Mostrando postagens com marcador libertação animal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador libertação animal. Mostrar todas as postagens

domingo, 6 de abril de 2025

Prisão por matar um rato?

Matar um rato seria crime na Espanha
Matar um rato seria crime na Espanha
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Um web designer e produtor de rádio espanhol farto dos estragos que os ratos causavam em sua casa capturou numa arapuca uma enorme ratazana.

Pelo tamanho consultou à Prefeitura e ouviu que, se a matava, pela Lei de Bem-Estar Animal ganharia 18 meses de prisão.

Dita lei introduzida por ativistas ambientalistas e pelo governo socialista, fora criticada em carta pública por mais de 800 cientistas.

Simultaneamente, a legislação permite o assassinato das crianças no ventre materno pelo ‘direito humano’ ao aborto!

domingo, 1 de dezembro de 2024

“Exéquias religiosas” para animais: auge do ecologismo e do ateísmo

Altar na igreja de São Paulo onde serão velados animais mortos
Altar na igreja de São Paulo onde serão velados animais mortos
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O setor de enterros de animais de estimação está crescendo: cada vez mais donos desejam uma despedida igualitária de seus animais de estimação. Os teólogos aggiornati também lidam com essa crença ecológica panteísta.

No estado alemão de Baden-Württenberg surgiu a primeira igreja na Alemanha para sepultamentos de animais, noticia Katholiche.de.

Onde até recentemente as pessoas cantavam e rezavam todos os domingos, a partir de agora Minka e Waldi serão sepultados com uma parodia de bênção do Altíssimo, ou melhor um sacrílego rito.

A primeira igreja funerária de animais da Alemanha surgiu na pequena igreja de São Paulo em Albstadt-Pfeffingen, Baden-Württemberg, Suábia.

Ellen Weinmann e Florian Düsterwald são os gerentes do cemitério de animais de Schönhalde e vinham observando uma mudança social na forma como se lida com os animais de estimação.

“Minka não é mais apenas o gato de casa que caça ratos”, diz Düsterwald. “Ela é um membro de pleno direito da família que, quando morre, é lamentada de forma semelhante a alguém próximo a ela.”

Enquanto a despedida dos parentes falecidos vai ficando um negócio ou um despacho da atrapalhação de um ‘velho’.

Cruz para um cachorro em Ferkinghof
Cruz para um cachorro em Ferkinghof
Uma igreja para enterros de animais, como a que surge em Albstadt-Pfeffingen, não era concebida na Alemanha, nem mesmo entre os ateus.

A pressão para enterrar animais de maneira cristã não é um despropósito nov. O teólogo protestante Thomas Klie, de Rostock, por exemplo, defende que os enterros de animais sejam um novo ato oficial da igreja bem de acordo com o ecologismo do pontificado de Francisco I.

Ele estaria interessado em desenvolver um rito reconfortante para o enterro de animais de estimação, explicou Klie em 2021 em evento sobre novos rituais fúnebres.

A cruz e o altar da Paulskirche darão lugar à fatia de árvore de um abeto prateado de 150 anos, sobre a qual os amigos de quatro patas falecidos serão futuramente dispostos para se despedirem.

O seu colega católico na teologia moral “verde” Michael Rosenberger, da Baixa Francónia, disse em entrevista que enterraria um animal de estimação a qualquer momento, se lhe fosse pedido. Os padres progressistas não estão assim tão dispostos para o enterro de um fiel.

Ellen Weinmann e Florian Düsterwald também querem isso e montam um cenário da cerimônia de despedida que depende da vontade dos clientes, explica Weinmann.

“Algumas pessoas simplesmente querem entregar o animal o mais rápido possível em meio ao luto, outras celebram um ritual de quatro horas com o Pai Nosso em aramaico, a língua de Jesus”.

Após o funeral, o animal é levado ao crematório do Schwäbisch Hall. As cinzas são então devolvidas aos proprietários em uma urna.

Só este ano, Weinmann e Düsterwald enterraram 600 animais – incluindo um cabrito e Charly e o papagaio balbuciante de Stuttgart.

O teólogo moral católico Michael Rosenberger, respondeu muito ecumenicamente que a Igreja não é nada contrária a esse igualitarismo fanático que acaba ensinando pelo rito que o animal também tem alma, ou que os humanos não a têm como os animais.

Pastores rezam em enterros de animais em Schönhalde Tierbestattungen
Pastores rezam em enterros de animais em Schönhalde Tierbestattungen
Onde há uma “relação pessoal séria” entre famílias e seus animais a prática do funeral conjunto de humanos e animais no túmulo da família é óbvia, sofisma o professor

E não hesita na blasfêmia de achar que Cristo também morreu por eles. As igrejas devem, portanto, superar sua atitude multissecular.

Na Alemanha, cerca de 120 cemitérios de animais foram criados nas últimas duas décadas. As igrejas devem reconhecer esse “sinal dos tempos” e afinar com ela como já fizeram com o socialismo e com a sociedade materialista.

Do ponto de vista do teólogo da Baixa Francônia escreve, as igrejas cristãs poderiam explorar elementos centrais, como o funeral tradicional, em tais celebrações, como a vela de Páscoa, a cruz, o rito da terra e a água benta.

No entanto, uma missa fúnebre na igreja deveria ser evitada, ao menos pelo momento, registrou KNA.

domingo, 2 de junho de 2024

Lei ambientalista multiplicou crocodilos assassinos na Austrália

Crocodilo australiano devora porco pego por surpresa.
Crocodilo australiano devora porco pego por surpresa.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







A campanha ambientalista visando proteger os crocodilos assassinos de água salgada obteve sanção de lei que os declarou “em perigo de extinção” e proibiu sua caçada.

Governo e ambientalistas passaram por cima do sofrimento de incontáveis familiares das vítimas, dos pescadores e do enorme número de turistas que frequentam praias hoje infestadas de cruéis e gigantescos predadores que atacam os seres humanos.

Um resultado do ditatorialismo “verde” foi que esses crocodilos assassinos que se multiplicam velozmente agora nadam às centenas num rio perto de Darwin, no norte da Austrália.

Os habitantes tremem porque têm que viver podendo ser atacados até em praias.

As ondas que morrem na praia podem trazer o perigo de ser atacado, mutilado ou até morto por crocodilos “extremamente perigosos”, segundo informou a mídia internacional.

Antes que o governo australiano começasse a proteger esses crocodilos de água salgada, na década de 1970, 98% da população selvagem deles tinha desaparecido do Território do Norte, devido à procura de couro e ao abate.

Hoje, as autoridades estimam que existam mais de 100 mil crocodilos, com até seis metros de comprimento e pesando até uma tonelada, que caçam ao longo das costas, rios e zonas úmidas do extremo norte do país continental.

“Não se pode persuadir os crocodilos” (de não comer gente), defende insensatamente Grahame Webb, gestor do programa de conservação dos perigosos animais anfíbios.

Crocodilo do tipo Crocodylus porosus avança sigilosamente
Crocodilo do tipo Crocodylus porosus avança sigilosamente
Malgrado as vítimas, o militante ambientalista comemora essa proliferação. “Foi um verdadeiro sucesso”, repetiu Grahame Webb à AFP.

Mas, proteger os animais assassinos para o ecologismo foi apenas o primeiro passo.

Agora o movimento trabalha para dar de comer a mais de 100.000 crocodilos de seis metros!, e “reabastecer sua população”.

O sofisma é fácil: “se você não fizer isso eles começarão a comer pessoas novamente”, explicou Grahame.

Para Charlie Manolis, especialista em crocodilos da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), na década de 1980 as pessoas tiveram que se resignar a tê-los como vizinhos.

O parque Crocodylus Park, fundado por Grahame Webb, é um “paraíso” para os “crocodilos problemáticos”, animais retirados da natureza porque representam um perigo para a população ou porque atacam o gado.

O focinho verde de Prince, um crocodilo conhecido como “comedor de gado”, surge lentamente no parque, seguido por seus olhos brilhantes.

De repente, a fera pula verticalmente, com as mandíbulas abertas, antes de fechá-las na carne e cair de volta na água.

O espetáculo atrai curiosos, mas quanto gado deverá ser sacrificado para alimentar uma população de mais de 100.000 crocodilos em rápida multiplicação?

Crocodilo gigante pula para pegar carne oferecida
Crocodilo gigante pula para pegar carne oferecida
A mensagem para os visitantes é clara: tenha cuidado nos locais onde estes animais caçam e vivem.

Como discernir esses locais?

De fato, o perigo ronda por toda parte: “você sempre deve presumir que há um crocodilo na água, não importa o que aconteça”, observa Jess Grills.

À medida que a população de crocodilos cresce os ataques a seres humanos tendem a aumentar, alerta Charlie Manolis.

Resultado: a face da Terra vai ficando cada vez mais inóspita para o homem, criado por Deus para ser rei da Criação.


domingo, 10 de março de 2024

Depredações ambientalistas patenteiam militância contra a cultura

Leão emporcalhado na Piazza del Popolo, Roma
Leão emporcalhado na Piazza del Popolo, Roma
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Uma prestigiosa estátua histórica de um leão na Piazza del Popolo, no centro de Roma, foi aspergida com tinta por ativistas do movimento ecologista Rebelião Animal, que logo foram presos.

Dois ativistas emporcalharam a estátua do leão astuciosamente com tinta lavável. Com outra tinta poderiam causar danos permanentes e sofrer graves punições legais, mas eles procuravam o efeito propagandístico contra a cultura ocidental.

Eles alegaram que protestavam contra a presença de animais em circos, notou a agência France Press, reproduzida por “BFMTV”, entre outros.

“Chega de animais nos circos”, proclamava uma faixa exposta em frente à estátua na Piazza del Popolo, no centro da capital italiana muito visitado pelos turistas.

Esta ação “abre a campanha Kimba”, nome de um leão que escapou em novembro 2023 de um circo em Ladispoli, uma cidade costeira perto de Roma.

O movimento ecologista Rebelião Animal afirmou num comunicado de imprensa, que defende “uma ação direta não violenta para obter a abolição do uso de animais não humanos em circos, e a sua libertação”.

Ambientalistas sujam quadro da 'Mona Lisa' no Museu do Louvre, Paris
Ambientalistas sujam quadro da 'Mona Lisa' no Museu do Louvre, Paris
Os dois ativistas presos pelos carabinieri enfrentam uma multa de até 40 mil euros, mas as centrais ecologistas dispõem de muitos milhões para cobrir essas e outras consequências de atentados análogos.

Os turistas que visitavam essa praça tiravam muitas selfies com os vestígios de tinta amarela e vermelha sem refletir no drama civilizacional de que estavam sendo parte.

O ataque depredatório aconteceu quatro dias depois de dois outros ativistas ambientais borrifarem sopa no vidro blindado que protege a pintura “A Mona Lisa” no Museu do Louvre, em Paris.

Esses atentados estão organizados para continuar danificando os triunfos da cultura ocidental e cristã, e prometem continuar.



domingo, 10 de setembro de 2023

Ambientalismo insensível defende ursos que matam humanos

Ursa assassina defendida por ecologistas
Ursa assassina defendida por ecologistas
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Há pouco mais de duas décadas apenas cinco ursos-pardos-europeus viviam na simpática e acolhedora região de Trentino. Até que apareceram uns autoproclamados conservacionistas clamando que as feras iriam se extinguir.

Resultado: a partir de 1999 um projeto financiado pela União Europeia começou a soltar ursos eslovenos. Desde que foram trazidos multiplicaram-se 20 vezes em ambiente tão favorável, descreveu “O Estado de S.Paulo”.

E como os ursos não têm predadores naturais, em contato com humanos fizeram o que eles sabem fazer: matá-los.

Foi o caso de Andrea Papi, 26 anos, um homem que treinava no bosque de sua cidade, Caldes, quando lhe aconteceu o que era razoavelmente temível, mas “inimaginável” para os que acham que os animais ferozes bem tratados ficam “bonzinhos”.

Uma ursa-parda-europeia adulta, conhecida pelas autoridades por seu histórico de violência contra humanos, o atacou e o matou.

Logo depois do derramamento de sangue humano ecologistas defensores dos “direitos dos animais” se assanharam contra o governador de Trentino porque mandou sacrificar a tiros o animal assassino, junto com mais três ursos “problemáticos”.

A ursa JJ4, ou 'Gaia', mata e ecologistas defendem
A ursa JJ4, ou 'Gaia', mata e ecologistas defendem
O caso chegou a um tribunal da capital, Roma, que ofereceu à ursa matadora de Papi um “indulto temporário”.

Os idílicos defensores dos “direitos dos animais” comemoraram porque diziam querer levar a ursa que tinha se acostumado com o sangue humano (para estes não há “direitos”) para um santuário na Romênia.

A corte achou que abater a ursa, marcada JJ4 mas que os ecologistas chamam de “Gaia”, seria “desproporcional”, citando um tratado de 1979 que proíbe matar animais selvagens desnecessariamente, segundo noticiou a Reuters.

Como se não fossem necessário proteger as vidas dos humanos e que o mata-mata do animal feroz não devesse ter um limite.

“É uma sentença que não tem nenhum respeito pelo nosso território”, disse o governador de Trentino, Maurizio Fugatti, em resposta à decisão judicial.

Ele afirmou que a ordem do tribunal o fez se perguntar se a Justiça valoriza mais a vida humana ou a de um animal.

A ursa foi capturada e transportada ao confinamento em um veículo seguro.

Os defensores dos “direitos dos animais” comemoraram como uma vitória conservacionistas de pouco sensíveis à vida dos homens.

Até a noiva do corredor, Alessia Gregori, defendeu no Facebook, a “boa” ursa dizendo: “O urso fez o que o instinto lhe mandou e o animal certamente não tem culpa”, escreveu.

Mas o governador não julgou com base numa “culpa” que, aliás, o animal não pode ter pois não tem alma. Mas pensou nas próximas vítimas que podem vir com esse animal feroz solto.

Nesse caso a culpa deveria ser posta naqueles que o deixaram matar segundo seu instinto já sabidamente propenso a matar seres humanos.

Andrea Papi era corredor e trinava na floresta
Andrea Papi era corredor e trinava na floresta
O grupo italiano LAV disse pretende impedir a transferência da ursa para a Romênia onde teria um refúgio em que ela poderá viver o restante de sua vida em paz.

O medo paira sobre Trentino, outrora sossegado: o que fazer com o crescente número de ursos-pardos-europeus que vagueiam pela região e que nos anos recentes cometeram uma série de ataques contra humanos?

No mês de março (2023) anterior à morte de Papi, um outro urso já tinha atacado um homem perto da Comuna de Malè, causando-lhe ferimentos nos braços e na cabeça.

Em 2020, a ursa da polemica também fez uma série de ataques não fatais, incluindo contra dois homens que escalavam o Monte Peller, nas Dolomitas.

A associação ecologista de financiamento internacional WWF Itália criticou os políticos por sua campanha “demagógica” contra os ursos.

Só faltou apelar a que sigam atacando e matando se isso lhes dá na telha (pois animal têm inteligência, segundo o Corão do ecologismo radical).


domingo, 29 de junho de 2014

‘Salve o planeta: mate os pássaros’?

Passarinho que virou 'rojão'
Passarinho que virou 'rojão'
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




A frase ‘Salve o planeta: mate os pássaros’ é chocante. Entretanto, está se espalhando nos EUA como uma ironia cheia de fundamento.

Vejamos o que aconteceu, segundo noticiário da Bloomberg:

Os trabalhadores do novíssimo Sistema de Geração de Energia Solar Ivanpah, na Califórnia, passaram a chamar de “rojões” uns objetos que caem do céu soltando fumaça e pequenas chamas. Não são meteoritos nem fragmentos de satélites, mas passarinhos fulminados ou calcinados.

O sistema Ivanpah, no deserto de Mojave, foi inaugurado em fevereiro deste ano (2014) como um projeto de energia alternativa ideal. Ele impressiona por sua extensão e originalidade.

Consiste num conjunto de 300.000 espelhos sistematicamente dispostos numa superfície de 1.416 hectares. Esses espelhos concentram os raios solares em três torres de 140 metros de altura.

Sistema de Geração de Energia Solar Ivanpah, na Califórnia
Sistema de Geração de Energia Solar Ivanpah, na Califórnia

As torres contêm um líquido que quando esquenta movimenta turbinas geradoras de energia. 

A energia elétrica produzida então pode cobrir as necessidades de 140.000 lares, sem emissão de gases estufas ou outros.

A novidade é promissora e deve- se desejar que se aperfeiçoe e se torne uma alternativa válida em volumes de energia e preço.

Mas, no momento atual, é um teste pioneiro de grandes dimensões e altíssimo custo.

Ivanpah também está servindo para patentear o sistema de “dois pesos e duas medidas” do ambientalismo em matéria de licenciamento ambiental.

Quando se trata de empreendimentos que garantem energia barata e abundante, com tecnologias comprovadas e capazes de impulsionar o desenvolvimento ou a expansão civilizatória, o coro “verde”, de mãos dadas com governos “vermelhos”, inferniza a construção, complicando ao infinito o licenciamento ambiental.

Dois pesos e duas medidas nos critérios de impacto ambiental
Dois pesos e duas medidas nos critérios de impacto ambiental
Veja o drama energético do Brasil por causa dessa infernização: “O Brasil super-rico de potencialidade energética tornar-se-á um ‘sem-energia’?”

Porém, esses critérios parecem ter sido aplicados com extrema leniência e imprevidência no caso de Ivanpah, projeto “verde” e “alternativo”.

Se a causa da morte dos pássaros fosse alguma fornecedora de energia clássica, o estrondo midiático “verde” teria sido universal.

Porém, como a morte dos pássaros se deve a um projeto ambientalista, a cumplicidade do silêncio é também universal!

No caso concreto, o problema é que os objetos luminosos atraem os animais, mas neste caso também os fulminam

Detalhe do Sistema de Geração de Energia Solar Ivanpah
Detalhe do Sistema de Geração de Energia Solar Ivanpah

Diversos estudos apontaram que os insetos são atraídos pela luz brilhante dos espelhos da mesma maneira como vão até a luz na porta da casa ou no jardim.

E muitos pássaros que se alimentam de insetos vão atrás deles – como tentilhões, andorinhas e toutinegras, espécies da região. 

Por sua vez, aves predatórias como gaviões e falcões vão atrás dos passarinhos.

Uma criança ou um camponês explicaria isto melhor aos autoproclamados arautos salvadores da natureza. 

Mas esses parecem nunca ter saído de cômodos escritórios e não conhecer muito mais além de seus famosos ‘modelos’ computadorizados da natureza.

Quando os pássaros voam no campo de espelhos, o “fluxo solar” deles, que pode atingir entre 426,67º C 537,38ºC, os torra ou fere gravemente em questão de segundos.

Por vezes os pássaros são incinerados enquanto voam; outras vezes suas plumas são queimadas e eles morrem pelo impacto da queda, ou são devorados por predadores que andam na terra, segundo relatório do National Fish and Wildlife Forensics Laboratory.


Esse relatório diz, por exemplo: “empregados do Ivanpah e do OLE (Office of Law Enforcement, polícia ambiental do United States Fish and Wildlife Service) informaram que em volta da torre e dentro da área da luz solar redirecionada, ‘rojões’ de fumaça aparecem quando algum objeto entra na área...

“Quando membros do OLE visitamos a planta solar de Ivanpah, observamos muitos eventos ao estilo do rojão... Membros da equipe OLE observaram pássaros entrando no “fluxo solar” e pegando fogo, e em consequência virando ‘rojões’”.

Na ocasião, foi registrado um ‘rojão’ em cada dois minutos, informa ainda a Bloomberg.

O relatório também menciona outras estações de energia solar da Califórnia que não usam esses espelhos, mas os mais conhecidos paneis solares.

Não é Meca no sentido muçulmano, mas sim no sentido ambientalista: critérios 'sagrados' passam por cima dos 'princípios' ambientalistas
Não é Meca no sentido muçulmano, mas sim no sentido ambientalista:
critérios 'sagrados' passam por cima dos 'princípios' ambientais
Também ali os pássaros são atraídos pelos paneis, como fazem em inúmeras casas e prédios. Mas só em Ivanpah eles entram em ignição em pleno voo.

A NRG Energy Inc., que opera Ivanpah, tentou minimizar os fenômenos dizendo que a instalação é nova e que a empresa precisa coletar mais ocorrências para formular sua defesa. Antes disso seria prematuro opinar.

No caso das geradoras de energia tradicional, como Belo Monte, tem que demonstrar a priori que não produzirão danos ambientais.

Neste caso, que morram os pássaros. O dogma verde quer que as “energias alternativas” prevaleçam, ainda que morram os pássaros e os humanos fiquem sem eletricidade, aconteça o que acontecer.