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quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Ignorância ou fraude nos exageros ambientalistas sobre o derretimento do Ártico?

Washington Post 2-11-1922

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




A toda hora, a mídia sensacionalista e ativistas do apocalipse ecológico espalham descabidas focalizações e conclusões a respeito do derretimento do Ártico.

A tendência é bem conhecida e preconcebida: bloquear o progresso e reduzir a civilização ocidental, com o argumento de que eles levam o planeta a um colapso fatal.

Para esses propagandistas, seria bem interessante lerem a seguinte notícia sobre o derretimento do Ártico veiculada pelo Washington Postem 2 de novembro de 1922!!!

Ela reproduz um despacho da Associated Press. Matéria semelhante porém bem mais extensa fora publicada pela Monthly Weather Review de 10 de outubro daquele remoto ano.

As matérias patenteiam que o degelo do Ártico não é novidade, e confortam a posição científica de estarmos diante de ciclos de oscilação térmica ainda insuficientemente conhecidos.

Portanto, nada de catastrofismo nem de fim do mundo como quer fazer certa ideologia ecologista, empenhada, como o transato comunismo, em arrefecer e afogar a cultura ocidental.

A notícia foi recuperada por John Lockwood na Livraria do Congresso e foi objeto de matéria no Washington Times de 14 de agosto de 2007.

Também foi comentada em diversos blogs e algumas poucas colunas jornalísticas (cfr “Correio do Povo, 29/6/2008).

Catastrofismo ecológico midiático a respeito do  Ártico Porém, a grande mídia abafou e deixou a maioria dos brasileiros na ignorância do achado.

Eis uma tradução do recorte do Washington Post:


The Washington Post, 2 de novembro de 1922


O Oceano Ártico esta esquentando; as focas desaparecem e os icebergs derretem

Associated Press

O oceano Ártico está esquentando, os icebergs estão ficando cada vez mais escassos e, em alguns lugares, as focas estão achando as águas quentes demais, de acordo com um relatório para o Departamento de Comércio, enviado ontem pelo cônsul (George Nicolas) Ifft a Bergen, Noruega.

Relatos de pescadores, caçadores de focas e exploradores, afirma o relatório, todos eles apontam uma mudança radical das condições climáticas e até agora inauditas temperaturas na zona do Ártico. Expedições de exploradores relataram que muito pouco gelo foi encontrado, e com dificuldade, em latitudes tão ao norte como 81º 29’.

Sondas mostraram que numa profundidade de 3.100 metros a Corrente do Golfo está ainda muito quente. Onde havia grandes massas de gelo agora pode se ver terra e pedras, continua o relatório, enquanto em muitos pontos glaciares bem conhecidos desapareceram inteiramente.

Encontram-se muito poucas focas e peixes brancos no Ártico oriental, enquanto que vastos cardumes de arenques e eperlanos, que nunca antes tinham se aventurado tão ao norte, estão sendo encontrados em antigas áreas de caça de focas.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Arqueólogos e lingüistas revelam civilização urbana no Alto Xingu, Amazônia

Ciudades amuralhadas no alto Xingu, Amazônia

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Após dez anos de pesquisas arqueológicas no Alto Xingu, cientistas do Brasil e dos EUA constataram que, antes de Colombo, os índios da região moravam em conglomerados comparáveis a algumas cidades da Grécia ou da Idade Média.

Há 2.000 anos, essas cidades de até 50 hectares tinham muros, praças e centros cerimoniais e estavam ligadas por uma densa rede de estradas.

Seus habitantes desmatavam, construíam canais, tinham roças, pomares, tanques para criar tartarugas, pescavam em larga escala e faziam uso contínuo e sistemático da terra.

Cidades amuralhadas na AmazoniaAs conclusões foram publicadas pela reputada revista “Science”.

Na região amazônica de Beni, Bolívia, arqueólogos tinham observado desde avião o traçado de canalizações e divisórias de roças muito bem definidas, além das intrigantes "terras negras" fruto da adubação. Os trabalhos eram, porém, muito hostilizados pelos ambientalistas .

Segundo o escritor científico Charles C. Mann, autor de "1491", livro que ganhou o prêmio da U.S. National Academy of Sciences para o melhor livro do ano (2005), os ambientalistas temiam que o trabalho científico trouxesse um desmentido ao "prístino mito". Segundo este mito ideológico e teológico os índios antes da descoberta e evangelização de América viviam numa terra edênica.

1491, Charles C MannMas os índios são seres humanos e é natural que façam o que os homens fazem e sempre fizeram: construir casas, cidades e estradas, plantar, criar animais para se alimentar e para se vestir.

Muitas das observações já haviam sido parcialmente publicadas, fotos podem se obter na Internet.

O antropólogo Carlos Fausto, do Museu Nacional foi um dos principais pesquisadores no Alto Xingu junto com a lingüista Bruna Franchetto, também do Museu Nacional e o arqueólogo americano Michael Heckenberger, da Universidade da Flórida.

Para este último, o planejamento urbano amazônico pré-Colombo era mais complicado que o da Europa medieval. Ele incluía “uma distribuição geométrica precisa” segundo Fausto.

Ficou provado que a Amazônia pré-colombiana viu florescer remarcáveis concentrações urbanas. Na plenitude de sua expansão, a civilização do Xingu foi povoada por 50 mil habitantes, dotados de autoridade política e religiosa que governava as cidades menores a partir das principais.

Antigas roças, Beni, BoliviaAs estradas podiam ter entre 20 e 50 metros de largura e foram identificadas algumas com 5 quilômetros de extensão. Para atravessar alagamentos foram construídas pontes, elevações de terreno e canais para canoas.

Também foram apontadas barragens e lagos artificiais, outra realidade detestada pelo fanatismo tribalista-ambientalista.

Os pesquisadores detectaram perto de 15 grupos principais de aldeias, espalhados numa superfície de 2 milhões de hectares.

As tradições orais dos índios kuikuro que habitam na região orientaram as pesquisas e foram confirmadas pelos achados: existiram civilizações política, religiosa, econômica e culturalmente definidas. “Os kuikuros têm um nome para cada uma das aldeias”, contou Fausto.

O arqueólogo Heckenberger, autor principal do estudo, sublinha que aquilo que até agora se achava ser “uma floresta tropical virgem”, de fato é uma região altamente influenciada pela ação humana. E eis que também o mito de uma floresta intocada revela ser mais outra sonho arbitrário do esquerdismo católico, influenciado pelo estruturalismo e o marxismo anti-cristãos.

Canais para agricultura, Baures, BoliviaOs trabalhos no Alto Xingu e no Beni visaram apenas a ciência. Porém, apurando a verdade deram um soberano desmentido ao mito ambientalista e comuno-tribalista, segundo o qual seria próprio à cultura dos índios da Amazônia viverem como selvagens, nus, vagueando pelo mato, sendo por natureza incapazes de constituir uma civilização.

A partir de dados científicos pode se sustentar com tranqüilidade que a lamentável situação em que vivem certos índios não é nenhuma fatalidade cultural, mas sim uma decadência de uma cultura mais alta.

Obviamente, esta constatação é um convite a ajudar esses índios a se recuperarem inclusive do ponto de vista civilizatório. E é um estímulo caritativo à evangelização deles, ponto de partida para uma cultura cristã e genuína, obviamente brasileira.