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| Para muitos britânicos, a BBC abandonou a imparcialidade |
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Luis Dufaur
Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs |
A BBC de Londres reconheceu que vinha publicando falsos até grosseiros sobre ambientalismo, clima e energia.
Ela foi denunciada em virtude de repetidos falsos ovantes e publicou correções, removeu programas e demitiu jornalistas.
O jornal “The Telegraph” concluiu que as “manipulações” denunciadas abarcam todo o leque de alarmismos desonestos.
Michael Prescott, ex-consultor de padrões, manifestou seu “desespero com a inação” dos executivos da BBC diante das generalizadas reportagens tendenciosas.
Numa carta enviada a membros do conselho da BBC, Michael Prescott, um ex-consultor de padrões, manifestou seu “desespero com a inação” dos executivos da BBC diante de evidências generalizadas de reportagens tendenciosas.
Prescott revelou que a principal unidade de checagem de fatos da BBC, o Verify, foi forçada a retirar uma matéria que sugeria falsamente que as seguradoras de automóveis eram racistas.
Agora, a emissora enfrenta escrutínio sobre sua cobertura climática, e seu Comitê de Diretrizes e Padrões Editoriais decidiu realizar uma “revisão temática” de sua cobertura de “política energética no Reino Unido e mudanças climáticas”.
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| Fabrico de blefes pela BBC causou indignação na Inglaterra. |
Richard Tice, vice-líder do Reform UK, disse que “já era hora” de fazer esta revisão.
“A BBC precisa investigar seu terrível viés em relação às mudanças climáticas. No entanto, dados os recentes escândalos de viés da BBC, não tenho confiança de que ela apresentará as verdadeiras conclusões.
“A única solução é uma revisão totalmente independente do alarmismo climático da BBC”, disse ele.
Claire Coutinho, secretária de energia do Partido Trabalhista, alinhada com o alarmismo ecológico reconheceu que: “O consenso sobre como lidar com as mudanças climáticas está se desfazendo.
“Se continuarmos no caminho atual, seremos mais pobres e mais fracos. É vital que a BBC possa noticiar as mudanças climáticas de forma imparcial e garantir que todos os pontos de vista sejam representados.”
A BBC está apagando discretamente episódios de programas como Question Time após divulgar afirmação falsa sobre emissões de gases.
Em 2024, apagou outro artigo da BBC News que anunciava como fato que “as mudanças climáticas induzidas pelo homem tornaram o recente calor extremo no sudoeste dos EUA, México e América Central cerca de 35 vezes mais provável”.
Justin Rowlatt, editor de clima da BBC, foi considerado culpado de fazer afirmações enganosas sobre eventos climáticos extremos em um documentário do programa Panorama.
Ela acatou uma queixa da União Nacional dos Agricultores sobre o documentário Carne: Uma Ameaça ao Nosso Planeta?, e o removeu.
“Reconhecemos as decisões da Unidade de Reclamações Editoriais referentes a aspectos de nossa cobertura climática e tomamos as medidas apropriadas para abordar os pontos levantados”, respondeu a empresa do governo.
A “manipulação” denunciada abarca todo o leque de alarmismos desonestos a que estamos acostumados a refutar, mas também muito outros assuntos como Donald Trump, Gaza e LGBT+.
Além das reportagens e documentários fraudulentos sobre aquecimento global, a BBC News afirmou erroneamente que a população mundial de ursos polares estava em declínio devido a esse aquecimento.
“A espécie está em declínio, e os cientistas atribuem isso à perda de gelo marinho causada pelo aquecimento global – levando à redução de seus territórios de caça e reprodução”, dizia o artigo.
Posteriormente mudou o artigo, após constatar que o número de ursos polares parecia estar “estável no geral, atualmente, e não em declínio, como afirmado”.
Em 2023, fizeram uma previsão do tempo errônea atribuindo enchentes em Bolonha, na Itália, a precipitações assustadoras, mas falsas.
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| Denúncias do 'he Daily Telegraph' motivaram BBC a fazer investigação interna |
Em 2022, Justin Rowlatt, editor de clima da BBC, foi achado culpado de afirmações enganosas sobre eventos climáticos extremos. Ele afirmou erroneamente que as mortes relacionadas ao clima estavam aumentando em todo o mundo. Ainda alegou, “sem qualquer ressalva”, que Madagascar estava à beira da primeira fome mundial induzida pelas mudanças climáticas.
Pelo contrário, a Organização Meteorológica Mundial, documentos que nos últimos 50 anos, o número de mortes causadas por desastres naturais diminuiu.
Em outubro de 2020, a emissora acatou uma queixa da União Nacional dos Agricultores (NFU) sobre o documentário Carne: Uma Ameaça ao Nosso Planeta?.
O programa afirmava que a pecuária era prejudicial ao meio ambiente, violando o princípio da imparcialidade.
“Tudo o que os agricultores querem é uma cobertura justa da alimentação e da agricultura e o fim da demonização de alguns setores da agricultura produtiva, particularmente a pecuária”, disse um porta-voz da NFU na época. O documentário foi posteriormente removido.











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