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domingo, 17 de agosto de 2025

Alemanha entre o colapso e a guerra

Termoelétrica a carvão de Neurath, na Alemanha
Termoelétrica a carvão de Neurath, na Alemanha
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







“O crescimento industrial sofreu uma ruptura estrutural. As carteiras de pedidos permanecem vazias, as máquinas estão paradas, as empresas não estão mais investindo”, disse o presidente da Federação das Indústrias Alemãs (BDI), Peter Leibinger.

Isso está levando à mais longa recessão desde a reunificação.

A gerente geral do BDI, Tanja Gönner, repetiu que a Alemanha virou um dos países mais atrasados economicamente da União Europeia.

“As perspectivas são sombrias”, disse, segundo “O Estado de S.Paulo”.

Por sua vez o chanceler Olaf Scholz antes de deixar a função dispôs um custoso rearmamento do país em função do perigo russo que se adensa. 

As principais empresas alemãs anunciaram mais de 60 mil demissões no ano passado, os gigantes industriais lutam contra um ambiente macroeconômico cada vez mais hostil.

Agora, a Alemanha percebe ameaças adicionais vindas do oeste.

O retorno de Donald Trump à Casa Branca trouxe um terremoto tarifário que afeta a exportação de seus produtos para os EUA. Isso teria um impacto inesperado sobre a Alemanha.

Em verdade, essa se beneficiava, como outros países, das barreiras alfandegárias frouxas dos EUA e haviam criado laços comerciais preferenciais com os EUA, recusando os preços e as estratégias sedutoras, mas envenenadas, da China.

Agora em plena crise interna a Alemanha terá que se ajustar a um regime comercial tal vez mais justo, porém subitamente retornado à realidade, que não lhe oferecerá os recursos fáceis de até há pouco.

A Federação das Indústrias Alemãs fez a previsão sombria de que a economia da Alemanha poderá se contrair em 0,5%, só por causa da adequação das tarifas de importação sobre os produtos alemães que os EUA estão fazendo em relação a quase todos os países.


domingo, 10 de agosto de 2025

Suicídio alemão desintegrará a Europa?

Maior farmaceutica do mundo desafia o apagar de luzes, mas se prepara para cortes históricos
Maior farmacêutica do mundo se prepara para cortes históricos 
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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diversos blogs







Angela Merkel, quando chanceler, enganou a Alemanha com as ideologias da “energia verde” e do “CO2 zero”. Esse ‘fuhrer’ verde que não parecia extremista da esquerda ecológica, hoje é vista assim embora eleita por um partido de “centro-direita”.

O jurista Drieu Godefridi, autor de “O Reich Verde” resumiu o legado devastador dessa falsa conservadora: 

1) islamização do país;

2) subordinação energética à Rússia;

3) destruição do patrimônio nuclear.


Segundo o autor, se Merkel fosse um agente russo, não teria agido de outra forma e não teria jogado a Alemanha num acelerado empobrecimento. O livro de Godefridi é uma alerta contra outros falsos conservadores.

O PIB alemão se contrai rumo à aniquilação industrial.

A BASF, líder do setor industrial germano desde 1865, opera 200 fábricas com 39 mil pessoas em Ludwigshafen.

Em 2024, fechou uma das suas duas unidades de amônia e deixou várias outras ociosas no mesmo local com perda de 2.500 empregos, explica a Chemical and Engineering News.

A BASF vinha de um encolhimento significativo em 2023, com as vendas despencando 21,1% e os lucros ajustados 60,1%. Ela anunciou planos para novos cortes de mais US$ 1,1 bilhão e de mais empregos.

O establishment alemão enfrenta uma revolta crescente da população, conforme mostra a ascensão do partido de direita AfD, que exige que a Alemanha diga adeus aos mitos da energia verde que estão destruindo a sua indústria.

Sem fornecimento estável de energia a Thyssenkrupp demitirá 11.000 operários
Sem fornecimento estável de energia a Thyssenkrupp demitirá 11.000 operários
A direita alemã porém não aprendeu do desastre provocado por Merkel. As pesquisas de opinião previram o desastre verificado da esquerda, enquanto a CDU/CSU de centro-direita e a AfD de direita continuaram sua ascensão.

A centro-direita e a direita deveriam convergir na política porque juntas têm uma grande maioria, mas o centro-direita recusa absolutamente governar com a AfD.

Num auge da ilogicidade, a CDU pensou em governar com os Verdes, a extrema esquerda mais radical da Europa.

O movimento de destruição dos recursos energéticos da Alemanha sonhando com a depois fracassada dependência do gás russo revelou uma massiva convergência ideológica: a CDU e os Verdes acreditam numa Energiewende (“transição energética”).

Essa pretende a substituição dos combustíveis fósseis e da energia nuclear pelas "energias renováveis", principalmente eólica e solar, que são intermitentes, caras demais e dependentes das mudanças do tempo.

Os painéis solares produzem menos em dias nublados e as turbinas eólicas geram menos em períodos de ar sereno. Não há, portanto, uma produção estável de energia.

A CDU tida até agora de centro-direita faz o haraquiri que pede aos berros a ideologia ambientalista. Acompanha ao maior grupo político do Parlamento Europeu, que se acreditava conservador, mas nomeou Ursula von der Leyen como chefe da Comissão Europeia.

Ela empurra a economia da União Europeia ao colapso. Enquanto a indústria desaparece, o islamismo prolifera. Ela se assanha por uma “transição energética” e uma mítica Europa de carbono zero, e na prática só aplica mais regulamentações superando todas as outras civilizações juntas.

Protestos sindicais contra fechamento de fábricas da Volks
Protestos sindicais contra fechamento de fábricas da Volks 
Essa política é um mito absoluto, insiste “O Reich Verde”. A “Europa carbono zero” não funciona, e ainda que funcionasse, não mudaria a proporção do CO2 na atmosfera.

Ainda que a Europa deixasse de existir não haveria quase diferença nas emissões globais de CO2 pois seu efeito sobre o clima, ali sim, seria zero.

A Alemanha se hipnotizou com mitos pouco melhores do que os séculos anteriores e se precipita à ruína levando consigo toda a Europa.

E o fanatismo dos mitos verdes é maior daquele que fazia marchar as SS e as cruzes gamadas ébrias de extinção final.


domingo, 16 de fevereiro de 2025

Fanatismo “verde” jogou economia alemã em crise que assusta o mundo

Angela Merkel aprovou a extinção das usinas nucleares
Governo aprovou o fim das usinas nucleares para cortar o 'aquecimento global' ...
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Empresas alemãs que são gigantes mundiais como Bosch e Mercedes Benz naufragam numa Alemanha onde o movimento ecologista desencadeou crise energética que faz temer uma desindustrialização.

O país enfrenta uma penúria energética que se infligiu a si próprio, enquanto China explora a depressão da indústria alemã que outrora dava o tom no mundo.

O modelo de negócios da Alemanha, diz Danyal Bayaz, ministro das Finanças do Estado de Baden-Württemberg, está “entrando em colapso”.

Especialmente as pequenas e médias empresas ficaram despreparadas. Conglomerados imensos como Volkswagen e Bosch vêm promovendo demissões em massa. Os sindicatos falam de “catástrofe”.

Ferozes regras fiscais levam a pontes enferrujadas, escolas decadentes e trens atrasados. Thyssenkrupp AG vai desligar 11 mil funcionários reduzindo sua força de trabalho no setor de aço de 27 mil para 16 mil pessoas.

Sem fornecimento estável de energia a Thyssenkrupp demitirá 11.000 operários
Sem fornecimento estável de energia a Thyssenkrupp demitirá 11.000 operários
A Thyssenkrupp Steel Europe (TKSE), sediada em Duisburg, reclama “medidas urgentes necessárias” enquanto recita a ladainha dos milhares de demissões, redução da produção, venda de partes do capital e fechamento de fábricas escaladas na própria Alemanha e até no Brasil.

A Volkswagen, a maior montadora de automóveis da Europa, anunciou fechar pelo menos três fábricas na Alemanha, demitir 31.000 funcionários e reduzir as unidades fabris restantes no país. Poderia vender uma para a China, numa venta humilhante.

É o primer fechamento de uma de sus fábricas em 87 anos de história, nem mesmo as guerras mundiais fizeram tanto estrago. A Bosch planeja cortar 5,5 mil empregos, informa a “Deutsche Welle”.

A Alemanha que no ano passado era a terceira maior economia do mundo, está colhendo os frutos de uma política demencial para “salvar o planeta”. É inacreditável mas já vinha sendo anunciada a irracionalidade “verde” que tomou conta há anos do governo alemão.

Esse resolveu aplicar a exigência da “Agenda 2030” da ONU contra o aquecimento global e mandou arrasar as centrais nucleares.

A falta de energia decorrente deveria ser substituída pelas “energias alternativas” notadamente a eólica e a solar.

Mas essas são caras, inestáveis e criam cortes insustentáveis para a indústria. Acresce que os cidadãos não suportam a multiplicação das contas de luz na ordem de 400%.

Anúncio da demissões em massa na Volkswagen gerou terremoto social
Anúncio da demissões em massa na Volkswagen gerou terremoto social
A ilusão de “salvar o planeta” para diminuir o “aquecimento global” sonhou de olhos abertos com o gás russo. Mas, após a invasão da Ucrânia por Vladimir Putin em 2022 rasgou a fantasia.

A energia custa quase o dobro da França e desde 2018 vem caindo mais rapidamente do que em outras partes da UE, especialmente nos setores que requerem energia intensiva, como a siderurgia.

Os investimentos foram adiados ou transferidos para o exterior. O diretor-presidente da Thyssenkrupp disse que a Alemanha está “em plena desindustrialização”.

Até mesmo os varejistas foram atingidos, especialmente com a invasão da Ucrânia pela Rússia.

Acresce que faltam trabalhadores qualificados enquanto engrossam as camadas de burocracia comunitária em Bruxelas.

A China, então, ataca o gigante em decomposição. Nas décadas anteriores a Alemanha satisfazia o apetite chinês por seus carros, produtos químicos e widgets de engenharia de precisão.

Mas hoje as contas mudaram: as empresas chinesas viraram concorrentes piranha que devoram a indústria automobilística alemã, e das pequenas e médias indústria.

Maior farmaceutica do mundo desafia o apagar de luzes, mas se prepara para cortes históricos
Maior farmacêutica mundial desafia o apagar de luzes, mas prepara cortes históricos
Exemplos paradigmáticos desta carnificina industrial acontecem entre as montadoras e nas fábricas de produtos químicos.

A China joga uma produção excessiva de produtos subsidiados pelo governo comunista contra os quais as empresas alemãs que agem na legalidade.

O Estado na China fornece níveis irracionais de financiamento que afunda a solvência de grande parte da indústria alemã, enforcada pelo estatismo da União Europeia e o delírio da “Agenda 2030”.

Trump ameaça piorar o quadro com novas tarifas sobre os produtos europeus.

Grandes da indústria alemã como a Volkswagen e a BMW acham que a solução é dobrar a aposta e investir mais na China. Mas há lobbies alemães que querem punir a China com restrições comerciais porque apoia o esforço bélico da Rússia.

O fato é que a produtividade da Alemanha já está em queda. Alguns como o Deutsche Bank pretendem fazer prevalecer a “qualidade acima da quantidade”.

Protestos sindicais contra fechamento de fábricas da Volks
Protestos sindicais contra fechamento de fábricas da Volks

Isso será válido em alguns setores, mas no geral dificilmente poderá compensar as perdas. As indústrias intensivas em energia não crescem há duas décadas. 

O setor automotivo segue perdendo empregos, e uma reversão parece improvável.

A globalização estagnou, e voltar para o velho modelo que fez a grandeza industrial alemã não funciona mais.

O setor público da Alemanha virou um dinossauro inassimilável. Além disso, novos fundos terão de ser aplicados na indústria bélica que já atingiram o 2% do PIB. Reformas do modelo devem passar pelo Legislativo, mas este se recusa a aprova-las.

Intensa propaganda 'verde' fez banir a energia nuclear e pos em crise a Alemanha
Intensa propaganda 'verde' fez banir a energia nuclear e pôs em crise a Alemanha
Thorsten Benner, diretor do Instituto de Política Pública Global de Berlim, diz que a Alemanha passou do “otimismo fácil” para uma “armadilha de melancolia” em que políticas erradas, o super-crescimento da burocracia e a desconfiança pública se reforçam mutuamente.

O clima se tornou desanimador conduzido ao precipício por mitologias utópicas de “políticas verdes”, a sombra da guerra europeia, o controle da natalidade e o monstruoso poder burocrático da UE sedeado em Bruxelas.


domingo, 28 de maio de 2023

Templos protestantes viram santuários do ateísmo ecologista

Mlitantes ambientalistas de 'Última geração' na igreja de Santo Tomás em Berlim
Militantes ambientalistas de 'Última geração' na igreja de Santo Tomás em Berlim
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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política internacional,
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A igreja protestante de São Tomás, em Berlim, virou templo da “religião” verde e centro de ativismo contra a suposta “mudança climática”.

As cópias de uma petição sobre mudanças climáticas com fotos dos signatários estão colocadas ao pé do altar como uma Bíblia. E, a poucos metros de distância, uma dezena de ativistas treinam para manifestar na rua, segundo reportagem da agencia de notícias AFP.

Outros militantes do grupo Letzte Generation (Última Geração) estão terminando um brunch vegano nas bancadas.

O templo protestante tornou-se um ponto de encontro para esses ativistas acostumados a ações de choque que lançaram uma campanha de duas semanas para paralisar o trânsito na capital.

Agitadores ecologistas bloqueiam estrada na Alemanha
Agitadores ecologistas bloqueiam estrada na Alemanha
Eles se sentam no meio da estrada e enfiam as mãos no asfalto. Causando a exasperação dos motoristas. Pastores dizem que “querem ajudar os manifestantes a ficarem em paz”, segundo o conselho prebisterial de Santo Tomás em um comunicado.

Porém reconhece que “a radicalização do movimento climático é uma expressão de desespero”, acrescenta.

No nordeste de Berlim, no templo do Getsêmani organiza discussões aberta sobre a mudança climática, embora achem que “não é uma contribuição útil” porque a população desaprova amplamente esses protestos.

Enquete da TV pública ZDF, 82% dos inquiridos consideram que os ativistas vão longe demais.

Templos protestantes se abriram para servir de base às sabotagens ecologistas
Templos protestantes se abriram para servir de base às sabotagens ecologistas
“Os chamados salvadores do mundo em uma igreja, que hipocrisia!”, desabafa a revista Focus em um editorial.


A própria classe política, incluindo os aliados do governo Verdes e Liberais, não tem palavras suficientes contra esses militantes, alguns chegando a compará-los a terroristas. Políticos privilegiam renovar suas poltronas e percebem a animosidade popular.

O vice-chanceler ambiental Robert Habeck também julga que o bloqueio das estradas “irrita as pessoas”.

Até os seguidores do pastor Aljona Hofmann, do Templo do Getsêmani, desaprovam as ações desses militantes ambientalistas.


domingo, 2 de fevereiro de 2014

Investidores em “energias renováveis”
veem suas aplicações sumirem com o vento

 As tecnologias estão imaturas, e montes de problemas  e consertos as tornaram ainda mais complicadas e caras
 As tecnologias estão imaturas, e montes de problemas
e consertos tornaram-nas ainda mais complicadas e caras
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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O investimento em “energias renováveis” prometeu lucros pecuniários anuais acima dos 20%.

A promessa foi-se com o vento: os investidores alemães fogem desse sonho assim que podem, escreveu a revista alemã “Der Spiegel”.

Diante de dez equipes de TV e 50 jornalistas, Carsten Rodbertus subiu ao pódio da Prokon para anunciar: falimos!

Rodbertus é o fundador da Prokon, que, por sua vez, era considerada uma das mais experientes na produção dessas energias

Centenas de empregados da Prokon que nos últimos dias chegaram a trabalhar 12 dias consecutivos durante 12 horas por dia para evitar a concordata, concederam seu ultimo aplauso ao fundador do sonho que se foi.

Rodbertus contou que os investidores tinham aplicado na firma €1,4 bilhões, mas que agora diante da falta de resultados muitos deles estão reclamando o dinheiro de volta.

A Prokon teve que pedir concordata e 75.000 acionistas ficaram a ver navios.

Tribunais e varas da Alemanha estão se enchendo de processos de investidores que não estão sendo retribuídos como prometido e que alegam manobras confusas e falta de transparência, informou “Der Spiegel”.

No setor verde, a concordata da Prokon e a redução dos favorecimentos oficiais para as energias alternativas suscitam ainda maiores temores de fuga de aplicadores.

Prometiam pagar 270% em vinte anos,  mas apenas chegam a 2,5% anual
Prometiam pagar 270% em vinte anos,
mas apenas chegam a 2,5% anual
Os mais recentes estudos apontam que os aplicadores podem se achar com sorte se recuperam apenas o dinheiro que investiram há 20 anos.

Werner Daldorf, chefe do Comité de Investimentos da Associação Alemã para Energia Eólica, fez 1.150 relatórios para aconselhar investidores.

Tendo estudado mais de 170 parques eólicos comerciais em mais de 10 anos, Daldorf concluiu que os investidores receberam um retorno de 2,5% em média.

“Em dez anos, isso significa um retorno de 25%, quando a perspectiva era entre 60% e 80%”, diz Daldorf.

Ainda que o momento econômico vier a melhorar, só os parques eólicos em locais muito favoráveis poderão ser lucrativos.

Um quinto daqueles cujos orçamentos são analisáveis, deixaram de pagar pelo menos uma vez dividendos maiores de 2%, acrescenta Daldorf.

É o drama do aposentado Volker Hippe, narrado por “Der Spiegel”. Há treze anos ele aplicou os €35.000 de um seguro de vida obtido pela morte de sua mulher para legá-los para seus filhos então minores de idade.

Hippe investiu num parque eólico da Saxônia-Anhalt que prometia um retorno inicial anual de 5 a 6%, e mais de 20% a partir de 2012. Mas, há já um longo tempo que os pagamentos cessaram.

Uma das maiores causas de desventuras como essas, escreve a revista alemã, são certos bancos. Hippe caiu no UmweltBank (Banco Ambiental), especializado em investimentos “verdes”.

Num caderno informativo de 2001, o UmweltBank promovia aplicações “num campo eólico solidamente calculado” como sendo “um suplemento ideal para a aposentadoria”.

Acontece também, diz ironicamente “Der Spiegel”, que a Mãe Natureza nem sempre cooperou. As previsões climáticas em que se fundavam as aplicações com frequência foram ilusórias.

Um erro para abaixo de 10% na velocidade dos ventos pode abaixar a produção de energia em 30%.

A Breeze Two Energy de Darmstadt lançou ações no mercado por €470 milhões, prometendo ganhos de entre 5,3 e 6,1%.

Janeiro 2014: Carsten Rodbertus, fundador da empresa de energia renovável Prokon, declara-a inademplente
Janeiro 2014: Carsten Rodbertus, fundador da empresa de energia renovável Prokon,
declara-a inademplente
Mas, a empresa teve perdas significativas entre 2008 e 2011. Pelo fim de 2011, o balanço da companhia só contabilizava €205,5 milhões.

Ela evitou a falência pelo auxílio prestado por uma mudança das leis alemãs. Mas muitos sofreram a perda de suas poupanças.

Mesmo drama vivem os pequenos investidores da Prokon. O chefe Rodbertus pretende vender parte de seus parques para devolver o dinheiro. Mas não é claro quando e como os poupadores voltarão a ver seu pecúlio de novo, observa “Der Spiegel”.

Tal vez não só não pague os interesses, mas tampouco possa devolver o capital. Esse poderá ser o caminho previsível do negócio no futuro.


domingo, 27 de janeiro de 2013

Absurdos com energias renováveis da Alemanha alarmam Europa

Ontem energia do carvão não, hoje sim
Ontem energia do carvão não, hoje sim
Uma das publicações mais lidas na Polônia, a revista “Wprost”, de Varsóvia, denunciou relatório da Fundação arqui-verde alemã Heinrich Böll, defendendo que a Alemanha já reduziu suficientemente as suas emissões de CO2 e agora teria o direito de utilizar o poluente carvão como fonte de energia.

O artigo de “Wprost” foi traduzido ao português pela agência Presseurop.

A Fundação Heinrich Böll é de fato um think-thank do Partido Verde alemão.

Os ecologistas são apoiados pelo ministro do Ambiente, Peter Altmaier, que desempenhou um papel importante no regresso do país ao carvão.

Os ecologistas alemães terão perdido a razão? – pergunta a revista polonesa.

Nenhum outro país está construindo atualmente tantas centrais alimentadas a carvão como a Alemanha, que já conta com 23 instalações.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Alemanha: venderiam “eletricidade ecológica” gerada anti-ecologicamente

Sempre engajado nas causas “verdes”, o jornal alemão Tageszeitung denunciou uma negociata que desmoraliza o ambientalismo.

“Fornecedor de eletricidade ecológica quer fazer carvão” foi o título de primeira página do jornal, jogando com o duplo sentido da palavra “carvão”, que em alemão significa também dinheiro.

O Tageszeitung revelou que os três maiores distribuidores de eletricidade de origem renovável na Alemanha – as empresas Lichtblick, Greenpeace Energy e Naturstrom – poderiam adotar dentro em breve o poluidor carvão, enquanto continuam dizendo que produzem energia 100% limpa.

Com efeito, as referidas empresas abastecem-se junto à austríaca Verbund AG, que desde 2011 está construindo na Turquia uma central movida a carvão – informou a agência Presseurop.

O que é muito embaraçoso para as três empresas alemãs – salienta o Tageszeitung – é que há estudos segundo os quais “as emissões da central turca ultrapassarão os valores máximos definidos pela UE e pela Organização Mundial de Saúde”.

As energias de fontes renováveis existentes na Alemanha vêm gerando preocupação também nos países vizinhos.

“A República Checa vai impedir a derrocada da sua rede elétrica e proteger-se contra o excedente de energia verde devido à produção descontínua dos parques eólicos no Norte da Alemanha”, escreveu o diário de Praga, Lidové noviny.

Manifestação verde contra o carvão, Alemanha
Na hora de implementar suas sedutoras fórmulas, esses ativistas verdes especialistas em marxismo mas desconhecedores da realidade ambiental, tentam golpes canhestros porque suas promessas não podem ser cumpridas, ou são inaplicáveis.

Inaplicáveis?

Para golpear a economia ocidental, derrubá-la e deixar o campo aberto à hegemonia da China e da Rússia, não há melhor do que fazer o que vem fazendo o ambientalismo de conteúdo vermelho e casca verde.

Na Alemanha, no mundo, e no Brasil!