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sábado, 19 de dezembro de 2009

Fracasso da Conferência de Copenhague

O pano desceu, o show acabou. Os chefes de Estado e governo de 119 países dispersaram-se em desordem.

Nem ficaram para tirar a “foto de família” de praxe invariável nestes eventos.

Copenhague, que costuma ter temperaturas mitigadas em tempo de Natal, via o frio e a neve baterem recordes.

No auge da luta contra o “aquecimento global”, Obama anunciou que precisava voltar de pressa porque uma formidável nevasca avançava sobre Washington.

E, de fato, no vídeo da chegada na base Andrews da Força Aérea, mal se discerne o poderoso Air Force One taxiando no terminal.

Não faltaram, e até foram muitos os comentários em sites americanos, sobre a coincidência da tempestade e da frustração do projeto insano da reunião de Copenhague. Como se a mão de Deus tivesse parte...


Os presidentes Obama e Lula, mais os representantes da China, Índia e África do Sul consensuram um texto de duas folhas e meia que, quando apresentado ao plenário, foi vaiado por boa parte dos presentes.

A reunião que deveria ter terminado às 15 hs da sexta-feira alastrou-se até o amanhecer de sábado.

No fim nem hot-dog havia para comer, e os ativistas das ONGs estrebuchavam de furor pelo fracasso espetacular da reunião.

Desde Cuba, Fidel Castro tripudiou contra os “ricos”, fazendo um defasado duetto com a ardida mas infrutífera arenga final do presidente Lula.


Quase pedindo perdão pelo fiasco o presidente dinamarquês da assembléia rogou aos presentes que concordassem pelo menos em “tomar conhecimento” do texto. Isto feito, de madrugada a reunião foi extinta, sem documento final.

Acabou tudo?

É pouco provável. Não estamos diante de uma onda razoável, mas sim diante de uma estranha "religiao", sem Deus e com socialismo.

Já há novos encontros programados para 2010 visando resolver o impasse.

Mas, o mundo civilizado e não-socialista respira aliviado e se prepara para passar o Natal com esse pesadelo afastado, ainda que temporariamente, da Terra.

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Babel do Clima: confusão das línguas e “luta de classes”


Tínhamos a intenção de, ao longo da Conferência de Copenhague, ir postando apanhados das informações relevantes publicadas na Internet e na imprensa escrita de São Paulo.

Para nossa decepção, isso tornou-se impossível. Não por falta de informação, mas pelo caos e balbúrdia que domina essa Conferência.

Enquanto redigíamos este post recebíamos mais uma notícia neste sentido cujo titular é: “Copenhague dominada pela tensão em um ambiente de caos”, da AFP. O conteúdo batia na tecla de muitos outros despachos de imprensa:
 “os ministros trabalham num ambiente caótico para esboçar um acordo mundial contra o aquecimento climático. No reinício das conversações em sessão plenária, a Índia denunciou o clima de caos reinante, Tuvalu comparou a conferência ao Titanic e o Brasil protestou à presidência dinamarquesa porque o chefe de sua delegação ficou preso nos controles de segurança. Pelo menos 170 pessoas foram detidas durante a manhã nos arredores do Bella Center, sede da Conferência da ONU. A estação de metrô junto ao centro de conferências está fechada e restrições foram impostas à entrada de representantes das ONGs.”


Na realidade, esse caos mental e seus subprodutos de desordem eram inevitáveis.

Afinal 22.000 pessoas concentradas enquanto lá fora faz um frio excepcional para discutir um “aquecimento global” que ninguém sabe ao certo no que é que consiste só podia dar em confusão.

Um exemplo disso. Recém chegada a Copenhague para chefiar a delegação brasileira na COP-15, Dilma Rousseff, ministra da Casa Civil, declarou na abertura de um evento sobre a Amazônia que “o meio ambiente é um obstáculo ao desenvolvimento sustentável.”

“O meio ambiente é um obstáculo ao desenvolvimento sustentável”: ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Foto de novembro, após reunião com presidente Lula sobre Conferência de Copenhague Foto Antônio Cruz-ABr


Tal vez tentando uma cortesia para nosso ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, Dilma disse que um dos programas dos quais o ministro falava não tinha “nada a ver” com o que fora perguntado.

O governador José Serra (PSDB-SP) e a senadora Marina Silva (PV-AC) propuseram que o Brasil contribuísse com US$ 1 bilhão para um fundo de combate à mudança climática. Mas a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) reagiu: “US$ 1 bilhão não faz nem cosquinha”.

É verdade que ao lado das cifras mirabolantes que estão em jogo em Copenhague “US$ 1 bilhão não faz nem cosquinha”, mas também é muito verdadeiro que é muito dinheiro ‒ pelo menos para quem não freqüenta os salões políticos. Esse bilhão em mãos honradas poderia trazer muito alívio a muitos necessitados no País, em vez de gastá-lo num infrutífero “combate à mudança climática”, i. é, as sempre instáveis chuva e bom tempo.

A senadora Marina Silva (PV-AC) teve propósitos genéricos não menos remarcáveis. “Acho que é uma causa tão nobre salvar o planeta”, disse ela.

Realmente seria algo muito nobre se a salvação dependesse do homem. Mas a realidade primária mostra que o homem precisaria atingir uns patamares de auto-grandeza inimagináveis para poder “combater a mudança climática”, e ainda por cima “salvar o planeta”.

Sem dúvida, um pouco de ordem e inteligência no governo dos países poderia trazer melhorias importantes à vida no planeta que todos desejamos.

Mas nessa confusão e auto-elevação às nuvens das própria capacidades que domina a reunião de Copenhague, nada de positivo ou realista pode sair.

A senadora agiu de modo mais congruente participando em eventos do Klimaforum, assembléia paralela que reúne os líderes “verdes” do mundo. Em torno do Klimaforum montam-se as badernas que estão assolando a cidade e provocado centenas de prisões.

Nesses ambientes “aquecidos” pelo radicalismo ou fanatismo, haveria ao menos alguma coerência ou “consenso” sobre o famigerado “aquecimento global” que é o ponto de partida desta universal confusão das línguas?

Lord Monckton ‒ no nosso blog podem-se encontrar muitas de suas posições ‒ entrevistou britanicamente ativistas de Greenpeace nas ruas.

É até engraçado. Ele fez perguntas sérias, ponderadas, científicas e os ambientalistas não foram capazes de responder à mais simples das indagações!

Ignorância, asneiras, e na maior parte dos casos silêncios perplexos... As cenas são de sair do sério, por isso preferimos reproduzir o clip a continuação.

Se seu email não visualiza corretamente os vídeos embaixo CLIQUE AQUI



O Commitee for a constructive tomorrow entrevistou manifestantes comunistas que pediam “salvar o planeta”. Neste caso, as respostas foram pelo menos coerentes: a grande preocupação é liquidar o capitalismo e implantar o socialismo ou o comunismo com o pretexto do “aquecimento global”, “salvação do planeta”, etc.



E aqui apalpa-se o fundo da Babel de Copenhague: um cenário em que a velha luta marxista de classes de “ricos contra pobres” renasce sob vestes de ambientalismo.

O vermelho de Lenine tingido de verde; a “vanguarda do proletariado” bancando de “ambientalismo”; a luta contra o burguesia em nome da redução das emissões de CO2; e a determinação política de destruir a ordem ocidental...

Bem disseram os Prof.s Luiz Carlos Molion e Evaristo Eduardo de Miranda no Canal Livre: em Copenhague não se discute ciência alguma, mas política.

Porém, lá está se jogando o futuro do mundo. Não o do clima que vai continuar com seus ciclos próprios independentes da atividade humana.

O que está se jogando é o governo dos homens que amanhã podem acordar sob uma ditadura do tipo soviético ou cubano ‒ entre nós com um condimento de CEBs e Teologia da Libertação ‒, porém pintada por fora de verde.

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Cúpula do clima: pecuária “grande vilã” do ‘aquecimento global’, embora não haja provas


A 15ª Conferência sobre Mudanças Climáticas (COP-15) está se mostrando cada vez mais vazia de realidade e cada vez mais cheia de golpes de propaganda, ideologia e ‘religião’.

Corre largamente que a Conferência pode não chegar a nenhum resultado prático e dar num fracasso. Nesse caso os participantes emitiriam uma declaração de princípios para paliar a falta de compromissos juridicamente vinculantes.

Ao mesmo tempo, remitiriam para uma próxima reunião, tal vez em 2010, a tentativa de impor uma canga às nações.

Porém, não é de se excluir um “salto no vazio” com propostas utópicas, mais ou menos irrealizáveis que semeiem o caos nas relações entre os países.


Neste caso seria o triunfo de uma ‘religião’ cega aos dados da natureza, mas cheia de ojerizas contra a civilização ocidental.

A pecuária brasileira é uma “vítima” apontada antes mesmo de se definir o “crime”.

“A pecuária começa a se tornar uma grande vilã” da emissão de CO2 e do aquecimento global, afirmara Marcelo Galdos, do Cena (Centro de Energia Nuclear na Agricultura), instituição ligada à USP .

Os promotores da campanha contra a pecuária lidavam até pouco com os dados oficiais que não falam nesse sentido. Mas, isso já estava mudando antes da Cúpula do clima de Copenhague.

O petismo interessa-se por essa cimeira pois percebe o potencial anti-propriedade privada contido no cientificamente desclassificados “aquecimento global” e “catástrofe climática”.

Até não muito, o vilão nº1 nacional era o desmatamento. O ecologismo ideologizado não cessa de atacá-lo, mas agora o inclui no cômputo dos efeitos “aquecedores” da pecuária.

As críticas à indústria, que foi a que mais cresceu em termos de produção de gases-estufa (73,6% entre 1994 e 2005, cifra irrelevante a nível planetário, ou mesmo nacional) estão sendo poupadas. “Cuidado com os números”, desculpou Galdos, “mesmo com o crescimento, em termos absolutos, o peso industrial ainda é baixo.” O ataque concentra-se contra o agronegócio.


O Ministério do Meio Ambiente ignora o peso real da agropecuária nas emissões brasileiras. Numa apresentação feita ao presidente Lula, para tentar alinhavar uma proposta para a reunião do clima em Copenhague (Dinamarca), a importância das emissões de CO2 da agropecuária foi considerada estável no período que vai de 1994 a 2020.

Ficou assim impossível propor uma meta em contato com a realidade para diminuir as emissões da pecuária e da agricultura apresentável na Cúpula do clima. Porém, política é outra coisa.

Primeiro, em Londres, o presidente Lula anunciou que o País não apresentaria metas quantificáveis. Porém, após EUA confirmar que tampouco apresentaria números, uma decisão política levou o presidente a propor cortes de 36,1% e 38,9% das emissões brasileiras mas em relação a projeção feita para 2020. Com isso tentou se posicionar como líder salvador do planeta e apontar com o dedo as grandes potências.

A hesitação de Obama fez pensar que a posição americana mudaria, e a posição do presidente brasileiro pareceu se encolher. Encontrou-se com a chanceler alemã e os dois concordaram que não sairia tratado vinculante, e desde então ficou em silêncio. Por agora...

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Cúpula do clima: CO2 não determina aquecimento e muito discurso em Copenhague é demagogia, diz Prof. Molion


O professor Luiz Carlos Molion, representa a América Latina na Organização Meteorológica Mundial, é pós-doutor em meteorologia, membro do Instituto de Estudos Avançados de Berlim, e leciona na Universidade Federal de Alagoas.

Ele declarou em entrevista para Terra Magazine que as reduções de emissões de carbono propostas pela 15ª Conferência das Partes sobre o Clima (COP-15), não influenciarão o clima mundial. "O gás carbônico não controla o clima global", garante.

Molion estuda o clima desde 1970. Para mostrar a fragilidade do que se apressa em chamar “consenso científico” ele menciona que quando tirou o doutorado há 35 anos, nos EUA o “consenso” era em torno da idéia de que o mundo estava numa Era Glacial.

Eis alguns excertos da entrevista:

Qual a opinião do senhor sobre as movimentações em torno da Conferência do Clima?

Essas reduções de emissões de carbono não vão produzir efeito nenhum no clima. O gás carbônico não controla o clima global. Isto já foi demonstrado com pesquisas feitas no que nós chamamos de paleoclimatologia, em que se tenta reconstruir o clima passado, com base nos cilindros de gelo da estação de Vostok, na Antártica.


Ocorreu forte aquecimento entre 1925 e 1946, e nessa época, o homem lançava na atmosfera menos de 10% do carbono do que lança hoje. Então, aquele aquecimento, que é ainda maior do que esse atual, na realidade foi explicado por fenômenos naturais.

Todos os recordes de temperatura nos Estados Unidos, que têm uma série de dados bastante longa, ainda são daquela década de 1930.


Como seria mais seguro medir as temperaturas mundiais?

Tem um sistema a bordo de satélites que leva a sigla MSU, um sensor de microondas que existe desde 1968. Ele indica que, nesses 30 anos passados, não há um aumento significativo de temperatura. Houve um aquecimento entre 77 e 99, que coincide com o aquecimento do Oceano Pacífico Tropical. Os oceanos são grandes controladores do clima, em particular o Pacífico, porque ele sozinho ocupa 35% da superfície terrestre. Então, quando ele se aquece, o clima também fica mais quente: A atmosfera, o ar, é aquecido por baixo, as temperaturas mais elevadas estão próximas da superfície.


Desde 1999, o Oceano Pacífico esfria. Hoje, não só monitoramos os oceanos, mas existem mais de 3.200 boias à deriva e mergulhadoras. Elas mergulham até 2.000 metros de profundidade, se deslocam com a corrente marinha e nove dias depois elas sobem, e passam os dados para o satélite.

Esse sistema mostra que os oceanos, de maneira geral, estão esfriando nos últimos seis, sete anos. E, nos últimos 10 anos, a concentração de CO2 continua subindo.

Mas há uma sensação de que existem muitas mudanças climáticas ocorrendo no mundo...

Não. O que acontece é que hoje, a população está mais vulnerável aos fenômenos meteorológicos. Na realidade, os fenômenos intensos sempre ocorreram no passado. Por exemplo, a maior seca do nordeste foi em 1877 até 1879. O furacão americano mais mortífero foi no Texas em 1900.

Aliás, a quantidade de carbono lançada pelo homem é ínfima, é irrisória, se comparada com os fluxos naturais dos oceanos, solo e vegetação. Para atmosfera, saem 200 bilhões de toneladas de carbono por ano. O homem só lança seis.

Qual a incerteza que nós temos nesses ciclos naturais? É de 40 bilhões de toneladas para cima e para baixo. Ou seja, existe uma incerteza de 80 bilhões que é oito vezes maior que o que o homem lança na atmosfera. Não tem como se controlar o carbono. E se controlar, se reduzir as emissões, não haverá impacto nenhum no clima.

O clima hoje deixou de ser um problema científico, ele é um problema político-econômico.

Mas a China não seria a única a reduzir, os EUA também reduziriam...

Para os países subdesenvolvidos e emergentes, excetuando-se o Brasil, reduzir significa gerar menos energia elétrica. Em muitos países só tem carvão mineral e petróleo para gerar energia. Eu não quero dizer com isso, que nós devemos sair por aí depredando o meio ambiente, tem que haver mudanças de hábito de consumos, mas as emissões de carbono não são o caminho correto.

Quem fabricou esse consenso?

Não existem consensos na ciência, ciência não é política, é experimentação.

A ciência progride pelos contras que vão surgindo. Se você tem uma teoria e mostra que ela vale, e se surge um único experimento que diz o contrário, então você tem que repensar toda a teoria.

Consensos são políticos, cientificamente eles não existem, cientificamente existem experimentações.

Então porque a impressão do consenso?


Existe uma trama por detrás disso tudo. Países como os do G7. Eles já não dispõem de recursos naturais, recursos energéticos. Por outro lado, eles não querem perder a hegemonia.

Os pesquisadores que vão de encontro a esse "consenso" sofrem algum tipo de represália?

Sim, mas isso é normal. A gente é perseguido, taxado como um indivíduo desatualizado e tem mais dificuldade de conseguir verba para pesquisa. Mas, de todas as pessoas que estão aqui no Brasil, talvez eu seja o climatologista mais sênior. Estudo clima há setenta anos e conclui meu doutorado há 35 anos, nos Estados Unidos.

No período que eu fazia meu doutorado, o clima estava tão frio que o "consenso" da época era que nós estávamos entrando numa Era Glacial. O clima é muito complexo e jamais poderia ser dominado pelo CO2. Ao contrário, o CO2 é resultante do aumento da temperatura, quando a temperatura aumenta os oceanos liberam mais CO2.

É, mas não da maneira correta. Quando você olha para os livros didáticos das crianças, diz lá que o homem está destruindo a camada de ozônio, que a Terra está se aquecendo, que o nível do mar vai subir... Isso está errado!


O que nós estamos fazendo? Educação ou lavagem cerebral? Na minha opinião, olhando todos os indicadores climáticos, nós vamos ter um resfriamento climático nos próximos vinte anos. O que vai acontecer com essa criançada quando eles perceberem que, ao invés de aquecer, está esfriando, e que esse esfriamento é muito pior para a humanidade?

Neve e gelo no porto de Marselha, 2009

Os países parecem dispostos a fazer acordos de redução em Copenhague...

É um discurso que não vai adiante. À medida em que a população aumenta, há a necessidade de mais energia elétrica, se a gente quiser incluir esse pessoal em uma sociedade que viva adequadamente.


Como incluir essas pessoas sem aumentar o consumo? Não existe como. Somos ainda muito dependentes dos combustíveis fósseis. Acho que vai ter muito discurso em Copenhague, vão fazer muitas promessas, mas são só demagógicas.

Não tem como cumprir essas metas. Se você olhar o Protocolo de Kyoto, a Europa não reduziu absolutamente nada, ao contrário. Conversa é conversa, na prática, não há como fazer isso.

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domingo, 6 de dezembro de 2009

Chefe do IPCC propõe radical inversão dos costumes ocidentais


Na véspera da cimeira de Copenhague, o presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas ‒ IPCC, Rajendra Pachauri, exigiu radicais mudanças no estilo de vida ocidental para “evitar um desastre global” escreveu “The Observer” de Londres.

Suas exigências, se atendidas, precipitariam o Ocidente num regime de vida miserabilista que tem analogias com a miséria soviético-cubana, ou com a miséria místico-religiosa de “santões” e faquires da Índia. Porém, até os últimos atos “consumistas” seriam espionados, controlados, taxados e eventualmente punidos.

Segundo os exemplos desses “novos valores” por ele fornecidos em entrevista ao “The Observer” , os hóspedes dos hotéis deveriam ter o consumo de eletricidade controlado; pesados impostos deveriam cair sobre as empresas de aviação para dissuadir as pessoas de voar e a água gelada nos restaurantes deveria ser reduzida.

Rajendra Pachauri, não quer apenas uma mudança de costumes na sociedade ocidental mas uma radical mudança de filosofia de vida. Esse seria o único meio de evitar os mal demonstrados malefícios das mudanças climáticas.

‒ Agora precisamos urgentemente de um novo sistema de valores baseado no “consumo sustentável”, disse ele. Hoje atingimos o ponto onde o consumo e o desejo das pessoas de consumir cresceu fora de toda proporção. A realidade é que os nossos estilos de vida são insustentáveis.


Estilos de vida de países pobres favoreceriam o equilíbrio climático

“Eu não entendo por que não pode haver um medidor no quarto dos hotéis para registrar quanto V. consome com o ar condicionado ou aquecimento e depois v. teria que pagar”, explicou. Se esse critério é válido para hotéis, depois será válido para os locais públicos, de trabalho, e por fim, para a intimidade do lar. O consumo de cada cidadão será objeto de espionagem e controle incessante do Estado “verde”.

“Com mudanças deste tipo, poder-se-ia obter que o pessoal comece a medir seus atos consumistas”.

Pachauri também propôs que os governos taxarem as viagens aéreas para obter subsídios pesados que sejam aplicados em outras formas de transporte. Ele deplorou que as pessoas ainda façam a “opção irracional” de voar em trechos curtos. Deve se recorrer a taxas para desencorajá-las, acrescentou. Percursos como a "ponte aérea" São Paulo-Rio seriam especialmente atingidos.


Pachauri causou polêmica no ano passado, defendendo, em uma entrevista ao jornal Observer, que as pessoas devem comer menos carne por causa dos níveis de emissões de carbono associadas com a criação de gado.


Churrasco seria inimigo do clima do planeta


Ele também disse acreditar que o uso de carros deverá ser “reprimido”: “Acho que certamente podemos manipular os preços para regular o uso de veículos particulares”.

Pachauri atacou o costume de alguns restaurantes que oferecem água gelada aos clientes sem estes solicitarem. É apenas um esbanjamento enorme”, ele disse.

Em última análise, Pachauri disse que a necessária mudança de valores levará uma geração para acontecer.

“Acho que (...) os adultos foram corrompidos por causa dos caminhos que percorremos há anos.” Um argumento estranho aos estilos próprios do mundo científico, e mais próprio de Pol Pot e os khmers rouges...

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sábado, 5 de dezembro de 2009

Climagate: ONU promete investigar. Cientista espanhol diz que opinião pública foi ludibriada. A Babel do clima

O Dr. Gabriel Calzada, presidente do Instituto Juan de Mariana, professor da Universidade Rey Juan Carlos declarou a “El País”  que o “Climagate” “é um caso claro de corrupção científica. A opinião pública foi enganada. Isso não quer dizer que não haja aquecimento e que outros cientistas sérios possam ter razão. Porém, cai por terra a versão alarmista da mudança climática, que oculta que nos últimos 11 anos não houve aquecimento e [a fraude] do gráfico do taco de hóquei”.

Para “El País”, o “Climategate” foi tão longe que paira sobre a Conferência de Copenhague. Pois, observa o jornal, “se o aquecimento é falso e se a mão do homem não tem nada a ver, para o quê o mundo gastará bilhões trocando o sistema energético para reduzir as emissões de gases estufa?”

De que jeito fica o IPCC, criado pela ONU para atualizar o estado do conhecimento da mudança climática?, indaga o jornal porta-voz do socialismo espanhol. “Uma coisa é que alguns cientistas tenham agido pouco eticamente ou que utilizem expressões pouco adequadas. Mas uma coisa muito diversa é um caso que abala décadas de investigação”, acrescentou.

Num debate organizado em Madrid pelo muito oficial Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), o oceanógrafo Carlos Duarte fez a apologia do “aquecimento global”, sendo abertamente contestado pelo Dr. Miguel Losada, do Centro Andaluz de Meio Ambiente, da Universidade de Granada.

Losada, se apoiando em Einstein ‒”temos que fazer as coisas do modo mais simples, mas não mais simples do que necessário” ‒ desqualificou “o excesso de zelo que consiste em dizer que a mudança climática se deve ao CO2”.

Por sua parte, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas ‒ IPCC, da ONU ordenou investigar se os cientistas envoltos no Climagate manipularam as informações sobre o aquecimento global, informaram diversos órgãos da imprensa como o "Times" de Londres e "La Nación" de Buenos Aires. E, com menor destaque, alguns do Brasil.

O caso é delicado pois o IPCC é grande suspeito no caso, e uma investigação por ele conduzida poderá ser facilmente contestada ou ainda incriminada de parcialidade.

O chefe dos negociadores da Arábia saudita, Mohammad Al-Sabban (foto), disse à BBC que o Climagate terá “profundo impacto” na reunião de Copenhague. Segundo ele, o material hackeado sugere que a mudança climática não tem causa humana.

Mas a voz da Arábia Saudita é pouco respeitada e acusada de encobrir interesses do lobby do petróleo.


O panorama assemelha-se à da confusão das línguas na Torre de Babel.

E a confusão está no próprio ponto de partida: não há provas claras de que exista o tal “aquecimento global antropogénico”.

Construir um acordo formidável sobre essa incerteza básica, como aliás pretende-se, ou pretendia-se, fazer em Copenhague, equivale a construir um castelo sobre uma montanha de areia.

Se se fizer esse castelo, os adversários da ordem civilizada serão os únicos vencedores, pois eles já poderão antever o dia da queda da nossa civilização.

É urgente impor um freio a esses absurdos, fazer uma pausa prudente e trabalhar sobre dados solidamente fundados na realidade. Copenhague pode esperar ou ser esquecida para sempre se assim for melhor para o futuro da humanidade.

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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Copenhague não pode tomar decisões com base em falsidades, diz colunista


Na “Folha de S.Paulo”, o colunista João Pereira Coutinho fez observações oportunas a propósito do "Climategate" e a Conferência de Copenhague. Eis alguns excertos:

Aquecimento global não é coisa certa

Aquecimento global? Talvez exista. Variações climatéricas fazem parte da nossa história na Terra. Aliás, da nossa Pré-História. A questão está em saber se o aquecimento global é produto da ação humana e, em caso afirmativo, se repousa nas mãos dos homens a chave para salvar a nossa vida coletiva.

Acompanho os debates. Leio com interesse. Pondero. Uma única certeza: não existem certezas.

Um conselho: não transformar o aquecimento global em nova religião da humanidade. Não é fácil, eu sei: com o declínio das teologias tradicionais no Ocidente cristão, os homens sempre se apressaram a preencher o vazio ideológico com causas redentoras.

Utopia verde substitui utopia marxista vermelha

O marxismo foi uma delas, com a sua promessa de substituir o reino de Deus pelo reino do Proletariado.


Com a falência da utopia vermelha, veio a utopia verde. E com vantagens: o aquecimento global oferece, em linguagem “científica”, algumas das pragas bíblicas mais entranhadas na consciência comum. Basta ouvir os catastrofistas para imaginar glaciares que derretem, águas que sobem. Só falta mesmo Noé e a arca.

O meu conselho final seria deixar para a ciência uma discussão que é sobretudo científica. Acontece que a ciência dá sinais de manipulação e fraude. O sistema informático da Universidade de East Anglia foi atacado por “hackers” que divulgaram na internet cerca de mil e-mails e 3.000 documentos da reputada Unidade de Pesquisa do Clima.

Revelações do “Climategate” são assustadoras

Infelizmente, as revelações são assustadoras (para dizer o mínimo).

Lendo os e-mails, cuja autenticidade não foi desmentida, encontramos “cientistas” que, em nome da sua “cruzada”, manipulavam os dados para garantir um quadro de indesmentível aquecimento; que recusavam o acesso de outros cientistas às suas investigações (alegando, por vezes, perda ou destruição de dados); e que conspiravam para impedir a publicação de ensaios “céticos” sobre o aquecimento global em revistas da especialidade.

Conferência de Copenhague viciada pela base

E agora? Agora, o mundo prepara-se para reunir em Copenhague e garantir uma redução de 50% nas emissões de CO2 até 2050, tendo como referência os valores anteriores a 1990.

Não vale a pena repetir as consequências econômicas desastrosas que uma medida dessas teria para todos os envolvidos, e em especial para os países em vias de desenvolvimento: o uso de energias mais caras e “limpas” condenaria largas parcelas da humanidade a novos ciclos de pobreza, fome e doença.

Cientistas falsários precisam fazer limpeza

O problema é mais básico e urgente: confrontados com um escândalo científico dessa proporção, qualquer decisão política e econômica sobre o aquecimento global antropogênico não pode ser tomada com base em falsidades.

Antes de limpar o mundo, o mundo deveria exigir que os cientistas limpassem as suas cabeças primeiro.

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Climagate: chefe das atividades suspeitas renuncia mas polêmica não pára

O professor Phil Jones, diretor da Climatic Research Unit ‒ CRU, da Universidade de East Anglia, que está no olho do furacão do Climagate, pediu afastamento temporário enquanto procedem as investigações, informou o site da Universidade.

O reitor de East Anglia, professor Edward Acton, justificou a saída para garantir que o CRU possa continuar operando normalmente.

A importante Universidade anunciou também que disponibilizou mais de 95% dos dados do CRU sobre clima e temperaturas para “pesquisadores do clima, céticos e público”, como se os “céticos” não incluíssem muitos pesquisadores do clima, e até com grandes serviços prestados.

Houve numerosos pronunciamentos de um lado e outro. Os professores Trevor Davies, pró-reitor da Universidade, Phil Jones e o próprio CRU emitiram comunicados visando justificar suas atividades, agora fortemente impugnadas.

A Pennsylvania State University anunciou a abertura de uma investigação sobre a conduta acadêmica de Michael Mann, diretor do Earth System Science Center, da instituição, informou o “Washington Times” . Mann é um dos nomes mais suspeitos no "Climagate".

Para o “Washington Times” há dúzias de pesquisadores de outras instituições envolvidos no escândalo pela suspeita de queima de provas e destruição de trabalhos que tirariam relevância ao controvertido “aquecimento global”.


Nos EUA, o senador James M. Inhofe (republicano, de Oklahoma, foto), Membro do Comitê do Senado sobre Meio Ambiente e Obras Públicas, pediu a abertura de audiências sobre as revelações dos comprometedores e-mails entre alguns dos mais proeminentes climatologistas promotores da idéia do “aquecimento global antropogénico”.

Segundo o protocolo assinado pelo senador “os e-mails fraudulentos poderiam revelar a manipulação de dados importantes utilizados pelo Global Change Research Program dos EUA e do IPCC”.

Inhofe focou: “por exemplo, um cientista escreveu ter empregado um 'truque' para 'esconder o declínio" na evolução da temperatura global, e as tentativas visando abafar trabalhos que questionassem o “aquecimento global antropogênico” e para que não apareçam nos relatórios do IPCC”.


Na Austrália, o Senado recusou um projeto sobre o qual já havia concórdia visando fixar um teto para as emissões australianas de CO2.

A sorpresiva mudança não foi associada ao “Climagate”, mas a uma revolta dos senadores conservadores que faz lembrar a revolta que grassa entre os cientistas ludibriados pelas atividades do CRU e de seus eventuais cúmplices em outros países.

O senador Steve Fielding, (foto) um dos que votou contra o Governo, disse que a votação foi uma vitória do bom senso. “As famílias e as empresas australianas vão respirar aliviadas hoje, sabendo que não serão enforcadas com um imposto enorme”, disse ele.

De fato, a ofensiva em nome do combate ao “aquecimento global antropogénico” na prática estabelece um controle opressivo sobre os cidadãos. Ele fixa impostos e taxas asfixiantes do consumo visando um novo estilo de vida miserabilista, comparado a alguma espécie de religião místico-materialista. (ver declarações de Rajendra Pachauri em coluna ao lado)

É um aspecto da nova cara do comunismo em evolução.

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Conferência sobre Mudanças Climáticas: nada prova que o CO2 seja decisivo, mas fanatismo apocalíptico pode prevalecer


Nada comprova esse papel atribuído ao CO2 no aquecimento e isso explica a cautela tardia do IPCC ao afirmar em seu último relatório (IPCC 2007 - I, pág.10) que “a maior parte do acréscimo da temperatura média global observada desde meados do século 20 é muito provavelmente (very likely) devida ao aumento observado da concentração de gases do efeito estufa: Afinal, é ou não o CO2 o responsável? Gastaram US 50 bilhões e ainda não sabem?

Qual a explicação para o degelo no Ártico, as enchentes e furacões que ocorrem e dizem ser decorrentes do “aquecimento antropogênico” alardeado no filme hollywoodiano do AI Gore?

Há uma decisão da Corte Suprema da Inglaterra e Gales, número 2007/EWHC 2288 Adm. CO/3615/2007 - Caso Stuart Dimmock versus Ministério da Educação - que proibiu a exibição do filme nas escolas, até corrigirem 11 erros graves nele existentes. Na realidade, há 35 erros.

O CO2 gerado por combustíveis fósseis não é o responsável por esses fenômenos, que decorrem de efeitos na escala astronômica e não podem ser controlados pelo homem. Esse gás existe na atmosfera na proporção de 0,28% e até pode contribuir para o aquecimento, mas em escala irrelevante.

Em junho deste ano foi publicada nos EUA a coletânea de estudos que contestam cabalmente, do ponto de vista científico, to­dos os argumentos do IPCC e de seus adeptos: “Climate Change Reconsidered the Report of the Nongovernmental Panel on Climate Change”. Tem 897 páginas e muitas centenas de referências a estudos científicos que fundamentam o que diz.

Ao final, transcreve os nomes de 31.478 cientistas norte-americanos que discordam do IPCC, reunidos em petição promovida por F. Seitz, físico famoso e ex-presidente da National Academy of Sciences e da American Physics Society dos EUA

O Festim de Balthasar é uma conhecida passagem do livro de Daniel e descreve o banquete promovido por Balthasar, rei dos Caldeus e filho de Nabucodonosor. Regado a vinho e pago com dinheiro público, reuniu mil dignitários, cantoras e concubinas.

No meio do festim, surgiram nas paredes sinais estranhos escritos por mão invisível que ninguém soube decifrar. Trêmulo, o rei chamou os sábios e astrólogos, entre eles o profeta Daniel, que interpretou os sinais. Balthasar foi assassinado e substituído por Daniel. O festim em Copenhague terá muito mais dignitários, não será tétrico e será bem mais alegre e inconsequente.

(Fonte: “O Festim”, do Prof. José Carlos Azevedo, “Correio Braziliense” de 1º-10-2009).

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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Conferência sobre Mudanças Climáticas de Copenhague: festim de altos funcionários ignorantes do fato científico

Sob o título “O Festim”, o Prof. José Carlos Azevedo, doutor em Física pelo Massachussets Institute of Technology (MIT) e ex-reitor da Universidade Nacional de Brasília ‒ UnB, publicou clarividente artigo no “Correio Braziliense” sobre as perspectivas da Conferência de Copenhague.

Reproduzimos a continuação a primeira parte desse artigo.

Entre 6 e 19 de dezembro, realizar-se-á em Copenhague a 15ª Conferência sobre Mudanças Climáticas, promovida. pela ONU e coordenada pelo órgão a ela subordinado, o Painel Inter Governamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC na sigla em inglês). De acordo com o portal da conferência na internet, comparecerão delegações de 170 países, muitas ONGs e cerca de 8 mil pessoas.

O objetivo da conferência é definir um novo protocolo para substituir o de Kyoto, que foi assinado em 2007 e terminará em 2012.

Ele estabeleceu metas para reduzir as emissões de gases que seriam poluentes, condição em que incluíram o C02, dióxido de carbono, que não é poluente e é matéria prima de todas as formas de vida existentes, no mundo vegetal e no animal.

O protocolo, além dos alegres encontros nos locais mais aprazíveis do planeta, pagos com dinheiro público, não deu em nada. Por isso, há ne­cessidade de renová-lo.

O dinheiro gasto até agora para provar que o CO2 é o responsável por alterações no clima e promover esses festins é assustador e foi estimado em mais de US$ 50 bilhões.

O IPCC diz que serão necessários recursos maiores, da ordem de US$ 200 bilhões, para continuar em seu esforço hercúleo para salvar a humanidade e manter o nível de CO2, a fim de limitar o aumento de temperatura a 2° C.

Se os países filiados ao IPCC forem acometidos de bom senso, o que é improvável, não derem mais dinheiro e a temperatura aumentar os 2° C ou mais, o que acontecerá? Uma coisa é certa: as plantas crescerão mais e haverá mais alimentos vegetais e animais, para saciar a fome dos pobres e desvalidos que há na Terra.

Qual é o documento científico que prova ser o CO2 gerado pelo homem o vilão do clima? Que prova há que a temperatura da Terra aumenta devido ao acréscimo da concentração de CO2 gerado pelo homem na atmosfera?  

A temperatura medida por satélites meteorológicos está diminuindo há três anos e manteve-se no mesmo nível nos dez anos anteriores.

(Fonte: “O Festim”, do Prof. José Carlos Azevedo, “Correio Braziliense” de 1º-10-2009).

Continua no próximo post


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domingo, 29 de novembro de 2009

Físico francês diz não haver probabilidades de “aquecimento global” e alarmistas montam banzé


Serge Galam, físico no mundialmente conhecido Centre National de la Recherche Scientifique, França, membro do Centre de recherche en épistémologie appliquée (CREA) da também renomeada Ecole polytechnique francesa viu o mundo ruir sobre ele quando ousou dizer com ponderação e ciência verdades que ofendem o alarmismo climático.

Galam publicou seus argumentos no “Le Monde”  maior jornal de Paris e que por certo não pode ser qualificado de “cético” em matéria climática.

Galam trabalha com a Teoria do caos e em nada pode ser associado a um “complotista” ‒ ou partidário de uma rocambolesca “teoria do complô”, escreveu o site Rue89. Ele observou desde 2007 o crescimento de um catastrofismo climático que explora a idéia de o homem ser culpado de um “apocalipse programado” vindouro.

Ele sentiu-se mal à vontade diante da estranha “unanimidade” invocada pelos “catastrofistas”, notadamente do IPCC. É algo incomum nas ciências.

Mas, quando Galam começou a analisar a climatologia e suas provas, constatou que ela ainda não é uma ciência capaz de predições exatas e que suas supostas “provas” não eram outra coisa senão resultados de modelos simulados em computadores. (ver o vídeo embaixo)

Chegado a esse ponto publicou suas conclusões numa coluna no “Le Monde”.

E ali foi a grande surpresa: reações numerosas e violentas vindas de toda parte: de colegas, de amigos, de desconhecidos. “Foi um escarcéu ‒ explicou para Rue89 Pediram sanções contra mim, eu fui atacado no plano moral”.

Galam é autor de “Les scientifiques ont perdu le Nord, Réflexions sur le réchauffement climatique” (Plon 2008) – “Os cientistas perderam o Norte. Reflexões sobre o aquecimento climático”.

Galam, tal vez sem ter a intenção, contradisse “tabus” sagrados de ONGs e certos cientistas e políticos que, em coro, predizem um futuro idêntico baseados na cartilha do IPCC.

“Dizer que com 90% de certeza o homem é a causa da mudança climática equivale a dizer 0% de provas. Pois só conhecemos um planeta e um só clima cujo funcionamento ignoramos. Logo, falar de probabilidades não faz sentido”, explica ele com a simplicidade do estadístico. Ele acresceu que para falar em probabilidades deve se trabalhar em base aos dados climáticos de séculos ou de milênios e não com dados de poucos anos.


Galam pergunta-se até se o Ocidente não estaria a caminho de organizar sua própria perdição, criando um inimigo fantasmagórico que em última análise seria o próprio homem.

“Por trás do consenso [pregado pelo IPCC e alarmistas] lateja o mito de uma natureza ideal, onde a Terra liberada do homem teria um clima que não mudaria. Isso é falso”, disse o cientista.

Galam não teve e não tem nenhum engajamento ou pressuposto político. Ele quer, como todos, afastar a poluição, o esbanjamento dos recursos, o mal-aproveitamento da terra, etc.

Mas, ele adverte: “quando em nome de uma boa causa manipulam-se falsos argumentos, isso dá em catástrofe”. Ele até prevê que o mundo possa chegar a violências internacionais em que alguns países quererão impor a outros ‒ como o Brasil ‒ ficar no atraso ou no sub-consumo com o falso pretexto de “salvar o planeta”.

“Esses que querem acabar com o capitalismo para salvar o planeta preparariam os espíritos para amanhã promover situações explosivas, alguma guerra “salvadora”, em nome de um pretextado ‘direito de ingerência’ para ‘salvar o planeta’”, disse a Rue89.

Aliás, o Brasil já está sofrendo com certas ONGs que trabalham na região amazônica de um modo que faz temer esses funestos e indesejáveis horizontes.





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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Climagate desvenda manobras desleais para espalhar o medo do “aquecimento global”


A imprensa mundial informou ‒ não sem notável mal-estar ‒ da invasão praticada por hackers no sistema da Unidade de Pesquisa Climática (Climatic Research Unit ‒ CRU) da Universidade de East Anglia, Inglaterra. O CRU está na ponta de lança dos trabalhos que falam de um “aquecimento global” catastrófico para a terra.

Hackers não-identificados ‒ seguindo um procedimento reprovável ‒ copiaram 1.073 e-mails dos membros do CRU, e entre 2.000 e 3.000 documentos. Algumas versões jornalísticas falam até de 6.000. E as publicaram em sites criados para o caso.

A ocorrência está sendo investigada pelas autoridades inglesas. Porém, os próprios interessados já se pronunciaram sobre o conteúdo desabonador dos e-mails e documentos, reacendendo a polêmica sobre um vasto leque de temas científicos e políticos.

“Pioneiro ou  trabiqueiro?” (“Saturday’s Mail”)

O diretor dessa moderna unidade é o professor Phil Jones, 57. Ele é uma autoridade de referência para aqueles que acham que o ser humano é responsável pelo “aquecimento global” que constituiria, segundo eles, um dos maiores perigos para a humanidade.

Para aqueles que não vêem sinais da existência desse perigo, Jones com todos os seus prêmios, é um trabiqueiro, escreveu “The Mail”.(ver ao lado)

O CRU participa no ambicioso projeto HadCrut para criar um banco de dados com as temperaturas globais recolhidas pelas estações meteorológicas espalhadas na superfície da terra.

O programa também devia auxiliar as previsões climáticas a curto prazo, mas virou objeto de chacota após crassos erros do Met Office (ao lado), órgão público inglês que informa do estado e previsões do clima, equivalente a nosso INMET.

As risadas foram especialmente suscitadas pelo prognóstico pífio de verões quentes e secos para 2007 e 2008 que nunca foram verificados, e ainda o de que 2009 padeceria um “verão-churrasco” pelo extremo aquecimento. Até Al Gore usou a expressão “verão-churrasco” ficando em situação desgraciosa.

O professor Jones também criou para o IPCC o gráfico batizado de 'hockey stick' (taco de hóquei) que apresentava as temperaturas globais disparando no final do século 20 até atingirem níveis recorde, quando na prática as temperaturas não tinham feito outra coisa senão estabilizar ou descer.

Procedimentos desleais

Segundo o “The New York Times”, jornal que associado à campanha pelo nunca demonstrado “aquecimento global”, naqueles milhares de e-mails e documentos encontram-se dados comprometedores. Eles dão pé à idéia de que certos cientistas conspiraram para exagerar o problema da influência humana na mudança climática. Esta idéia, aliás, fora apontada previamente por muitos cientistas de tendência oposta.


Os emails incluem comentários, por vezes debochados, sobre os cientistas que não compartem o alarmismo.

O prof. Jones ficou particularmente comprometido. Numa troca de e-mails ele escreve sobre como usar um “truque” estatístico em um gráfico para forjar uma resultante de aquecimento.

O site A Nova Ordem Mundial reproduz em português alguns desses trechos mais chocantes. Entre eles um do prof. Jones:

“Eu apenas concluí o truque da (revista) Nature aumentando a temperatura real para cada série durante os últimos 20 anos (ou seja, a partir de 1981) para esconder o declínio.”

Jones e a equipe de CRU reconhecem a autenticidade dos documentos hackeados. Apenas tentam dar uma interpretação menos negativa aproveitando as flexibilidades no uso corrente do inglês.

Num outro dos emails lê-se: 
“O fato é que não podemos explicar a falta de aquecimento no momento e é uma farsa que nós não podemos. Os dados do CERES publicado no suplemento BAMS 09 de agosto de 2008 mostra que deveria haver ainda mais aquecimento, mas os dados estão certamente errados. Nosso sistema de observação é inadequado.”
Ainda em outros, recomenda-se apagar dados científicos que poderiam servir de prova contra o suposto “aquecimento global”.

Silenciamento de “dissidentes”

Particularmente lamentável é o procedimento engajado por membros do CRU para banir cientistas “dissidentes” que no processo de revisão por pares (peer-review) manifestassem posições não alarmistas.

“Acho que temos de deixar de considerar a revista “Climate Research”, como um legítimo jornal peer-reviewed. Talvez nós devemos encorajar os nossos colegas na comunidade de pesquisa de clima a não submeter, ou citar trabalhos nesta revista. Nós também precisamos considerar o que dizemos ou solicitamos aos nossos colegas mais razoável que atualmente fazem parte do conselho editorial ...

“Eu estarei escrevendo a esta revista para dizer-lhes que eu não terei mais nada a ver com ela até que se livrem deste incômodo editor. É o resultado da revista com vários editores. O responsável por isso é um bem conhecido cético na Nova Zelândia. Ele deixou passar alguns artigos de Michaels e Gray no passado.”


Para Patrick J. Michaels (ao lado), climatologista citado pelo “The New York Times”, e que contesta ter o aquecimento global origem antropogénica: “isso não é uma prova indiscutível, é uma nuvem explosiva”.

Para o climatologista Tim Ball, o material publicado,
“Confirma as suspeitas que eu tinha em meus 30 anos nas ciências do clima. Eu vi o seqüestro da climatologia, particularmente pelos “modelos computacionais” ajudados por um pequeno grupo de pessoas associados com o IPCC. Antes era extremamente difícil provar que estávamos indo nesse sentido. Mas agora, subitamente, com a publicação destes arquivos nós temos não só o “revolver fumegante”, mas uma bateria de metralhadoras expostas.” (ver vídeo)

O “The New York Times” sublinha que os cientistas do CRU e seus correspondentes no mundo todo sentem-se cada vez mais cercados. A razão é que cientistas e cidadãos concernidos passaram a observar suas declarações e a encontrar dados aberrantes.

Em várias trocas de e-mail (hackeados), Kevin Trenberth, climatologista do Centro Nacional para Pesquisa Atmosférica lamenta: “o fato é que não podemos explicar a falta de aquecimento no momento e é cômico que não possamos”.

Destrato e agressividade verbal

Também é de se lamentar o tom depreciativo com que os cientistas de um grande centro como o CRU e seus correspondentes se referem aos cientistas que não pensam como eles. Termos do gênero “idiotas” aparecem com freqüência.

Os cientistas envolvidos argúem serem também eles seres humanos com falhas que todos têm. “A ciência não funciona porque todos nós somos legais", disse por exemplo, Gavin A. Schmidt, climatologista da Nasa, “mesmo que Newton fosse um idiota, a teoria da gravidade ainda funcionaria”.


O respeito pela ciência postula respeitabilidade pela pessoa do cientista, participe ou não da mesma escola ou tendência, ou opinião. Da mesma maneira que desrespeitar um juiz envolve um desrespeito pela Justiça.

O que se diria hoje se Galileo Galiei tivesse sido tratado de “idiota” pela Inquisição da época? Agora, há muitos que acham que os cientistas mais obcecados pelo fantasma do aquecimento global formam uma nova Inquisicão e os documentos revelados vão alimentar esta posição.

O prof. Michaels de início não quis prestar atenção nesses termos preferindo ver “apenas a forma como os cientistas falam”. Porém, após ler os documentos mais atentamente, julgou que pelos menos alguns deles refletiam um esforço arquitetado para impedir a divulgação de dados para análises independentes.

Algumas mensagens visavam derrubar sua credibilidade contestando a veracidade de sua dissertação de doutorado na Universidade de Wisconsin. “Isso mostra que são pessoas dispostas a quebrar regras e perseguir a reputação dos outros de formas muito graves”, disse ele.

Algum e-mail chega a comemorar a morte do cientista australiano John Daly, em 2004, que não comungava com as teorias alarmistas. Num outro, o climatologista Ben Santer, do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, EUA, escreve que se encontrasse a Michaels, acima citado, ficaria "tentado a bater" nele.

Conferência sobre Mudanças Climáticas de Copenhague: maculada na base científica

O site francês Rue89, ‒ que tampouco se inscreve entre os realistas ou “céticos”‒ comentou que esta revelação lança pesadas nuvens sobre a iminente conferência mundial sobre mudanças climáticas de Copenhague. A razão é que os cientistas que estão no centro da tempestade produziram parte medular dos estudos argüidos pelo IPCC e que servem de base para dita conferência.


A expressão “climategate” tomou corpo em alusão ao escândalo de Watergate que provocou a renúncia do presidente americano Richard Nixon em 1974. O atual escândalo poderia “zerar” as atuais negociações, especula Rue89.

Por sua vez, o ex-chanceler britânico Lord Lawson (foto) deplorou que a credibilidade do Climatic Research Unit tenha ficado ameaçada. Ele disse que “deveria ser aberto um inquérito público para apurar a verdade”, em entrevista à BBC, informou “The Telegraph”.

Na semana anterior ao estouro do escândalo, Lord Lawson anunciou que estava planejando criar um “think tank” para desafiar o ilusório consenso segundo o qual seriam necessárias ações drásticas para combater o “aquecimento global”.

Entrevista com o Dr. Tim Ball sobre o "Climategate".
Se seu email não visualiza corretamente o vídeo embaixo CLIQUE AQUI




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domingo, 22 de novembro de 2009

Brasil pode sair prejudicado se engajando em Copenhague, diz cientista

Reproduzimos a parte final da lucidia entrevista do professor cearense José Carlos Parente de Oliveira, da UFC, Doutor em Física com Pós-doutorado em Física da Atmosfera, ao “Diário do Nordeste”.


Qual é a causa do aumento de furacões, tempestades, tufões, terremotos na Ásia, na África, na Europa e nas Américas?

Há um exagero nas notícias. Quando mergulhamos na literatura científica, observamos que terremotos severos, de níveis 4 e 5, estão sendo reduzidos. A frequência desses eventos tem diminuído nos últimos anos. No litoral da China, trabalhos científicos mostram que nos últimos 50 anos a atividade de furacões também se reduz.

O efeito destruidor do furacão Catrina, sempre mencionado porque destruiu New Orleans (EUA), aconteceu mais pela falta de providências preventivas dos governantes, que não ouviram as advertências dos cientistas. Os muros de contenção de New Orleans precisavam ser recuperados. E ninguém fez nada. O estrago do Catrina nada teve a ver com o clima. Faltou a ação do Governo.

O senhor condena o uso de combustível fóssil, como o carvão, na geração de energia elétrica?


Vamos particularizar o Brasil, pois é aqui que essa discussão se dá. O Brasil é um País privilegiado. Praticamente 80% de sua matriz energética são de origem hidráulica, e aí nós não necessitaríamos de carvão mineral. 

Mas, no mundo, há países que não têm esse privilegio brasileiro e têm de utilizar para o seu bem estar e desenvolvimento o carvão e o petróleo. Não há outra alternativa. As alternativas limpas que se apresentam . a energia eólica e a energia solar, por exemplo, ainda não são completamente eficientes, pois necessitam de mais pesquisa, de mais estudo porque não obtêm ainda o rendimento ótimo. Há maneiras racionais de usar carvão e petróleo sem que se agrida o ambiente.

Assim, a discussão que considero mais fundamental do que saber se o homem aquece ou não o planeta é a seguinte: o que o homem deve fazer para não poluir o mar, os rios, o lençol freático, para não derrubar e não queimar florestas, para manejar corretamente o solo. É esta a ação do homem que deveria ser o centro das atenções de todos, cientistas, pesquisadores, políticos, governantes, reis, rainhas e príncipes.

Agora o senhor está no caminho ambientalmente correto...

Veja: quando o homem queima a floresta, ele não está aumentando a temperatura do planeta, mas piorando as suas próprias condições de vida e ameaçando a fauna e a flora.

Quando o senhor expõe estes pontos de vista em auditórios acadêmicos, a crítica vem contundente?

É surpreendente que não, porque os argumentos que utilizo são baseados em dados da natureza e fazem com que o público os aceite. Já fiz uma centena de seminários. Eu diria que só duas vezes eu fui interpelado de forma mais contundente, não pela maioria, mas por dois colegas pesquisadores que defendem o ponto de vista amplamente divulgado pelo IPCC. Mas eu já ouvi a manifestação de muitas pessoas favoráveis ao que exponho em minhas palestras e conferências.

O que o senhor acha das ONGs ambientalistas?

Quando a questão do aquecimento começou por volta de 1980, as ONGS encontraram aí uma oportunidade de se tornarem mais visíveis. Aí, elas ficaram, inadvertidamente, prisioneiras deste tema, por meio do qual tiraram de foco o real problema do mundo.


Movimento dos Atingidos por Barragens diante do Ministério de Minas e Energia, contra construção de barragens no país. Foto Valter Campanato-ABr

E o real problema do mundo é o da água, é a poluição da água e do ambiente. O responsável por esse problema é o meio de como a produção de bens se dá. O modo de produzir, destruindo os recursos naturais e utilizando-os sem nenhum controle, faz com que o planeta e a raça humana se tornem frágeis.

Hoje, a linha de atuação das ONGs levará, no curto prazo, a uma situação bastante complicada nos países pobres. Exemplo: se a reunião de Copenhague, em dezembro, decidir que o uso de carvão e de petróleo deve ser cortado em 40% como se propõe, países como a China, a Índia, toda a África e também o Brasil terão problemas. 400 milhões de indianos juntam e queimam esterco para se proteger do frio e até para cozinhar; na China, a situação é mais dramática: 800 milhões de chineses nunca viram uma lâmpada acesa.

Cortar a queima de combustível fóssil em 40% será o mesmo que implementar nesses países uma teoria ecomalthusiana para controlar ferozmente essa população pobre do mundo.

O senhor acha que os países ricos, que poluíram para crescer, querem impedir agora que os pobres cresçam?

Eu não concordo com essa teoria da conspiração. Mas é muito esquisito que se tente agora definir quotas de queima de combustíveis para todos os países, indistintamente. Isso não pode. Um americano consome 20 vezes mais do que um africano. Não se pode colocar todos os países da mesma forma na panela furada do aquecimento global. O africano é tão responsável pelo planeta quanto o americano ou o chinês.

Nós perdemos o foco do problema. E o foco do problema são os meios de produzir, é a forma de como o homem produz seus bens. O que devemos fazer é focar na questão da água, da poluição ambiental, porque é possível queimar com responsabilidade. Mas para isso é necessária a decisão política. A boa gestão ambiental é, na minha opinião, a saída.

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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Na iminência de Copenhague, cientista brasileiro alerta: “o planeta está esfriando!”


Num momento em que as maiores incertezas envolvem a iminente Conferência de Copenhague, o professor cearense José Carlos Parente de Oliveira, 56, da UFC, Doutor em Física com Pós-doutorado em Física da Atmosfera, concedeu ponderada e elucidativa entrevista ao “Diário do Nordeste”.

Nela, afirma que, cientificamente, não se sustenta a tese de que a atividade humana determina ou influencia o clima no planeta.

E que contrariamente ao alarmismo, o globo não está aquecendo. “Na verdade, a Terra está esfriando”, afirma ele.

Para o professor Parente a polêmica está descentralizada e desvirtuada: “Perdemos o foco do problema. E o foco do problema são os meios de produzir, é a forma errada de como o homem produz seus bens”.

Eis a primeira parte, desta oportuna entrevista:

Por que o senhor caminha na contramão do ambientalmente correto e proclama que o planeta não está aquecendo, mas esfriando?

A busca da verdade deve ser o norte, o foco da atividade em ciências. E penso que não é isso o que ocorre com o tema aquecimento global. A sociedade está sendo bombardeada por notícias, reportagens na tevê, filmes e tudo isso com a mensagem de que as atividades humanas relacionadas às queimas de combustível fóssil (petróleo, carvão e gás) são as culpadas pelo aquecimento da Terra. O grande responsável por esse bombardeio é o Painel Intergovernamental sobre as Mudanças Climáticas (IPCC na sigla em inglês), que é um órgão da ONU.


O senhor quer dizer que um organismo da ONU está provocando um terrorismo ambiental?

Vejamos. A hipótese do aquecimento global antrópico defendido pelo IPCC não possui base científica sólida. Não há dados observacionais que provem cabalmente a influência humana no clima. 

Se voltarmos um pouco no tempo nós constataremos que entre os anos de 1945 e 1977 houve um resfriamento da Terra, acompanhado de grande alarde de que o planeta congelaria, haveria fome, milhares de espécies desapareceriam etc. E veja que nesse período houve grande queima de carvão e petróleo motivada pela reconstrução da Europa e da Ásia após a 2ª Guerra Mundial.

Outro exemplo de não conexão entre concentração de CO2 e temperatura da Terra ocorreu entre os anos 1920 e 1940, período em que a Terra esteve mais quente que os anos finais do século XX, e nesse período a atividade de queima de combustível foi de apenas 10% do que foi observado nos anos 1980 e 1990.

Afinal, o que é mesmo que está acontecendo?

Por volta dos anos 1300 ocorreu o Período Quente Medieval em que a temperatura da Terra foi superior a atual em cerca de um grau centígrado. Segui-se então um período frio conhecido como Pequena Era Glacial por volta dos anos 1800. Esses períodos são bem conhecidos dos estudiosos do clima terrestre.


O que está ocorrendo é uma recuperação da temperatura pós Pequena Era Glacial, mas essa recuperação é lenta e ocorrem oscilações em torno dela. Para visualizar, podemos pensar em uma reta que ascende lentamente, ocorrendo oscilações em torno dela. Essas oscilações ocorrem em menores escalas de tempo, e são originadas por fatores naturais, como a radiação solar, a interação dos oceanos, principalmente do Pacífico, cuja temperatura oscila com período aproximadamente decenal. Porém essa recuperação cessou em 1998.

Então, em vez de estar aquecendo, a Terra está esfriando agora? Mas isso é o contrário do que proclamam as ONGs, os cientistas, os jornais. Quem está errado?

No ano de 1998, houve um fenômeno atípico: um super El Niño aqueceu a terra quase um grau acima da média em que ela se encontrava. Desde esse fenômeno do El Niño, a temperatura da Terra, sistematicamente, vem diminuindo, conforme os dados coligidos pelos satélites. Esses dados, porém, não são aceitos e nem utilizados pelo IPCC nos seus documentos.

Qual a razão? Há um viés político por trás disso?

Penso que a atividade cientifica não está desvinculada da política. São as nações e sua sociedade que definem o ramo da ciência a ser financiado por elas. Entendo que a atitude do IPCC é para favorecer cientistas, pesquisadores que defendem a tese hipotética de que o homem é culpado pelo pequeno aquecimento do planeta, que cessou em 1998 e que foi menor do que o anunciado.

Os satélites que medem o clima da terra desde 1978 indicam que, de 1998 para cá, estamos vivendo um período de diminuição da temperatura. Só para que se tenha uma ideia de que esse dado de redução da temperatura é levado a sério, o grupo de pesquisas da Nasa que lida com lançamento de satélites está programando para 2021-2022 o envio de uma nave que deixará o sistema solar.

Ora, a atividade solar é muito importante e é um impedimento para que uma nave como essa saia do sistema solar. Por que eles programam esse lançamento para 2021-2022? Resposta: porque será o ano em que o sol terá a menor atividade. E a atividade solar é muito bem relacionada com a temperatura da terra, via efeito indireto de formação de nuvens baixas. Essa correlação de nuvens baixas, atividade solar e temperatura da terra está muito bem documentada na literatura científica.

(continua no próximo post)

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domingo, 8 de novembro de 2009

Rascunho de Copenhague instala governo mundial, diz Lord Monckton


Os governos elaboram planos para combater a mudança climática acenando com despesas astronômicas. A mídia deblatera contra a agropecuária e a nossa civilização. Ativistas radicais apelam para a redução da população humana.

E todos concordam que esses problemas que interessam a fundo a humanidade vão ser decididos na iminente 15ª Conferência sobre Mudanças Climáticas em Copenhague.


Porém, quem sabe ao certo o que lá vai ser discutido?

A mídia positivamente não informa. Os governos ainda menos. Na internet com muito esforço pode se localizar o rascunho do que está sendo preparado.

Mas, o cidadão médio ainda que culto e informado na matéria diante desse rascunho fica como um europeu diante do Tratado de Lisboa, ou Constituição Européia. Porque o rascunho é um texto de tal maneira enroscado que se diria feito só para ser lido pelos iniciados.

Lord Christopher Monckton, ex-conselheiro de Margaret Thatcher, é sem dúvida um personagem controvertido. Mas entre seus méritos está ter tido a paciência de ler o famoso rascunho e de pô-lo em termos limpos e acessíveis para informar o comum dos mortais.


Isto que é o be-a-bá do debate democrático está totalmente ausente da informação oficial ou da grande mídia. Como se os interessados ‒ a totalidade dos homens ‒ estivessem sendo desde já tratados como uma massa de escravos que não é dona de seu futuro.

Esta omissão espantosa já foi apontada pelo influente “The Wall Street Journal”, porém os eco-alarmistas não parecem se incomodar com nada.

Lord Monckton fez uma longa conferência em Saint Paul, Minnesota, EUA, resumindo o que há no draft da próxima reunião de Copenhague.

O vídeo da conferência foi visualizado 2.063.315 vezes no YouTube até o momento em que escrevemos, sinal do interesse suscitado.

O site A nova ordem mundial, teve a oportuna iniciativa de difundir legendados em português os minutos finais do vídeo. Neles, o conferencista resume o conteúdo do rascunho de Copenhague.

Veja a seguir o resumo final da conferência que já foi visualizado por mais dois milhões de pessoas que não querem ser escravas de um regime neo-comunista mundial.



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