domingo, 1 de fevereiro de 2026

Bolha dos carros elétricos chineses prepara crise mundial

Cemitérios de carros elétricos crescem em muitas cidades chinesaas
Cemitérios de carros elétricos crescem em muitas cidades chinesaas
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







A bolha dos carros elétricos chineses pode ser a próxima a explodir na economia mundial e atingir o Brasil.

O regime maoista via nessa indústria um tentáculo para dominar o mercado mundial e a sustentou com subsídios bilionários.

Resultado: pátios lotados de veículos encalhados e empresas quebrando às dúzias.

Os governos locais, acumularam uma dívida oculta que equivale a cinco vezes o PIB brasileiro e funciona como uma bomba-relógio, disse o site CPG. 

A partir do colapso do setor imobiliário, cidades inteiras ficaram com prédios inacabados, famílias perderam a confiança no futuro e o desemprego entre jovens disparou.

Cemitério de carros elétricos na China
Cemitério de carros elétricos na China
Diante dessa estagnação imobiliária, o comunismo chinês passou a apostar nos veículos elétricos como “nova locomotiva do crescimento”.

Marcas como BYD, Nio e Xpeng se expandiram, com generosos subsídios governamentais e crédito fácil. Entre 2009 e 2018, surgiram quase 500 montadoras de carros elétricos; hoje, menos de 130 permanecem ativas.

O problema é que a produção já supera em quase o dobro a demanda do mercado, criando uma guerra de preços insustentável.

Até gigantes como a BYD reconhecem que o setor viverá um “momento de inflexão”.

O Brasil será diretamente afetado porque mais de 90% dos carros elétricos importados têm origem na China, e a superprodução intensificará a invasão de veículos baratos, estrangulando a indústria automotiva nacional.

Carros elétricos chineses entopem portos europeus
Os brasileiros podem se beneficiar de preços baixos, mas a indústria nacional perde competitividade.

Na China bolha pode levar a um endurecimento ditatorial, com maior autoritarismo para reprimir as tensões sociais e econômicas.

Tarifas dos Estados Unidos sobre carros chineses, barreiras comerciais na Europa e receios em países emergentes mostram que o efeito dominó pode se espalhar rapidamente.


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