “O Reich Verde” resumiu o legado devastador dessa falsa conservadora: 

1) islamização do país;

2) subordinação energética à Rússia;

3) destruição do patrimônio nuclear.


Segundo o autor, se Merkel fosse um agente russo, não teria agido de outra forma e não teria jogado a Alemanha num acelerado empobrecimento. O livro de Godefridi é uma alerta contra outros falsos conservadores.

O PIB alemão se contrai rumo à aniquilação industrial.

A BASF, líder do setor industrial germano desde 1865, opera 200 fábricas com 39 mil pessoas em Ludwigshafen.

Em 2024, fechou uma das suas duas unidades de amônia e deixou várias outras ociosas no mesmo local com perda de 2.500 empregos, explica a Chemical and Engineering News.

A BASF vinha de um encolhimento significativo em 2023, com as vendas despencando 21,1% e os lucros ajustados 60,1%. Ela anunciou planos para novos cortes de mais US$ 1,1 bilhão e de mais empregos.

O establishment alemão enfrenta uma revolta crescente da população, conforme mostra a ascensão do partido de direita AfD, que exige que a Alemanha diga adeus aos mitos da energia verde que estão destruindo a sua indústria.

Sem fornecimento estável de energia a Thyssenkrupp demitirá 11.000 operários
Sem fornecimento estável de energia a Thyssenkrupp demitirá 11.000 operários
A direita alemã porém não aprendeu do desastre provocado por Merkel. As pesquisas de opinião previram o desastre verificado da esquerda, enquanto a CDU/CSU de centro-direita e a AfD de direita continuaram sua ascensão.

A centro-direita e a direita deveriam convergir na política porque juntas têm uma grande maioria, mas o centro-direita recusa absolutamente governar com a AfD.

Num auge da ilogicidade, a CDU pensou em governar com os Verdes, a extrema esquerda mais radical da Europa.

O movimento de destruição dos recursos energéticos da Alemanha sonhando com a depois fracassada dependência do gás russo revelou uma massiva convergência ideológica: a CDU e os Verdes acreditam numa Energiewende (“transição energética”).

Essa pretende a substituição dos combustíveis fósseis e da energia nuclear pelas "energias renováveis", principalmente eólica e solar, que são intermitentes, caras demais e dependentes das mudanças do tempo.

Os painéis solares produzem menos em dias nublados e as turbinas eólicas geram menos em períodos de ar sereno. Não há, portanto, uma produção estável de energia.

A CDU tida até agora de centro-direita faz o haraquiri que pede aos berros a ideologia ambientalista. Acompanha ao maior grupo político do Parlamento Europeu, que se acreditava conservador, mas nomeou Ursula von der Leyen como chefe da Comissão Europeia.

Ela empurra a economia da União Europeia ao colapso. Enquanto a indústria desaparece, o islamismo prolifera. Ela se assanha por uma “transição energética” e uma mítica Europa de carbono zero, e na prática só aplica mais regulamentações superando todas as outras civilizações juntas.

Protestos sindicais contra fechamento de fábricas da Volks
Protestos sindicais contra fechamento de fábricas da Volks 
Essa política é um mito absoluto, insiste “O Reich Verde”. A “Europa carbono zero” não funciona, e ainda que funcionasse, não mudaria a proporção do CO2 na atmosfera.

Ainda que a Europa deixasse de existir não haveria quase diferença nas emissões globais de CO2 pois seu efeito sobre o clima, ali sim, seria zero.

A Alemanha se hipnotizou com mitos pouco melhores do que os séculos anteriores e se precipita à ruína levando consigo toda a Europa.

E o fanatismo dos mitos verdes é maior daquele que fazia marchar as SS e as cruzes gamadas ébrias de extinção final.


domingo, 3 de agosto de 2025

Europa desaba sob a tirania das energias alternativas

'O Reich Verde': um livro denúncia da autodestruição da Alemanha
'O Reich Verde': um livro denúncia 
da autodestruição da Alemanha
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O jurista e filósofo, diretor do PAN Medias Group Drieu Godefridi é autor do livro “The Green Reich – Global Warming to the Green Tyranny” (“O Reich Verde – Do aquecimento global à tirania verde”, Texquis, 2020; Armada) que aponta a dependência de fontes de energia não confiáveis (eólica, solar), que combinada com a prcipitada eliminação da energia nuclear, fez da energia elétrica da Alemanha a mais cara da Europa.

O quadro geral alemão compromete a autonomia energética do país, e, em última análise, do continente europeu, escreveu na página do reputado “Gatestone Institute”. 

As condições climáticas caem drasticamente em períodos que ocorrem todos os anos. A produção de energia não pode se basear nos caprichos do sol (quase ausente no inverno alemão) nem nos sopros de Eolo.

A submissão a esses caprichos produz repercussões econômicas e ambientais de longo alcance, transtornando a política energética baseada em energias intermitentes. Essas verdades diretamente ligadas à natureza não interessam aos arautos ecologistas salvadores da própria natureza.

A Alemanha passou a ser uma das maiores emissoras de carbono e consome a energia elétrica mais cara da Europa que, aliás, é insuficiente para sua indústria que caiu no vermelho.

O país perdeu a sua autonomia energética, que equivale a um homem não dispor de oxigênio para respirar em virtude de teorias notoriamente falsas.

Nos últimos quinze anos, a Alemanha investiu maciçamente em energia solar e eólica, e sabotou enlouquecidamente suas usinas nucleares. Em 2023, as energias renováveis representavam 55% da produção de eletricidade do país. Em 2022, eram 48%.

A energia eólica tem 31% da produção total e a energia solar 12%, biomassa 8% e outras fontes renováveis, como a hidroeletricidade os 3,4% restantes.

No primeiro semestre de 2024, a energia renovável forneceu quase 60% da eletricidade alemã. Porém com momentos de crise no fornecimento como o “Dunkelflaute”.

Governo aprovou a extinção das usinas nucleares
Governo aprovou a extinção das usinas nucleares
Essa palavra dura para ouvidos brasileieros se traduz por “calmaria branda e escura”, quer dizer a falta de vento e de sol no inverno quando a demanda atinge o ápice. O “Dunkelflaute” então pode durar alguns dias a várias semanas quando a produção eólica e solar despenca para menos de 20% de sua capacidade, chegando às vezes a zero.

Em 12 de dezembro de 2024, a produção alemã de energia elétrica oriunda da energia eólica e solar ao atendia a 1/30 da demanda.

As políticas renováveis seriam aceitáveis se fossem estáveis, como o é, em oposição, a energia nuclear. Mas, desde 2011, na onda midiática entorno do desastre de Fukushima, o país decidiu fulminar a energia nuclear e fechou usinas em pleno funcionamento.

Extinguiu a energia elétrica estável e previsível ficando penosamente vulnerável às flutuações das energias renováveis.

Em suma, na Alemanha quando não há vento nem sol, há apagão, acrescenta o prof. Godefridi..

A Alemanha ficou incapaz de se mover por falta de energia suficiente, especialmente durante o “Dunkelflaute”. Então entra na correria para importar energia elétrica da França, da Dinamarca e da Polônia, e multiplica o consumo dos famigerados carvão e linhito para termoelétricas poluidoras.

Com mais um resultado absurdo: aumentos nos preços da energia elétrica que são realmente impressionantes. Em 2024, uma família teve que pagar o preço mais alto da Europa: € 400/MWh, com picos de € 900/MWh durante o sinistramente cômico “Dunkelflaute”.

Os preços médios na França e na Finlândia foram de € 250/MWh no mesmo período (2024), a metade portanto, porque dependem de reatores nucleares. E nos EUA, as taxas são 30% mais baixas do que na França, também por causa das nucleares.

Intensa propaganda 'verde' fez banir a energia nuclear e pos em crise a Alemanha
Intensa propaganda 'verde' fez banir a energia nuclear e pos em crise a Alemanha
Viva! Entramos no maravilhoso mundo para afundar “sustentavelmente” a Europa no precipício da carência e da desgraça. O modelo “sustentável para o planeta”, proposto pela seita vermelho-verde.

Em vez de líder contra o CO2 como pretextado, a Alemanha foi o segundo maior emissor de CO2 por unidade de energia produzida na Europa: dez vezes mais que a França.

Os altos preços estão levando à relocação das indústrias alemãs que procuram localidades mais acessíveis economicamente. Como os produtos alemães poderão ser competitivos quando se paga três vezes mais pela energia elétrica do que a concorrência? O gás natural é cinco vezes mais caro que na Europa e nos EUA.

Colapsam setores inteiros da orgulhosa indústria alemã. Primeiro as grandes empresas, VW, BASF, Mercedes-Benz, mas essas desaparecem ou encolhem levando junto um monte de pequenas e médias empresas para o buraco.

Os altos preços da energia alemã geram cada vez mais frustração.

O famigerado “Dunkelflaute” não é um mero problema econômico: por trás há o assalto de uma ideologia autoritária e irracional.

Anúncio da demissões em massa na Volkswagen gerou terremoto social
Anúncio da demissões em massa na Volkswagen gerou terremoto social 
Há anos este blog vem ecoando cientistas e analistas que julgavam que a Alemanha parecia ter ficado louca. Terá soado exagerado. Agora a realidade arromba as portas de lares e empresas germanas.

A Alemanha perdeu a autonomia energética, e, em última análise, alastra o continente a um precipício. As consequências estão sendo das mais variadas: os vizinhos estão fartos de uma tão estúpida falência energética, em virtude de um diktats irracional.

O gigantesco passo em falso da Alemanha provoca uma catástrofe europeia e em última análise, da civilização ocidental ex-cristã.


domingo, 27 de julho de 2025

Carros elétricos pegam fogo e afundam navios que os transportavam

Incêndio do 'Morning Midas' custou 3 bilhões de dólares
Incêndio do “Morning Midas” custou 3 bilhões de dólares
Luis Dufaur
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O navio “Morning Midas” que escoava 3.000 veículos chineses para o México pegou fogo no Oceano Pacífico. Segundo a gestora do navio, Zodiac Maritime, as chamas começaram entre 800 carros elétricos, informou a “Folha de S.Paulo”. 

Em 2020, o “Hoegh Xiamen” sofreu perda total em incêndio análogo; em 2022, afundou o “Felicity Ace” com 4.000 carros de luxo; em 2023 pegou fogo perto da Holanda o “Fremantle Highway” com 3.000 carros; e em 2024 ardeu o “Genius Star XI” levando baterias de lítio para San Diego, acrescentou o bem documentado blog “Mar sem fim”. 

Diante desses episódios, a indústria marítima global acendeu o alerta vermelho. Para a seguradora gigante Allianz, essas baterias essenciais nos carros elétricos trazem novos e graves riscos.

Os veículos elétricos usam baterias de lítio que podem superaquecer e causar incêndios que se espalham rapidamente, produzindo gases tóxicos, tornando-os difíceis e perigosos de extinguir.

Muitos protocolos de segurança contra incêndio a bordo das embarcações não foram projetados pensando nos EVs ou electric vehicles, que funcionam com baterias de lítio.

Sistemas de supressão de incêndio com inundações de CO2 podem não ser suficientes para incêndios de bateria de alta temperatura e auto-sustentáveis.

De acordo com a Special Provision 961 do Código Internacional de Mercadorias Marítimas Perigosas os veículos alimentados exclusivamente por baterias de lítio – ou veículos elétricos híbridos com baterias de lítio e motores de combustão – não estão sujeitos às disposições do Código, desde que atendam requisitos específicos de segurança.

Esta isenção permitiu que muitos veículos elétricos fossem tratados no transporte marítimo como mercadorias não perigosas.

“New York Times” informou que as baterias de lítio também representam riscos para as viagens aéreas, prossegue o blog citado. Nos últimos meses, a Southwest Airlines e várias companhias aéreas na Ásia reforçaram as restrições ao uso e transporte aéreo dessas baterias.

O 'Hoegh Xiamen' queimado pelas carros elétricos deu perda total

As proibições na Ásia entraram em vigor depois que um incêndio destruiu um jato de passageiros em um aeroporto na Coreia do Sul em janeiro de 2025.

Washington Post” publicou uma declaração de Sean De Crane, diretor da Associação Internacional de Bombeiros, que explica melhor as dificuldades:

Os incêndios elétricos em navios são notoriamente difíceis de apagar, resistindo aos efeitos dos extintores tradicionais à base de espuma e pequenas quantidades de água. 

Isso ocorre porque os incêndios de bateria de lítio após um acúmulo excessivo de calor se espalham de uma célula de bateria para outra, e desta bateria para a próxima.

Segundo o Lithium Safe, em 1º de julho de 2019 um submarino nuclear secreto russo AC-31, o Losharik, sofreu um incêndio mortal e uma explosão a bordo enquanto operava debaixo da água no Mar de Barents. 14 oficiais morreram.

O Losharik aparentemente tinha uma bateria de lítio mais moderna, semelhante às que são usadas em automóveis elétricos.

À princípio, a causa do incêndio foi um curto-circuito que ocorreu enquanto o submarino estava atracando na sua nave-mãe, Podmoskovye. Isso levou a uma dissipação do calor da bateria de lítio, que posteriormente explodiu e pegou fogo.

O Incêndio do submainho espião russo 'Losharik' foi atribuído as baterias de lítio
O Incêndio do submarino espião russo 'Losharik' foi atribuído às baterias de lítio
Em 7 de setembro de 2018, ocorreu um incêndio na garagem do super-iate My Kanga, ancorado na zona costeira da Croácia. Em menos de 25 minutos as chamas atingiram o convés superior e em seguida houve as explosões destruidoras.

A investigação de segurança publicada em 2019 concluiu que o incêndio foi provavelmente causado pelas baterias de lítio.

E por qual motivo estas baterias são tão perigosas?

O risco vem de um fenômeno chamado ‘fuga térmica’, quando a temperatura de uma bateria aumenta incontrolavelmente, levando a incêndios, explosões e à liberação de gases tóxicos.

O site especializado Cars Coops informou que algumas companhias de navegação, como a norueguesa Havila Kystruten, se recusam a transportar veículos elétricos, julgando que o risco é muito alto, conclui “Mar sem fim”. 


domingo, 20 de abril de 2025

Empresas energéticas verdes sofrem uma surra

Energia eólica vem apresentando múltiplos problemas
Energia eólica vem apresentando múltiplos problemas
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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diversos blogs







Rasmus Errboe, presidente-executivo da empresa dinamarquesa de energia eólica offshore Orsted, teve dificuldades para explicar a desistência de grandes projetos eólicos na Costa Leste dos EUA, posta a aversão do presidente Trump aos parques eólicos em geral, escreveu o “The New York Times”.

No dia anterior a Equinor, gigante norueguesa de energia anunciou bilionários cortes análogos nos próximos três anos.

Em seu caso, a energia renovável resultou num prejuízo de US$ 100 milhões num só trimestre.

A Orsted achava que os EUA seriam o próximo grande mercado eólico offshore.

Empresas engajadas em energias alternativas enfrentam crisis
Empresas engajadas em energias alternativas enfrentam crisis
Mas teve perdas e sofreu uma queda implacável de mais de 50% em três anos do valor de suas ações e seu presidente-executivo foi demitido.

Executivos do setor eólico dizem que alguns desafios, como a inflação, diminuíram, mas a chegada do governo Trump levantou ainda mais um alerta sobre projetos nos Estados Unidos.

“Acredito que o offshore chegou a um ponto final, mais ou menos com efeito imediato”, disse Henrik Andersen, presidente-executivo da Vestas, fabricante dinamarquesa de turbinas eólicas.


domingo, 9 de março de 2025

Petrolíferas se “reconvertem” e abandonam “energias verdes”

Procura por carros elétricos, após surto de novidade, está tendo forte qoeda
Procura por carros elétricos, após surto de novidade, está tendo forte queda
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






As empresas de petróleo e gás há quatro anos assumiram compromissos espalhafatosos rumo à energia renovável.

Na época, a pandemia se instalava e as petrolíferas sofriam uma hemorragia de dinheiro, segundo consultora em energia Wood Mackenzie, citada por reportagem de “O Estado de S.Paulo”.

A energia renovável parecia um negócio melhor do que petróleo e gás e as empresas se reconvertiam às energias alternativas em troca de favores governamentais, créditos e descontos.

Porém em pouco tempo as ações das empresas de petróleo e gás que adotaram as energias eólica, solar e outras, como o carregamento de veículos elétricos caíram cerca de 19% em Londres.

O mercado renovou sua demanda por combustíveis fósseis e não ligou para os cientistas que falavam em riscos de ondas de calor mortais, incêndios florestais, secas, tempestades e extinção de espécies que soavam a exageros midiáticos.

A eleição de Donald Trump, que descreveu o aquecimento global como uma farsa, aumentou o otimismo pelo petróleo e pelo gás como combustíveis. Na Argentina, o aplaudido presidente Javier Milei lhe fez coro.

“O mercado tem enviado um sinal muito claro de que deseja que as empresas de energia se concentrem em suas competências essenciais”, disse Mark Viviano, sócio-gerente da Kimmeridge, uma empresa de investimentos em energia com sede em Denver e Nova York.

Em 2020, a BP se comprometeu a reduzir sua produção de petróleo e gás em 40% até o final da década. Menos de três anos depois, ela voltou atrás e retornou aos combustíveis fósseis.

Ford saiu na frente, mas logo renunciou diante das perdas
Ford saiu na frente, mas logo renunciou diante das perdas
A empresa deu baixa de US$ 1,1 bilhão (R$ 6,33 bilhões) em investimentos eólicos e quer vender outros ativos alternativos negativos.

A Shell suavizou ou descartou algumas de suas metas de redução de emissões, e reduziu as expectativas de crescimento de seu negócio de energia renovável.

Disse recentemente Wael Sawan, executivo-chefe da Shell, a analistas: “por isso, estamos nos afastando.”

Nos EUA, os investidores deixaram de questionar regularmente os executivos do setor de petróleo e gás sobre seus planos de transição energética.

E passaram a se concentrar em projetos com maior probabilidade de elevar os resultados financeiros em breve, vendo que haviam optado pelo mau caminho.

“Algumas pessoas se precipitaram e seguiram caminhos que acabaram sendo, eu diria, devastadores em seus resultados”, disse Toby Rice, executivo-chefe de uma produtora de gás natural de Pittsburgh, a EQT, em uma entrevista.

“Agora eles voltaram ao centro.”

domingo, 2 de março de 2025

Dramas lancinantes dos pobres atingidos pelas eólicas

Desinteresse e abandono das terras no Ceará
Desinteresse e abandono das terras no Ceará
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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política internacional,
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A ofensiva ambientalista que diz trazer progresso aos produtores agrícolas familiares mais pobres, horrorizou até a CUT promotora de uma reforma agrária socialista e confiscatória. 

Comentamos parte dessa impressionante informação em post anterior: Até a CUT denuncia danos das eólicas

Os danos generalizados que o ecologismo causa às populações mais necessitadas e mais pobres, até com o pretexto de lhes fornecer “energias alternativas” melhores que a do odiado “capitalismo privado”, agronegócio, puseram aos ativistas vermelhos em alerta contra algo pior: o ecologismo “verde”.

Entre as malfeitorias da reforma verde que supostamente traria uma melhor adequação dos pobres produtores rurais com a natureza se verificou sob diversas formas, segundo a reportagem do órgão coirmão do PT.

Entre eles o fato de não ter sido dado o alerta sobre as reais condições em que viveriam os agricultores ao aceitarem as condições e os contratos prometidos pelas empresas também não foi dado a agricultora de Bodó, Rita de Cássia.

Um procedimento inumano face a uma população pobre e não instruída sobre a verdadeira revolução ecologista.

Trabalhadores assentados da Baixa da Quixaba afetados pelas eólicas em São Bento do Norte (RN)
Trabalhadores assentados da Baixa da Quixaba
afetados pelas eólicas em São Bento do Norte (RN)
Todos nós, inocentes, sem conhecimento, caímos numa conversa bonita, que só tinha coisas boas para oferecer, desde a estrada, emprego, melhorias, tudo de melhorias.

Só que nada disso chegou para a gente, o que chegou foi muito prejuízo, diz Rita de Cássia Miranda dos Santos

A agricultora reclama que falta assistência aos moradores locais tanto por parte das empresas como dos órgãos governamentais.

“A gente gostaria que eles fizessem uma reunião, vissem a situação da gente, da nossa comunidade, e através de nossas queixas, do que a gente espera, fizessem algo de bom pra nós, algum benefício que recompensasse todos nós, já que a gente não pode fazer nada nesse parque, não pode sair daqui, a gente não tem o que fazer, mas eles poderiam nos ajudar em algo beneficente pra todo mundo”, diz Rita de Cássia.

“Não entendo porque vieram fazer os parques eólicos perto dos agricultores, que vivem da agricultura.

“Em tese deveriam pegar terras abandonadas, de gente que não vive da agricultura.

“O mais prejudicado é a gente; tem muita torre irregular, e eles ainda aproveitavam os acessos de estradas da gente.

“Para piorar a gente continua pagando caro pela energia, sem nenhuma contrapartida”, criticou Ernandes da Silva Ferreira para a reportagem da CUT.

Segundo ele, há anos os agricultores procuram ajuda, mas somente recentemente o Ministério Público começou a apurar as denúncias.

“Ninguém nos ouvia, era só falatório, perdemos renda e estamos em dificuldades financeiras. A gente precisa do sossego para produzir”, diz Ernandes.

Além dos prejuízos financeiros, a saúde das famílias também está prejudicada.

As eólicas devastam a saúde de comunidades e as esquerdas políticas pouco se interessam
As eólicas devastam a saúde de comunidades e as esquerdas políticas não se interessam
A esposa de Ernandes, grávida, teve pressão alta, problemas com a tiroide e não conseguia dormir.

O bebê nasceu e nos primeiros meses até dormia. Hoje com um ano e meio ele só dorme quando está muito cansado, mas acorda durante a noite devido ao barulho.

Por sua vez, Ernandes tem insônia, imunidade baixa e agravou seu problema de rim.

Rita de Cássia, diz que também não sabe o que é ter uma boa noite de sono há anos, prejudicando a sua saúde.

“A noite é muito zoada, durante o dia até que não incomoda muito não, mas à noite fica aquele barulho, aquela zoada. Desde esse parque foi instalado, eu não durmo a noite inteira, não consigo dormir que preste”, relata.

Francisca sofre do mesmo problema causado pelo barulho ensurdecedor e constante das torres de eólicas.

“Eu só durmo dopada, sofro com ansiedade.

“A gente fica perturbada mentalmente e eles não ligam para as pessoas.

"Quando misturam a comunidade com as eólicas acaba tudo em poeira, óleo soltando. Parece que querem acabar com as comunidades.

“Por isso estou trabalhando com grupos para buscarmos uma solução e evitar que se construam novos parques eólicas em assentamentos e comunidades”, conclui Francisca.


O impacto negativo é silenciado pelos 'salvadores do Planeta, políticos e esquerdas
O impacto negativo é silenciado pelos 'salvadores do Planeta,
políticos e esquerdas
Até para o extremo do espectro vermelho socialista a revolução ambientalista verde causa frémitos de horror pelos males provocados contra a população mais necessitada de apoio, e não de destruição de suas pobres produções, casas, famílias e sua saúde.


domingo, 23 de fevereiro de 2025

Até a CUT denuncia danos das eólicas

Eolicas arruinaram 90% da produção familiar em Rio Grande do Norte
Eólicas arruinaram 90% da produção familiar em Rio Grande do Norte
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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sócio do IPCO,
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Até a militante Central Única dos Trabalhadores (CUT) não teve outra opção que fosse denunciar os danos causados aos mais modestos trabalhadores por iniciativas do PT supostamente para benefício de pobres que hoje são vítimas desastradas. 

As eólicas destruíram, por exemplo, 90% da produção de alimentos de agricultores familiares no RN.

Numa série de reportagens sobre os impactos danosos dos parques eólicos junto à população vizinha, ao meio ambiente e à economia, o Portal CUT ouviu três agricultores familiares do Rio Grande do Norte, que tiveram suas vidas atingidas negativamente por esses equipamentos futuristas.

Todos foram categóricos em dizer que os parques eólicos só trouxeram prejuízos às suas economias, praticamente dizimando suas plantações e comprometeram a saúde deles e dos animais.

Os relatos desanimadores, escreve a CUT, mostram a tragédia que é a instalação das chamadas energias renováveis sem regulamentação nem explicações corretas às famílias enganadas com promessas de ganhos e desenvolvimento.

Na verdade, o rastro é de destruição de casas, do meio ambiente e da agricultura familiar.

Ernandes da Silva Ferreira, 38 anos, agricultor de Bodó (RN), cidade de 4.200 habitantes, produtor de caju, castanha, mandioca e pinha teve 90% da sua produção arrasada e sua criação de porcos, bois e galinhas deixou de dar crias, a partir da instalação dos parques eólicos.

O agricultor Alexandre da Silva (34), sofre problemas para dormir, de saúde e psicológicos
O agricultor Alexandre da Silva (34), sofre problemas para dormir, de saúde e psicológicos
Os animais precisam de sossego para terem uma boa gestação, mas com o barulho ensurdecedor das eólicas, a trepidação do solo provocada por elas e o tráfego de caminhões pesados em alta velocidade nas estradas de terras, isso se torna impossível.

O resultado são crias que não sobrevivem; outras nascem já mortas.

“As abelhas sumiram e com isso a produção de caju, que precisa da polinização, caiu.

“A mandioca que era mais resistente também é prejudicada. Ela recebe muita poeira de pó de brita e piçarra; a noite o orvalho cai em cima dessa poeira queimando as flores e folhas, e pela manhã o sol acaba de queimar.

“As vacas deixei de criar por causa do stress porque elas precisam de ambiente relaxante pra produzir leite.

“Tenho um amigo que te 10 vacas e nenhuma produz mais leite porque ficam inquietas com o barulho das eólicas.

“As crias de porco e galinha também não resistem até o final da gestação”, narrou o pobre agricultor.

“A produção de alimentos dos sítios próximos aos acessos das torres eólicas caiu em torno de 80%. Eu perdi de 80% a 90% da minha renda e para complementar tive de arrumar um emprego de vigia numa escola porque não dá mais para viver da agricultura”, acrescentou Ernandes da Silva Ferreira

Ver a plantação destruída, tomada pela poeira, e os animais estressados sem produzir também aconteceu com a agricultora familiar Rita de Cássia Miranda dos Santos, viúva, de 53 anos, remanescente quilombola, descendente de pequenos agricultores e, que nasceu e vive no sítio Cabeça dos Ferreira, também em Bodó.

“Eu produzia, em 2,4 hectares de terra, feijão, milho, fava, pinha e caju e crio galinhas, mas a produção de ovos praticamente zerou e o que era vendido mal dá hoje para o meu próprio consumo, desde que o parque eólico começou a ser implantado ao lado da minha casa, que está rachada e a cisterna desabou”, diz Rita de Cássia.

Segundo ela, todas as casas dos sítios vizinhos estão rachadas e algumas cisternas foram destruídas devido à trepidação do solo.

Alzira Maria da Conceição (81), desde a chegada das eólicas tem problemas de saúde emostra um saco com remédios receitados
Alzira Maria da Conceição (81), desde a chegada das eólicas tem problemas de saúde
e mostra um saco com remédios receitados
Além disso, as torres derramam um óleo prejudicial à saúde e, por falta de manutenção algumas podem cair a qualquer momento, e os acidentes começam a preocupar quem mora nas imediações.

A mesma situação vive a agricultora Francisca da Silva Barbosa, de 51 anos.

Solteira e com um filho, ela é assentada, junto com outras 23 famílias, em São Bento do Norte, também no Rio Grande do Norte, produzindo feijão e milho e criando ovelhas e galinhas.

Por ser assentada e não ter 100% de direito à terra, as empresas abriram estradas dentro da sua propriedade, inclusive, com a autorização do Ibama.

“Eu não arrendei o meu lote para as eólicas, mas sou vítima de uma torre vizinha.

“Sou eu quem sofre os malefícios. Este ano não deu nada de safra, mal deu um punhado de feijão e milho para gente comer”, conta Francisca.

Seus animais também sofrem, as galinhas e codornas deixaram de botar ovos e as ovelhas que antes davam duas crias, hoje no máximo chega a uma, e nem todas sobrevivem.

“O veterinário me disse que com muito barulho e constante elas não conseguem reproduzir”, diz.

Ernandes, segundo tesoureiro da Associação de Produtores Rurais de Porto de Linha e Pau d’olho, da região de Serra Santana, tem três torres de aerogeradores instalados muitos próximos à sua casa.

Ele conta que os problemas começaram já durante o processo de terraplanagem, em 2015, por causa do tráfego pesado e a velocidade dos caminhões que circulavam nas estradas vicinais dos próprios agricultores.

O trânsito pesado durou até 2017, que além de impactarem nas casas e cisternas destruiu as cercas dos agricultores.

No final do mês de agosto um acidente assustou a todos. Uma hélice se soltou, bateu, voou e caiu sobre uma linha de transmissão de 3 mil volts, a mais de 110 metros da base.

“Ao todo são 15 aerogeradores ao longo das terras dos agricultores e a gente já avisava há dois anos que havia um problema porque aumentou o barulho daquela hélice. A sorte é que não estava passando ninguém e era horário escolar. Ali embaixo das torres é caminho para sairmos do sítio e muita gente usa ainda carro de boi para trazer água”, conta Ernandes.

Segundo ele, o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) do Rio Grande do Norte, identificou outro aerogerador a 80 metros de uma casa que está com problemas e a família foi obrigada a deixar a propriedade.

Rita de Cássia também sente medo e se preocupa com a falta de manutenção das torres.

“Aqui perto uma torre foi quebrada, uma hélice foi jogada no chão, pegou fogo, e ela está toda empenada, envergada, tombada no meio.

“O corpo dela não quebrou, mas está sujeito a cair a qualquer momento e, isso para nós é muito ruim, né?

“Porque a gente fica com medo, eu mesmo tenho medo do que poderá acontecer com essas outras que ficam perto das nossas casas”, diz Rita.


Afetados por parques eólicos relatam impactos na saúde e no meio ambiente
Afetados por parques eólicos relatam impactos na saúde e no meio ambiente
Quem arrendou suas terras foram os que têm em torno de 30 hectares e os de terreno menor e não arrendou não recebe nada de indenização, ficando apenas com os prejuízos”, diz Ernandes.

“As torres ficam em propriedades maiores e eles não sofrem as consequências porque não moram nessas terras”, conta.

A agricultora assentada, diz que as empresas prometeram indenizar as famílias que tiveram suas casas rachadas porque o assentamento não estava preparado para receber estruturas tão grandes, mas nada foi feito desde a pandemia.

“Estou toda ilhada, as torres só não estão no meu lote porque o Incra não liberou, mas queriam acordo e que o dinheiro fosse depositado no Incra e quando a gente precisasse para comprar uma ferramenta, a gente pegava lá”.

Ainda bem que não aceitaram porque a gente ia viver de quê?, questiona Francisca.

A agricultora entrou na Justiça, mas ela que tem de pagar o perito para mediar a velocidade das hélices e a distância do aerogerador da sua casa.

“Eu não tenho condições de pagar os R$ 2 mil do serviço. Vou tirar de onde? Não ganho salário, o pouco que tenho é da minha produção, do meu trabalho”, diz.


Edna Pereira mostra as caixas dos remédios que usa continuamente
Edna Pereira mostra as caixas dos remédios que usa continuamente
Eles querem dar dinheiro, mas ali tá toda a sua vida, é de pai pra filho, pra netos. É toda uma tradição que deve ser respeitada, mas está sendo atropelada.

A gente trabalhou para construir pros filhos e acham que com dinheiro e indenização pagam tudo? A gente se revolta porque o que vamos deixar pros nossos filhos?, indaga a sofrida Francisca da Silva Barbosa.

A danificada pensa em construir uma propriedade para legar para sua família e filhos, dentro de uma continuidade que é a tradição.

Até a esquerdista CUT reconhece que esses valores merecem ser respeitados e informa espantada dos males ambientalistas que superam até o futuro socialista em que essa associação quer afundar o Brasil.