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domingo, 26 de maio de 2019

“Ódio teológico” na apologia ambientalista dos “povos originários” de América

O presidente eco-comunista do México Andrés López Obrador quis ser investido em cerimônia de “povos mexicanos originários”.
O presidente eco-comunista do México Andrés López Obrador
quis ser investido em cerimônia de “povos mexicanos originários”.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






O novo presidente do México Andrés Manuel López Obrador, alinhado os regimes socialo-comunistas da família Castro, de Maduro e de Ortega exigiu que a Espanha pedisse perdão pela evangelização e civilização do seu país, alegando crimes contra os “povos mexicanos originários”.

O ponto de partida da exigência é um velho sofisma desenvolvido pela Teologia da Libertação e que mais recentemente foi remoçado pelo missionarismo comuno tribal e seu sócio o ambientalismo radical.

Em síntese, o sofisma diz que a Cruz de Cristo e a Civilização Cristã arrancaram os indígenas, ou “povos originários”, de sua mística integração na natureza e extirparam suas crenças – idolátricas, sanguinárias e até canibais – produzindo um desgarramento na Mãe Terra, também chamada Pachamama ou Gaia.

Mas López Obrador não imaginou a vergonha que iria passar e o desnudamento de seus erros nas respostas que recebeu da Espanha.

No quotidiano “ABC” de Madri, o premiado escritor Juan Manuel del Prada pôs em evidência que a atual propaganda de uma mitificada vida tribal integrada no meio ambiente resulta apenas de um “ódio teológico”, voltado contra o cristianismo e a civilização.

A expressão “ódio teológico” é o nome dado ao furor e à ira gerados por controvérsias envolvendo teologia. A expressão também descreve disputas não-teológicas de natureza rancorosa. Cfr. Wikipédia, “Odium theologicum”.

Sacrifício incruento da Santa Missa: o culto verdadeiro a Deus na Igreja verdadeira colide com os ritos pagãos de inspiração demoníaca
Sacrifício incruento da Santa Missa:
o culto verdadeiro a Deus na Igreja verdadeira
colide com os ritos pagãos de inspiração demoníaca
típicos dos “povos originários”
Trata-se de um ódio religioso que apela à violência porque não só é verbal ou intelectual, mas em muitas ocasiões passa à agressão física, incluindo o extermínio e a perseguição judicial, com destaque para seu caráter rancoroso e a utilização de recursos de baixa política, segundo registra o verbete em espanhol da Wikipédia “Odium theologicum”.

O premiado escritor que citamos destaca que tirar os pobres indígenas da situação miserável de ignorância e crueldade na vida da selva constituiu “o maior avanço civilizador da história da Humanidade”.

O espírito evangelizador e civilizador se funda no fato que Deus fez que todos os homens fossem descendentes de um mesmo casal, fato que os irmana.

E, depois, ter enviado Seu Filho encarnado para se passear entre os homens cuja carne, sangue e alma partilhava enquanto descendente desse casal.

Por fim, o mesmo Jesus Cristo legou ao Papa seus direitos com a obrigação de levar seus ensinamentos a todos os povos, para que esses atingissem a plenitude de bem possível nesta Terra, e depois a bem-aventurança eterna.

Essa ideia de unidade de todos os homens é a pedra básica que fundamenta o Direito, o respeito dos todos os direitos dos homens e a Justiça bem entendida.

Mas essa ideia não existia nos endeusados “povos originários” da América.

O que vigorava neles era bem o contrário: hediondos crimes massivos e sacrifícios humanos.

Exemplo arquetípico foram os cometidos pelos astecas sobre dezenas de milhares de seres humanos com objetivos adivinhatórios, mágicos e de escravidão.

Estrutura de caveiras do Gran Tzompantli da antiga Tenochtitlán inclui de mulheres e crianças sacrificadas à Mãe Terra. Foto: National Geographic
Estrutura de caveiras do Gran Tzompantli da antiga Tenochtitlán
inclui de mulheres e crianças sacrificadas à Mãe Terra. Foto: National Geographic
Veja mais em Pirâmides macabras no México e o juízo bíblico dos deuses pagãos: “são demônios”

O escritor dá numerosos exemplos da preocupação dos reis espanhóis pelo bem dos indígenas e pela punição dos abusos cometidos cá e lá contra eles. Poderíamos falar ainda do bem feito pelos reis portugueses.

É inevitável então que López Obrador apele ao “ódio teológico”, por ira ou ódio resultantes de querelas teológicas, ou de disputas não-teológicas de natureza rancorosa, e de modo visceralmente anticientífico.

E, acrescenta Juan Manuel del Prada, o esquerdista presidente mexicano responsabiliza por igual à Igreja à Espanha repetindo os arcaicos estereótipos da Lenda Negra onde só se acha mais ódio teológico, hoje também ecológico contra a divina religião de Jesus Cristo.

Mais uma vez, o Portugal e nossos indígenas, especialmente os da Amazônia são encaixados nessa propaganda anticristã.

A religião do Evangelho transmitida por heroicos missionários e conquistadores “liberou” os “povos originários” de Montezuma e seus sacerdotes.

Quer dizer desses “bondosos selvagens” que arrancavam os corações ainda batendo e bebiam o sangue que faziam jorrar das carótidas de suas vítimas.

A também escritora Maria Luísa Cruz Picallo, em ‘Carta aberta a López Obrador’ no mesmo “ABC”, após enunciar os bens que o catolicismo dos Papas derramou com mãos largas sobre a Espanha, especialmente liberando-as do fanatismo maometano, acaba patenteando que os alegados quiméricos do presidente esquerdista só se entendem em função de um ódio ideológico preconcebido.

Presidente eco-comunista mexicano quis bastão de mando indigenista
Presidente eco-comunista mexicano quis bastão de mando indigenista
Lhe ensina – pois o presidente ecolo-esquerdista parece ignorá-lo de todo – que os muros dos templos astecas não estavam pintados de negro como parecia.

“Eram camadas e camadas de sangue coagulado tirado do coração arrancado das vítimas vivas nos sacrifícios humanos em abjetas cerimônias religiosas”, tal vez hoje não tão reprovadas pelo ecumenismo e pelo comunismo ecotribalista.

O Direito, as leis equânimes, o ensino, a alfabetização, as universidades, as escolas, as igrejas, os conventos, as fazendas, os ateliês, os engenhos, médicos, veterinários, mestres, entraram sob a luz abençoada da Cruz e do brasão dos civilizadores erradicando o primitivismo, a barbárie e a crueldade.

No fim, a douta escritora atirou-lhe em rosto: “O senhor não conhece e até despreza a história da Espanha, da Europa e até a de seu próprio país”.

No Brasil, análogas explosões desse “ódio teológico” parecem acontecer nas cabeças de eclesiásticos promotores do Sínodo da Amazônia.

López Obrador não teve o que responder e se encolheu no silêncio.

Porém, os propagandistas de um Sínodo Pan-amazônico ecologista e místico tribal não dão sinais de quererem aprender a lição.

Eles se voltam com admiração cega para um futuro ecológico-religioso quimérico que evoca as páginas mais degradantes da pré-história indígena.


segunda-feira, 20 de maio de 2019

“Direitos dos animais”: paroxismo verde da “cultura da morte”

O punho fechado comunista e a pata de cachorro artificiosamente reunidos para uma revolução nunca antes sonhada
O punho fechado comunista e a pata de cachorro artificiosamente reunidos
para uma revolução nunca antes sonhada
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Continuação do post anterior: Como os “direitos dos animais” foram atropelando os verdadeiros direitos do homem



Na sede da UNESCO, celebrando o trigésimo aniversário de fundação da ONU, foi apresentado em 15 de outubro de 1978 um manifesto pela igualdade entre os animais e os homens, a caminho de uma igualdade entre as plantas, os animais e os homens.

Ele é mais conhecido como “Declaração Universal dos Direitos Animais”, embora não tenha nível jurídico para se apresentar com essa pompa. Cfr. Wikipedia, verbete “Declaração Universal dos Direitos Animais”.

Matreiramente foi introduzida como “proposta para diploma legal internacional, levado por ativistas da causa pela defesa dos direitos animais”.

Mas para os efeitos da agitação ambientalista é apresentada como documento oficial. Assim a opinião pública é sistematicamente enganada e o malicioso texto projeta seus deletérios efeitos sem que as autoridades mundiais os nacionais denunciem.

A declaração dos Direitos do Homem da Revolução Francesa ainda punha o homem no centro e começava dizendo “todos os homens nascem e permanecem livres e iguais”.

Na prática essa vem servido para acobertar os crimes de subversivos e delinquentes “mais livres” e “mais iguais” do que suas vítimas, homens honrados e agentes da ordem.

Mas a UNESCO acobertou um golpe inimaginável contra a ordem bem constituída: a mencionada declaração da igualdade do animal com o homem.

Naquela data, o ecologismo não ousava afirmar ante o público essa monstruosidade e, menos ainda, revelar todas as consequências que se prospectavam.

Por trás de uma fachada simpática de defesa dos animais de estimação se esconde uma revolução universal contra o homem e a civilização
Por trás de uma fachada simpática de defesa dos animais de estimação
se esconde uma revolução universal contra o homem e a civilização
Mas desde aquele momento a ecologia radical vem removendo os véus dissimuladores e vem promovendo iniciativas que se voltam contra a humanidade. O anti-humanismo verde foi assim se revelando.

Da declaração sai a consequência de que o homem se alimentar do animal é um assassinato. E que o homem não pode comer carne.

Então o homem só poderia comer ervas. Isso é pregado por adeptos do ecologismo radical, conhecidos como veganos.

É um costume de religiões degradantes como a hindu. Para ela os bois são sagrados e andam pelas ruas da Índia sem que ninguém possa tocá-los. Alegam até um ser humano estaria encarnado na vaca.

É uma expressão do panteísmo oriental segundo o qual tudo é deus.

E a UNESCO e a ONU, aliás grandes promotoras da “cultura da morte” se prestaram a acobertar semelhante aberração.

Assim agindo, propulsionam a ateização oficial do mundo.

No preâmbulo, a “Declaração Universal dos Direitos Animais” começa pomposa e enganadora dizendo:

Considerando que todo animal possui direitos...

Manifestação vegana Comer carne é matar! A filosofia incubada e mal contada é inimiga do homem
Manifestação vegana Comer carne é matar!
A filosofia incubada e mal contada é inimiga do homem
Como vimos no post anterior é da doutrina católica e do direito natural que o animal não tem direito. Apenas não se deve maltratá-lo sem razão, porque o homem não deve fazer atos que não razoáveis.

... considerando que o desconhecimento e desprezo dos direitos do animal levaram e continuam levando o homem a cometer crimes contra a natureza e contra os animais...

Introduz então, o duplo conceito de crime contra a natureza e crime contra o animal.

Alguém dirá: não é um crime contra a natureza alguém por exemplo destruir uma montanha muito bonita, o Fujiyama, do qual o senhor tanto gosta?

Aqui é preciso ir devagar: se eu fizer isso irrefletidamente, estupidamente, eu cometo um ato desarrazoado e é uma ofensa a Deus que criou aquele monte para que os homens pensem nEle.

Mas não é um direito do monte, é um direito de Deus. O monte não tem direito.

Considerando que o reconhecimento pela espécie humana do direito à existência de outras espécies animais constitui o fundamento da coexistência das espécies no mundo...

Quer dizer, nós somos uma espécie de animais, e outros são outra espécie de animais. Os senhores estão vendo o igualitarismo e o ateísmo desse pensamento.

Há animais que vivem de comer outros. De maneira que o sofisma é o mais falso possível porque não só é anticientífico, mas é contra a observação comum.

Vamos dizer, uma lagartixa vive de comer mosquitos. Onde está o direito do mosquito?

Considerando que genocídios são perpetrados pelo homem, ou ameaçam ser perpetrados...

Quer dizer, extinção de raças humanas. Então, o homem é declarado de vez como o grande assassino que ameaça extinguir espécies inteiras de animais.

É um manifesto que pretendem plasmar em muitas leis voltadas contra o homem. O homem é sentado nos bancos dos réus como o grande assassino que tem que ser reprimido.

O resultado é uma legislação eco-trabalhista para o bicho como existe para o operário. São as leis verdes cada vez mais ferozmente ditatoriais.

É uma Revolução tão radical que poucas décadas antes pareceria exagero sequer imaginar que pudesse chegar até lá.

Aquilo que é evidentemente um absurdo, passa a ser o bom senso para eles; e o bom senso de milênios de cultura e civilização passa a ser absurdo e criminoso para eles.

(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, excertos resumidos de palestra pronunciada em 8.11.78. Sem revisão do autor)

Imagine o leitor quando “teólogos da libertação animal” ou da Terra são acolhidos para redigirem partes de uma encíclica como a “Laudato Si’”, o que ficará do homem, da civilização e da própria Igreja de Jesus Cristo?


continua no próximo post: Da revolta contra a dor animal à extinção do ser humano

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Como os “direitos dos animais” foram atropelando os verdadeiros direitos do homem

O Tribunal das Águas de Valência julga as disputas sobre irrigação. A alma espiritual e inteligente do homem fundamenta que ele julgue a natureza.
O Tribunal das Águas de Valência julga as disputas sobre irrigação.
A alma espiritual e inteligente do homem fundamenta que ele julgue a natureza.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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A Igreja ensina que em cada ser vivo há um agente que põe em movimento esse ser.

No homem é a alma humana; nos animais é a alma animal e nos vegetais é a alma vegetal.

A Igreja entende por “alma” precisamente o principium vitae, o princípio misterioso do qual não se pode dizer outra coisa senão que confere a vida.

Então, há três graus de almas, como há três graus de seres:

A alma do homem que é uma alma intelectiva, que compreende as coisas e que se conhece a si mesma.

O homem conhece as coisas não como um boi conhece. Se o boi olhar para uma árvore e eu olhar também, vemos a mesma coisa.

E como o boi não usa óculos e eu uso, provavelmente o boi vê melhor a árvore do que eu.

Mas ele não entende a árvore. Ele não sabe qual é o fim, nem diferencia os objetos, ele apenas recebe nos olhos a imagem da árvore que entra como numa máquina fotográfica, não é idêntico, mas é parecido com da máquina fotográfica.

Sobretudo o boi não se conhece a si próprio. Nós adquirimos na primeiríssima infância, a noção de que somos um circuito fechado.

É a primeira ideia por onde nos vem a noção do “eu” é quando notamos que uma coisa nos agrada e eu toco, eu sinto, e ninguém sente a não ser eu. Se dói, eu gemo e ninguém geme a não ser eu.

Se eu sou um circuito fechado, e os outros são circuitos fechados, nasce aí uma ideia de que eu sou outro. E de que eu tenho direitos, interesses, bons e maus movimentos, inteiramente diferentes dos outros.

Isto é característico de um ser intelectual, um ser cuja alma é espiritual. O próprio desta alma é que quando o homem morre ela se destaca do corpo e vai ver Deus face a face e ela é julgada e condenada.

Esse é a alma espiritual no homem.

A alma intelecttual do homem lhe confere poder
para decidir sobre os animais que têm um princípio vital material,
ou 'alma animal' que se extingue com a morte.
Agora, o animal não tem alma espiritual. O princípio de vida dele é co-idêntico à matéria. De maneira que ele tem conhecimento das coisas exteriores, mas não entende o que vê.

Tampouco tem conhecimento de si mesmo, não tem ideia de que é um circuito fechado.

Ele funciona como um homem que esteja dormindo tão profundamente que não tem consciência de si. Tem algumas reações físicas, se apertam ele vira de lado, essas coisas, mas ele não tem a menor noção de si mesmo.

E depois tem o vegetal que nem sequer tem conhecimento do mundo externo. Não conhece nada.

O princípio de vida do vegetal é tão mais baixo que ele apenas vive, mas não tem nem sequer movimento. Ele é um simples vegetal.

Depois tem naturalmente os minerais que não tem vida.

Pela ordem estabelecida por Deus, todos esses seres são bons e foram criados à imagem e semelhança dEle.

Uns são imagens de Deus; outros, tem a semelhança de Deus.

Qual a diferença entre imagem e semelhança?

É mais ou menos a seguinte: um filho pode ser semelhante ao pai. É a semelhança.

A imagem: alguém pode fazer uma obra de arte, por exemplo, cinzelar uma jarra em que se percebe a psicologia do artista. Apenas há um traço de analogia entre o artista e a jarra. É a imagem do artista na jarra.

Um outro princípio é que Deus estabeleceu que os animais e as plantas existam para o serviço do homem.

O homem não existe para o serviço do homem. Um homem não tem o direito de matar outro, não tem o direito de comer o outro, porque cada homem foi criado diretamente para Deus.

Mas o homem tem o direito de comer o animal porque este foi criado por Deus para o homem. E o vegetal foi criado por Deus para o homem e para o animal.

O boi come o vegetal não porque tenha direito, mas pela boa ordem da hierarquia dos
princípios vitais. A 'alma animal' material é superior à 'alma vegetal' material de nível inferior.
O boi não tem propriamente o direito de comer uma planta, porque ele não tem direito. Quem não tem alma espiritual não tem direito.

Mas está de acordo com a ordem da natureza que um boi coma uma planta. Mas é muito mais raro que um vegetal coma um animal. Há disso.

Há vegetais com uma propriedade por onde quando passa uma mosca perto, eles se fecham. E o animal ali preso naquela prisão verde acaba perecendo e a matéria de que ele se compõe é assimilado pela planta. Pode-se dizer, portanto, que a planta como que assimila o animal.

Mas isso é exceção na natureza. A ordem estabelecida por Deus é que o ser superior que é o animal se sirva do ser inferior que é a planta, e conforme for, coma a planta.

Por exemplo, tem todo o propósito ver numa paisagem, tranquila, etc., um boi à sombra de uma arvore. A arvore servindo de guarda-sol para o boi.

Não podemos imaginar um animal parado servindo de guarda-sol para uma planta. Qualquer um percebe que seria uma inversão da ordem natural das coisas.

Em consequência, afirmar que uma igualdade entre homens, animais e plantas, é negar a superioridade do homem, negar a alma espiritual humana que lhe dá direitos sobre os animais.

E então, é fazer uma profissão de fé de materialismo. Porque quem nega a alma humana nega a Deus. 

Então, é fazer uma afirmação de fé de ateísmo, ou de não fé, porque o ateísmo não é uma fé. É afirmar o ateísmo.

Mas há doutrinas religiosas que negam isso.

São as doutrinas chamadas da metempsicose, reencarnação, migração das almas de animal em animal, de um homem para outro, para vegetais, e até para o nada.

As religiões que pregam a reencarnação das almas em homens, animais, plantas
até a dissolução no magma do panteísmo são preferidas pelo igualitarismo verde radical.
E para isso tendem ONU, UNESCO, "direitos dos animais" e ... o Sínodo da Amazônia!.
A religião dos brâmanes por exemplo afirma que quando o homem anda bem, morre e se dissolve em Deus.

Mas Deus, para eles, é uma espécie de éter, vago, um fluído, dentro do qual o homem passa a se dilatar agradavelmente. Não é uma pessoa. E está acabado.

Imaginem um carvão que está queimando num turíbulo e faz fumaça. Essa fumaça, tende pela lei da expansão das gazes, a se misturar com a massa aérea e dentro de algum tempo não é senão um todo com a atmosfera.

Na ideia bramanista do fim último do homem Deus seria como esse ar, e o homem seria como a fumaça que se perde no meio desse ar sem sentir nada e sem conhecer nada.

Porque desgraça para eles é conhecer e sentir. O homem é infeliz porque conhece e sente; o verdadeiro é ele se evanescer, e escapar do tormento dessa individualização que o faz sofrer.

Quando o homem é mau, ele morre e vai ser animal; e quando ainda é pior, vai ser planta. Depois, se ele como planta der duro, passa a animal, depois a homem e passa a Deus de novo.

Essa doutrina comporta a ideia que há uma porção de almas que fica fazendo o ciclo perpetuo, que é muito difícil escapar para fundir-se na divindade afinal.

Mas essa doutrina é radicalmente contrária à doutrina católica, é condenada pela Igreja Católica.

A ONU deve ser vista como o laboratório da civilização do século XXI e tem um organismo especializado para elaborar as doutrinas dessa civilização, que se chama UNESCO.

Ora, com toda a normalidade, sem causar surpresa, a UNESCO acobertou o lançamento em 15 de Outubro de 1978 uma espécie manifesto de igualdade entre os animais e os homens, a caminho de uma igualdade entre as plantas, os animais e os homens. Cfr. Declaração Universal dos Direitos Animais. 

E o caminho de uma coisa sumamente misteriosa a respeito da civilização do século XXI que devemos analisar aqui.


(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, excertos resumidos de palestra pronunciada em 8.11.78. Sem revisão do autor)


continua no próximo post: “Direitos dos animais”: paroxismo verde da “cultura da morte”


segunda-feira, 6 de maio de 2019

Sínodo amazônico: plano há muito acalentado em secreto pelo comuno-progressismo

Mons Franz-Josef Overbeck: depois do Sínodo Panamazônico na Igreja “nada voltará a ser igual ao que foi”
Mons Franz-Josef Overbeck: depois do Sínodo Panamazônico
na Igreja “nada voltará a ser igual ao que foi”
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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política internacional,
sócio do IPCO,
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O bispo alemão Mons. Franz-Josef Overbeck, diocesano de Essen, militante ativo das causas LGBT, comemorou uma planejada ruptura da Igreja Católica com seus dois mil anos de história.

O pretexto seria elaborar uma pastoral amazônica no próximo Sínodo Pan-amazônico que se reunirá no Vaticano no mês de outubro.

O bispo prevê capitulações “positivas” – em verdade desgarramentos assustadores – a respeito de moral sexual, celibato sacerdotal e aproximações a um “sacerdócio feminino”, segundo informou o site oficial da Conferência Episcopal dos Bispos Alemães Katholische.de, citado por Lifesitenews.

Segundo essa fonte oficial, o bispo de Essen declarou à imprensa que o Sínodo provocará uma “quebra” na história da Igreja em virtude da qual “nada voltará a ser igual ao que foi”.

Mons. Overbeck arremeteu contra a estrutura hierárquica da Igreja, sua moral sexual, e abriu caminho para uma “reconsideração” de funções sacerdotais para mulheres.

Isto parece ter pouco ou nada a ver com a motivação ecológica alegada para reunir tal Sínodo.

A menos que se leve em conta, como há muito estamos fazendo neste blog, que as bandeiras verdes ambientalistas estão sendo manipuladas para esconder causas revolucionárias.

Essas causas destruidoras com suas bandeiras vermelhas estavam em crise: a saber o comunismo e seu “companheiro de estrada”, o progressismo católico prenhe de Teologia da Libertação.

O bispo alemão aduziuque o declínio do número de fiéis católicos na Europa e na América Latina será discutido em correlação com “a imensa exploração” do meio ambiente e as violações dos direitos humanos.

Bandeira do PC de Kerala, Índia, onde comunismo, ecologismo e anticristianismo se sentem uma coisa só
Bandeira do PC de Kerala, Índia, onde comunismo, ecologismo
e anticristianismo se sentem uma coisa só
O que tem a ver as defecções massivas na Igreja estimuladas pelas reformas pós-conciliares com a “exploração do meio ambiente”, ou ainda com as “violações dos direitos humanos”?

Parece uma associação artificiosa de fenômenos revolucionários: uns eclesiásticos, outros ecológicos e outros meramente políticos, numa salada bem no gosto das esquerdas comunistas ou lulopetistas.

Mas, em verdade, por baixo das aparências, essas bandeiras são agitadas pelas mesmas mãos para promover uma mesma causa.

Em certo sentido, podemos agradecer ao bispo de Essen que tenha tido a franqueza de deixar aparecer essa unidade de revoluções e de mãos.

O Sínodo Pan-amazônico terá lugar em Roma dos dias 6 a 27 de outubro. Os temas centrais anunciados serão a ecologia, a teologia e o atendimento pastoral dos pobres, as necessidades dos povos indígenas e os direitos humanos.

A essência das conclusões já está escrita na encíclica do Papa Francisco “Laudato Si’”.

De acordo com o citado site episcopal Katholische.de, Mons. Overbeck defendeu que o Papa Francisco quer garantir que a Igreja mundial “tome consciência desses desafios”.

Um dos principais desafios consistirá em extirpar da Igreja sua “estrutura eurocêntrica”, disse o bispo alemão.

Confira: “Encíclica Laudato Si’ causa perplexidades entre os católicos e regozijo nos extremismos de esquerda”

“No IPCO, Molion faz crítica científica da encíclica Laudato Si’”

“Totalitarismo verde e planetário impulsionado por uma Igreja nova? Reflexões sobre a Laudato Si’”

Esse velho projeto anticatólico sempre teve em vista apagar a centralidade da Cidade dos Papas jogando para baixo a importância religiosa de Roma.

Derrubar a “estrutura eurocêntrica” também terá como consequência desconhecer ou renegar a primazia natural dos povos que nos precederam na Fé.

Povos que nos trouxeram a Fé com o sacrifício de incontáveis mártires missionários e o trabalho colossal dos imigrantes europeus que nos comunicaram sua cultura e civilização modeladas por séculos de prática dos ensinamentos evangélicos.

O bispo de Essen ecoa a subversiva promessa de que o clero será cada vez mais independente nas igrejas da América Latina do gênero da amazônica vindoura. Assim, a cartilha da Teologia da Libertação será completamente aplicada.

E como sinal do que sairá dessa “independência” – que seria mais correto etimologicamente chamar de “cisma” – o bispo pressagia que mulheres oficiarão cultos religiosos e conduzirão a vida diocesana.

“O rosto da igreja local é feminino”, sintetizou, assaz arbitrariamente Mons. Overbeck.

Vídeo: Do Pacto das Catacumbas a Francisco
Depoimentos de bispos brasileiros que participaram do Concílio Vaticano II.



Nada disto é muito novo. Já vinha sendo “cozinhado” há pelo menos décadas, por exemplo, no secreto “Pacto das Catacumbas” promovido por Dom Helder Câmara durante o Concílio Vaticano II.

O Pacto é renovado ciclicamente em celebrações catacumbais em Roma. Nele foram sendo iniciadas novas gerações de bispos. Suas subversivas ideias religiosas penetraram os documentos conciliares e incendiaram as turbulentas comoções do período pós-conciliar.

Para evitar que qualquer bispo saia da linha pré-escrita os organizadores do Sínodo, cujo relator geral é o Cardeal Claudio Hummes por indicação do Papa Francisco, elaboraram um Documento Preparatório do Sínodo dos Bispos para a Assembleia Especial para a Pan-Amazônia.

Confira: Sínodo da Amazônia: rumo a uma Igreja ecológica que enxota Jesus Cristo e desagrega o Brasil?

Igreja ecológica amazônica dispensa a Redenção. Catequização e civilização são os únicos pecados

O materialismo da Igreja ecológica amazônica deixa Karl Marx atrás

Por trás da utopia pan-amazônica: luta de classes planetária, “liturgia esotérica” e ruptura com a Igreja, ingentes danos aos índios

Liturgia esotérica para cultuar a divindade dos abismos da “Mãe Terra”

Convite a uma revolução de fundo comunista e de espírito supersticioso abismal

O bispo de Essen apresentou como argumento a vertiginosa queda da proporção de católicos no Brasil.

O ex-jesuíta Thomáz de Aquino Lisboa, que largou a religião para viver com os índios em MT, representa a Igreja irreconhecível que querem produzir no Sínodo
O ex-jesuíta Thomáz de Aquino Lisboa,
que largou a religião para viver com os índios em MT,
representa a Igreja irreconhecível que querem produzir no Sínodo
Queda que só não impressiona à CNBB que considera que o engajamento em causas sociais justifica e até supera a perda da Fé de dezenas de milhões de fiéis.

Enquanto dito Sínodo não começa, Mons. Overbeck prossegue com sua campanha para mudar o ensinamento católico sobre o homossexualismo.

Em janeiro, segundo o mesmo site dos bispos alemães Katholische.de o bispo propôs em artigo para o jornal católico Herder Korrespondenz uma mudança no conceito tradicional católico.

Ele excogitou uma “despatologização” do homossexualismo, preconceito de sua lavra, que atribui aos católicos em geral.

Ele reclama uma “liberação há tempo necessária” para as pessoas com atração pelo mesmo sexo.

Enquanto essa dívida libertária não for paga, o prelado imagina que vigorará uma “marginalização intelectual do ensinamento moral católico”.

Leia-se continuará a hostilização e até a perseguição aos verdadeiros ensinamentos da Bíblia, Antigo e Novo Testamentos sem exceção.

Em poucas palavras, ou se aceita o cangaço do erro imoral contrário a Cristo ou ... chibata!

Essa parece ser a atitude de fundo que inspira as metas “cozinhadas” pelos teólogos do comuno-progressismo para o próximo Sínodo Pan-Amazônico.

O incrível é que esse anticristianismo todo esteja sendo promovido com o pretexto de trabalhar pela ecologia!