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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Aquífero descoberto no Norte seria o maior do mundo. Catastrofistas silenciam.

Infográfico comparativo dos aquíferos Alter do Chão e Guaraní
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Em post anterior, vimos que quando a natureza se faz ouvir – sempre pela via dos fatos, e não das teorias – em matérias relativas à ideologia verde, fala pesado.

E ela o fez de novamente por ocasião de uma descoberta que nos enche de satisfação.

Ainda não ouvimos dizer que esta nova riqueza natural tenha causado alegria nos arraias do ambientalismo catastrofista, dos ecolo-fanáticos ou dos comuno-missionários.

Trata-se de uma jazida fabulosa... de água doce!

Mas como? Esses “verdes” não estão preocupados sinceramente com a falta de água doce que, segundo eles, ameaça o futuro do planeta?

Eles não deveriam ser então os primeiros a manifestar alívio e distensão para as suas preocupações com a descoberta?

Silêncio incomodado, burburinhos – talvez a Terra seja uma “cética” –, e voltam ao realejo: a Amazônia e o planeta vão desertificar, etc., etc.

Deixemos de lado esse pessimismo e vejamos a boa notícia:

Pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA), segundo informou Ultimo Segundo, descobriram o que seria o maior aquífero do mundo.

A imensa reserva subterrânea sob os Estados do Pará, Amazonas e Amapá tem o nome provisório de Aqüífero Alter do Chão ‒ em referência à cidade de mesmo nome, centro turístico perto de Santarém.

Lago Superior na América do Norte em foto da NASA:
superfície do maior lago de água doce do mundo
é cinco vezes menor que o aquífero descoberto no Norte
“Temos estudos pontuais e vários dados coletados ao longo de mais de 30 anos que nos permitem dizer que se trata da maior reserva de água doce subterrânea do planeta.

“É maior em espessura que o Aquífero Guarani, considerado pela comunidade científica o maior do mundo”, assegura Milton Matta, geólogo da UFPA.

A capacidade do aqüífero não foi ainda inteiramente estabelecida. Os dados preliminares indicam que ele possui uma área de 437,5 mil quilômetros quadrados e espessura média de 545 metros. “É menor em extensão, mas maior em espessura do que o Guarani.”

Observamos que o maior lago do mundo é o Lago Superior, na fronteira dos EUA com o Canadá. Ele tem uma superfície de 82 mil quilômetros quadrados e uma profundidade média de 149 metros.

O novo aquífero, portanto, supera em cinco vezes a superfície do maior lago de água doce do mundo e em 3,65 vezes a sua profundidade média.

Veja novos dados em: Amazônia tem “oceano subterrâneo” de água doce 
Também: A Amazônia fala pesado e desmente o ecologismo alarmista 


O Mar Cáspio, considerado lago, porém de água salgada, com seus 371 mil quilômetros quadrados, também fica atrás. Como também uma porção de outros mares de água salgada famosos e cheios de história.

Estima-se que o Aquífero Guarani contenha 45.000 quilômetros cúbicos de água ou 45 quatrilhões de litros (4512 litros).

Porém, o Aquífero Alter do Chão contém por volta de 150 quatrilhões de litros, o que daria para abastecer o planeta por pelo menos 250 anos, segundo o professor do Instituto de Geociência da UFPA Francisco Matos.

Matta, prossegue a informação, cita a porosidade da rocha em que a água está depositada como um dos indícios do potencial do reservatório.

“A rocha é muito porosa, o que indica grande capacidade de reserva de água. Além do mais, a permeabilidade ‒ a conexão entre os poros da rocha ‒ também é grande.”

Lago  Baikal na Rússia:
maior lago de água salgada do mundo
tem menos água que o aquífero do Norte brasileiro
Segundo ele, apesar de as dimensões da reserva não terem sido mapeadas, sai do aquífero a água que abastece 100% de Santarém e quase toda Manaus. “A vazão dos poços perfurados na região do aquífero é outro indício de que sua reserva é muito grande”, afirma Matta.

Para o geólogo Ricardo Hirata, do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo, a comparação com o Guarani é interessante como referência, mas complicada.

“O Guarani é um aquífero extremamente importante para o Brasil e para a América Latina, mas não é o maior do mundo. Há pelo menos um aquífero, na Austrália, que é maior que o Guarani”, contesta.

Se havia dúvidas sobre onde está o maior aquífero do mundo, o novo achado as resolve verdadeiramente pelo lado mais profundo.

Os radicais do ecologismo manifestarão pelo menos um pouco de agrado com esta descoberta?

Porão de lado, ainda que passageiramente, suas habituais profecias sombrias e seu ceticismo crônico sobre o futuro da Terra, de nossa civilização e do nosso Brasil?